"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

CHAMADOS PARA ABENÇOAR TODAS AS FAMILIAS DA TERRA

Salmo 105:37-45
Esta palavra nos declara as maravilhas e as obras do amor e da justiça de Deus, em favor do seu povo. Seu plano original permanece o mesmo: ABENÇOAR TODAS AS FAMÍLIAS DA TERRA. Se houve erros e distorções durante este caminho, estes se deveram ao homem e sua natureza, e não à fidelidade e vontade de Deus.
Deus nunca mudou o seu plano original. Quando Adão falhou, ele chamou Noé. Quando os descendentes de Noé resolveram edificar uma torre para engrandecer o seu próprio nome (Babel), Deus os espalhou pela face da terra, confundindo-lhes as línguas.
Depois Deus chama a Abrão de Ur dos Caldeus, um homem pagão, e trabalha com ele durante muitos anos para ele ganhar a visão que Deus queria: uma nação numerosa como a areia do mar e as estrelas do céu, capaz de manifestar sua glória e abençoar todas as famílias da terra.
Entretanto os judeus se fecharam em si mesmos, e se voltaram exclusivamente para seus próprios interesses. Ainda assim Deus não mudou seu plano, e enviou Jesus, para a partir dele gerar um novo homem, uma nova descendência de santos, que têm a mesma missão: "ide, fazei discípulos de todas as nações." Esta missão reflete de maneira mais profunda o seu desejo de abençoar todas as famílias da terra: fazer de todos discípulos do Senhor, para que todos o conheçam, desde o maior até o menor.
Mas mesmo quando seu povo estava em situação difícil, como quando Israel ficou escravo no Egito por 400 anos, ele manteve sua fidelidade, e supriu suas necessidades. Quando Deus manifestou seu poder no meio dos egípcios, os israelitas prosperam grandemente, conforme Êxodo 12:36.
O Egito foi despojado pelos filhos de Deus. As riquezas dos egípcios foi entregue aos filhos de Deus, para atender aos interesses de Deus. O povo saiu com prata, ouro, e entre eles não havia nenhum inválido (doente incapaz).
Quando tudo parecia impossível no Egito, Deus manifestou seu poder. Quando temos convicção da presença de Deus entre nós nada nos é impossível. Enquanto todos falam em crise, Deus tem resposta para seu povo. Não é da vontade de Deus que seu povo viva na miséria, ou que não tenha com que honrar seus compromissos e como manter sua família. Deus sabe que se ele prosperar seu povo, o seu reino vai prosperar, e todas as famílias da terra poderão ser abençoadas.
Para os fiéis e os que crêem nisto, a mão poderosa de Deus há de intervir, trazendo provisão sobrenatural.
A chave está em que Deus espera que seus filhos se comprometam com a expansão do seu reino. Deus tem toda a prosperidade reservada para aqueles que estão dispostos a cumprir fielmente com sua responsabilidade na expansão do Reino de Deus. Deus escolheu proclamar o evangelho através de nós, ainda que pudesse fazê-lo sozinho, ou usando outros instrumentos.
Fomos chamados para sermos cooperadores de Deus. Assim nossa segurança não está na conta de poupança, mas na certeza de que Deus quer nos abençoar e prosperar, porque somos seus filhos, e somos os únicos que podemos trabalhar no seu reino para desenvolver os seus planos para a humanidade.
Daniel 11:32 diz que o povo que conhece seu Deus se tornará forte e ativo. Quem confiar em si mesmo nesses dias será abalado, mas quem depositar sua confiança no Deus que supre todas as coisas, e que deseja que seus filhos trabalhem nos Seus planos, este será próspero (Mt 6:33).
Se a situação está difícil (desemprego, necessidades), é exatamente aí que Deus vai se manifestar, pois não temos a promessa de ficarmos livres de problemas, mas a de que todos os problemas seriam vencidos pelo poder do nome de Jesus (exemplo do telhado da Comunidade)
As bênçãos de Deuteronômio 28 correrão e alcançarão todos os que obedecem aos mandamentos de Deus, e estão buscando em primeiro lugar o seu reino e sua justiça. Mas aos infiéis e que não crêem em sua palavra, estes impedem que Deus prospere suas vidas. Isto é notório principalmente quanto ao mandamento dos dízimos e ofertas. Dízimos e ofertas são o mecanismo que Deus estabeleceu para prosperar e proteger o seu povo, e ao mesmo tempo gerar recursos para abençoar todas as famílias da terra, através de programas, literatura, missões, obreiros, etc.
A causa da falta de prosperidade de muitos é que estão muito preocupados com seu reino pessoal, e não com o reino de Deus. Custamos a Deus o precioso sangue de seu filho. Ele espera agora de nós, feitos filhos Dele por meio de Jesus, que cumpramos com seu propósito de abençoarmos todas as famílias da terra.
e) Como igreja somos chamados a enviar os obreiros. Assim fez a igreja com Barnabé e com Paulo (Atos 13.10-4). Se o Espírito Santo envia um obreiro, a igreja não deve rete-lo pensando nas necessidades locais. Tem que obedecer e envia-lo.
O ato de enviar o missionário nos faz responsáveis por:
1. Sustentá-lo financeiramente.
As vezes pensamos que somos poucos e não temos muito
dinheiro. Devemos ser fiéis ao Senhor com o pouco que temos! Para alimentar uma multidão cinco pães e dois peixes nas mãos do Senhor que tudo pode.
As igrejas da Macedonia eram muito pobres mas deram com
alegria, muito além das suas possibilidades (2Co 8.2-5). Não é questão de quanto tenho, é questão de quanto eu proponho em meu coração a dar.

sábado, 29 de agosto de 2009

O QUE É E COMO ORGANIZAR

"Missões é o cumprimento do imperativo de Deus dado à Igreja, de proclamar com fidelidade o Evangelho a todas as nações, de modo contextualizado, pela persuasão e vivência por todos os meios possíveis, estabelecendo igrejas autóctones, para a Glória de Deus" (AMTB).

Apresentação

O crescimento de nossas igrejas e a ampliação da visão em relação à sua missão tem provocado verdadeira revolução missionária nas comunidades eclesiásticas. É cada vez maior o número de crentes que sentem que devem assumir a responsabilidade de evangelizar o mundo inteiro. Nesse ideal, muitos têm se apresentado para o trabalho missionário e outro tanto assumido o compromisso de sustentar, com orações e ofertas, aqueles que vão.
Louvamos a Deus pelo despertamento missionário porque passam muitas de nossas igrejas. Entretanto, queremos ver todas as igrejas completamente envolvidas e comprometidas com missões. Ansiamos pelo dia quando as igrejas batistas do Brasil terão o seu Conselho Missionário tão bem organizado que poderão oferecer recursos materiais e espirituais àqueles que hoje servem de exemplo para os futuros missionários.
Com a finalidade de ajudar cada igreja a desenvolver a obra missionária de maneira abrangente, publicamos este manual Conselho Missionário: O que é e como organizar. Com ele todas as igrejas, qualquer que seja o seu tamanho, serão capazes de organizar um Conselho Missionário e de trabalhar de maneira mais eficiente na ampliação da visão missionária dos crentes.
Nossa oração é que este manual ajude sua igreja a cumprir as determinações de Atos 1.8 e a reescrever a história de missões na comunidade local, na sua cidade, no seu Estado, no Brasil e no mundo.

CONSELHO MISSIONÁRIO

DEFINIÇÃO E PROPÓSITOS
É um grupo formado por pessoas escolhidas pela igreja, segundo o governo local, disposto a ser instrumento nas mãos de Deus, com o propósito de motivar e mobilizar toda a igreja para o cumprimento da Grande Comissão (Mt 28.18-20).

O Conselho Missionário tem por objetivos principais:

• Gerenciar todo o programa missionário da igreja local;
• Ampliar a visão missionária da igreja com base nos ensinamentos bíblicos;
• Definir as estratégias para a expansão da obra missionária;
• Assessorar a liderança na área de missões;
• Envolver a Igreja no programa missionário denominacional;
• Manter a igreja informada sobre o avanço da obra missionária na cidade, no Estado, no Brasil e no
   mundo;
• Desenvolver projetos missionários que atendam às reais possibilidades da igreja;
• Promover campanhas, conferências, congressos missionários etc.;
• Promover a intercessão missionária;
• Estabelecer um programa de apoio aos vocacionados que queiram se preparar para o trabalho
   missionário;
• Mobilizar a igreja para que viva missões durante os 365 dias do ano.

COMO FORMAR UM CONSELHO MISSIONÁRIO

Qualquer igreja pode ter um Conselho Missionário. Organizar e mantê-lo funcionando é tarefa ao alcance de todas as igrejas, independentemente do seu tamanho.

Passos para formar o Conselho Missionário

1. Orar e buscar a visão de Deus para a obra que se pretende desenvolver;
2. Partilhar a idéia da formação do Conselho com o pastor da Igreja, que é o líder e, portanto, a pessoa-
    chave no processo;
3. Detectar outros membros da igreja que tenham o mesmo pensamento;
4. Buscar o apoio da liderança da igreja;
5. Apresentar, individualmente, a idéia àqueles membros que pensam diferente a fim de ganhar-lhes o apoio;
6. Elaborar um anteprojeto para a criação do Conselho Missionário e oferecer cópias do documento ao
    pastor e à liderança, solicitando sugestões;
7. Contatar com igrejas que possuam um Conselho Missionário para entender melhor a sua estrutura e
    funcionamento.

COMO ELABORAR O ANTEPROJETO

Um anteprojeto bem elaborado deve conter os seguintes itens:

• Objetivo
Estabelecer os objetivos que se pretende alcançar com a formação do Conselho Missionário na igreja local.

• Justificativa
Explicar o porquê da necessidade de se criar um Conselho Missionário. Enfatizar a urgência da expansão da obra missionária na localidade, no Estado, no Brasil e no mundo. Ressaltar a necessidade de um maior e melhor gerenciamento do programa missionário da igreja local.

• Perfil da Igreja
Descrever as características da membresia da igreja local (número de membros, sexo, escolaridade, nível sócio-econômico, número de contribuintes etc.)


• Problematização
Apresentar os desafios e as necessidades para avanço da obra missionária no Brasil e no mundo.

• Perfil dos membros do Conselho Missionário
Definir as características que cada crente deverá ter para ser indicado para compor o Conselho Missionário (maturidade cristã, ardor missionário, paixão pelas almas sem Jesus, visão da extensão da obra missionária).

• Atividades
Relacionar todas as atividades a serem desenvolvidas pelo Conselho Missionário a fim de alcançar os objetivos propostos.

• Orçamento
Apresentar à igreja as necessidades financeiras para que o Conselho Missionário possa desenvolver suas atividades.

A ESTRUTURA DO CONSELHO MISSIONÁRIO

Formar um Conselho Missionário não é tarefa muito simples. Dadas às suas peculiaridades, a sua organização exige um bom planejamento e uma estrutura mínima de funcionamento. O organograma abaixo ilustra a estrutura do Conselho Missionário de uma igreja local.

Note bem: o pastor deve fazer parte do Conselho Missionário. Como líder espiritual (e geralmente presidente da igreja) ele é de fundamental importância na sua liderança. Além disso, como sempre acontece, mesmo não ocupando cargos na diretoria, o pastor é membro ex-ofício de todas as organizações da igreja, inclusive do Conselho Missionário.
Se a igreja começa a dar os primeiros passos na organização do Conselho Missionário, não há necessidade de montar todas as áreas de uma só vez. A igreja pode ir aos poucos se estruturando para que tudo funcione a contento. As sugestões constantes deste manual podem e devem ser ajustadas à realidade local.

Considerações gerais
a. A igreja pode começar um Conselho Missionário com qualquer número de membros levando-se em conta o tamanho da igreja e o ministério de missões que pretende desenvolver. É importante que todos os seus componentes sejam membros ativos.
b. Todos os membros do Conselho Missionário serão eleitos pela igreja. O tempo de mandato de cada um deles será estabelecido conforme critérios adotados pela igreja. Caso um membro do Conselho Missionário ou o próprio presidente precise deixar o cargo, o próprio grupo deve criar critérios de substituição.
c. Até que esteja organizado, e com a própria diretoria eleita, o Conselho Missionário será constituído pela diretoria da igreja, com a avaliação do pastor em conjunto com os líderes que estão procurando estruturar o trabalho.
d. Mesmo após a sua organização, é bom que pelo menos um dos membros da diretoria da igreja faça parte ativa do Conselho Missionário.
e. Os membros do Conselho Missionário devem reconhecer essa função como um ministério.

ATRIBUIÇÕES DE CADA FUNÇÃO

Presidente
O presidente é o líder de missões, mas está submisso à autoridade do pastor da igreja. Ele pode representar o Conselho Missionário nas reuniões da diretoria da igreja e de outros departamentos, objetivando a unidade do ministério missionário da sua comunidade eclesiástica. Além disso, o presidente deve:
• Organizar a promoção missionária na igreja local;
• Manter a unidade e eficácia dos departamentos missionários;
• Encorajar os membros do Conselho Missionário nas suas respectivas funções;
• Administrar as verbas destinadas ao Conselho Missionário, apresentando relatório mensal à igreja;
• Envolver os membros do Conselho Missionário, quando possível, nas visitas aos campos, sob a orientação das respectivas juntas missionárias;
• Promover e liderar as conferências missionárias na igreja.

Vice-Presidente
Cabe ao vice-presidente assessorar e substituir o presidente em todas as ocasiões quando isso se fizer necessário.

Secretário
O secretário do Conselho Missionário deve fazer o registro das atas de todas as reuniões do Conselho Missionário e cuidar da correspondência. É sua tarefa empenhar-se para que haja um excelente fluxo de informações entre o Conselho Missionário e a igreja. Deve manter a agenda dos departamentos em dia, com todas as atividades, datas, horários etc., sempre de acordo com a agenda do pastor e da igreja. O secretário deve fazer contato periódico com os missionários mantidos pela igreja.
Observação: Não incluímos, na diretoria do Conselho Missionário, a figura do tesoureiro. Entendemos que toda a movimentação financeira deve ser realizada através da tesouraria da igreja, devendo a diretoria do Conselho Missionário prestar contas à igreja.

Atribuições das Áreas
Cada área elegerá o seu coordenador.

Área de Estratégia e Promoção
Tem por finalidade promover e divulgar atividades e estratégias que motivem e comuniquem sobre a obra missionária.

É sua atribuição envolver toda a igreja em missões com as seguintes atividades:
• Preparar metas para o sustento, oração e integração da igreja com os seus obreiros nos campos de missões;
• Manter os membros da igreja informados acerca do trabalho desenvolvido nos campos de missões estaduais, nacionais e mundiais;
• Servir como ponte entre a igreja local, os missionários e as juntas missionárias;
• Divulgar informações sobre os diversos campos missionários, seus projetos, desafios e as juntas missionárias;
• Incentivar as correspondências com os obreiros nos campos;
• Promover e organizar conferências missionárias, congressos, simpósios missionários etc.;
• Promover, sob a coordenação e orientação das juntas missionárias, visitas aos campos missionários.

A importância do promotor de missões
O promotor de missões é pessoa de fundamental importância na organização e funcionamento do Conselho Missionário e especialmente na Área de Estratégia e Promoção. O promotor precisa demonstrar ardor pela obra missionária e contagiar outros com a sua atuação. Elo entre a igreja e as agências missionárias, o promotor pode ou não ser o presidente do Conselho Missionário da igreja.

Quem é o promotor de missões?
O promotor de missões é aquele a quem Deus chamou para uma tarefa muito especial, que é ajudar a igreja a desenvolver sua consciência missionária, despertando-a para os desafios da evangelização.

Características essenciais ao promotor de missões
Para ser promotor de missões o candidato deve apresentar algumas características fundamentais ao exercício das suas funções:
• Ter convicção de sua salvação;
• Dar bom testemunho cristão;
• Ser membro ativo da igreja;
• Buscar diligentemente o preparo espiritual, através da oração e da leitura da Bíblia;
• Manter-se informado acerca do avanço da obra de evangelização;
• Ter disposição e disponibilidade de tempo para divulgar o trabalho missionário que é realizado no Brasil e no mundo sempre que lhe for oferecida uma oportunidade;
• Sentir-se chamado por Deus para o trabalho de promoção;
• Ter competência, visão, iniciativa, comprometimento, autoconfiança, liderança, fluência na palavra e organização.


Área de Educação Missionária
Tem por finalidade ajudar na formação da consciência missionária da igreja local.
É sua atribuição envolver toda a igreja em missões com as seguintes atividades:

• Planejar, em conjunto com a área de promoção e membros do Conselho Missionário, conferências, congressos, simpósios, feiras, exposições missionárias etc.;
• Promover a criação de uma biblioteca missionária;
• Estimular a leitura de livros de teor missionário e os periódicos publicados pelas juntas missionárias;
• Criar oportunidades para que os membros da igreja se envolvam com os missionários através da oração, ou desenvolvendo um ministério de oração em favor da obra missionária;
• Conscientizar os crentes através de estudos, mensagens e reflexões sobre a necessidade da contribuição para o sustento e a expansão da obra missionária;
• Implantar, em conjunto com o (a) diretor (a) de Educação Religiosa da igreja, uma classe de Introdução a Missões, como parte do programa regular da EBD, com duração e currículo fixos, para que todos os membros da igreja tenham a oportunidade de participar;
• Atuar em conjunto com o (a) educador (a) religioso (a) da igreja, a fim de promover uma melhor e maior conscientização missionária das crianças, durante todo o ano eclesiástico;
• Criar o Momento Missionário no culto (matutino e/ou vespertino) para orar por um missionário, um povo ou ler a experiência de um obreiro ligado à igreja;
• Organizar um espaço de missões.

COMO CRIAR UMA CLASSE DE INTRODUÇÃO A MISSÕES

Em conjunto com o Departamento de Educação Religiosa (DER), escolher uma sala para uma quantidade limitada de participantes, de acordo com o número de membros da igreja. Cada classe deve ter uma rotatividade de três meses e incluir em seu currículo uma introdução clara e objetiva sobre missões. Ao final do trimestre de estudos, poderá ser oferecido aos participantes um certificado de conclusão do curso.

Como criar um espaço de missões
O Conselho Missionário deve possuir um espaço aberto ao público, para exposição dos certificados de adoção missionária, divulgação de relatórios, estatísticas, anúncios, informações sobre os campos etc.

Organização
• Escolher um local adequado e de fácil acesso. Pode ser uma sala, um hall, uma parede, ou um mural.
• Escolher uma pessoa, do Conselho Missionário, para cuidar do seu bom andamento e da sua boa utilização e do envolvimento da igreja no programa de conscientização missionária através deste espaço.
• Decorar este espaço com mapas, fotos, quadros estatísticos, objetos, trajes típicos, para apreciação e exposição.
• Providenciar livros, revistas, jornais, folhetos com temas missionários e montar uma pequena biblioteca para empréstimo e divulgação aos membros da igreja.
• Utilizar o espaço, no caso de sala, para promover encontros de oração em favor dos obreiros e dos campos.
• Abastecer o espaço com informações atualizadas sobre os obreiros, os campos missionários e as necessidades dos povos.

Como realizar uma Conferência Missionária
A Conferência Missionária tem como propósito desafiar e encorajar os membros da igreja para a expansão da obra missionária, no sentido de estabelecer o programa missionário que a igreja assumirá.

Planejamento

Primeiros passos:
• Definir a data, o local e o horário;
• Definir a equipe organizadora;
• Estabelecer o número de participantes e o público-alvo que se deseja atingir;
• Escolher o tema e a ênfases a serem abordados na Conferência Missionária;
• Elaborar o conteúdo do programa;
• Escolher e contatar os conferencistas e preletores;
• Divulgar, com boa antecedência, toda a programação;
• Confeccionar convites e cartazes para a promoção.

Programação
• Definir, em conjunto com a equipe, a região geográfica que será enfocada (estados, países, continentes ou regiões);
• Escolher as músicas, os textos bíblicos, os regentes, os músicos, os dirigentes etc.;
• Definir os enfoques para abordagem nos seminários ou grupos de interesse;
• Elaborar, paralelamente à experiência missionária, uma Conferência Missionária Infantil, na qual serão apresentadas histórias missionárias, textos bíblicos e atividades manuais que despertem nas crianças amor e visão missionária.


COMO REALIZAR UMA EBF MISSIONÁRIA

O que é?
É uma extensão da EBD; é a igreja investindo na sua tarefa básica de buscar, ensinar, ganhar e treinar pessoas, no propósito de proporcionar às crianças oportunidades para conhecer melhor e participar do trabalho que os batistas brasileiros realizam no Brasil e em diversos países do mundo.

Planejamento

Primeiros passos:
• Definir o local onde a EBF Missionária será realizada (na sede, numa das congregações ou outro local);
• Estabelecer o horário mais apropriado de acordo com a realidade da igreja (manhã, tarde ou noite);
• Divulgar o evento com boa antecedência;
• Pesquisar e aprofundar os temas missionários que serão abordados;
• Providenciar os recursos financeiros necessários;
• Confeccionar convites, faixas e cartazes para divulgação;
• Providenciar todo o material didático necessário para realização das atividades.

Equipe necessária
• Diretor
• Secretários
• Professores e auxiliares
• Comissões (música, divulgação, lanche, recreação, limpeza etc)

O programa geral
• Organizar cuidadosamente os programas diários;
• Distribuir o material de atividades para cada professor (histórias, trabalhos manuais etc.);
• Preparar o ambiente de cada sala com gravuras, bandeiras do Brasil e nações focalizadas, globo terrestre etc.;

Observação: Dar destaque à Bíblia em todas as atividades da programação.

Realizando a EBF Missionária
• Certificar-se, diariamente, de que tudo está pronto para a chegada das crianças (recepcionistas, crachás, professores, auxiliares, musicistas etc.);
• Organizar a programação de acordo com o seguinte roteiro:
1. Processional (entrada das crianças em marcha)
2. Boas-vindas
3. Saudação às bandeiras Nacional e Cristã e à Bíblia Sagrada
4. Recitação do tema e da divisa da EBF Missionária
5. Cântico do hino oficial da EBF Missionária
6. Leitura bíblica alternada
7. Oração
8. Divisão em classes
9. Estudo bíblico missionário
10. Atividades de fixação (exercícios, cânticos etc.)
11. Lanche
12. Recreação
13. Inspiração missionária (história moral)
14. Atividade manual
15. Atividades de encerramento
• Ao final de cada dia de atividade, após a saída das crianças, reunir a equipe para uma avaliação. Levantar os pontos positivos e negativos da programação e buscar soluções para que os problemas não se repitam. Encerrar com uma oração.
• Planejar, em conjunto com a equipe, para o último dia da EBF Missionária, uma exposição de todos os trabalhos manuais feitos pelas crianças para apreciação da igreja, dos pais e dos convidados.

COMO REALIZAR UM CONGRESSO MISSIONÁRIO

O Congresso Missionário é um encontro de pessoas que se reúnem para tratarem de assuntos de importância para a obra de evangelização, com o propósito de despertar os crentes quanto à sua responsabilidade missionária, motivando-os para o sustento de obreiros e despertando vocacionados e intercessores.

Planejamento

Primeiros passos:
• Definir a data, o local e o horário;
• Definir a equipe organizadora;
• Estabelecer o número de participantes e o público-alvo que se deseja atingir;
• Escolher o tema e as ênfases a serem abordados no Congresso Missionário;
• Elaborar o conteúdo do programa;
• Escolher e contatar o orador oficial e demais preletores;
• Escolher e contatar os facilitadores (coordenadores) das oficinas;
• Contatar agências missionárias para o envio de material informativo ou para a instalação de estandes e workshops;
• Divulgar, com boa antecedência, toda a programação;
• Confeccionar convites e cartazes para a promoção.

Programação
• Escolher uma base bíblica que sustente o tema sugerido;
• Escolher as músicas, os textos bíblicos, os regentes, os músicos, os dirigentes etc.;
• Definir os temas e subtemas a serem abordados nas oficinas;
• Levantar todo o material didático necessário ao bom andamento das oficinas;
• Contatar agências missionárias e viabilizar a presença de um ou mais obreiros para participação nas oficinas e/ou preleções;
• Planejar um congresso simultâneo para as crianças;
• Recrutar uma equipe de professores e auxiliares para o planejamento das atividades diárias;
• Viabilizar a participação dos preletores oficiais no Congresso Missionário Infantil;
• Providenciar lanche para os congressistas mirins;
• Providenciar todo o material necessário às atividades.


POLÍTICA DE SUSTENTO MISSIONÁRIO

Cabe ao Conselho Missionário estabelecer, criteriosamente, regulamentos para o sustento de missões de acordo com a visão clara que encontramos na Bíblia.

A igreja local deve assumir as seguintes responsabilidades:
1. Sustentar financeiramente (integral ou parcial) os missionários adotados;
2. Criar oportunidades, através do Conselho Missionário, para motivar os seus membros a contribuírem para a obra missionária.

A igreja, na sua soberania, tem os meios de levantar ofertas missionárias, através do:

a) Fundo Missionário - Criado no orçamento da igreja e aberto aos irmãos que desejam contribuir diretamente para projetos missionários, etc.

b) Ofertas Especiais - São ofertas levantadas em ocasiões específicas. É claro que as respectivas campanhas podem se estender a critério da Igreja.

c) Programa de Sustento Missionário - Quase todas as convenções estaduais, possuem um programa de sustento missionário. Esse programa possibilita um envolvimento direto e constante da igreja e dos crentes na obra de missões. Através do sustento parcial ou integral dos missionários, muitas igrejas e inúmeros crentes estão expandindo o reino de Deus aqui na terra.

Quem pode participar do programa de sustento missionário? Todas as igrejas e suas organizações pessoas físicas e jurídicas. Enfim, todo crente que ama missões e tem como sua a responsabilidade de evangelizar os povos, encontra nesses programas a oportunidade de participar dos esforços missionários das juntas e das convenções estaduais. O mais importante é que o participante assume, não apenas o compromisso de contribuir financeiramente, mas, principalmente, o de orar diariamente pelo obreiro adotado.

Como a igreja local pode aplicar as ofertas levantadas?
• No sustento dos missionários;
• No apoio aos projetos missionários;
• Na organização e promoção de congressos, conferências e simpósios missionários.

As reuniões do Conselho Missionário
Por ser um grupo que representa a igreja nas decisões e atuações missionárias, o Conselho Missionário deve realizar reuniões periódicas. A presença de todos os membros é fundamental e deve ser requerida.

PREPARO MISSIONÁRIO

O preparo missionário é de grande importância, pois oferece aos membros do Conselho Missionário subsídios para orientar os vocacionados que desejam se preparar melhor para servir ao Senhor, no campo ou na igreja local.

O preparo missionário pode ser de três maneiras:

• Preparo formal
O vocacionado que opta por esse tipo de preparo acadêmico deve entrar em contato com a instituição teológica através da qual pretende se preparar. Em geral, essas instituições exigem que o candidato seja recomendado pela igreja onde é membro, escreva a sua experiência de conversão e chamada e tenha, até a data da matrícula, no mínimo 18 anos completos.
Por oferecerem cursos de nível superior, o candidato deve apresentar certificado de conclusão do 2º grau. Algumas instituições, além da documentação de praxe, submete os candidatos a um exame vestibular.
O vocacionado pode optar por um dos seguintes cursos:
• Bacharel em Teologia
• Bacharel em Educação Religiosa
• Bacharel em Música Sacra
• Educação Missiológica e outros
A duração média desses cursos é de quatro anos. Ao conclui-lo, o vocacionado recebe o grau de Bacharel.
• Preparo informal
O preparo informal não faz tantas exigências ao candidato. Em geral, basta ser membro ativo de uma igreja e ser por ela recomendado. Esse preparo é oferecido:
• Por um centro de treinamento, por uma igreja ou associação de igrejas.
• Por uma instituição teológica
É comum as instituições de ensino teológico formal oferecerem cursos de extensão, abertos às comunidades eclesiásticas. São os chamados cursos para leigos. Alguns desses cursos são oferecidos durante o ano letivo ou no período de férias.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A sua igreja, qualquer que seja o tamanho, pode ter um Conselho Missionário. É só estruturá-lo adaptando as sugestões deste manual à realidade local.
• O Conselho Missionário não substitui o trabalho das agências missionárias. Ele existe para apoiar e divulgar o trabalho missionário. Às agências missionárias cabem as tarefas de selecionar, treinar e supervisionar diretamente o trabalho dos missionários nos campos.
• O Conselho Missionário foi criado para estimular os vocacionados e incentivar os crentes e a igreja local a uma participação efetiva no sustento espiritual e financeiro da obra.
• Uma vez organizado e estruturado, o Conselho Missionário se responsabilizará em formar o estilo de vida missionária da igreja.

CONCLUSÃO
A história da expansão da Igreja de Cristo narrada no livro de Atos dos Apóstolos ainda não está concluída. Os cristãos primitivos escreveram os primeiros 28 capítulos. Os demais têm sido escritos ao longo dos anos pelas igrejas que ousaram investir na obra missionária. Os próximos capítulos estão sob a sua responsabilidade.
Para a igreja que quer desenvolver um ministério de conscientização missionária, este Manual pode ser de grande valia. Então, mãos à obra!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

MISSÕES COM TUDO ASSEGURADO




(Texto extraído do Livro "A Igreja Apaixonada por Missões" de autoria do Pastor Antonio Carlos Nasser, Presidente do Com itê Brasileiro da Missão Internacional para o Interior da África - MIAF e Pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Marilia-SP).

... Queremos dizer com este título que há Agências Missionárias que definem quanto o missionário deve levantar para ser enviado ao campo. Tudo parte da necessidade do campo, o tipo de ministério a ser desenvolvido e os desafios que se colocam pela frente. A crítica que muitos fazem a este tipo de método é que os obreiros são enviados com “muito dinheiro”, vivendo de forma diferente da maioria da população. Bem, isto tem que ser entendido melhor. Creio que há casos em que os missionários são “ricos” em meio ao povo com o qual trabalham o que causa uma barreira imensa entre eles. Mas, não necessariamente, este tipo de método “enriquecerá” o obreiro.

De forma alguma. O que ocorre é que a Agência leva em conta vários tópicos, por entender que são importantes, e os acrescenta ao valor a ser levantado. Por exemplo, temos: Salário, propriamente dito, moradia, fundo de trabalho (a ser aplicado no ministério), administração do campo (suprimento dos gastos com a administração da vida dos obreiros no campo), administração do escritório de envio (são muitas as despesas que envolvem um envio de missionários), seguro médico, aposentadoria, regresso, etc.

Creio que, apesar dos pontos negativos, este tipo de trabalho dá mais segurança ao obreiro e á sua família. Lembro-me de casos em que a falta de recursos gerou problemas sérios nos filhos. Há tantas tensões as quais um obreiro é apresentado, que também ter que pensar em suprimento de recursos financeiros pode se tornar um fardo dificil de carregar. É claro que nenhum método é perfeito, mas deveremos pensar com maior carinho na vida do obreiro.

Um problema de saúde no campo é fato, muitas vezes, dificil de ser enfrentado. A falta de recursos financeiros para se locomover de um pais a outro, quando necessário, para um tratamento, pode ser fatal. Uma organização que administra de forma competente os recursos, as necessidades do obreiro, é de suma importância. Lembremo-nos de que, por mais que tenhamos um missionário de carreira (aqueles que se entregam ao trabalho por longo tempo no campo), ele voltará um dia para seu país. Seus filhos precisam de apoio e de atendimento. Tenho visto muitos filhos de missionários (inclusive pastores) desejarem ficar muito longe da obra missionária por causa de traumas que sofreram pela falta de recursos. No entanto, também tenho visto gerações de missionários que promovem a continuidade do trabalho, porque tiveram, sempre, suas necessidades supridas.

Será que temos que ver os missionários como pessoas de situação financeira deplorável? Será que os que se entregam a missões têm que fazer voto de pobreza? Do que estamos falando? Será que estamos falando em fé que abandona o bom senso?

Os recursos a serem levantados têm, a meu ver, que levar em consideração as necessidades do trabalho, o campo, o tipo de ministério, o período etc. Há missões que enviam equipes, por tempo definido, e que exigem muito menos, em termos financeiros, do que aquelas cujos missionários viverão longo tempo no campo. Edificando seu lar naquele ministério. Não importa quanto devem levantar, o que realmente importa é que devem ser levadas em consideração as necessidades a serem enfrentadas.

Temos missionários que estão na Europa, por exemplo, trabalhando com muita dificuldade, porque o custo de vida é muito alto, ali. O que fazer? Vamos continuar com a “síndrome da miséria” que tem envolvido nossas Igrejas, e mandar os obreiros de qualquer jeito?

Nossos missionários da Missão Internacional para o Interior da África, levantam um valor que inclui muitos tópicos, como os citados acima. Muitas vezes ouço perguntas como: “Como é que é mais “caro” enviar um missionário para a “África do que para a Europa (com o método de outras missões)? Respondo: É por causa das necessidades que o campo apresenta e da maneira como agimos para alcançar nossos objetivos. Ou seja, um missionário na África precisa de muitas coisas que não se encontram disponíveis no país, exigindo que o mesmo viaje para outro país, para fazer compras. Se a situação é de guerra, não adianta ter dinheiro, pois não há o que comprar! Isto implica viagens longas, que exigem muitos recursos. Outro fato é o da falta de certas estruturas básicas, como por exemplo: água, luz, esgoto, etc. Como viver e ministrar naquele lugar? Como fazer com que a família do missionário tenha o básico para ali viver e ministrar com amor?

Um casal de missionários da MIAF foi enviado para um campo muito carente, com milhares de refugiados de guerra. A região é a mais quente daquele país e de difícil convivência. Como se não bastassem os problemas comuns, não há casa para ser alugada. Quando existem são de altíssimo preço, tendo em vista ser a oferta muito menos do que a procura (não pense que em clima de guerra não há exploração. Existem muitos que vivem da miséria do próximo). Como fazer? A criança esteve dormindo sobre a cômoda, por falta de espaço para o casal. A esposa escreveu-nos dizendo ter, quase, desistido de tudo, pois, além de todos os problemas, seu sustento caiu bastante. Amados, estamos numa luta espiritual enquanto ministramos. Nossos missionários são pessoas, e um dia voltarão para seu lar. Como queremos que eles voltem? Quebrados e desanimados? Frios na fé e cheios de mágoas? Decepcionados com suas Igrejas? Cabe-nos descobrir a verdade e a realidade do processo missionário. Chega de ilusões!

É claro que, como eu é que estou fazendo a análise, estou, em todo o tempo, emitindo minha opinião. Longe de querer fazê-la a única correta, expresso minha experiência como pastor e líder de Agência Missionária. Creio que devemos agir com sabedoria em todo momento de nosso trabalho. Há momentos em que a Denominação deve entrar com toda sua força. Há outros momentos em que a situação exigirá de nós uma total entrega à oração, sem que tenhamos condições de compartilhar nossas necessidades e/ou pedir ajuda. No entanto, sempre devemos ser prudentes e agir de acordo com as necessidades e exigências do campo. Hoje, um missionário ter um computador pessoal não é luxo, mas necessidade. Ter um automóvel é uma exigência, em muitos locais. Morar bem alivia a tensão de um ministério cheio de perigos.

A Obra missionária não é brincadeira. As Igrejas locais e as Agências Missionárias devem dar as mãos e agir em conjunto, para que haja melhor aproveitamento.

sábado, 22 de agosto de 2009

CARÁTER CRISTÃO



(Texto extraído do Livro "A Igreja Apaixonada por Missões" do Pr. Antonio Carlos Nasser. da Editora Abba Press).

Isto é mais sério do que podemos pensar. Há alguns obreiros que estão agindo sem honestidade, sem obediência e senso de equilíbrio nos campos. Podemos ver isto acontecer em relação a Agência. Por exemplo: suponhamos que uma Missão resolva enviar um obreiro para o “pais das maravilhas”. Acontece que, em nossa história, já existem obreiros ali e este novato recebe instruções para ser submisso ao líder no campo. Sai com esta ordem e, com o rosto de anjo, embarca para seu novo ministério. Mas, “algo acontece” no avião e ele, ao chegar lá, esquece-se totalmente de todas as orientações e passa a enfrentar o líder do campo, fazendo criticas, alterando planos, desrespeitando e agindo por conta própria. Isto é, nada mais, nada menos, do que falta de caráter cristão. Os princípios de respeito à autoridade, onde estão? E o que prometeu?

Você pensa que estou inventando? Isto tem ocorrido muitas vezes! Lembro-me de que perguntei a um grupo de missionários de vários países, sobre problemas que enfrentam com novatos, e uma das questões levantadas foi essa: eles chegam criticando os obreiros mais antigos e acham que fará tudo muito melhor. São, via de regra, imediatistas e passam a confrontar as autoridades e os planos estabelecidos.

Nesta questão de caráter, lembro-me também de falar sobre o desrespeito aos costumes do povo com quem se vai trabalhar. Ora, é obvio que precisamos tratar as pessoas com maior amor e entendimento. Se num pais, por exemplo, é vergonhoso uma mulher falar em público, por que a missionária irá sair pregando sem considerar o fato? E se noutro lugar o vestido deve ser mais longo, por que não atender? Aí, você me dirá: - “Mas isto é falta de treinamento transcultural!” De quem? Do povo local ou do missionário, está obscuro, ambíguo! Também, mas a Bíblia me diz que devo respeitar os mais velhos. Também diz que devo evitar ser pedra de tropeço. O que é isto, senão a falta de formação em caratê cristão e amor? Também é falta de humildade para aprender, para perguntar. Podemos lembrar que o amor é o que motivava os Morávios. Eles mantinham:

Um amor e uma paixão profundos e constantes por Cristo.
Na própria vida de Zinzendorf vê-se este amor constante. Através dos mais de 2000 hinos que escreveu transmitiu a tônica de sua vida: “Uma paixão: Ele, apenas Ele”.
William Wilberforce, o grande reformador social evangélico, inglês, escreveu o seguinte sobre os Morávios: “eles constituem um corpo que talvez tenha ultrapassado toda a humanidade em provas sólidas e inequívocas de amor a Cristo e em um zelo ardente e ativo no Seu serviço. É um zelo temperado de prudência, suavizado pela mansidão e sustentado por uma coragem que nenhum perigo pode intimidar e por uma certeza tranqüila que nenhuma dificuldade pode exaurir”.

Este amor demonstrado, vivido, sentido pelos Morávios levou-os a muitas partes do mundo, para pregarem a Palavra de Deus. Amor vivenciado! Parece que não é isto que vemos em muitas de nossas Comunidades locais. Aparentemente (sem querer estabelecer um julgamento) muitos de nós temos preferido as polpudas estatísticas e preterido a missão amorosa e sacrificial que Cristo nos deixou. Precisamos urgentemente de um retorno à real motivação cristã.

Nós dizemos que amamos a Cristo! Há realidade neste sentimento. Temo, no entanto que ficamos presos aos sentimentos e esvaziamos nossas atitudes.

Quantas comunidades locais têm sido literalmente, divididas pelo desamor e desrespeito! Quanto tem praticado a critica destrutiva, a avaliação invejosa, a maledicência enganosa! É um quadro muito triste! Por isso é que creio ser necessário um avivamento que purifique nossas Igrejas, a partir de cada lar, de cada individuo. Precisamos ver uma nova onda de amor rompendo as trevas que nos têm separado!

Uma igreja Uma, Santa, Sem ruga. Creio que esta é a vontade de Deus para nós! Que a oração constante proferida por nós seja: “Dobra-nos, Senhor!”

O amor vivenciado é o único método viável, para alcançarmos este mundo, a partir da Igreja Local.

Mentiras, enganos, dissimulações e até roubos têm acontecido no mundo missionário. O que dizer do que tiram fotos mentirosas de lugares onde não trabalham e enviam para a Igreja com finalidade de “arrancar” sustento? Não tem ocorrido este triste fato?

(Texto extraído do Livro "A Igreja Apaixonada por Missões" do Pr. Antonio Carlos Nasser. da Editora Abba Press).

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

QUEM SÃO OS DALITS?





Poucas pessoas no mundo tem experimentado um nível de abuso e pobreza como os 300 milhões de Dalits ou “intocáveis” da Índia.


Por 3.000 anos eles tem vivido num ciclo de discrimação e desespero sem esperança de escape. Para os Dalits, dor e sofrimento são parte da vida. Eles estão presos a um sistema de castas que nega a eles adequada educação, água potável, empregos com decente pagamento e o direito à terra ou à casa própria. A cada duas horas Dalits são assaltados e duas casas de Dalits são queimadas. A cada dia, dois Dalits são assassinados. Discriminados e oprimidos, Dalits são freqüentemente vítimas de violentos crimes. Em 15 de Outubro no Estado de Haryana, cinco jovens Dalits foram linchados por uma multidão por tirarem a pele de uma vaca morta, da qual eles tinham legal direito para fazer. A Polícia, segundo consta, ficou parada sem nada fazer e permitiu que a violência continuasse. Em 1999, vinte e três trabalhadores agrícolas Dalits (incluindo mulheres e crianças) foram assassinados por seguranças particulares de um fazendeiro de alta-casta. O crime deles? Ouvir a um partido político local com considerações que ameaçavam o domínio do fazendeiro sobre Dalits locais como mão de obra barata.


Embora leis contra a descriminação de castas tenham sido aprovadas, a discriminação continua e pouco é feito para processar os acusados. Em anos recentes, porém, tem havido um crescente desejo por liberdade entre os Dalits e castas baixas hindus. Líderes como Ram Raj tem vindo a frente exigindo justiça e liberdade da escravidão das castas e da perseguição. Um detalhada “Carta dos Direitos Humanos dos Dalits” foi redigida com apelos para a Comunidade Internacional e para a ONU, na esperança que isto colocaria um pressão possitiva sobre o Governo Indiano. Mas pouco tem mudado – até recentemente.


Em Outubro de 2001, líderes Dalits se encontram com 740 líderes cristãos na Índia em uma histórica reunião. Pela graça de Deus, os líderes Dalits reconheceram que a verdadeira esperança e liberdade para seu povo não será encontrada numa revolução social, mas em uma nova crença. Eles concordaram em permitir que as pessoas sigam a Cristo, se estas pessoas decidirem por isso. Os líderes cristãos, em troca, se comprometeram ajudar esse movimento em massa, apesar dos riscos envolvidos.


Originalmente, alguns anos atrás, o líder Dalit (especificamente Ram Raj e outros) tinham se encontrado com certos cristãos na Índia que tinham recusado aceitar este esmagador número de pessoas em suas igrejas. Desencorajado, os líderes Dalits, como o líder Dr. Ambedkar então se converteram ao Budismo. Pela graça de Deus, a porta está agora aberta para milhões experimentarem esperança e verdadeira liberdade através de nosso Senhor.Fatos sobre os Dalits:


• A cada dia, três mulheres Dalits são estrupadas


• Crianças Dalits são freqüentemente forçadas a sentarem de costas nas suas salas de aula, ou mesmo fora da sala;


• A cada hora, duas casas de Dalits são queimadas;


• A maioria das pessoas das castas altas evitarão terem Dalits preparando a sua comida, por medo de se tornarem imundos;


• A cada hora, dois Dalits são assaltados.


• Em muitas partes da Índia, Dalits não são permitidos entrar nos templos e outros lugares religiosos;• 66% são analfabetos;


• A taxa de mortalidade infantil é perto de 10%;


• A 70% são negado o direito de adorarem em templos locais;


• 57% das crianças Dalits abaixo da idade de quarto anos estão muito abaixo do peso;


• 300 milhões de Dalits vivem em Índia;


• 60 milhões de Dalits são explorados através do trabalho forçado;


• A maioria dos Dalits são proibidos de beber da mesma água que os de castas mais altas.


300 milhões de Dalits estão escravizados e sem esperança debaixo do julgo do hinduísmo. Você pode fazer alguma coisa quanto a isto! COMECE ORANDO!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

UMA BOA IGREJA SAMARITANA


Um Pastor "sem visão" se levantou e, querendo encontrar alguma prova contra a Grande Comissão dada por Jesus, perguntou-lhe; Mestre, o que devo fazer para realizar missões?

Jesus lhe respondeu; O que as Escrituras Sagradas dizem a respeito disso? O Pastor lhe respondeu; "Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com todas as forças e com toda a mente". “E ame o missionário como você ama a você mesmo.”

A sua resposta está certa! - disse Jesus. -Faça isso e você viverá. Porém o Pastor "sem visão", querendo se desculpar, perguntou-lhe; Mas quem é o Missionário?
Jesus lhe respondeu assim; - Um missionário, se preparando para ir ao Oriente Médio, encontrou muitas dificuldades para prosseguir; Teve que renunciar o emprego, separar-se da família amada, deixar seus estudos, lutou em fazer um seminário e depois um curso de treinamento transcultural. Precisava de apoio espiritual e financeiro. Quem o ajudaria a prosseguir?

Acontece que um Pastor de sua própria denominação, o encontrou. Quando viu o missionário, disse-lhe; Hoje temos poucos irmãos no culto, é uma pena! Se fosse um domingo, a oferta seria boa! O missionário falou de seu chamado, foi embora, e o Pastor continuou o seu caminho, deixando o missionário sozinho.

Também outro Pastor da mesma denominação do missionário, o convidou à sua Igreja e disse-lhe; hoje o culto é missionário, você tem 15 minutos para falar, por que depois eu vou pregar. O missionário não pode falar sobre o seu chamado como deveria, o Pastor pregou uma mensagem fora do contexto de Missões, e no final do culto nem procurou o missionário para cumprimentá-lo e nem deu uma oferta para o mesmo (era uma Igreja rica). O missionário sentiu-se triste.

Mas uma Igreja de outra denominação, encontrando o missionário, disse-lhe; Venha ao nosso culto. Chegando ao culto, o Pastor "Samaritano", abraçou o missionário com um sorriso e disse-lhe; Você vai falar de seu chamado na Escola Bíblica Dominical e no culto a noite. A Igreja, que tem vários gastos com as atividades locais, deu-lhe uma boa oferta, deu-lhe presentes (roupas, xampus, livros), deu-lhe atenção e carinho, e por último o Pastor disse-lhe: vamos estudar um plano para ajudar você a chegar e permanecer no Oriente Médio. O missionário reviveu, sentiu-se parte do Corpo de Cristo e um embaixador de Cristo na Terra.

Então Jesus perguntou ao Pastor "sem visão": - Em sua opinião, qual dessas três Igrejas foi o próximo do missionário necessitado?

Aquela Igreja que o socorreu! - respondeu-lhe o Pastor "sem visão". E Jesus lhe disse; - Pois vá e faça a mesma coisa.

COMO INCENTIVAR OS JOVENS COM PAIXÃO MISSIONÁRIA


A paixão de um amor como o de Cristo pelas pessoas se desenvolve no discípulo cristão em vista da presença em seu íntimo de poderes e atividades que refletem a mente de Cristo. E o que era a mente de Cristo? Uma visão clara do que o mundo é e necessita. Um sentimento profundo de compaixão pelo mundo. Um esforço ativo a favor do mundo, a ponto de dar a Sua vida como resgate por muitos.

Dentre esta trindade de poderes surgiu a paixão do Seu amor pelas vidas humanas – o amor ilimitado, insondável, imortal de Cristo pelo homem. O ministro de Cristo pode falar com línguas de homens e de anjos, pode ter todo o conhecimento, toda a fé que pode mover montanhas, mas se não tiver a paixão de um amor como o de Cristo, ele não tem o Espírito de Cristo, e não é, então, dEle.

O problema do seminário teológico não é treinar ocasionalmente um individuo para o campo no estrangeiro, mas como despertar a paixão missionária em cada pessoa que passa pela escola, para que se torne um ministro capaz de Cristo.

O essencial é que haja na escola um altar sagrado de paixão missionária, no qual a tocha de cada homem possa ser acesa, e o lábio de cada homem, tocado com uma brasa viva.

Por causa daqueles que provavelmente possuem dons para o serviço no exterior, o seminário teológico deve arder de zelo pela evangelização, sentir o fardo da preocupação com as condições do mundo, de modo que ninguém possa viver dentro dos seus muros sem enfrentar em seu íntimo a séria pergunta: É da vontade de Cristo que eu vá servi-lo em regiões distantes?

Quanto ao homem que entra no pastorado em sua pátria, ele deve ter uma paixão missionária que o torne grande em compreensão e apostólico em sua visão de Cristo e do cristianismo. Para vencer a resistência da ignorância e preconceito, para despertar a atenção das mentes apáticas – cegas para a grande importância da evangelização do mundo -, para educar a inteligência da igreja, para conseguir em casa os suprimentos que manterão o serviço de Deus lá fora, é necessário que o pastor tenha paixão missionária. Mas o homem que vai assim conquistar, deve ser primeiro conquistado e incendiado por Deus.

O estudo das missões está lentamente alcançando o nível de uma disciplina teológica. Mas o estudo das missões como uma disciplina do seminário teológico não pode, por si mesmo, incendiar o futuro ministério com paixão missionária.

Vejo outras forças operando para promover esse fim glorioso.

Vejo o desenvolvimento de um novo conceito do ministério que está atraindo muitos dos mais dotados e consagrados entre nossos jovens.

Em inúmeras faculdades pode ser encontrada hoje a flor da nossa juventude, para quem o ministério não parece ser um mundo reservado e sombrio de técnicas eclesiásticas, mas a própria estrada do rei para um serviço alegre e abundante.

Vejo entre os nossos jovens o desenvolvimento de uma disposição de espírito que está crescendo em direção a um grande entusiasmo missionário pelo ministério do futuro. A consagração pessoal para o serviço pessoal é um conceito de vida que se torna cada vez mais atraente para muitas das nossas mentes mais brilhantes.

Desta classe de intelectos virá o ministério do futuro. Ele será um ministério cheio de Cristo, contemplando a glória de Deus na face de Jesus Cristo, adorando-O com o entusiasmo de uma afeição absolutamente destemida, e apresentando-O como o único Nome sob o céu pelo qual os homens podem ser salvos. Será um ministério missionário, cheio de paixão para remir, perspicaz o suficiente para descobrir a direção da obra de Cristo, fiel em sua mordomia em casa e no exterior. Apostólico em sua segurança de que Cristo ordenou produzir muito fruto, apostólico em sua ânsia de levar bem longe o evangelho do Senhor ressurreto e assunto aos céus, apostólico em sua esperança de que o Salvador invisível e coroado voltará com toda a certeza.

(Matéria publicada no Livro "A Chave para o Problema Missionário" de autoria de Andrew Murray, paginas 15-16. Publicado no Brasil pela Missões Horizontes).

O PASTOR E O PÚLPITO



“Só homens espirituais, e uma igreja em que homens espirituais possam ter influência, são capazes de cumprir corretamente as ordens de Cristo”.

Dentre as sugestões feitas para colocar as missões em seu lugar adequadas no trabalho da Igreja e no coração dos crentes, a primeira tratava de O Pastor e o Púlpito. O discurso do Dr. Pentecost sobre O Pastor em Relação ao Campo Missionário no Exterior começou com estas palavras:

O pastor tem o privilégio e a responsabilidade de resolver o problema missionário no exterior. Até que os pastores de nossas igrejas acordem para a verdade desta proposição, e o trabalho no exterior se torne para eles uma paixão em seus corações e consciência, por mais que as nossas lideranças se empenhem , seja imaginando movimentos de avanço ou organizando novos métodos para angariar dinheiro das igrejas, as rodas da carruagem das missões vão girar lentamente.

Todo pastor exerce seu cargo por comissão de Cristo e só pode preenchê-lo quando, como bispo missionário, considera o mundo inteiro o seu redil. O pastor da mais pequenina igreja tem o poder para fazer sentir a sua influência ao redor do mundo.

Não merece o seu cargo o pastor que não entra em sintonia com a amplitude magnífica da grande comissão, e extrai inspiração e zelo da sua extensão mundial.

O pastor não é só o instrutor, mas o líder da sua congregação. Ele não deve apenas cuidar das suas almas, mas dirigir as suas atividades. Se existem igrejas que não fazem doações nem oram pelas missões no estrangeiro, é porque seus pastores não estão cumprindo a ordem de Cristo. Eu me sinto praticamente seguro ao dizer que, assim como nenhuma congregação pode resistir muito tempo ao pastor entusiasta, da mesma forma nenhuma congregação vai mostrar qualquer interesse quando o pastor não demonstra senão fria indiferença ou falta de convicção com respeito às missões.

(Matéria publica no livro "A CHAVE DO PROBLEMA MISSIONÁRIO" de autoria de Andrew Murray, página 13. Publicado no Brasil pela Missão Horizontes).

sábado, 15 de agosto de 2009

TRANSFORMADOS PARA IMPACTAR O MUNDO



“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rom. 12.2 (Bíblia Anotada)

“Não se tornem tão bem ajustados à sua cultura, à qual vocês se moldam mesmo sem pensar. Em vez disso, fixem sua atenção em Deus. Vocês serão transformados de dentro para fora... Ao contrário da cultura que está em seu redor, sempre conduzindo vocês para baixo, para o nível de imaturidade, Deus produz o melhor em vocês e desenvolve uma maturidade bem formada.” Rom. 12.2

Meditando no texto de Rom. 12.2, observamos e reconhecemos a necessidade de experimentar e conhecer a vontade de Deus para nossas vidas. Quando ouvimos o termo: “Vontade de Deus”, nos parece se tratar de algo tão pesado, impossível e às vezes até desagradável de se viver. Mas o Senhor quer nos fazer conhecer esta vontade que a palavra fala que é boa, agradável e perfeita. Não significa que hora ela é agradável, hora desagradável, hora é boa, hora é um peso! A vontade de Deus é sempre boa, sempre perfeita e sempre agradável. Nós é que precisamos primeiro: “...não nos conformarmos com este mundo”, e segundo: “....transformar-nos pela renovação da nossa mente”. Só então, veremos a vontade de Deus para nossas vidas, corretamente. Deus não precisa mudar, nós é que precisamos! Observe atentamente o texto:

1. “E não vos conformeis com este mundo...”

O fato de termos tanta facilidade em nos moldar ao mundo não é novo, ao contrário, de acordo com o relato bíblico é algo antigo e até certo ponto “normal”, se o Senhor não quisesse para nós que vivêssemos de acordo com os seus parâmetros e valores. Estamos no mundo, contudo não pertencemos a ele, antes somos peregrinos na terra, concidadãos dos santos e membros da família de Deus, chamados para sermos semelhantes a Jesus, “santos”. (João 17.14/ Hebreus 11.13/ Efésios 2.19/ 1Pedro 1.15).

Então, nosso primeiro passo é ter consciência de quem somos e qual é o nosso lugar : “Somos de Jesus e nosso lar é o Celestial”. Uma vez que somos propriedade exclusiva de Deus (Ex 19.5), e cidadãos dos céus, nosso estilo de vida deve corresponder ao estilo de vida do “Rei Jesus” e do “Reino dos céus”.
Precisamos, portanto, nos despir do velho homem, nos revestir do Senhor e desejar ardentemente uma transformação.

2. “...transformai-vos pela renovação da vossa mente.”

Recentemente li uma entrevista dada por Elvis Presley, onde ele dizia que gostaria muito de mudar radicalmente sua vida e entrar para um monastério. Estava cansado do sucesso e queria uma vida simples e em paz! Então o seu entrevistador o apertou dizendo: “Você tem certeza que gostaria de largar tudo?” O rei do rock respondeu: “É, acho que eu não teria paciência!”

Ouvimos muitas declarações de crentes e não crentes que afirmam querer mudar suas vidas, que estão tentando, umas chegam até a culpar Deus por seus fracassos, mas o problema é que lá no fundo de seus corações, não querem ser transformados verdadeiramente. Amam mais o mundo do que a Jesus!

Voltando para o texto, a transformação da qual nos fala o apóstolo Paulo, não conseguimos com pensamento positivo ou força de vontade. Mudar conceitos e costumes com os quais convivemos toda a nossa vida não é algo tão simples assim. E só é possível mediante o agir sobrenatural do Senhor Jesus através do Espírito Santo, e este processo começa na mente.

Def. transformação: Ato ou efeito de transformar(-se); mudança de estado; metamorfose.

A Bíblia nos apresenta Pedro (depois, Simão) – Um homem de temperamento forte, genioso, explosivo, prático, inconstante, impulsivo, voluntarioso. Pedro era aquele irmão que encontra-se em muitas igrejas (em praticamente todas) que podemos chamar de irmão “tribuloso”. Era uma pessoa que precisava urgentemente de uma transformação.

Após conhecer e já seguindo a Jesus, Pedro em determinada situação confessa a Cristo (Mt 16.16) e tempos depois, nega-O TRÊS vezes (Mt 26.69). Em Mateus 14.28, ao ver Jesus andando sobre as águas, aparentemente com uma fé e coragem gigantes, pede para ir ter com Jesus sobre as águas. Jesus diz: “Vem”! Pedro obedece e vai. Só que de repente ao ver a força do vento, cheio de medo, começa a gritar a afundar.... Ao contemplar a transfiguração de Jesus, (Mt 17.2) ao invés de Pedro procurar primeiro entender o que aquilo significava ou mesmo perguntar ao Senhor o significado exato daquele acontecimento, lá vem Pedro, querendo fazer as coisas do seu jeito, estando ainda Elias e Moisés junto de Jesus, Pedro quer fazer uma tenda para cada um... Ê Pedro!

Jesus em sua pré-ciência ao chamar Pedro (Mt. 4.18 / João 1.40) sabia exatamente como ele era. O Senhor não havia se enganado, ou chamado Pedro porque ninguém o queria seguir. Jesus, que tem um propósito bem definido em TODAS as coisas, não pensou duas vezes e disse: “Segue-me”.

Vivemos num mundo acostumado a rotular as pessoas. E se a pessoa não é uma “Coca-cola”, não serve. Isto acontece também na Igreja, quando muitos preferem pegar os irmãos “tribulosos” e colocá-los para fora da Igreja, ao invés de amar, acreditar e investir tempo e energia nestas vidas.

Jesus encontra Pedro, e diz: “eu quero investir na tua vida, quero transformar seu temperamento e que você aprenda a submeter a sua vontade a mim, hoje você se cinge e vai para onde quer, faz o que quer, mas haverá um dia em que você terá aprendido uma lição e será levado para um lugar onde não queres ir (João 21.18-19), quero te ensinar domínio próprio, quero lhe mostrar minhas maravilhas e edificar a sua fé, quero mudar seus conceitos, mudá-lo de dentro para fora. Segue-me Pedro”!

Jesus manifesta seu propósito para vida de Pedro e ele se cumpre!
Sabemos que Pedro aprendeu a lição que o Mestre queria lhe ensinar. A transformação que aconteceu em sua vida, e tudo o que ela gerou. Pedro começou a impactar o mundo.

As provas encontram-se em:

At. 1.15; 2.14 – Sermão de Pedro no pentecoste.
3.1-10 – Pedro curou o coxo.
4.1-12 – Pedro falou no sinédrio.
5.17 – Pedro foi preso e solto.

Era indouto e iletrado – mas causava impacto e admiração pela maneira com que falava. (At. 4.13)

Até na hora da morte (João 21.18) – Fala do gênero da morte de Pedro, que morreu como um servo submisso, fiel e obediente. A história nos conta, que Pedro seria morto, crucificado. Mas, antes de ser colocado na cruz, ele disse: “Não sou digno de morrer como o meu Senhor, coloquem-me então, de cabeça para baixo”!

E foi assim que Pedro morreu.

Ele Não se conformou com este mundo, teve sua mente transformada e experimentou a vontade de Deus em sua vida. E tem mais, conseguiu ver a sua própria morte como a vontade de Deus que é boa, agradável e perfeita, sendo submisso a ela até o fim.

Pedro foi um daqueles homens que fez valer a pena o sangue de Jesus derramado na cruz!!!

Lembremo-nos também de nossos irmãos que em 1547, por ocasião da Inquisição, morreram por amor a Jesus e ao evangelho. Famílias inteiras que após serem humilhadas, torturadas, terem seus bens confiscados, eram amarradas a gigantescas fogueiras em praça pública. Seus algozes antes de acender a fogueira davam-lhes uma última chance! Se eles negassem a Jesus e ao evangelho, sua pena seria diminuída e não seriam queimados vivos. Mas seriam mortos antes, por meio de um garrote. E bravamente nossos irmão diziam: “Jamais negaremos nosso Deus, mas a Ele cantaremos louvores.” Então eles começaram a cantar um hino, e também o fogo começou. Quando um irmão em meio a dor, parava de cantar e começava a gritar, outro que ainda estava agüentando o calor das chamas, cantava mais forte. Famílias inteiras mortas por amor ao Senhor!

Homens e mulheres que conheceram o que é “fazer a vontade de Deus”. E foram fiéis até o fim. Homens e mulheres que impactaram sua geração com seu testemunho, fizeram valer a pena o sangue derramado! Aleluia!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

PORQUE MISSÕES?


Nos últimos tempos, temos visto uma crescente mobilização missionária em nossas Igrejas, e creio que isto não é outra coisa senão o vento do Espírito Santo despertando nossas igrejas, realizando uma grande conscientização, e levando muitos que antes estavam indiferentes, apáticos, a se envolverem com a Obra Missionária.

“Missões” tem sido a palavra mais ouvida em nossas igrejas nos últimos dias. Alguns se perguntam: Porque se fala tanto em missões ultimamente? Não seria isto um exagero? Eu gostaria de responder, dizendo que esta pergunta soaria melhor se fosse feita da seguinte maneira: Porque não se falou mais em missões anteriormente?

Se olharmos para a história da Igreja, veremos que nos tempos primitivos, os discípulos que eram homens na maioria indoutos, que não tinham as mesmas possibilidades que nós, que não tinham os mesmos recursos tecnológicos e científicos que temos, que não dispunham de meios modernos de transportes ou de comunicação que possuímos. Em pouco tempo levaram o Evangelho de Jesus a todas as partes do mundo de então.

O que é que levou àqueles homens a agirem desta maneira. A resposta não poderia ser outra, senão o espírito missionário do qual estavam embuídos tão logo receberam a ordem de Jesus. Sem comentar as qualidades que os caracterizava como discípulos, lembramos apenas das palavras do apóstolo Paulo que diz: (Atos 20.24 – Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para dar testemunho do evangelho da graça de Deus”).

Eu creio que o espírito missionário precisa caracterizar as nossas igrejas, se elas quiserem ser a igreja de Cristo. Não se concebe uma igreja viva, dinâmica e crescente, sem o espírito missionário.

O espírito missionário, é aquilo que chamamos de visão missionária. Algumas pessoas não entendem e perguntam. Porque a igreja se comove quando se fala de missões? Isto acontece, porque missões faz parte da própria natureza da igreja como agente do reino de Deus.

Propagar as boas novas do Evangelho, ser o sal da terra e a luz do mundo, exercer influência na sociedade, tudo isso é tarefa da igreja como corpo vivo, como agente transformador.
A igreja é enviada ao mundo por Jesus Cristo. Assim como Cristo foi enviado ao mundo pelo Pai. (João 17:18).

Eu sei que diante de todos estes argumentos, a pergunta não quer calar na sua mente. Por que Missões? Eu te respondo com absoluta convicção:

1. Porque é uma ordem de Jesus
Segundo a determinação de Jesus a ordem é para irmos, pregarmos, batizarmos, ensinarmos a todas as nações. Mais do que uma ordem é um imperativo. A igreja foi enviada para pregar o Evangelho, a todas as nações. Isto significa que temos que sair de dentro das quatro paredes, se quisermos alcançar o mundo, conforme Jesus nos determinou. As prioridades contidas nesta ordem não podem ser invertidas. Cumpri-la é a única maneira de justificarmos a presença da igreja neste mundo. Se é assim que podemos entender, temos que obedecer. Não existe outra escolha. Não há outra alternativa, ou obedecemos e cumprimos o Ide de Jesus, ou estaremos em desobediência deixando de cumprir a ordem de nosso Mestre, Senhor e Salvador Jesus Cristo.

2. Porque é um meio de se chegar à fé e de expandir a igreja
Missões é muito mais do que fazer e multiplicar templos. Missões é levar a Igreja aonde o evangelho ainda não foi anunciado.

A Bíblia diz que os que invocarem o nome do Senhor serão salvos, mas diz também que para alguém invocar precisa primeiro crer e que para alguém crer precisa primeiro ouvir e que para alguém ouvir é preciso haver quem pregue e para haver quem pregue é preciso haver quem envie (Rm 10:13-15).

Esta é a cadeia da evangelização e da obra missionária. No topo dessa cadeia está o Senhor Deus, que enviou o Senhor Jesus, que enviou a Sua igreja, que envia os seus pregadores.
Este é o caminho de Deus para trazer os Seus escolhidos à fé: a pregação. A pregação pressupõe um pregador e um pregador pressupõe uma igreja que o envie. Só a igreja do Senhor Jesus pode enviar pregadores. Só ela tem essa legitimidade. Por isso, missão é tarefa da igreja. Foi assim desde o princípio. E tem sido assim, em todos os tempos.

3. Porque é um meio de se fortalecer a igreja local
Um grande engano, provocado por nossa falta de fé, é pensar que se nos dedicarmos à obra de missões, estaremos enfraquecendo o trabalho local. Estaremos “desviando” verbas que poderiam ser aplicadas em obras necessárias e até urgentes em nossas próprias igrejas.

A experiência tem demonstrado exatamente o contrário: que igrejas que se concentram em si próprias e não têm visão da obra missionária acabam se enfraquecendo.

Tenho dito que algumas pessoas pensam que a perseguição é fator de crescimento para a Igreja. Mas penso que o contrário é a verdade. A Igreja é perseguida quando ela cresce e deixa de cumprir o seu propósito aqui na terra, quando ela inverte as prioridades. Nada justifica a presença da Igreja neste mundo a não ser a tarefa que ela recebeu de pregar o evangelho de Jesus Cristo.

Uma igreja que não tem visão missionária não é uma igreja fiel. Não está cumprindo o seu propósito como igreja. E uma igreja infiel perde as bênçãos que Deus tem prometido. E deixa de ser uma bênção para aqueles que não conhecem o verdadeiro Deus.

Tenho ouvido algumas pessoas dizerem que não fazem missões porque não tem recursos financeiros. Outros alegam que não contribuem com a Obra Missionária, porque não podem ou porque não têm como contribuir.

Mas eu tenho aprendido que muitos de nós não temos é porque não damos. (Lc 6:38) “Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, trasbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também é o mandamento de Cristo. E o apóstolo Paulo nos ensina em I Co: 16.2 que a nossa contribuição deve de acordo com a nossa prosperidade e não que a nossa prosperidade será de acordo com a nossa contribuição.

Enganam-se aqueles que pensam que fazer divulgação ou apelo em favor da obra missionária em suas igrejas, ou pedir que outros façam, vai tirar o interesse e a visão do trabalho local.

Tenho visto companheiros levarem suas igrejas a se envolverem intensamente com a Obra Missionária e, nem por isso, suas igrejas têm sofrido. Pelo contrário, elas têm se tornado mais vivas e até com maiores recursos financeiros. Todos os recursos vêm do Senhor e Ele no-los dá, quando nos dispomos para a sua obra.

Estas são, dentre outras, algumas das razões porque a Igreja precisa envolver-se em missões. Elas fazem parte de sua própria natureza e são essenciais à sua subsistência, como Igreja de Cristo. Cumprem o mandamento do Senhor, trazem os eleitos à fé, promovem o crescimento da igreja local e nos levam a simpatizar-nos com os que sofrem, fazendo-nos sentir como membros de uma mesma família.

domingo, 9 de agosto de 2009

GOSPEL FOR ASIA - PART 2

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GOSPEL FOR ASIA - PART 3

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Rosa de Hiroshima
Vinicius de Moraes

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas, oh, não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa, sem nada

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quinta-feira, 6 de agosto de 2009

CONSELHO MISSIONÁRIO




Quer ver a sua igreja envolvida com a obra missionária?

Passos simples para se criar um conselho missionário na sua igreja.

O que é Janela 10X40?

Em que continente estão localizados a maioria dos paises menos evangelizados do mundo?

Aproximadamente quantos grupos étnicos no mundo ainda não foram alcançados pelo Evangelho?

O que é a Cortina Verde?

Bom, infelizmente se você não conseguiu responder a pelo menos duas destas perguntas, o seu grau de informação sobre missões esta na UTI. Como anda o envolvimento de sua igreja com a obra missionária no mundo?

Existem várias maneiras de manter a sua igreja informada e envolvida sobre o que acontece no mundo missionário. Uma delas é a formação de um Conselho Missionário.

Mas o que é um Conselho Missionário?
É um grupo de membros, sob a direção do corpo pastoral, que tem por objetivo orientar, mobilizar e administrar as decisões missionárias da igreja local.
O Conselho Missionário funciona como o órgão da Igreja que facilita o envolvimento da mesma com a obra missionária, seja na seleção e envio de missionários, ou no apoio e sustento de novas frentes. Este grupo de pessoas empenha-se na tarefa de manter a igreja informada, e atualizada sobre o que está acontecendo no mundo, não apenas três vezes por ano durante as campanhas de missões, mas sim, semanalmente. Para isto podem ser usados vários meios, e os próprios missionários com quem a igreja mantém contato funcionam como excelente fonte de informação.

Quais devem ser os objetivos do Conselho Missionário?
a. Dar visão ao ministério de missões dentro da igreja;
b. Providenciar as ferramentas adequadas para um efetivo e crescente ministério de missões;
c. Funcionar como facilitador das decisões da igreja referentes a missões;
d. Sugerir critérios para envio e sustento de missionários;
e. Apoiar o corpo missionário da igreja, funcionando como elo entre o mesmo e a igreja.

Quem pode fazer parte do Conselho Missionário?
Qualquer membro da igreja pode participar, entretanto existem alguns critérios que devem ser observados na escolha do membro. Os membros do conselho:

a. Devem ser cheios do Espírito Santo;
b. Devem ter visão missionária;
c. Devem ser treinados;
d. Devem ter mandato de pelo menos 3 anos, com renovações anuais. (Não devem a priori existir
Restrições a reeleições de membros).
e. Devem ter consciência da importância da atividade do conselho missionário

Como trabalhar?
Geralmente o CM trabalha divido em comissões de trabalho. Isto facilita a divisão de tarefas e focaliza áreas específicas a serem supridas. São algumas áreas importantes que devem ser cobertas:

a. Oração
Objetivo: Despertar, motivar e manter um movimento de oração pro missões.

Atividades:
Organizar reuniões e campanhas de oração para todos os membros da igreja.
Preparar um calendário de oração, confeccionar a página de oração dominical da igreja, preparar e decorar a sala de oração dominical da igreja.





b. Promoção e Eventos Missionários
Objetivo: Despertar e divulgar o movimento de missões na igreja, através de informações, congressos, campanhas e outros meios que proporcionem o envolvimento da igreja com a obra de missões.

Atividades:
Elaboração de boletins, confecção de cartazes e mapas, apresentação de gráficas e estatísticas, promoção de campanhas missionárias, organização do congresso de missões e conferências missionárias.

c. Assistência Ministerial
Objetivo: Acompanhar o trabalho do corpo de missionários, lhes providenciado a assistência necessária, facilitando o contato entre missionário e igreja, e vice-versa.

Atividades:
Catalogar e manter atualizado o banco de dados do corpo de missionários da igreja e apoiados pela igreja, promover a comunicação entre a igreja e o missionário, divulgar suas cartas, necessidades e pedidos de oração, corresponder-se e motivar a igreja a corresponder-se com seus obreiros, divulgar as datas de aniversário e endereços. Confeccionar e manter um mural missionário.

d.Treinamento
Objetivos: Selecionar, orientar, treinar e acompanhar candidatos ao campo missionário.

Atividades:
Desenvolver um programa de avaliação e orientação do candidato através de literatura, seminários, participação em atividades da igreja, bem como em suas congregações. Estabelecer critérios para envolvimento do candidato com as atividades missionárias da igreja, proporcionando treinamento e atividades práticas.

e. Ensino e Estratégias de Missões
Objetivo:

•Ensino - Ajudar a igreja a conhecer profundamente as implicações da obra missionária e sua fundamentação bíblica.
•Estratégias - Definir áreas-alvo em que a igreja irá concentrar seus esforços e estratégias que serão usadas para alcançar estas áreas.

Atividades:
Cursos e seminários de missões, aplicações de conteúdo missionário nas classes da E.B.D. e demais departamentos da igreja. Buscar informações sobre povos não alcançados, e áreas mais necessitadas. Pesquisar possibilidades de acesso e informações sobre culturas e costumes.

f. Finanças
Objetivos: Levantar, planejar e controlar finanças para o sustento missionário.

Atividades:
Administrar o Fundo Missionário, promover a Oferta Missionária da Fé, motivar a igreja criando estratégias de envolvimento financeiro com a obra missionária.
Claro que isto é apenas o resumo das atividades deste conselho, e apenas o primeiro passo a ser dado. A simples criação deste, não tornará sua igreja uma igreja missionária.
Isto só começará a acontecer, quando em seu coração você se tornar um.

QUANTO VALE UMA VIDA?



Pense rápido.

QUANTO VALE estender a sua mão aos sofridos povos das nações indígenas brasileira, tão carentes de tudo, esquecidos dos homens, mas não esquecidos por Deus?

QUANTO VALE ajudar para que centenas de comunidades indígenas, espalhadas pelo nosso território e pelas nações vizinhas, para que eles possam ouvir que só Jesus Cristo salva?

Anunciar o verdadeiro evangelho a esses povos deve ser alvo da nossa compaixão e amor.

Nós precisamos irmãos, como igreja mudar esse quadro. Podemos apoiar projetos já existentes, empreendimentos que permitirão que mais pessoas no Brasil, sejam alcançadas com a mensagem do Evangelho.

Você pode fazer diferença. Olhe o mundo com a visão de Deus. Junte-se a nós para orar, enviar obreiros e contribuir financeiramente para evangelizar os povos ainda não alcançados.

Comece pedindo direção de Deus para compartilhar com a liderança da sua igreja, sobre a obra missionária.

Pregue sobre missões. Leia livros específicos em missões. Comece a elaborar um plano de sustento de missionários no Brasil e até os confins da terra.

Você verá que quando investimos no reino de Deus, Deus começa a investir muito mais em nossas vidas.
Quando o reino de Deus passa a ter prioridade em minha vida, eu passo a ter prioridade nos planos de Deus.

domingo, 2 de agosto de 2009

UM DESAFIO PARA MISSÕES

Pastores sem visão missionária - um desafio para missões

Pode parecer absurdo para alguém que os pastores sejam um desafio para missões. Mas, na realidade é um grande desafio. Por quê?
A resposta é simples, é que com os líderes está o comando e com eles está o incentivo, o ensino e a orientação da igreja local. E há muitos pastores que não querem se envolver com a obra missionária, mesmo tendo, muitas vezes, membros com chamada missionária em sua igreja.
Estes, não conseguem desenvolver esta chamada por causa da falta de apoio de seu pastor. E este, por sua vez, diz que não tem dinheiro para investir em missões e estão preocupados com a construção de suntuosos templos que mantém por muito tempo os recursos financeiros encalhados. Outros chegam a investir na obra missionária, contudo, de maneira mais restrita possível. Tem uma visão limitada.
As portas no Timor Leste estão abertas - mas até quando? Já começam os rumores de que este tempo de abertura entre os timorenses começa a chegar ao fim.
Há um grande clamor na África, uma densa treva na Índia, e assim se repete em várias partes do mundo. O que a Igreja no Brasil tem feito? Construído templos?
As almas vão para a eternidade, mas e os templos? O maior bem da igreja na terra são os remidos.
Como será o encontro dos pastores que têm sido um desafio para a obra missionária com o Rei dos Reis - Jesus Cristo.
Um dia todos os encontrarão face a face, e todos terão contas a prestar. Será que receberão elógios e galardão quando disserem a Jesus: ... olhe Senhor, olhe lá na terra!... Lá embaixo. Olhe os bonitos templos que edificamos, olhe os bens da igreja que deixamos na terra...
Será que Jesus aceitará a afirmação de que a igreja não tem dinheiro? E se for o caso da igreja não ter dinheiro mesmo? Não é Jesus o dono do ouro e da prata? Não será o dono de toda terra? Não tem a autoridade suprema e domínio sobre todas as coisas?
A única razão para igreja não fazer missões é somente esta: o pastor não tem amor pela obra missionária, pela obra que está no coração de Deus.
E se algum líder disser que Deus ainda não o orientou a fazer missões, eu quero convidá-lo a abrir a Bíblia no Novo Testamento, em Marcos 16.15. Da mesma forma, Mateus 28.20 e Atos 1.8.