"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O Campo e o Envio de Missionários



(O texto abaixo é de autoria do Pastor Ronaldo Lidório e está publicado no site do autor: http://www.ronaldo.lidorio.com.br/ )


1. A AÇÃO MISSIONÁRIA NÃO DEVE SER DEFINIDA EM TERMOS DE RESULTADOS MAS SIM DE FIDELIDADE AO SENHOR.


Não apregôo uma proclamação estéril do evangelho, entretanto devemos entender que a ação missionária não deve ser definida em termos de resultados numéricos, visíveis e contábeis apenas.

O princípio por trás desta afirmação é que, se não formos uma bênção perto (e esta é a nossa base onde se pressupõe fidelidade de vida) nós nunca seremos uma bênção longe. Creio que a fidelidade transpõe os resultados numa perspectiva de prioridade missionária em um contexto neotestamentário.Atos 13:2 – Servindo em fidelidade de vidas.

Em Atos capítulo 13 o Espírito Santo fala à Igreja em Antioquia para que separe Paulo e Barnabé. E o versículo 2 inicia dizendo:“E servindo eles ao Senhor...”. “Eles” refere-se à Paulo e Barnabé, e não à Igreja em Antioquia, e há no contexto lingüístico grego três possibilidades para a construção da raiz do verbo central neste versículo: “servindo”.

A Primeira possibilidade seria o uso do termo “doulos”. “Doulos” refere-se ao servo ou escravo pessoal; aquele que segue o seu amo e senhor de perto conhece os desejos do seu coração e até mesmo os antecipa.

O “doulos” é alguém que se relaciona diretamente com o seu senhor e Paulo inúmeras vezes se autodenominou de “doulos” do Senhor Jesus Cristo. Entretanto “doulos” não nos dá aqui a raiz do verbo “servindo” no versículo


2.Uma outra possibilidade seria o uso do termo “diakonos” para a construção do verbo.


“Diakonos” era o servo que servia ao seu amo através do serviço realizado na comunidade. Quando o termo é usado para líderes da Igreja em Atos refere-se a um grupo de pessoas que demonstravam amor e honra ao Seu Senhor através daquilo que eram e faziam na comunidade dos santos. Entretanto “diakonos” também não é usado para a construção do verbo no versículo 2.

A terceira opção seria o uso do termo “leitourgos” (de onde temos ‘liturgia’ ou ‘liturgo’ em português). “Leitourgos” refere-se àqueles que servem ao Senhor sendo uma bênção para os seus irmãos. “Leitourgoi” seriam verdadeiros abençoadores, edificadores do corpo de Cristo.


Pessoas que, pela vida e caráter, eram uma bênção perto, para aqueles que os rodeavam. Este é o termo usado para compor o verbo “servindo” (leitourgounton), ou seja, “servindo como leitourgoi”: abençoadores em Antioquia. “Então disse o Espírito Santo: separai-me para a obra a que os tenho chamado”.Antes de serem uma bênção longe, entre os gentios, Paulo e Barnabé eram identificados como uma grande bênção perto, em Antioquia.


A característica apontada pelo texto a respeito destes dois homens que iniciaram a obra missionária como a conhecemos hoje não foi a competência intelectual, títulos ou profundidade teológica mas sim fidelidade, e nesta ênfase eles eram fiéis perto.Algumas aplicações práticas poderia ser feitas.


Uma aplicação pessoal.


Se você não é um “leitourgos”, uma bênção, perto (e não há nada mais perto de nós do que a nossa família) creio que você nunca o será longe.


Uma aplicação eclesiástica.


Se a sua igreja local ou agência missionária não for uma bênção perto (e não há nada mais perto da igreja do que a própria igreja), para aqueles com os quais você convive semanalmente no templo, lares e salas de aula, ela nunca o será longe.


Uma aplicação missionária.


Não envie para longe aqueles que não são uma bênção perto.1 Co 4:9 – Vocação martírica. Como podemos avaliar o nosso esforço missionário? A partir dos resultados na transmissão da Palavra ou a partir da fidelidade em transmiti-la?


Creio que nós não fomos chamados a converter as nações; fomos chamados a testemunhar, e testemunhar com total fidelidade a mensagem de um Cristo vivo. É o que mostra-nos 1 Coríntios 4:9 quando o texto afirma que os “apóstolos” (representando a Igreja que avançava) eram postos em “último lugar”, como se “condenados à morte”. E termina dizendo que “nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos quanto a homens”.


O termo para “espetáculo” neste verso é “theatron” de onde temos a palavra “teatro” em português. “Theatron” literalmente significava “estar em um palco sendo observado”. A idéia é de um grupo teatral se apresentando em um palco iluminado por tochas que eram postas ao seu redor.


Cada palavra dita, gesto realizado, movimento ou intenções estavam sendo cuidadosamente observados pelo auditório.A verdade simples e contundente que sai deste texto é que você e eu, a Igreja de Jesus Cristo, estamos sendo observados, e não apenas por homens mas também por anjos.


A ênfase desta afirmação portanto não é simplesmente kerigmática, no sentido simples de uma Igreja que existe para apenas proclamar o evangelho de forma inteligível, mas sim martírica: uma comunidade de santos que, antes de mais nada, foi chamada para falar, viver, agir e reagir em fidelidade de vida. O verso não fala a respeito de salvação mas sim de testemunho.


Missões não é um empreendimento que pode e deve ser medido pelos resultados alcançados mas deve ser definido pela fidelidade na comunicação do amor de Deus ao mundo e portanto não é a competência mas sim a vida e caráter que definirão a obra a ser realizada.


2. A AÇÃO MISSIONÁRIA NÃO DEVE SER DEFINIDA APENAS EM TERMOS DE INTERPRETAÇÃO HISTÓRICA MAS SIM DA REALIDADE ATUAL DO CAMPO


Há um silogismo histórico na formação de missionários que tenho visto acontecer não apenas aqui no Brasil mas também em vários novos países que começam a enviar missionários para campos transculturais.


Normalmente partimos do pressuposto de que basta-nos copiar ou adaptar um modelo de formação missionária de países europeus ou do Estados Unidos pelo fato de que eles, nos últimos 50 anos, tiveram um grande impacto missionário em todo o mundo.


Entretanto, em rápida observação pelos mais de 80 campos missionários espalhados por cerca de 40 países ao redor do mundo com os quais tive contato nos últimos 10 anos pude perceber que nossa formação padrão missionária não tem sido, via de regra, suficiente para alcançar os grupos menos ou não alcançados da atualidade, o que é provado pela cifra de que apenas 2% dos missionários enviados pelos “novos países” missionários (entre eles Brasil, Coréia do Sul e Nigéria) chegam a atuar em grupos ainda intocados pelo evangelho apesar desta ser a grande ênfase em suas igrejas locais e nacionais.


Isto é explicado por um raciocínio muito simples. Os PNAs (Povos Não Alcançados) e PMAs (Povos Menos Alcançados) não são, em sua maioria, grupos que nunca listaram na estratégia de alcance de alguma agência missionaria ou junta de missões ao redor do mundo.


Em nossa historiografia missionária podemos perceber que ao menos 70% destes são grupos deixados para um “segundo momento” simplesmente pelo fato de serem mais resistentes do que outros.


Entre os Konkombas, onde são faladas 23 línguas diferentes que se subdividem em mais de 64 dialetos, há cerca de 180 clãs. Dentre estes 180 clãs, 40 mostram-se mais resistentes ao evangelho, e dentre estes cerca de 20 são totalmente fechados para o evangelho. Onde iniciamos o trabalho entre os Konkombas ?


Entre um dos 140 mais abertos para o evangelho, os menos resistentes. Esta é uma lógica seguida em quase toda experiência missionária nos últimos 100 anos, portanto devemos entender que os PNAs e PMAs que ainda temos hoje são certamente o restante mais difícil. São aqueles que, ao longo da história, apresentaram grande resistência lingüistica, antropológica, fenomenológica, política, geográfica, religiosa ou espiritual. Formam hoje o quinhão dos “mais difíceis” e não dos desconhecidos. Pelo grande esforço missiológico de homens de Deus nos últimos 30 anos nós sabemos onde estão e quem são os PNAs, entretanto um grande número, talvez mais de 8.000, permanecem ainda intocados pelo evangelho.


A conclusão óbvia quanto ao preparo missionário é que precisamos que nossos missionários tenham hoje um preparo mais profundo do que missionários enviados ao campo 50 anos atrás pois lidarão com o remanescente mais difícil. Trabalharão com aquelas línguas, culturas, contextos religiosos, geográficos e políticos que fizeram esmorecer agências e juntas de missões nas últimas décadas levando-os a redirecionar seu efetivo pessoal.


O continuísmo histórico nos trará frustações. É necessário preparar nossos missionários além do trivial.


3. A AÇÃO MISSIONÁRIA NÃO DEVE SER DEFINIDA EM TERMOS DE ALVOS A SEREM ALCANÇADOS MAS SIM DE BARREIRAS A SEREM ULTRAPASSADAS.


O preparo missionário brasileiro precisa ser uma resposta à realidade do campo. A Antropologia Cultural e Teologia Bíblica mostram-nos o possível e necessário dualismo quanto trata-se da prática missionária.

A Antropologia Cultural identifica quais são as “perguntas existencias” entre os grupo e a Teologia Bíblica responde a estes questionamentos. Em nossa experiência entre os Konkombas há 17 perguntas chaves, identificadas pela metodologia antropológica, que foram trazidas à luz da Palavra para o desenvolvimento de teologia bíblicas que respondessem ao conflito existencial, desde a poligamia até o uso de armas durante guerras tribais.


No Brasil, em uma rápida leitura do movimento evangélico brasileiro sobre aquilo que é dúvida no coração e existência de milhões, é óbvio que precisamos hoje de uma boa teologia de bênção e maldição, prosperidade e sacrifício, religiosidade e cristianismo além de tantas outras.


Utilizando este mesmo artifício para analisar o campo missionário de maneira global, a pergunta a ser feita seria: Porquê certo número de PNAs continuam não alcançados até o dia de hoje ?


Encontraremos algumas fronteiras que precisam ser ultrapassadas em lugares e circunstâncias próprias.


Fronteira humana


Enfatizo aqui o desafio lingüístico, cultural e político-geográfico. Cerca de 35% dos PNAs existentes falam línguas tonais, subtonais, proverbiais ou aglutinantes que se distanciam profundamente de todo pressuposto linguístico, fonético ou gramatical, que possuímos no ocidente. Mais de 50% dos PNAs existentes são caracterizados como “socio-restritivos” o que, em jargão antropológico, significa que possuem profundas barreiras culturais na absorção de valores transmitidos por alguém fora do círculo social conhecido. Dentre estes encontramos as etnias mais arredias e isoladas. Politicamente temos vivido um final de milênio onde o nacionalismo exacerbado reavivou a religiosidade étnica e local. Islamismo, Budismo e Induísmo nunca foram tão declarados como “religião do povo” como em nossos dias.


As distâncias geográficas foram encurtadas pela tecnologia do transporte e comunicação mas as fronteiras políticas internas foram redefinidas nos últimos 40 anos gerando “Funais” em inúmeros países com poder e autoridade localizadas, sob um tom

nacionalista/moderno/antropológico e de negativa influência para as Missões atuais.


É necessário entender o campo missionário a fim de preparar aquele que será enviado de acordo com as fronteiras a serem ultrapassadas.


Fronteira Espiritual


Outra boa parte dos PNAs e PMAs situam-se em um contexto de forte poder e controle espiritual. É necessário prestarmos atenção em grupos e regiões onde já houve por diversas vezes um esforço missionário sem continuidade.


Nos últimos três anos a “depressão profunda” tem sido um dos principais temas entre missionários no campo. Tenho afirmado que precisamos conceber o fato bíblico-existencial de que a batalha espiritual na qual estamos envolvidos fabrica efeitos não apenas em um nível místico, entre os céus e a terra, mas em um plano humano, sensível e experimental.


O balanço emocional dos nossos missionários deve ser uma das maiores prioridades das agências e igrejas enviadoras pois é sem dúvida um sintoma de que tem havido falta de verdadeiro pastoreio entre eles.Efésios 6:12 afirma que a nossa luta não é contra o “sangue e a carne” (estrutura humana patrocinadora do pecado) mas sim contra diferentes forças espirituais malévolas, dentre elas o que é denominado por nós como “dominadores deste mundo tenebroso”.


O termo grego para esta expressão é “Kosmokratoras”, usada cerca de 500 a 600 anos antes de Cristo referindo-se a um grupo de homens e sábios que, durante as guerras, reuniam-se para estudar, processar e raciocinar a respeito do movimento inimigo preparando um plano de contra-ataque ou proteção. Eram verdadeiros estrategistas.


Este é o termo (Kosmokratoras) que o Espírito Santo utilizou para esta categoria de seres caídos, o que traduzimos no português como “dominadores deste mundo tenebroso”. São os “estrategistas do mal” e pinta-nos a figura de um grupo de demônios incumbidos de processar as informações sobre o movimento do Reino de Deus e propor um contra ataque.


Não temos uma revelação específica a respeito disto entretanto devemos entender baseados em Efésios 6:12 que o Império das Trevas não é formado por um grupo de demônios desmiolados voando aleatoriamente e fazendo aquilo que repentinamente lhes vêm a mente. Vivemos em um processo estratégico onde, por deixarmos de contribuir para o vestir da armadura de Deus em nossos missionários enviados para a linha de frente, vemos vidas preciosas sucumbirem perante os desafios que se levantam.


Fronteira Missiológica


Vivemos no Brasil uma síndrome de PNAs. Há um conceito geral entre nossas igrejas onde informalmente se crê que Missões define-se em um trabalho com PNAs e ouve-se falar sobre “verdadeiro missionário” como aquele indivíduo que sai a procura de um grupo isolado, via de regra ágrafe e preferencialmente em algum país pobre e distante. Isto é apenas uma parte da ação missionária, fruto de romantismo, e reflete apenas uma pequena parcela da realidade de campo.


Precisamos desmistificar este conceito e passar a conscientizar nossas igrejas, agências e juntas que Missões envolve todo o esforço da Igreja ao redor do mundo que se mobiliza sob o propósito de ver a glória de Jesus entre todas as nações.


Pessoalmente creio que vivemos no Brasil uma saudável euforia quanto aos PNAs mas humanamente falando precisamos hoje de um preparo missiológico compatível com a realidade do campo missionário.


Entendo que possuímos como país uma vocação para o plantio de igrejas e evangelização entretanto a pergunta a fazer é: “Temos hoje uma estrutura de ensino, preparo e treino forte o suficiente para transformarmos o sonho brasileiro de enfatizar as missões aos PNAs e PMAs em realidade ?”


4. GOSTARIA DE PROPOR A CONTINUIDADE DO SONHO BRASILEIRO EM TRÊS ESTÁGIOS


Preparação missionária em uma abordagem integral, interativa e conjunta, Utilizando nossa experiência missionária e minimizando O prejuízo histórico Experimentamos hoje um prejuízo histórico.


Nossos primeiros missionários, em grande escala, foram enviados nos últimos 15 anos (boa parte encontra-se ainda no campo) e nossos missiólogos estão agora se formando. Portanto creio que trabalharemos ainda por mais 10 ou 15 anos neste “prejuízo histórico”, mas não necessariamente em um prejuízo missionário.


Lembro-me que, atuando entre os Konkombas, por várias vezes utilizei três ou quatro dialetos distintos para expor um conceito neotestamentário. Eu selecionava o “melhor” que cada dialeto possuía afim de explicar uma realidade bíblica.


No Brasil possuímos grupos especialistas em lingüística, há escolas com bons professores em antropologia cultural, temos alguns missiólogos que praticamente assumiram um ministério “intinerante” em várias escolas, há um bom número de teólogos, pastores com boa formação e alguns poucos missionários já “aposentados” com uma vasta bagagem quanto à vida no campo.


Entretanto não há nenhum esforço conjunto, parceria mais global, que utilize “o melhor que temos” de maneira interativa e via de regra este “melhor” encontra-se espalhado por diversas escolas, instituições, agências, igrejas e campo.


O momento que vivemos é de ajuda mútua, de andarmos lado a lado, de lançarmos mão do “melhor” que nós temos para formar muitos outros: capazes, de bom caráter e com a visão do Reino. É necessário medirmos o campo juntos, analisarmos o desafio que temos como nação e formarmos a base para um ensino e preparo realista perante as barreiras que se opõe a nós.


Não é segredo que nas rodas missiológicas no exterior o missionário brasileiro em geral é visto como um plantador de igrejas, grande evangelista mas fraco em lingüística, antropologia cultural (especialmente fenomenologia religiosa) e com dificuldades para a formação de teologias bíblicas. PNAs. Não é preciso abortar nosso sonho. É necessário investir em sua realização.


Reavaliação de campos, missionários e prioridadesPrecisamos avaliar o que já foi feito para evitar criarmos um hiato entre passado e futuro. A reciclagem missionária deveria ser a grande ênfase, ao meu ver, das agências e igrejas enviadoras, nesta virada de milênio.


Realismo missionário é algo geralmente difícil de ser conquistado pois requer humildade na presença do Senhor e discernimento do Espírito para vermos não apenas nossos desafios mas também nossas limitações.


Criação de modelos missionários entre PNAs e PMAsPrecisamos de uma dúzia de modelos de trabalhos missionários entre PNAs e PMAs afim de transformá-los em paradigma, pontos históricos de referência para a geração que surge. É necessário aprendermos com a nossa curta história, valorizá-la e pesquisá-la.


Certa vez a Dra Francis Popovich disse-me que “Deus usa tudo aquilo que aprendemos”. É momento de promover, localizar e aprender com aquilo que Deus.


Conclusão


Finalmente gostaria de reafirmar minha convicção nas prioridades bíblicas. Em Atos 1:8 encontramos a estratégia viável e plausível de Jesus em círculos cada vez maiores. O evangelho precisaria alcançar Jerusalém, Judéia, Samaria e Confins da terra. Era sabido por todos que “quanto mais longe de Jerusalém” menos alcançados eram os povos.


O Evangelho da época estava ainda geograficamente confinado e assim imbutiu-se na cabeça dos crentes da Igreja germinante de Atos que “quanto mais longe melhor”, mais necessidade haveria. Esta era uma verdade para as primeiras décadas do século I entretanto não é realidade hoje.


O Cristianismo difundiu-se, espalhou-se geográfica, lingüística e politicamente, diluiu-se em várias culturas e passou por um processo de sincretismo em diferentes épocas.


Se Atos 1:8 não é um modelo missionário mas sim uma estratégia de missões viável na época, qual o princípio missiológico por trás desta estratégia ? Talvez Paulo foi o que mais rapidamente entendeu este princípio na mente de Jesus e o relatou em Romanos 15:20 quando disse: “esforçando deste modo por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado...”.


Creio assim que “não onde Cristo já fora anunciado” é o princípio que propôs a estratégia missionária para a Igreja em Atos e deve ser a bússola que mostre o caminho para as missões brasileiras em nossos dias.

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