"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

domingo, 17 de outubro de 2010

POVOS NÃO ALCANÇADOS UM DESAFIO DA IGREJA ATUAL

O DESAFIO DOS POVOS NÃO ALCANÇADOS



Por John Robb

Tomando uma xícara fumegante do negro café russo num hotel de Moscou pergunto ao novo conhecido se ele já ouviu falar de Jesus. -- Ah sim respondeu imediatamente. Ele não era um japonês?

Fiquei surpreso que um homem letrado como o Dr. M. tivesse tão pouco conhecimento da mais expressiva pessoa em toda a história da humanidade. Mas o Dr. M. era muçulmano do Cáucaso uma área da Janela 10/40 onde vive uma multidão de povos não alcançados. Embora surpreendente era compreensível que ele ainda não tivesse ouvido do amor e da verdade de Jesus. O grupo de seu povo esteve alheio a esse conhecimento através de séculos por muros religiosos culturais e políticos. Se houver cristãos vivendo em sua cidade são muito poucos.

A história tem um final feliz! Mais tarde após ler o Novo Testamento ele não somente veio a crer profundamente como também conduziu seu irmão pai e avô a Cristo e escreveu um folheto descrevendo histórias bíblicas de cura fazendo-o circular entre seus pacientes e amigos em sua cidade.

Mas a grande maioria das pessoas na Janela 10/40 não tem oportunidade de ouvir de Cristo.

O que é exatamente um grupo de povos? Freqüentemente os membros do grupo de povos têm sua própria língua ou dialeto e uma etnia diferente das pessoas ao seu redor. Por vezes empregamos o termo “povos etno-lingüísticos” para refletir essas diferenças. Às vezes como em muitas partes da Índia barreiras de classe ou profissão são mais significativas do que as barreiras de língua ou etnia. Do ponto de vista do evangelismo um grupo de povos é “o maior grupo dentro do qual o Evangelho pode fluir por linhas naturais sem deparar com barreiras de entendimento ou aceitação”. Isso quer dizer que a não ser que o Evangelho venha através de alguém de dentro do grupo do próprio povo será estrangeiro pois para que membros de um grupo não alcançado recebam o Evangelho ele tem que ser comunicado atravessando essas divisões culturais.

A falta de conhecimento de Cristo do Dr. M. é típica dos povos não alcançados e em grande parte da Janela 10/40. Há muitas razões para isso. Uma é a hostilidade das autoridades religiosas e políticas que se sentem ameaçadas com medo de que o cristianismo diminua o seu poder. Em lugares como o Irã e o Sudão as autoridades têm tentado eliminar o movimento cristão.

Opressão espiritual é outra causa. O apóstolo Paulo disse que “o deus deste século cegou os entendimentos dos que não crêem para que não creiam no evangelho”( 2 Coríntios 4:4). Jesus menciona o “valente” espiritual que tem que ser amarrado antes de sua casa ser invadida (Marcos 3:27). Os falsos deuses principados e potestades que trabalham através de falsos sistemas religiosos dão aos não crentes a idéia errada sobre os cristãos. Cegam povos inteiros e os mantém nas trevas a respeito de Jesus. Muitas dos 800 milhões de pessoas analfabetas habitam a Janela 10/40 incapazes de ler o Novo Testamento ou qualquer literatura cristã. Mais de 80 % dos povos mais pobres do mundo moram dentro da Janela; para eles a vida diária é uma luta por sobrevivência. Eles são subnutridos não têm acesso a quaisquer cuidados de saúde e nem água limpa e segura para beber. Na Janela freqüentemente os perdidos são os pobres e os pobres são os perdidos. Dessas pessoas Mahatma Gandhi disse certa vez: “Existem algumas pessoas tão pobres que Deus só lhes pode aparecer em forma de pão”.

Entre os povos não alcançados a maior razão para não entendimento ou desconhecimento de Jesus Cristo é a ausência de cristãos ativos que falem suas línguas e saibam compartilhar a verdade de Jesus do modo culturalmente mais apropriado. Por exemplo um turcomano pode ver um modelo de igreja russa mas não tem nenhum exemplo de uma igreja culturalmente turcomana.

Na verdade essa é a definição de povo não alcançado: não possue um movimento cristão autóctone ou números suficientes de pessoas com recursos adequados para evangelizar o resto do grupo. Contudo quando é dada a oportunidade de ouvir muitos responderão favoravelmente como o fez o Dr. M. Simplesmente não tiveram oportunidade adequada de ouvir.

Um amigo missionário andou pelos ônibus e trens do Paquistão todos os dias por muito anos a fim de compartilhar Jesus Cristo com os passageiros. Somente uma vez em todos esses anos um deles disse já ter ouvido a respeito do Evangelho. Há cinco anos duas igrejas na minha cidade “adotaram” um povo não alcançado da Ásia Central. Na época só havia dois cristãos conhecidos entre aquele grupo de povo e nenhum esforço missionário para alcançá-los. Alguns viajaram até a Ásia Central num programa de cidades-irmãs a fim de erigir relacionamentos. Uma pesquisa cultural ajudou a fazer com que a oração fosse informada e focalizada. Enquanto as igrejas oraram envolveram-se de outras formas: dando equipamento médico e participando de intercâmbios de jovens e de músicos. Deus realizou uma parceria que agora inclui mais de 20 agências e igrejas. O Novo Testamento foi traduzido e a igreja autóctone cresceu substancialmente tudo isso em menos de cinco anos!

Aceite o desafio do Senhor da igreja de envolver-se pessoalmente com outros crentes numa rede de igrejas e missões. Escolha um povo que provavelmente não seria escolhido por outros descubra tudo que puder a respeito deles e compartilhe isso com sua igreja. Ao orar por eles Deus o conduzirá a modos criativos de fazer uma diferença. Considere a possibilidade de enviar uma equipe de pesquisa ou de oração para visitá-los e estabelecer relacionamentos levantando sustento financeiro para obreiros crentes locais ou suprindo uma necessidade tangível como suprimentos médicos. O céu é o limite!

Ao orar peça a Deus que lhe dê a sua perspectiva e seu coração por esse povo. O coração de Deus sofre pelos povos perdidos e sofridos sem conhecimento do Filho de Deus. Dezenas de milhões como o Dr. M. dentre os povos ainda não alcançados ainda esperam que alguém venha até eles.

por John Robb. Diretor do Programa para Povos Não Alcançados Visão Mundial Internacional

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