"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

PARCERIA DE APOIO MISSIONÁRIO OU DE VANTAGENS PESSOAIS?

Diante de tantos desafios que a obra missionária apresenta, muitas vezes ainda somos surpreendidos por alguns que não havia necessidade de existirem, como por exemplo, aquele em que pessoas se sentem impulsionadas a tirar vantagens de parceria missionárias em seus próprios benefícios.
Com grande parte de uma sociedade corrompida e com poucos valores éticos, onde pessoas tentam tirar vantagens de todas as situações que lhes são apresentadas, somos levados infelizmente a conviver com este tipo de problema, que também tem afetado o meio evangélico e conseqüentemente a obra missionária.
São muitos os casos de pessoas que tiram proveito de situações missionárias que eram para serem levadas a sério e com o maior zelo possível, como o sustento, o cuidado do missionário e o valor ao ministério desenvolvido por aqueles que largaram toda uma vida em seu país ou cidade para servirem a Deus através da obra missionária em outro local. No entanto, líderes tentam conseguir meios indiretos para alcançar seus objetivos e muitos missionários aproveitam a função para obter recursos de maneira dolosa e inescrupulosa.
A cada dia somos surpreendidos por pessoas que agem desta maneira. Muitas igrejas convidam missionários para pregarem em seus congressos e cultos missionários para serem exibidos como troféus, como se estes estivessem disponíveis para a apreciação pública. São igrejas que não valorizam o chamado de Deus e desrespeitam a autoridade imposta sobre a vida dos missionários pelo próprio Deus.
Muitas vezes utiliza a experiência que os missionários trazem do campo, principalmente o transcultural, para beneficiar sua s agendas, porém, na hora de abençoá-los com uma oferta é um desafio, mesmo sendo um valor bem irrisório.
Temo que estes líderes e igrejas estejam usando a parceria e apoio missionário para vantagens pessoais e ministeriais e não para dar apoio ao missionário e à obra que Cristo impôs à Igreja, que é fazer missões e zelar pela obra missionária. Isto tem sido agravante em muitas agências missionárias, que muitas vezes deixam de investir em outros projetos para cobrir custos de despesas de agendas que não foram supridas pelas igrejas que convidam os missionários.
Creio que esta matéria não seria necessária se todos tivessem um sentimento altruísta e abençoador, amando e apoiando a cada missionário e agência que têm levado a sério este compromisso – missões.
Que Deus nos guarde de cair nestes erros e nos faça sempre valorizar o trabalho do missionário e da agência que o enviou.

Missionária ANA LUCIA MUNIZ DE PAULA (Publicado no Jornal “Paixão pelas Almas”da SEMIPA.

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