"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

quarta-feira, 30 de junho de 2010

CORAL GOSPEL DE SOWETO-SOUTH AFRICA

Asibonanga - Gospel Soweto Choir from Alexis PINEL on Vimeo.

A TRIBO HIMBA DA NAMÍBIA

VISÃO DE UM POVO NÃO ALCANÇADO PELO EVANGELHO
ASSISTA AO VIDEO NO FINAL DO POST

"A tribo Himba é uma das mais fascinantes de África. É um perfeito matriarcado. Aí quem mandam são as mulheres. Elas são as donas dos filhos, das casas, do gado e de todos os apetrechos que existem nas aldeias.

Vivem na Namíbia e em parte do Deserto do Namibe em Angola. São criadores de gado excepcionais. Sabem tanto de gado como os Massai do Kenia ou os Dinkas do Sudão. A principal base da sua alimentação é o leite e a carne.


A primeira impressão que se tem deste povo é a de que para eles o tempo parou. Mulheres nuas e suas longas tranças, corpos pintados com uma tinta naturalmente vermelha e muitos adornos. Elas amamentam bebés, riscam gravetos para fazer fogo e cozinham em panelas de ferro. Este povo manteve as tradições centenárias quase intactas, ainda que os que habitam a Namíbia tivessem sofrido a influência dos missionários e da marcha do progresso.


De acordo com esta jovem da Tribo Himba que teve acesso a educação e a civilização, uma dessas tradições é o hábito das mulheres de cobrirem o corpo com um óleo avermelhado, mistura de banha de boi com uma pedra local, espécie de argila, que protege a pele do vento e do sol, bem como o dos penteados sumamente elaborados, enfeitados com peças de couro de metal, também eles untados com a mesma mistura, fazendo-as despender todos os dias várias horas a cuidar da sua beleza. São elas quem mais impressionam, pelo porte altivo.


Ela explica ainda que as mulheres Himbas são peritas na arte e por via disso são a alma da tribo, porque mantêm a economia das suas casas e criam os filhos à sua maneira, com um carinho desvelado. Elas deslocam-se aos grandes centros urbanos namibianos como a capital Veendoek de quando em vez com o objectivo de venderem a sua arte e no final regressam ao seu mundo rústico.


Vestem-se com peles rusticamente curtidas, sem nunca querer usar qualquer peça de vestimenta europeia. Quando os missionários alemães que colonizaram a Namibia lhes quiseram fazer ver a "vergonha" de andar vestidos assim, os Himbas retiraram-se para o mais profundo do deserto, e assim, não se deixaram contaminar com a ridícula forma de pensar dos missionários, que nunca entenderam que a religião que lhes estavam impondo, ia acabando ou modificando as suas ancestrais raízes.




As himbas também comandam uma sociedade poligâmica, em que cada mulher pode ter relações sexuais com vários homens. Enfim, são belezas africanas que muito teriam a ensinar aos entendidos, no campo da cosmética, quanto aos segredos de como possuir uma pele lisa, aveludada, e sem defeitos.

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VIDEO 2

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terça-feira, 29 de junho de 2010

QUAL SERIA O MAIOR DESAFIO?



Autoria de:Ricardo Miranda

Todos os dias quando conversamos com os companheiros da obra Missionária e também lemos artigos sobre os grandes desafio em missões, sempre me vêm à mente: afinal, qual o maior desafio? Na edição passada do jornal Paixão pelas Almas a companheira Ana Lucia citou que o maior desafio era a janela 10-40. Certamente tenho que concordar que este é um desafio tremendo e nos sentimos incomodados a orar e fazer com que mais pessoas sintam também esta responsabilidade de empenharem-se pela salvação dos povos da janela 10-40.
Outro dia, lembro-me que li uma informação dizendo que nos altiplanos dos Andes, na nossa querida América do Sul, havia sete milhões de pessoas que nunca haviam tido um contato com o verdadeiro cristianismo. É triste, mais sabemos que no nosso Brasil há pelo menos cento e vinte cinco tribos indígenas na mesma situação, quando partimos para o Norte e Nordeste encontramos mais de dez mil povoados que não tem a presença de nenhuma igreja cristã evangélica; e quando vemos até estados como o Rio Grande do Sul - culturalmente tão evoluído -, nos deparamos com uma situação espiritual que nos chama atenção: lá podemos encontrar mais de setenta cidades na fronteira com o Uruguai, sem um único evangélico. Mas afinal, porque tantas carências?
Na edição passada, nesta coluna, falei sobre a falta de amor, e esta falta de amor gera algo terrível na obra missionária, que é a falta de contribuição. Quando lemos e ouvimos sobre tantos desafios vemos que estes só poderão ser vencidos se a igreja do Senhor começar a contribuir realmente de uma forma unânime da mesma forma como as primeiras reuniões da igreja em At 2:46: "unânimente todos os dias no templo e no partir do pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração."
Analisando o livro de Atos dos Apóstolos e principalmente o versículo acima citado, vemos que se a igreja do Senhor começar a partir os pães, não haverá janela 10-40, tribo indígena ou outro desafio capaz de inibir o avanço do Evangelho. É por isto que vemos o Islamismo avançando por todo o mundo. Simplesmente porque, no Oriente Médio, os árabes investem pesado nos seus missionários para semearem os espinhos do islã. O que hoje muitas seitas fazem em nome da mentira, infelizmente nós, como igreja, não temos a coragem de fazer pela verdade.
Portanto, enquanto este quadro não é mudado, entendemos que o maior desafio é a falta de contribuição, pois é nesse desafio que está enraizado boa parte de todos os demais desafios.

http://www.semipa.org.br/secoes/desafioaoide/

sábado, 26 de junho de 2010

PROCURA-SE MISSIONÁRIOS


“Aquele, pois, que sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tg 4:17)

Geralmente são os missionários que, desejando serem fiéis ao chamado do Senhor, procuram suas igrejas e alguma agência missionária que possa ajudá-los a chegar até o “campo”. Nesse processo, não é raro ouvirem negativas, alertas sobre as dificuldades e relatórios sobre a situação financeira “delicada” das igrejas. Alguns persistem, outros esperam. Mas há os que desistem e também os que se desesperam. Existem centenas de casos de pessoas que, por não receberem apoio e as condições mínimas de envio, jamais levam adiante seu chamado.

O pastor e missionário David Botelho conhece bem essa situação. Depois de mais uma década ajudando a enviar missionários transculturais através da Horizontes América Latina, decidiu inverter os papéis. Ele decidiu procurar os missionários. A grande quantidade de pessoas frustradas que estavam sentadas nos bancos das igrejas e que o procuravam para relatar as dificuldades de cumprir o “ide” o levaram a dar início a um projeto revolucionário chamado “Operação Nômade”.

Ele afirma que muitos homens e mulheres de Deus acabam não usando todo o seu potencial para servir ao Senhor justamente por causa da falta de incentivo e apoio da igreja e/ou de sua liderança. Refletindo sobre a exortação de Jesus para que cada cristão coloque a mão “no arado” e não olhe para trás (cf. Lc 9:62), está lançando um desafio que poderá mudar a vida de milhares de pessoas que ainda não conhecem o Evangelho de Jesus Cristo.
David acredita que existe um grande potencial ainda não explorado na igreja brasileira: o envio de missionários para partes do mundo onde o nome de Jesus não é conhecido. Para defender seu ponto de vista, ele aponta para a proporção de missionários em relação aos números oficiais de evangélicos no Brasil. Uma conta rápida indicaria que existem cerca de 90.000 evangélicos para cada missionário transcultural em atividade hoje. Se cada crente do país desse apenas um real por mês para o sustento de missionários, haveria um movimento jamais visto na história.

Com isso em mente, decidiu levar adiante uma idéia simples e desafiadora: cadastrar todas as pessoas que gostariam de trabalhar como missionários, mas não tem apoio nem sustento das igrejas onde congregam. Em uma fase posterior, pretende reunir todos esses candidatos para receberem treinamento e identificar onde podem servir com suas aptidões profissionais e dons espirituais. O último passo é colocar de maneira efetiva esses candidatos nas regiões que precisam ser alcançadas pelo Evangelho.

O maior incentivo para a realização do projeto é o crescimento dos evangélicos no continente. A Igreja latino-americana é a que mais cresce no mundo, com destaque para o Brasil. Estima-se que no país ocorrem 6.500 decisões diárias por Cristo e quase 2.000.000 anualmente. Há mais de 180.000 igrejas no Brasil e o dobro disso na América Latina.

Contudo, o crescimento no número de pessoas que professam Jesus como Senhor não atinge a obra missionária na mesma proporção. Os latinos em geral têm uma exposição diária ao Evangelho, enquanto milhões não têm a chance de ouvir o evangelho uma vez sequer no transcorrer de sua vida. Parafraseando o pastor e ativista Martin Luther King Jr., um dos lemas do Projeto Nômade é “Porque não podemos esperar”. Para ressaltar a situação atual, toda a logística dessa nova empreitada missionária está baseada em estatísticas surpreendentes:

· Dos 24.000 povos no mundo, 8.000 ainda não foram alcançados com o Evangelho.

· Dos 251 povos indígenas brasileiros, 103 ainda não têm missionários.

· Das 7.158 línguas do mundo, a Bíblia ainda não foi traduzida para 4.215 delas.

· Ainda existem países que não possuem nenhum crente nacional conhecido. Entre eles estão Arábia Saudita, Saara Ocidental, Ilhas Maldivas e Catar.

· Das 600.000 cidades e vilas na Índia, em 500.000 ainda não tem obreiros cristãos.

· Na China ainda existem 500.000.000 de pessoas que nunca ouviram falar de Jesus.

· Acredita-se que morrem 85.000 diariamente no mundo sem nunca terem ouvido falar da salvação em Jesus.

· Dentre as 180.000 igrejas existentes no Brasil menos de 300 delas possuem um missionário trabalhando com esses povos não-alcançados (incluindo nossas tribos indígenas).

· Menos de 1 por cento dos recursos da Igreja brasileira são investidos na obra transcultural.

· A média de investimento do crente brasileiro em missões é de apenas R$ 1,30 por ano.

· Um quadro semelhante ocorre em toda a igreja latino-americana.

Estas informações são conhecidas da maioria dos líderes denominacionais brasileiros, mas é algo pouco divulgado entre os crentes. Sendo assim, o projeto visa levantar não apenas candidatos, mas também igrejas e pessoas que estejam dispostos a interceder por missões e investir naqueles que pretendem ir. Existem inscritos de vários países da América Latina e outras nações e o objetivo é reunir todos os interessados, independentemente da localização geográfica.

“Se você está comprometido com a causa missionária entre os não-alcançados e está disposto a viver num projeto como este, trabalhando em equipe e ajudando no levantamento de recursos, junte-se a nós. Se você tem algum sustento da igreja ou de amigos, mesmo que seja uma pequena parte ou mesmo se não possui nada e sua igreja não esteja disposta a investir essa pode ser a sua oportunidade. Estamos dispostos a ajudá-lo a receber treinamento e chegar até o campo”, enfatiza David Botelho.
Mas ele também deixa claro que o tipo de preparação proposta não é fácil. Todos os inscritos devem estar dispostos a viver uma vida simples como um nômade, como sugere o nome do projeto. O objetivo é testar a resistência e a disposição, pois no período de treinamento todos irão morar em tendas numa fazenda, vivendo como soldados, experimentando comidas diferentes, aprendendo os costumes das pessoas que desejam alcançar.

Como a questão financeira sempre é uma “pedra de tropeço” em missões, a proposta é a criação de um fundo comum, onde as necessidades são decididas em equipe e as prioridades são a alimentação e o treinamento missionário. Algumas organizações cristãs internacionais já manifestaram interesse em colaborar com a execução do projeto, mas a igreja brasileira deveria estar envolvida como um todo. Assim, o apelo também é estendido aos pastores de igrejas que não possuem nenhum envolvimento real com missões para que se unam aos missionários voluntários em oração e ofertas. Citando novamente Martin Luther King Jr., o mentor do projeto enfatiza: “Esperar que Deus faça tudo enquanto nós não fazemos nada isto não é fé, é superstição.”

Os interessados devem fazer um cadastramento prévio. Baste enviar seus dados – nome e endereço completos, data de nascimento, escolaridade, profissão, nome da igreja, além de telefone ou e-mail de contato. Para se envolver no Projeto, o candidato deve ser batizado, ter no mínimo um ano de conversão e estar ligado a alguma igreja evangélica. Por questões de logística, inicialmente só serão aceitos pessoas maiores de idade, solteiros e casais sem filhos, que desfrutem de boa saúde e possuam o ensino fundamental completo (2o grau).

Todas as informações sobre o projeto podem ser encontradas no site da Missões Horizontes:

http://www.mhorizontes.org.br ou pelo telefone (35) 3438-1546

O contato pode ser feito ainda por e-mail:

nomade@mhorizontes.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

ou pelo correio:

(Projeto Nômade, Caixa Postal 420 – Monte Verde – Camanducaia – MG – Cep.37653-000).

A SITUAÇÃO DAS MULHERES NA JANELA 10/40

As mulheres da Janela 10-40 se constituem no grupo mais discriminado dentre os não-alcançados. É grande o número de mulheres no Afeganistão que vivem suas vidas limitadas ao quintal dos fundos de sua casa, vivendo sem contato com o exterior e abrigando depressão e tristeza em seus corações, sendo vítimas do radicalismo, privadas até mesmo do prazer sexual (pois muitas delas têm sido mutiladas ainda quando crianças por seus próprios familiares). Sem nenhum contato com o mundo externo, como estas mulheres irão conhecer a Palavra de Deus?
Muitas outras atrocidades físicas são cometidas contra mulheres em diversos povos.
As mulheres neste lugar do mundo têm menos acesso à educação, e a alta taxa de analfabetismo dificulta o conhecimento de Jesus Cristo através da leitura da Bíblia.
William Carey, enquanto esteve na Índia, viu mulheres sendo queimadas vivas junto com o esposo recém falecido. Este era um costume daquela nação e sempre que o marido morria, a mulher deveria ser queimada viva junto ao seu cadáver. Um costume vil que desrespeitava por completo o valor da mulher como indivíduo e como ser humano. Ele indignou-se com esta situação e lutou durante 25 anos até que esta realidade foi mudada pelas autoridades da Índia. Quantas mulheres foram salvas desta terrível morte pelo esforço, dedicação e amor de um só homem? Quantas ainda não serão salvas se dedicarmos nosso esforço oração e oferta para o envio de missionários a este povo que está entre os dois mais populosos do planeta. A índia tem 600.000 cidades e vilas e em 500.000 dessas cidades e vilas ainda não há obreiros cristãos.
As mulheres da Janela 10-40 precisam do nosso esforço oração e envio de missionários para mudar sua situação de vida e para transformar seu choro em riso através do conhecimento de Jesus Cristo.
Mulheres do Brasil, eu apelo a vocês que têm um lar abençoado, filhos, um marido, um emprego etc. que orem pelas mulheres que sofrem opressão na janela 10/40.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A IMPORTÂNCIA DA PARCERIA NA OBRA MISSIONÁRIA

Referência: Filipenses 4.10-23

INTRODUÇÃO

O propósito deste texto é agradecer a dádiva que Epafrodito (2.25-30) trouxe ao apóstolo Paulo em Roma (4.18). Paulo chega a uma das principais razões por que está escrevendo: expressar sua gratidão pela oferta que Epafrodito lhe trouxera da igreja de Filipos. O apóstolo a reservou para o fim com o objetivo de dar-lhe ênfase.
Nesse tributo de gratidão, Paulo dá um belo testemunho de sua relação com a igreja de Filipos na realização da obra missionária.
Destacamos, aqui, dois pontos a guisa de introdução.

1. A cooperação é o melhor caminho para a realização da obra missionária (4.14)
Paulo não poderia levar a cabo tudo o que fez sem o apoio e a ajuda da igreja de Filipos. Essa igreja deu-lhe suporte financeiro e sustentação espiritual. Aqueles que estão na linha de frente precisam ser encorajados por aqueles que ficam na retaguarda. “… porque qual é a parte dos que desceram à peleja, tal será a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais” (1Sm 30.24). Deus chama uns para irem ao campo missionário e aos demais para sustentar aqueles que vão.
A obra missionária é um trabalho que exige um esforço conjunto da igreja e dos missionários. Neste texto vemos claramente como essa parceria funciona.

2. O missionário precisa estar vinculado a uma igreja e a igreja precisa estar comprometida com o missionário
A relação de Paulo com a igreja de Filipos era de parceria. Paulo estava ligado à igreja e a igreja o apoiava. Havia uma troca abençoadora entre o obreiro no campo e os crentes na base. A igreja não apenas enviava ofertas ao missionário, mas estava efetivamente envolvida com ele.
A falta de vínculo entre o missionário e a igreja local é um dos grandes problemas da missiologia moderna. As agências missionárias assumiram o papel das igrejas. Os missionários vão para os campos, mas perdem o contato com as igrejas. As igrejas enviam ofertas aos missionários, mas não se envolvem com eles no sentido de dar e receber. Assim, os missionários ficam solitários nos campos e as igrejas alheias aos resultados que acontecem nos campos. Falta aos missionários o encorajamento das igrejas e, às igrejas, as informações dos missionários.
I. A RESPONSABILIDADE DA IGREJA COM O MISSIONÁRIO
1. Sustento financeiro sistemático (4.10,17)
A igreja precisa cuidar do obreiro e não apenas da obra. A igreja demonstra cuidado com o obreiro na medida em que lhe dá suporte financeiro para realizar a obra. Todos os recursos para a realização da obra de Deus já foram providenciados; estão nas mãos dos crentes.
Paulo não recebeu salário de algumas igrejas para proteger-se dos críticos de plantão que tentavam distorcer suas motivações e atacar seu apostolado. Por outro lado, algumas igrejas, como a igreja de Corinto, deixaram de pagar o que lhe era devido, precisando das igrejas da Macedônia, inclusive da igreja de Filipos, enviar-lhe sustento enquanto ele trabalhava em Corinto (2Co 8.8,9; 12.13). De forma particular a igreja de Filipos deu suporte financeiro a Paulo, mesmo quando estava ainda na região da Macedônia, no início do processo de evangelização da Europa (4.16).
A igreja de Filipos jamais teve falta de interesse de ajudar o apóstolo; teve sim, circunstâncias desfavoráveis para fazê-lo. Hoje, muitas igrejas têm oportunidade para ajudar os missionários, mas falta-lhes interesse.
A sustentação financeira aos missionários precisa ser sistemática, pois as necessidades dos obreiros são diárias. Não é suficiente enviar ofertas esporádicas. A contribuição precisa ser metódica, suficiente e contínua.

2. Sustento espiritual nas tribulações (4.14)
A igreja de Filipos não apenas enviava dinheiro para Paulo, mas também consolo. Ela não apenas supria suas necessidades físicas, mas também emocionais e espirituais. Os filipenses haviam renovado sua bondade de dois modos: ajudando o apóstolo financeiramente e partilhando-lhe a aflição. Era uma igreja que contribuía para a obra missionária não apenas por um desencargo de consciência, mas, sobretudo, por um profundo gesto de amor ao missionário. A igreja de Filipos enviou Epafrodito não apenas com uma oferta, mas como a oferta para Paulo.
A expressão grega synkoinoneim “associando-se” significa associar-se não somente a Paulo como indivíduo, mas, sobretudo, associar-se em sua obra apostólica. A igreja era parceria do apóstolo e também da obra. A igreja se importava com o obreiro e também com a obra.

3. Reciprocidade na relação com o obreiro (4.15)

A igreja de Filipos tinha um lugar especial na vida de Paulo. Desde o início, ela tornou-se parceria do apóstolo e continuou assim até o final. Era uma igreja constante no seu compromisso com Deus e com o apóstolo. Há igrejas que têm picos de entusiasmo pela obra missionária por um tempo, fazem conferências especiais, enviam o pastor para congressos missionários e fazem levantamento de provisão para os obreiros que estão no campo, mas depois abandonam essa trincheira e abraçam outras prioridades. A igreja de Filipos era uma igreja fiel no seu envolvimento e engajamento com o missionário e com a obra missionária.
A relação da igreja com o apóstolo era uma avenida de mão dupla. Ela dava e recebia. Ela investia bens financeiros e recebia benefícios espirituais (1Co 9.11; Rm 15.27). Ela investia riquezas materiais e recebia riquezas espirituais. De Paulo, a igreja recebia bênçãos espirituais; da igreja, Paulo recebia bênçãos materiais. Ela ministrava amor ao apóstolo e recebia dele gratidão.

4. Faz ofertas não das sobras, mas apesar das necessidades (4.19)
A igreja de Filipos tinha o coração maior do que o bolso. Eles davam não do que sobejava, mas das suas próprias necessidades. Eles ofertavam sacrificialmente. Eles eram pobres, mas enriqueciam a muitos. Eles nada tinham, mas possuíam tudo. Eles olhavam a contribuição não como um peso, mas como uma graça, como um dom imerecido de Deus (2Co 81). Eles não apenas davam com generosidade, mas também com sacrifício (2Co 8.2), pois ofertavam não apenas segundo suas posses, mas voluntariamente ofertavam acima delas (2Co 8.3). Eles ofertavam não apenas para Paulo, o plantador da igreja, mas também para irmãos pobres que eles jamais tinham visto (2Co 8.4). Eles deram não apenas dinheiro, mas a eles mesmos (2Co 8.5).
William Barclay corretamente afirma que nenhuma dádiva faz o doador mais pobre. A riqueza divina está aberta para os que amam a Deus e ao próximo. O doador não se faz mais pobre, senão mais rico, porque seu próprio dom é a chave que lhe abre os dons e as riquezas de Deus

II.A ATITUDE DO MISSIONÁRIO EM RELAÇÃO À IGREJA

1. Gratidão pelo sustento recebido da igreja (4.10)
O missionário precisa aprender a depender de Deus e demonstrar gratidão por aqueles que Deus levanta para cuidar de suas necessidades. Paulo escreve esta carta para registrar seu tributo de gratidão a essa igreja que foi sua parceira no ministério até o final da sua vida.
É importante destacar que Paulo coloca toda ênfase de sua alegria no Senhor, não na generosidade dos filipenses. Ele sabia que os crentes de Filipos eram apenas os instrumentos, mas que o Senhor era o inspirador. Paulo tinha profunda consciência que a providência de Deus, às vezes, opera por meio das pessoas. Assim, Deus supriu suas necessidades através da igreja. Ele agradece a igreja pela provisão, mas sua alegria está no provedor.
A gratidão é uma atitude que traz alegria para quem a manifesta e para quem a recebe. Paulo era um homem pródigo em elogios. Ele sabia reconhecer o valor das pessoas, o trabalho delas e sobretudo, a generosidade com que era tratado por elas. Ele tornava isso conhecido diante de Deus e dos homens. Precisamos desenvolver essa atitude no meio da igreja.

2. Confiança inabalável em Cristo (4.13)
Paulo está preso, na sala de espera do martírio, com um pé na sepultura, caminhando para uma condenação inexorável, mas longe de ser um caniço agitado pelo vento, ergue-se como uma rocha que mesmo fustigada pelo vendaval da adversidade, permanece firme e imperturbável. “Tudo posso naquele que me fortalece” (4.13). H. C. Moule está certo quando diz que a expressão “eu tenho forças para fazer todas as coisas”, obviamente, não significa todas as coisas no sentido pleno; Paulo não se tornara onipotente. Paulo não pode tudo, ele pode todas as coisas dentro da vontade de Deus. Ele pode todas as coisas em Cristo e não à parte de Cristo.
J. A. Motyer diz que o versículo 13 refere-se a dois tipos de poder. De um lado há o poder que Paulo experimenta nas circunstâncias adversas da vida. Este é o poder da vitória sobre das demandas de cada dia. Mas, este poder ergue-se de outra fonte, não inerente em Paulo, mas derivado de um outro alguém. Paulo tem este poder diário para enfrentar as necessidades diárias porque Jesus infundiu nele seu poder (dynamis). Paulo somente está habilitado a enfrentar todas as circunstâncias porque Jesus é quem o fortalece.
A razão da fortaleza do apóstolo Paulo não é sua idade, sua força, seu conhecimento, sua influência ou seus ricos dons e talentos, mas Cristo. Ele tudo pode porque o Todo-poderoso Filho de Deus é quem o fortalece. Ele é como uma máquina ligada na fonte de energia, a força do seu trabalho vem não dele mesmo, mas do poder que vem de Cristo.

3. Maior interesse no bem espiritual dos crentes do que no dinheiro deles (4.17)
A maior alegria de Paulo não foi receber o donativo enviado pela igreja, mas saber que os dividendos espirituais da igreja aumentaram por conta da sua generosidade. Paulo manteve a tônica desta carta: os interesses do outro vêm antes dos interesses do eu.
O apóstolo enfatiza que sente gratidão não apenas porque eles lhe enviaram uma oferta, mas, também, porque esse envio serviu de sinal da graça celestial na vida deles. Usando uma figura de linguagem, seria um depósito que efetuaram no banco celeste, que se multiplicaria a juros compostos, para benefício deles mesmos. O objetivo dos filipenses fora que sua generosidade tivesse Paulo como alvo, e isso, de fato, aconteceram; todavia, no âmbito espiritual, o lucro permanente pertence aos filipenses.
Ralph Martin, na mesma linha de raciocínio, diz que este versículo está cheio de termos comerciais. “… procure o donativo” talvez seja um termo técnico para a exigência de pagamento de juros. Já a palavra “fruto” é lucro ou juros. A expressão grega pleonazein “que aumente” é um termo bancário regular para crescimento financeiro; “vosso crédito” significa conta. Assim, a sentença toda é um jogo de palavras que procura exprimir a esperança de Paulo, num jargão comercial: “aguardo os juros que serão creditados em vossa conta”, de tal forma que Paulo, no último dia, estará satisfeito com seus investimentos em Filipos.
Quando nós ofertamos, nós beneficiamos a nós mesmos na mesma medida em que socorremos os necessitados (2Co 9.10-15). Quem dá ao pobre, a Deus empresta. Quem semeia com abundância, com abundância também ceifará (2Co 9.7). O texto bíblico de Hebreus 6.10 diz: “Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos”. O doador enriquece as duas pessoas: ao que recebe e a si próprio. Nessa mesma trilha de pensamento William Hendriksen diz que o donativo era realmente um investimento que entrava como crédito na conta dos filipenses, um investimento que lhes acresce paulatinamente ricos dividendos. A Palavra de Deus é enfática em afirmar que um donativo dado de modo correto, sempre enriquece o doador. “A alma generosa prosperará” (Pv 11.25). “Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta” (Pv 19.17). “Mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20.35).
Hoje, muitos obreiros, pastores e missionários estão atrás do dinheiro do povo e não interessados na alma do povo (2Co 12.14-18). São obreiros fraudulentos e gananciosos que usam toda sorte de esperteza para explorar o povo em vez de apascentar o povo. São pastores de si mesmos e não do rebanho de Deus. São exploradores das ovelhas e não pastores das ovelhas. São mercenários e não missionários.

4. Recebe os donativos da igreja com reverência cúltica (4.18)
Agora, o apóstolo Paulo deixa de lado a linguagem da contabilidade e apela para as expressões do culto. Paulo recebe o donativo da igreja com tal reverência que ele vê nessas ofertas da igreja um sacrifício agradável e suave a Deus. Ele entende que antes daqueles irmãos filipenses terem lhe enviado esse sustento a Roma, essas ofertas subiram como aroma suave aos céus, antes deles serem dadas a ele, foram consagradas a Deus. A expressão “aceitável e aprazível a Deus” são termos cúlticos, associados ao sistema sacrificial veterotestamentário.
Paulo está profundamente imbuído de que o donativo que o “preenche” na realidade foi feito para Deus. Afinal, um “sacrifício” nunca é ofertado a pessoas, mas somente a Deus.
Sobre o significado espiritual da oferta enviada pela igreja de Filipos, Paulo a compara com três coisas:
Primeiro, Paulo a compara com uma árvore brotando (4.10). O termo traduzido “renovar” refere-se a uma flor se abrindo ou uma árvore brotando ou florescendo. Muitas vezes, passamos por invernos espirituais, mas quando chega a primavera, as bênçãos e a vida se renovam.
Segundo, Paulo a compara com um investimento (4.14-17). Esse investimento era muito lucrativo para a igreja. A igreja associou-se com Paulo e nesse acordo, a igreja deu riquezas materiais a Paulo e recebeu riquezas espirituais do Senhor. É o Senhor quem cuida da contabilidade e jamais sonegará dividendos espirituais.
Terceiro, Paulo a compara com um sacrifício (4.18). É um sacrifício espiritual colocado no altar para a glória de Deus.
5. Retribui o socorro financeiro da igreja em fervorosa intercessão (4.19)
Um missionário não é apenas alguém que prega, mas, sobretudo, alguém que ora. Paulo sabe que a igreja lhe enviou uma oferta da sua pobreza, mas Deus recompensará à igreja da sua riqueza em glória. A igreja supriu a necessidade financeira e emocional do apóstolo, mas Deus há de suprir todas as necessidades da igreja.
É importante enfatizar que Deus supre não nossa ganância nem mesmo nossos desejos, mas nossas necessidades. Precisamos distinguir desejos de necessidades. A provisão divina contempla nossas necessidades e não nossos desejos. Precisamos lembrar a diferença entre desejos e necessidades. A maioria das pessoas deseja sentir-se bem e evitar a todo o custo o desconforto e a dor. Nós poderemos não conseguir tudo o que desejamos, mas Deus irá prover para nós tudo aquilo de que necessitamos. Confiando em Cristo, nossas atitudes e desejos podem mudar. E, em vez de desejarmos todas as coisas, aceitaremos sua provisão e poder para viver para ele.
Hudson Taylor costumava dizer: “Quando a obra de Deus é realizada à maneira de Deus e para a glória de Deus, nunca falta a provisão de Deus”.

6. Reconhece que o fim último da vida é a glória de Deus (4.20)
Para Paulo, a doutrina nunca é uma matéria árida. Sempre que ocupa sua mente, também enche seu coração de louvor. Paulo é um homem que faz da vida uma doxologia constante. Sua teologia governa suas atitudes. Ele prega o que vive e vive o que prega. Sua vida está centrada em Deus e não nele mesmo. Ele não busca glória pessoal. Ele não constrói monumentos a si mesmo. Ele não busca as luzes da ribalta nem procura os holofotes do sucesso. Ele vive com os pés na terra, mas com o coração no céu. Ele fecha as cortinas da sua vida proclamando a verdade central das Escrituras: a glória de Deus é o grande vetor da vida humana.

CONCLUSÃO
Paulo conclui esta carta magna da alegria, este monumento formoso da providência divina, como um pastor que se lembra de cada uma das suas ovelhas (4.21) e invoca sobre elas a graça do Senhor Jesus (4.23). E também, como um evangelista que dá relatórios dos milagres da pregação do evangelho, cujos frutos são vistos até mesmo na casa de César (4.22). Essa expressão não se refere necessariamente aos familiares ou parentes do imperador, mas a todas as pessoas que estavam a seu serviço nos departamentos domésticos e administrativos da casa imperial. Esses membros da casa de César eram pessoas convertidas, possivelmente, por intermédio do apóstolo durante sua prisão em Roma. Assim, Paulo transformou sua prisão num campo missionário e os frutos apareceram mesmo entre algemas. Esse fato nos ensina que não é o lugar que faz a pessoa, mas é a pessoa que faz o lugar. Ensina-nos, igualmente, que no Reino de Deus não existe lata de lixo, ou seja, não há vida irrecuperável. Finalmente, nos ensinam que as oportunidades estão ao nosso redor.
Ainda mais importante é o fato de que o Cristianismo havia penetrado até mesmo nos círculos desses servidores palacianos. Sua posição no ambiente completamente pagão, onde muitos adoravam o imperador como se fosse deus, não os impedia de permanecer fiéis a seu único Senhor e Salvador, de anunciar as boas-novas a outros e de reanimar a igreja de Filipos com suas saudações. A eternidade revelará quão grandes bênçãos devem ter emanado das vidas daqueles que se dedicaram a Cristo no seio de ambientes tão mundanos!

A IMPORTÂNCIA DA PARCERIA NA OBRA MISSIONÁRIA


Referência: Filipenses 4.10-23

INTRODUÇÃO
O propósito deste texto é agradecer a dádiva que Epafrodito (2.25-30) trouxe ao apóstolo Paulo em Roma (4.18). Paulo chega a uma das principais razões por que está escrevendo: expressar sua gratidão pela oferta que Epafrodito lhe trouxera da igreja de Filipos. O apóstolo a reservou para o fim com o objetivo de dar-lhe ênfase.

Nesse tributo de gratidão, Paulo dá um belo testemunho de sua relação com a igreja de Filipos na realização da obra missionária. Destacamos, aqui, dois pontos a guisa de introdução.

1. A cooperação é o melhor caminho para a realização da obra missionária (4.14)

Paulo não poderia levar a cabo tudo o que fez sem o apoio e a ajuda da igreja de Filipos. Essa igreja deu-lhe suporte financeiro e sustentação espiritual. Aqueles que estão na linha de frente precisam ser encorajados por aqueles que ficam na retaguarda. “… porque qual é a parte dos que desceram à peleja, tal será a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais” (1Sm 30.24). Deus chama uns para irem ao campo missionário e aos demais para sustentar aqueles que vão.

A obra missionária é um trabalho que exige um esforço conjunto da igreja e dos missionários. Neste texto vemos claramente como essa parceria funciona.

2. O missionário precisa estar vinculado a uma igreja e a igreja precisa estar comprometida com o missionário

A relação de Paulo com a igreja de Filipos era de parceria. Paulo estava ligado à igreja e a igreja o apoiava. Havia uma troca abençoadora entre o obreiro no campo e os crentes na base. A igreja não apenas enviava ofertas ao missionário, mas estava efetivamente envolvida com ele.

A falta de vínculo entre o missionário e a igreja local é um dos grandes problemas da missiologia moderna. As agências missionárias assumiram o papel das igrejas. Os missionários vão para os campos, mas perdem o contato com as igrejas. As igrejas enviam ofertas aos missionários, mas não se envolvem com eles no sentido de dar e receber. Assim, os missionários ficam solitários nos campos e as igrejas alheias aos resultados que acontecem nos campos. Falta aos missionários o encorajamento das igrejas e, às igrejas, as informações dos missionários.

I. A RESPONSABILIDADE DA IGREJA COM O MISSIONÁRIO

1. Sustento financeiro sistemático (4.10,17)

A igreja precisa cuidar do obreiro e não apenas da obra. A igreja demonstra cuidado com o obreiro na medida em que lhe dá suporte financeiro para realizar a obra. Todos os recursos para a realização da obra de Deus já foram providenciados; estão nas mãos dos crentes.

Paulo não recebeu salário de algumas igrejas para proteger-se dos críticos de plantão que tentavam distorcer suas motivações e atacar seu apostolado. Por outro lado, algumas igrejas, como a igreja de Corinto, deixaram de pagar o que lhe era devido, precisando das igrejas da Macedônia, inclusive da igreja de Filipos, enviar-lhe sustento enquanto ele trabalhava em Corinto (2Co 8.8,9; 12.13). De forma particular a igreja de Filipos deu suporte financeiro a Paulo, mesmo quando estava ainda na região da Macedônia, no início do processo de evangelização da Europa (4.16).

A igreja de Filipos jamais teve falta de interesse de ajudar o apóstolo; teve sim, circunstâncias desfavoráveis para fazê-lo. Hoje, muitas igrejas têm oportunidade para ajudar os missionários, mas falta-lhes interesse.

A sustentação financeira aos missionários precisa ser sistemática, pois as necessidades dos obreiros são diárias. Não é suficiente enviar ofertas esporádicas. A contribuição precisa ser metódica, suficiente e contínua.

2. Sustento espiritual nas tribulações (4.14)

A igreja de Filipos não apenas enviava dinheiro para Paulo, mas também consolo. Ela não apenas supria suas necessidades físicas, mas também emocionais e espirituais. Os filipenses haviam renovado sua bondade de dois modos: ajudando o apóstolo financeiramente e partilhando-lhe a aflição. Era uma igreja que contribuía para a obra missionária não apenas por um desencargo de consciência, mas, sobretudo, por um profundo gesto de amor ao missionário. A igreja de Filipos enviou Epafrodito não apenas com uma oferta, mas como a oferta para Paulo.
A expressão grega synkoinoneim “associando-se” significa associar-se não somente a Paulo como indivíduo, mas, sobretudo, associar-se em sua obra apostólica. A igreja era parceria do apóstolo e também da obra. A igreja se importava com o obreiro e também com a obra.

3. Reciprocidade na relação com o obreiro (4.15)

A igreja de Filipos tinha um lugar especial na vida de Paulo. Desde o início, ela tornou-se parceria do apóstolo e continuou assim até o final. Era uma igreja constante no seu compromisso com Deus e com o apóstolo. Há igrejas que têm picos de entusiasmo pela obra missionária por um tempo, fazem conferências especiais, enviam o pastor para congressos missionários e fazem levantamento de provisão para os obreiros que estão no campo, mas depois abandonam essa trincheira e abraçam outras prioridades. A igreja de Filipos era uma igreja fiel no seu envolvimento e engajamento com o missionário e com a obra missionária.

A relação da igreja com o apóstolo era uma avenida de mão dupla. Ela dava e recebia. Ela investia bens financeiros e recebia benefícios espirituais (1Co 9.11; Rm 15.27). Ela investia riquezas materiais e recebia riquezas espirituais. De Paulo, a igreja recebia bênçãos espirituais; da igreja, Paulo recebia bênçãos materiais. Ela ministrava amor ao apóstolo e recebia dele gratidão.

4. Faz das ofertas ao missionário um sacrifício vivo a Deus (4.18)

A igreja de Filipos não ofertava com pesar nem por constrangimento. Ela fazia da oferta ao apóstolo um culto a Deus. Ela enviava o sustento de Paulo com alegria tal como se estivesse oferecendo a Deus um sacrifício aceitável e aprazível. A contribuição missionária era um ritual de consagração, um tributo de louvor a Deus feito com efusiva alegria e, uma liturgia que subia ao céu como um aroma suave e agradável a Deus.

O apóstolo usa palavras que fazem do dom dos filipenses não um presente para Paulo, mas um sacrifício para Deus. A alegria de Paulo em receber oferta não está no que esta significava para ele, mas no que significava para eles. Não que Paulo deixasse de apreciar o valor do dom em seu favor, nem que ele desestimulasse o que eles faziam por ele; mas o que mais o alegrava é que esse mesmo dom era uma oferta agradável a Deus.

Paulo não poderia ter tributado melhor louvor aos doadores. Os donativos são “aroma de suave perfume”, uma oferenda apresentada a Deus, grata e muito agradável a ele. São comparáveis à oferta de gratidão de Abel (Gn 4.4), de Noé (Gn 8.21), dos israelitas quando no estado de ânimo correto apresentavam seus holocaustos (Lv 1.9,13,17) e dos crentes em geral ao dedicar suas vidas a Deus (2Co 2.15,16), como fez Cristo, ainda que de uma maneira única (Ef 5.2).

5. Faz ofertas não das sobras, mas apesar das necessidades (4.19)

A igreja de Filipos tinha o coração maior do que o bolso. Eles davam não do que sobejava, mas das suas próprias necessidades. Eles ofertavam sacrificialmente. Eles eram pobres, mas enriqueciam a muitos. Eles nada tinham, mas possuíam tudo. Eles olhavam a contribuição não como um peso, mas como uma graça, como um dom imerecido de Deus (2Co 81).

Eles não apenas davam com generosidade, mas também com sacrifício (2Co 8.2), pois ofertavam não apenas segundo suas posses, mas voluntariamente ofertavam acima delas (2Co 8.3). Eles ofertavam não apenas para Paulo, o plantador da igreja, mas também para irmãos pobres que eles jamais tinham visto (2Co 8.4). Eles deram não apenas dinheiro, mas a eles mesmos (2Co 8.5).

William Barclay corretamente afirma que nenhuma dádiva faz o doador mais pobre. A riqueza divina está aberta para os que amam a Deus e ao próximo. O doador não se faz mais pobre, senão mais rico, porque seu próprio dom é a chave que lhe abre os dons e as riquezas de Deus

II.A ATITUDE DO MISSIONÁRIO EM RELAÇÃO À IGREJA

1. Gratidão pelo sustento recebido da igreja (4.10)

O missionário precisa aprender a depender de Deus e demonstrar gratidão por aqueles que Deus levanta para cuidar de suas necessidades. Paulo escreve esta carta para registrar seu tributo de gratidão a essa igreja que foi sua parceira no ministério até o final da sua vida.

É importante destacar que Paulo coloca toda ênfase de sua alegria no Senhor, não na generosidade dos filipenses. Ele sabia que os crentes de Filipos eram apenas os instrumentos, mas que o Senhor era o inspirador. Paulo tinha profunda consciência que a providência de Deus, às vezes, opera por meio das pessoas. Assim, Deus supriu suas necessidades através da igreja. Ele agradece a igreja pela provisão, mas sua alegria está no provedor.

A gratidão é uma atitude que traz alegria para quem a manifesta e para quem a recebe. Paulo era um homem pródigo em elogios. Ele sabia reconhecer o valor das pessoas, o trabalho delas e sobretudo, a generosidade com que era tratado por elas. Ele tornava isso conhecido diante de Deus e dos homens. Precisamos desenvolver essa atitude no meio da igreja.

2. Confiança inabalável em Cristo (4.13)

Paulo está preso, na sala de espera do martírio, com um pé na sepultura, caminhando para uma condenação inexorável, mas longe de ser um caniço agitado pelo vento, ergue-se como uma rocha que mesmo fustigada pelo vendaval da adversidade, permanece firme e imperturbável. “Tudo posso naquele que me fortalece” (4.13). H. C.

Moule está certo quando diz que a expressão “eu tenho forças para fazer todas as coisas”, obviamente, não significa todas as coisas no sentido pleno; Paulo não se tornara onipotente. Paulo não pode tudo, ele pode todas as coisas dentro da vontade de Deus. Ele pode todas as coisas em Cristo e não à parte de Cristo.

J. A. Motyer diz que o versículo 13 refere-se a dois tipos de poder. De um lado há o poder que Paulo experimenta nas circunstâncias adversas da vida. Este é o poder da vitória sobre das demandas de cada dia. Mas, este poder ergue-se de outra fonte, não inerente em Paulo, mas derivado de um outro alguém. Paulo tem este poder diário para enfrentar as necessidades diárias porque Jesus infundiu nele seu poder (dynamis). Paulo somente está habilitado a enfrentar todas as circunstâncias porque Jesus é quem o fortalece.

A razão da fortaleza do apóstolo Paulo não é sua idade, sua força, seu conhecimento, sua influência ou seus ricos dons e talentos, mas Cristo. Ele tudo pode porque o Todo-poderoso Filho de Deus é quem o fortalece. Ele é como uma máquina ligada na fonte de energia, a força do seu trabalho vem não dele mesmo, mas do poder que vem de Cristo.

3. Maior interesse no bem espiritual dos crentes do que no dinheiro deles (4.17)

A maior alegria de Paulo não foi receber o donativo enviado pela igreja, mas saber que os dividendos espirituais da igreja aumentaram por conta da sua generosidade. Paulo manteve a tônica desta carta: os interesses do outro vêm antes dos interesses do eu.

O apóstolo enfatiza que sente gratidão não apenas porque eles lhe enviaram uma oferta, mas, também, porque esse envio serviu de sinal da graça celestial na vida deles. Usando uma figura de linguagem, seria um depósito que efetuaram no banco celeste, que se multiplicaria a juros compostos, para benefício deles mesmos. O objetivo dos filipenses fora que sua generosidade tivesse Paulo como alvo, e isso, de fato, aconteceram; todavia, no âmbito espiritual, o lucro permanente pertence aos filipenses.

Ralph Martin, na mesma linha de raciocínio, diz que este versículo está cheio de termos comerciais. “… procure o donativo” talvez seja um termo técnico para a exigência de pagamento de juros. Já a palavra “fruto” é lucro ou juros. A expressão grega pleonazein “que aumente” é um termo bancário regular para crescimento financeiro; “vosso crédito” significa conta. Assim, a sentença toda é um jogo de palavras que procura exprimir a esperança de Paulo, num jargão comercial: “aguardo os juros que serão creditados em vossa conta”, de tal forma que Paulo, no último dia, estará satisfeito com seus investimentos em Filipos.

Quando nós ofertamos, nós beneficiamos a nós mesmos na mesma medida em que socorremos os necessitados (2Co 9.10-15). Quem dá ao pobre, a Deus empresta. Quem semeia com abundância, com abundância também ceifará (2Co 9.7). O texto bíblico de Hebreus 6.10 diz: “Porque Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome, pois servistes e ainda servis aos santos”. O doador enriquece as duas pessoas: ao que recebe e a si próprio. Nessa mesma trilha de pensamento William Hendriksen diz que o donativo era realmente um investimento que entrava como crédito na conta dos filipenses, um investimento que lhes acresce paulatinamente ricos dividendos. A Palavra de Deus é enfática em afirmar que um donativo dado de modo correto, sempre enriquece o doador. “A alma generosa prosperará” (Pv 11.25). “Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta” (Pv 19.17). “Mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20.35).

Hoje, muitos obreiros, pastores e missionários estão atrás do dinheiro do povo e não interessados na alma do povo (2Co 12.14-18). São obreiros fraudulentos e gananciosos que usam toda sorte de esperteza para explorar o povo em vez de apascentar o povo. São pastores de si mesmos e não do rebanho de Deus. São exploradores das ovelhas e não pastores das ovelhas. São mercenários e não missionários.

4. Recebe os donativos da igreja com reverência cúltica (4.18)

Agora, o apóstolo Paulo deixa de lado a linguagem da contabilidade e apela para as expressões do culto. Paulo recebe o donativo da igreja com tal reverência que ele vê nessas ofertas da igreja um sacrifício agradável e suave a Deus. Ele entende que antes daqueles irmãos filipenses terem lhe enviado esse sustento a Roma, essas ofertas subiram como aroma suave aos céus, antes deles serem dadas a ele, foram consagradas a Deus. A expressão “aceitável e aprazível a Deus” são termos cúlticos, associados ao sistema sacrificial veterotestamentário.

Paulo está profundamente imbuído de que o donativo que o “preenche” na realidade foi feito para Deus. Afinal, um “sacrifício” nunca é ofertado a pessoas, mas somente a Deus.

Sobre o significado espiritual da oferta enviada pela igreja de Filipos, Paulo a compara com três coisas:

Primeiro, Paulo a compara com uma árvore brotando (4.10). O termo traduzido “renovar” refere-se a uma flor se abrindo ou uma árvore brotando ou florescendo. Muitas vezes, passamos por invernos espirituais, mas quando chega a primavera, as bênçãos e a vida se renovam.

Segundo, Paulo a compara com um investimento (4.14-17). Esse investimento era muito lucrativo para a igreja. A igreja associou-se com Paulo e nesse acordo, a igreja deu riquezas materiais a Paulo e recebeu riquezas espirituais do Senhor. É o Senhor quem cuida da contabilidade e jamais sonegará dividendos espirituais.

Terceiro, Paulo a compara com um sacrifício (4.18). É um sacrifício espiritual colocado no altar para a glória de Deus.

5. Retribui o socorro financeiro da igreja em fervorosa intercessão (4.19)

Um missionário não é apenas alguém que prega, mas, sobretudo, alguém que ora. Paulo sabe que a igreja lhe enviou uma oferta da sua pobreza, mas Deus recompensará à igreja da sua riqueza em glória. A igreja supriu a necessidade financeira e emocional do apóstolo, mas Deus há de suprir todas as necessidades da igreja.

É importante enfatizar que Deus supre não nossa ganância nem mesmo nossos desejos, mas nossas necessidades. Precisamos distinguir desejos de necessidades. A provisão divina contempla nossas necessidades e não nossos desejos. Precisamos lembrar a diferença entre desejos e necessidades. A maioria das pessoas deseja sentir-se bem e evitar a todo o custo o desconforto e a dor. Nós poderemos não conseguir tudo o que desejamos, mas Deus irá prover para nós tudo aquilo de que necessitamos. Confiando em Cristo, nossas atitudes e desejos podem mudar. E, em vez de desejarmos todas as coisas, aceitaremos sua provisão e poder para viver para ele.

Hudson Taylor costumava dizer: “Quando a obra de Deus é realizada à maneira de Deus e para a glória de Deus, nunca falta a provisão de Deus”.

6. Reconhece que o fim último da vida é a glória de Deus (4.20)

Para Paulo, a doutrina nunca é uma matéria árida. Sempre que ocupa sua mente, também enche seu coração de louvor. Paulo é um homem que faz da vida uma doxologia constante. Sua teologia governa suas atitudes. Ele prega o que vive e vive o que prega. Sua vida está centrada em Deus e não nele mesmo. Ele não busca glória pessoal. Ele não constrói monumentos a si mesmo. Ele não busca as luzes da ribalta nem procura os holofotes do sucesso. Ele vive com os pés na terra, mas com o coração no céu. Ele fecha as cortinas da sua vida proclamando a verdade central das Escrituras: a glória de Deus é o grande vetor da vida humana.

CONCLUSÃO

Paulo conclui esta carta magna da alegria, este monumento formoso da providência divina, como um pastor que se lembra de cada uma das suas ovelhas (4.21) e invoca sobre elas a graça do Senhor Jesus (4.23). E também, como um evangelista que dá relatórios dos milagres da pregação do evangelho, cujos frutos são vistos até mesmo na casa de César (4.22). Essa expressão não se refere necessariamente aos familiares ou parentes do imperador, mas a todas as pessoas que estavam a seu serviço nos departamentos domésticos e administrativos da casa imperial. Esses membros da casa de César eram pessoas convertidas, possivelmente, por intermédio do apóstolo durante sua prisão em Roma. Assim, Paulo transformou sua prisão num campo missionário e os frutos apareceram mesmo entre algemas. Esse fato nos ensina que não é o lugar que faz a pessoa, mas é a pessoa que faz o lugar. Ensina-nos, igualmente, que no Reino de Deus não existe lata de lixo, ou seja, não há vida irrecuperável. Finalmente, nos ensinam que as oportunidades estão ao nosso redor.

Ainda mais importante é o fato de que o Cristianismo havia penetrado até mesmo nos círculos desses servidores palacianos. Sua posição no ambiente completamente pagão, onde muitos adoravam o imperador como se fosse deus, não os impedia de permanecer fiéis a seu único Senhor e Salvador, de anunciar as boas-novas a outros e de reanimar a igreja de Filipos com suas saudações. A eternidade revelará quão grandes bênçãos devem ter emanado das vidas daqueles que se dedicaram a Cristo no seio de ambientes tão mundanos!

(Fonte: esboço de sermão do Pr Hernandes Dias Lopes) http://www.iaproparanavai.com.br/host/rubensgoulart/tema-a-obra-missionaria-precisa-de-parceria/

O CORAÇÃO DE UM MISSIONÁRIO


Grande parte dos missionários (como nós também) procura passar para os irmãos e igrejas somente as bênçãos, frutos da Fidelidade e Bondade de Deus, bem como das orações dos irmãos. Mas, em poucas vezes, os missionários sentem-se a vontade para abrirem seus corações e compartilharem também outros sentimentos, como tristezas e decepções.

Existem vários motivos para que isso aconteça, mas quero analisar apenas alguns aspectos que partem de idéias erradas de irmãos e igrejas com relação a pessoa do missionário.

Primeiro, alguns pensam que o missionário é um super-homem (ou super-mulher) e que caso ainda não seja deve ser, e como tal não tem necessidades emocionais, espirituais ou físicas. Expor os sentimentos do coração, na visão destes, é sinal de fraqueza ou falta de fé.

Segundo, alguns pensam que o missionário é um pobre coitadinho, e o tratam como o assim fosse. Abrir o coração, na visão destes, é somente a confirmação de que um missionário é um pobre coitadinho da vida.

Mas o que a Bíblia fala a respeito disso?! A Bíblia mostra de maneira muito clara que o missionário não é um super-homem (ou super-mulher) e nem um pobre coitadinho, mas sim um servo do Deus vivo e Verdadeiro chamado e vocacionado por Deus para uma missão que Ele mesmo designou. É um embaixador de Deus! Mas, ainda assim um ser humano, com sentimentos e emoções como também foram muitos grandes servos de Deus na Bíblia.

A Bíblia é um livro maravilhoso, e mostra não somente os grandes feitos de homens e mulheres usados por Deus mas também seus sentimentos e até falhas. Muitas vezes pensamos que eles foram pessoas especiais, super-homens e super-mulheres, mas na verdade não eram. Eram pessoas tão comuns como eu e você, e que fizeram grandes coisas pelo simples fato de obedecerem a Deus. Era Deus a sua fonte de fortaleza e sucesso! Mas, ainda assim tinham também suas fraquezas e falhas, frutos de sua natureza humana. A completa perfeição só alcançaremos nos céus (Ef 4:13).

Dentre estes homens e mulheres que foram grandemente usados por Deus estão: Abraão, Elias, Paulo e muitos outros. Mas longe de serem super-heróis e eram homens a nossa semelhança, como está escrito a respeito de Elias e se aplica a todos outros. "Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto." (Tg 5:17,18).

Elias é um exemplo que mesmo depois de grandes vitórias, podem acontecer momentos de decepção. Depois da grande vitória sobre os profetas de Baal, a rainha Jesabel intenta matar Elias e ele foge para o deserto e debaixo de uma árvore mostra-se decepcionado e pede a Deus para morrer.

Mesmo Abraão, conhecido pela sua fé, demonstrou certa incredulidade quando descendo ao Egito disse que Sara era sua irmã, temendo que alguém o matasse por causa da beleza de sua esposa (Gn 12:11-13).

Paulo, o grande apóstolo e que escreveu quase que a totalidade dos livros doutrinários do NT, teve os mesmos sentimentos que os atuais missionários e em diversas ocasiões abriu seu coração mostrando seus sentimentos, tão humanos quantos os nossos. São do apóstolo Paulo as seguintes palavras: "Que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração." (Rm 9:2); "Porque em muita tribulação e angústia do coração vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que vos entristecêsseis, mas para que conhecêsseis o amor que abundantemente vos tenho." (2 Co 2:4).

Com estes exemplos não quero menosprezar a nenhum desses grandes homens de Deus, mas destacar que eles tinham os mesmos sentimentos que qualquer um de nós. Eles não só riam, mas também choraram; não só tiveram fé para realizarem grandes obras para Deus, como também em alguns momentos demonstraram certa incredulidade diante de algumas dificuldades; não só consolavam, mas também em alguns momentos precisavam do consolo. Eram homens como nós, com fraquezas e limitações, mas que ousaram confiar em Deus e obedecê-Lo, e é nisto que está o segredo de suas vidas.

O próprio Jesus no Getsemane, poucas horas antes da crucificação abre seu coração para seus discípulos nos momentos que antecediam o calvário: "Então lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até a morte; ficai aqui, e velai comigo." (Mt 26:38).

Como estes grandes servos de Deus do passado, os missionários atuais também têm sentimentos e emoções. O missionário sente alegria quando as almas vêm para Cristo, mas também sente tristeza quando apesar de todo esforço e sacrifício ele não vê as almas se convertendo; quando mesmo perseverando na semeadura ele não vê a semente caindo em terra boa; quando ansiando por cartas com palavras de apoio, incentivo e encorajamento dos irmãos e igrejas do seu país, estas não chegam e as poucas cartas quando chegam não trazem encorajamento e sim apenas pedidos de relatórios; quando apesar de terem deixado tudo por Cristo e para servir na obra missionária, algumas vezes, não são tratados com a dignidade que merecem e infelizmente são vistos por alguns como, alguém que tem de ficar a mendigar e a comer das milhas que caem dos grandes banquetes de certas igrejas que relegaram à obra missionária apenas o resto; além de muitas outras coisas que poderiam ser acrescidas aqui.

Um outro problema na hora do missionário abrir seu coração, e porque talvez poucas pessoas realmente entenderão o que ele está sentido. Não é fácil para uma outra pessoa que não tenha experimentado as mesmas condições (ou próximas) entender muitas vezes os sentimentos e necessidades de um missionário. Seria algo parecido como tentar explicar uma dor de dente para alguém que nunca na vida sentiu dor de dentes. Dentre os muitos diferentes aspectos ou situações estão:

* Solidão, principalmente em culturas totalmente diferentes (incluindo a língua) o que dá uma sensação para alguns de se estar perdida, como um peixe fora d''água;

* Saudade - num nível mais elevado da palavra e que pode envolver pessoas, lugares, língua e até comidas, dentre outras;

* Diferenças culturais - que vão além da maneira de vestir, mas também inclui a maneira de pensar e ver as coisas (cosmovisão) de uma maneira totalmente diferente ao que está acostumados.

* E muitas outras situações, que podem incluir: problemas financeiros, de saúde, burocráticos (Governo do país onde se está), etc. Estes são apenas alguns dos fatores que com certeza contribui para que muitos missionários não se sintam com liberdade para abrir seus corações, pois em muitas vezes ao invés do encorajamento o que recebem é incompreensões, desabafos e até repreensões. Infelizmente existem muitos bravos soldados feridos, e outros que estão carregando ressentimentos e amarguras em seus corações por não terem encontrado pessoas com que pudesse abrir seus corações, apenas ouvirem-nas... Apenas as entenderem... Apenas estar do lado... Apenas ser amigo! Que remédio celestial!

Algumas vezes fico pensando se o apóstolo Paulo teria sido o que foi sem o apoio, incentivo e encorajamento que recebeu de Barnabé (chamado filho da consolação ou encorajamento) no inicio de sua fé cristã. Um estudo mais profundo demonstra como foi importante, mais do que imaginemos a principio, a influência de Barnabé na vida e ministério de Paulo. Que Deus levante mais Barnabés, que tenham o coração disposto a ouvirem, entenderem, que estejam ao lado e que ministrem consolação e encorajamento para os missionários nos dias atuais.

Graças a Deus pelos Barnabés atuais, irmão e igrejas, que tem verdadeiramente sido usados por Deus para ministrar consolo e encorajamento para os missionários e com os quais os missionários podem abrir sem reserva seus corações.

"Ora, o Deus de paciência e consolação vos conceda o mesmo sentimento uns para com os outros, segundo Cristo Jesus." (Rm 15:5).




quinta-feira, 24 de junho de 2010

PENSE NISTO! O IDE É COM VOCÊ

Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue? E como pregarão se não forem enviados? Rm 10:14

quarta-feira, 23 de junho de 2010

CRISTIANISMO AVANÇA NA CHINA


Igreja cristã do bairro universitário de Haidian, em Pequim: todos os domingos, mais de 6 mil pessoas participam dos 6 cultos

Dados extraoficiais mostram que número de praticantes já ultrapassa o de filiados ao Partido Comunista

País imprime 12 milhões de Bíblias ao ano

PEQUIM

“Clandestino” e um adjetivo utilizado na classificação de movimentos políticos, mas na China ele é associado a igrejas que existem sem a autorização do governo, o que coloca seus seguidores na mira das forças de segurança de Pequim.
No fim do mês passado, a China condenou cinco religiosos
protestantes a penas de 3 a 7 anos de prisão, em uma das
mais duras decisões em casos do tipo. O grupo liderava uma igrejaquereunia60milseguidores na Província de Shanxi, no norte da China. Como várias que existem no
país, a igreja não era registrada no Departamento de Assuntos Religiosos do governo,responsável pela supervisão de temas relacionados à fé. Sua função é garantir que as igrejas respeitem o Partido Comunista e não tentem desafiar sua autoridade. Não por acaso,os grupos registrados recebem o nome de “patrióticos”, pela promessa de fidelidade ao Estado antes da religião.

‘OPIO DO POVO’
Além da visão crítica que os comunistas têm da religião – o
“ópio do povo”marxista–,a história chinesa reforça a desconfiança em relação a movimentos religiosos. Nos 2mil anos de trajetória imperial, nunca existiu uma igreja independente que rivalizasse com o poder do Estado, à diferença do que ocorreu no Ocidente como catolicismo.
E uma das maiores ameaças à última dinastia chinesa, a
Qing (1644-1911),foi a Rebelião Taiping (1850-1864), comandada Por um líder messiânico que acreditava ser o irmão mais novo de Jesus Cristo.
Mais recentemente, o papa João Paulo II teve participação
decisiva no fim dos regimes comunistas do Leste Europeu e na queda do Muro de Berlim, algo que Pequim não pretende que se repita em seu território.
China e Vaticano não têm relações diplomáticas e a Igreja Católica Patriótica não é subordinada Ao papa. Seus padres e bispos são Ordenados pela própria organização, Sob a supervisão do Departamento de Assuntos Religiosos.
Os católicos ligados ao Vaticano mantêm na China uma rede clandestina de seminários e igrejas, dirigidos por padres e bispos nomeados pelo papa. A Cardinal Kung Foundation, com sede nos EUA, estima que oito padres e três bispos da Igreja Católica Romana estão presos na China.
De acordo com a entidade, Outros dois bispos morreram na
prisão recentemente, um em 2007 e outro em 2005.
O advogado Li Fanping, que defendeu os cinco protestantes condenados no mês passado, acredita que o principal alvo do governo são as igrejas familiares,
compostas por pequenos grupos que se reúnem em casas.
“As igrejas familiares estão entre as forças não-governamentais de maior crescimento do país. Esse grupo está fora do controle do governo e, na China, as autoridades são hostis aos movimentos que fogem ao
controle oficial, porque são vistos como uma ameaça ao regime e à estabilidade social”, disse ao Estado Li Fanping, cristão desde 1997.
O governo também vê com Suspeita o trabalho de missionários estrangeiros, associados ao colonialismo de que a China foi vítima a partir de meados do século 19. Inúmeros pregadores católicos e protestantes entraram
no país sob a proteção das forças invasoras para converter
os chineses ao cristianismo.
Hoje,a atuação de missionários estrangeiros é proibida pelo governo, mas muitos agem de forma clandestina.
O exemplo mais recente que Pequim quer evitar é a seita Falun Gong, que nos anos 90 reuniu 70 milhões de seguidores, número superior ao de filiados ao Partido Comunista na época.
A Falun Gong foi banida em 1999, depois que 10 mil de seus seguidores cercaram a sede do PC para pressionar pela libertação De um integrante do grupo.
As autoridades chinesas classificam a Falun Gong de “culto
maligno”e não admitem nenhuma manifestação pública de
simpatia pelo movimento.

Dados extra oficiais mostram que número de praticantes já ultrapassa o de filiados ao Partido Comunista Igrejas ‘clandestinas’ estão na mira do governo de Pequim
No mês passado, 5 protestantes foram condenados por liderar templo ilegal com 60 mil seguidores; há também 8 padres e 3 bispos católicos presos Cristianismo avança na China


PREGAÇÃO–Fiéis reúnem-se em Pequim em uma da milhares de ‘igrejas familiares’ existentes na China

PEQUIM
Todas as quintas-feiras, às9horas, a chinesa Cao Guan Lan recebe em seu apartamento em Pequim cerca de 60 pessoas munidas de Bíblias. Nas duas horas seguintes, elas escutam a pregação de um pastor ou outro fiel, cantam juntas e rezam orações pontuadas com fervorosas
exclamações de “amém!”. O grupo integra uma das milhares de “igrejas familiares” que surgiram na China nas últimas duas décadas e transformaram o protestantismo na religião de mais rápido crescimento no país governado pelo ateu Partido Comunista.
Só no bairro no noroeste de Pequim, onde Cão vive, há cerca de 50 igrejas familiares que contam com a chancela do governoparafuncionar.

Há um incontável número de “não-oficiais”, cujos fiéis estão sujeitos à perseguição do Estado, que se intensificou nos últimos meses.
O caráter clandestino de muitos grupos torna difícil estimar
o número de cristãos na China, mas entidades independentes apontam para uma cifra bem superior aos 10 milhões de protestantes e 4 milhões de católicos
reconhecidos pelo governo. Segundo números oficiais,
apenas 100 milhões do 1,3 bilhão de chineses professam alguma fé.

Pesquisa realizada em 2007 pela East China Normal University indicou que 31,4% da população têm religião – o que representa400milhõesdepessoas.

O protestantismo é seguido por 40 milhões e o catolicismo, 14milhões.
Afirma o levantamento – o Que dá um total de 54 milhões de cristãos. A entidade World Christian Data base sustenta
que o número é de 111 milhões, o que colocaria a nação comunista entre os países de maiores populações cristãs do mundo.

O Brasil ocupa o segundo lugar, após os Estados Unidos, com 140 milhões. Se a cifra for precisa, significa que há mais cristãos na China do que membros do Partido Comunista, que tem 76 milhões de filiados.
O protestantismo é a vertente do cristianismo que mais floresce na China por causa de seu caráter não-hierárquico e popular– qualquer um pode pregar o Evangelho e vários chineses abraçaram essa possibilidade com fervor. A grande maioria dos protestantes não é vinculada a nenhuma das denominações tradicionais, como Batista
ou Presbiteriana, e se integra a pequenos grupos que surgem de modo independente.
Na reunião na casa de Cão presenciada pela reportagem
do Estado, Ding You Zhen, de 69 anos, falou durante uma hora sobre o amor de Deus e o envio de seu único filho à Terra para salvar os homens. Na pregação em mandarim,
as poucas palavras reconhecíveis para um estrangeiro eram Iesu (pronúncia local de Jesus), Maria e amém. Ding é filha de cristãos, mas se distanciou da fé após chegada dos comunistas ao poder, em 1949, e mais ainda durante
a Revolução Cultural (1966-1976).“Era um período vago.
Eu sabia que havia um Deus, mas não ia mais à igreja”, disse.
Como muitos chineses, ela se batizou no período em que trabalhou nos EUA, em 1987, quando foi levada a um culto
por seu ex-patrão. De volta à
China, continuou a seguir o protestantismo e, dede 2001,
vai a igrejas familiares.
Outro símbolo do rápido crescimento do protestantismo na
China é a Igreja cristã de Haidian, o bairro universitário de Pequim.
Todos os domingos, de 6 mil a 7 mil pessoas comparecem aos seis cultos realizados no local. Há oito anos, o número de fiéis não passava de 800 e havia apenas dois serviços, lembra o pastor Wu Weiqing, responsável pela congregação.

INTELECTUAIS
Segundo ele, 70% dos que participam dos cultos têm menos de 35 anos e muitos são intelectuais e estudantes.
Também há chineses que se converteram enquanto
estudavam no exterior e mantiveram o hábito de ir à
igreja ao voltar para casa.
O pastor Wu observa que um dos fatores que torna o
cristianismo atraente para os chineses é o fato de estar
associado a países tecnológica e economicamente desenvolvidos, como EUA e Alemanha.
A afirmação ecoa o título do clássico do sociólogo alemão Max Weber (1864-1920), A Ética Protestante e o Espírito
do Capitalismo, que associava os princípios dessa vertente
do cristianismo ao desenvolvimento da economia de mercado, abraçada pela China há 30 anos.

A China, país oficialmente ateu, é um dos principais impressores de Bíblias do mundo, responsável por cerca de 25% dos novos exemplares que circulam no “mercado”. A cada ano, 12 milhões de unidades
do livro sagrado dos cristãos saem do parque industrial da Amity Printing Company, na cidade de Nanquim, uma das antigas capitais imperiais
chinesas. Maior “fábrica” de Bíblias do mundo, a unidade é a única autorizada pelo governo chinês
a atuar no país e trabalha a um ritmo de 23 exemplares
por minuto. Da produção, 80% ficam na China e 20% são exportados para 70 países. A Amity imprime Bíblias em 75 línguas, incluindo 10 da própria
China. Os que imprimem ou distribuem Bíblias na China sem autorização podem terminar na cadeia. Em junho de 2009, o líder de uma igreja familiar Shi Weihan foi condenado a 3 anos de prisão e multa de US$ 22 mil sob a acusação de ter “operações empresariais ilegais”. Antes de ser preso, Shi imprimia e distribuía Bíblias gratuitamente.

VISÃO DE UMA MISSIONÁRIA NA ÍNDIA


Os tambores soavam a noite inteira, e a escuridão tremia em redor de mim, como se fossem um ser vivente. Não podia dormir, mas deitada, com os olhos abertos, parecia que via o seguinte: Eu estava de pé sobre a grama, à beira dum abismo de espaço infinito. Olhei, mas não podia ver o fundo! Havia somente nuvens horríveis e profundezas insondáveis. Afastei-me atônita.

Então percebi vultos de pessoas andando, uns após os outros, pelo gramado. Estavam marchando para a margem do abismo. Vi, uma mulher com uma criança nos braços e outra ao seu lado, segurando-se no vestido de sua mãe. Ela estava bem na margem! Vi, então, que ela era cega. Levantou o pé para dar mais um passo, e caiu, e a criança com ela. Oh! Que grito!

Além disto, vi uma multidão de gente procedente de todas os lados. Todos eram cegos; todos andavam em direção da margem do precipício. Quase todos gritavam quando se sentiam caindo, e levantavam as mãos como se quisessem segurar-se em alguma coisa para não cair, enquanto outros passavam e caiam calados.

Então senti grande agonia: porque não havia alguém para preveni-los do perigo? Eu não podia fazê-lo. Estava paralisada no lugar e não podia clamar. Apesar de fazer maiores esforços, só podia cochichar.

Depois vi que, ao longo da margem, estavam postas algumas sentinelas. Porém o espaço entre elas era grande demais, e nestes lugares caiam multidões de pessoas cegas, sem serem prevenidas. A verde grama parecia-me encarnada com sangue e o abismo parecia a boca do inferno.

Então vi, como se fosse um quadro de paz, um grupo de gente debaixo de algumas árvores, com as costas viradas para o abismo: estavam fazendo enfeite de flores. Quando um grito agudo rompia o silêncio, eles se turbavam e se queixavam do barulho. E se alguém se levantava para ir acudir-lhes, o seguravam, dizendo: "Porque estás perturbado! Não tens acabado tua grinalda. É feio ires e deixar-nos trabalhando".

Havia um outro grupo: era de pessoas que se esforçavam em mandar mais sentinelas, mas poucos queriam ir, em alguns lugares havia espaços de alguns quilômetros, sem sentinelas na margem do abismo. Vi uma moça, sozinha num lugar, evitando que alguém caísse, mas sua mãe e outros parentes chamaram-na, dizendo que era tempo para as suas férias e que não devia desviar-se do costume de as gozar. A moça se sentindo cansada e obrigada a fazer uma mudança retirou-se por um tempo. Mas ninguém foi enviado para guardar o lugar que ela deixara, e as pessoas caíam constantemente, como uma cachoeira de almas.

Uma vez, uma criança, ao cair, agarrou-se numa moita de capim, que estava na margem do abismo. Ficou pendurada, chamando, pedindo socorro, mas ninguém prestava atenção. Por fim arrancou-se o capim pelas suas raízes, e a criança caiu, dando grito, tendo as mãozinhas ainda agarradas ao capim. A moça que desejava estar de novo no seu lugar pensava ter ouvido o grito da criança. Mas quando falou em voltar, foi reprovada pelos parentes, que diziam não haver necessidade, que o lugar seria guardado por outros. Então cantaram um hino.

Enquanto cantavam o hino, ouvia-se outro som, como se fosse a dor de milhões de corações exprimidos numa só gota, num só soluço. Sobreveio-me um horror de grandes trevas, porque entendi que era o grito de sangue.

Então trovejava a voz do Senhor que, disse: "Que fizeste? A voz do sangue do teu irmão esta clamando a mim desde a terra".

Os tambores continuavam a tocar pesadamente, e a escuridão tremia ao redor de mim! Ouvia os gritos dos que dançavam a dança dos demônios e o triste clamor dos possessos fora do nosso portão.

Que me importa? Há muitos anos isso acontece, e continuará acontecendo por muitos anos ainda. Porque falar de uma coisa que tem de ser?

Ó, Deus nos perdoe! Deus nos acorde! Que Deus nos faça sentir a nossa dureza.

(Extraído do Livro Esforça-te para ganhar almas, Orlando Boyer - CPAD)
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TRADUÇÃO DA BIBLIA NO MUNDO


Com ajuda da tecnologia Bíblia pode ser traduzida nas 6.909 línguas existentes no mundo

Um esforço cristão de quase dois mil anos poderia ser concluído em 2025. Tradutores protestantes esperam ter a Bíblia, ou pelo menos parte dela, escrita em cada uma das 6.909 línguas faladas no mundo todo.
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“Há 20 séculos estamos traduzindo a Bíblia e este período no qual estamos é o mais Produtivo”, disse Morrison Paul Edwards, que dirige a Wycliffe Bible Translators. Os computadores portáteis e satélites têm o crédito para acelerar as traduções de cerca 125 anos.

Anteriormente, uma família missionária Wycliffe ou a equipe passaria décadas aprendendo e transcrevendo um idioma em um canto remoto da Terra.

Os missionários Wycliffe têm o credo “uma equipe, uma linguagem, uma vida. Nesse ritmo a meta seria concluir as traduções em 2150”, disse Edwards.

Ajuda da tecnologia

Os missionários contemporâneos, munidos com a tecnologia e utilizando os tradutores nativos, pode ser capaz de supervisionar as transcrições de várias línguas, de acordo com Edwards.

“Os Missionários Wycliffe não evangelizam, ensinam teologia ou realizam estudos bíblicos. Fornecem a linguagem escrita. Eles ensinam a ler e escrever na sua língua materna”. Os missionários desenvolvem alfabetos e traduzem a Bíblia.

Cerca de 2.200 línguas ainda não possuem uma Bíblia. Cerca de 350 milhões de pessoas, principalmente na Índia, China, África Subsaariana e na Papua Nova Guiné só falam esses idiomas.

Trabalhar na tradução necessita de cerca de 6.600 missionários de carreira e de curto prazo com a formação da Bíblia e da lingüística. Eles estão seguindo o mandamento do Novo Testamento de Jesus no Livro de Mateus: “Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar todas as coisas que vos tenho ordenado de você”.

Mas os missionários têm que ir à campo com seus próprios recursos ou com o apoio de uma igreja. A missionária Katie Zartman tem 27 anos de campo missionário e é designer gráfico sénior na sede da Wycliffe na Flórida, no estado de Orlando (EUA).

Ela retornou recentemente de uma missão de duas semanas para o Senegal, em língua francesa da África Ocidental, onde ministrou um workshop sobre o layout e design para Saafis, uma pequena minoria do Senegal para que Wycliffe não é apenas traduzisse a Bíblia, mas também ajudasse a criar um pequeno corpo de literatura nativa.

“Metade das pessoas não estavam confiantes em suas habilidades básicas do computador quando eles começaram, mas conseguiram em duas semanas”, disse Zartman.

Um povo em primeiro lugar livros

Doze participantes que utilizam software de código aberto (download grátis) completaram uma dúzia de rascunhos de livretos de 24 páginas na língua materna Saafi. A maioria eram histórias infantis.

“Uma vez que eles têm a Bíblia em sua língua isso é quase como um dicionário para que eles escrevam sobre suas tradições orais e cultura”, disse Zartman. “O Saafis vêem o perigo de ser engolido pelas culturas em torno deles. Agora eles podem criar seus próprios livros”.

A era moderna da tradução da Bíblia começou com William Cameron Townsend em 1942. Ele fundou a Wycliffe, em homenagem a don John Wycliffe, que traduziu a primeira Bíblia em Inglês em finais dos anos 1300. Anteriormente os ingleses tinham que ler a Bíblia em latim.

Até agora a Wycliffe e suas organizações, como o Summer Institute of Language (agora conhecido como SIL International), tem participação em mais de 700 traduções das Escrituras.

A SIL tem estatuto consultivo formal com as Nações Unidas e o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Edwards, um ex-fundraiser para a Universidade de Stanford e promotor do ministério do Colorado levantou mais de US $ 170 milhões em menos de dois anos para este grande impulso final, a última campanha de Idiomas.

Edwards disse que a Wycliffe está ajudando a preservar as línguas indígenas e culturas.

“Quinhentos anos atrás havia o dobro do número de línguas que temos agora”, disse Edwards.

Muitos outros idiomas estão à beira da extinção – falado por poucas pessoas idosas e sem filhos. No entanto, uma vez que uma língua é escrita não pode ser perdida completamente.

Os antropólogos foram mais céticos sobre o efeito dos missionários nas culturas indígenas. “Que bom que essas pessoas puderam fazer isso, mas eles devem ter algum interesse nisso”, disse o professor de Antropologia da Universidade do Colorado Paul Shankman. “Eles têm seus próprios objetivos”.

Trazendo idéias estrangeiras

O Professor adjunto David Stoll do Middlebury College, em Vermont, que estudou a Wycliffe, tem escrito que as atividades de missionários Wycliffe, como os de todos os missionários, tornam-se intimamente ligados não apenas com as tradições religiosas, mas também com a expansão da cultura de fala Inglês, economia, tecnologia, medicina e objetivos políticos. Eles trazem todas estas coisas com eles.

“Se você não é capaz de satisfazer a liderança da aldeia não há nenhuma razão para que eles presumem que o que você está fazendo para trazer a eles – a língua escrita – é particularmente valioso “, disse Edwards.

A própria Bíblia não é pouca influência sobre a cultura. “Estou animada para traduzir a palavra de Deus em todas as línguas”, disse Zartman. “Todas as pessoas poderão ler a Bíblia em sua própria língua, assim Deus não será um conceito estranho”.

Fonte: Gospel+

terça-feira, 22 de junho de 2010

BIKANER, A CIDADE DO TEMPLO DOS RATOS



Bikaner é um cidade oásis entre vegetação e dunas de areia. A antiga muralha da cidade retêm um ar medieval, enquanto do lado de fora dos muros, palácios e mansões permanecem. Uma conhecida e próspera rota turista, Bikaner é a rota para Jaisalmer vindo de Jaipur ou Shekhawati, no Estado do Rajastão.



Bikaner foi fundada como um reino independente em 1488 por Rao Bikaji, o filho mais novo do fundador de Jaipur, Rao Jodha.

Esta cidade não seria muito conhecida não fosse, talvez, o fato de estar nesta cidade um templo dedicado a adoração aos ratos.




O templo dos ratos


O templo de Karni Mata, a cerca de 33 Km no Sul de Bikaner em Deshnoke, no Estado do Rajastão, e é considerado um dos locais santos dos hindus na Índia. O templo de Karni Mata foi construído no século 17 e no principio do século 20 o Marajá Ganga Singh adicionou o portão de prata e mármore branco a fachada do templo, o qual dedicou a Karniji, uma mística que, segundo eles, viveu no século 15 e que eles consideram uma encarnação de Durga. Uma galeria do templo descreve sua vida. Os hindus a chamam deusa Karni Mata. Ela era filha de um ‘Charan’ do século 16 e que se casou aos 27 anos. Depois de seu casamento ter sido dissolvido, ela tornou-se uma ‘sanyasinand’ (uma errante ascética) e teria dedicado sua vida para o serviço dos pobres.

Para os hindus, este templo não é apenas o local onde habita a deusa Karni Mata, mas também os bem alimentados ratos (chamados kabas) que são grandemente reverenciados. Neste templo, ratos são adorados e alimentados com doces e leite, visto que os hindus crêem que, os corpos dos ratos são casas para as almas dos devotos de Kanri Mata que já morreram.





Como os ratos se tornaram “santos” para os hindus

Os hindus dizem que uma vez Karni Mata tentou restaurar a criança morta de um contador de história de volta a vida, mas falhou porque Yama, o deus da morte, já tinha recebido a alma do menino e reencarnando numa forma humana. Karni Mata, famosa por seu legendário temperamento, foi tão afetada pela sua falha que ela anunciou que ninguém de sua tribo cairia nas mãos de Yama novamente. Ao invés, quando eles morressem, todos eles habitariam temporariamente o corpo de um rato, antes de ser reencarnado dentro de sua tribo novamente. Portanto, os ratos são considerados como encarnações dos contadores de história e são muito reverenciados.


Motivos de oração:

Ore para que Deus abra o entendimento destas pessoas e que seus olhos espirituais sejam abertos para conhecerem o único Deus Vivo e Verdadeiro. A sua oração pode fazer a diferença nas regiões celestiais sobre a Índia! Ore para que o Senhor Jesus seja entronizado sobre esta nação e todas as potestades das trevas sejam postas por terra.


As missões protestantes tiveram uma profunda influência na cultura e desenvolvimento do Cristianismo na Índia.

Em 9 de novembro de 1793, o missionário batista William Carey atingiu o rio Hugli (West Bengal). Embora, ele tenha ido a Índia para pregar, ele deixou também uma profunda influência na área da educação e da medicina.

Missionários protestantes (estrangeiros) para Índia aproximadamente 1.000 (1 missionário estrangeiro para 1.013.661 pessoas) em 184 missões.

O governo indiano tem tomado algumas medidas para dificultar ainda mais a entrada de missionários. Muitos missionários tiveram problemas na hora de renovar seus vistos, outros que foram descobertos, entraram para a lista negra do

Governo não sendo permitido entrarem na Índia novamente, nem mesmo que fosse por poucos dias. Nesta lista negra do Governo estão algumas pastores famosos, não lhes sendo autorizado entrar mais na Índia.