"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A GRANDE COMISSÃO


Prega-se que há quatro maneiras principais de nos envolvermos com missões: ORANDO, DIVULGANDO, CONTRIBUINDO ou INDO. São, portanto, também, quatro áreas em que estamos sendo os grandes omissos.

1. Por incrível que pareça, há pessoas que nunca oraram, de fato, por missões transculturais. Participei de uma conferência missionária para pastores quando alguns deles, ajoelhados, pediam a Deus perdão porque nunca haviam orado pela Índia. (A Índia tem mais de um bilhão de habitantes, cuja esmagadora maioria não conhece o Evangelho e muitos nunca ouviram o nome “Jesus”.)
2. Acredite, certa vez ouvi um pastor de educação superior e grande projeção social, política e religiosa, à frente de uma rica igreja, que além de não divulgar missões transculturais, falou contra elas, (como se o diabo precisasse de advogados).
3. Isto é incrível uma igreja realizou uma conferência e desafiou os membros para uma grande contribuição missionária, mediante promessas de fé. Algum tempo depois, o pastor daquela igreja relatou ao que tinha sido o principal conferencista. “A oferta missionária foi uma bênção; o dinheiro deu para terminar a construção do templo”. (Sem comentários).
4. Você acredita que de cada cem missionários enviados, menos de dez estão indo para os campos realmente mais necessitados: Imagine então a omissão dos que não estão indo para lugar nenhum. Graças a Deus por aqueles que, há mais de um século, vieram para o nosso país trazendo o Evangelho. Agora é a nossa vez de fazer o mesmo, indo aos povos que não conhecem o Senhor.

Algumas pessoas crêem, com sinceridade, que tudo o que fazem por sua igreja ou para Deus pode ser considerado como missões. Eles crêem que a construção de seus edifícios, por boa ou legítima que possa ser, seja fazer missões. Isso talvez explique por que muitas despesas com programações de igreja local e viagens sejam cobertas com fundos missionários. Cada um deve considerar esse assunto em oração porque a igreja primitiva estava fazendo grandes coisas para o Senhor. Eles estavam experimentando grandes milagres, profunda comunhão, vida espiritual abundante. Muitos novos convertidos eram acrescentados à igreja, entretanto eles não estavam obedecendo ao que Jesus lhes tinha ordenado. Algo drástico teve de acontecer para forçá-los a fazer a vontade de Deus. O que lhes fora ordenado fazer em Atos 1.8 tiveram de fazer em Atos 8.1 por meio de perseguição.

Pessoas como eu precisam de muitos anos de envolvimento missionário para começar a entender os aspectos mais importantes do seu próprio ministério.
Quando era pastor local, eu pensava ter visão missionária porque, eventualmente, citava estatísticas na igreja ou sugeria o aumento na quantia de uma oferta de amor para uma agência missionária.

Com o passar dos anos, fui para o campo missionário para ajudar a plantar igrejas. Fiquei familiarizado com a Grande Comissão e pensei que finalmente, houvesse entendido o mandamento de Jesus. Costumava a enfatizar que nossa responsabilidade não era simplesmente proclamar o Evangelho, mas também ensinar todas as coisas que Jesus nos ordenara.


Finalmente, minha atenção foi atraída para um detalhe muito importante do mandamento: ensinando-os a obedecer.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

I D E

(Silas Tostes - Presidentes da AMTB [1])

Vivemos dias abençoados no Brasil, pois, por toda parte se fala em missões. É verdade que há igrejas não engajadas nesse trabalho. É verdade também que há igrejas que não acreditam em formação missionária, e nem mesmo no apoio que as agências missionárias podem oferecer ao movimento. Nesse contexto de diversidade da atuação missionária, proliferam-se os adjetivos atrelados ao substantivo missão, como: urbana, integral, transcultural, nacional, estrangeira... Contudo, cada um desses procura ressaltar que a atuação missionária da Igreja vai desde seu contexto cultural até os confins da terra, assim como vai além da mera pregação verbal do Evangelho [2].

Missão, portanto, compreende uma abrangente ação missionária da Igreja. O anúncio da chegada do Reino de Deus em Jesus, que cresce por meio da atuação da Igreja na obra missionária, envolve o anúncio do Evangelho (redenção divina da criação em Cristo), e demonstração nas trevas de nossas atitudes de amor a Deus e de amor à Sua criação. Dessa forma, procuramos honrar e glorificar o nosso Criador como o único e digno Deus.

Amar a Deus e à Sua criação, fundamenta-se no fato de que tudo que Deus fez era bom, mas, infelizmente, afetada pelo pecado, a criação está sob maldição. Deus, contudo, não Se deu por vencido. Por meio de Cristo, Ele trabalha para convergir nEle (em Cristo) todas as coisas. Tanto as do céu, como as da terra. Dessa maneira, Deus provê em Cristo redenção, não só do nosso espírito, mas de nosso corpo também, assim como de toda a Sua criação. Missão, portanto, como abrangente atuação missionária da Igreja, a leva a ser sal e luz da terra. Uma igreja que atua missionariamente, ama a Deus, e ama a Sua criação, e por isso, preocupa-se tanto com as pessoas quanto com a ecologia também.

Missão no que se refere ao homem, deve lhe oferecer a vida eterna de Jesus, e também se preocupar em retirar-lhe todo tipo de vida sem dignidade, cidadania, justiça e condições de existência. Em outras palavras, missão deve se preocupar com o homem no seu contexto histórico, até que o mesmo chegue à plenitude do Reino de Deus. Isso naturalmente nos levará a estarmos mais envolvidos em ações que promovam transformação social. Pois, salvação (redenção de Cristo), preocupa-se com o bem estar do homem, no seu contexto histórico, até a eternidade em Deus.

No que se refere aos outros aspectos da criação, como o planeta Terra, e as mais diversas formas de vida nele, deveríamos ser, como cidadãos do Reino de Deus, os primeiros a nos preocuparmos com as condições de vida neste mundo. Pois, nas Escrituras, vemos que o Deus criador, preocupa-se com a sua criação, tanto no redimi-la, quanto na implantação da justiça na terra e da vida eterna com Ele.



Nesse contexto do que deve ser a boa atuação missionária da Igreja Brasileira, o Manual Ide provê ao leitor inúmeras oportunidades de treinamento e engajamento em missões. Assim poderá você também amar a Deus e à Sua criação, proclamando a redenção de Jesus, com palavras e obras.

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Notas:

[1] Silas Tostes é presidente da Associação de Missões Transculturais Brasileiras – AMTB.

[2] Escrevemos Evangelho em letra maiúscula, pois, vai além de uma mensagem. O Evangelho é Jesus Rm 1:1-4, 16.

O MISSIONÁRIO E A CULTURA



“A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a Sua seara. IDE! Eis que eu vos envio como CORDEIROS para o meio de LOBOS: sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas.” (Mat. 10.16)


O Senhor Jesus conhecia o mundo a que enviou os seus discípulos; um mundo possuído pelas forças do inimigo. Bem sabia o Senhor que “a lua não é contra o sangue e a carne, e sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes.” (Ef. 6.12). Cada crente é combatente nesta guerra, mas o missionário, devido à natureza do seu trabalho, fica na linha de frente. Cabe a ele lutar corpo a corpo contra os sistemas demoníacos que, há milênios, pertencem ao reino de Satanás. Seguindo o exemplo do seu Mestre, ele tem que amarrar o valente (Satanás) antes de poder saquear-lhe a casa (Mat. 12.29). Como ele necessita das orações do Corpo de Cristo para que as muralhas de Jericó caiam Mil e uma coisas surgem para dificultar a batalha. Lutar por Cristo no estrangeiro não é igual a lutar por Ele na pátria. Conheçamos, agora, alguns gigantes da terra que os nossos missionários terão que enfrentar para por eles orarmos mais objetivamente.

LÍNGUA ESTRANHA
Na pátria o nosso missionário foi maravilhosamente usado por Deus na salvação de muitas almas. Agora, chega a “terra prometida” e não entende palavra alguma. O ex-eloquente missionário, abençoado virou pobre mudo que, como criancinha, precisa aprender as coisas elementares da comunicação. Sem dominar esse idioma novo não se pode transmitir a mensagem preciosa que arde no coração. E obrigado a sentar hora após hora, estudando gramática, paradigmas de verbos e entonação. Há idiomas que podem ser dominados dentro de seis meses (indonésio e português). Outros, porém, levam anos (japonês). Nesta fase podem apoderar-se dos missionários sentimentos de frustração, inferioridade, vergonha e inutilidade. Por isso são indispensáveis as nossas orações para que não desanime, e sim, levante-se para matar o grande gigante lingüístico.

CULTURA ESQUISITA
É natural pensar que a única maneira certa de fazer as coisas seja como a nossa cultura brasileira nos ensina. A realidade, porém, é que cada país tem a sua própria maneira de solucionar os seus problemas de vida e de ambiente. E para ele aquela maneira é a certa! É difícil pensar que há gentes que nunca comeram arroz e feijão, que gostam de pernas de rã (França) ou ovo choco (Filipinas), que acha uma especialidade o cupim frito e a mandioca fermentada (Zaire). Há uma infinita variedade de coisas que se pode comer, mas isso não quer dizer que todos tem que come-las e delas gostar.
Não é somente na alimentação que observamos diferenças tão grande, mas também nas habitações, roupas, agricultura, ferramentas, educação e religião. Cada cultura tem a sua maneira de mostrar etiqueta, modéstia e amor. Para os Yupes, a perna descoberta é sinal de falta de modéstia, enquanto os seios nus é perfeitamente naturais. No outro extremo, a mulher muçulmana pode mostrar o rosto somente, e às vezes, nem isso! Numa ilha do Pacífico se cumprimentam pelo tocar do nariz no Ocidente pelo aperto de mãos. No Brasil por um abraço. E na Argentina se acrescenta o beijo! Na Indonésia a mão esquerda é considerada imunda e na Tailândia não se pode mostrar a planta do pé, nem se podem internar as mulheres no segundo andar dos hospitais se há homens no primeiro. Pois seria dizer que a mulher é superior ao homem, um insulto muito grande. Em Angola, numa determinada tribo, não se pode arar a terra na primavera porque é a época dela ficar grávida e no interior do Brasil só se permite dar remédio contra vermes na lua “cheia” porque as cabeças deles estão viradas para cima.
Diferenças entre culturas podem resultar em mal-entendidos sérios. Uma missionária no México reclamou quando um índio cuspiu no chão de terra da sua sala. “Não faça isso! Está sujo!” disse ela. A que o índio retrucou – “sim, Senhora, mas o chão lá fora está mais sujo ainda.”
O missionário considerou muito sujo e mal cheiroso o povo duma tribo em Nova Guiné, até descobrir que a mistura de barro e esterco de gado com que cobriram-lhes os corpos servia de proteção contra o mosquito transmissor da malária. Se ele tivesse insistido que a tribo tirasse a “mistura” por motivo de asseio teriam morrido todos. Os primeiros missionários aos Chols do México pensaram ser o povo insensível quando ria no enterro de amigos. A explicação, porém, foi simples – “Uai, nós rimos para não chorarmos!” Faltava-lhes sentimento? Não! Simplesmente o expressava numa maneira “diferente”.
O missionário carregando os trapos da cultura dele pode fazer com que o Evangelho seja mal interpretado. Antes dos comunistas ocuparem a China foi reportado que alguns chineses pensaram que o missionário adorava cadeiras, pois quando orava, sempre ajoelhava perante uma. Os índios Navajos pensaram que a sarça era sacra porque na época de Natal os missionários a enfeitavam (não existiam pinheiros no local) com muito carinho. Na África, por falta de laranja para chupar, duas missionárias sempre tomavam suco de lima na hora do desjejum. Costume da terra delas. Após anos de luta, sem “fruto” algum, foi-lhes revelado que naquela cultura somente as prostitutas utilizam suco de lima... para evitar a gravidez! As duas, logicamente, era tidas como prostitutas. Logo que pararam de tomar o suco, e após uma explicação aos líderes da tribo o evangelho foi aceito.

ENCULTURAÇÃO
Aprender uma cultura nova não é fácil, pois encontram-se tantas diferenças, aparentemente ridículas, que torna-se difícil o missionário acomodar-se. Chamam-se essas diferenças que o abalam “baques culturais”. Ao arrostar esses baques há duas maneiras de reagir.

1) Empatia e Identificação – O missionário identifica-se com o povo onde pode e tem empatia pelos costumes que não pode adotar. Por exemplo: Não lhe é necessário pôr barro no corpo porque pode comprar remédio. Mas aprecia a razão porque o povo o utiliza.
2) Entrar em Choque cultural, que pode levar de volta ao seu país porque não agüenta mais; ou fazer com que ele adote “na integra”, todos os costumes do povo sem pensar se são bons ou ruins; a fim de ser aceito pois, realmente sente-se inseguro na cultura.

Levando em conta tudo isso, podemos orar mais fervorosamente pelos missionários nossos que enfrentam esses problemas que jamais teremos que enfrentar.

“Mande-nos missionários que saibam trabalhar com os nacionais; que queiram ajudar a Igreja nacional a crescer e que saibam obedecer e não só mandar” disse um líder da Igreja na Angola. E é essa a atitude em muitos países devido ao crescimento do espírito nacionalista. No Zaire, ainda há necessidade de missionários que saibam evangelizar e ensinar nas escolas bíblicas, com a seguinte qualificação... Tem que trabalhar debaixo da autoridade do nacional. Não há mais lugar para aquele que não confia na habilidade do Africano e que queiram ser individualista. Demos as mãos ao povo de Deus em toda parte e com mútua cooperação avancemos para a glória de Deus.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

VALE A PENA LER DE NOVO

A Teologia da Anti-Missão


Ao olhar para igreja atual parece que há algo de errado, que de alguma forma ela conseguiu mudar seu propósito e sua natureza, conseguiu desviar-se do que a princípio foi estabelecido pelo próprio Jesus.
A igreja Brasileira nos últimos anos foi invadida por aquilo que denominamos de teologias da anti-missão. Uma dessas teologias é a teologia da prosperidade que levou a igreja evangélica brasileira a uma mudança de paradigma. As igrejas, bem como seus ministérios, suas pregações e suas ações deixaram de servir para serem servidas. Neste processo nossa igreja busca somente satisfazer seus próprios interesses.

Nos últimos anos a igreja deixou de ser agente missionário para se tornar uma instituição mercadológica onde o evangelho é vendido sem escrúpulos, e onde o melhor vendedor é aquele que possui uma mega-igreja ou uma igreja de destaque na sociedade, não por aquilo que faz mais pela aparência que tem. Tenho uma séria preocupação com o modo com que à igreja brasileira absorve modelos pré-prontos, tornando-os mais importantes os princípios teológicos da missão. Quando olhamos atentamente para a igreja brasileira percebemos que ela sofre de uma síndrome que a distancia a cada instante da sua natureza missionária. Nossas igrejas não conseguem desenvolver uma ação prática que possa transformar nossa comunidade.

A respeito da realidade da igreja brasileira, Ariovaldo Ramos a descreve desta forma:

A face mais visível da igreja brasileira e, aparentemente, a que mais cresce, em vez de denunciar a injustiça social e propor e viver uma economia solidária, passou a pregar uma teologia que sustentava a desigualdade, ao afirmar que a riqueza deveria ser o alvo do crente, e que o caminho é a fé atestada pelo nível de contribuição e pela capacidade de arbitrar, por, decreto, sobre o que Deus deve fazer. (...)Em vez de viver , sinalizar e anunciar o reino, passou a caçar os principados e potestades nas regiões celestiais, ora localizando e derrubando os seus potes-ídolos, ora ungindo de alguma forma criativa a cidade, inaugurando o que James Houston chamou de evangelização cósmica.
(...)Outro houve que assumiu a igreja como uma empresa, sonhando também com impérios, e passou a importar modelos de gerenciamento que a organizasse, desenvolvesse excelência ministerial e produzisse crescimento, usando muitas vezes o princípio do apartheid as ovelhas foram transformadas em mão-de-obra e os pastores, em gerentes de programa. (Ramos, 2005, p. 201-203)



Diante deste quadro tão preocupante que se encontra a igreja brasileira, para que possamos retomar os princípios neo-testamentários a cerca da missão é necessário redescobrir na igreja de que forma a missão cristã pode exercer mudanças em nossa geração, buscar a luz de uma pesquisa teológica e bíblica quais são os princípios e valores inerentes à função da igreja cristã em nossa sociedade.

David Bosh ao falar sobre esta natureza da igreja diz:
Na eclesiologia emergente, a igreja é vista como essencialmente missionária. O modelo bíblico que está por trás dessa convicção e que tem sua expressão clássica em AG2 ("A igreja peregrina é missionária por sua natureza"), é aquele que encontramos 1 Pedro 2.9. Aqui a igreja não é a remetente, mas a remetida. Sua missão (o fato de "ser enviada") não é secundária em relação à sua existência; a igreja existe ao ser enviada e edificar-se visando à sua missão (Barth 1956:725 - estou me baseando aqui no original alemão, e não na tradução inglesa). A eclesiologia, portanto, não constitui uma atividade periférica de uma igreja firmemente estabelecida, [está] queimando fulgurantemente (...) A Atividade missionária não é tanto uma ação da igreja, mas é simplesmente a igreja em ação (Bosh, 2002, p. 447)


Através de um estudo aprimorado sobre a identidade da igreja e sua ação missionária quero propor um novo pensamento a cerca de nossa caminhada e uma ação mais efetiva que possa trazer mudanças palpáveis em nossa sociedade, principalmente entre aqueles que necessitam de uma transformação integral, mostrar apontamentos de como podemos reverter essa realidade.

É preciso retomar nossas idéias, parar com tudo e entrar num processo de reavaliação de nossos conceitos e paradigmas. Deixar de lado nossa ansiedade em "evangelizar" o mundo e começar a pensar em missão como um processo de transformação integral na vida daqueles que são atingidos por ela.

Nosso primeiro passo deve consistir em buscar de forma bíblica e teológica os conceitos da missão deixada a nós por Cristo, identificar quais são as verdades bíblicas a respeito deste tema e quais são os modismos que devemos abandonar, pois nossos modismos nos levam a servir muito mais a nós mesmos do que aos que ainda não conhecem o evangelho.

Sem uma visão clara a cerca da missão, corremos o risco de nos tornarmos uma simples instituição mercadológica preocupada só com o numero de almas ou com as metas numéricas que devemos alcançar.A igreja deve deixar seus programas gerenciais e voltar-se a vida das pessoas, trazendo um evangelho integral que atenda as necessidades. Precisamos tornar nossas igrejas úteis aos necessitados, nossos cultos acessíveis a todos sem exceção, assim poderemos vivenciar e demonstrar o amor de Deus pelos povos. Um dos grandes passos para a igreja atual é romper com o evangelho apenas falado e começar a viver um evangelho prático que caminha em direção às pessoas.

Usando Cristo como exemplo, poderemos encontrar os parâmetros necessários para o cumprimento desta missão. Olhar para Cristo nos levará a abandonar nosso orgulho e hipocrisia que gera um muro que nos separa da missão autêntica.

Quando deixarmos de lado nosso próprio eu, daremos espaço para que o Espírito Santo aja através de nós.A missão começa quando nós experimentamos uma intimidade autêntica com Deus que nos leva a compreender seu amor, sua graça e sua bondade. Mesmo que isso não seja uma atitude fácil, e não é, precisamos caminhar para um processo de busca neo-testamentária, seguindo o exemplo dos cristãos do primeiro século.

De forma prática a busca para responder ao chamado da missão, deve ser um só:
Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que embora sendo Deus, não considerou o ser igual a Deus era algo que devia apegar-se; mas se esvaziou a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.E sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz! (NVI, p. 941)

Por Paulo Feniman.
Acesse: http://www.miaf.org.br/home.asp
via http://profetasdasruas.blogspot.com
http://veredasmissionarias.blogspot.com/2010/08/teologia-da-anti-missao.html

terça-feira, 24 de agosto de 2010

É TEMPO DE FAZER MISSÕES

CHOQUE CULTURAL

Aprender a viver entre um povo de uma outra cultura, pode ser divertido mas é uma experiência desgastante. Uma vez que a empolgação com as novidades é passada a estranhes de uma nova circunvizinhança, e a perda daquele sentimento de “pertencer ao lugar”, daí então a sua segurança e a sua autoconfiança, começa a ser balançadas.

Um clima exaustivo, comida estranha, línguas desconhecidas, e costumes familiares desconhecidos, concorrem para que você sinta-se fora do lugar, e malquisto. Cada dia tem a sua cota de experiências frustrantes, e perplexas; cada erro no comportamento social aumenta o seu pavor de encontrar-se com as pessoas, aí começamos a desejar ardentemente as coisas que nos são familiares, e nos retirar com gratidão, à confortável solidão do nosso quarto, para a companhia do diário, ou a escrever longas cartas para casa. Até mesmo os nossos colegas missionários parecem insensíveis, desde que eles pareçam tão mais em casa agora, numa outra cultura.

Poucos missionários acham fácil o primeiro mês de adaptação; a maioria muda completamente, aprende a conhecer-se melhor, e a rir das barreiras culturais e lingüísticas; alguns poucos passam por um “choque cultural”; tendo que às vezes receber tratamento médico.

DEFINIÇÃO
Choque cultural tem sido definido como um severo distúrbio emocional resultante da falta de sucesso na adaptação ao meio ambiente de uma nova cultura. É comparado com o estado de “desordem mental” de um soldado, após ter sido sujeito a um longo período de bombardeio e perigo. O jovem missionário em choque cultural cessa temporariamente na maioria dos casos – suportar a barreira dos novos sons, cheiros, idéias, impressões e sentimentos que os assaltam.

As relações humanas e a língua, são o coração da cultura; e estes contactos estão cercados de normas não escritas, relacionadas à saudação, contacto físico, sorriso, tom de voz, e graus de intimidade, entre pessoas de diferentes sexos, idade, e classe. Apesar dos longos anos de estudos, da experiência na obra de Deus, e (provavelmente) da inteligência acima do normal, o jovem missionário tem que tomar o lugar de criança novamente, sendo pacientemente instruído, quanto às normas sociais da sua nova sociedade.

“Um grupo de missionários precisava atravessar uma barricada numa estrada, para chegar à cidade mais próxima, então eles enviaram uma das missionárias que tinha uma maneira muito agradável de lidar com as pessoas”.
Ela foi até o policial com o seu melhor sorriso, e falou com ele que precisava chegar até a cidade mais próxima... e não obteve resposta nenhuma. Ela explicou tudo novamente, mas ele continuou em silêncio. Finalmente ela disse com irritação: O senhor não entende francês?, Sim eu entendo, disse o policial com dignidade, e completou: Eu estou esperando apenas a senhorita dizer “BOM DIA”.


PROBLEMAS PARALELOS
O problema da desorientação cultural é composto de uma multidão de outros pequenos problemas, os quais separadamente, poderiam na maioria das vezes, serem deixados de lado sem dificuldade. Solidão, insetos, problemas de saúde, estes e muitos outros incômodos diários se tornam gigantes em seu pensamento. Quando as pessoas conversam na língua nacional é “porque eles não querem que ele entenda”; quando eles dão risadas de uma brincadeira feitas a qual ele não entendeu, eles “estão rindo dele provavelmente”. Um dos venenos tóxicos desta situação é, sem dúvida, a autocomiseração. Uma das melhores armas contra o choque cultural é o senso de humor, e a habilidade de rir de você mesmo. E um dos resultados frutíferos deste período de testes é um novo e profundo grau de descoberta de si mesmo.

O PROCESSO DE ADAPTAÇÃO
Adaptação cultural quase sempre passa por fases distintas e reconhecidas.

Atração / Fascínio
O jovem missionário primeiro desfruta um período de alegria com todas as coisas novas e estranhas. Visionário e encantado com as novidades das coisas, ele devora todas as novas experiências, e escreve com grande entusiasmo sobre “a terra maravilhosa e o povo querido”, para onde Deus o chamou. Este estado de “lua de mel” na sua experiência é marcado por fantasia e irrealidade, e provavelmente não durará muito tempo; assim que ele cesse de ser um espectador, e se torne mais envolvido, então ele encontrará dificuldades. Em pouquíssimos casos, esta resposta superficial ao conflito das culturas, pode desenvolvr4-se em uma forma extrema de identificação chamada “Tornar-se nativo”. Isto é uma rejeição da sua própria cultura num esforço exagerado de ser aceito pela nova cultura. Este desejo ardente de aceitação leva o novato, à cegamente imitar as vestes, e os costumes da cultura hospedeira, (andar descalço forrar o chão e dormir em cima, beber vinho da palmeira, etc.); esta falsa e tola reação ao desafio de adaptação confunde imitação exterior com compreensão e apreciação interior. Tal identificação superficial é rápida e claramente vista como ridícula, e pode até parecer profundamente ofensivo como uma aparente zombaria.

Rejeição
Hostilidade e rejeição tendem a emergir tão logo a fascinação inicial acaba. Rejeição é um dos sinais mais comuns do início do choque cultural, e pode tomar muitas formas: rejeição ao povo que viemos para servir, ao nosso colega de trabalho, à missão, à liderança da igreja, e à sua própria cultura. Quando a rejeição é direcionada às pessoas do país hospedeiro (os quais são criticados como “não confiáveis”, “descuidado”, “preguiçoso”, “não civilizado”), normalmente ataca aqueles pontos de cultura, os quais falhamos em entender. Eles nunca dizem “obrigado”, e então “não sabem o significado de gratidão” (ou poderia ser, que a não notada maneira que a oferta foi recebida, digo, com as duas mãos, foi tão eloqüente quanto as palavras poderiam ser?). Uma das regras de ferro, para uma adaptação saudável, é suspender o julgamento das pessoas e reprimir o criticismo, até compreendê-los realmente.


Este é o período do descontentamento e frustração, quando os agravos e murmurações tornam-se o ingrediente guardado para toda conversação; ao lado de tais críticas vão as doces lembranças da sociedade, e país que você deixou pra trás. A rejeição pode finalmente e mais seriamente se voltar contra você mesmo, de maneira que os sentimentos de falha culpa e falta de amor, crescem a tal ponto de se ter um desejo irresistível de abandonar a obra missionária e arrumar um novo emprego.

Auto Conhecimento e Reavaliação
Uma das dificuldades e recompensas da adaptação cultural é o fato de que somos levados a nos conhecer, nossa limitação, nossa ligação aos hábitos, nosso desejo de brilhar e ganha admiração dos outros. O orgulho raramente está ausente do estado de choque cultural. (Porque eu deveria com todos os talentos e estudos que tenho, voltar para à escola e fazer tremenda confusão de tudo isto?) “porque aquela senhorita, que mal acabou de sair do seminário, e que nem mesmo tem um diploma, está fazendo melhor do que eu no estudo da língua?).

Tais auto descobertas, podem ser duras de aceitar, mas são indispensáveis para um serviço cristão eficaz.

Porque devemos nos adaptar? Porque não podemos simplesmente continuar sendo “nós mesmos”?. Nós estamos indos com uma mensagem que queremos que o povo entenda, e a nossa mensagem não será compreensível, senão nos adaptar-mos. Nós não somos apenas uns produtos de nossa experiência, mas avaliamos qualquer outra nova experiência, à luz das experiências passadas. A pessoa para quem nos dirigimos numa outra cultura, não tem outros meios de avaliar o que dizemos, ou fazemos, exceto por aquilo que ele já experimentou no passado. Talvez nós não sejamos capazes de reagir da maneira que ele pensa que deveríamos reagir, (por causa da nossa experiência passada), mas nós devemos pelo menos aprender a tentar entender “o porquê” de ele reagir daquela determinada forma, em certas situações.

A compreensão virá com o tempo, e com a compreensão virá uma apreciação muito mais honesta de você mesmo, de sua própria cultura e daquilo que é bom na cultura hospedeira.

O missionário em amadurecimento descobre o alívio e a cura provindos de rir de si mesmo, e dos outros, e isto diminui a tensão.

Algumas sugestões, dadas aqui podem parecer exageradas para um missionário que relativamente já experimentou um suave período de adaptação. Seja tal pessoa agradecida que a sacudida cultural na sua iniciação dentro duma nova cultura nunca atingiu as proporções de um choque cultural. Reciprocamente, há fatores que o predispõe a um período de aprendizado muito mais doloroso: um senso de insegurança oculto, a necessidade de ser admirado, o medo de ser motivo de risadas, impaciência, o forte desejo de não cometer os erros normais, e de aceitar a necessidade de mudança, tudo isto são fraquezas, que podem aumentar o “STRESS” da vida numa terra estranha, para problemas maiores.

O amor de Cristo em cada um de nós, é mais forte do que as tendências destrutivas de nossas personalidades, portanto é muito importante aprender a amar a nova cultura, com o seu amor por nós. Pouquíssimas recompensas são mais satisfatórias para o missionário, do que ser aceito por um outro povo, e sentir que a cultura deles, (tem pelo menos parcialmente) se tornado sua. Este prêmio compensa totalmente as dificuldades iniciais deste processo de aprender a amar.

Cansaço espiritual, juntado com o choque cultural, pode ser uma combinação assoladora. Mas os ingredientes básicos para a vitória são: Perseverança, no andar bem próximo com o Senhor, uma fé vibrante baseada no estudo da palavra, e discernimento dos propósitos do Senhor.

DICAS PRÁTICAS
1. Tente ver o stress cultural de uma maneira positiva (será que eu posso usar esta situação para aumentar minha sensibilidade para com os outros, e minha percepção dos problemas deles?).

2. Considere isto da mesma maneira que as injeções e vacinas recebidas antes de ir para o campo, isto é, como alguma coisa que pode trazer um desconforto momentâneo, mas que é o caminho para prevernir-se dos grandes desprazeres posteriores.

3. Não negligencie o seu período de descanso, sono e recreação.

4. Tome os remédios preventivos depois ou mesmo antes de sua chegada no campo, nos horários recomendados.

5. Tenha certeza de que o pessoal do campo, está informado com antecipação sobre sua chegada, isto fará com que eles te dêem uma calorosa “boas vindas”, o que te ajudará a ter um bom começo. Ter alguém para nos ajudar com as formalidades de chegada, etc., é um grande alívio no país estranho.

6. Procure chegar no campo bem descansado, e não afadigado, por ter sorrido pra lá, e pra cá, com as coisas deixadas peara a última hora, ou por ter feito as malas no ultimo dia antes da viagem.

7. Quando em dúvida sobre alguma coisa quanto à cultura, comida, higiene ou qualquer outra coisa que o estiver preocupando, procure sempre a orientação dos missionários veteranos.

8. Quanto ao vestuário, esteja de acordo com o que é normal e aceitável na cultura local.

9. Esteja aberto para receber conselhos, e orientações dos missionários veteranos e dos nacionais.

10. Faça com que o aprendizado de língua, seja uma ponte e não um obstáculo.

11. Mostre interesse nas crenças e práticas do povo. Geralmente isto é agradável, mas às vezes as pessoas ficam constrangidas em mostrar alguma coisa por pensar que os ocidentais não compreenderão. Você pode fazer com que muitas conversações se transformem em experiências à serem aprendidas fazendo perguntas, e mostrando gratidão pela informação transmitidas. Nunca escarneça ou menospreze as pessoas quando compartilham suas crenças. Isto com efeito, os faria parar de compartilhar no futuro.

12. Participe o máximo possível dos eventos e atividades em comunidade. O conselho de Hudson Taylor era: “Em todas as coisas não se adapte aos pecados do povo”. Sobretudo evite uma mentalidade isolada.

13. More com uma família nacional por um período curto se possível. Isto talvez seja a melhor situação de aprendizagem que você possa ter.

14. Busque ter uma mente para ENTENDER, MÃOS PARA AJUDAR, E UM CORAÇÃO PARA SENTIR. Armado com essas ferramentas você crescerá na apreciação da cultura, e do povo, como também o seu ministério será frutífero.

CHOQUE CULTURAL COM OS OUTROS MISSIONÁRIOS

Uma forma de choque cultural, mais sutil, é a reação que quase sempre experimentamos depois da chegada no campo, entre os missionários de nossas diferentes bases de envio. Vejamos alguns exemplos:

Se a hospedeira é americana, e o hóspede é inglês o último terá que aprender a comer as refeições principais, somente com o garfo e não se surpreender combinações “anormais” de alimentos.

Um americano não deve ficar preocupado se o escocês apenas colocar os pratos, talheres, etc., no escorredor para escorrer a água, após lavá-los com água e detergente, “não enxaguando-os”, para se tirar o sabão, como o americano, faz em casa.

Um australiano deve estar pronto para ser alvo de zombaria por causa de sua maneira peculiar de falar, principalmente por alongar e nasalizar as vogais.

A versão americana para “vida sacrifical”, pode ser vista como “luxo”, pelos de outras nacionalidades. Os suíços acham difícil entender grande quantidade de coisas que são jogadas fora pelos americanos. (e o desperdício de alimentos no Brasil).

Os brasileiros devem reprimir o julgamento de espiritualidade de alguém pelo tamanho do cabelo e ou das roupas.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O DESAFIO DA OBRA MISSIONÁRIA


Estima-se que população mundial é de 6,8 bilhões de pessoas, vivendo em mais de 250 países com uma população do tamanho de um município brasileiro pequeno, como também há país que a sua população é praticamente um terço da população mundial. Os países variam em população desde 8.000 habitantes em Nauru (uma ilha do Pacifico), até 1.3 bilhão na China.

Nos países grandes, há uma enorme variedade de línguas,
religiões, raças, classes sociais, castas e profissões.
Pôr exemplo, a Índia com mais de 1bilhão de habitantes
tem 17 línguas oficiais e cerca de 400 castas registradas. Vemos então que o mundo é mais do que agrupamento de países, religiões ou nacionalidades. O mundo é constituído de diversos "Povos".

1. ESTATÍSTICA DO NOSSO DESAFIO

Aproveitando a estatística atual, descobrimos que a população mundial se divide da seguinte maneira:

População do mundo em 2010: 6,847,434,064

Católicos romanos +1.100.000.000

Protestantes e Evangélicos 800.000.000

Ortodoxos e outros 180.000.000

Muçulmanos +1.800.000.000

Hindus +770.000.000

Religiões Orientais 680.000.000

Animismo 160.000.000

Judaísmo 20.000.000

Ateus e sem Religião 1.200.000.000

Cristãos Verdadeiros 800.000.000

Cristãos Nominais 1.300.000.000

Não Cristãos Vivendo entre Cristãos 2.000.000.000

Não Evangelizados

O evangelho não está disponível em sua língua e cultura 2.000.000.000

2. Resumo das Maiores Religiões do Mundo




a) ISLAMISMO -
I s l a m é u m a p a l a v r a á r a b e q u e s i g n i f i c a s u b m i s s ã o
a Deus é a crença dos povos que seguiram a religião fundada por Maomé.

O s S e g u i d o r e s d o I s l a m i s m o a s i m e s m o s e c h a m a m M u ç u l m a n o q u e s e g u n d o e l e s é a q u e l e q u e s e s u b m e t e a D e u s . M a o m é nasceu em Meca no 570 d.C. Casou-se com uma viúva rica chamada Khadijah,
e este casamento proporcionou-lhe também estabilidade financeira, que passava a maior parte do seu tempo em meditação no deserto. Nestas meditações Maomé alegou ter visões, e que o anjo G a b r i e l l h e t r a z i a r e v e l a ç õ e s d a p a r t e d e D e u s , que enfatizavam o Monoteísmo e a justiça social, o que muito preocupou a classe dominadora de Meca (Arábia Saudita). Após três anos de perseguições, Ele, fugiu em 622 d.C. Com muitos discípulos para a cidade de Medina. Em Medina sua influência cresceu muito e ele se tornou o líder religioso, político e militar de milhares de Árabes. No 630 d.C. Maomé e dez mil de seus seguidores foram recebidos como heróis em Meca, e marcharam para Caaba, a sagrada construção cúbica no centro da cidade. Ali, Maomé proclamou o enorme cubo preto como o centro de adoração ao "Único Deus Verdadeiro" Alá, em 632 d.C. Maomé morreu e foi reconhecido por seus milhares de seguidores como o ultimo e maior profeta de Alá.
 Hoje 30% dos muçulmanos do mundo vivem no Oriente Médio que inclui países como Arábia Saudita, Iraque, Irã, Egito e vários outros países. Mais de 90% dos países do Oriente Médio são Islamitas. Segundo o livro Batalha Mundial o Oriente Médio é o c a m p o m i s s i o n á r i o m a i s n e c e s s i t a d o d o m u n d o a t u a l m e n t e .
Existe lá cerca de 1.500 missionários.

A doutrina do Islamismo é perigosa, porque ensina que Maomé é maior que Jesus e todos os profetas da Bíblia, e que o livro verdadeiro é o Alcorão onde estão escritas as supostas revelações de Maomé. Segundo dados e estatísticos mais recentes o muçulmanismo já passa de um Bilhão de seguidores. Atualmente é um dos maiores desafios das Missões Atuais.

b) HINDUÍSMO

- Esta religião também conhecida como religião do Bramanismo, começou na Índia muitos séculos antes do nascimento de Jesus, sendo fruto de uma síntese de varias religiões antigas.

É a religião nacional da Índia praticada por 82% da população.




No papel a parte da Indonésia, o Hinduísmo também é
predominante.

Os Hindus Crêem na seguinte Doutrina: A reencarnação, ou transmigração da alma é o renascer do homem na forma de um outro homem, ou de um Tigre ou até mesmo de um inseto.

O animal mais sagrado de todos e a vaca, literalmente adorada na Índia por esta razão o Hindu não mata ratos, nem inseto ou qualquer outra criatura, por achar que seus avós possam estar encarnados nestas criaturas. Todas as religiões "são boas".

O rio Ganges é sagrado e suas águas poluídas tem poder para limpar a alma do pecador Brama e o seu verdadeiro deus, e Mahatma Gandhi é o seu verdadeiro líder. Já existem vários missionários trabalhando na Índia, e muitos cristãos Indianos. Só Jesus que é a luz do mundo, pode iluminar estas almas imersas nas densas trevas do sofrimento e da ignorância.
Este é também um grande desafio para as Missões atuais.

c) BUDISMO

O budismo ensina que o alto sacrifício e a renuncia são o caminho da bem aventurança. O Budismo possui varias crenças em comum como o Hinduísmo e o Taoísmo, antiga religião da China que prega a adoração da natureza e dedica-se a ritos de magia. A nação Nipônica abriga uns Cem Milhões de Budistas, mais de 60% da população do Japão.

Por exemplo, na cidade Japonesa a cerca de 1.400 Templos Budistas.
O fundador do Budismo era chamado Sidharta Gautama como nome de nascimento. Porém depois recebeu o título de Buda. Nasceu no ano 560 a.C. na Índia mais aos 20 anos de idade resolveu abandonar as riquezas (pois era de família nobre), abandonou também sua esposa e um filho recém nascido para ir a procura da verdade. Experimentou as praticas
do Hinduismo e chegou a conclusão que para ele a salvação onde não há nem sofrimento e nem n ã o e e r a o p e r d ã o d o s p e c a d os , e s i m c h e g a r a o e s t a d o d e N i r v a v a , morte. Como o Hinduismo, o Budismo c r ê n a t r a n s m i g r a ç ã o d a a l m a o u S a n s a r a .

C o m tudo, o Budismo ensina que através da obediência que as regras estabelecidas pelo próprio Buda, a libertação da prisão d e S a n s a r a , e o a d e p t o a o a l c a n ç a o N i r v a n a porém o Budismo não e tão militante como o Islamismo.

A liberdade em muitos países para se pregar Cristo. Vamos orar para que Milhões de Budistas tenham a oportunidade de ouvir Evangelho de perdão e vida abundante em Jesus Cristo.

d) ANIMISMO

O animista adora os espíritos dos mortos e lhe sacrificam alimentos e até dinheiro. Na China os animais estão ligados a propiciação e adoração dos espíritos dos antepassados.
Há Muitos Sincronismos entre os animistas. O Animismo com os seus ritos tribais, a macumba com o catolicismo. O único caminho ao Pai é Jesus Cristo; O animismo é também um desafio para a Igreja atual fazer missões.

e) JUDAÍSMO - O Judaísmo representa uma das culturas mais antigas do mundo. Abraão, o fundador do Judaísmo, e os outros Patriarcas foram chamados hebreus.

A grande maioria dos Judeus não crê que Jesus é o Messias p r o m e t i d o , c o m o d i z e m J o ã o 1 . 1 1 V e i o p a r a o q u e e r a s e u e o s
s e u s n ã o o r e c e b e r a m A p e s a r d i s s o , v i r á o d i a q u a n d o D e u s
h á d e r e s t a u r a r o s e u p o v o e s c o l h i d o q u e s e u n i r á com a noiva de Cristo no grande Reino de Deus (Rm. 9.27). Todos os autores da
Bíblia, menos Lucas, eram Judeus. Nós temos uma dívida
para com o povo israelita e a melhor maneira de pagarmos é mostrarmo-nos amigos deles e tentar ganhar alguns deles para Jesus. Existem vários missionários evangelizando este povo. E quando um se converte, se torna o maior missionário entre eles.

MISSÕES TRANSCULTURAIS
Missões Transculturais trata de um movimento cristão que atualmente é de alcance mundial. O lema principal de Missões Transculturais é este: A Missão primária da Igreja e, portanto, das igrejas, é proclamar o evangelho de Cristo e implantar novas congregações no mundo inteiro. Mas para entender Missões Transculturais, vamos analisá-las sob quatro principais perspectivas:

1. Perspectiva Histórica

Podemos dividir estes anos de história de Missões em cinco períodos de 400 anos:

a) 0 - 400 - Neste período Roma foi conquistada, mas não entendeu o evangelho aos povos Bárbaros, Celtas e Godos. Como castigo os godos invadiram Roma e fizeram desmoronar toda parte ocidental do império.

b) - 400 - 800 - Os Godos (Bárbaros), foram evangelizados e mantiveram durante pouco tempo um novo "Sacro" Império Romano. Mas também não os Godos não levaram o evangelho mais ao norte. Também foram castigados pelos Vikings que invadiram as regiões habitadas por estes Celtas e Godos cristianizados.



c) - Neste período os Vikings se tornaram cristão em meio a este processo, e se consolidaram até o período da Europa Unida.

d) - Neste período, a Europa, pela primeira vez unida pela fé cristã, se lançou a uma espécie de Pseudo-Missões aos Sarracenos e se dirigiu aooriente mais distante como conseqüência do grande fracasso das cruzadas.

e) - 1600-2000 - Neste período a Europa atingiu até os confins da Terra e o avanço foi à ordem do dia, mas com motivações muito confusas; os interesses comerciais e espirituais tem sido tanto maldição como benção. O que acontecerá antes do ano 2000? O mundo não ocidental invadirá a Europa e a América, tal como os godos invadiram Roma, e os Vikngs varreram a Europa? Virá o terceiro mundo sobre nós numa série de invasões bárbaras? Qual será o papel do evangelho? Podemos aprender muitas coisas com estes ciclos prévios de avanços missionários? Que isso sirva como exemplo para não cometermos os mesmos erros do passado.

2. Perspectiva Cultural
O que é cultura? Para o aluno que está apenas principiando o estudo de Antropologia missionária, esta pergunta parece um tanto confusa. O primeiro passo num estudo de cultura é denominar a sua própria cultura. Todo mundo tem uma cultura. Ninguém consegue se elevar acima de sua própria
cultura ou de outras culturas de modo a ter uma perspectiva verdadeiramente supra-cultural. Por esta razão mesmo, o estudo da cultura é uma tarefa difícil. A primeira coisa que o visitante recém chegado i r i a p e r c e b e r é o c o m p o r t a m e n t o d o p o v o .


S u a s c r e n ç a s , valores e educação. Deus deu a o homem um mandamento cultural que
impôs um certo domínio sobre o seu ambiente. Quando criou o homem e o A m b i e n t e d o h o m e m , D e u s d e c l a r o u q u e t u d o e r a m u i t o b o m ( G n . 1.26-31). O Mandamento Evangélico (Mt. 28.18-20) requer dos missionários
que ensinem aos outros homens a observarem tudo o que Cristo ordenou. Ao ensinarem, os missionários afetam a cultura, pois todas as culturas necessitam de transformação, se não no conteúdo, pelo menos na motivação. Portanto, como Calvino já havia insistido, os crentes devem trabalhar para tornar cristã a cultura (isto é, colocá-la debaixo de Cristo). Dentro do contexto da vida não cristã, os costumes e as práticas servem como tendências idólatras e afastam uma pessoa de Deus. Quando o missionário chega com oevangelho, a vida cristã apanha, então, esses costumes e práticas e lhes dá um conteúdo inteiramente diferente. Ainda que na forma exterior haja muito que lembre práticas do passado, na verdade tudo se fez novo; na essência o antigo já passou e o novo chegou.

Cristo toma em suas mãos a vida de um povo, renova e reconstruí o que estavadistorcido e deteriorado, ele enche cada coisa, cada palavra, e cada prática com um novo sentido e lhes dá uma nova direção. Para muitos c u l t u r a , r e f e r e - s e a o c o m p o r t a m e n t o d o s r i c o s e d a e l i t e . P o r é m para os nossos propósitos definiremos cultura como o sistema integrado de padrões de comportamento aprendidos, idéias e produtos que
caracterizam uma sociedade.

O missionário se encontra, direta e indiretamente, envolvido neste processo. E para isso precisa está integrado com estes
padrões de comportamentos, idéias e produtos, no sentido de conviver com essas diferenças transculturais não apenas na forma pela qual os povos comem, vestem-se, falam e agem, e nos seus valores e crenças, mas também nas pressuposições fundamentais que fazem sobre o seu mundo, para tentar ganhá-los para Cristo. O Apostolo Paulo nos d e u o m a i o r e x e m p l o t r a n s c u l t u r a l q u a n d o d i s s e : F i z - m e t u d o p a r a t o d o s , para por todos os meios chegar a salvar alguns (1 Co 9.22). Paulo se fazia Romano para ganhar os romanos, se fazia grego para ganhar os gregos e assim sucessivamente.

2. Perspectiva Bíblia

Esta perspectiva Bíblica de Missões Transculturais já comentamos quando falamos da Bíblia como livro missionário, Missões no Antigo Testamento, Missões no Novo Testamento, a Grande Comissão e muitos outros assuntos dentro da perspectiva bíblica missionária.

4. Perspectiva Estratégica de Missões Transculturais Nesta quarta perspectiva de missões transculturais nós vamos estudar a maneira de cumprir de forma cabal a ordem imperativa de Jesus para alcançar todos os povos
do mundo pela evangelização. Nestes últimos dias eu vejo
o Espírito Santo como Grande estrategista de Missões despertando e mobilizando a sua Igreja para evangelizar todos os povos não alcançados.
Posso ver até mesmo Pastores e líderes que não se importavam muito por Missões Transculturais, ampliando sua visão, no sentido de cumprir em caráter de urgência a Grande Comissão dada por Jesus. Muitos destes pastores e líderes, a exemplo dos discípulos só tinham uma visão de Missões Nacionais. Mas graças a Deus, que pelo seu Espírito está mobilizando todo o mundo cristão, para abraçar todos os povos não alcançados ainda pelo evangelho.

5. Tipos de Estratégias

A estratégia nos proporciona um sentido genérico de direção e coesão. Também nos ajuda a decidir o que faremos e o que não faremos, pois exclui certas maneiras de fazer as coisas. Trataremos sobre 04 principais tipos de estratégias:

a) - Estratégia

Da Solução Padrão - A estratégia da "Solução Padrão", desenvolve um método específico de fazer as coisas e, depois aplica esta mesma abordagem em cada situação.
Um exemplo deste tipo de estratégia é a abordagem da Cruzada Mundial de Literatura, que procura colocar literatura cristã nas mãos das pessoas em cada casa de cada cidade no mundo.

b) - Estratégia Do Deixa Acontecer - A Estratégia do deixa Acontecer parece que não é estratégia alguma. Aqueles que adotam esta estratégia acreditam que não é necessário planejar.

Acreditam que Deus irá agir. Um exemplo desta estratégia ocorreu no livro de Atos dos Apóstolos quando Felipe, o evangelista, foi guiado pelo Senhor a situações novas. Nos dias pioneiros das Missões de Fé, particularmente no caso das missões que desbravaram para o evangelho, regiões, nunca antes alcançadas tais como: Missão para o interior da China, a Missão para o interior da África, com muita coragem os missionários levaram o evangelho a continentes desconhecidos.Muitas vezes encontrariam a doença e a morte. Precisamos honrar estes primeiros missionários, que estabelecem as bases para o trabalho missionário contemporâneo.

c) - Estratégia do Planejamento Parcial - Esta estratégia presume-se que nós planejaremos começar o trabalho e Deus fará o resto. Um exemplo deste tipo de estratégia é a entidade que, depois de negociações com um governo local, recebeu autorização para dar inicio a uma indústria artesanal naquele país. Todavia a entidade não faz planos, específicos sobre como iria relacionar-se com as igrejas cristãs já existentes no país, igrejas que no seu ponto de vista são uma mistura de cristianismo e animismo. Todavia uma reflexão mais cuidadosa revelará que é necessário ter muito mais para compreender aquilo que Deus quer que aconteça.

d) - Estratégia da Solução Especifica - Esta estratégia presume-se que cada situação que enfrentamos é diferente, que cada uma exige sua própria estratégia especifica. Presume-se que encontraremos uma solução, e que há uma resposta, estabelecer alvos etc.
Porém a estratégia missionária moderna não é simplista. Deve ser estabelecidos, primeiro Alvos Certos, segundo, O Lugar Certo Na Hora Certa, terceiro, os métodos certos e quarto, As Pessoas Certas. Na Grande Comissão dada por Jesus por exemplo, contém quatro verbos de Ação: Ir, Fazer discípulos, Batizar e Ensinar.

O imperativo

F a z e r D i s c í p u l o s , é o  m a g o d a O r d e m , o s o u t r o s verbos: "Indo, Batizando e Ensinando" são verbos que estão subordinados ao verbo principal. Fazer discípulos é, portanto o Alvo Certo de Missões. Algumas coisas Deus faz por Si mesmo; algumas coisas Ele faz usando seres humanos.

domingo, 22 de agosto de 2010

Contextualização - Uma abordagem na obra Missionária




Por Maura Juça Manuel

Introdução
Segundo Donald Sênior e Stuhlmueller no livro Fundamentos Bíblicos da Missão, a contextualização no seu nível mais profundo não implica numa visão de uniformidade, que requer que todas as culturas expressem o evangelho de uma única forma, o que seria impossível.
O cristianismo não é uma religião etnocêntrica. Os gentios não precisam se tornar judeus, os chineses não precisam se tornar italianos ou poloneses. A universalidade do Evangelho significa que a fé pode assumir expressões diferenciadas.

Base Bíblica
A missão mundial jamais começa do nada mas dentro de uma cultura pré-existente. Portanto, o ato missionário prescinde uma disposição de identificação com a cultura do povo com o qual se vai trabalhar.

O interesse de Deus por Missões
Missões se baseia na disposição de Deus em ocupar-se com a situação complicada da vida humana não somente enquanto formado de acordo com a sua cultura e valores, mas também enquanto um povo deformado pelo pecado.
A contextualização tem a sua base no processo pelo qual o próprio Deus se utiliza como fonte do estilo de vida de um povo, para se revelar à ele.
Is 55: 6-11 indica que a vontade e propósito de Deus pré-existem desde a eternidade, portanto Ele antes mesmo de ser Criador era Salvador.
Outro aspecto que indica o processo de contextualização no exemplo do próprio Deus na sua relação para com a humanidade é que Ele sempre se revelou dentro de formas humanas já existentes.


Jesus o exemplo
Jesus se tornou o nosso modelo de contextualização pois a Bíblia afirma que o verbo se fez carne (Jo 1.14), e nessa condição, ele experimentou dor, fome, tudo que fazia parte da carne, ou seja da condição do ser humano que ele se tornou.
De fato, Ele nunca deixou de ser o verbo eterno, mas optou pela identificação com o ser humano.
Este é o principio da identificação sem perda da identidade, é o principio que serve para o nosso trabalho missionário transcultural.

Barreiras
Alguns se recusam a se identificar com o povo com o qual querem servir. Preferem continuar sendo eles mesmos evitando toda e qualquer semelhança com os costumes do povo, permanecendo agarrados a sua herança cultural, impondo a sua própria cultura, desprezando a cultura receptora e consequentemente praticando um imperalialismo cultural extremamente negativo para a obra missionária.

O processo de aculturação possui três etapas segundo Donald Senior e Stuhlmueller: a violência, a indigenização e o desafio.
A fase de violência é a fase inicial quando o missionário chega com novas idéias que transformam as antigas, criam certos choques, e que desencadeiam algum gênero de mudança violenta. É a fase caracterizada pelo estabelecimento de cabeça-de-ponte.
A Segunda fase, que os autores chamam de indigenização é quando a nova idéia lança suas raízes e se re-exprime as suas crenças e práticas religiosas em conformidade com as crenças e práticas locais. Essa é uma fase longa e complicada, que bem direcionada pode caminhar para uma contextualização sadia, mas se for mal encaminhada pode descambar para o sincretismo.
A terceira fase é o que os autores chamaram de desafio, pois implica no desafio profético que transforma tanto a cultura como também a religião.
Segundo a missióloga Norte Americana Barbara Burns, no seu artigo ¨Teologia contextualizada - a integração da exegese bíblica e estudos missiológicos¨, um dos principais desafios no cumprimento da tarefa missionária é a contextualização da Bíblia. Ela argumentou que há muita polêmica no meio evangélico sobre como fazer isso, quais os limites, e até qual é a base para conseguir comunicar os propósitos de Deus em outras culturas.

sábado, 21 de agosto de 2010

CHAMADOS PARA ANUNCIAR O EVANGELHO


“Certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia”. (Atos 16:14)

A evangelização é uma ordem expressa e é uma tarefa inacabada. Por isso mesmo, cometida a cada geração. A pregação do Evangelho do Reino é uma das formas, e a principal, para se apressar a volta gloriosa do Senhor Jesus, para o arrebatamento da igreja e implantação definitiva do Reino de Deus, o novo céu e a nova terra, nas quais habitarão a paz, a justiça e o amor.O texto bíblico de hoje é o da história da Igreja de Cristo na era Apostólica, envolve personagens conhecidos como Paulo, Silas e Lídia, a primeira mulher convertida na Europa, onde aprendemos, com clareza, algumas lições, das quais destacamos:

I. O Espírito Santo direciona as obras de evangelização e plantação de Igrejas: Você que é ou deve ser leitor atento das Sagradas Letras, seguramente já percebeu que o Espírito de Jesus não permitiu a Paulo pregar na Ásia, nem tão pouco na Bitínia, pois o plano de Deus era outro. Paulo sendo um homem de Deus, também foi obediente à visão celestial e, assim Deus abençoou o seu ministério: pois no ministério, tanto a visão quanto o chamado vêem de Deus.

II. A visão e o Chamado vêm de Deus: Referimo-nos à visão de Trôade, que veio a Paulo, de noite, da parte do Senhor. O que ele viu e ouviu você também pode ouvir: “Passa a Macedônia e ajuda-nos!”. Assim que teve a visão, Paulo concluiu que Deus o chamava para pregar o Evangelho e obedecendo, partiu para aquele destino. Cremos firmemente, que o ministério só pode ser bem-sucedido quando guiado pelo Espírito Santo. É Deus quem opera e o homem coopera. Outro ponto fundamental é ter uma consciência vertical do chamado de Deus; chamando este confirmado pela igreja, pela comunidade dos eleitos. Claro está que Visão e Chamado vêm de Deus e são confirmados pela comunidade dos salvos.

III. Nós pregamos, mas quem convence e converte é o Espírito Santo: Esta é uma verdade consoladora, a nossa parte é lançar a preciosa semente: pregar, de forma clara e culturalmente relevante, que seja por todos entendida a fim de que possam responder ao SIM de Deus. Semear e regar são obras do homem; germinar, crescer, florir e frutificar é obra de Deus. Quando fazemos bem o que Deus quer da nossa parte o Espírito Santo nunca falhará no que dEle depende. Nós pregamos, mas quem converte é o Espírito. E tudo o que Deus faz dura eternamente.

IV. A Igreja em sua Casa: Lídia, ao ter o seu coração por Deus aberto, foi convertida: submeteu-se ao juízo da igreja, “se julgais que sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso” (Atos 16:15). Abrir o coração para Jesus e a casa para a igreja trazem bênçãos maravilhosas. Cada crente nascido de novo, é um evangelista. "Quem não evangeliza, termina evangelizado por alguma heresia por aí; quem não é um missionário, transforma-se em campo missionário”.

Quando alguém se torna parte do “povo de Deus”, há muito mais coisas em jogo do que simplesmente atender a um apelo, ir à frente, queimar velhos objetos de idolatria ou começar a participar do culto público. O nosso entendimento de conversão, nesse sentido, é a transformação dos que eram “não-povo” em povo ministrador de Deus, o corpo de Cristo que age, participa e serve (I Pedro 2:10). É uma conversão de egoísmo do egocentrismo, da servidão ao domínio das trevas para o amor ágape, para o discipulado e para o serviço a Jesus Cristo. Essa conversão parte da decisão por meio de um processo de discipulado. O discípulo buscando ministrar em nome de Cristo como seguidor de Jesus. Aliás, poder-se-ia defender que a conversão plena, no sentido bíblico, é um processo tríplice que implica: 1. A conversão a Deus em Jesus Cristo; 2. A conversão a Igreja, o corpo de Cristo; 3. A conversão ao ministério no mundo pelo qual Cristo morreu.

O Senhor ordena que a sua comunidade especial de discípulos vá como testemunha, a Jerusalém, a Judéia, a Samaria e aos confins da terra (Atos 1:8).

Que o Senhor soberano nos abençoe no cumprir tão relevante tarefa.

Pr. Francisco Carlos Côrtes Alves (http://soumovidopormissoes.blospot.com)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

FOMOS CHAMADOS PARA SERVIR. QUEM IRÁ?



“ O IDE é para todos, Deus quer despertar uma geração que não seja apenas diferente,
mas que faça a diferença.”

Jesus é bem claro e direto quando aparece aos seus discípulos, dando-lhes uma ordem para evangelização.IDE por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura (marcos 16:15).
Esta ordenança, hoje é dada a cada um de nós, somos chamados a cumprir a grande comissão, a anunciar as boas novas do evangelho de Cristo.

Mas como ouvirão se não há quem pregue?

Quantas almas estão perecendo, sem ouvir a Palavra de Deus, sem ter a oportunidade de conhecer ao único Salvador Jesus Cristo. E nós o que temos feito? Em um mundo com tanta correria, é comum não se ter tempo para ninguém, cada um está correndo atrás de seus sonhos e objetivos, e todos com a mesma atitude, FECHAR OS OLHOS, ao frio do mendigo, a fome do pedinte, a angústia e dor daqueles que não tem um teto para viver.

Seria muito nos preocupar com a necessidade dos outros, por isso escolhemos ficar parados, estagnados sem fazer NADA. A Bíblia diz, Amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus (1 João 4:7). Que o nosso amor possa expandir fronteiras, ao ponto de sermos despertados, alcançando o perdido a qualquer custo, e não combatendo e derrotando o perdido a qualquer custo. Não se acomode em seu mundo cristão, achando que apenas por ter uma religião já estamos cumprindo o nosso papel como igreja do Senhor. É tempo de sair das quatro paredes, de quebrar barreiras e paradigmas, é tempo de viver um evangelho vivo e real, que não consiste em religiosidade, mas na liberdade, na qual Cristo nos libertou. ( Gálatas 5:1).

Somos chamados a proclamar as virtudes de Deus, Ele nos fez um povo eleito, uma nação santa (1 Pedro 2:9). As almas precisam de Jesus, não deixe para amanhã o que podemos fazer hoje.
“ O IDE é para todos, Deus quer despertar uma geração, que não seja apenas diferente, mas que faça a diferença.”


E como crerão naquele de quem nada ouviram?

Há um clamor agonizante de seres humanos que tem necessidade de encontrar Deus.
Deus quer para si pessoas de todas as tribos, povos, nações e línguas (Apocalipse 7:9)
Se disponha como servo, e tenha suas mãos fortalecidas para a boa Obra (Neemias 2:18).
Para isso fomos chamados, designados a cumprir a vontade do Criador.

E como pregarão se não forem enviados?

Missões está no coração de Deus, Ele nos chama como mensageiros e nos prepara a anunciar seu evangelho, para sermos testemunhas vivas do seu amor.

Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como toda Judéia, em Samaria, e até os confins da terra (Atos 1:8).
O amor de Deus é imensurável, faz nos esvaziar a si mesmos, para cumprir a vontade daquele que nos chama.

Há um mundo á nossa espera, há almas clamando noite e dia, há nações que esperam por nós. E Jesus conta comigo e com você, para ser anunciadores do seu evangelho, dedicando nossa vida, nosso tempo.

E declarando a cada dia ao Senhor,
Eis-me-aqui, sou chamado a servir!

QUEM IRÁ POR NÓS? A QUEM ENVIAREMOS NÓS?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

AOS PROMOTORES DE MISSÕES

AUMENTE O ENVOLVIMENTO DA SUA IGREJA NA OBRA MISSIONÁRIA
Você é a pessoa-chave na Igreja para incentivar conscientizar e desenvolver a Obra Missionária. Você é o responsável pela mobilização e êxito da campanha em sua igreja.

Tenha em mãos todo o material a ser usado na promoção missionária em sua igreja. Seja criativo, estimulador e trabalhe em equipe.

Estabeleça o alvo de oferta, por exemplo: por classe da EBD, no departamento infantil, e no dia do culto missionário recolha um alvo de oferta missionária de fé.

É importante que você trabalhe em harmonia com o Pastor. Por isso, sugerimos que seja planejada com antecedência toda a programação missionária da igreja: culto de missões, momento missionário, intercessão pelas nações, trabalho com crianças, adolescentes, jovens, mulheres etc.

Você é importante na tarefa de conscientizar sua igreja em missões. Avante!

• Ore pedindo orientação ao Espírito Santo para a realização da Obra Missionária.

• Comprometa-se a orar pelo avanço missionário entre as nações. E dedique-se em fazer o melhor, diante de Deus, para que estas informações cheguem ao conhecimento de todos os irmãos.

• Atualizem-se lendo tudo sobre missões em Revistas Especializadas em Missões, Jornais Missionários. Informe-se e valorize as informações. Elas são preciosas para divulgar o trabalho missionário.

• Utilize todo o material que colocamos à disposição neste Blog, se necessário entre em contato conosco.

• Quanto mais informações e experiências forem passadas aos crentes, mais motivados estará participar!

IDÉIAS PARA MOBILIZAR SUA IGREJA

MOMENTOS MISSIONÁRIOS

Estes momentos deverão ser os pontos fortes da Obra Missionária nas igrejas. Este é o tempo separado para orar pelos missionários, pela salvação de vidas, etc., informação, testemunho e conscientização da igreja.

TESTEMUNHOS MISSIONÁRIOS

Os missionários contam suas experiências de como, no dia-a-dia, estão proclamando o Evangelho. Nosso povo gosta e precisa ter conhecimento destas experiências missionárias. Isto pode acontecer ao vivo através do missionário, via telefone, skype ou mesmos por carta/e-mail ou vídeo. Entre em contato com os missionários via e-mail e peça informações.

TRINTA DIAS DE ORAÇÃO

Este roteiro foi elaborado para servir de estímulo e guia em nossa intercessão a favor da obra missionária no mundo. Sugerimos que cada família da igreja receba uma cópia (fotocópia), para que possa interceder diariamente por missões. Incentive-as a usarem nos cultos domésticos e nos momentos a sós com Deus. A oração é a arma mais importante para a vitória da evangelização.

MISSIONÁRIO VIA INTERNET OU TELEFONE

Caso não seja possível receber um missionário pessoalmente, sugerimos que algum missionário seja constatado com antecedência, e combine um horário para dar um testemunho ao vivo para a igreja, através do telefone, skype ou MSN. Num dia e horário previamente combinados, a igreja liga para o missionário e fala com ele ao vivo, diretamente do campo, (Veja nome, endereço e telefone na Relação de Missionários. Observe o fuso-horário do país onde ele reside).

ENVELOPES DE CONTRIBUIÇÃO

Distribua para cada irmão e incentive-o a fixar um alvo de oferta de fé. Este valor é anotado no envelope, que fica com cada irmão até o dia do levantamento da oferta. Esse recurso tem sido uma excelente maneira de lembrar a cada irmão o seu compromisso diante de Deus.

CARTAZ

Deverá ser afixado, com capricho, em lugar visível onde as pessoas tenham fácil acesso.

MURAL MISSIONÁRIO MISSÕES MUNDIAIS

Preparação de um Mural Missionário, utilizando as informações, fotos, cartas, dados, pedidos de oração, etc.

MARCADORES DE BÍBLIA - MOTIVOS DE ORAÇÃO

Poderão ser utilizados durante todas as reuniões de oração de sua igreja, cultos de oração, reuniões, momento missionário, vigílias de oração; enfim, em todas as oportunidades e intercedam pelos missionários, pelos campos e pelo desafio constante de proclamar Jesus a cada pessoa. Os crentes devem ser incentivados a orar durante 30 dias por alguma família missionária.

ATIVIDADES MISSIONÁRIAS PARA ADULTOS
FEIRA MISSIONÁRIA
Sempre funciona: é a alma do negócio. Escolher uma equipe que trabalhará no projeto durante todo o ano. Num local aprazível montar barraquinhas de doces, salgados, pipocas, etc., não se esquecendo de uma programação especial para crianças.

ADOÇÃO DE MISSIONÁRIOS

Adote um missionário ou uma família de missionários durante um determinado período, ajudando-os em suas necessidades pessoais e espirituais.

ADOÇÃO DE UM FUTURO CAMPO MISSIONÁRIO

Escolher um povo que ainda não tenha sido evangelizado. Fazer um levantamento geral do mesmo e estabelecer alvos específicos de oração.

MURAL MISSIONÁRIO

Organizar e manter sempre atualizado um mural de informações missionárias. Notícias, fotos, endereços tudo que possa despertar e alimentar missões no coração do povo.

PÉ-DE-MEIA

Afixar num vaso com areia um galho de árvore seco pintado de branco. Durante um período as irmãs deverão trazer pares de meia (adulto e infantil) para serem doadas a uma família missionária ou missionários solteiros.
À medida que forem sendo trazidas serão penduradas nos galhos e servirão de cofres para recolher as ofertas de amor aos missionários.

PALESTRAS ESPECIAIS

Sempre que possível convidar alguém para dar uma palavra especial sobre missões. Nunca perca a oportunidade de, tendo na cidade um missionário, convida-lo para contar um pouco de suas experiências

CANTINA MISSIONÁRIA

Após o termino dos cultos de domingo à noite, manter uma cantina com doações feitas pelos irmãos. Fazendo uma escala todos participam e não pesa para ninguém. Temos percebido que esse pode ser um tempo muito rico de comunhão.



COFRINHOS MISSIONÁRIOS

Também podem ser feitos com latas de refrigerante ou similar, caprichosamente forrados, os cofrinhos devem ser distribuídos entre os irmãos que guardarão neles suas ofertas.

ATIVIDADES MISSIONÁRIAS PARA JOVENS E ADOLESCENTES


AVANÇOS MISSIONÁRIOS

Num domingo previamente anunciado os jovens sairão por todo um dia de envolvimento missionário. Cada jovem levará seu lanche e voltará para o culto da noite.

GINCANA MISSIONÁRIA

Os grupos deverão ser divididos de maneira equilibrada e os lideres escolhidos com critério. Cuidar para que o espírito competitivo supere o alvo.

JORNALZINHO MISSIONÁRIO

Orientar na elaboração de um jornalzinho de cunho trimestral por exemplo, com o objetivo único de divulgar missões.

CORREIO MISSIONÁRIO

Levar os jovens e adolescentes a manter correspondências com os missionários.
NOITE MISSIONÁRIA

Vez por outra realizar uma programação especial sobre o tema fora do mês de setembro. (em geral este é o mês dedicado a missões em muitas igrejas).

FESTIVAIS DE “COMES E BEBES”

Estes festivais funcionam: Paga-se um ingresso e tem-se o direito de se comer e beber o quanto quiser.

Ex.: Festival da Pipoca, Sorvete, Pizzas, Tortas, etc.

COMPETIÇÃO LITERÁRIA

Após a leitura de alguns livros de biografias missionárias promover um concurso de perguntas e respostas sobre o tema.

BIBLIOTECA MISSIONÁRIA

Formar uma biblioteca de livros missionários.

DESFILE MISSIONÁRIO

Os jovens deverão se vestir com trajes típicos dos países onde estão nossos missionários. A bandeira brasileira deverá estar presente nessas ocasiões.

SALA DAS NAÇÕES

Ornamentar a sala da mocidade com as bandeiras dos países onde os missionários da Igreja estão atuando.

INTERCESSÃO MISSIONÁRIA

Orar pelos membros da Igreja, pelos missionários, pelos povos não evangelizados, pelo mundo. Orar nos cultos, nos lares, em grupos de oração. Etc.

ATIVIDADES MISSIONÁRIAS PARA CRIANÇAS

Orienta-las a ganhar seu próprio dinheiro ao desejarem ofertar. Por exemplo, lavar o quintal, molhar as plantas etc.
Escolher um missionário para ser o “Missionário do Mês” na classe da EBD.
Despertar interesse de oração por um campo missionário especifico, informar sobre tudo que for possível.
Fazer apresentações especiais sobre o tema: Missões. É muito importante que as datas comemorativas sejam t observadas.

Incluir no currículo para a EBD um número considerável de histórias e biografias alusivas e atividades afins. Ex.: Amy Carmichael, William Carey, Hudson Taylor, Rosalee Appleby, Samuelito, etc.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

FORMANDO DISCÍPULOS ATRAVÉS DE NÓS



“As mãos dos homens atacam a dura rocha e transtornam as raízes das montanhas. Fazem túneis através da rocha, e os seus olhos enxergam todos os tesouros dali. Eles vasculham as nascentes dos rios e trazem à luz coisas ocultas” - Jó 28:9-11

O trabalho missionário, em qualquer nível, é um ataque direto às hostes de Satanás, e por isso precisa ser feito por pessoas chamadas e revestidas com o poder do Espírito Santo e com a cobertura da Igreja.

As figuras descritas por Jó no capítulo 28 formam um poema belíssimo, um hino ao trabalho missionário.

Fazer missões é buscar tesouros escondidos

“Existem minas de prata e locais onde se refina ouro. O ferro é extraído da terra, e do minério se funde o cobre. O homem dá fim à escuridão e vasculha os recônditos mais remotos em busca de minério, nas mais escuras trevas.
Longe das moradias ele cava um poço, em local esquecido pelos pés dos homens; longe de todos, ele se pendura e balança.
A terra, da qual vem o alimento, é revolvida embaixo como que pelo fogo; das suas rochas saem safiras, e seu pó contém pepitas de ouro”. (v. 1 a 6).

Fazer missões é encontrar esses tesouros escondidos e colocá-los à salvo da rapina

“Nenhuma ave de rapina conhece aquele caminho oculto, e os olhos de nenhum falcão o viram. Os animais altivos não põem os pés nele, e nenhum leão ronda por ali” (v. 7 a 8).

Fazer missões é revelar aos homens onde está a verdadeira sabedoria

“Onde, porém, se poderá achar a sabedoria? Onde habita o entendimento? O homem não percebe o valor da sabedoria; ela não se encontra na terra dos viventes. O abismo diz: ‘Em mim não está’; o mar diz: ‘Não está comigo’.” (v. 12 a 14).

Fazer missões é dar de graça aquilo que nenhuma riqueza pode pagar

“Não pode ser comprada, mesmo com o ouro mais puro, nem se pode pesar o seu preço em prata. Não pode ser comprada nem com o ouro puro de Ofir, nem com o precioso ônix, nem com safiras.
O ouro e o cristal não se comparam com ela, e é impossível tê-la em troca de jóias de ouro. O coral e o jaspe nem merecem menção; o preço da sabedoria ultrapassa o dos rubis. O topázio da Etiópia não se compara com ela; não se compra a sabedoria nem com ouro puro!” (v. 15 a 19).

Fazer missões é transformar o rumor em boa nova

“De onde vem, então, a sabedoria? Onde habita o entendimento? Escondida está dos olhos de toda criatura viva, até das aves dos céus.
A Destruição e a Morte dizem: ‘Aos nossos ouvidos só chegou um leve rumor dela’.
Deus conhece o caminho; só ele sabe onde ela habita, pois ele enxerga os confins da terra e vê tudo o que há debaixo dos céus” (v. 20 a 24).

Fazer túneis através da rocha, enxergar os tesouros que o diabo desfigurou e escondeu; vasculhar as nascentes dos rios, trazendo à luz aquilo que está oculto.

Bem-vindo a Missões!


domingo, 15 de agosto de 2010

UM VIDEOS PARA MUDAR SUA VISÃO MISSIONÁRIA

video

O QUE LEVOU A IGREJA EM ANTIOQUIA A FAZER MISSÕES


John R. W. Stott

Em Atos 13 o horizonte de Lucas se alarga pois o nome de Jesus seria maciçamente testemunhado além da Judéia e Samaria. A partir de Antioquia chegaria aos confins da terra. Os dois diáconos evangelistas prepararam o caminho. Estevão através de seu ensino e martírio, Filipe através de sua evangelização ousada junto aos samaritanos e ao etíope. O mesmo efeito tiveram as duas principais conversões relatadas por Lucas, a de Saulo, que também fora comissionado a ser o apóstolo dos gentios, e a de Cornélio, através do apóstolo Pedro. Evangelistas anônimos também pregaram o evangelho aos "helenistas" em Antioquia. Mas sempre a ação esteve limitada à Palestina e à Síria. Ninguém tinha tido a visão de levar as boas novas às nações além mar, apesar de Chipre ter sido mencionada em Atos 11:19. Agora, finalmente, vai ser dado esse passo significativo.

A população cosmopolita de Antioquia se refletia nos membros de sua igreja e até mesmo em sua liderança, que consistia em cinco profetas e mestres que moravam na cidade. Lucas não explica a diferença entre esses ministérios, nem se todos os cinco exerciam ambos os ministérios ou se os primeiros três eram profetas e os últimos dois mestres. Ele só nos dá os seus nomes. O primeiro era Barnabé, que foi descrito com "um levita, natural de Chipre" (Atos 4:36). O segundo era Simeão que tinha o sobrenome de Níger, que significa Negro, provavelmente um africano e supostamente ninguém menos que Simão Cireneu, que carregou a cruz para Jesus. O terceiro era Lúcio de Cirene e alguns conjecturam que Lucas se referia a si mesmo o que é muito improvável já que ele preserva seu anonimato em todo o livro. Havia também Manaém, em grego chamado o "syntrophos" de Herodes o tetrarca, isto é, de Herodes Antipas, filho de Herodes o Grande. A palavra pode significar que Manaém foi "criado" com ele de forma geral ou mais especificamente que era seu irmão de leite. O quinto líder era Saulo. Estes cinco homens simbolizavam a diversidade étnica e cultural de Antioquia e da própria igreja.

Foi quando eles estavam "servindo ao Senhor, e jejuando" que o Espírito Santo lhes disse: "separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado" (At.13:2). Algumas perguntas precisam ser respondidas.

A quem o Espírito Santo revelou a sua vontade? Quem eram "eles", as pessoas que estavam jejuando e orando?

Parece-me improvável que devamos restringi-los ao pequeno grupo dos cinco líderes, pois isso implicaria em três deles serem instruídos acerca dos outros dois. É mais provável que se referia aos membros da igreja como um todo já que eles e os líderes são mencionados juntos no versículo 1 de Atos 13. Também em Atos 14:26-27, quando Paulo e Barnabé retornam, prestam conta a toda a igreja por terem sido comissionados por ela. Possivelmente Paulo e Barnabé já possuíam anterior convicção do chamado de Deus e esta verdade foi aqui revelada para toda a igreja.

Qual o conteúdo da revelação do Espírito Santo à Igreja em Antioquia?

Foi algo muito vago e possivelmente nos ensina que devemos nos contentar com as instruções de Deus para o dia de hoje. A instrução do Espírito Santo foi "separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado", muito semelhante ao chamado de Abrão: "vai para a terra que te mostrarei". Na verdade em ambos os casos o chamado era claro mas a terra e o país não.

Precisamos observar também que tanto Abrão como Saulo e Barnabé precisariam, para obedecerem a Deus, darem um passo de fé.

Como foi revelado o chamado de Deus?

Não sabemos. O mais provável é que Deus tenha falado à igreja através de um de seus profetas. Mas seu chamado também poderia ter sido interno e não externo, ou seja, através do testemunho do Espírito em seus corações e mentes. Independente de como o receberam, a primeira reação deles foi a de orar e jejuar, em parte, ao que parece, para testar o chamado de Deus e em parte para interceder pelos dois que seriam enviados. Notamos que o jejum não é mencionado isoladamente. Ele é ligado ao culto e à oração, pois raras vezes, ou nunca, o jejum é um fim em si mesmo. O jejum é uma ação negativa em relação a uma função positiva. Então jejuando e orando, ou seja, prontos para a obediência, "impondo sobre eles as mãos os despediram".

Isto não era uma ordenação ao ministério muito menos uma nomeação para o apostolado já que Paulo insiste que seu apostolado não era da parte de homens, mas sim uma despedida, comissionando-os para o serviço missionário.

Quem comissionou os missionários?

De acordo com Atos 13:4 Barnabé e Saulo foram enviados pelo Espírito Santo que anteriormente havia instruído a igreja no sentido de separá-los para ele. Mas de acordo com o versículo seguinte foi a igreja que, após a imposição de mãos, os despediu. É verdade que o último verbo pode ser entendido como "deixou-os ir", livrando-os de suas responsabilidades de ensino na igreja, pois às vezes Lucas usa o verbo "adulou" no sentido de soltar. Mas ele também o usa no sentido de dispensar. Portanto creio que seria certo dizer que o Espírito os enviou instruindo a igreja a fazê-lo e que a igreja os enviou, por ter recebido instruções do Espírito. Esse equilíbrio é sadio e evita ambos os extremos. O primeiro é a tendência para o individualismo pelo qual uma pessoa alega direção pessoal e direta do Espírito sem nenhuma referência à igreja. O segundo é a tendência para o institucionalismo, pelo qual todas as decisões são tomadas pela igreja sem nenhuma referência ao Espírito.

Conclusão

Não há indícios para crermos que Saulo e Barnabé eram voluntários para o trabalho missionário. Eles foram enviados pelo Espírito através da igreja. Portanto cabe a toda igreja local, e em especial aos seus líderes, ser sensível ao Espírito Santo, a fim de descobrir a quem ele está concedendo dons ou chamado.

Chamado missionário não é um ato voluntário, é uma obediência à visão do Senhor.

Assim precisamos evitar o pecado da omissão ao deixarmos de enviar ao campo aqueles irmãos com clara convicção de que foram chamados por Deus, bem como a precipitação de o fazermos com outros que possuem os dons para tal, mas sem confirmação do Espírito à igreja.

O equilíbrio é ouvir o Espírito, obedecê-lo e fazer da igreja local um ponto de partida para os confins da terra.

John R. W. Stott pastoreou por vários anos a Igreja de All Souls em Londres. É diretor do London Institute for Contemporary Christianity e autor de diversos livros como "A mensagem do sermão do Monte", "A mensagem de Efésios" e "Crer é também Pensar". Fonte: MissioNEWS, Informando.