"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

PREPARE-SE PARA UMA GRANDE PESCARIA


Autoria de: Allan H. McLeod

“Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco às multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sobre a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos ao ponto de quase irem a pique. Vendo isto, Simão Pedro prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, retira-te de mim, porque sou pescador. Pois, à vista da pesca que fizeram, a admiração se apoderou dele e de todos os seus companheiros.” (Lucas 5. 1-6)

Não é costume apanhar peixe no calor e clarão do dia. Quando o sol está alto, os bons pescadores, já desembarcados após a noite de trabalho, estão lavando e concertando as redes, pensando só no almoço e na soneca que os aguardam em casa.

Então, não é sem razão que Pedro, pescador entendido, questiona a ordem de Jesus de lançar novamente a pesada rede que, com capricho profissional, está a lavar. E os sussurros do povo incrédulo, levados aos seus ouvidos pela brisa da manhã, o fazem hesitar, temeroso, confuso...

--Lançar as redes a uma hora dessas? Já trabalhamos a noite toda sem nada apanhar. Fazer papel de tolo diante dessa multidão?

Mas, mesmo duvidoso, Pedro toma uma das decisões mais importantes de sua vida, quando diz: “sobre a tua palavra lançarei as redes”.

O resultado foi extraordinário, como seria de se esperar quando um obreiro de Deus, por mais experiente que seja, ouve a palavra do Senhor e, rompendo os grilhões da dúvida e do preconceito que diz “não é costume fazer assim”, obedece a ordem dada, por mais estranha que pareça.

Os pensamentos e os caminhos de Deus sempre sobrepujam a mesquinhez dos nossos. Deus, num futuro bem próximo, vai romper as nossas redes de peixe, como aconteceu com Pedro nesse dia e também, três anos depois, no dia de Pentecoste, quando encheu o barquinho da igreja nova com 3.000 almas, na primeira pesca.

A festa denominada “O Pentecostes” é a festa da sega dos primeiros frutos. É uma festa relativamente pequena, embora demos tanta ênfase a ela como sendo o clímax da experiência cristã.

A festa maior está por vir – a dos Tabernáculo – que é a festa da colheita, à saída do ano, como diz Êxodo 23.16: “... quando recolherem do campo o fruto do teu trabalho”.

Deus diz ainda, em Deuteronômio 16.15: “... o Senhor teu Deus há de abençoar-te em toda obra das tuas mãos, pelo lque de todo te alegrarás”.

Você, obreiro que Jesus chamou para ser pescador de homens, já se fadigou alguma vez sem resultado? Sente-se desanimado, cansado, envergonhado, como Pedro?

Não se desanime. Há peixe em abundância ao redor do seu barquinho. Os “lagos” deste mundo ainda hão de lhe proporcionar uma colheita inesperada e inimaginável, porque o Senhor da ceifa assim o ordenou. Se ele nos mandou pregar o evangelho a toda criatura, e fazer discípulos de todas as nações, e disse que não virá o fim enquanto não forem pregadas as boas-novas por todo o mundo, para testemunho a todas as nações, então a maior colheita ainda nos aguarda sob as águas escuras de um mundo que jaz nas trevas. “O povo que andava em trevas, viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte resplandeceu-lhes a luz.” (Is 9.2)

O continente “escuro” da África verá esta luz. Ela resplandecerá sobre a Índia, onde mais de um bilhão vivem na sombra da morte. Sobre a China, onde a sexta parte da humanidade se encontra num vácuo espiritual. Sobre a ex-União Soviética, a Europa decadente, as Américas, de norte a sul. Nenhum país, nenhuma nação, nenhum grupo ficará sem luz, pois “a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar”.

Como Pedro, estamos nos queixando: “Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos...”.

Cantamos um corinho que diz: “se olho pra mim mesmo, eu não posso crer: mas se olho pra Cristo, já brota em mim a fé”. Olhemos, pois, para o Cristo ressurreto, glorificado. Ouçamos a sua voz, voz como de muitas águas. Ainda hoje ele nos fala.

A noite já passou. Raia um novo dia. O Senhor da glória, o Todo-Poderoso, está assentado em nosso barco. É hora de crer, de obedecer, de ousar, de fazer proezas em nome de Jesus.

O fim dos tempos se aproxima. Uma geração nova se levanta, odres novos que se encherão do vinho novo do Espírito – a chuva serôdia que o Senhor prometeu enviar antes do dia da sua vinda, que velozmente se aproxima.

Jesus já está em seu barquinho? Coloque-o à inteira disposição do Mestre, custe o que custar. Abandone a praia do comodismo, das opiniões e tradições humanas, e fique de prontidão. A ordem em breve virá – aquela palavra “Rhema”, específica, de Deus para você.

Talvez, como Pedro, você esteja temeroso das opiniões contrárias, da zombaria e do desprezo dos seus amigos. Isso é natural. Noé passou por isso, como também Abraão, os profetas e os apóstolos. O importante é verificar se a ordem vem mesmo do Senhor, discernir a hora certa de cumpri-la, e obedecer mesmo que seja com mãos trêmulas e coração disparado.

Nunca imaginamos, nem mesmo em sonho, a quantidade de peixe que vamos apanhar. Nossos barcos – as igrejas – serão incapazes de comportar o tanto de gente que vai se converter. Seremos obrigados a sair para as praças e ruas, fazer reuniões nos lares, alugarem auditórios e estádios, para dar conta de receber e depois ensinar e discipular as multidões.

“Fizeram sinais aos companheiros do outro barco para que fossem ajudá-los.” Deus vai operar um milagre ainda maior que o da pesca maravilhosa: será a união e cooperação dos crentes de todas as denominações. Estarão telefonando uns aos outros, pedindo ajuda, algo nunca visto até então na Igreja de Cristo.

Os batistas terão que pedir socorro aos metodistas. Os assembleianos aos presbiterianos. E, mesmo assim, os barcos quase irão a pique, de tanto peixe.

O resultado lindo e glorioso se verá logo em seguida, quando os pescadores – pastores, evangelistas e leigos – como Pedro, tomados de admiração, se prostrarão aos pés de Jesus, reconhecendo humildemente sua pecaminosidade e a soberania e poderio do Filho do homem.

A obediência sempre antecede a revelação. O poder de Deus se aperfeiçoa em nossa fraqueza. Depositemos a nossa confiança no criador dos mares e peixes, comprometamo-nos com ele em obediência total, e veremos a glória de Deus.

Boa pescaria a todos!

Por: Allan H. McLeod


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