"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O MINISTÉRIO DO MISSIONÁRIO


Embora saibamos que o missionário no campo é um “faz-tudo”, pelas circunstâncias da própria obra, o ministério missionário é mais abrangente. Envolve uma série de facetas especificas, além daquelas inerentes à própria obra. Por isso, se espera do missionário que ele seja:

UM EVANGELISTA

Não apenas um evangelista em si, mas um evangelizador pessoal, que não só saiba aproximar-se de uma pessoa e entregar-lhe o plano de salvação, mas, mais ainda, saiba cativar, fazer amizade para atraí-la ao evangelho, especialmente porque existem países onde as pessoas reagem contra quando descobrem que somos evangélicos e pensa que vamos lhes “inculcar uma nova religião”.
Também porque confundem o nosso trabalho com o de algumas seitas. Daí a importância de fazermos amizade com as pessoas para que as portas se abram, e possamos entrar por elas. Vivemos essa experiência como missionários no Sudeste da Ásia e nos foi de grande bênção na evangelização daquele povo.

Como evangelizador, o missionário é um desbravador. O desbravador é aquele que abre caminho, descobre oportunidades e sabe aproveitá-las. Um lindo exemplo deste tipo de experiência missionária nos foi legado pelos nossos pioneiros no Brasil. Eles iam de cada em casa, era assim que faziam missões. Abriam caminhos, penetravam nos lares, e o evangelho penetrava no coração dessas pessoas. Foi assim que o evangelho prosperou em nosso querido solo brasileiro, porque foi lançado em boa terra, semeado pelo método mais eficaz, o evangelismo pessoal, feito de casa em casa.
Jesus entrou em casa de Zaqueu, em casa do carcereiro de Filipos, em casa de Simão e em tantas outras casas mencionadas nos Evangelhos. O missionário segue o exemplo de Cristo, segue o exemplo dos que o seguiram, como nossos pioneiros. Ele deve ir de casa em casa, evangelizando, abrindo caminhos para que o evangelho penetre no coração das pessoas.

UM DISCIPULADOR
Esta é outra faceta da vida missionária. Como missionários, nossa missão é discipular. Fazer com que os novos convertidos se tornem o mais rápido possível ganhadores de almas, autênticos discípulos de Cristo. Para isso, temos de ser o exemplo. Nossa tarefa é evangelizar, mas também implica treinar, discipular, fazer com que sejam nossos imitadores, como nós somos de Cristo, tal como Paulo ensina em 1 Coríntios 11.1 e como o Senhor nos manda em Mateus 28.19.

PLANTADOR DE IGREJAS
O missionário por sua atividade, é um plantador de igrejas. Sua missão é abrir novas frentes missionárias ou congregações, obras que venham a se constitui, em pouco tempo, em futuras igrejas. Espera-se que o missionário seja um especialista em edificar igrejas, igrejas com visão evangelística e missionária, comprometidas com a obra denominacional. Também se espera que o missionário, uma vez que constitua estas igrejas, as entregue a lideres nacionais. Temos exemplos de pastores que estão realizando excelentes ministérios porque foram preparados e influenciados pelos missionários que os antecederam. Sabemos, também, de casos opostos, em que as igrejas foram entregues a pastores com outra visão e sob outra influência e que simplesmente quase desapareceram. Por isso, nossa grande responsabilidade na obra missionária é edificar igrejas fortes até que adquiram sua plena autonomia.

Área Teológica
Esta é outra função do missionário no campo: atuar na área teológica, no preparo teológico daqueles que receberão a responsabilidade de liderar o rebanho do Senhor. Como citei no item anterior, este preparo é de capital importância para o desenvolvimento da obra missionária que plantamos em cada campo.

Um Excelente Mordomo
Espera-se que o missionário seja um bom administrador dos bens de Deus. Nossa responsabilidade é ensinar os crentes a serem mordomos fiéis. Temos o dever não só de sermos mordomos como também de ensinar as pessoas a serem bons mordomos. Cuidar e administrar os bens da nossa congregação, tal como somos responsáveis pelos recursos que as igrejas que nos sustentam enviam para aplicar na obra missionária no campo.

Despertar Vidas Para Missões
Outra das facetas na vida missionária é despertar no seio das nossas igrejas a vocação missionária. A vida do missionário deve servir de inspiração, especialmente para os jovens que desejam servir a Cristo. A dedicação do missionário, suas experiências e os resultados no seu campo de trabalho estarão sendo seguidos pelos crentes de nossas igrejas, que devem ser motivados e inspirados a dedicarem a Deus cada vez mais suas vidas e recursos para serem usados e gastos na obra missionária.
Além dessas facetas que envolvem a atividade do missionário, outras tantas ele tem de desempenhar em sua atividade diária da vida missionária. O missionário é professor, visitador, enfermeiro, regente de música, conselheiro, psicólogo, mas, sobretudo ele é o missionário, o embaixador de Cristo para levar a Sua palavra até os confins da terra.

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