"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

domingo, 6 de fevereiro de 2011

MISSÕES - A COMIDA QUE DURA




Os seguidores de Jesus, na sua maioria, perderam a perspectiva do ponto de vista de onde Jesus está olhando. O olhar dele é de infinita compaixão e ele vê o mundo inteiro. Um mundo mergulhando na mais densa escuridão. Os discípulos que perderam a visão dele e da sua obra têm seus olhos voltados para baixo em direção horizontal numa triste demonstração de vergonha e derrota.
O diagnóstico do Mestre amado e a receita para uma renovação de metas, propósitos e uma vida de constantes vitórias é apresentado por ele quando diz: “Mas olhem e vejam bem os campos: o que foi plantado já está maduro e pronto para a colheita” Jo. 4.35b NTLH
O compromisso com o mundo e com as coisas que no mundo há, está impedindo os discípulos de trabalharem com afinco na seara do Mestre Amado. O que foi e está sendo plantado, já está maduro e pronto para a colheita, necessitando de trabalhadores animados e dispostos a cumprir a ordem de atuar com muita dedicação na colheita dos frutos, já prontos; que são as vidas que estão espalhadas nos quatro cantos do mundo.

A certeza da presença do Mestre Jesus infunde uma tranqüilidade tal, que muitos pensam e vivem despreocupados de que tudo vai acontecer como num passe de mágica. Jesus fez os milagres e os discípulos pensavam que Jesus teria que fazer tudo, eles não teriam participação em nada, porquanto, ELE ESTAVA ALÍ, BEM PRESENTE.

No momento em que Jesus convida Pedro para andar sobre as águas ele temeu e afundou; Jesus esperava que ele tivesse fé suficiente para agir na hora em que ele muito necessitava. Jesus não caminhou por ele, tão somente o ajudou quando ele fracassou.
Em outro momento, Jesus mandou que eles tirassem a pedra do sepulcro de Lázaro e logo em seguida tirassem as faixas que o envolviam; algo insignificante diante do tão grande milagre da ressurreição! Ele transferiu essa ação para eles. Antes de multiplicar os pães e os peixes ele criou uma expectativa em torno dos discípulos para que eles fizessem e não apenas cressem. E nem uma das duas coisas aconteceram. No jardim do Getsêmane, eles imaginavam que Jesus iria libertar-se dos homens que chegaram para prendê-lo, contudo, ele não o fez. O despreparo daquele grupo que estava com ele naquela noite no jardim, permitiu que eles agissem de maneira humana e carnal, utilizando da espada para atingir o próximo e além do mais, covardemente todos fugiram.

A grande decepção causada pelos seguidores dele o fez lançar em seus rostos para onde estavam voltados os seus interesses e motivações. “...vocês estão me procurando porque comeram os pães e ficaram satisfeitos e não porque entenderam o meus milagres” Jo.6.26. Pessoas que estavam com ele e perto dele, contudo, não tinham a visão de um mundo sem paz, e sem esperança.

Ele, de maneira sábia, tirou os olhos deles das “coisas” levando-lhes a olhar para a mesma direção em que ele estava olhando; “ ...mas a fim de conseguir a comida que dura para a vida eterna.”.v.26. Mas adiante ele mostra que ele é o Pão do Céu, o Pão da Vida. v. 35, e aqueles que experimentarem deste pão, nunca mais terão fome.
A triste estatística que nos chega às mãos é de que no Brasil existem 180 línguas indígenas faladas. Algumas delas em extinção e temos desse total ainda, pasmem, 92 tribos indígenas aqui em nosso país que não contam com a presença missionária. E sobre esse assunto, muitos argumentam que os missionários vão às tribos para mudar a cultura indígena. Porém, não sabem ou não querem admitir, que os missionários quando chegam a uma aldeia indígena encontram a cultura alterada em função dos não índios (chamados erroneamente de brancos), que exploram as suas terras, suas riquezas naturais, influenciando negativamente o convívio sócio-cultural.
No meio evangélico há uma forte ênfase sobre a classificação dos discípulos; uns vão, outros intercedem em oração e outros contribuem. Como se Jesus tivesse departamentalizado a sua seara visando as atividades dos trabalhadores. Equivocadamente isso acontece no meio evangélico. Sendo assim, supõe-se que quem vai (para pregar) obrigatoriamente não necessita orar e nem contribuir. Quem ora não vai e nem contribui. E quem contribui, não vai e nem ora. Não foi assim que Jesus ensinou:

Ele disse: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho”. Mc. 16.15; “ Vós sereis as minhas testemunhas...” At. 1.8. Pela experiência própria, quando fui ao campo missionário indígena, estava indo, porém nunca deixei de orar e muito menos de contribuir financeiramente para o avanço da Obra em todo o mundo. A obra missionária é um contexto cuja exigência é unicamente a OBEDIÊNCIA.

A preocupação do discípulo deve ser a de trabalhar visando alimentar aqueles que estão com fome espiritual, com a comida que dura para a vida eterna. Com esse entendimento e disposição mental haverá grande diferença nos ministérios dos missionários espalhados na grande seara do Mestre.
O investimento financeiro no obreiro que se dispõe a obedecer a ordem de Jesus, tem um retorno eterno. “ ...e de modo nenhum jogarei fora aqueles que vierem a mim.” v.37. Esse é o resultado da dedicação de muitos e da aplicação de todos.

As recompensas são garantidas por aquele que nos salvou, embora, esta não deva ser a motivação dos trabalhadores. Ele mostrou qual era: “A minha comida- disse Jesus- é fazer a vontade daquele que me enviou e terminar o trabalho que ele me deu para fazer.” Jo. 4.34 A obediência trará um grande resultado que é a vida eterna para muitas vidas e a garantia de bênçãos e felicidades. “ E assim tanto o que semeia como o que colhe se alegrarão juntos.” Jo. 4.36

O campo continua branco – são 250 milhões de vidas em todo o mundo, sem acesso às Escrituras Sagradas – esperando alguém que vá até eles contar a linda história do Calvário. Ainda há vagas para outros trabalhadores na seara do SENHOR Jesus. O tempo em que gastamos com tantas superfluidades e os recursos financeiros que aplicamos em gastos sem objetividade, poderiam e muito contribuir para que outros trabalhadores chegassem mais equipados e em tempo hábil ao campo avançado de missões.
O Brasil cresce em vários sentidos e o grande número de discípulos de Jesus, contempla o mundo e as coisas que no mundo há do ponto de vista horizontal. Mas, Jesus nos relembra; “LEVANTAI OS VOSSOS OLHOS E VEDE OS CAMPOS QUE CONTINUAM BRANCOS PARA A CEIFA.”

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