"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

SOBRE O "DIA NACIONAL DE MISSÕES"


Todos sabem o verdadeiro motivo que foi criado o "Dia Nacional de Missões". E se vários motivos existem, por mais legítimo que sejam, não vemos nenhum motivo para comemorações neste dia.

Por mais legitimo que sejam os motivos acima imaginados eles não sobrepõem a urgente necessidade de fazermos uma profunda reflexão, para entendermos a importância da Obra Missionária e o peso da responsabilidade que ela representa na Igreja nos dias atuais.

Já decorreram mais de dois mil anos desde que o Senhor Jesus proferiu a grande comissão, que hoje na vida de muitas "igrejas", mais parece a “grande omissão”. É vergonhoso o estado de letargia em que se encontram muitas de nossas Igrejas diante da calamitosa situação do mundo atual.

Temos hoje uma população que beira aos 7 bilhões de pessoas no mundo e mais de 1/3 dessa população ainda não foi alcançada pelo Evangelho.
Nascem por dia mais de 149 mil pessoas e sabemos que a maioria dessas pessoas se sobreviverem ao 5 ano de vida, nunca terão a oportunidade de ouvir falar o nome de Jesus.

Mais de 63 mil pessoas morrem diariamente no mundo e é triste sabermos que a maioria dessas pessoas foi para a perdição eterna e não tiveram a oportunidade de ouvir do Evangelho de Jesus.

É triste vermos alguns que continuam cantando “Eis os milhões que em trevas tão medonhas...”. Quando mais de dois bilhões continuam sem ser alcançados pelo Evangelho e estão verdadeiramente mergulhados em trevas, escravizados por religiões, ideologias e filosofias que os afastam cada vez mais de Deus.

Eu creio que se não fosse a letargia em que vivemos, talvez hoje estivéssemos cantando “Eis as centenas, eis as dezenas que em trevas tão medonhas”. Ou talvez nem precisássemos mais cantar porque a Igreja já estaria no céu com o Senhor Jesus (Mateus 24.14).

Como  não temos feito nada do que deveríamos fazer.  Como nossas prioridades como Igreja estão invertidas é necessário revermos  imediatamente nossas estratégias missionárias. O muito que tem sido feito na Obra Missionária está sendo realizado por poucos fiéis que tem colocado o Reino de Deus acima de suas prioridades e deixado o seu próprio reino em segundo plano.
É admirável o entusiasmo que nossos irmãos demonstram ao cantar a estrofe do hino que diz: "Oh! Deus apresse o dia glorioso, em que os remidos todos se unirão...". Como se Deus já não tivesse feito a sua parte. E com isso procuramos empurrar a culpa e transferir a tarefa que é nossa para Ele.


O que temos a comemorar neste “Dia Nacional de Missões”, quando sabemos que milhares de grupos étnicos continuam sem serem alcançados pelo evangelho?

O que dizer dos milhares de línguas que ainda hoje não tem nada da Bíblia traduzida para os missionários possam cumprir a sua tarefa como mensageiros da salvação?

O que dizer nos nossos povos indígenas que continua sem nenhuma presença missionária e continua aguardando a manifestação da Igreja?
Não seria estas as nossas responsabilidades como Igreja do Senhor aqui no mundo? Já não é sem tempo que precisamos nos despertar e fazermos a nossa parte como Igreja.

Tenho procurado fazer a minha parte, Deus é minha testemunha. Tenho entregado minha família nas mãos de Deus para ser usado na Obra Missionária. Meus filhos estão envolvidos diretamente na realização da Obra Missionária. Eu sei que tudo isto é para a Glória de Deus. Mas ainda não estou satisfeito. Eu sonho com o dia em que  realmente poderemos cumprir ou comemorar o Dia de Missões, que ao contrário do que  idealizaram os criadores desta data, seja ele realmente comemorado.

Mas também eu creio que nesse dia, essa comemoração da qual estou falando não será comemorado aqui neste mundo. Porque então a Igreja já terá sido arrebatada e nós então comemoraremos junto com o Senhor, nas bodas do Cordeiro.

É necessário que deixemos todos de hipocrisia, que deixemos de pensar em nosso reino e nos preocupemos mais com a expansão do Reino de Deus.

Presb. Valmir Barbosa Cordeiro

Nenhum comentário: