"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

domingo, 30 de maio de 2010

ALARGANDO A VISÃO DA LIDERANÇA


A ordem proferida por Jesus Cristo durante o seu ministério terreno há quase dois mil anos ainda não foi entendida pela grande maioria dos líderes e consequentemente não cumprida pela igreja local.

A Grande Comissão é, sem sombra de dúvidas, a suprema tarefa da igreja. As palavras de Jesus Cristo relatadas no Evangelho e nos Atos dos Apóstolos, apontam para alvo e objetivo que a Igreja deve alcançar. Templos, escolas, orfanatos, asilos para idosos, creches e hospitais, devem ser encarados no contexto da igreja local como acessórios, entretanto a evangelização dos povos deve ocupar a primazia dos recursos financeiros e de pessoal. A igreja pode fazer tudo na terra, mas se não fizer Missões e evangelismo, não fez nada. Missões é urgente e importante.

QUESTÃO DE PRIORIDADES
A igreja fundada por Jesus Cristo, é um organismo vivo, dinâmico e atuante neste mundo de miséria e pecado. Mas para que isto ocorra é necessário canalizar os recursos financeiros, colocando Missões em primeiro lugar na administração e atividades da igreja. Se não fizermos isto não estaremos contribuindo de forma efetiva para divulgação do reino de Deus aqui na terra.

A igreja dispõe de poder (Mc 16.15-18).

A igreja deve fazer discípulos em todas as etnias (Mc 28. 19,20).

A igreja tem que pregar em todas as nações (Lc 24.47).

A igreja precisa enviar obreiros (Jô 20.21).

A igreja tem o poder para testemunhar (At 1.8).

Todas as orientações acima relatadas foram proferidas pelo próprio Jesus após a sua ressurreição, dando-nos a entender que Missões é o assunto principal da Igreja na ótica do Mestre, o primeiro missionário!
A Grande Comissão para ser vivenciada pela igreja de Jesus, depende basicamente da obra renovadora e reveladora do Espírito Santo na vida de cada crente e principalmente da liderança, que Cristo colocou para pastorear o seu rebanho: “E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” Mt. 16.19.

Deus age de maneira convincente, quebrantando corações, inibindo assim o aparecimento de derrotistas (Nm 12.28-31).

IGREJAS ALTAMENTE ENVOLVIDAS
Uma igreja só se envolverá de maneira séria e responsável com a Grande Comissão, quando estiver sob forte poder e unção do Espírito Santo.

Na Igreja Primitiva a evangelização atingiu o máximo quando vivia um avivamento sem precedentes. Até então, em outras palavras o derramamento do Espírito Santo (At 2.1-4), modificou a estrutura espiritual de um grupo de homens assustados em verdadeiras brasas ardentes, e os levou a testemunharem do amor de Deus com o sacrifício de suas próprias vidas.

A liderança da igreja em Antioquia, vivendo o avivamento espiritual, era bastante sensível a voz do Espírito Santo (At 13), e enviou o que possuía de melhor em seu ministério para Missões Transculturais. Isto porque existiam duas práticas hoje quase extintas: o jejum e a oração. Além disso, esta igreja vivia o que ensinava; o amor, o quebrantamento espiritual e um profundo senso de responsabilidade pela Grande Comissão, amando as almas que ainda não tinham conhecimento do evangelho da salvação. Isto levou essa igreja a se tornar o centro de Missões mundiais na igreja primitiva.

HORA DE ACABAR COM O DISCURSO
A igreja só se envolverá com a Grande Comissão, se o seu pastor estiver comprometido e sensibilizado com a situação de mais de 2 bilhões de seres humanos escravos de satanás que nunca tiveram a oportunidade de ouvir do poder do sangue de Jesus Cristo. Nenhum projeto da igreja irá avante se o líder não se interessar por ele. Mas de 11.800 povos nas quase 237 nações do mundo esperam uma ação de fato da liderança da igreja. Temos que sair do discurso para a prática. Conferências Missionárias, simpósios, exposições e fatos missionários são inócuos se a liderança da igreja não tiver a visão do campo branco (Jô 4.35). Esta indiferença pode custar uma censura por parte do dono da obra (Mt 25.25). A responsabilidade da igreja está em enviar e por não estar cumprindo este papel que é bíblico , outras entidades estão fazendo: “E como pregarão, se não forem enviados: Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas”, Rm 10.15. Assim diz a Palavra do Senhor. Devemos cumprir o que manda o nosso Deus, pois já é hora de retomarmos a responsabilidade das mãos dessas pessoas.

O apóstolo Paulo é um exemplo de líder comprometido com a Grande Comissão. Ele se sentia devedor (Rm 1.14) da graça que tinha recebido e este fato o impedia de levar o evangelho da salvação a outros povos não alcançados, ao mesmo tempo que discipulava outros companheiros a se envolverem com a Grande Comissão (Fp 2.19,20). Ele tinha consciência da obrigação que lhe era imposta pelo Espírito Santo a testemunhar de Cristo (1 Co 9.16) “... Ai de mim se não pregar o evangelho” Cl 1.7. Ele não tinha a sua vida por preciosa desde que estivesse a serviço da Grande Comissão (At 20.24).

A igreja de Cristo no Brasil tem uma grande divida que precisa ser resgatada com urgência, sob pena de ser encontrada em desacordo com o Ide de Jesus (Mc 16.15). Como diz Timóteo Carriker: “A igreja que não for missionária não pode ser igreja, pois nega a razão de sua existência”. 1Pe 2.9,10. Assim sendo a igreja que não for missionária, logo se torna um campo missionário.

O PASTOR TEM QUE ENXERGAR A REALIDADE DA OBRA MISSIONÁRIA
A Assembléia de Deus no Brasil tem aproximadamente 13 milhões de membros. A vista deste número a quantidade de missionários transculturais é insignificante: menos de 0,0023%. É preciso uma mudança profunda em nossa visão, em nossas prioridades e em nossos corações.

Pela grandiosidade da obra do Senhor em alcançar os povos de outras etnias e pela seriedade que deve ser encarada a obra missionária, o missionário não deve ser enviado ao campo sob pena de graves conseqüências:

- Sem a chamada confirmada pelo Espírito Santo;

- Sem o preparo espiritual, transcultural e teológico;

- Com autoridade espiritual e moral comprometidas;

- Com relacionamento familiar deteriorado;

- Com a finalidade de se livrar de um obreiro problemático;

- Emocionalmente instável e inativo na igreja.

O missionário no estrangeiro é o representante da igreja que o enviou e também de seu próprio país. A Bíblia Sagrada é clara neste assunto; “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente”, Jr 49.10.

Missões não podem ser utilizadas como trampolim para galgar objetivos pessoais. O padrão de envolvimento na realização da obra missionária é estabelecida nas Sagradas Escrituras (1Pe 4.11).

Uma igreja não deve fazer Missões:

a) Para prestigio pessoal de seu pastor;
b) Simplesmente por Marketing;
c) Por ser um assunto do momento;
d) Para fortalecer a igreja politicamente;
e) Para angariar recursos financeiros para outros fins;
f) Com a finalidade de projetar-se no cenário religioso; e
g) Em país onde reconhecidamente esteja apta a disseminação do evangelho pelos seus próprios meios.

Não devemos esquecer das recomendações do apóstolo Paulo sobre o assunto (1 Co 3.10-15).

À luz das Sagradas Escrituras não há evasivas para que a Grande Comissão não tenha prioridade na Igreja de Jesus Cristo.

Devemos lembrar da recomendação do Senhor: “Trabalhai enquanto é dia”.

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