"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

domingo, 23 de maio de 2010

O QUE É MISSÕES?


Missões nasceu no coração de Deus. E para ele realizar o que tinha em sua mente foi preciso usar a vida do seu Filho e enviá-lo ao mundo como o primeiro missionário.

Quando uns gregos quiseram ver Jesus Cristo, ele lhes respondeu: "É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto" (João 12.23,24). O grão de trigo simboliza Jesus Cristo e a nossa vida.

No Egito, certa vez, abriu-se o sarcófago de uma múmia de 2.000 anos e achou-se dentro dele um grão de trigo intacto. Todos se admiraram pela sua durabilidade. Mas alguém se lamentou dizendo: "Se este grão de trigo tivesse sido plantado há dois mil anos, teria se multiplicado bilhões de vezes, dado toneladas de trigo e saciado milhões de estômagos vazios." Sim, o grão de trigo não tinha morrido, mas ficou ele só. Sua vida, seu potencial, não puderam ser usados para abençoar a muitos. Nossa vida é uma semente no espaço e no tempo cuja colheita será feita na eternidade.

Alguns não querem morrer. Muitas vezes, ser missionário é morrer para as grandes cidades, para a família, para o conforto, para a nossa querida igreja, para tudo. É morrer para nós mesmos para nossas vontades, desejos e planos.

Nos EUA, o Departamento de Agricultura deu à tribo dos índios Sioux sementes de trigo selecionadas, para eles plantarem. O chefe da tribo olhou para os sacos de sementes e comparou-as com a dureza do terreno que precisava ser arado e cultivado, e os índios não tiveram dúvidas: comeram o trigo. O resultado não se fez esperar. Quando chegou o inverno, eles não tinham mais o que comer e muitos pereceram de fome. Muitas vezes fazemos o mesmo. Sacrificamos o amanhã pelas glórias e prazeres de hoje. Usamos as nossas vidas de qualquer maneira, não queremos preparar a terra, fazer o sacrifício para colher amanhã.

Podemos afirmar que só há um meio de salvar o mundo: é através de Jesus Cristo; só há um caminho: a minha vida. A equação pode ser armada da seguinte maneira: Assim como Deus, para enviar a sua mensagem do céu à terra usou seu Filho, assim também, para enviar a sua mensagem da cruz ao pecador, usa o cristão, usa você, usa a mim.

A nossa vida (o grão de trigo) pode ser usada nas mãos de Deus ou nas mãos do Diabo. O fato é que ela se multiplica: na mão de Deus, para o bem - e na mão do Diabo, para o mal.

Algumas Considerações que Ajudam a Usar a Nossa Vida para Missões:

1. Deus tem um plano para cada um de nós. Exemplos: José - missionário no Egito. Moisés - libertador do seu povo. Jonas - o missionário desobediente. Às Vezes, ainda não somos aquela pessoa qualificada e consagrada que Deus quer usar. Mas na hora em que nos entregamos incondicionalmente a Jesus Cristo, Deus nos transforma, de Abrão em Abraão, de Jacó em Israel, de Simão em Pedro e de Saulo em Paulo. Deus não podia usar bem Abrão, Jacó, Simão ou Saulo. Mas a maravilha é que Deus tem o poder de transformar-nos, perdoar-nos e usar-nos para a sua glória, embora muitas vezes sejamos como o instável apóstolo, um Simão no outro Pedro.

2. Cada cristão é um missionário. (II Co 5.18)

3. Existem algumas dimensões da vontade de Deus tão claramente reveladas que não precisamos orar para conhecê-las. Uma ilustração poderia ser II Coríntios 6.14.

Se você encontrar alguém orando para saber se deve ou não se casar com um não cristão, chame-lhe a atenção, dizendo-lhe que não dobre seus joelhos em vão - ele está gastando ar, tempo e energia. Deus já tem a sua vontade revelada a esse respeito.

4. Existem dimensões da vontade de Deus a respeito da quais a Escritura não é específica. Não existe um verso que diga: "Você, João da Silva, deve atuar como missionário na Costa do Marfim." Ou: Você, Maria das Graças, deve casar-se com José Oliveira." Estas coisas não estão escritas na Bíblia. Como podemos entender onde e como devemos servir, em que tipo de serviço, etc?

Precisamos saber que a vontade de Deus não é nenhum balbucio disforme para o futuro, ou algum pacote que Deus deixa cair do céu num barbante, esperando que após o procurarmos, às apalpadelas, o encontremos, e quando é encontrado, temos em mãos a vontade de Deus. A vontade de Deus é mais do que um pergaminho que se desenrola dia a dia. Ele tem uma vontade e um propósito para você e eu, hoje, e pode ser que num desses dias tomemos uma decisão que nos irá envolver nos próximos dez anos. Mas a vontade de Deus é contemporânea. É AGORA.

Eis a nossa preocupação: "Como sintonizar-nos com uma chamada missionária?" Cada um de nós deve ser missionário, mas nem todos nós temos que ser missionários no estrangeiro.

Duas Maneiras pelas quais podemos Descobrir a Chamada de Deus para Missões.

1. Subjetivamente

1) Precisamos usar os ouvidos de Samuel (I Sm 3.1-14). Precisamos querer ouvir a voz de Deus. Oremos assim: "Senhor, eu não sei qual é a tua vontade, mas sei que qualquer que seja, será o melhor para mim." Precisamos aceitar que o Deus que nos amou ao ponto de morrer por nós não nos desprezará. "A escolha não é entre o que queremos fazer e ser felizes, e fazer o que Deus quer de nós e nos sentirmos miseráveis. Pelo contrário, Deus quer livrar-nos de nossa falta de visão e, em seu amor, ajustar nossas vidas dentro do seu padrão de uma maneira que venha a ser a melhor para nós e para os seus propósitos."

2) Devemos obedecer ao que sabemos ser a vontade de Deus. Deus não nos irá mostrar mais verdades sobre a sua vontade se não obedecermos à que ele já nos tem revelado. Você sabe ser a vontade de Deus que você fale de Jesus Cristo a seus amigos, vizinhos e colegas de trabalho, mas você não o está fazendo? Você sabe ser a vontade de Deus que você viva honestamente perante todos os homens, que não exista nenhuma mentira, fraude, má vontade no emprego? Que você controle sua língua e não fale mal das pessoas? Que você seja uma demonstração do caráter de Jesus Cristo? Sabemos ser a sua vontade que contribuamos regularmente para o sustento do seu trabalho, como oferta de amor para ele? É quando obedecemos nestas áreas e começamos realmente a reconhecer a vontade de Deus, que ele começa a mostrar-nos mais em outras áreas.

3) Deus nos orienta sobre a sua vontade de quatro modos:

a) Através da sua Palavra e dos princípios nela contidos.

b) Através da oração. Quando colocamos nosso problema diante do Senhor, ele nos convence da correção ou do erro de um determinado curso de ação. Devemos fazer distinção entre emoção e convicção. Esta procede do Espírito Santo e aquela da carne.

c) Através do conselho de outros cristãos. Se você for o único a receber a orientação e nenhum de seus amigos e colegas cristãos estiverem recebendo a mensagem, será melhor que você faça uma verificação no seu radar. É igual ao rapaz que vai até uma garota e diz: "Deus me tem orientado para que me case com você." Se ele estiver realmente orientando, a garota receberá também a mensagem. Se ela não a estiver recebendo, existe algo errado com o radar ou em algum trecho da linha do receptor de alguém. Quer me parecer que o padrão em Atos é: "Pareceu bom a nós e ao Espírito Santo." E esse é um padrão que deveria ser seguido. É notável, quando adotamos os princípios da Palavra de Deus, quando procuramos honestamente a sua face, quando avaliamos as circunstâncias do ponto-de-vista divino e buscamos o conselho de outros cristãos, como tudo isso tende a nos dar uma clara indicação da vontade de Deus para nossas vidas.

d) Através de circunstâncias. Elas podem não ser necessariamente um orientação. Elas são apenas fatores. Podem ser guias positivos ou negativos.

2. Objetivamente

1) Examinado os campos missionários pelo mundo afora, vemos que existem bilhões de almas perdidas, com apenas 200 secretarias missionárias trabalhando, em cerca de 300 campos, com aproximadamente 50.000 missionários no Ocidente e 6.000 do Oriente. Perguntemos: "Será que Deus acha que 56.000 missionários poderão ganhar bilhões de almas?"

2) Examinemos vários tipos de necessidades missionárias: vidas, dinheiro, equipamentos, construções, médicos, engenheiros, professores, pastores, evangelistas, tradutores, e outras.

3) Examinar a estrutura, mecânica, nomes, direção e propósitos de nossas secretarias missionárias.

4) Ler histórias e biografias de missionários.

Examinar revistas missionárias.

A questão crucial é: "Estou no lugar onde Deus me quer, geográfica, profissionalmente, etc?" "Não é que a chamada missionária seja algo especial. É que cada um de nós tem o privilégio e a responsabilidade de certificar-se da chamada divina em nossas vidas. Não existe maior alegria do que encontrar a vontade de Deus e cumpri-la; estar na vontade de Deus e conhecê-la!"

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