"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

quinta-feira, 30 de julho de 2009

PRECONCEITOS E CONCEITOS SOBRE MISSÕES



I - PRECONCEITOS COM A OBRA MISSIONÁRIA:
(Gn 4.9) “Não sei. Acaso sou eu guardador do meu irmão”

Quando Deus perguntou a Caim: “onde está Abel teu irmão?” Ele respondeu com outra pergunta: “Não sei. Acaso sou eu guardador do meu irmão?” Abel faltou com o temor, com a ética, com a educação, quebrando todas as regras do bom proceder. Existem muitos crentes que acham que a responsabilidade da evangelização do mundo é de todos menos deles.

a) Deus nos faz responsáveis por nossos irmãos de sangue.
Js: 24.15 (família)
b) Deus nos faz responsáveis por nosso irmão de pátria.
Ex: 3.10 (Nossos compatriotas)
e) Deus nos faz responsáveis por nossos irmãos de raça.
Rm: 9. 3; Ex: 32.32 (Nossos parentes)
d) Deus nos faz responsáveis por nossos irmãos de fé.
Tg 5.19,20 (Os desviados).
e) Deus nos faz responsáveis pela nossa geração.
Pv 24.11 (Nossos contemporâneos)


II- O CONCEITO BÍBLICO SOBRE MISSÕES
1- Missões é um sentimento de responsabilidade na geração de filhos espirituais. (Gn 30.1)
2- Missões é um sentimento que envolve a própria segurança espiritual. (Ex 32.30-33)
3- Missões é um sentimento que dá prioridade absoluta aos valores espirituais. (Mt 6.33)
4- Missões é um sentimento de renuncia as necessidades pessoais. (Jo 4.31-35)
5- Missões é um sentimento de paixão pelos perdidos da terra.

III- O CONCEITO PAULINO SOBRE MISSÕES:
1-Paulo tinha um profundo sentimento de obrigação com a obra missionária. (1 Co 9.16)
2-Paulo tinha um profundo sentimento de responsabilidade com missões. (1 Co 9.19,20)
3-Paulo tinha um profundo sentimento de entrega à causa missionária. (1 Co 9.24-27)
4-Paulo tinha um profundo sentimento de gratidão pessoal a Deus, (1 Co 9.21-23)
5-Paulo tinha um profundo sentimento de cumprimento do dever missionário. (At 20.24)
6-Paulo tinha um profundo sentimento de obediência a vontade do Senhor. (At 21.8-14)

terça-feira, 28 de julho de 2009

HÁVERÁ ESPERANÇA PARA OS POVOS NÃO ALCANÇADOS?




A SOLUÇÃO PARA ESTES POVOS

Como hoje, na época de Paulo havia muitos povos sem a presença do testemunho do evangelho de Jesus Cristo. Paulo sabia que a única solução para eles estava na bendita pessoa de Jesus Cristo e sua obra salvadora. Ele escreve em Romanos 10:9, 10, 13: "Se com tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para a justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação. ...Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo." Mas Paulo não pára aqui e começa a fazer uma série de perguntas que nos colocam contra a parede.
Continua ele: "Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem nada ouviram? e como ouvirão se não há quem pregue? e como pregarão se não forem enviados? ...Assim, a fé vem pelo ouvir e ouvir da palavra de Cristo (Rm 10:14, 15a, *17 - grifo próprio).
A resposta às perguntas do apóstolo é uma só: É impossível! É impossível invocar aquele em quem não creram. É impossível crerem em Jesus se não ouviram nada a seu respeito. É impossível que ouçam o evangelho se ninguém for lhes falar. A não ser que as igrejas enviem missionários para levar-lhes as boas novas, que Jesus veio ao mundo e efetuou a obra da salvação, continuarão ignorando tão grande bênção.
Fica claro então, que é impossível ao homem chegar ao conhecimento de Jesus sem que alguém lhe fale acerca disto. "E como pregarão se não forem enviados?" É papel da igreja providenciar treinamento, envio de missionários até estes povos e sustento para o missionário no campo(cf. At 13:1-3). A não ser que alguém lhes seja enviado, eles nunca ouvirão da salvação que só há na pessoa do Senhor Jesus.
Pedro afirma: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos " (At 4:12). Em I Timóteo lemos: "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (ver também: At 5:31; 13:23; Fp 3:20; ITm 1:10: Tt 1:4, 2:13, 3:6; IIPe 1:1, 2:20, 3:18; IJo 4:14; Jd 25). Se não lhes falarmos acerca deste único salvador, continuarão nas suas práticas abomináveis (animismo, idolatrias, feitiçarias, satanismo etc.), permanecendo em estado de condenação eterna.
A Bíblia nos mostra que mesmo os santos do antigo Testamento foram salvos por confiarem nas promessas de Deus acerca da vinda do Messias. Isto implica que mesmo na Dispensação da Lei ninguém foi salvo por ela, e sim por Jesus. Visto que homem nenhum conseguiu guardar integralmente a lei, fazendo-se assim maldito (Gl 3:10; Tg 2:10), nenhum homem foi justificado pela lei.
Tomemos Abraão e Moisés como exemplo. Paulo afirma que Abraão foi justificado pela fé e não por obras da lei, pois ela (a Lei) veio somente 430 anos depois dele. Abraão cria que um dia viria o Messias, o Cristo de Deus. Isso o livrou da perdição eterna. Pela fé Abraão viu o dia que Cristo viria ao mundo. Foi o próprio Jesus (antes da crucificação) que afirmou esta verdade maravilhosa. Disse ele aos judeus: "Vosso pai Abraão alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se" (Jo 8:56). Mais interessante ainda é o que o escritor aos hebreus afirma acerca de Moisés. Aliás, fica claro e patente em quem Moisés depositava sua fé.
Leiamos Hebreus 11:14-26: "Pela fé Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus, a usufruir os prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão" (grifo próprio). Porém, como é do nosso conhecimento, na época de Moisés, o Cristo ainda não havia se manifestado corporalmente aos homens. Como então Moisés pode preferi-Lo às riquezas e pompas do grandioso e poderoso Reino Egípcio?
Certamente, Moisés havia tomado conhecimento da promessa feita por Deus de que um dia viria Aquele que esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3:15) e decidiu pôr sua confiança nEle. Assim sendo, podemos crer que não só Moisés, mas vários outros também apegaram-se às promessas de Deus que um dia o Messias viria para redimi-los dos seus pecados. Era uma fé que olhava para frente e confiava inteiramente nas promessas divinas (ver Hb 11:113,14; IPe 1:10-12).
Jesus mesmo abençoou estes homens do passado que, mesmo sem vê-lo, creram nEle. Confirmando assim a idéia expressa na carta aos hebreus. Quando o duvidoso Tomé viu Jesus ressurreto e creu, ouviu dEle as seguintes palavras: "Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram, e creram" (Jo 20:29).
Segundo o que temos visto, fica claro e patente que a salvação só se dá mediante a fé na pessoa bendita de Jesus Cristo. Portanto, tentar apontar outro caminho, além do que foi posto por Deus , tentando dar um "jeitinho" para a nossa desobediência ao Ide de Jesus, é um erro que traz conseqüências GRAVES E ETERNAS: Para nós, porque nos fazemos omissos em relação à obra missionária; para eles porque continuarão a caminhar nas trevas da perdição.
Como hoje, na época de Paulo havia muitos povos sem a presença do testemunho do evangelho de Jesus Cristo. Paulo sabia que a única solução para eles estava na bendita pessoa de Jesus Cristo e sua obra salvadora. Ele escreve em Romanos 10:9, 10, 13: "Se com tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para a justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação. ...Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo." Mas Paulo não pára aqui e começa a fazer uma série de perguntas que nos colocam contra a parede.
Continua ele: "Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem nada ouviram? e como ouvirão se não há quem pregue? e como pregarão se não forem enviados? ...Assim, a fé vem pelo ouvir e ouvir da palavra de Cristo (Rm 10:14, 15a, *17 - grifo próprio).
A resposta às perguntas do apóstolo é uma só: É impossível! É impossível invocar aquele em quem não creram. É impossível crerem em Jesus se não ouviram nada a seu respeito. É impossível que ouçam o evangelho se ninguém for lhes falar. A não ser que as igrejas enviem missionários para levar-lhes as boas novas, que Jesus veio ao mundo e efetuou a obra da salvação, continuarão ignorando tão grande bênção.
Fica claro então, que é impossível ao homem chegar ao conhecimento de Jesus sem que alguém lhe fale acerca disto. "E como pregarão se não forem enviados?" É papel da igreja providenciar treinamento, envio de missionários até estes povos e sustento para o missionário no campo(cf. At 13:1-3 - ver apêndice 1). A não ser que alguém lhes seja enviado, eles nunca ouvirão da salvação que só há na pessoa do Senhor Jesus.
Pedro afirma: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos " (At 4:12). Em I Timóteo lemos: "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (ver também: At 5:31; 13:23; Fp 3:20; ITm 1:10: Tt 1:4, 2:13, 3:6; IIPe 1:1, 2:20, 3:18; IJo 4:14; Jd 25). Se não lhes falarmos acerca deste único salvador, continuarão nas suas práticas abomináveis (animismo, idolatrias, feitiçarias, satanismo etc.), permanecendo em estado de condenação eterna.
A Bíblia nos mostra que mesmo os santos do antigo Testamento foram salvos por confiarem nas promessas de Deus acerca da vinda do Messias. Isto implica que mesmo na Dispensação da Lei ninguém foi salvo por ela, e sim por Jesus. Visto que homem nenhum conseguiu guardar integralmente a lei, fazendo-se assim maldito (Gl 3:10; Tg 2:10), nenhum homem foi justificado pela lei.
Tomemos Abraão e Moisés como exemplo. Paulo afirma que Abraão foi justificado pela fé e não por obras da lei, pois ela (a Lei) veio somente 430 anos depois dele. Abraão cria que um dia viria o Messias, o Cristo de Deus. Isso o livrou da perdição eterna. Pela fé Abraão viu o dia que Cristo viria ao mundo. Foi o próprio Jesus (antes da crucificação) que afirmou esta verdade maravilhosa. Disse ele aos judeus: "Vosso pai Abraão alegrou-se por ver o meu dia, viu-o e regozijou-se" (Jo 8:56). Mais interessante ainda é o que o escritor aos hebreus afirma acerca de Moisés. Aliás, fica claro e patente em quem Moisés depositava sua fé.
Leiamos Hebreus 11:14-26: "Pela fé Moisés, quando já homem feito, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus, a usufruir os prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão" (grifo próprio). Porém, como é do nosso conhecimento, na época de Moisés, o Cristo ainda não havia se manifestado corporalmente aos homens. Como então Moisés pode preferi-Lo às riquezas e pompas do grandioso e poderoso Reino Egípcio?
Certamente, Moisés havia tomado conhecimento da promessa feita por Deus de que um dia viria Aquele que esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3:15) e decidiu pôr sua confiança nEle. Assim sendo, podemos crer que não só Moisés, mas vários outros também apegaram-se às promessas de Deus que um dia o Messias viria para redimi-los dos seus pecados. Era uma fé que olhava para frente e confiava inteiramente nas promessas divinas (ver Hb 11:113,14; IPe 1:10-12).
Jesus mesmo abençoou estes homens do passado que, mesmo sem vê-lo, creram nEle. Confirmando assim a idéia expressa na carta aos hebreus. Quando o duvidoso Tomé viu Jesus ressurreto e creu, ouviu dEle as seguintes palavras: "Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram, e creram" (Jo 20:29).
Segundo o que temos visto, fica claro e patente que a salvação só se dá mediante a fé na pessoa bendita de Jesus Cristo. Portanto, tentar apontar outro caminho, além do que foi posto por Deus , tentando dar um "jeitinho" para a nossa desobediência ao Ide de Jesus, é um erro que traz conseqüências GRAVES E ETERNAS: Para nós, porque nos fazemos omissos em relação à obra missionária; para eles porque continuarão a caminhar nas trevas da perdição.

domingo, 26 de julho de 2009

JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS

Índia - Orissa - Kandhamal - perseguição e limpeza religiosa

Autor: João Cruzué

Milícias de fundamentalistas hindus da VHP - Vishaw Hind Parishat destroem Igrejas cristãs, prontos-socorros, orfanatos, matam pastores, queimam pessoas vivas e expulsam 50.000 cristãos de suas vilas e casas no distrito de Kandhamal, Estado de Orissa, na Índia. Milhares de famílias estão morando em campos de refugiados ou no meio do mato. A ordem é dos perseguidores é: Só volta para casa quem se reconverter ao hinduísmo. As autoridades indianas no momento estão ocupadas com outras coisas ditas "mais importantes". Por ventura estão esperando que o mal se alastre pelo país inteiro? A terra de Ghandi que defenestrou a Inglaterra de seu território pela uso da não-violência e da greve de fome, agora se esquece dos ensinos do Mahatma e comete todo tipo de barbarismo.


Orissa Vergonha para a Índia - Parem de matar cristãos!




Campo de Refugiados em Orissa




Isto era um orfanato católico. Aqui uma jovem de 20 anos foi queimada viva.




Bombeiros tentando debelar as chamas de um templo cristão.







Enquanto isso, os verdadeiros culpados pela morte do líder hinduísta, assassinado em 23 de agosto de 2008, estão nas sombras. As autoridades do Estado de Orissa pela forma pouco convincente de atuação parecem que não se importarem muito com o sofrimento dos cristãos. Eles sofrem e são perseguidos por serem alvo de dois preconceitos ao mesmo tempo: são Dalits e cristãos.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O PODER DE DEUS OPERANDO NA ÍNDIA


"[...] como podemos saber o caminho? Respondeu Jesus: 'Eu sou o caminho, a verdade e a vida'." João 14:5b, 6a

Nesse início de ano, a Índia tem recebido muito destaque na mídia brasileira. Pode-se dizer que não só no Brasil. A grande surpresa do Oscar esse ano foi um filme indiano, que não apresenta o país como uma maravilha, mas, sem dúvida, traz sobre ele olhares do mundo inteiro. Além disso, o desempenho econômico tem dado destaque para a Índia nos principais jornais do mundo. Esse país tem influenciado as tendências da moda, de comportamento, de linguagem e relacionamento da população. No âmbito cristão, a Índia também gerou uma atenção especial, mas não para criar tendências, e sim para levar irmãos à oração. A Índia sempre apresentou algumas limitações em relação à liberdade religiosa, mas depois de agosto de 2008, em que cristãos foram acusados de matar o líder hindu Saraswati, a violência aumentou gravemente. De acordo com a Classificação de países por perseguição, publicada anualmente pela Portas Abertas, a Índia subiu de posição. De 30º lugar em 2008, foi para 22º, entrando no grupo de nações com “Limitações severas”, principalmente após a onda de acidentes no final do ano. Fontes afirmam que inúmeros cristãos foram atacados e mortos, e muitas casas e igrejas destruídas. Para saber mais detalhes sobre os incidentes na Índia, assista aqui ao vídeo em que o irmão André fala sobre a situação no país. Neste ano, temos recebido diversas notícias sobre os incidentes com cristãos que ocorrem no país. Essa é uma das realidades da Índia, um cenário de intolerância religiosa sem perspectiva de melhoras. Um país que necessita profundamente descobrir e conhecer o único CAMINHO, verdade e vida: Jesus Cristo. Ele é o Caminho para a Índia. Durante o mês de março, a Missão Portas Abertas publicará em seu site uma série com três artigos especiais sobre a Índia. Acompanhe semanalmente as notícias em nosso site e fique informado sobre a perseguição de nossos irmãos indianos.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

COMO OUVIRÃO? - 2ª PARTE



A SITUAÇÃO DOS POVOS NÃO ALCANÇADOS

A Bíblia é clara ao afirmar que "todos pecaram" (Rm 3:23) e nisto não há exceção. Todos os homens nascidos da união de um homem e de uma mulher (isto exclui o Senhor Jesus Cristo) estão na condição de pecadores caídos e em total rebeldia contra Deus. Quando Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, diz que todos pecaram, estão incluídos pretos, brancos, amarelos, vermelhos etc. Logo, para Deus estão todos mortos nos seus delitos e pecados (Ef 2:1,5) e, portanto, perdidos eternamente. Esta é a condição de todos aqueles que ainda não se renderam a Jesus; quer tenham ou não ouvido! O homem não é pecador porque peca, mas peca por já ter nascido pecador (Sl 51:5). Deus já havia revelado a Salomão esta verdade. Ele diz: "Não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e que não peque" (Ec 7:20).
Como disse Moody: "Se Deus tirou, ou melhor, expulsou Adão do Paraíso terrestre por um só pecado, crêem os senhores que Ele nos deixará entrar no céu, conservando ainda os milhares de pecados em nossas vidas, e sem apelarmos para a expiação do nosso Senhor Jesus Cristo?" Alguém já disse, tentando exemplificar a situação espiritual do homem natural: "O mais limpo não é aquele que não se suja, mas sim aquele que se limpa." E só quem pode limpar o homem da mancha do pecado é o Senhor Jesus. Paulo, querendo mostrar a condição espiritual de todos os seres humanos, escreveu: "Como está escrito: Não há um justo, nem sequer um, não há quem entenda, não há quem busque a Deus; todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. A garganta deles é sepulcro aberto; com a língua urdem engano, veneno de víbora está nos seus lábios, a boca eles a tem cheia de maldição e de amargura; são o seus pés velozes para derramar sangue, nos seus caminhos há destruição e miséria; desconhecem o caminho da paz. Não há temor de Deus diante dos seus olhos" (Rm 3: 10-18 - grifo próprio).
Esta é a terrível, mas real, situação da humanidade sem Cristo. Esta citação do Antigo Testamento nos mostra que todos, sem exceção, são pecadores e, portanto, injustos. "...pois já temos demonstrado que todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado" (Rm 3:9). Nesta passagem da carta aos romanos, os homens são comparados a sepulcros (túmulos) abertos. Isto indica que toda sua podridão espiritual está exposta aos olhos de Deus. Diga-se de passagem que a visão de um sepulcro aberto não é das mais agradáveis. Os que já tiveram a desagradável oportunidade de assistir à abertura de um sepulcro ou mesmo à exumação de um cadáver, hão de concordar comigo. Isto sem falar nos outros itens citados pelo apóstolo, que mostram a total prostração na qual o homem se encontra. Ele está totalmente vencido pelo pecado. Já recebeu o xeque-mate e só Jesus o pode livrar desta terrível situação.
Foi nesta terrível condição que a queda deixou a humanidade. Devido a isso, o homem não se encontra, no seu estado natural, em condições de ser aceito por Deus. A entrada do pecado no mundo foi o acontecimento mais terrível de toda a história da humanidade. Disto resultou todo o tipo de coisa ruim que podemos observar no decorrer da história, até hoje.
Por isso lemos no profeta Isaías que: "...todos nós somos como o imundo e todas as nossas justiças como trapo da imundícia" (Is 64:6). Quem de boa vontade aceitaria uma apetitosa maçã ou mesmo uma apetitosa fatia do seu bolo preferido das mão putrefatas de um leproso? Creio que ninguém! Haja vista estão contaminadas pela doença. Também pesa o fato de que a lepra faz a pessoa apodrecer aos poucos, dando-lhe um aspecto desagradável. Da mesma forma Deus não aceita as "justiças" daqueles que não passaram pelo "lavar regenerador e renovador do Espírito Santo" (Tt 3:5). O livro de Provérbios afirma categoricamente que até mesmo a lâmpada (revista e atualizada) ou a lavoura (revista e corrigida) dos perversos é pecado (Pv 21:4). Portanto, a conclusão a qual se chega é que tudo o que o homem sem Cristo faz, até mesmo coisas aparentemente boas, estão contaminadas pela terrível mancha do pecado.
Todo os homens sem Cristo passarão por julgamento e já estão em estado de condenação eterna (Jo 3:18). Lemos isto em Romanos 2:11-16: "Porque para com Deus não há acepção de pessoas. Assim todos os que pecaram sem lei, também sem lei perecerão; e todos que com lei pecaram, mediante lei serão julgados. Porque os simples ouvidores da lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Quando pois os gentios que não tem lei, procedem por natureza de acordo com a lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada nos seus corações, testemunhando-lhes também a consciência, e os seus pensamentos mutuamente acusando-se ou defendendo-se; no dia em que Deus, por meio de Cristo Jesus, julgar os segredos dos homens, em conformidade com o meu evangelho" (grifo próprio).
"Paulo observou que os gentios freqüentemente se comportavam como se estivessem obedecendo à lei de Moisés, quando de fato jamais tinham ouvido falar de Moisés ou de sua lei! Como isso podia acontecer? Perguntou ele. Mais tarde, o Espírito de Deus guiou Paulo a uma resposta surpreendente: "Quando pois os gentios que não têm lei, procedem por natureza em conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos" (Rm 2:14). Isso na realidade não basta, mas é muito melhor que não ter lei alguma!
Paulo continua: "Não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos. Estes mostram a norma da lei gravada nos seus corações, testemunhando-lhes também a consciência, e os seus pensamentos mutuamente acusando-se ou defendendo-se".
Salomão, ...discerniu que Deus "pôs a eternidade no coração do homem" (veja Ec 3:11). Agora, o apóstolo acrescenta que Deus também escreveu as exigências da lei no mesmo lugar!
O homem não-regenerado é duplamente perseguido! Primeiro, ele sente a eternidade, em direção a qual se move. A seguir, descobre em seu próprio coração uma lei que o condena a não atingir seu destino eterno!
Não é de admirar que Paulo tenha escrito em outro ponto: "Ai de mim se não pregar o evangelho" (ICo 9:16). Nada mais pode dar fim a esta dupla perseguição do homem!" (Grifo próprio).1
Aquele que ouviu de Jesus será julgado levando em conta a oportunidade que teve e desprezou. Aqueles que nunca ouviram serão julgados, tendo a seu favor o fato de não terem ouvido. Contudo, segundo o texto, perecerão (Rm 2:12).
Porém, se o princípio encontrado em Lucas 12:48:"Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez cousas dignas de reprovação, levará poucos açoites. Mas aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e aquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão". Se este princípio, como já dissemos, pode ser ligado a Romanos 2:12, poderíamos afirmar que haverá graus de punição para os perdidos. Quem teve muitas oportunidades terá castigo mais severo; quem teve poucas, castigo menos severo, e quem não teve nenhuma, castigo ainda mais brando.
Foi o próprio Senhor Jesus quem disse aos seus discípulos que haveria menos rigor para as terríveis pessoas das cidades de Sodoma e Gomorra no dia do juízo, do que para aquelas que não os recebessem (os discípulos) e nem dessem ouvido às palavras deles (cf. Mt 10:15; Lc 10:10-12). Ele chega a citar nominalmente três cidades como merecedoras de mais rigor por desprezarem seus sinais miraculosos, e cita outras três, que receberão menos rigor, por não terem tido as oportunidades que as três primeiras tiveram.
Para que isto fique bem claro em nossas mentes, leiamos este episódio: "Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido. Ai de ti Corazim! Ai de ti Betsaida! Porque se em Tiro e Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que eles se teriam arrependido com pano de saco e cinza. E contudo vos digo: No dia do juízo haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outros. Tu, Cafarnaum, elevar-te-as, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje. Digo-vos, porém, que menos rigor haverá no dia do juízo para com a terra de Sodoma, do que para contigo" (Mt 11:20-24; cf. Lc 10:13-14 - grifo próprio). As mesmas afirmações são feitas a respeito da rainha do norte e de Nínive.
Fica claro que haverá graus de rigor para todos os perdidos. Porém, não cabe a nós o fazer asseverações ousadas sobre os pormenores da punição para estes homens. Convém ir somente até onde a Bíblia nos permite. É importante frisar que, esta atenuante sobre os graus de rigor, não deve nos levar a continuar acomodados quanto à pregação do evangelho aos povos não alcançados. Vale lembrar que o "melhor" lugar no inferno é infinitamente pior que o lugar mais "humilde" no céu.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

COMO OUVIRÃO? - 1ª PARTE


INTRODUÇÃO

Quando se fala em alcançar com o evangelho aqueles que nunca ouviram a respeito da salvação que há unicamente na pessoa de Jesus Cristo, somos logo confrontados com justificativas segundo as quais não deveríamos nos envolver com o trabalho missionário entre os povos não alcançados.

Eis algumas das mais comuns:
1) há muitos perdidos aqui mesmo. Trabalhemos primeiro aqui e depois, que os de perto forem salvos, pensaremos nos de longe;
2) primeiro temos que evangelizar "nossa Jerusalém";
3) é muito difícil enviar um missionário, somos pobres e não temos dinheiro para tanto;
4) há tantos lugares aqui mesmo em nosso estado sem os "nossos princípios", para que então evangelizar outros povos?
5) meu irmão, não se preocupe com isto! Quem nunca ouviu é inocente, por isso não vai para o inferno;
6) eles são salvos por observarem a criação de Deus. Afinal, o Salmo 19 diz que "os céus proclamam a glória de Deus".

Todas estas justificativas são fruto de u'a má compreensão daquilo que a Bíblia fala sobre missões. As quatro primeiras derivam-se de uma visão extremamente limitada da tarefa missionária da Igreja. Uma delas (a terceira) demonstra uma falta de confiança no Deus que supre todos os recursos para a expansão da Sua obra. Demonstram, também, uma maior preocupação em implantar nossos "santos" princípios denominacionais, do que fazer conhecido em toda a Terra o nome de Jesus. É bom termos em mente que o nosso chamado primordial é para pregar a salvação em Cristo Jesus e não nossos princípios eclesiásticos.
A quinta "desculpa" pode ser respondida até mesmo pela lógica. Se a "inocência" por não ter ouvido fosse base para a salvação, a questão da queda e conseqüente perdição seria facilmente resolvida. Deus deixaria a humanidade na mais completa ignorância quanto à sua condição espiritual e todos, por não saberem, seriam salvos. Ele nem precisaria ter passado o terrível desconforto de ver o seu Filho amado morrer na cruz. Jesus também não precisaria ter se feito homem e sofrido o escárnio, açoites, e, por fim, o horror da cruz.
A cruz foi o acontecimento mais horrendo, terrível e cruel da história. Se houvesse qualquer outro meio, um único, por menor que fosse, Jesus a teria evitado. Se houvesse qualquer outro caminho que pudesse substituir o Calvário, Ele o teria trilhado. Se fez-se necessária a morte do Filho de Deus pelos pecados da humanidade é porque não havia, em todo o universo, outra possibilidade de salvação para nós, pecadores.
Todas as justificativas são infundadas, porém, as duas últimas são as mais perigosas, pois tem levado os cristãos a um profundo comodismo em relação aos povos não alcançados. Se isso não fosse, por si só, um mal terrível, as duas, quando examinadas com a devida atenção, se mostram totalmente destituídas de qualquer apoio bíblico. Veremos, mais à frente, que não há sequer um homem inculpável em todo o mundo e que a criação não leva ninguém à salvação, à vida eterna.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

NÃO ENVIE MISSIONÁRIOS

Não envie missionário se fores esquecê-lo

Não envie missionário se não queres mantê-lo

Não envie missionário se não queres ajudá-lo

Não envie missionário se queres só retorno financeiro

Não envie missionário só com palavras sem ação de fato

Não envie missionário para cobrar resultados rápidos

Não envie missionário se julgar que um missionário é um super homem

Não envie missionário só para fazer nome

Não envie missionário se vai deixar falta-lhe o pão

Não envie missionário se vai faltar-lhe comunicação

Não envie missionário se teu coração não for com ele

Não envie missionário se não é capaz de amá-lo

Somente envie missionário se há em tua vida e coração amor e compromisso com missões!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Robert Morrison, o primeiro missionário protestante na China


Tradução: João Cruzué

Robert Morrison nasceu na Escócia em 1782, de uma piedosa família de crentes Presbiterianos. Eram muito pobres e seu pai trabalhava fabricando formas de sapatos. Robert teve que deixar os estudos ainda criança para ajudar-lhe, mas como gostava de aprender, seguiu com os estudos em casa.

Aos 15 anos entendeu o que é mais importante na vida: que ele era um pecador, um homem perdido e para se salvar devia aceitar a Jesus como seu Salvador. Assim ele fez, e depois disso, compreendeu que era seu dever levar também a outros a história desse Salvador para que todos também pudessem se livrar de seus pecados.

Depois de trabalhar por uns tempos nas Igrejas da Inglaterra, Morrison associou-se na Sociedade Missionária de Londres com a idéia de se tornar um missionário na China. Por essa ocasião já dominava o latim, o grego e o hebraico.

Como não havia nenhum missionário protestante ainda na China, Morrison se apresentou para ser o primeiro. Como a principal tarefa que lhe haviam encomendado foi a tradução da Bíblia para o mandarim, se propôs a estudá-lo, enquanto se preparava em medicina e astronomia.

Quando encontrou um manuscrito que continha a tradução de alguns trechos da Bíblia em uma biblioteca, tirou uma cópia para estudar detalhadamente, com a ajuda de um chinês que se ofereceu para ajudar. Esse esforço lhe foi muito útil, pois lhe permitiu economizar um tempo precioso quando esteve na China.

Para chegar até lá teve que viajar por cinco meses. Em 04 de setembro de 1807 aportou-se na cidade de Cantão, ao SUL do país, ao lado de Macau, uma colônia portuguesa. Permaneceu ali durante algum tempo, depois conheceu a jovem Mary Morton, com quem se casou em fevereiro de 1809.

Morrison não se deu conta de quão grandes eram as dificuldades que precisava vencer para chegar lá. O que sabia do idioma não lhe permitia o necessário para uma tradução, e quando buscou um mestre não pode encontrá-lo, pois havia uma lei que condenava à morte qualquer pessoa que ensinasse a língua chinesa a um estrangeiro.

Finalmente apareceram dois homens que tinham conhecido alguns missionários católicos que aceitaram ajudar, embora cheios de temor. O medo que possuíam não era tanto quanto à morte em si, senão pela sua forma, em meio a torturas terríveis. Estavam a tal ponto assustados que levavam sempre consigo um frasco com veneno para suicidarem-se caso fossem descobertos.

Aprender o chinês não era coisa fácil e por aquela época era ainda pior, pois não existiam nem dicionários nem bons professores.

John Wesley afirmou certa vez que “ O chinês era um invento do diabo para que não se pudesse pregar o evangelho aos chineses”. Milne, um missionário que mais tarde seria companheiro de Morrison, dizia que para aprender o mandarim era preciso: um corpo de bronze, pulmões de aço, cabeça de carvalho, olhos de águia, coração de apóstolo e memória de anjo... e a vida de Matusalém”

Além de trabalhar na tradução da Bíblia, Morrison se ocupou de fazer uma gramática e um dicionário, para que os missionários depois dele, pudessem aprender o idioma com mais facilidade.

Um chinês chamado Tsae A-ko, foi um grande instrumento preparado por Deus para ajudar o trabalho de Morrison.. Ele ia de noite a sua casa, as portas e as janelas eram bem fechadas, para que ninguém de fora visse o que faziam, por que corria perigo de vida, e ali se punha a traduzir ou corrigir, enquanto que Morrison lhe ensinava as verdades do Evangelho.

Foram gastos 14 anos para traduzir a Bíblia e 16, para concluir o dicionário que foi editado em quatro volumes, com cerca de 4.500 páginas cada um. Tsa A-Ko compreendeu finalmente que aquilo que o missionário lhe ensinava era a Verdade e se batizou em 1814, tornando-se então o primeiro evangélico chinês

Depois de ter traduzido a Bíblia, o problema era sua publicação, pois as penas para quem imprimisse livros cristãos eram tão severas como para aquele que ensinava o idioma. Afortunadamente, depois de muito trabalho, Morrison encontrou quem o fizesse, todavia secretamente. Para diminuir o medo do impressor, quando os pacotes com as Bíblias eram entregues, ele os rotulava com um título falso para disfarçar o “perigoso conteúdo”.

Porém, Morrison não se dedicou somente a traduzir, senão que chegou a estabelecer uma escola chamada Colégio Anglo-Chinês, mais tarde conhecido como Ying Wa College. Esta escola foi transladada para Hong Kong no ano de 1843, quando este território passou a ser controlado pelos britânicos. Esta instituição permanece até os dias de hoje como uma escola secundária.

Robert Morrison nunca teve uma boa saúde e, como trabalha muito, era mesmo impossível que sarasse completamente. Morreu quase repentinamente em 1º de agosto de 1834 em Cantão, China, quanto tinha 52 anos.

Durante sua vida conseguiu a conversão de poucas pessoas, mas seu trabalho traduzindo a Bíblia, preparando o dicionário inglês-mandarim e de edição de uma gramática sino-inglesa, fez com que fosse possível a conversão de milhares de chineses depois da sua morte.

Fonte: http://biografas.blogspot.com/2007/03/robert-morrison.html

domingo, 12 de julho de 2009

ENVOLVA-SE COM MISSÕES


“…como ouvirão se não há quem pregue?” – Romanos 10:14b

Infelizmente vivemos em uma época onde os valores eternos estão enfraquecidos, mesmo dentro da igreja. Os crentes não se interessam mais pelas coisas eternas e só se preocupam com as coisas dessa vida, como se essa vida terrena fosse à única reservada para o homem. Não, essa vida não é a única reservada para nós, a eternidade nos espera. Muitos terão uma eternidade com Deus, porém, outros terão uma eternidade sem Deus e cheia de sofrimento. A minha tristeza está no fato de que apenas metade de minha vida foi entregue para a obra missionária, enquanto milhões caminham rumo a uma eternidade sem Deus. Se nós tivéssemos entendimento das coisas eternas, ao imaginar que alguém passará a eternidade perdido e sem Deus, nós não nos calaríamos, pararíamos de ser crentes mesquinhos, que vivem tentando resolver somente suas misérias espirituais, pelo contrário, nos daríamos inteiramente a missões até que todos tivessem ouvido.
Nestes últimos dez anos tem existido um clamor no meu coração, uma clamor das nações. Não consigo apagar da minha mente as imagens das aldeias timorenses, com milhares de pessoas e sem uma igreja e uma esperança de eternidade com Deus. Não consigo apagar da minha mente a imagem das multidões de jovens que caminham perdidas nas ruas de Dili, capital timorense, desocupadas, desorientadas, sem esperança de um futuro melhor aqui e muito menos na eternidade. Também não consigo tirar da minha memória a imagem das aldeias miseráveis do Timor e nem esquecer as muitas ilhas do sudeste asiático onde o islã tem aprisionado milhares de pessoas. Não consigo esquecer a conversa que tive com um jovem timorense com quem conversei que com um olhar triste e o coração pesado lamentou nunca ter ouvido falar de Jesus. A realidade das coisas eternas me incomoda me leva a esquecer de mim mesmo e a querer me envolver ainda mais em missões. Nos meus momentos a sós com Deus tenho renovado meu compromisso missionário. A situação é urgente e não posso me dar ao luxo de me ocupar comigo mesmo.
Todo crente deve se envolver com missões e os que se recusam a fazê-lo dará contas ao Senhor por sua negligência. Houve um determinado momento na história de missões, que vemos a igreja moraviana onde havia mais missionários no campo, enviados por eles do que crentes dentro de suas igrejas.
Missões exigem compromisso, exige sacrifício. Se a sua oferta ao Senhor ainda não te custou nada, ela ainda não valeu. Precisamos estar dispostos a sacrificar ao Senhor. Em Madagascar, um pequeno país no sul do continente africano está os túmulos de mais de mil e quinhentos missionários noruegueses que ali morreram ao longo dos anos pregando o evangelho. Desde os relatos bíblicos até os dias de hoje ainda existem muitos servos fiéis sacrificando ao Senhor para que todos ouçam o evangelho.
Precisamos nos envolver com missões além fronteiras, pois não basta pregar somente em Jerusalém. O evangelho só é boas novas se ele chega às nações a tempo para a salvação dos homens, caso contrário ele é condenação. É muito fácil perder a missão de vista e nos ocuparmos com outras coisas e conosco mesmos, por isso precisamos renovar nosso compromisso com missões diariamente. Missões não é o ministério de alguns super ativos cristãos na igreja, na realidade missões é o propósito da igreja. Se você tirar missões da Bíblia não restará nada senão as capas. Agora me permita perguntar a você: Como vai sua paixão pelas pessoas que caminham perdidas e sem Deus? Como vai seu envolvimento com missões? Seu envolvimento está baseado somente nos poucos reais que você dá por ano de oferta missionária? Que o Espírito Santo possa ministrar ao teu coração.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

PREVENINDO CONTRA O CHOQUE CULTURAL REVERSO


PREPARANDO O REGRESSO DO MISSIONÁRIO
Filipenses 4.9


"JUST DO IT".
Existe uma propaganda, veiculada por uma grande empresa norte-americana, que atua no ramo de material esportivo, conhecida como "Nick". Ela veicula este slogan dizendo:
"Just do it".
Ou seja somente isto.
Por quê eles usam este slogan?
Porquê eles acreditam que isso (ou seja usar o produto deles) é o suficiente para se fazer esporte de modo correto.
Eu não diria a esta Igreja que procedesse dessa maneira, nem como vou falar aqui nesta noite, mesmo porque o que vou falar não é uma receita pronta, mas uma sugestão de alguns modelos para que a Igreja possa analisar, avaliar e quem sabe adaptar à realidade local.
O que é mais importante, é que esta Igreja está preocupada em fazer a coisa certa, o que é muito raro hoje nas Igrejas que enviam missionários.

No versículo que lemos no início, o apostolo Paulo coloca-se como modelo tanto os seus ensinamentos como a sua vida para serem imitada pelos irmãos em Filipos. Eu não tenho a pretensão de imitar a Paulo nem pretendo ensinar aos irmãos a realizarem uma tarefa que os irmãos tem feito com excelência que é a obediência à Grande Comissão realizando a obra missionária.

Por outro lado, falar de Igrejas e o cuidado missionário é tarefa difícil. Por esta razão este meu trabalho será definido em termos de ideais. É óbvio que queremos o melhor, queremos a excelência no trabalho missionário. Mas cabe à Igreja local, repito, definir o que melhor se adapta a sua realidade.

Grande parte das Igrejas pensam que seu papel é somente enviar o missionário. Na sua despedida, todos dão-lhe um tapinha nas costas dizendo: "Oh! Deus vai te abençoar!". Entregam-no "a Deus" e deixam que Deus tome qualquer outra providência.

Este é um assunto complicado. Há quem defenda que o missionário deve ir e se tornar parte do povo (viver e morrer no Campo). Outros acham que os projetos devem ter um tempo determinado, retornando depois o missionário ao seu país de origem. Os projetos de curto prazo, devem ter um tempo preestabelecido para o missionário permanecer no campo. Seja como for, o que importa é que a volta do missionário deve ter uma atenção toda especial.

Não se pode somente dizer que o tempo acabou e que agora ele que "se vire". Faz-se necessário um trabalho psicológico, preparando este o missionário para sua volta e readaptação ao país. Um trabalho sociológico para reintegrá-lo à sociedade de origem. Um trabalho humanitário que lhe prepare uma casa, salário digno, aposentadoria digna, check-up médico, orientação, etc.. Além disso, os missionários veteranos deveriam ser aproveitados na seleção e treinamento de novos missionários, ou talvez em trabalhos administrativos de alguma igreja ou agência. Serão úteis exercendo um ministério.

PROVIDÊNCIAS A SEREM TOMADAS NA VOLTA DO MISSIONÁRIO

Providenciando moradia
O missionário não tem casa em seu país de origem. Deixou tudo para ir e se tornar um cidadão naquela nova cultura. E agora? Quando retorna com sua família irá morar onde? Alguns têm família para ajudá-los, mas não é a realidade da grande maioria. A Igreja precisa ser sensível e atender a este período com sabedoria.

Providenciando atendimento médico-odontológico
A partir do momento em que há necessidades nesta área, cumpre à Igreja a amabilidade de providenciar tudo. Muitas Igrejas têm em seu seio, médicos e dentistas. Estes profissionais podem ser desafiados a participarem deste empreendimento.

Providenciando descanso
Aqui quero fazer uma crítica construtiva importante. A humanidade do missionário tem sido esquecida! Ele e sua família precisam de momentos de lazer, momentos de recuperação física e emocional. Imagine que um missionário tenha vindo de um país distante ou de um país onde há guerra. Na melhor das hipóteses a Igreja, vai querer ouvir as experiências que ele teve ali. No entanto, a pessoa do missionário precisa de restauração. Não podemos permitir que haja esta lacuna em sua vida. Se perguntarmos a vocês, como gostariam de serem recebidos após um período de trabalho no campo, creio que muitos diriam: Como gente! O grande grito têm sido: "Quero ser gente"!

Providenciando uma Agenda de divulgação do Trabalho
Lembremo-nos que o missionário esteve fora por um bom tempo. Muitos laços foram desfeitos, contatos foram esquecidos, sem contar que muitos mudaram ou mesmo deixaram a fé. A Igreja enviadora tem por obrigação providenciar uma agenda para o missionário de maneira a fazer um trabalho sério e estratégico. Onde falar, com quem conversar, que tipo de ministério deverá ser priorizado? Isto a Igreja enviadora deve responder.

Providenciando que o Missionário tenha oportunidade de falar à Igreja.
A Igreja tem muito o que aprender de missionários. Paulo, o apóstolo, escreveu a epistola aos Filipenses sob o impacto de missões. Ele explicou o efeito de uma oferta, sua atitude em relação à mesma, e sua visão de cooperação (veja Fil 4). A Igreja deve ouvir não apenas as tristezas ou casos engraçados, também estudos e pregações. O missionário tem muito a dizer de suas experiências com Deus e de uma teologia experimentada. Não raras vezes vemos missionários que ficaram 3 a 4 anos num campo missionário e recebem, num determinado evento, 5 a 10 minutos para falar.
Onde está nosso entendimento da importância de missões? O missionário pode falar com pessoas de outra cultura, mas não tem cultura para falar às nossas igrejas?
Lembro-me de uma Conferência Missionária que realizamos em nossa Igreja. A Secretaria de Missões resolveu trazer, como preletores, apenas missionários. Foi um sucesso! Deus nos falou poderosamente através de cada um deles. A Igreja sentiu-se alimentada e desafiada. Houve demonstrações de amor da Igreja para com eles, dádivas amorosas, maior entrosamento.
Mas também, já presenciei o contrário, a Igreja mandou regressar todos os missionários que estavam no campo, investiu uma grande soma em dinheiro com passagens, e os mesmos não tiveram nenhuma oportunidade para manifestar suas experiências para a Igreja, foi frustrante, incompreensível, prejudicial às finanças da Igreja que estava naquela Conferência enviando mais missionários ao campo.

Providenciando reciclagem emocional e espiritual
Talvez um psicólogo cristão poderá ser acionado para atender ao missionário, o atendimento pastoral deverá ser sistemático, e reuniões de amigos verdadeiros poderá acontecer (nestas reuniões são abertos, as necessidades são explicitadas e as feridas saradas). Costumo dizer que pastores e missionários são, via de regra, pessoas solitárias. Não conseguem se abrir porque não confiam ou não querem se expor à pessoas que podem entender mal. Amizade verdadeira, desinteressada, amorosa precisa ser desenvolvida.

Providenciando a personalização diante da Igreja
Com isto quero dizer, fazer o missionário conhecido não só através do púlpito e de suas histórias contadas na Escola Dominical, mas no dia a dia. Membros da Igreja poderão receber o missionário e sua família para um lanche, outros para almoços, outros para jantares. A Igreja viverá um pouco a vida do obreiro, e sentir-se-á mais perto dele. Lembro-me de momentos em nossa Igreja que, ao ler a carta do missionário no culto, muitos choravam de saudade e amor. O missionário não é uma mercadoria! O missionário é uma pessoa com todas as suas características.

Providenciando para que haja um ambiente familiar
Certo pastor, usando de muita sabedoria, dirigiu-se a uma missionária e disse: - "Sabemos que a irmã já tem seu sustento, no entanto queremos adotá-la como nossa filha. Saiba que aqui você tem pais e mães". Não é lindo? O missionário sente-se, muitas vezes, como um objeto de exposição. Onde está sua família com quem poderá rir, chorar, discutir, seus assuntos do coração?

Providenciando apoio logístico
Quem passou muito tempo fora do seu país, não tem idéia das mudanças que nele ocorreram. Se for um país inflacionário, como é nossa realidade na América Latina, os preços mudaram, a moeda pode ter sofrido alteração. Quando o missionário chega, não tem condições de adaptação rápida. Aqui entra a Igreja com seu preparo logístico importante. Não basta dizer bem-vindos, é preciso ajudá-los na dura tarefa de readaptação.

CONCLUSÃO
Não é fácil falar sobre assuntos que envolvem nossa Igrejas Locais. Estas têm sido instrumentos de Deus para a realização da Obra de Deus no mundo. Tenho um grande respeito por elas sejam desta ou daquela denominação. O que desejo, com este trabalho é cooperar com a visão missionária, atendendo os missionários em suas necessidades. Faço isto por convicção de que Deus quer que façamos o melhor. Quero cuidar dos missionários com o coração de pastor. Quero administrar com sabedoria com o coração de um executivo de missões.

O que não podemos mais é deixar que nossa história seja escrita com descaso. Seremos declarados culpados pelas gerações que nos sucederem, de termos agido com superficialidade e ativismo. O que estamos dizendo ao mundo? Que a obra missionária é um parque de diversões? Que é um departamento da Igreja que não merece crédito? Que os missionários são um bando de loucos que devem receber um pouco de ajuda para irem, e irem logo!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

QUEM SÃO OS FILHOS DE ABRAÃO?



Um esclarecimento bíblico sobre a descendência árabe
Por Jeferson Dias, do projeto MAHABBA



Os muçulmanos, com aproximadamente 1,3 bilhões de adeptos, são encontrados em centenas de grupos étnicos diferentes ao redor do mundo e, possivelmente, três quarto das pessoas do mundo muçulmano não possuem antecedentes árabes. Contudo, o estilo de vida e cultura árabe de Maomé influenciou profundamente o islamismo.

A herança bíblica árabe é geralmente esquecida ou desconhecida por muitos. Talvez saibamos que Ismael se tornou um príncipe árabe e o fundador de muitas tribos árabes, porém, nosso conhecimento sobre a herança bíblica árabe é superficial.

Abraão é o pai de todos os que crêem. De acordo com as promessas de Deus, cada um é bendito ou maldito, dependendo da sua relação com o pai da fé. Ao longo da história, cristãos, judeus e muçulmanos buscam ostentar seu vínculo com o pai da fé.

A Bíblia é uma grande fonte de informações a respeito das genealogias árabes. E os árabes são um povo semita (descendentes de Sem), tanto quanto os judeus (Gn 10.21-32).

Segundo algumas fontes de pesquisa, existem, no mínimo, três tipos de árabes no Oriente Médio: os jotanianos (da linhagem de Jotão, filho de Gideão), os ismaelitas (da união de Abraão com Hagar) e os queturaítas (da união de Abraão com Quetura).

Todos querem pertencer à família de Abraão. Mas todos os árabes são descendentes de Ismael? Quem são os verdadeiros filhos de Abraão? Os árabes que afirmam ser descendentes de Abraão por meio de Ismael também estão incluídos nas promessas de bênçãos?

Vejamos o que a Bíblia diz.

A família de Abraão

Não podemos subestimar a importância de Abraão para as três grandes religiões monoteístas do mundo. Jesus era chamado “filho de Davi, filho de Abraão” (Mt 1.1). O Alcorão menciona Maomé como alguém achegado a Abraão (Surata 3.68).

Deus chamou Abraão para sair de sua terra, dos seus parentes e dos seus pais, para uma terra que ele não tinha idéia de onde seria. E o prêmio da obediência, as bênçãos, seria endereçado a ele e a todas as nações da terra (Gn 12.1-3). A bênção ou a maldição dos povos dependia da posição que Abraão tomasse. A porta da restauração da humanidade perdida foi aberta com o “sim” dado pelo profeta a Deus.

Foi difícil para Abraão meditar sobre a bênção aos seus descendentes, visto que ele e sua esposa estavam idosos e, aos do patriarca, a possibilidade de ter um filho tinha se esgotado. Deus disse que seu filho seria o herdeiro, porém, a paciência de Sara se esgotou primeiro e, “tentando ajudar a Deus”, pediu a Abraão para tomar a serva egípcia Hagar para que a descendência de Abraão fosse iniciada (Gn 16.2). Abraão, que tinha 86 anos de idade, teve um momento de fraqueza, chegando a ponto de concordar que realmente deveria “fazer alguma coisa” para que a promessa de Deus se cumprisse.

Obviamente, esse “não” era o caminho que Deus planejara para dar uma descendência numerosa a Abraão. Imediatamente, começaram os problemas. Sara, a legítima esposa, passou a ser desprezada aos olhos de sua serva Hagar quando esta constatou a gravidez. Sara, então, culpa Abraão, que se isenta da responsabilidade deixando a escrava nas mãos de sua esposa que, por sua vez, maltrata tanto a escrava que Hagar decide fugir para o deserto com o filho.

Com a fuga da escrava, parecia que a história tinha se encerrado, mas Deus não abandonaria Hagar. Ele a amava e também a seu filho. O amor de Deus socorre Hagar no deserto. Um anjo é enviado para ajudá-la e convencê-la a voltar para as tendas de Abraão. Deus dá um nome para o filho da escrava: Ismael, que significa “Deus ouve”. Realmente, Deus ouviu o choro de Hagar!

A escrava obedeceu a Deus e voltou para sua senhora, permitindo que Abraão vivesse ao lado de Ismael. Enquanto o menino crescia, Abraão se alegrava, crendo que a promessa de Deus se cumpriria por intermédio daquele menino, porém, a surpresa bateu à porta daquela família. O filho da promessa ainda estava por vir e não seria filho de uma escrava, mas da própria Sara, ainda que, fisiologicamente, fosse algo impossível. Deus não tinha se esquecido da promessa. Nasceu Isaque e, agora, Ismael tinha um rival. Apesar de Isaque ser o filho prometido, isso não diminuía a tremenda bênção sobre Ismael. Ismael deveria ser abençoado, ser frutífero, multiplicar-se, não apenas de maneira normal, mas “extraordinariamente”. Ele seria pai de doze príncipes e não se tornaria apenas uma nação, mas “uma grande nação”.1

A descendência de Ismael

Assim como houve doze patriarcas em Israel e doze filhos de Naor (Gn 22.20), assim também Ismael, considerado por muitos o patriarca dos árabes, gerou doze príncipes árabes.

Uma característica marcante na vida de Ismael era que ele seria como um “homem bravo” (ACF), “jumento selvagem” (NVI) (Gn 16.12). Ismael haveria de ser forte, selvagem e livre, e de trato difícil, desprezando a vida na cidade e amando sua liberdade a ponto de não ser capaz de viver com ninguém, nem com seus próprios parentes.

Ismael não desapareceu das páginas da história sagrada e muito menos ficou sem bênção, meramente por não pertencer à linhagem de Israel. Deus tinha um lugar e um destino reservados para ele. O Messias, da linhagem de Isaque, também seria o Salvador dos demais descendentes de Abraão e de todas as famílias da terra. Entretanto, os descendentes de Ismael se tornaram inimigos ferrenhos de Israel, descendentes de Isaque (Sl 83.1-18). E permanecem assim até os dias de hoje.2

A Bíblia cita os doze filhos de Ismael e afirma que seus descendentes se estabeleceram na região que vai de Hávila a Sur (região Leste do Egito e região Norte do deserto de Sinai), na direção de quem vai para Assur (Assíria, região Norte do Iraque). Abraão habitou por um tempo nessa região. Foi também a habitação dos amalequitas e de outras tribos nômades (Gn 25.18; 1Sm 15.7; 27.8). Além da Bíblia, os assentamentos, como, por exemplo, os de Quedar, Tema, Dumá e Nebaiote também são conhecidos, há mais de dois milênios.

Nebaiote, o filho mais velho de Ismael, que, em hebraico, significa “frutificação”, era chefe tribal árabe (1Cr 1.29). Sua descendência continuou a ser conhecida por esse nome (Gn 17.20; 25.16). Uma curiosidade histórica é o fato de que a terra de Esaú ou Edom finalmente caiu sob o controle da posteridade de Nebaiote. Esse clã árabe era vizinho do povo de Quedar. Ambos os nomes aparecem nos registros de Assurbanipal, rei da Assíria (669-626 a.C.). Embora alguns estudiosos rejeitem a idéia, possivelmente eles foram os antepassados dos nabateus.

Os nabateus eram um povo árabe cujo reino se expandiu, no passado, até Damasco, capital da Síria, um país árabe. Perto do século 4o a.C., eles estavam firmemente estabelecidos em Petra, que atualmente é um sítio arqueológico, com ruínas e construções magníficas, localizado na Jordânia, que também é um país árabe.

Quedar, o segundo filho de Ismael, em hebraico significa “poderoso”. Alguns estudiosos dizem que essa palavra significa “negro” ou “moreno”, uma referência aos efeitos da radiação solar na pele das pessoas que habitam os desertos quentes do Sul da Arábia, onde vivem os beduínos. O interessante é que, no livro de Cantares de Salomão (1.5), a esposa diz que “é morena como as tendas de Quedar”. No Antigo Testamento, o termo Quedar é usado genericamente para indicar as tribos árabes — beduínos (Ct 1.5; Is 21.16,17; 42.11; 60.7; Jr 2.10; Ez 27.21). No Salmo 120.5, Quedar e Meseque se referem, metaforicamente, a certas tribos bárbaras. Eram negociantes, numerosos em rebanhos e camelos. Alguns deles eram ferozes e temidos guerreiros. Jeremias predisse o julgamento de Quedar, dando a entender que seria destruído por Nabucodonosor (Jr 49.28,29). Após serem destruídos parcialmente por Nabucodonosor e Assurbanipal, eles diminuíram em números e em riquezas e se dissolveram em outras tribos árabes. Os estudiosos muçulmanos, ao reconstruírem a genealogia de Maomé, fazem-no descendente de Abraão, de Ismael, por meio de Quedar. Sam Shamoun, apologista cristão, nega que Maomé seja descendente direto de Ismael, baseado em pesquisas geográficas e étnicas.3

Em face de tudo isso, parece claro que a descendência de Ismael apresentou traços culturais, raciais e lingüísticos com algumas linhagens árabes existentes nos dias de hoje. Além disso, as próprias evidências históricas fortalecem a idéia de que os árabes são descendentes de Ismael, mas isso não significa afirmar que a totalidade dos árabes é descendente de Ismael.

Outras descendências

Descendentes de Jotão

Alguns árabes se referem a si mesmos como descendentes de Jotão (os árabes lhe chamam de Kahtan) e uma das tribos mais famosas que descendiam dele era Sabá, da qual os descendentes fundaram o reino de Sabá, no Iêmen, incluindo a renomada rainha de Sabá (chamada pelos árabes de Bilquis). A visita dessa rainha a Jerusalém, durante reinado de Salomão, é um exemplo de como o povo de Deus teve influência das “arábias”, mesmo nos tempos do Antigo Testamento. Salomão escreveu um dos salmos messiânicos (Sl 72), parcialmente, tendo Sabá em mente (veja os versículos 10 e 15). Jesus falou positivamente sobre a rainha de Sabá (Mt 12.42).

Aparentemente, pelo menos algumas das tribos semíticas adoravam o Deus de Sem, mesmo sem conhecê-lo inteiramente.

Descendentes de Ló

No final do capítulo 19 de Gênesis, observamos o aparecimento de duas linhas genealógicas, os moabitas e os amonitas.

Os moabitas foram descendentes de Ló e sua filha mais velha (Gn 19.30-37). Eles eram arrogantes e inimigos de Israel, mas Deus estava, mais uma vez, usando os babilônios como medida disciplinadora. Isaías (Capítulos15 e 16) e Jeremias (Capítulo 28) predisseram a queda de Moabe e a redução de um povo arrogante a um povo débil. Os moabitas viveram em sítios vizinhos aos seus irmãos amonitas.

Os amonitas eram descendentes de Amon, filho mais novo de Ló (Gn 19.38) e da sua filha mais jovem. Em Juízes 3.13, lemos que esse povo se mostrou hostil para com Israel. Uniu-se em ataque combinado a Israel com outros adversários do povo de Deus. A capital deles era Rabá. Posteriormente, essa cidade tomou o nome de Filadélfia, em honra a Ptolomeu Filadelfo. Atualmente, chama-se Aman, capital da Jordânia. A língua deles era semítica. Hoje, todas aquelas regiões são árabes.4 A raça amonita desapareceu misturada com outras raças semitas.

Embora não seja possível afirmar com precisão, podemos supor, juntamente com muitos estudiosos em genealogias, que há uma grande possibilidade de alguns árabes de hoje serem descendentes não somente de Ismael, mas também de Ló.

Descendentes de Esaú

Esaú, da linhagem de Isaque, teve como uma de suas esposas Maalate ou Basemate, irmã de Nebaiote, da linhagem de Ismael (Gn 28.9; 36.3). As “crianças de Isaque” estavam se misturando com as “crianças de Ismael”, nascendo assim outra linhagem genealógica. Com isso, nasce Reuel, que gerou Naate, Zerá, Samá e Mizá (Gn 36.13). Certamente, muitos árabes hoje apresentam suas genealogias oriundas dessa estranha, mas verdadeira fusão.

Outra descendência de Abraão

Depois que Isaque se casou com Rebeca, Gênesis 25 diz que Abraão desposou outra mulher, Quetura, e com ela teve outros filhos. Abraão, já em idade avançada, criou outra família! Todos os filhos de Quetura, eventualmente, tornaram-se chefes das tribos árabes. Uma dessas tribos era Midiã; os midianitas se opuseram ao Israel do profeta Balaão, porém, nem todos os midianitas eram contra os hebreus. Moisés se casou com Zípora, a filha de Jetro (Êx 2.16-22), que também era chamado de sacerdote de Mídia. Jetro reconhecia o Deus verdadeiro e até mesmo deu bons conselhos a Moisés que agradaram a Deus (Êx 18). Os midianistas, certamente, tiveram alguma revelação de Deus por intermédio de seu pai, Abraão.

Portanto, vemos claramente que os árabes em geral, que reivindicam ter Abraão como pai, certamente pertencem à mesma família e estão ligados a Israel.

A revista Veja apresentou uma reportagem em que as várias populações judaicas não apenas são parentes próximas umas das outras, mas também de palestinos, libaneses e sírios. A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há quatro mil anos. Em termos genéticos, significa parentesco bem próximo, maior que o existente entre os judeus e a maioria das outras populações. Quatro milênios representam apenas duzentas gerações, tempo muito curto para mudanças genéticas significativas. O resultado da pesquisa é coerente com a versão bíblica de que os árabes e os judeus descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão.5

Os árabes de hoje e as bênçãos dadas à descendência de Abraão

Por conveniência, definimos os árabes como o povo que fala o árabe, como língua mãe, e que vive na península arábica e regiões circunvizinhas. Hoje, existem diferentes tipos de etnias dentro da região árabe. Algumas nações se tornaram árabes, pois foram arabizadas, como o Sudão e a Somália. Outras realmente descendem das linhagens dos antepassados. Mas, afinal, os ismaelitas (filhos de Ismael) são os árabes de hoje?

Flávio Josefo, historiador judeu, declara que Ismael é pai da nação árabe, conforme crêem os árabes. Segundo Josefo, não podemos descartar a profecia de Isaías, que diz que os ismaelitas adorarão o Messias.6

Raphael Patai, um judeu, declara em seu livro, Semente de Abraão, que o termo “árabe” está contido nas mesmas inscrições com o termo “Quedar”, filho de Ismael, no século 9 a.C., nas epígrafes assírias. Patai também encontrou provas que mostram que os árabes foram sinônimos dos “nabateus”, descendentes de Nebaiote.

Em verdade, o mundo árabe hoje é oriundo de um mosaico de etnias, haja vista as diferentes genealogias formadas no decorrer da história. Talvez, Mahmud, Hassan ou quaisquer outros árabes, sejam descendentes de Ismael, por intermédio da descendência de Nebaiote ou Quedar, ou até mesmo por Ló, ou pela nova família de Abraão com Quetura. Não podemos também descartar a possibilidade de os árabes serem descendentes da fusão entre as crianças de Isaque com as de Ismael ou até mesmo por intermédio de Jotão. Em todas essas possibilidades, encontramos a genética do pai Abraão.

A promessa de Deus a Abraão foi clara e específica: “O seu próprio filho será o seu herdeiro” (Gn 15.4). Mas a grande questão é a seguinte: esta promessa de descendência deve ser entendida em termos raciais ou espirituais?

O apóstolo Paulo esclarece a questão em sua carta aos gálatas: “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e a seu descendente. A Escritura não diz: E a seus descendentes, como falando de muitos, mas como de um só: E a teu descendente, que é Cristo” (Gl 3.16).

Todas as promessas feitas a Abraão são cumpridas em Jesus. É por meio do maior Filho de Abraão, Jesus, que a bênção falada em Gênesis alcançará os povos do mundo. A linhagem racial se torna minúscula quando sabemos que podemos ser herdeiros de Abraão, ainda que não sejamos árabes ou judeus.

Jesus nasceu no tempo determinado por Deus (Gl 4.4), como o “descendente” de Abraão. A relação que temos com Jesus se torna fator determinante se pertencemos realmente a Deus ou não.

Paulo resume isso definitivamente ao declarar: “Se vocês são de Cristo, são descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa” (Gl 3.26,27, 29).

Louvamos a Deus, pois milhares de árabes encontraram Jesus nestes últimos tempos. E na Bíblia, além dos versículos já mencionados, existem muitos outros que nos dão a esperança de que os árabes, eventualmente, serão salvos. Isaías 60.6,7 relata sobre um tempo em que a glória do Senhor será manifestada: “A multidão de camelos te cobrirá, os dromedários de Midiã e Efá [os descendentes de Abraão por intermédio de Quetura]; todos virão de Sabá [descendentes de Jotão]; trarão ouro e incenso e publicarão os louvores do SENHOR. Todas as ovelhas de Quedar [descendentes de Ismael] se reunirão junto de ti; servir-te-ão os carneiros de Nebaiote; para o meu agrado subirão ao meu altar, e eu tornarei mais gloriosa a casa da minha glória”.

Finalmente, quando olhamos para o Novo Testamento, lá estavam os árabes no dia de Pentecoste (At 2.11). Deus, realmente, quer que sua mensagem alcance os árabes, porque Allahu Mahabba — “Deus é amor”.

Temos de acreditar que Deus salvará os árabes, seja qual for a sua descendência. Que os milhões de árabes possam ser realmente inseridos na descendência espiritual de Abraão, por intermédio de Jesus, e que a igreja evangélica seja capaz de reconhecer e compreender as promessas dirigidas a esse povo.

O nascimento de Ismael

“Ora Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Agar.

“E disse Sarai a Abrão: Eis que o SENHOR me tem impedido de dar à luz; toma, pois, a minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai.

“Assim tomou Sarai, mulher de Abrão, a Agar egípcia, sua serva, e deu-a por mulher a Abrão seu marido, ao fim de dez anos que Abrão habitara na terra de Canaã.

“E ele possuiu a Agar, e ela concebeu; e vendo ela que concebera, foi sua senhora desprezada aos seus olhos.

“Então disse Sarai a Abrão: Meu agravo seja sobre ti; minha serva pus eu em teu regaço; vendo ela agora que concebeu, sou menosprezada aos seus olhos; o SENHOR julgue entre mim e ti.

“E disse Abrão a Sarai: Eis que tua serva está na tua mão; faze-lhe o que bom é aos teus olhos. E afligiu-a Sarai, e ela fugiu de sua face. E o anjo do SENHOR a achou junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte no caminho de Sur.

“E disse: Agar, serva de Sarai, donde vens, e para onde vais? E ela disse: Venho fugida da face de Sarai, minha senhora. Então lhe disse o anjo do SENHOR: Torna-te para tua senhora, e humilha-te debaixo de suas mãos.

“Disse-lhe mais o anjo do SENHOR: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, que não será contada, por numerosa que será.

“Disse-lhe também o anjo do SENHOR: Eis que concebeste, e darás à luz um filho, e chamarás o seu nome Ismael; porquanto o SENHOR ouviu a tua aflição.

“E ele será homem feroz, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos.

“E ela chamou o nome do SENHOR, que com ela falava: Tu és Deus que me vê; porque disse: Não olhei eu também para aquele que me vê?

“Por isso se chama aquele poço de Beer-Laai-Rói; eis que está entre Cades e Berede.

“E Agar deu à luz um filho a Abrão; e Abrão chamou o nome do seu filho que Agar tivera, Ismael.

“E era Abrão da idade de oitenta e seis anos, quando Agar deu à luz Ismael” (Gn 16.1-16)


Notas de referência:

1 FROESE, Arno.Conflito em família no Oriente Médio. www.chamada.com.br
2 MCCURRY, Don. Esperança para os muçulmanos. Ed. Descoberta, p.8-23, 1999.
3 SHAMOUN, Sam. Ishmael is not the father of Muhammad. www.answering-islam.org
4 The Arabs in Bible Prophecy. www.chrisadelphia.org/archive/arabs.html
517/5/2000, p. 86.

Fonte: http://www.icp.com.br

sábado, 4 de julho de 2009

CRISE ECONÔMICA OU CRISE DE FÉ?


Depois de 11 de setembro, as companhias áreas enfrentaram a maior crise da história e os governos tiveram que socorrê-las. Como uma “reação em cadeia” várias empresas despediram empregados. O resultado é que houve um aumento nos índices de desemprego. A instabilidade econômica teve efeitos em escala global.
Hoje, estamos vivendo um período crítico em relação aos investimentos em missões, pois infelizmente o primeiro corte na área financeira sempre é nesta área. Os especialistas em marketing dizem que em tempo de crise é hora de investir. Para o Senhor não há crise, mas sim uma ordem de fazê-lo conhecido, principalmente para aqueles que ainda não tiveram uma oportunidade (Ageu 1.6-8).
No Brasil, recentemente vimos um aumento especulativo no valor do dólar e isso afetou tremendamente o sustento dos missionários, afinal o sustendo deles é enviado cotado pela moeda americana.
Em chinês, a palavra “crise” é registrada com um caractere que possui dois significados: “perigo” e “oportunidade”. Para os norte-americanos e britânicos têm sido um grande perigo trabalhar na região onde vivem os muçulmanos, mas para os latinos há grandes oportunidades, por não sermos associados com nações beligerantes.

Neste momento, muitos missionários que estão no campo, tiveram o sustento diminuído. Isso ocorreu quando eles já estavam vivendo no limite de suas finanças. Alguns estão exercendo outras atividades para complementar o sustento. Os missionários e missionárias acabaram tornando-se professores, estão fazendo artesanato para vender e até trabalhando como babás. Eles fazem isso para não precisarem voltar dos campos onde estão, pois as igrejas e mantenedores não corrigiram o sustento. O que é pior: algumas delas inclusive diminuíram ou atrasaram o envio de verbas. Infelizmente, houve até mesmo aqueles que chegaram ao cúmulo de cortarem totalmente o investimento. Ao pensar nisto, vem a minha mente o texto de Hebreus 11 que menciona a “galeria dos heróis da fé” e diz que “o mundo não era digno deles...” (v. 38).
Há outro exemplo forte disso: o Timor Leste, uma ilha que era dominada pelos muçulmanos, mas que agora se abriu para a proclamação das Boas Novas. Quando o então presidente Xanana Gusmão veio ao Brasil pedir professores de português para formar uma geração com uma nova língua portuguesa. Parece que somente alguns líderes e pastores ouviram esse clamor.
Mas uma coisa é certa: este acontecimento mostrou que a Igreja não estava preparada para tal abertura, pois não tinha obreiros preparados com muito amor, paixão e compaixão para ajudar esta nação devastada.
O que está acontecendo com a Igreja brasileira? Esta é uma oportunidade única! Iremos desperdiçá-la? Será que não conseguimos ver o que Deus está nos proporcionando? O que a história dirá de nós?

Conclusão - Irmãos, depois de pensarmos sobre todas essas coisas, nos resta uma reflexão e também uma ação concreta. Um ano depois de 11 de setembro será que não poderemos comemorar o lançamento do maior movimento missionário da história de nosso país? O que está faltando para que os evangélicos brasileiros, que afirmam ser mais de 30 milhões, assumam o compromisso de enviar e sustentar mais missionários para alcançar os povos não-alcançados? É preciso que abramos os nossos olhos e oremos.
Oremos pelos pastores brasileiros. Peçamos a Deus para que eles tenham visões, revelações e sonhos, assim como os muçulmanos estão tendo, e venham a investir mais em vidas do que em “mega-catedrais”.
Oremos também por homens de Deus dispostos a irem aos não-alcançados. As estatísticas mostram que número de mulheres que estão trabalhando entre os menos alcançados pelo evangelho é o dobro do que os de homens.
Fiquei envergonhado ao ver mais uma vez que os homens continuam orando assim: “Eis-me aqui, envia minha irmã...” Baseados em Mt. 9.36-38, vemos que certas orações são perigosas, pois o Senhor pode decidir enviar a pessoa que ora para responder a sua própria oração.
Tenho certeza e entendo que nós podemos e devemos ser a geração que trará Jesus de volta (conforme Mt 24.14). Portanto, apressemos e trabalhemos “enquanto é dia, pois a noite vem quando ninguém pode trabalhar...”
Ao refletir sobre as orações de milhões de pessoas ao redor do mundo, feitas na década passada em favor dos povos muçulmanos e pedindo por obreiros, concluo que esta primeira década do Novo Milênio será o tempo em que veremos milhões de muçulmanos vindo a Jesus! Oremos por isto e pelas nações e governantes muçulmanos. Peçamos a Deus por uma abertura para o Príncipe da Paz, o Senhor Jesus.
Por aqueles que são negligenciados e esquecidos pela igreja, mas amados pelo Senhor Jesus – os povos muçulmanos.