"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

terça-feira, 6 de julho de 2010

POVO HERERO DA NAMÍBIA, ZIMBÁBUE, ANGOLA E BOTSUANA

Os herero são um povo africano que principalmente vive em Namíbia, onde são o 7,54 % da população. Falam uma língua bantu, otjiherero. caracterizam-se para empregar como ferraters alguns estrangeiros (lemba). O seu nome prove do castelhano herrero (também os denominam helelo), e chefe no século XVIII adoptaram a fala dos bantús vizinhos. Antigamente tinham um fogo sagrado vigiado por uma casta de sacerdotes hereditaris segundo o clã patriarcal (oruzo), pelo qual e diferencien todos eles, ou bem pelo matriarcal (eanda). Fabricam cestas e recipientes de madeira, fang e metal.




Localização

Na atualidade os herero estão repartidos entre três estados:
• Angola: 120.000, que representam o 1% do total da população do país. Os subgrups principais são os Kuvale e os Djimba que se encontram repartidos pelo sudoeste de Angola.
• Botswana: 21.000 herero, situados nos voltantes do rio Okavango, que somam o 1% da população do país.
• Namíbia: 106.000 pessoas, equivalentes ao 10% do total de habitantes. encontram-se espargits ao largo do norte do país, em concreto nas regiões administrativas de Namíbia de Omaheke, Otjozondjupa, Kunene, e Erongo





Subgrupos
Os herero estão divididos em vários sub-grupos. O mais numeroso a Angola, é o dos kuvale, quem vivem perto à zona desertica da província de Namibe. Em Namíbia os principais grupos são os tjimba e ndamuranda em Kunene; os mahereo que habitam os voltants do povo de Okahandja (antiga capital do bantustan dedicado para os herero, Hereroland); os zeraua que vivem na zona de Omaruru.


Características culturais

Os hereros têm um grande orgulho na sua identificação e solidariedade étnica. A pesar de ter sido praticamente aniquilados, mantiveram as suas tradições familiares e consciência nacional viva. Prova disto é a festa anual herero, no Dia de Maharero ao agosto, quando as unidades paramilitares herero desfilam ante os seus cabes tribais através das ruas de Okahandja, Gobabis e Omaruru. A pesar que grande parte deles se converteram ao cristianismo, seguem mantendo aspectos muito tradicionais das suas antigas práticas religiosas. Igual que a sua economia, que está centrada ao redor do bestiar boví, grande número de cerimônias espirituais se centram ao redor da a vaca como animal sagrado. O atual vestido tradicional das mulheres hehero é produto da influência européia no século XIX.
Os herero costumavam vestir como os himba; isto é, praticamente não se vestiam. Os missionários, ofendidos pela nudes, conseguiram introduzir o conceito da vestimenta, com um tipo de vestido de corte europeu da época, mas vistosos e coloridos O peculiar barrete que usam, quiçá foi desenhado em homenagem à forma do chefe da vaca.
Todos os grupos herero falam o otjiherero; a Botswana ademais falam o dialeto mbandieru.
É impressionante o alto grau de solidariedade dos hereros: “Se você está num grupo e oferece alguma coisa a uma pessoa com quem tem empatia maior, automaticamente ela pega isso, seja lá o que for, e leva para ser dividido. Isto é visível entre as crianças e adultos. Eles são muito solidários entre si, apesar de terem uma relação afetuosa muito independente. As crianças começam nisso muito cedo, vão para o pasto, dormem fora. Sem essa relação de possessividade”.

LÍNGUA E FUTURO

Em Angola, está em negociação para montar uma escola para os hereros, mas baseada na língua deles. “Esse é problema, pois, quando entra o Estado e a escola é feita em português, o que ocorre frequentemente é que o professor chega lá e mal sabe falar a língua”, conta. Trata-se de desejo manifestado por eles, acrescenta: “O próprio soba Mutili, guia deles, já havia tentado várias vezes construir uma escola e sempre que o administrador chegava lá, dizia que o espaço não era adequado e os professores nunca vinham”.

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