"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

sábado, 1 de outubro de 2011

VISITAS AO CAMPO MISSIONÁRIO




Não é recomendável visitar o missionário logo no primeiro ano de suas atividades, para que ele possa ter plenas condições de adaptação cultural; no entanto, após este período inicial é muito importante o grupo de missões da igreja indicar um ou mais de seus membros para uma visita de uma a duas semanas ao campo missionário, se possível, acompanhados do pastor da igreja. Esta visita deverá ter alguns objetivos:

- Demonstrar carinho e amor para com o missionário

- Oportunidade de levar algumas “lembranças”

- Ouvir o missionário a respeito de suas lutas e crises

- Levar uma palavra de ânimo e confiança

- Reafirmar o compromisso da igreja quanto ao seu trabalho

É recomendável, quando da visita ao missionário, não tratar logo da questão dos “resultados” do trabalho que ele está realizando o que traz enorme peso ao coração do obreiro. A possibilidade de ele sentir a pressão de sua igreja poderia complicar ainda mais todo o processo. A história de missões registra casos e mais casos de missionários que gastaram anos a fio sem conhecer um fruto sequer do seu trabalho e, nem por isso, eles estavam sendo ineficientes. Não podemos nos esquecer que é o Espírito Santo quem convence e traz o pecador arrependido aos pés de Jesus.

Aqueles que vão visitar seus missionários no campo devem estar cientes que os encontrarão diferentes de como eram quando estavam ainda na igreja, estarão assumindo outro tipo de postura, reagindo de forma diferente, e se não soubermos a razão de tudo isto, poderá cometer erros.

Uma das experiências mais fortes que o missionário passa no campo, a partir do primeiro ano, é o chamado “CHOQUE CULTURAL”; rompimento com várias situações que diziam respeito ao seu próprio país para poder imergir em uma nova cultura, e isto custa um preço bem alto, pois, normalmente, provoca muitas tensões. Mas depois que ele passa por isto e “entra” na nova cultura deixa de ser aquela pessoa que conhecíamos para se tornar um obreiro bicultural.

PERÍODO DE RETORNO

Passados 4 ou 5 anos o missionário volta ao convívio de sua igreja, de seus familiares e amigos. O que fazer com ele? Dar-lhe férias compulsórias? Usa-lo bastante nos ministérios da igreja? Deixa-lo livre para fazer o que quiser? Eis aí uma importante questão a ser resolvida pela igreja e que também diz respeito ao cuidado do obreiro.

Se o missionário passa pela experiência do “CHOQUE CULTURAL” quando é enviado para uma nova cultura, acontece também o contrário quando retorna ao seu país de origem. Nesse caso experimentando o “CHOQUE REVERSO”, passando pela dura experiência de perceber que muitas coisas mudaram na vida da igreja, no país, no âmbito de sua família, etc., e provocando novas e terríveis tensões na vida do obreiro.

Assim, a igreja, através de sua liderança missionária deve, de antemão, estabelecer uma agenda para o missionário que retorna do campo. Algumas sugestões.
- Entrar em contato com a agência missionária enviadora para que o tempo de permanência seja de 3 a 6 meses.

- Proporcionar um tempo de férias ao missionário, encaminhando-o para uma casa de campo ou praia, para que tenha o descanso merecido por algumas semanas.

- Estabelecer uma agenda de visitas às igrejas mantenedoras, encaminhar o missionário para cursos de reciclagem (ex: os cursos promovidos pelo Centro Evangélico de Missões, em Viçosa, MG)

- Buscar profissionais de saúde cristãos que possam atender o missionário em suas necessidades.

















Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns por ser tão dedicado no que faz, por dispor do seu tempo em função de outras vidas. Muito bonito o seu trabalho continue sendo portador da palavra de Deus. Deus te abençõe!! MMR