"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

FINANÇAS MISSIONÁRIA

Publicado em: 26/05/2000 de autoria da Missionária: Marta Carriker

O cuidado pastoral de missionários na área de finanças deveria incluir um preparo pré-campo, um acompanhamento no campo, e um apoio nas transições.

Antes de enviar o missionário, é importante avaliar o custo de vida no lugar para onde o enviaremos. Calculado o custo e avaliada a possibilidade de sustento, é preciso um compromisso. Os enviadores se comprometem a enviar o sustento com fidelidade, os enviados se comprometem a viver dentro dos recursos disponíveis, de forma a serem benção para o povo a quem são enviados. Para que isso seja possível, é necessário que o missionário possa contar com seu sustento todo mês, evite ser um peso para a igreja local e possa ter o suficiente para abençoar, isto é, sem se tornar pedra de tropeço por ter demais, ele deveria poder ser hospitaleiro e doador. Estou me lembrando de amigos queridos que, ao trabalharem na Amazônia, precisavam dividir o pouco que recebiam com outros, que tinham menos ainda!

No decorrer da carreira do missionário, a igreja deve saber que haverá momentos de crise. Se o valor do Real piorar com relação à moeda que o missionário estiver usando, a igreja deverá se esforçar para enviar um pouco mais, e não abandonar o missionário. Se a família do missionário adoecer, a contribuição precisará aumentar para cobrir estas despesas. Às vezes precisarão voltar ao Brasil para tratamento. Por parte do missionário, é importante que não deixe de se comunicar com seus mantenedores. É fácil se envolver na obra e se esquecer de escrever suas cartas-relatório. Mas, como é que podemos esperar ajuda, se não dissermos o que faremos com ela? Todo missionário deve se empenhar para convencer a igreja de que o trabalho missionário vale a pena, que é uma benção na vida das pessoas. Devemos propagar o que estamos testemunhando da obra de Deus para que Ele receba a glória.

Nas transições, o missionário torna-se vulnerável. Ao voltar ao país, ele precisará de apoio. Onde vai morar? O que deveria vestir? Como vai se locomover às igrejas? Como é que seus filhos vão estudar? Ele não deve ser abandonado nesse momento crucial. Se for voltar ao campo, deve ter a oportunidade de se preparar para trabalhar ainda melhor. Se for ficar no país de origem, vai precisar de apoio na re-integração, talvez de alguém que o ajude a conseguir um emprego, ou alguém que empreste uma casa ou carro temporariamente.

Parece muito? É muito! Mas, não é impossível, e não será um sacrifício, se for realizado com visão e amor.

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