"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

terça-feira, 7 de setembro de 2010

A CHAVE PARA O PROBLEMA MISSIONÁRIO


“Quero encorajar você a ler estes excertos, extraídos do Livro de Andrew Murray, A Chave do Problema Missionário. Com oração e com um coração aberto à voz do Espírito Santo. E se você está sendo vitima dessa enfermidade, encontrará aqui a solução para que, em sua vida e ministério, Missões seja a prioridade número um.

Minha oração é que estes textos possam ser uma bênção para a igreja evangélica brasileira e para sua vida e seu ministério (grifo meu), neste kairós de Deus, onde ela está sendo despertada para cumprir a sua missão: A Evangelização do Mundo. (Pr. Edson Queiroz)”.

“Durante muito tempo, pensei que o problema missionário fosse a falta de visão de pastores e líderes; mas lendo o livro “A Chave do Problema Missionário” de Andrew Murray, concordei com o autor que o problema é de nível espiritual. A igreja está enferma, e a enfermidade é a falta de compromisso, falta de poder do Espírito Santo e falta de consagração”.

“O que chamou minha atenção no livro “A Chave do Problema Missionário” (Andrew Murray) é o fato de o autor mencionar especificamente o problema missionário. Creio que é importante apresentarmos os desafios, as necessidades mundiais, as bases bíblicas de Missões Mundiais, mas este tratamento será superficial. Não adianta fazermos congressos, conferências, etc., se não atingirmos o cerne do problema. Tenho visto que Missões, na mente de alguns, é uma idéia do momento, é a visão que Deus deu para alguns pastores, é a onda do momento. Este livro acaba com essa idéia, pois mostra que Missões é algo que deve nascer de um coração totalmente consagrado e comprometido com Deus”.


“Precisamos de um grande avivamento espiritual, que leve a igreja ao centro da vontade de Deus. Se analisarmos o livro de Atos, após o derramamento do Espírito, o resultado final foi um grande movimento missionário. Na história da Igreja a mesma coisa aconteceu. Os grandes movimentos missionários foram resultados do avivamento. Por isso, não podemos inverter os valores. Fazer a obra missionária sem o poder do Espírito Santo é promover movimentos humanos com poucos resultados. Por outro lado, quando Missões é resultado do mover de Deus no coração de homens de Deus, o produto final será a Glória de Deus espalhada a todas as nações”.

“Só homens espirituais, e uma igreja em que homens espirituais possam ter influência, são capazes de cumprir corretamente às ordens de Cristo”.

“O pastor tem o privilégio e a responsabilidade de resolver o problema missionário no exterior. Até que os pastores de nossas igrejas acordem para a verdade desta proposição, e o trabalho no exterior se torne para eles uma paixão em seus corações e consciência, por mais que as nossas lideranças se empenhem, seja imaginando movimentos de avanço ou organizando novos métodos para angariar dinheiro das igrejas, as rodas da carruagem das missões vão girar lentamente”.

“Todo pastor exerce seu cargo por comissão de Cristo e só pode preenchê-lo quando, como bispo missionário, considera o mundo inteiro o seu redil. O pastor da mais pequenina igreja tem o poder para fazer sentir a sua influência ao redor do mundo”.

“Não merece o seu cargo o pastor que não entra em sintonia com a amplitude magnífica da grande comissão, e extrai inspiração e zelo da sua extensão mundial”.

“O pastor não é só o instrutor, mas o líder da sua congregação. Ele não deve apenas cuidar das suas almas, mas dirigir as suas atividades. Se existem igrejas que não fazem doações nem oram pelas missões no estrangeiro, é porque seus pastores não estão cumprindo a ordem de Cristo. Eu me sinto praticamente seguro ao dizer que, assim como nenhuma congregação pode resistir muito tempo ao pastor entusiasta, da mesma forma nenhuma congregação vai mostrar qualquer interesse quando o pastor não demonstra senão fria indiferença ou falta de convicção com respeito às missões”.

“A paixão de um amor como o de Cristo pelas pessoas se desenvolve no discípulo cristão em vista da presença em seu intimo de poderes e atividades que refletem a mente de Cristo. E o que era a mente de Cristo? Uma visão clara do que o mundo é e necessita; um sentimento profundo de compaixão pelo mundo; um esforço ativo a favor do mundo, a ponto de dar a Sua vida como resgate por muitos. Dentre esta trindade de poderes surgiu a paixão do Seu amor pelas vidas humanas – o amor ilimitado, insondável, imortal de Cristo pelo homem. O ministro de Cristo pode falar com línguas de homens e de anjos, pode ter todos o conhecimento, toda a fé que pode mover montanhas, mas se não tiver a paixão de um amor como o de Cristo, ele não tem o Espírito de Cristo, e não é, então, dEle”.

“O problema do seminário teológico não é treinar ocasionalmente um indivíduo para o campo no estrangeiro, mas como despertar a paixão missionária em cada pessoa que passa pela escola, para que se torne um ministro capaz de Cristo”.

“O essencial é que haja na escola um altar sagrado de paixão missionária, no qual a tocha de cada homem possa ser acesa, e o lábio de cada homem, tocado com uma brasa viva”.

“Por causa daqueles que provavelmente possuem dons para o serviço no exterior, o seminário teológico deve arder de zelo pela evangelização, sentir o fardo da preocupação com as condições do mundo, de modo que ninguém possa viver dentro dos seus muros sem enfrentar em seu íntimo a séria pergunta: É da vontade de Cristo que eu vá servi-lO em regiões distantes?”

“Quanto ao homem que entra no pastorado em sua pátria, ele deve ter uma paixão missionária que o torne grande em compreensão e apostólico em sua visão de Cristo e do cristianismo. Para vencer a resistência da ignorância e preconceito, para despertar a atenção das mentes apáticas – cegas para a grande importância da evangelização do mundo, para educar a inteligência da igreja, para conseguir em casa os suprimentos que manterão o serviço de Deus lá fora, é necessário que o pastor tenha paixão missionária”.

“O homem que vai conquistar almas, deve ser primeiro conquistado e incendiado por Deus”.

“Até que nossos pastores estejam prontos para apoiar este empreendimento, jamais haverá espírito missionário adequado às necessidades desta geração. Quando o pastor ajuda, quase todo plano tem êxito; quando ele se opõe, bem pouca coisa pode ter sucesso”.

“O maior obstáculo para despertar a igreja doméstica é o pastor, que teme que o seu salário seja cortado”.

“Os pastores devem continuar sendo os líderes nesta obra grandiosa, e um pastor consagrado vai sempre significar uma igreja consagrada”.
“Uma coisa é o ministro defender e apoiar as missões, e outra muito diferente á compreender que as missões são o alvo principal da igreja e, portanto, o alvo principal da existência da sua congregação. Só quando esta verdade prevalece em seu poder espiritual é que ele poderá dar ao tema das missões um lugar adequado no seu ministério. Ele deve ver como cada crente é chamado para testemunhar o amor de Cristo e sua reivindicação, e como a vida espiritual saudável depende da parte que o crente desempenha no serviço do Senhor. Ele deve aprender a guiar a congregação, para fazer com que a extensão do reino de Cristo seja o objetivo supremo de sua existência corporativa”.

“A informação é o combustível sem o qual o fogo não pode queimar. O combustível não é fogo e não pode por si mesmo criar o fogo; mas onde há fogo, o combustível é indispensável para mantê-lo queimando, ou para fazê-lo queimar com mais intensidade.

Uma igreja informada é uma igreja transformada. Um dos maiores fatores no desenvolvimento do interesse missionário é provavelmente o estudo sistemático das missões.

A influência missionária é dupla. A tocha que levantamos para outros ilumina nosso próprio caminho.

A ignorância é a forma da fraqueza no esforço missionário. Saiba e crerá. Saiba e orará. Saiba e ajudará na primeira fila.

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