"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

segunda-feira, 26 de julho de 2010

MISSÕES ESTÁ NO CORAÇÃO DE DEUS - E ONDE MAIS?



ONDE ESTÁ MISSÕES?

1 - No coração de quem ama a obra missionária;
2 - Nas mãos de quem contribui para os missionários;
3 - Nos joelhos que se dobram para interceder por missões;
4 - Nos olhos de quem chora pelos missionários que sofrem;
5 - Na mente de quem pensa diariamente em missões;
6 - Na boca de quem divulga a obra de missões;
7 - Nas vidas de quem se entrega pagando o alto preço para fazer missões

SER MISSIONARIO...


Ser Missionário é experimentar o gosto de sentimentos opostos;
é estampar no rosto a serenidade que tranqüiliza o aflito
e deixar rolar a lágrima que substitui o grito;
é sorrir, chorar, se solidarizar.

Ser Missionário é viver momento de glória, aplausos de reconhecimentos,
é viver momentos de desprezo, de críticas, de esquecimentos;
e sentir a dor do espinho;
é ver escorrer o sangue e prosseguir na jornada.

Ser Missionário é sentir o peso da responsabilidade;
é fazer da alegria alheia a sua própria felicidade;
é ouvir cada um em suas ansiedades e nem sempre ter alguém
para compartilhar suas necessidades.

É ser amigo, é ter o poder de influenciar uma multidão
e saber experimentar o gosto da solidão.

Ser Missionário é não ter palavras em algumas situações;
é emprestar os ouvidos para desafogar corações;
é agir com doçura, com firmeza e até com dureza...
Isso é Ser Missionário...

SE ISSO TUDO E FAZER MISSOES EU QUERO AMAR MISSOES

Quero estender minhas mãos para missões sustentar
Quero dobrar meus joelhos e por missões interceder
Quero chorar pelas almas, missões eu quero fazer
Na minha mente eu quero em missões sempre pensar
Quero ser missionário para o amor de Deus pregar
Quero abrir a minha boca e falar do grande amor
Vou dizer a todo mundo que Jesus é O Salvador.

domingo, 25 de julho de 2010

A IGREJA LOCAL E MISSÕES



QUEM FAZ MISSÕES

Já mencionamos que no Novo Testamento Jesus entregou a obra missionária à sua igreja. Está implícito que ele deu a tarefa a igreja toda. Entenda isso, é muito importante! Missões é a tarefa da família de Deus, do seu povo. A tarefa é tão grande e tão desafiadora que implica a inclusão de todos os crentes. Nenhuma igreja pode omitir-se, nenhum crente pode negar sua responsabilidade.
O propósito de Deus na igreja é Missões. Ela tem que manifestar ao mundo a sabedoria e glória de Deus. Ela é o canal para a propagação dos seus eternos propósitos em Cristo Jesus. Ela é a transmissora da mensagem salvadora do evangelho (Ef: 3.10-11).
É importante que a igreja manifeste não somente a mensagem de Deus mas também a presença de Deus. A igreja do Novo Testamento era uma igreja que chamava atenção e causava impacto pela presença de Deus na vida dos seguidores de Jesus. A igreja do primeiro século crescia porque os crentes demonstravam transformação de vida (At 2.41-47. 4.32-34).
Existe hoje em dia a idéia de que a igreja precisa ser perseguida para que cresça. Esta idéia é contrária à ênfase do Novo Testamento, pois conforme o livro dos Atos dos Apóstolos, a igreja foi perseguida porque crescia. Foi o crescimento que causou a perseguição, e não o contrário. A perseguição, depois, causou a dispersão, que, pela providência de Deus, resultou na plantação de igrejas em muitos lugares (1Pe. 1.1-3).
Segundo este pensamento, se Missões é tarefa de todas as igrejas sem exceção, qualquer igreja que não esteja com esta visão e objetivo não está cumprindo a ordem de Jesus e não pode esperar as bênçãos de Deus.
Concluímos, então, que Missões é tarefa de todas as igrejas e que algumas de nossas igrejas estão perdendo muitas bênçãos por não estarem envolvidas na obra missionária.

Como então uma igreja local pode ajudar e participar ativamente na obra missionária? Mesmo sendo uma igreja pequena e com poucos recursos, ela tem os mesmos privilégios e responsabilidade de participar proporcionalmente.

INFORMANDO-SE

Em primeiro lugar, cada igreja deve procurar se informar sobre as necessidades do mundo e o que está sendo feito para alcançar os não-alcançados.
São quase três bilhões de pessoas no mundo hoje esperando ouvir o evangelho. Jesus nos mandou pregar o evangelho e fazer discípulos de cada povo, tribo, nação. A igreja local precisa saber que mais da metade das nações do mundo não foram evangelizadas ainda. Se acreditarmos que Jesus é o único caminho, que ninguém vai ao Pai senão por intermédio dele, então estamos dizendo que hoje a metade do mundo não tem como chegar ao Pai porque nunca ouviu falar de Jesus.
É lamentável o número de crentes que não têm condições de mencionar um nome sequer de um missionário. As igrejas têm que ser informadas, a literatura disponível tem que ser utilizada. Quem são os missionários que estão nos campos? Quais os campos a serem alcançados ainda? Quais as condições em que os obreiros se encontram? Onde estão as portas que Deus está abrindo hoje? Quem diria que há poucos anos os países do Leste Europeu estariam abrindo as portas para a entrada de missionários hoje?
Uma das maiores razões para a falta de visão missionária nas igrejas locais é a falta de informação, falta de notícias, portanto, falta de desafio. A liderança tem a responsabilidade de manter a igreja informada e desafiada.
Uma igreja informada e desafiada é uma igreja que vai querer atuar e fazer algo para participar na obra missionária.

ORANDO

Não podemos deixar de valorizar o grande ministério de oração a favor de Missões. Obviamente, a igreja informada orará com pedidos específicos e com agradecimentos pelas vitórias alcançadas.
Deus opera poderosamente, respondendo às orações do seu povo, especialmente nos campos missionários, porque em oração estamos obedecendo à ordem dele, estamos indo. Cada igreja deve ter pelo menos um missionário no coração, adotando-o para oração, informando-se especialmente sobre o ministério e a vida dele, de sua família, das suas dificuldades e vitórias. Como uma igreja é estimulada a orar quando ela tem um missionário adotado para oração! Não precisa ser originalmente de sua igreja, mas pode ser adotado a partir de agora, tornado seu através da oração.
A oração deve ser considerada a arma principal nas mãos das igrejas para destruir toda oposição, abrindo portas para o avanço triunfal da igreja do Senhor. A igreja local, por mais humilde que seja, pode ser um gigante no ministério da oração.

CONTRIBUINDO

Como consequência do ministério da oração e as informações adquiridas sobre a obra missionária e as necessidades do mundo, a igreja local terá prazer em contribuir financeiramente para sustentar esta obra que se tornou tão preciosa e importante. Existem duas maneiras principais pelas quais uma igreja participa financeiramente de missões.
Primeiramente, através de uma oferta especial, geralmente após uma campanha informativa.
O que vemos nessas ocasiões é a fidelidade do povo de Deus respondendo aos clamores do mundo apresentados pela Igreja ou pelo Conselho Missionário. Dessas campanhas todas as igrejas devem participar. Nota-se também que são as igrejas menores e mais humildes que fazem o maior esforço e que, proporcionalmente, levantam as maiores ofertas. É nesses momentos que devemos agradecer a Deus a existência e fidelidade das grandes pequenas igrejas.
A segunda maneira de uma igreja participar financeiramente da obra de missões é através de uma parcela mensal, orçada e designada, geralmente, para o sustento de um obreiro adotado pela igreja.
Esta maneira deve ser seguida por muitas igrejas, garantindo assim o sustento do obreiro por meio de parcelas mensais, liberando as ofertas especiais para serem usadas em expansão e projetos especiais.
A obra missionária,enfatizamos, é responsabilidade da igreja e não de uma agência ou junta. As igrejas não podem delegar a uma agência a tarefa que é sua, mas elas podem e devem procurar fazer seu trabalho missionário com o apoio da agência, por intermédio dela, de mãos dadas, canalizarem e somarem seus esforços, podendo fazer, unidas, o que não conseguem fazer individualmente.
As agências missionárias existem para ajudarem as igrejas a fazerem missões. Missões é a obra de Deus delegada à sua igreja, que se manifesta por meio das igrejas locais. É obra de cooperação e comunhão. Nenhuma igreja deve deixar de participar. O mundo espera ouvir a mensagem da graça de Deus. Três bilhões de pessoas há ainda para serem alcançadas. Isso é possível, porque ele está conosco, mas, para tal desafio somente um esforço em conjunto de todas as igrejas será suficiente.
Não permita que a sua igreja fique de fora!

COMO IGNORAR



A responsabilidade de enviar e sustentar missionários são da igreja.

Bilhões de pessoas em nosso planeta passam pela vida sem nunca ouvirem falar das boas novas do Evangelho. À Igreja foi dada a responsabilidade de enviar e sustentar missionários.

Se não temos o chamado específico para ir, devemos enviar. Este Blog existe para que sua igreja se envolva, de maneira mais participativa, no desafio de missões.

Entre em contato comigo estou pronto para te ajudar.

terça-feira, 20 de julho de 2010

DERRUBANDO O TRONO DE SATANÁS

Por Marcia Pinheiro

Na Guiné Equatorial, uma nação enraizada na bruxaria, em feitiços e na magia, a escravidão espiritual dá sinais de enfraquecimento. Com o objetivo de transformar vidas pelo sangue de Jesus, a obra missionária inaugurou no dia 3 de julho a 1ª Congregação Batista de Bata. Os passos para se chegar até essa vitória não foram fáceis, mas as missionárias de Missões Mundiais naquele país africano, Nely Soares de Souza e Maria Lucinalva, reconhecem que somente Deus pode romper cadeias onde satanás levantou seu trono.

O lugar onde a congregação foi erguida abrigou durante oito anos uma “curandeiria”. As missionárias começaram o trabalho levando a Palavra de Deus e a primeira família que alcançaram para Cristo tinha em seu terreno um centro de bruxaria. “No primeiro culto, toda a família teve um encontro com Cristo. Até o bruxo participou e manifestou desejo de seguir a Jesus. Mas ele necessita de nossas orações para ser liberto. A igreja jejuou e orou para que Deus destruísse aquele lugar onde as pessoas estavam sendo escravizadas pelo diabo e, ali, fosse levantado um altar para adoração ao nosso Deus, vivo e verdadeiro”, diz a missionária Nely.

A partir da decisão daquela família, a comunidade foi presenteada com a luz do Senhor. O dono da casa resolveu destruir o centro de bruxaria que pertencia a seu irmão mais novo, reuniu a família e expôs seu desejo de ver a igreja de Jesus reunida naquele lugar. Assim, em menos de dois meses, surgiu a congregação, onde o poder de Deus tem se manifestado, impactando vidas.

“A construção começou no dia 9 de maio e já foi concluída. Em se tratando de Guiné Equatorial, isso é um milagre, pois as construções por aqui demoram muito para acabar”, revela a missionária Maria Lucinalva.

As missionárias esperam ver Deus salvando e libertando vidas através de mais esta obra.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

MITOS QUE ATRAPALHAM A OBRA MISSIONÁRIA...




Por que ir para tão longe se aqui perto há tanta necessidade?


Eis aí uma pergunta que, pelo menos uma vez, todo missionário transcultural já deve ter tido que responder.

Visitando diversas igrejas no Brasil e compartilhando a respeito do nosso ministério de proclamação da Palavra de Deus aos povos africanos, temos ouvido esta pergunta com certa frequência.

Por alguma razão, pessoas se sentem desconfortáveis com a ideia de que um indivíduo abrace desafios num contexto distante, enquanto há a manifestação de desafios, em certo sentido, semelhantes em seu ambiente originário.

Normalmente, diante da apresentação desta pergunta, temos procurado responder tendo em mente as seguintes razões:

Porque é bíblico

A atitude de alguém que sai da terra natal para levar o evangelho a outras nações é, antes de tudo, sustentada, inspirada e ordenada pelas Escrituras.

O fato é que a Bíblia é essencialmente um livro missionário e como tal requer que o povo do caminho concentre seus esforços no anúncio da glória de Deus também entre aqueles que estão distantes.

Abraão foi o pioneiro a ter que deixar sua casa para se tornar bênção para as famílias da terra (Gn. 12.1-3), cumprindo assim os projetos missionários divinos. Depois dele, muitos outros personagens bíblicos seguiram seu rastro, tanto no Antigo como no Novo Testamento.

Sair da própria terra para levar o evangelho aos que estão distantes não se trata de uma proposta humana. Não é modismo, heroísmo ou tentativa de expansão religiosa. O trabalho missionário transcultural é vontade e propósito de Deus! A tarefa missionária da Igreja, antes de qualquer outra coisa, é bíblica.

Porque o Mestre mandou

O missionário vai aos lugares mais distantes do planeta a fim de anunciar o evangelho em obediência a Jesus. Não se trata prioritariamente de responder a desafios maiores ou menores dos encontrados em nossa pátria, mas de se submeter à ordem expressa de Jesus para anúncio do evangelho entre todas as nações.

Essa não é a única base do nosso envolvimento com missões (já que o assunto é bíblico e reafirmado em cada livro das Escrituras), mas é preciso reconhecer que o Mestre não sugeriu ou solicitou, Ele nos mandou fazer discípulos de todas as nações: “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos” (Mt. 28.19-20).

Aquele que nos mandou ir tem toda autoridade no céu e na Terra. Sendo assim, devemos nos submeter à sua autoridade obedecendo à sua convocação a fim de alcançarmos também os que estão distantes.

Por uma questão de exemplo

Quando olhamos para trás encontramos em toda a história bíblica e eclesiástica o exemplo de homens que cumpriram com obediência o chamado missionário divino. De fato, o evangelho chegou até nós porque esses valentes do passado compreenderam que a Igreja é a agência missionária de Deus para o mundo.

É saudável lembrarmos com frequência que foi por meio do desprendimento e da obediência dos missionários estrangeiros que o evangelho chegou ao nosso país. Eles saíram de suas terras deixando para trás desafios presentes em seu próprio contexto. Antes de desembarcarem no Brasil é possível que também tenham ouvido de seus compatriotas: “Por que ir tão longe se aqui por perto há tanta necessidade?” Não obstante, saíram com coragem e vieram nos trazer o evangelho.

Hoje, tendo sido alcançados com o evangelho, parece que o mínimo que podemos fazer é reproduzir o exemplo, assumindo esse mesmo tipo de iniciativa em relação aos demais povos.

Para impedir o avanço das trevas em outras partes do mundo

Os povos sem o testemunho do evangelho estão perdidos espiritualmente e vivendo na escuridão. Em contrapartida, as falsas religiões continuam avançando e em muitos casos gerando oposição e perseguição ao evangelho.

Há contextos onde a obra da cruz de Cristo ainda não é conhecida e uma das consequências é que de maneira explícita Satanás é tido como rei e permanece recebendo adoração que não lhe é devida.

É importante dizer que quando nos omitimos em pregar a Palavra de Deus, estamos fazendo com que gerações inteiras permaneçam na escuridão. Desta forma, não podemos permanecer indiferentes enquanto temos todas as condições para interferir nestes cenários e fazer com que as trevas sejam dissipadas.

Por uma questão de coerência

Recentemente me sentei com o meu pastor em seu gabinete e ao considerarmos a presença da igreja em nosso bairro, identificamos mais de vinte igrejas locais em uma única rua. Esse fato faz parte da realidade de outras ruas da cidade do Rio de Janeiro e também de muitas outras cidades do nosso país. A questão que vem à mente diante deste quadro é: “Se o acesso ao evangelho é tão abundante em nossas cidades, por que não compartilhá-lo com aqueles que ainda não o receberam?”

Se o evangelho é de fato boas-novas e há muitos que sequer tiveram acesso a ele, acredito que não podemos omitir aos outros tudo o que Cristo fez por nós. Se o fizermos seremos os mais insensíveis e os mais incoerentes de todos os homens, mesmo que não houvesse uma ordem tão explícita para pregarmos o evangelho ao mundo.

Será que é justo que alguns recebam do evangelho em abundância enquanto outros não têm sequer uma oportunidade? Foi em resposta a esse cenário que o apóstolo Paulo escreveu: “Deste modo esforçando-me por anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio” (Rm. 15.20).

Por uma questão de estratégia

Por mais incrível que pareça, existem povos que nunca ouviram o evangelho e precisam ser focalizados pela Igreja de Jesus Cristo a fim de serem evangelizados. Eles representam nações inteiras intocadas pelo trabalho de evangelização da Igreja e ignorantes da revelação especial de Deus. Eles somam milhões de pessoas que vivem em ignorância espiritual, mergulhados na idolatria e arraigados nas falsas religiões. São vítimas da fome, da pobreza, das doenças, das guerras e da impossibilidade de conhecerem a graça divina, revelada em Cristo Jesus.

Os povos não alcançados são aqueles que não possuem uma comunidade nativa de crentes em Cristo com números ou recursos adequados para evangelizar seu próprio grupo sem a ajuda de missionários transculturais. Eles representam uns 2,3 bilhões de pessoas com muito poucas possibilidades de ouvir e crer no evangelho de Cristo.

Considerando a tarefa inacabada do anúncio do evangelho entre todas as nações, o desafio que mais se destaca para a Igreja em nossa geração é exatamente anunciar o evangelho aos que ainda não ouviram.

Porque é um privilégio


Aquele que deixar o seu lar para seguir para terras distantes a fim de proclamar o evangelho é um mensageiro da paz e pode estar se tornando um pioneiro no trabalho de levar as boas novas de Cristo aos que ainda não ouviram.

Tenho enorme alegria em dizer que o maior investimento que fiz na minha vida foi dedicar a minha juventude no anúncio do evangelho (já se vão treze anos!). Pois a obra missionária é um grande privilégio para quem pode experimentá-la e investimento garantido para a eternidade, certa é recompensa.

Entendemos por meio da teologia bíblica que esse ministério não foi dado aos anjos, mas aos discípulos de Jesus. Portanto, trata-se de um grande privilégio que o Senhor tem reservado para nós.

“Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas" (Rm. 10.15).

Por todas estas razões, vale a pena alcançar aqueles que estão longe de nós!

Publicado na Revista Povos, número 10, dezembro de 2009.de autoria de: Jairo de Oliveira.(Veja link na coluna da direita)

terça-feira, 6 de julho de 2010

POVO HERERO DA NAMÍBIA, ZIMBÁBUE, ANGOLA E BOTSUANA

Os herero são um povo africano que principalmente vive em Namíbia, onde são o 7,54 % da população. Falam uma língua bantu, otjiherero. caracterizam-se para empregar como ferraters alguns estrangeiros (lemba). O seu nome prove do castelhano herrero (também os denominam helelo), e chefe no século XVIII adoptaram a fala dos bantús vizinhos. Antigamente tinham um fogo sagrado vigiado por uma casta de sacerdotes hereditaris segundo o clã patriarcal (oruzo), pelo qual e diferencien todos eles, ou bem pelo matriarcal (eanda). Fabricam cestas e recipientes de madeira, fang e metal.




Localização

Na atualidade os herero estão repartidos entre três estados:
• Angola: 120.000, que representam o 1% do total da população do país. Os subgrups principais são os Kuvale e os Djimba que se encontram repartidos pelo sudoeste de Angola.
• Botswana: 21.000 herero, situados nos voltantes do rio Okavango, que somam o 1% da população do país.
• Namíbia: 106.000 pessoas, equivalentes ao 10% do total de habitantes. encontram-se espargits ao largo do norte do país, em concreto nas regiões administrativas de Namíbia de Omaheke, Otjozondjupa, Kunene, e Erongo





Subgrupos
Os herero estão divididos em vários sub-grupos. O mais numeroso a Angola, é o dos kuvale, quem vivem perto à zona desertica da província de Namibe. Em Namíbia os principais grupos são os tjimba e ndamuranda em Kunene; os mahereo que habitam os voltants do povo de Okahandja (antiga capital do bantustan dedicado para os herero, Hereroland); os zeraua que vivem na zona de Omaruru.


Características culturais

Os hereros têm um grande orgulho na sua identificação e solidariedade étnica. A pesar de ter sido praticamente aniquilados, mantiveram as suas tradições familiares e consciência nacional viva. Prova disto é a festa anual herero, no Dia de Maharero ao agosto, quando as unidades paramilitares herero desfilam ante os seus cabes tribais através das ruas de Okahandja, Gobabis e Omaruru. A pesar que grande parte deles se converteram ao cristianismo, seguem mantendo aspectos muito tradicionais das suas antigas práticas religiosas. Igual que a sua economia, que está centrada ao redor do bestiar boví, grande número de cerimônias espirituais se centram ao redor da a vaca como animal sagrado. O atual vestido tradicional das mulheres hehero é produto da influência européia no século XIX.
Os herero costumavam vestir como os himba; isto é, praticamente não se vestiam. Os missionários, ofendidos pela nudes, conseguiram introduzir o conceito da vestimenta, com um tipo de vestido de corte europeu da época, mas vistosos e coloridos O peculiar barrete que usam, quiçá foi desenhado em homenagem à forma do chefe da vaca.
Todos os grupos herero falam o otjiherero; a Botswana ademais falam o dialeto mbandieru.
É impressionante o alto grau de solidariedade dos hereros: “Se você está num grupo e oferece alguma coisa a uma pessoa com quem tem empatia maior, automaticamente ela pega isso, seja lá o que for, e leva para ser dividido. Isto é visível entre as crianças e adultos. Eles são muito solidários entre si, apesar de terem uma relação afetuosa muito independente. As crianças começam nisso muito cedo, vão para o pasto, dormem fora. Sem essa relação de possessividade”.

LÍNGUA E FUTURO

Em Angola, está em negociação para montar uma escola para os hereros, mas baseada na língua deles. “Esse é problema, pois, quando entra o Estado e a escola é feita em português, o que ocorre frequentemente é que o professor chega lá e mal sabe falar a língua”, conta. Trata-se de desejo manifestado por eles, acrescenta: “O próprio soba Mutili, guia deles, já havia tentado várias vezes construir uma escola e sempre que o administrador chegava lá, dizia que o espaço não era adequado e os professores nunca vinham”.