"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

VIDA DEVOCIONAL NO CAMPO MISSIONÁRIO


Elias e Fokjelina Medeiros
Duas expressões que precisam de clarificação: vida devocional e campo missionário. Vida devocional significa uma vida de devoção a alguém, algo, ou alguma causa. No nosso caso me refiro a vida de devoção ao Senhor da seara e dos ceifeiros (Mateus 9:37-38).11 Tal devoção inclue, como parte essencial, fundamental, e inegociável, o meditar diário na Palavra do Senhor a Quem servimos e conversa (oração) com este Senhor para Quem trabalhamos.
“Campo missionário” segundo o ensino das Escrituras é o mundo, todas as famílias da terra (Genesis 12:3), todas as nações (incluindo as nossa naçÃO-caracterizada por cultura e língua distinta ), todos os povos, todas as línguas. Jesus disse que “o campo é o mundo” (Mateus 13:38). O que caracteriza um campo como missionário não é a presença de um “missionário” mas a existencia dos perdidos. Portanto, o Brasil é campo missionário para os crentes no Senhor Jesus (quer brasileiros ou “estrangeiros”) trabalhando entre o povo ou entre outras etnias nas terras dos brasis. Da mesma forma os Estados Unidos é campo missionário para qualquer crente no Senhor Jesus, tanto americanos e “estrangeiros” que vivem e trabalham com o objetivo de alcançar os perdidos, plantar igrejas, e edificar o povo do Senhor nos EUA. Portanto, o que determina um campo como “missionário” é a presença de pessoas não-salvas, não-alcançadas (ou não-alcançáveis ainda).
A vida devocional no campo “missionário” é o exercício espiritual diário durante o qual nos alimentamos pessoalmente da Palavra de Deus e conversamos com o nosso Pai que está nos Céus (Mateus 6:9). Tal exercício em nossa experiência pessoal tem sido o fator decisivo no nosso crescimento e ministérios-crescimento na Graça, no conhecimento, e no gôzo do Senhor, envolvimento ativo na evangelizaçã/discipulado/edificação da igreja,(pregação e ensino a nível de pós-graduação do Elias, dedicação ao lar, estudos bíblicos, preparação para o ministerio para senhoras, da Fokjelina, relacionamento entre nós como marido e mulher, filhos, e netos, administração do lar, das finanças, e do tempo. “Quando orares, entra no teu quarto [todo servo do Senhor precisa de um tempo e lugar assim] e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê [e ouve] em secreto, te recompensará” (Mateus 6:6).
Estes 35 anos de ministério pastoral/missional na obra do Senhor foi gerada e é sustentada através do nosso tempo diário com Deus na meditação da Sua Palavra e oração. Elias sempre diz para os alunos: “Espero que o púlpito ou o campo nunca seja a motivação para vocês estudarem a Palavra. Oro que o estudo e meditação séria e diária da, e na, Palavra de Deus os motive diariamente a pregar e a continuar ministrando no campo.” Afinal, quando estudamos Mateus 28:18-20 percebemos que a primeira ênfase apresentada não é a comissão de “fazer discípulos de todas as nações.” A primeira ênfase é no comissionador: “Toda autoridade me foi dada nos céus e na terra.” Antes de enviar os Seus discípulos, Jesus Os chamou para Si. Portanto, antes de partirmos para a obra do Senhor, precisamos viver em intimidade com o Senhor. Antes de ensinar todas as cousas que o Senhor ordenou, precisamos conhecer (conhecimento e obediência = experiência) o Senhor e o que Ele ordenou. Lembremo-nos de Esdras:
“pois, no primeiro dia do primeiro mês, [Esdras] partiu da Babilônia e, no primeiro dia do quinto mês, chegou a Jerusalém, segundo a boa mão do seu Deus sobre ele. 10 Porque Esdras tinha disposto o coração para buscar a Lei do SENHOR, e para a cumprir, e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos” (Esdras 7:9-10).
Progresso ministérial e “devocional” estão produndamente interligados.
Estes princípios têm nos sustentado no decorrer de nossa pergrinação desde o tempo que trabalhamos com evangelização e plantação de igrejas na região amazônica, plantação de igrejas urbanas na região do nordeste, deão acadêmico e professor do Centro Evangélico de Missões, e, agora ministrando nos Estados Unidos durante os últimos 20 anos. O Elias acabou de enviar um relatório ao seu Presbitério na Paraiba. Deixe-nos compartilhar a conclusão deste relatório onde ele ressalta “Alguns detalhes importantes para vida ministerial pessoal e trabalho pastoral.” Aqui seguem uma lista destes “detalhes.”
A leitura e meditação diária das Escrituras tem sido a maior fonte de renovação e alegria espiritual durante meus anos de ministério. Tenho, pela graça sustentadora de Deus, conseguido ler toda a Bíblia, pelo menos uma vez por ano. Tal disciplina espiritual tem me ensinado muito sobre como orar, como pregar, como lutar espiritualmente, e, especialmente, como compartilhar o evangelho com os não-crentes e como compartilhar as lições aprendidas e experimentadas com membros do corpo de Cristo. Tais oportunidades têm se apresentado quase diariamente no meu ministério.
Tenho dedicado tempo, pelo menos duas vezes por semana, para orar e dirigir/participar de um estudo bíblico com um grupo de estudantes do Reformed Theological Seminary. Reuno-me com aproximadamente 10 estudantes semanalmente (geralmente das 12:00 s 13:00 hrs) para lermos juntos livros completos das Escrituras. Alguns destes livros tem demorado, às vezes, mais de dois semestres para terminarmos a leitura, comentários, e aplicações do livro. Lemos juntos versículo por versículo com a participação de todos. Esta tem sido outra grande fonte de renovação ministerial. O Senhor tem aberto muitas portas para aprender dos estudantes como, também, para ensinar.
Outra fonte de bênção para meu crescimento espiritual tem sido um tempo diário para leitura da Palavra e oração com minha esposa. Deus tem nos dado oportunidade agora (os filhos estão todos casados e morando em suas próprias casas) para dedicarmos mais tempo em oração, e leitura das Escrituras, como casal. Fazemos isto, pelo menos duas vezes por dia. Aproveitamos tais momentos para compartilharmos juntos o que aprendemos do texto Sagrado, orarmos pelos filhos, netos, familiares, amigos, e necessidades outras.
Continuo, pela misericórdia do Senhor e motivação das Escrituras, lendo muito, mas tenho procurado gastar mais tempo na leitura, meditação, e compartilhamento das Sagradas Escrituras. Um dos problemas no ministério tem a ver com o fato de passarmos mais tempo lendo aquilo que outros escreveram sobre as Escrituras em vez de dedicarmos mais tempo sobre o texto Sagrado.
Recomendaria aos membros do Presbitério que formassem pequenos grupos (de 3 ou 4 pastores/presbíteros) para leitura e meditação semanal das Escrituras. Escolham um livro da Bíblia para lerem juntos. Separem um dia, uma hora e um local (casa, escritório, restaurante, café, etc) durante a semana para se encontrarem. Tragam as suas Bíblias, papel e lápis. Comecem a ler versículo por versículo de uma forma compassada. Dêem oportunidade para cada membro do grupo fazer algum comentário sobre o versículo (pergunta, observação, exemplo, aplicação, etc). Orem uns pelos outros, por suas igrejas, e pelo trabalho do Senhor em outros lugares do mundo. Os irmãos que estão em cidades distantes podem começar algo semelhante com alguns líderes das suas igrejas/congregações.
Que o Senhor nos abençõe e nos ajude a crescer na Graça e no conhecimento do Senhor Jesus Cristo. Ouçamos o apóstolo: “Medita estas coisas e nelas sê diligente, para que o teu progresso a todos seja manifesto” (1 Timóteo 4:15).
Seus irmãos de peregrinação,
Elias e Fokjelina Medeiros

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