"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

sábado, 4 de julho de 2009

CRISE ECONÔMICA OU CRISE DE FÉ?


Depois de 11 de setembro, as companhias áreas enfrentaram a maior crise da história e os governos tiveram que socorrê-las. Como uma “reação em cadeia” várias empresas despediram empregados. O resultado é que houve um aumento nos índices de desemprego. A instabilidade econômica teve efeitos em escala global.
Hoje, estamos vivendo um período crítico em relação aos investimentos em missões, pois infelizmente o primeiro corte na área financeira sempre é nesta área. Os especialistas em marketing dizem que em tempo de crise é hora de investir. Para o Senhor não há crise, mas sim uma ordem de fazê-lo conhecido, principalmente para aqueles que ainda não tiveram uma oportunidade (Ageu 1.6-8).
No Brasil, recentemente vimos um aumento especulativo no valor do dólar e isso afetou tremendamente o sustento dos missionários, afinal o sustendo deles é enviado cotado pela moeda americana.
Em chinês, a palavra “crise” é registrada com um caractere que possui dois significados: “perigo” e “oportunidade”. Para os norte-americanos e britânicos têm sido um grande perigo trabalhar na região onde vivem os muçulmanos, mas para os latinos há grandes oportunidades, por não sermos associados com nações beligerantes.

Neste momento, muitos missionários que estão no campo, tiveram o sustento diminuído. Isso ocorreu quando eles já estavam vivendo no limite de suas finanças. Alguns estão exercendo outras atividades para complementar o sustento. Os missionários e missionárias acabaram tornando-se professores, estão fazendo artesanato para vender e até trabalhando como babás. Eles fazem isso para não precisarem voltar dos campos onde estão, pois as igrejas e mantenedores não corrigiram o sustento. O que é pior: algumas delas inclusive diminuíram ou atrasaram o envio de verbas. Infelizmente, houve até mesmo aqueles que chegaram ao cúmulo de cortarem totalmente o investimento. Ao pensar nisto, vem a minha mente o texto de Hebreus 11 que menciona a “galeria dos heróis da fé” e diz que “o mundo não era digno deles...” (v. 38).
Há outro exemplo forte disso: o Timor Leste, uma ilha que era dominada pelos muçulmanos, mas que agora se abriu para a proclamação das Boas Novas. Quando o então presidente Xanana Gusmão veio ao Brasil pedir professores de português para formar uma geração com uma nova língua portuguesa. Parece que somente alguns líderes e pastores ouviram esse clamor.
Mas uma coisa é certa: este acontecimento mostrou que a Igreja não estava preparada para tal abertura, pois não tinha obreiros preparados com muito amor, paixão e compaixão para ajudar esta nação devastada.
O que está acontecendo com a Igreja brasileira? Esta é uma oportunidade única! Iremos desperdiçá-la? Será que não conseguimos ver o que Deus está nos proporcionando? O que a história dirá de nós?

Conclusão - Irmãos, depois de pensarmos sobre todas essas coisas, nos resta uma reflexão e também uma ação concreta. Um ano depois de 11 de setembro será que não poderemos comemorar o lançamento do maior movimento missionário da história de nosso país? O que está faltando para que os evangélicos brasileiros, que afirmam ser mais de 30 milhões, assumam o compromisso de enviar e sustentar mais missionários para alcançar os povos não-alcançados? É preciso que abramos os nossos olhos e oremos.
Oremos pelos pastores brasileiros. Peçamos a Deus para que eles tenham visões, revelações e sonhos, assim como os muçulmanos estão tendo, e venham a investir mais em vidas do que em “mega-catedrais”.
Oremos também por homens de Deus dispostos a irem aos não-alcançados. As estatísticas mostram que número de mulheres que estão trabalhando entre os menos alcançados pelo evangelho é o dobro do que os de homens.
Fiquei envergonhado ao ver mais uma vez que os homens continuam orando assim: “Eis-me aqui, envia minha irmã...” Baseados em Mt. 9.36-38, vemos que certas orações são perigosas, pois o Senhor pode decidir enviar a pessoa que ora para responder a sua própria oração.
Tenho certeza e entendo que nós podemos e devemos ser a geração que trará Jesus de volta (conforme Mt 24.14). Portanto, apressemos e trabalhemos “enquanto é dia, pois a noite vem quando ninguém pode trabalhar...”
Ao refletir sobre as orações de milhões de pessoas ao redor do mundo, feitas na década passada em favor dos povos muçulmanos e pedindo por obreiros, concluo que esta primeira década do Novo Milênio será o tempo em que veremos milhões de muçulmanos vindo a Jesus! Oremos por isto e pelas nações e governantes muçulmanos. Peçamos a Deus por uma abertura para o Príncipe da Paz, o Senhor Jesus.
Por aqueles que são negligenciados e esquecidos pela igreja, mas amados pelo Senhor Jesus – os povos muçulmanos.

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