"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

terça-feira, 5 de outubro de 2010

RELIGIÃO, CULTURA E O EVANGELHO

Nossa maneira de encarar as outras religiões.

Àqueles que ousarem alcançar os adeptos de outras religiões, é essencial que aproximen-se delas com humildade, e percebam que o respeito é uma atitude de aprendiz, são requisitos fundamentais. Isto não é uma negação das certezas de nossas próprias convicções, ou tem envolvimento perigoso num “diálogo ecumênico”, mas simplesmente um bom senso nos termos do primeiro princípio da comunicação, o qual é a identificação e a apreciação para com as pessoas.

Jacob Loswen em seu livro “Cultura e Valores Humanos”, diz: “Uma das primeiras qualidades de que precisa um missionário é o desejo de aprender. Isto deve ser motivado por uma profunda apreciação da maneira de viver, a qual é diferente da dela própria”.

“Um missionário na África Ocidental fez uma prática parando numa vila por vários dias para investigar sobre as crenças locais antes de tentar pregar sua mensagem. Depois de terem explicado a ele suas crenças e maneiras de agir, então os anciãos o pediram que lhes explicassem sua fé. O missionário usou notavelmente este método para despertar a curiosidade deles; ele estava convencido de que para falar eficazmente ao povo sobre Deus, ele deveria primeiramente entender o pensamento deles.”

John Stott em seu livro “Missões Cristãs no Mundo Moderno”, enfatiza que é essencial para o evangélico ouvir antes de falar, para que ele possa provar:

Sua Autenticidade
“Se nós não fizermos nada além de proclamar o Evangelho distante de um povo, nossa autenticidade está então sujeita a suspeitas. Porque estamos atuando como pregadores e para o povo nós podemos estar usando uma máscara; mas quando nos assentamos com eles... Um relacionamento pessoal é estabelecido. As nossas defesas caem”.

Sua Humildade
“Ao ouvir uma outra pessoa, o nosso respeito á ela como ser humano aumenta. Mais tarde, percebemos que não podemos apagar todas as suas bem nutridas convicções com a escova de demissão sem sentimentos”.

Sua Integridade
Na conversação, nós ouvimos as crenças e problemas de nossos amigos, e despojamos das nossas mentes as falsas imagens que porventura tivermos alongado em nós.

Sua Sensibilidade
“Forçar uma conversação tendo as netas já predeterminadas para atingir um destino também já predeterminado é mostrar a si mesmo gravemente sua falta de sensibilidade e de orientação do Espírito Santo. Diálogo, de acordo com Max Warren é na sua essência um esforço de sem ouvir mútuo, ouvir para compreender. A compreensão é a recompensa”.

O pacto de Lausanne diz “Nós rejeitamos como sendo depreciativo a Cristo e ao Evangelho toda espécie de sincretismo e diálogo, dos quais se deduz que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias... mas aquela espécie de diálogo que tem o propósito de ouvir sensivelmente para entender... esta é indispensável ao Evangelismo”.

O IMPACTO DO CRISTIANISMO NA CULTURA
Howard Snyder em seu livro “O problema dos Odres”, enfatiza a importância de se levar a sério as culturas. Ele descreve a visão tradicional da igreja, como uma instituição invisível ou como uma instituição mística visível. Ele continua dizendo que “Ambas têm uma coisaq em comum. Elas falharam em levar cultura a sério. Na visão institucional, a igreja se torna tão cansada com sua cultura em particular que é impercebível a natureza determinada da cultura da maior lparte de sua vida e de sua estrutura. Desta forma a igreja se torna um limite cultural. Isto gera problemas especialmente quando a cultura muda ou quando empreendemos lum evangelismo transcultural. Contudo, no parecer místico, a igreja flutua vagamente acima da cultura e nunca se torna envolvida nas dimensões ilimitadas de espaço, tempo e história... Nós precisamos levar a igreja a sério de tal maneira que o espaço, tempo e história (as dimensões culturais) são também levadas a sério.

O MISSIONÁRIO E A CULTURA
A presença de um missionário estrangeiro, provocará invariavelmente um impacto cultural, ainda que extensão deste varia grandemente. Por exemplo: em certo número de estados Islâmicos a presença de um missionário cristão, provavelmente não criará um impacto muito visível. Isto não se reflete por causa da qualidade do missionário, e sim pela solidariedade da cultura que o cerca.

Contudo um missionário, ao entrar numa situação tribal afetará consideravelmente a cultura tradicional, se esta já estiver em estado de desintegração, como é o caso da maioria das culturas tribais. O missionário não pode ser culpado por causar mudanças por si só.

Frequentemente ele pode ser capaz de dar direções para a mudança e aliviar alguns males que ameaçam dissolver qualquer sociedade.

Visto que o missionário invariavelmente terá algum impacto na cultura hospedeira, é importante que ele deva:

- Esforçar-se para entender a cultura, para que ele possa sob medida, julgar e controlar o impacto que está fazendo. Isto irá requerer uma empatia e identificação, uma recusa em fazer julgamentos precipitados e um desejo de entender o povo.

- Apresentar a revelação das Escrituras de uma forma contextualizada para o meio aqueles que ele está trabalhando. Isto exigirá uma competência lingüística e teológica que significa expressar formas de pensamentos tais como conceitos bíblicos na cultura em mira.

Estes três pontos acima enfatizam dois assuntos que o Dr. McGavram expressa em seu livro. “O Confronto entre o Cristianismo e Cultura”. Primeiro, precisamos de uma “Visão Elevada” das escrituras como sendo inspirada e, então, que esta visão seja cheia de autoridade e adequada para todas as culturas em todos os tempos.

Segundo, que nós também precisamos ter uma “Visão elevada” da cultura. McGavram, descreve isto como sendo “aceitar como razoável tendo em vista as circunstâncias específicas em que ela se desenvolveu” (p.67). Isto não é dizer que ela é necessariamente certa; se ela é contra as Escrituras, ela é/está errada ainda que haja diferenças de opiniões entre alguns homens de Deus em certos tópicos). Contudo, nós somos cuidadosos em não desprezar outros homens em suas maneiras de fazer as coisas. Além disso a maioria das características e componentes culturais, não podem ser mantidos em termos de certo ou errado, por exemplo: Comer com os dedos ou comer com os talheres.

O MISSIONÁRIO DEVE TRAZER UMA MUDANÇA CULTURAL?
Isto é o mesmo que perguntar: “Há uma cultura cristã específica?”, a resposta provavelmente é que há tantas culturas cristãs (ou deveria haver) quanto há culturas onde há cristãos. Não existe uma cultura cristã, mas uma grande diversidade. Dr. McGavram, insiste que qualquer homem, deve ser livre para se tornar um cristão dentro de sua própria cultura. Contudo, para que algumas mudanças de natureza cultural são normalmente necessárias no estilo de vida dos crentes. O ponto de questão é: Quem deve iniciar as mudanças? Quase sempre tem sido o missionário com o resultado quase inevitável de o cristianismo parecer uma religião estrangeira. O desafio e entusiasmo de Missões, é cada vez que nós, pela graça de Deus, somos capacitados de ver uma igreja emergir no seio da nova cultura, nós devemos esperar alguma coisa totalmente nova e única em termos de estilo de vida. Os pioneiros de fato, nunca são os missionários. Os pioneiros na verdade são os novos crentes. Ninguém jamais viveu a vida cristã naquele exato meio ambiente antes. Devemos nos atrever em permitir que elas decidam como a vida deles deve ser vista? Devemos nos atrever em permitir que eles decidam como a vida deles deve ser vista? Devemos, ainda que será custo ver muitos tropeços e quedas. Quantas vezes o missionário tem que adotar a atitude de um policial. E quantas vezes, ele tem murmurado pelos relapsos de seu rebanho, quando ele não estava presente. Nós podemos confiar no Espírito Santo neles, o que é o mesmo lque dizer às pessoas “eu confio em você” com toda força que este tipo de atitude trás aos outros. Paulo ensinou e depois deixou os seus convertidos encomendando-os à Graça de Deus.

FATORES NEUTROS, NEGATIVOS E POSITIVOS NAS CULTURAS.

O mensageiro do Evangelho que deseja levar a Cristo algum grupo de sociedade deve determinar na cultura as características que são neutras e que podem ser mantidas, aquelas que são definitivamente opostas e contrárias á revelação bíblica, as quais devam ser eliminadas ou substituídas, e aquelas características que são endossadas pelas Escrituras e por isto devem ser encorajadas e fortalecidas.

Tal análise e avaliação serão muito mais proveitosas se feita por alguém bem familiarizado com aquela cultura, ou melhor, ainda, por alguém que tenha nascido e criado nela, e que também seja renovado através da conversão a Jesus Cristo, e cheio do Espírito Santo.

É conveniente que não somente os cristãos individualmente, mas que as novas igrejas considerem e julguem estes assuntos com interesse e urgência, percebendo que os missionários estrangeiros não poderão fazer isto por eles. Isto irá contribuir para o crescimento e maturidade deles, para que assim eles se interem com as suas próprias culturas. Ainda que a obra seja difícil e o processo vagaroso, eles vão surgir com resultados que permitirão permanecer como parte da cultura deles, e também ser fiéis e sinceros á palavra de Deus.



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