"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

terça-feira, 1 de junho de 2010

RELACIONAMENTOS COM A IGREJA ENVIADORA

O Lado do Missionário

Marta Carriker. (Matéria publicada em 26/09/2000 pelo Forum Integral para o Cuidado Integral dos Missionários) http://cuidadointegral.info/?p=128

Há pelo menos três coisas que os missionários esperam das igrejas que os enviam: sustento financeiro, interesse e continuidade.
SUSTENTO: Quantos missionários já não passaram pela dura experiência de esperar seu sustento e não recebê-lo no fim do mês? Longe do país, como reclamar de um “Não deu este mês”?

Quando as igrejas apoiam financeiramente um missionário estão de fato investindo no reino de Deus. Se contribuem pouco ou esporadicamente, não só colocam em risco a sobrevivência de um missionário em quem a igreja como um todo já deve ter investido bastante (preparo e envio), mas também deixam de realizar sua parte no trabalho pelo qual somos todos responsáveis como Igreja. É possível ser missionário fazedor de tendas e se sustentar em outro país. Muitos o fazem. Mas, a igreja que sustenta o missionário está participando da obra de Deus no mundo e é abençoada por fazê-lo. Todo missionário gostaria de ter estabilidade para poder planejar e executar o máximo em seu trabalho, para a glória de Deus.

INTERESSE: Não basta mandar o dinheiro para o missionário e esperar que tudo esteja dando certo. É preciso interessar-se pelo trabalho sendo realizado. O primeiro sinal do interesse da igreja é a oração. Esta oração deveria ser informada, levando ao Senhor as necessidades específicas dos campos e dos missionários. Os membros das igrejas precisam ter acesso à correspondência do missionário. Quando estiver no país, precisam recebê-lo, sustentá-lo e ouvi-lo. Como é frustrante para o missionário visitar uma igreja que o sustenta e ser apenas apresentado de púlpito. Pelo menos uma oração, um abraço, para quem esteve longe e se sente meio deslocado, seria muito importante. O cuidado pastoral do missionário deve ser levado a sério, como parte do interesse da Igreja por um de seus membros.

CONTINUIDADE: Outra frustração do missionário é receber aquela cartinha informando que o novo pastor tem novos ideais, e, portanto, a igreja já não o estará apoiando. Toda igreja tem o direito de mudar de interesse. Mas, seria mesmo necessário deixar de sustentar o missionário que a igreja já conhece e com quem tem um bom relacionamento? Não seria melhor que o pastor procurasse conhecer esse missionário e o trabalho que sua nova igreja ajuda a realizar através dele? Se isso não for possível, seria recomendável pelo menos uma transição mais lenta, dando oportunidade ao missionário de procurar outros mantenedores.

Falando de forma bem resumida, sustento, interesse e continuidade, deveriam ser parâmetros constantes para as igrejas de sua fidelidade na obra missionária.

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