"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

sábado, 26 de junho de 2010

PROCURA-SE MISSIONÁRIOS


“Aquele, pois, que sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tg 4:17)

Geralmente são os missionários que, desejando serem fiéis ao chamado do Senhor, procuram suas igrejas e alguma agência missionária que possa ajudá-los a chegar até o “campo”. Nesse processo, não é raro ouvirem negativas, alertas sobre as dificuldades e relatórios sobre a situação financeira “delicada” das igrejas. Alguns persistem, outros esperam. Mas há os que desistem e também os que se desesperam. Existem centenas de casos de pessoas que, por não receberem apoio e as condições mínimas de envio, jamais levam adiante seu chamado.

O pastor e missionário David Botelho conhece bem essa situação. Depois de mais uma década ajudando a enviar missionários transculturais através da Horizontes América Latina, decidiu inverter os papéis. Ele decidiu procurar os missionários. A grande quantidade de pessoas frustradas que estavam sentadas nos bancos das igrejas e que o procuravam para relatar as dificuldades de cumprir o “ide” o levaram a dar início a um projeto revolucionário chamado “Operação Nômade”.

Ele afirma que muitos homens e mulheres de Deus acabam não usando todo o seu potencial para servir ao Senhor justamente por causa da falta de incentivo e apoio da igreja e/ou de sua liderança. Refletindo sobre a exortação de Jesus para que cada cristão coloque a mão “no arado” e não olhe para trás (cf. Lc 9:62), está lançando um desafio que poderá mudar a vida de milhares de pessoas que ainda não conhecem o Evangelho de Jesus Cristo.
David acredita que existe um grande potencial ainda não explorado na igreja brasileira: o envio de missionários para partes do mundo onde o nome de Jesus não é conhecido. Para defender seu ponto de vista, ele aponta para a proporção de missionários em relação aos números oficiais de evangélicos no Brasil. Uma conta rápida indicaria que existem cerca de 90.000 evangélicos para cada missionário transcultural em atividade hoje. Se cada crente do país desse apenas um real por mês para o sustento de missionários, haveria um movimento jamais visto na história.

Com isso em mente, decidiu levar adiante uma idéia simples e desafiadora: cadastrar todas as pessoas que gostariam de trabalhar como missionários, mas não tem apoio nem sustento das igrejas onde congregam. Em uma fase posterior, pretende reunir todos esses candidatos para receberem treinamento e identificar onde podem servir com suas aptidões profissionais e dons espirituais. O último passo é colocar de maneira efetiva esses candidatos nas regiões que precisam ser alcançadas pelo Evangelho.

O maior incentivo para a realização do projeto é o crescimento dos evangélicos no continente. A Igreja latino-americana é a que mais cresce no mundo, com destaque para o Brasil. Estima-se que no país ocorrem 6.500 decisões diárias por Cristo e quase 2.000.000 anualmente. Há mais de 180.000 igrejas no Brasil e o dobro disso na América Latina.

Contudo, o crescimento no número de pessoas que professam Jesus como Senhor não atinge a obra missionária na mesma proporção. Os latinos em geral têm uma exposição diária ao Evangelho, enquanto milhões não têm a chance de ouvir o evangelho uma vez sequer no transcorrer de sua vida. Parafraseando o pastor e ativista Martin Luther King Jr., um dos lemas do Projeto Nômade é “Porque não podemos esperar”. Para ressaltar a situação atual, toda a logística dessa nova empreitada missionária está baseada em estatísticas surpreendentes:

· Dos 24.000 povos no mundo, 8.000 ainda não foram alcançados com o Evangelho.

· Dos 251 povos indígenas brasileiros, 103 ainda não têm missionários.

· Das 7.158 línguas do mundo, a Bíblia ainda não foi traduzida para 4.215 delas.

· Ainda existem países que não possuem nenhum crente nacional conhecido. Entre eles estão Arábia Saudita, Saara Ocidental, Ilhas Maldivas e Catar.

· Das 600.000 cidades e vilas na Índia, em 500.000 ainda não tem obreiros cristãos.

· Na China ainda existem 500.000.000 de pessoas que nunca ouviram falar de Jesus.

· Acredita-se que morrem 85.000 diariamente no mundo sem nunca terem ouvido falar da salvação em Jesus.

· Dentre as 180.000 igrejas existentes no Brasil menos de 300 delas possuem um missionário trabalhando com esses povos não-alcançados (incluindo nossas tribos indígenas).

· Menos de 1 por cento dos recursos da Igreja brasileira são investidos na obra transcultural.

· A média de investimento do crente brasileiro em missões é de apenas R$ 1,30 por ano.

· Um quadro semelhante ocorre em toda a igreja latino-americana.

Estas informações são conhecidas da maioria dos líderes denominacionais brasileiros, mas é algo pouco divulgado entre os crentes. Sendo assim, o projeto visa levantar não apenas candidatos, mas também igrejas e pessoas que estejam dispostos a interceder por missões e investir naqueles que pretendem ir. Existem inscritos de vários países da América Latina e outras nações e o objetivo é reunir todos os interessados, independentemente da localização geográfica.

“Se você está comprometido com a causa missionária entre os não-alcançados e está disposto a viver num projeto como este, trabalhando em equipe e ajudando no levantamento de recursos, junte-se a nós. Se você tem algum sustento da igreja ou de amigos, mesmo que seja uma pequena parte ou mesmo se não possui nada e sua igreja não esteja disposta a investir essa pode ser a sua oportunidade. Estamos dispostos a ajudá-lo a receber treinamento e chegar até o campo”, enfatiza David Botelho.
Mas ele também deixa claro que o tipo de preparação proposta não é fácil. Todos os inscritos devem estar dispostos a viver uma vida simples como um nômade, como sugere o nome do projeto. O objetivo é testar a resistência e a disposição, pois no período de treinamento todos irão morar em tendas numa fazenda, vivendo como soldados, experimentando comidas diferentes, aprendendo os costumes das pessoas que desejam alcançar.

Como a questão financeira sempre é uma “pedra de tropeço” em missões, a proposta é a criação de um fundo comum, onde as necessidades são decididas em equipe e as prioridades são a alimentação e o treinamento missionário. Algumas organizações cristãs internacionais já manifestaram interesse em colaborar com a execução do projeto, mas a igreja brasileira deveria estar envolvida como um todo. Assim, o apelo também é estendido aos pastores de igrejas que não possuem nenhum envolvimento real com missões para que se unam aos missionários voluntários em oração e ofertas. Citando novamente Martin Luther King Jr., o mentor do projeto enfatiza: “Esperar que Deus faça tudo enquanto nós não fazemos nada isto não é fé, é superstição.”

Os interessados devem fazer um cadastramento prévio. Baste enviar seus dados – nome e endereço completos, data de nascimento, escolaridade, profissão, nome da igreja, além de telefone ou e-mail de contato. Para se envolver no Projeto, o candidato deve ser batizado, ter no mínimo um ano de conversão e estar ligado a alguma igreja evangélica. Por questões de logística, inicialmente só serão aceitos pessoas maiores de idade, solteiros e casais sem filhos, que desfrutem de boa saúde e possuam o ensino fundamental completo (2o grau).

Todas as informações sobre o projeto podem ser encontradas no site da Missões Horizontes:

http://www.mhorizontes.org.br ou pelo telefone (35) 3438-1546

O contato pode ser feito ainda por e-mail:

nomade@mhorizontes.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

ou pelo correio:

(Projeto Nômade, Caixa Postal 420 – Monte Verde – Camanducaia – MG – Cep.37653-000).

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