"“TODO CRISTÃO QUE NÃO É MISSIONÁRIO, É UM IMPOSTOR”"

sábado, 4 de setembro de 2010

MODELO DE PROGRAMA MISSIONÁRIO PARA UMA IGREJA LOCAL


1. Definição de Missões:
Missões, na Igreja Local, tem como definição qualquer ministério desenvolvido além das fronteiras físicas ou culturais de sua congregação cujo propósito seja cumprir a Grande Comissão, proclamando o evangelho de Jesus Cristo por meio da evangelização, do discipulado e da implantação e desenvolvimento de igrejas. O alvo principal de missões é persuadir homens e mulheres, de todas as raças, de todos os níveis sociais, culturais e econômicos, de todas as partes do mundo, a aceitarem Jesus Cristo com Senhor e Salvador, servindo-O dentro da comunhão da Igreja. Reconhecemos a importância de atender outras necessidades humanas, enquanto desenvolvemos quaisquer destes ministérios, de acordo com o grande mandamento de Cristo.

1.1.Propósito escriturístico do envolvimento da Igreja Local em missões:

Cumprir a Grande Comissão dada por Cristo (Mt 28:19-20; Mc 16:15-16; At 1:8).
Compartilhar do sentimento de Cristo para com o Mundo; (Mt 9:36-38; 18:10-14).
Levar homens e mulheres à salvação e maturidade cristã através do discipulado; (Jo3:16; Rm 10:13-15; Ef 4:12-16).
Atender integralmente às necessidades humanas; (Mt 22:37-39; 25:31-46).

1.2. O propósito do programa de missões da Igreja Local é:

Promover o envolvimento da igreja na obra missionária.
Promover direcionamento ao Conselho de Missões de modo evitar incoerências e inconsistências nas decisões.
Definir o relacionamento da igreja local tanto com o missionário como com a agência missionária do mesmo.
Assegurar melhor mordomia dos recursos humanos e financeiros.
Familiarizar os novos membros do Conselho de Missões com as questões a serem enfrentadas na direção do programa de missões.
Assegurar a continuidade dos objetivos propostos quando mudarem os membros do conselho.
Informar aos membros da igreja, equipe pastoral, ministérios internos, missionários e agências missionárias sob quais princípios o Conselho de Missões opera.
Assegurar responsabilidade na atuação missionária da igreja.

1.3.. Flexibilidade de Interpretação:

Pretende-se que esta política seja seguida à risca. No entanto, se for necessário podem-se abrir exceções a qualquer momento, desde que sejam aprovadas por uma maioria absoluta de membros do Conselho de Missões e registradas em atas como exceções, que só devem ser permitidas após cuidadosas considerações.

1.4. Revisão do Programa:

A programa poderá ser revisado, quando necessário, pelo Conselho de Missões com votação de 2/3 dos seus membros.

2. O Conselho de Missões

O Conselho de Missões é o ministério dentro da estrutura da Igreja Local que encoraja, promove e facilita o envolvimento de todos membros da igreja na obra missionária.

2.1. Membresia no Conselho de Missões:

Seleção dos membros
O candidato a membro terá um tutor nomeado pelo Conselho de Missões que o ajudará com a orientação e integração no ministério. Ele ficará em estágio no Conselho de Missões pelo período mínimo de três meses. Durante este período é necessário a leitura desdeste Programa e de outras matérias, a critério do tutor. No final do estágio, o candidato declarará, em reunião ordinária, seu desejo de permanecer e assumir os compromissos inerentes, e afirmará seu compromisso de continuar ativo neste ministério durante pelo menos três anos. Obs.: O estagiário não terá direito a voto.

2.2. Duração do Mandato
A participação no Conselho de Missões deve durar pelo menos três anos para permitir continuidade no ministério. Tendo caráter ministerial, portanto, não há limite máximo de tempo. A membresia terminará quando da decisão própria do membro, declinando da sua membresia, ou pela sua ausência em três reuniões consecutivas, sem justificativa. Nestes casos, o Conselho de Missões encaminhará o nome do membro desistente, para a gerência da rede ministerial.

2.3. Características dos Membros do Conselho de Missões:

O Conselho de Missões preferencialmente deveria ser composto de representantes de várias faixas etárias, de diferentes grupos e de ambos os sexos. Devem ser membros em plena comunhão da Igreja Local e demonstrar as seguintes características:

Maturidade Espiritual
Participação ativa na igreja.
Profundo interesse por missões.
Disposição para assumir o compromisso de gastar um tempo substancial com o programa de missões.
Confiança e responsabilidade no cumprimento das tarefas designadas.
Disposição para entender, cumprir e aperfeiçoar o programa missionário da Igreja Local.

3. Diretoria do Conselho de Missões e suas Atribuições:
A diretoria do Conselho de Missões é composta por: Líder, Auxiliar do Líder, Secretário e Tesoureiro. Estes cargos serão preenchidos por pessoas com dons e competências apropriados de acordo com a escolha da liderança da Igreja Local ou por esta, delegado ao C.M. efetuar eleições internas. Cada integrante da diretoria deve procurar envolver outros membros do Conselho de Missões nas tarefas do seu cargo com a intenção de treinar outros para assumir esse cargo no futuro. Cada ano, no mês de julho em reunião ordinária, o Conselho de Missões avaliará o trabalho da diretoria e abrirá a oportunidade para novas pessoas participarem. O compromisso mínimo para ser um membro da diretoria é de um ano.

3.1. Ao líder compete desempenhar as seguintes funções:

Preparar a agenda e presidir as reuniões.
Cooperar com a liderança da igreja e com os departamentos internos no desenvolvimento de todo o programa de missões.
Ser responsável pelo contato com os missionários e as agências missionárias e pela coordenação do envolvimento da igreja com os mesmos. Estas responsabilidades poderão ser delegadas a outros.
Manter uma cópia atualizada do Programa Missionário da Igreja Local.
Apresentar um relatório anual de atividades do Conselho de Missões à igreja.

3.2. Ao auxiliar do líder compete auxiliar o líder nas suas funções e substituí-lo na sua ausência.

3.3. Ao secretário(a) compete:

Informar as datas das reuniões do Conselho de Missões aos seus membros.
Preparar e arquivar as atas.
Providenciar cópias de documentos para os membros do Conselho de Missões.
Emitir correspondências.
Arquivar relatórios e correspondências.

3.4. O tesoureiro compete:

Administrar os recursos financeiros do Conselho de Missões conforme as decisões do próprio conselho.
Assegurar que as ofertas enviadas estão realmente chegando aos missionários.
Apresentar mensalmente relatório financeiro à igreja.

3.5. Competências poderão ser delegadas conforme necessidade.

3.5.1. Comissões do Conselho de Missões:
O Conselho de Missões poderá nomear comissões temporárias que auxiliem nas atividades necessárias ao cumprimento de objetivos estabelecidos.
As comissões reunir-se-ão quando necessário para o cumprimento de suas responsabilidades.
Podem participar outros membros da igreja nestas comissões para auxiliar o trabalho e para que estas pessoas tenham a oportunidade de conhecer o ministério do Conselho de Missões.

3.5.2. Freqüência às Reuniões:

O Conselho de Missões reunir-se-á regularmente uma vez por mês e em reuniões extraordinárias convocadas pelo presidente, sempre que necessário

3.5.3. Quórum:

O quórum para a realização das reuniões será de maioria absoluta (metade mais um) dos membros do Conselho de Missões.

3.6. Compromissos dos Membros do Conselho de Missões:
Freqüentar as reuniões do Conselho de Missões, tanto as regulares como as extraordinárias.
Participar do cumprimento das responsabilidades do Conselho de Missões conforme esboçado na nesta política.
Orar regularmente pelos missionários, agências missionárias e outros ministérios sustentados pela Igreja Local.
Comunicar-se com os missionários e ministérios sustentados pela Igreja Local.
Estar familiarizado com o Programa Missionário da Igreja Local.
Estar alerta, a fim de transmitir novas informações ao Conselho de Missões.
Servir como uma fonte de informação sobre missões para a igreja.
Manter uma pasta de documentos relacionados com o Conselho de Missões que deverá ser levada para cada reunião.
Trabalhar em harmonia com a liderança da igreja local.
Ser fiel no sustento missionário através da sua oferta missionária.

4. Responsabilidades do Conselho de Missões

4.1. Estabelecimento de Alvos:

Os alvos devem expressar claramente aquilo que se quer executar, quando e por quem, incluindo todos os detalhes para que sejam viabilizados. Para que os alvos sejam verdadeiros, eles devem ser significativos, realizáveis, mensuráveis e administráveis.

4.1.1. O Conselho de Missões estabelecerá alvos, tanto a curto como a longo prazo, que sejam mensuráveis e possam envolver um passo de fé. Eles devem ser revistos anualmente quanto à realização e praticidade.

4.1.2. Desenvolvimento do Interesse pela Oração:

O Conselho de Missões se esforçará por desenvolver uma consciência da necessidade absoluta e dos resultados positivos da oração intercessória pela evangelização do mundo e pelos missionários, podendo usar os seguintes meios:

4.1.3. Apresentação regular das notícias e das necessidades no púlpito, com oração especial.
Apresentação das notícias e das necessidades na Escola Dominical, no boletim dominical, boletim missionário e através de dispositivos visuais.
Um programa "de família para família", no qual uma família da igreja se envolva por uma família missionária específica; ou ainda "de pessoa para pessoa" que envolva solteiros e jovens da igreja com os missionários solteiros e com filhos de missionários.
Apresentação de pedidos nos cultos de oração da igreja.
Encorajamento e interação da igreja através de correspondência, fitas-cassete, hospedagem de missionários de volta à base e/ou visitas aos missionários no campo.
Pasta com informações sobre os missionários da Igreja Local.

4.2. Educação Missionária na Igreja:

É responsabilidade do Conselho de Missões educar e despertar a igreja na área de missões mundiais, podendo usar os seguintes meios:

4.2.1. Assumir um programa de educação missionária vibrante e consistente para todas as faixas etárias.

Desenvolver e implementar outros métodos e meios de educação missionária as atividades da igreja, tais como:

Relatórios missionários.
Períodos com ênfase em missões.
Apresentações de filmes.
Informações no boletim dominical.
Quadros e mapas dos povos não-alcançados.
Pequenas biografias de missionários atuais e do passado, sustentados ou não pela Igreja Local.
Biblioteca de missões.
Exposições na entrada do templo e em murais.
Mapas com a localização dos missionários, afixados nas salas de aula e em outros lugares.
Conferência anual de missões.

4.3. Recrutamento Missionário:

É responsabilidade do Conselho de Missões identificar, estimular, aconselhar, discipular e recomendar membros da igreja para o serviço missionário. Em seu esforço de recrutamento, o Conselho de Missões deverá:

4.3.1. Mobilizar a igreja toda em oração para que Deus chame os que devem servir em missões.

4.3.2. Identificar na igreja os que já se entregaram para a obra, ou apresentam evidência de dons missionários.

Dar oportunidades para o comprometimento público com a obra.
Tornar disponível literatura que informe e motive para o serviço missionário.
Incentivar o recrutamento missionário nas conferências e cultos da igreja.
Aconselhar e orientar durante o período de decisão e preparação.
Envolver jovens e adultos em trabalhos missionários no Brasil e exterior em períodos de férias.
Estimular a participação em conferências missionárias.

4.4. Estímulo à Contribuição:

O Conselho de Missões tem responsabilidade contínua de esclarecer por que a igreja sustenta financeiramente missões. Deve também manter uma consciência profunda de missões na igreja, informá-la sempre quanto às respostas específicas de orações e das necessidades constantes no campo missionário e estimular as contribuições em toda a congregação.

4.5. Administração e Avaliação do Programa de Missões:

O Conselho de Missões desenvolverá, coordenará e administrará todo programa de missões da igreja, de modo a estimular o interesse e a participação da igreja na evangelização mundial. Ele avaliará a eficácia do envolvimento da igreja local em missões mundiais no cumprimento dos propósitos, conforme apresentado na parte A-2 desta política.

4.6. Aprovação de Sustento: É responsabilidade do Conselho de Missões aprovar missionários, agências missionárias, projetos e ministérios para sustento financeiro bem como para apoio através de oração e envolvimento pessoal dos membros da Igreja Local.

4.7. Preparo e Administração do Orçamento de Missões:

O Conselho de Missões preparará um orçamento anual com especificações detalhadas para submissão ao conselho da igreja, conforme apresentação na parte D desta política.

4.8. Conferências Missionárias:

O Conselho de Missões é responsável pelo planejamento, coordenação e promoção das conferências missionárias.

4.9. Cuidados com Missionários da Igreja Local e/ou Visitantes:

É responsabilidade do Conselho de Missões preocupar-se com as necessidades dos missionários da Igreja Local que retornam à base ou estão visitando o pais. O conselho cuidará da recepção e hospedagem ou ajudará na localização de moradia.

É responsabilidade do Conselho de Missões preocupar-se com as necessidades dos missionários da Igreja Local.

4.9.1. Quando de retorno à base:

• cuidará da recepção e hospedagem ou ajudará na localização de moradia;
• assegurar que a agência faça uma avaliação do estado geral de saúde e emocional tanto do missionário como de toda sua família;
• dentro das possibilidades do Conselho de Missões, auxiliar nos eventuais tratamentos indicados para o total restabelecimento do missionário e família.

4.9.2. Quando no campo missionário:

• estimular a realização de visitas ao campo missionário, tanto pela agência quanto pelos pastores e membros do Conselho de Missões e/ou da Igreja Local;
• estar sensível às necessidades emocionais e financeiras dos missionários e auxiliar na busca de soluções que garantam o equilíbrio e a continuidade do trabalho.

4.9.3. Avaliação dos Missionários:

O Conselho de Missões é responsável pela avaliação dos missionários sustentados pela Igreja Local de acordo com a parte A-2 desta política. A avaliação é baseada em:

Entrevista do Conselho de Missões com o missionário.
Relatórios enviados pelo missionário durante todo o período no campo.
Avaliação do desenvolvimento do trabalho no campo feita pelo missionário na volta à igreja.
Relatório da agência que o enviou.

O relacionamento do missionário com as pessoas entre as quais ele trabalha, deve ser cuidadosamente considerado.

4.9.4. Avaliação de Agências Missionárias:

A agência interessada no envio de um missionário será inicialmente avaliada criteriosamente pelo Conselho de Missões. O relacionamento da agência com a igreja local será cuidadosamente considerado.


5. Política Financeira

5.1. Preparo e Aprovação do Orçamento Anual de Missões:

O Conselho de Missões preparará um orçamento baseado nas necessidades dos missionários sustentados e em outras necessidades financeiras do programa missionário da Igreja Local. O procedimento para o preparo e aprovação do orçamento será da seguinte maneira:

Verificação das necessidades para sustento de cada missionário da Igreja Local.
Previsão para as necessidades de novos candidatos que deverão ir para o campo durante o ano seguinte.
Estimativa das despesas para a conferência missionária da igreja.
Previsão de despesas diversas relacionadas com o programa missionário da igreja.
Qualquer despesa que possa ser prevista deverá estar incluída no orçamento anual. Porém ofertas especiais, fora do orçamento, podem ser destinadas pelo Conselho de Missões conforme necessidades e disponibilidade de recursos.
O orçamento financeiro, após ser aprovado pelo Conselho de Missões deverá ser enviado ao conselho da igreja para homologação.
O orçamento financeiro para o ano seguinte deverá ser aprovado pelo Conselho de Missões até o mês de dezembro do ano em curso.

5.2. Distribuição do Orçamento de Missões:

O orçamento de missões será prioritário àquelas áreas nas quais a oportunidade de ouvir o evangelho é relativamente pequena.

O alvo de distribuição financeira será de acordo com o princípio bíblico de Atos 1:8, obedecendo preferencialmente ao seguinte critério:

Prioritariamente 90% do orçamento de missões será destinado ao sustento de missionários no campo. Estes recursos devem ser utilizados para manter um número equilibrado de missionários servindo em missões internacionais-transculturais (confins da terra), missões nacionais-transculturais (Samaria) e missões nacionais-monoculturais (Judéia). Deve ser reconhecido que os valores de sustento enviado para cada campo não vão parecer equilibrados por causa da grande variação do custo de vida nas diferentes partes do mundo.
Até 5% poderá ser utilizado para cobrir despesas relacionadas com os missionários na base ou vocacionados para o campo missionário. As despesas dos missionários na base pode incluir, mas não se restringe, às despesas para levantamento do sustento, gastos com documentos, etc. Despesas com vocacionados pode incluir despesas de treinamento, etc.
4% poderá ser usado para despesas com conferências missionárias locais, participações em conferências fora da igreja, e/ou reuniões que tenham o propósito de informar e estimular o interesse em missões.
1% deverá ser destinado para o fundo de emergência que será aplicada, separado dos fundos gerais de missões, com a finalidade de atender necessidades pessoais dos missionários no campo.
Evangelismo local (Jerusalém) não é atribuição do Conselho de Missões, e portanto não fica incluído no orçamento do Conselho de Missões da Igreja Local.

5.3. Critério para determinação do sustento de missionários e do reembolso de despesas:

5.3.1. A Igreja Local terá duas categorias de sustento de missionários:

Categoria A: O sustento que passamos a chamar de "Categoria A" será destinado a missionários, membros da Igreja Local, enviados pela própria igreja através de uma agência missionária.

O sustento destinado a esses missionários será determinado em valor absoluto, portanto não fixado como um percentual do sustento total do missionário.

Quando existir mais de um missionário (ou família) nesta categoria em campos com custo de vida semelhante, o sustento destinado a esses missionários deve ser preferencialmente igual.

O sustento poderá ser de até 100%. Entretanto, preferencialmente não deve atingir 100% para que o missionário conviva desde o início com a tarefa de levantamento de sustento junto a igrejas e indivíduos.

Quando do retorno à base sem o desligamento do campo, o sustento permanecerá por um período máximo de 25% do tempo que o missionário esteve no campo. O sustento desse período será votado pelo Conselho de Missões na época oportuna.

Quando do desligamento do campo, o sustento permanecerá por um período de 3 (três) a 6 (seis) meses. O período e valor serão votados pelo Conselho de Missões na época oportuna.

O Conselho de Missões não sustentará um missionário no campo que sair sem a confirmação do sustento integral.

Categoria B: O sustento que passamos a chamar de "Categoria B" será destinado a missionários para quem a fonte principal de sustento não é a Igreja Local e terá valor eqüitativo para todos.

O valor do será avaliado conforme as necessidades por ocasião do preparo do orçamento anual de missões. Se houver um índice de inflação accentuado, o sustento deverá ser corrigido mais freqüentemente.

O reembolso de despesas deverá ser previamente aprovado e dentro de limites previamente estabelecidos. Os missionários ou vocacionados que terão despesas reembolsadas deverão ser orientados a apresentarem antecipadamente um orçamento das despesas ou custos para aprovação. Também deverão ser orientados quanto à documentação necessária a ser apresentada para o recebimento do reembolso.

6. Comportamento dos Missionários:

6.1. Quanto à correspondência:
O Conselho de Missões espera receber do missionário cartas pessoais e relatórios do ministério pelo menos a cada dois meses.

6.2. Retorno à base:
Quando de retorno à base, o missionário deverá visitar a Igreja Local, e também reunir-se com o Conselho de Missões a fim de prestar relatório.

6.2.1. Quanto aos missionários originários da Igreja Local, no retorno à base deverá se reintegrar às atividades da igreja. Para missionários que recebem sustento considerado “Categoria A”, a expectativa é que o missionário dedique um tempo em ministério e envolvimento na Igreja Local proporcional à porcentagem do seu sustento que recebe da igreja. Por exemplo, se o missionário recebe um terço do seu sustento da Igreja Local e vem para ficar 6 meses, deve freqüentar a Igreja Local pelo menos 2 meses durante o período que está no Brasil. Durante este tempo, o ministério no qual ele vai se envolve será negociado junto ao Conselho de Missões e o Pastor da igreja e pode incluir ministérios tais como: pregar, dar aula na Escola Dominical, visitar células para passar uma visão missionária, encorajar e aconselhar vocacionados, etc. Se o missionário tirar férias durante o tempo no Brasil, este tempo deve ser descontado antes de calcular o número de semanas de participação na Igreja Local.

6.3. Abono de natal:
O Conselho de Missões poderá conceder um abono de natal aos missionários como forma de ajuda adicional para abençoar os missionários no campo, conforme disponibilidade orçamentária.

6.4. Acompanhamento de Vocacionados da Igreja Local:
É responsabilidade do Conselho de Missões ajudar qualquer membro da Igreja Local que esteja interessado em servir como missionário. Essa orientação dar-se-á da seguinte maneira:

6.5. Providenciar aconselhamento a fim de ajudar a determinar a vontade de Deus para sua vida.
Estabelecer um programa de treinamento a fim de preparar o vocacionado para servir de acordo com os dons e o ministério que ele deseje realizar, levando em conta as qualificações para missionários apresentadas nesta política.
Orar para que Deus use e oriente o vocacionado.
Encorajar o vocacionado a envolver-se nos ministérios da Igreja Local e procurar oportunidades para desenvolver sua liderança.

6.6. O Conselho de Missões nomeará um tutor para acompanhar o desenvolvimento do vocacionado.

6.7. Processo para Seleção de Candidatos a Sustento:
O procedimento da seleção incluirá os seguintes elementos:
Preenchimento de um formulário que apresente:

Dados de identificação pessoal
Posição doutrinária do candidato.
Indicação clara de sua conversão e chamado para o ministério.
Breve demonstração do trabalho que pretende realizar.
Apresentação da sua experiência na igreja local, preparo e dons e como estes servirão para o trabalho que irá realizar.

Uma cópia do formulário será entregue a cada um dos membros do Conselho de Missões para avaliação.
Após essa leitura individual do formulário, o Conselho de Missões se reunirá para uma avaliação inicial conjunta das pretensões do candidato.
Se a avaliação inicial for aprovada, o candidato será chamado para uma entrevista.

6.8. Critérios para Avaliação de Candidatos ao Sustento:
O Conselho de Missões quer estar seguro da integridade pessoal do candidato, de que ele está andando conforme a vontade de Deus, de que seu ministério será frutífero e de que ele é capaz de executar a tarefa para qual foi chamado. Por esta razão, preferimos que haja alguma participação significativa dele na Igreja Local antes de resolver sustentá-lo.

6.8.1. Os candidatos ao sustento pela categoria "A" devem ter sido membros ativos e regulares pelo menos por três anos antes de sua candidatura.

6.8.2. Para o sustento pela categoria "B", os membros da Igreja Local receberão prioridade sobre os que não o são.

6.8.3. Qualificações pessoais do candidato a missionário:

Profunda preocupação com a conversão de pessoas a Jesus Cristo.
Sensibilidade às necessidades, sofrimentos e tensões do homem.
Maturidade espiritual, emocional e intelectual.
Vida devocional aprovada (prática diária de oração e estudo da palavra).
Conhecimento dos seus dons espirituais e como usá-los no seu ministério.
Flexibilidade às pessoas e costumes diferentes.
Respeito à autoridade.
Espírito ensinável
Lealdade ao grupo de origem.
Disposição em receber críticas construtivas.
Disposição em se submeter à liderança brasileira e estrangeira.
Senso de humor, revelando atitude de otimismo.
Espírito de equipe.
Desejo de trabalhar com todo o corpo de Cristo.

6.8.4. Treinamento e Experiência para Candidatos a Missionário da Igreja Local:
Antes de sair para o campo missionário é básico que o candidato tenha experiência nas seguintes áreas da vida Cristã:

Vida diária de oração (Mc 13:33; I Ts 5:17).
Envolvimento pessoal na batalha espiritual (II Co. 10:4; Ef. 6:12).
Liderança de estudos bíblicos.
Eficácia em compartilhar sua fé exercendo evangelismo pessoal.
Cultivo de espírito de liderança.
Trabalho em um mistério sob autoridade de outra pessoa.
Vida disciplinada indicada por mordomia de tempo e recursos financeiros.
Ministério comprovado em sua igreja local.

6.8.5. Determinação de Agências Missionárias:
O Conselho de Missões está convencido de que os missionários são mais eficientes quando trabalham sob supervisão de uma agência missionária. Assim, é nossa política não sustentar missionários que sejam independentes de tal patrocínio e direção.

É nossa política sustentar missionários que sirvam sob o comando de agências missionárias, possuam uma reputação de integridade e estabilidade, uma declaração doutrinária fiel à Palavra de Deus, sejam confiáveis e abertas em suas políticas e práticas financeiras, trabalhem sob princípios e práticas claramente definidos, demonstrem boa administração, cujos missionários recebam direção atenciosa e mantenham estreito relacionamento com as igrejas sustentadoras.

6.9. Processo de Envio:

Após aprovação final do candidato pelo Conselho de Missões, esta decisão será comunicada ao conselho da igreja a fim de ser programado o envio através de culto especial com participação da igreja. Este culto especial incluirá os seguintes aspectos:

Apresentação do missionário e seu ministério.
Desafio para a igreja sustentá-lo em oração e financeiramente.
Imposição de mãos pela liderança da igreja.

7. Equipes Missionárias de Curto Prazo

A criação de equipes missionárias de curto prazo, tem como objetivo principal despertar pessoas para o trabalho missionário, quer seja como missionário no campo ou como sustentador na base, continuando seu envolvimento depois da viagem.
O Conselho de Missões deve intercalar as viagens de curto prazo dentro e fora do Brasil para equilibrar os desafios.

7.1. Comissão de Equipes de Curto Prazo

O Conselho de Missões deve formar uma comissão que organizará o desafio para a igreja, distribuirá fichas de inscrição, entrevistará, aconselhará e acompanhará os trabalhos da equipe.
A Comissão deve definir o lugar, período, e tempo de viagem (se vai trabalhar em parceria com alguma agência ou igreja). Esta decisão deve ser aprovada pelo Conselho de Missões.

7.2. Seleção dos Membros de Equipes de Curto Prazo

Quantidade sugerida de pessoas para cada equipe:
Dentro do Brasil - de 5 a 15 pessoas
Fora do Brasil - de 4 a 10 pessoas

7.2.1. Os candidatos devem ser membros professos de uma igreja evangélica e devem preencher uma ficha e passar por uma entrevista. A comissão poderá incluir testes e avaliações conforme a necessidade do projeto.

7.2.2. Se um interessado em participar da equipe for casado, a comissão deve incentivar a participação do casal, quando possível, para irem juntos. Em caso de menor de idade, os pais ou responsáveis devem assinar uma autorização e um termo de compromisso.

7.2.3. Junto com a equipe, preferencialmente deve viajar um representante do Conselho de Missões ou do Conselho da Igreja, e, em caso de parceria com agências, uma pessoa responsável indicada pela agência.

7.3. Planejamento, Preparo e Envio de Equipes de Curto Prazo

A própria equipe deve assumir a responsabilidade principal pelo planejamento, treinamento, levantamento de sustento financeiro e intercessores, sendo auxiliada pelo Conselho de Missões e sua comissão de equipes de curto prazo.

7.3.1. Prazo para planejamento e levantamento de sustento:

6 meses a 1 ano - para equipes para o Brasil
1 ano e meio a 2 anos - para equipes para o exterior

7.3.2. O líder da equipe será escolhido pelo Conselho de Missões.

7.3.3. A comissão deve estabelecer um cronograma de treinamento.
No cronograma de treinamento, deve constar cursos, tempo de oração, leitura bíblica, leitura de livros, etc.

7.3.4. No caso de desistência ou impedimento de algum integrante da equipe, este poderá ser substituído por um novo integrante até um prazo que seja da metade do período total de treinamento e levantamento de sustento da equipe. Só poderá ser substituído 20% da equipe total.
O planejamento da viagem deve ser feito (caso haja algum tipo de parceria) em conjunto; ficando determinadas as responsabilidades antes da equipe ser formada.

7.3.5. Se a viagem for para o exterior, é aconselhável fazer um seguro de saúde pessoal.

7.3.6. No último semestre de preparação, estabelecer alvos evangelísticos em trabalhos que na igreja ou congregação, possam dar alguma experiência. Por exemplo: visitação a lugares típicos da cultura do povo (como uma mesquita), visitação às pessoas novas chegando na igreja ou na congregação, participação na liderança de células familiares, Escola Bíblica, etc.

7.3.7. Cada componente deve levantar sustento em ofertas (mantenedores e contribuição própria) num valor mínimo de 70% do total previsto dos gastos. Os 30% restantes poderão ser completados com trabalhos da equipe em cantinas, almoços, e outros; e também pela oferta do Conselho de Missões . Toda a verba deve ser levantada antes da viagem e depositada (à medida em que forem sendo ofertadas) no Fundo para Viagens de Curto Prazo do Conselho de Missões; caso haja desistentes as ofertas serão destinadas à equipe.
Os valores levantados nos trabalhos em equipe, serão distribuídos de acordo com o número de componentes da equipe e o que exceder será encaminhado ao Conselho de Missões para futuras equipes.

7.4. Durante e Depois da Viagem

7.4.1. Durante a viagem, a equipe enviará notícias para serem divulgadas na igreja para intercessão
A liderança da equipe ficará com o líder escolhido e o representante do Conselho de Missões ou do Conselho da Igreja.

7.4.2. Caso alguém queira continuar a viagem depois do término dos trabalhos, os custos adicionais e riscos envolvidos serão por conta própria, ficando o Conselho de Missões isento de responsabilidades. Isso deve ser combinado e colocado em forma de um "termo de compromisso", também. O líder da equipe não deve se desligar dela, devendo acompanhar a volta da equipe.
Ao retornarem, cada membro da equipe deverá apresentar um relatório e será encaminhado, conforme os resultados, para a coordenadoria da Rede Ministerial, caso ainda não esteja envolvido em algum ministério.Um relatório público deverá ser apresentado para a igreja num prazo máximo de 15 dias após o retorno da equipe.

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