"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O QUE VOCE QUERIA SABER SOBRE A CORÉIA DO NORTE E AINDA NÃO SABIA

 ..Enfim, queria mostrar inúmeras coisas, como os mercados ilegais que acontecem na casa das pessoas, porque não existem mercados no país, mas não consegui. Os jornalistas que visitam o país acabam fazendo um mesmo tour pelas praças, por alguns pontos da cidade, pelas estátuas, monumentos... Inclusive, você é obrigado por eles a depositar flores no monumento dedicado ao líder King Sung Il

 

O que acontece é que eles escondem muito a verdade. No hotel em que eu estava, a energia elétricacaía diariamente por volta das 20h. Comentei isso com um dos guias e ele foi enfático: disse que não havia problemas com o sistema de energia do país, que aquilo era apenas um pequeno transtorno. Perguntei a ele se o país fazia algo para consertar a situação e ele novamente insistia que não havia problema algum, que a rede elétrica era muito moderna e que o país estava construindo incontables usinas elétricas. Incontables, porque esses guias falavam perfeitamente o espanhol e por isso mesmo eles entendiam perfeitamente tudo o que conversávamos e o que gravávamos nas passagens de vídeo para as matérias. Numa certa vez eu estava numa praça em Pyongyang, falando sobre os monumentos, sobre a rica arquitetura da escola soviética... Quando os guias ouviram a palavra soviética eles mandaram a gente parar a gravação imediamente e disseram que veriam todo o material gravado até aquele momento para poderem apagá-los. Eu protestei, reclamei, mas como eles entendem de tecnologia bem menos que nós, demos um jeito de manter uma cópia daquela gravação conosco.


Não existe pluralidade na imprensa da Coreia do Norte. Existe apenas um canal de televisão, estatal logicamente. Cheguei a assistir pequenos trechos da programação e é quase exclusivamente uma agenda do governo naquele dia. Existem algumas emissoras de rádio, alguns poucos jornais, o Pyongyang Times... Tudo, absolutamente tudo na Coreia do Norte é do governo. Não existe instituição privada no país. Meios de comunicação, empresas e até mesmo o hotel no qual fiquei eram públicos.
Havia um telefone no hotel. Assim que cheguei, eles perguntaram se eu falaria com alguém durante o período que ficaria por lá. Eu disse que sim, que iria falar com o meu marido e eles me pediram os números de telefone dele. Eu falei com o meu marido duas vezes... É parecido com aquelas ligações via telefonista num Brasil dos anos cinquenta, sessenta. Eu dizia que queria falar com o meu marido, eles passavam e os guias ficavam ali perto, sentados num banquinho... Não cheguei a perceber, mas acredito que eles tenham conferido a minha conversa.
Quando cheguei à Coreia do Norte avisei todas as ONGs presentes no país, assim também como a ONU, que eu estava lá. O Itamaraty também foi avisado da minha ida. Inclusive, no último dia da nossa estada na Coreia do Norte fomos visitados em nosso hotel por um representante da ajuda humanitária da ONU. No entanto, foi uma situação constrangedora. Como estávamos nos quartos, prestes a descer, os nossos guias o receberam antes, mas o trataram muito mal, perguntando o porquê da ida dele ao hotel. Quando descemos, dissemos aos guias que ele era um conterrâneo nosso, que estava fazendo um trabalho de ajuda na região e que conversaríamos com ele no bar do hotel. Ficamos em uma mesa e os guias, desconfiados, em outra, ao lado, ouvindo tudo.
Nós conseguimos o visto do governo norte-coreano após um ano de tentativas, o que é relativamente pouco, comparado ao processo de obtenção de vistos por outros jornalistas. O pedido para o visto já estava encaminhado em outras representações diplomáticas da Coreia do Norte no exterior. Quando o governo de Pyongyang abriu uma representação em Brasília, juntamos todos esses pedidos e demos entrada para o visto ser obtido por aqui. Durante esse período, fui a Brasília umas três vezes por semana resolver também outras documentações relativas ao Itamaraty. Eu e a minha equipe fomos os primeiros aqui no Brasil a ter esse tipo de concessão e depois de nós ainda ninguém viajou para a Coreia do Norte com o visto de jornalista reconhecido por Pyongyang.
A primeira sensação que você tem ao chegar à Coreia do Norte é que você voltou no tempo. As ruas, a mínima quantidade de pessoas circulando até mesmo nos grandes centros urbanos, como Pyongyang, faz tudo parecer muito organizado, muito artificial. Você se sente numa verdadeira cidade cenográfica. Fomos ao estádio numa época de comemorações e os ensaios para a festa são milimetricamente ensaiados, organizados. North Korean Human Pixels http://human-pixels.blogspot.com Em português.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O PAÍS DO MUNDO MAIS FECHADO AO EVANGELHO

Coreia do Norte Local no planeta onde ser cristão é mais difícil. Os cristãos são presos, torturados e mortos. No entanto, a Igreja está crescendo: há cerca de 400.000 cristãos no país

A Igreja e a Perseguição Religiosa A Igreja O cristianismo chegou à península coreana, no final do século XVII, através de católicos coreanos feitos prisioneiros de guerra e enviados ao Japão pelos algozes japoneses que invadiram o país com o propósito de dominar a China. Em terras nipônicas, os coreanos tiveram contato com o evangelho (muitos dos quais se tornaram mártires) e, quando puderam retornar a seu país, levaram consigo a nova fé.

O início do cristianismo no país se deu no século XVIII (1793), quando a igreja passou por perseguições isoladas, mas suas raízes já estavam suficientemente fortes e fincadas na Coreia. Antes da guerra que dividiu a península corenana, a capital do país, Pyongyang, abrigava quase meio milhão de cristãos, constituindo na época 13% da população. Após a guerra, muitos cristãos fugiram em direção ao sul ou foram assassinados.

A perseguição
A Constituição prevê a "liberdade religiosa", no entanto, na prática, o governo restringe severamente qualquer atividade religiosa, exceto o que possa ser supervisionado rigorosamente por grupos reconhecidos oficialmente, ligados ao governo.

Uma autêntica liberdade religiosa não existe, apenas igrejas rigorosamente controladas pelo governo. As igrejas que existem na cidade hoje são basicamente "igrejas de fachada", servindo à propaganda política sobre a liberdade religiosa no país.

Quase todos os cristãos na Coreia do Norte pertencem a igrejas não-registradas e clandestinas. O culto deles se constitui de um encontro "casual" de dois ou três deles, em algum lugar público. Lá eles oram discretamente e trocam algumas palavras de encorajamento.

A perseguição aos cristãos foi intensa durante o período de dominação japonesa, especialmente devido à pressão exercida pelos dominadores para a adoção do xintoísmo como religião nacional. Desde a instalação do regime comunista, a perseguição tem assumido várias formas. Inicialmente os cristãos que lutavam por liberdade política foram reprimidos. Depois, o governo tentou obter o apoio cristão ao regime, mas como não teve êxito em sua tentativa, acabou por iniciar um esforço sistemático para exterminar o cristianismo do país. Edifícios onde funcionavam igrejas foram confiscados e líderes cristãos receberam voz de prisão.

Ao ser derrotados na Guerra da Coreia, soldados norte-coreanos em retirada frequentemente massacravam cristãos com a finalidade de impedir sua libertação.

O Estado não hesita em torturar e matar qualquer um que possua uma Bíblia, quer esteja envolvido no ministério cristão, organize reuniões ilegais, quer tenha contato com outros cristãos (na China, por exemplo).

Os cristãos que sobrevivem às torturas são enviados aos campos de concentração. Lá, as pessoas recebem diariamente alguns gramas de comida de má qualidade para sustentar o corpo, que deve trabalhar 18 horas por dia.

A menos que aconteça um milagre, ninguém sai desses gigantes campos com vida. Em setembro de 2007, a revista Newsweek destacou o drama dos cristãos norte-coreanos.

Um desertor, Son Jong-Nam, converteu-se quando fugiu para a China, onde conheceu um grupo de missionários cristãos. Após certo tempo, ele voltou ao seu país como missionário. Lá, foi detido e acusado de ser espião. Atualmente, ele está no corredor da morte em Pyongyang.

Son cresceu em boas circunstâncias por ser filho de um alto oficial. De acordo com a Newsweek, a esposa dele, grávida, perdeu o bebê depois de ter sido espancada durante um interrogatório na Coreia do Norte, por ter criticado o controle de alimentos de Kim Jong-Il.

Desde o final do século XIX, cerca de cem mil norte-coreanos mantêm a fé cristã clandestinamente, segundo cálculos da Newsweek. Até mesmo Kim Il-Sung, o primeiro ditador da Coreia do Norte, falecido recentemente, veio de uma família cristã devota.

De acordo com missionários, os cristãos norte-coreanos mantêm suas Bíblias enterradas nos quintais, embrulhadas em plásticos. Alguns pastores na China oram por doentes e pregam através de interurbanos feitos por telefone celular, segundo a reportagem. Tudo isso num intervalo de tempo que vai de cinco a dez minutos. Os "cultos telefônicos" têm de ser rápidos e muitas vezes são interrompidos bruscamente, porque a Coreia do Norte usa rastreadores para localizar os telefones.

História e Política
Localizada na metade setentrional da Península da Coreia, no leste asiático, a Coreia do Norte é caracterizada por altas montanhas separadas por vales estreitos e profundos. Densas florestas cobrem cerca de dois terços do país. O topônimo Coreia deriva-se de Koryo, "alto e belo", nome da dinastia que governou o país de 918 a.C. até 1392 d.C.

Os habitantes da península coreana imigraram da Sibéria entre os séculos X e XIII a.C. No ano 108 a.C., os chineses dominaram a península e a dividiram em 4 colônias chinesas.

No século XIII, Koryo foi invadida por mongóis, que passaram a ter grande influência na corte. E em 1392, Yi Song-gye fundou a dinastia Choson (Yi), que durou até 1910. O século XX foi decisivo para a configuração política atual do país. Com interesses políticos e econômicos sobre a península coreana e sobre outros países da Ásia, o Japão anexou a Coreia ao seu território, transformando o país em seu protetorado. Com a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, a Coreia se viu livre para se consolidar como nação independente no cenário mundial. Foi a partir de 1945 que o cenário político atual da Coreia começou a se formar: nesse ano, com o apoio da União Soviética, o norte se proclamou independente do sul, recusando-se a cooperar com as Nações Unidas e passando a se chamar República Democrática Popular da Coreia, chefiada pelo primeiro ministro Kim Il Sung.

No ano de 1950, o norte invadiu o sul da península, na tentativa de unificar a península sob o regime comunista, desencadeando a “Guerra da Coreia” (1950-1953), que culminou com a divisão definitiva da Coreia e a criação de dois novos países: Coreia do Norte e Coreia do Sul, o primeiro comunista e o último capitalista. O armistício assinado em 1953 definiu o paralelo 38 como a zona desmilitarizada da Coreia. A zona desmilitarizada entre os dois países continua sendo uma das áreas mais fortificadas e impenetráveis do mundo. A guerra quase irrompeu novamente no fim da década de 90, mas foi evitada graças a esforços diplomáticos. Não obstante, ainda há grande tensão entre as duas Coreias.

Desde a divisão, a Coreia do Norte teve apenas dois presidentes: Kim II Sung, que governou o país até 1994 e seu filho Kim Jong-il, que está no poder desde então. O governo exerce uma política unipartidária e é considerado como uma autocracia, ou ditadura comunista totalitária. O país tem sido profundamente marcado por um "culto à personalidade" que elevou o falecido ditador King Il-Sung, pai de Kim Jong-Il, à posição de deus. O mais provável é que Kim Jong-il seja substituído no governo do país por seu filho, Kim Jong-Un.

População
A população norte-coreana é de pouco mais de 24 milhões de pessoas, sendo 60% urbana. Etnicamente, ela é constituída quase que totalmente por coreanos (99%).

Há um pequeno número de chineses e japoneses residindo no país. Segundo estimativas do governo, 70% da população não professa nenhuma religião. O restante segue crenças asiáticas, como xamanismo, confucionismo ou budismo.

Há grupos cristãos de protestantes, católicos e ortodoxos. Quase 100% da população é alfabetizada e tem acesso à educação.

A população sofre com a fome, já que normalmente os alimentos do país são primordialmente direcionados ao exército. Há abertura para organizações humanitárias atuarem, a fim de aliviar a fome da população, mas os esforços não são suficientes. Isso acontece parcialmente por causa da corrupta liderança das forças militares.

Eles interceptam muitas cargas de alimento e desviam-nas para os seus soldados. O próprio presidente Kim Jong-Il disse, certa vez, que só precisa que 30% da população sobreviva.

Economia
A economia da Coreia do Norte é totalmente centralizada no Estado, totalmente planejada pelo governo; a indústria pesada e a agricultura (arroz, milho, batata, soja) são as principais atividades econômicas do país. Pyongyang é o centro comercial do país; as relações econômicas da Coreia do Norte com outros países são poucas, sendo a China o principal parceiro comercial do país. O turismo é também uma importante fonte de renda para a Coreia do Norte: todo turista ou grupo de viajantes deve conhecer o país sempre acompanhado de um guarda ou representante do Estado.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

REPÚBLICA DA SINGAPURA

Cingapura é um país insular do sudeste da Ásia, na extremidade meridional da Península Malaia. Com pouco mais de 620 km2 de área e sem dispor de recursos naturais, tornou-se uma das nações mais prósperas do mundo, com forte presença no mercado internacional, alta expectativa de vida, elevados índices educacionais e renda per capita acima de 20 mil dólares.

O país, de clima equatorial, é habitado por cerca de 4,5 milhões de pessoas, sendo que 70% delas encontra-se na cidade de Cingapura. A composição da população é basicamente composta por chineses (cerca de 75%), seguida por malaios, indianos e outros grupos étnicos. Isso faz com que o país tenha 4 idiomas oficiais: malaio, mandarim, tâmil e inglês.

A movimentada e populosa cidade-estado de Cingapura localiza-se na região sul da ilha, sendo um núcleo comercial e financeiro, onde centenas de multinacionais instalaram seus centros de operação, e um dos portos mais movimentados do mundo.

A indústria de alta tecnologia é responsável por grande parte das exportações. História O passado longínquo de Cingapura ainda é pouco conhecido dos historiados, que contam com informações a partir dos séculos XII e XIII. Nos séc. XIII e XIV, o porto de Cingapura (então chamado deTemasek, do javanes “mar”) era um centro de comércio razoavelmente importante. Invasores provenientes da ilha de Java destruíram Temasek, em 1377.

O porto de Melaka foi fundado ao norte de Cingapura por volta de 1409.

No início do séc. XIX, Cingapura era uma ilha coberta de florestas, com apenas uma aldeia de pescadores no litoral sul. Sir Stamford Raffles, um agente da organização comercial inglesa Companhia da Índia Oriental, reconheceu a importância potencial que a ilha teria para o comércio inglês.

Em 1819 obteve a posse do porto de Cingapura para a Inglaterra, por meio de um acordo com um sultão de Johor. A ilha inteira passou a ser controlada pelos ingleses em 1824, por conta de um acordo com os holandeses. Em 1826, Cingapura passou a fazer parte dos Estabelecimentos dos Estreitos, uma colônia inglesa. Os ingleses construíram uma imensa base aérea e naval no litoral norte da ilha durante a década de 1930. Mas se prepararam apenas para os ataques marítimos.

No início da Segunda Guerra Mundial, tropas japonesas desceram em marcha pela Península da Malásia, vindos da Tailândia, e tomaram Cingapura com facilidade. Ocuparam a cidade de 1942 a 1945. Os ingleses dissolveram os Estabelecimentos dos Estreitos em 1946 e fizeram de Cingapura uma colônia à parte.

As pequenas ilhas em torno da ilha principal e a ilha inglesa de Christmas, ao sul de Java, eram administradas por Cingapura. A ilha de Christmas passou ao domínio da Austrália em 1958. Cingapura elegeu seu primeiro legislativo representativo em 1955 e alguns de seus habitantes começaram a pedir a independência total na mesma ocasião.

A região ganhou um autogoverno interno em 3 de junho de 1959. A Inglaterra responsabilizava-se pela defesa de Cingapura e pelos assuntos externos. Os territórios de Cingapura, Sabah (antigo Bornéu do norte) e Sarawak (também em Bornéu) reuniram-se à Malásia para formar a Federação da Malásia, em 16 de setembro de 1963. Muitas diferenças políticas e sociais manifestaram-se dentro da federação.

Quando a liderança chinesa em Cingapura ameaçou perturbar o equilíbrio da federação, o governo malaio excluiu Cingapura em 1965, que se tornou, então, um país independente. Lee Kuan Yew, um advogado, foi o primeiro a ocupar o cargo de primeiro-ministro do país, ficando no poder por mais de 25 anos. Em 1990, Goh Chok Tong assumiu o governo. De 1990 a 1996, o país experimentou um crescimento econômico superior a 8% ao ano. Nas eleições realizadas em 1997, o governo manteve ampla maioria no Parlamento, com 81 das 83 cadeiras. Em agosto de 1999, Sellapan Rama Nathan elegeu-se presidente.

Cingapura foi atingida pela crise asiática de 1997, recuperando-se rapidamente, graças à implantação de uma política de corte de gastos e de redução de impostos. A recessão global dos anos 2000-2001 e a crise do mercado de alta tecnologia, que absorve grande parte das exportações do país, afetaram duramente a economia local e provocaram acentuada queda do PIB.

No entanto, a partir de 2002, o país voltou a se recuperar, e o governo vem adotando medidas para tornar Cingapura menos vulnerável às oscilações do mercado externo. Entre abril e setembro de 2003, a síndrome respiratória aguda grave (Sars, na sigla em inglês) provocou 33 mortes no país e causou prejuízos econômicos, em virtude da queda no turismo.

Em agosto de 2004, Lee Hsien Loong (PAP), filho mais velho do ex-premiê Lee Kuan Yew, assume o cargo de primeiro-ministro. O pai se mantém no gabinete. O governo anuncia medidas de estímulo ao crescimento populacional, pois Cingapura tem taxa de fecundidade insuficiente para manter a população estável.

REPÚBLICA DAS MALDIVAS - O PAÍS MENOS EVANGELIZADO DO MUNDO

A República das Maldivas é um pequeno país insular situado no Oceano Índico ao sudoeste do Sri Lanka e da Índia, ao sul do continente asiático, constituído por 1.196 ilhas, das quais 203 são habitadas, localizadas a cerca de 450 km ao sul da península do Decão. A sua única fronteira real é com o território indiano das Laquedivas, a norte, mas são também os vizinhos mais próximos do Território Britânico do Oceano Índico, um conjunto de ilhas localizadas ao sul das Maldivas.

O país tem uma extensão territorial de 298 km, sendo um dos menores países do mundo e uma população de aproximadamente 400 mil habitantes, as maldivas tem uma das maiores densidades demográficas do mundo, ultrapassando 1.300 habitantes por km quadrado,

As Maldivas têm um recorde mundial de ser o país com a mais baixa altitude do mundo, o ponto mais elevado está a 2,3 metros do nível do mar, e a altitude média do país é de 1,5 metros e a maioria do território habitado está apenas a um metro de altitude. A capital, Male, está a 90 centímetros do nível do mar e vivem 100 mil pessoas. Possuí um clima tropical e úmido com uma precipitação aproximada de 2000 mm ao ano.

O Islã é a religião predominante, a qual foi introduzida em 1153. Foi colônia portuguesa (1558), holandesa (1654) e britânica (1887). Em 1953 tentou-se estabelecer uma república, mas poucos meses depois se restabeleceu o sultanato. Obteve a independência em 1965 e em 1968 foi reinstalada a república, contudo, em 38 anos o país só teve dois presidentes, ainda que as restrições políticas tenham diminuído recentemente. É o país menos populoso da Ásia e o menos populoso entre os países muçulmanos.

A história antiga das Maldivas é obscura. Segundo a lenda maldívia, um príncipe cingalês chamado Koimale encalhou com sua esposa, filha do rei do Sri Lanka, numa lagoa das Maldivas e dominou a região como o primeiro sultão. Com o passar dos séculos, as ilhas foram visitadas por marinheiros dos países do Mar Arábico e dos litorais do Oceano Indico, que deixaram a sua marca. Os piratas de MPLA, procedentes da costa do Malabar, atualmente o Estado Indiano de Kerlara, arrasaram as ilhas.

No século XVI, entre 1558 e 1573, os portugueses estabeleceram uma pequena feitoria nas Maldivas, que administraram a partir da colônia principal portuguesa de Goa. Por quinze anos dominaram as ilhas, mas a atuação do feitor foi muito impopular.

Quinze anos passados um líder local chamado Muhammad Thakurufaanu Al-Azam e seu irmão organizaram uma revolta popular e expulsaram os portugueses das Maldivas. Este acontecimento ainda hoje é celebrado como dia nacional das Maldivas e num pequeno museu e memorial em honra do herói nacional e depois Sultão Muhammad Thakurufaanu Al-Azamna sua ilha natal Utheemu no sul do atol Thiladhummathi.

O país foi governado como um sultanato islamico independente na maior parte de sua história entre 1153 e 1968. Foi um protetorado britânico desde 1887 até 25 de julho de1965. Em 1953, por um breve período, implantou-se uma república, mas o sultanato se restabeleceu. Os maldívios seguiam o budismo antes de se converterem ao Islamismo, conversão esta explicada em uma controvertida história mitológica acerca de um demônio chamado Rannamaari.

A independência do Reino Unido foi obtida em 1965, seguindo o sultanato por três anos mais. Em 11 de novembro de 1968 foi abolido e substituído por uma república



POVOS

Nativos 93% - Maldivanos de origem Dravidiana Estrangeiros: 7% Indianos, Cingaleses, Paquistaneses, Bengaleses, e alguns ocidentais, a maior parte em empregos temporários.

Alfabetização: 93% Lingua Oficial: Divehi de origem sânscrito

RELIGIÃO O islamismo é a única religião reconhecida. A prática aberta de qualquer outra religião é proíbida. O islamismo é bastante promovido pela união nacional e preservação do poder governamental

DESAFIOS DE ORAÇÃO

1. Os Maldivanos ainda são os menos alcançados do planeta. Nenhum trabalho cristão missionário foi permitido, e nenhuma literatura cristã admitida. Mesmo assim, muitos maldivanos encontraram a fé em Cristo durante os anos 90. Uma seevera sanção das autoridades em 1998, resultou na prisão e tortura de 50 maldivanos suspeitos de serem cristãos e na expulsão de 19 cristãos estrangeiros de diversas nações. Um ano depois, a intercessão internacional e os protestos forçaram a libertação dos maldivanos da prisão.

ORE para que eles não sejam desencorajados, mas que vivam para Jesus apesar de toda pressão espiritual sob a qual vivem.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

QUATRO ONDAS DE MUDANÇA EM MISSÕES

John Piper

Se Deus se agradar em responder nossas orações em favor de missões, elas podem se tornar quatro ondas que vêm sobre milhares de pessoas e igrejas. Estas são as ondas pelas quais estou orando:

Onda 1: colocar a evangelização mundial nas paixões de uma nova geração. "Missional" é a palavra de nossos dias.
Contudo, a obra de missões não é realizada sempre no mundo. Fazer missões significa transpor uma barreira étnica e lingüística (que pode exigir 20 anos), a fim de implantar o evangelho em um povo que não tem acesso ao evangelho. O obra de missões elabora estratégias para alcançar não somente pessoas não-alcançadas, mas também povos não-alcançados. "Louvem-te os povos, ó Deus; louvem-te os povos todos" (Sl 67.3). A Onda 1 se tornaria o DNA de "missional".

Onda 2: entretecer de novo o horror do inferno em nossa compaixão. Eu oro para que o slogan de missões mundiais seja: nós nos preocupamos com todo sofrimento, especialmente o sofrimento eterno. Todas estas palavras são importantes: sofrimento, eterno, especialmente, todo, preocupamos, nós.
Cada uma delas denota carga. A Onda 2 resultaria em que essa carga seria carregada em milhares de trens evangélicos direcionados à vizinhança e às nações.

Onda 3: destruir percepções erradas sobre o que é necessário em missões. Espero que nosso pensamento sobre a evangelização dos povos destrua a noção de que missões podem ficar em nossa pátria agora, porque todas as nações têm vindo até nós. A região em que eu moro está sendo atualmente referida pela City Vision como "a mais etnicamente diversa e única da América, onde se fala mais de 100 línguas".
Isso muda bastante a maneira como fazemos missões. Mas uma coisa que isso não muda é o fato de que o Joshua Project cataloga não algumas centenas, e sim 6.933 povos que, globalmente, não têm uma presença auto-sustentável do evangelho.

Outro conceito errado que eu gostaria de ver destruído é o de que os ocidentais devem apenas mandar dinheiro, em vez de irem como missionários. Minha paráfrase: que outros dêem o seu sangue. Nós damos o nosso dinheiro.

Falando de maneira realista, a maioria dos povos não-alcançados não tem melhor acesso ao nosso dinheiro do que nós o temos. "Não-alcançado", em seu sentido pleno, significa: não há nenhum missionário no povo para o qual você poderia enviar dinheiro, se quisesse fazer isso. Portanto, a Onda 3 resultaria em fazer tudo: missões aos povos não-alcançados que vivem entre nós, apoiar missões de outras igrejas que enviam e, em especial, mobilizar sua própria igreja para alcançar os milhares de povos que não têm acesso ao evangelho.

Onda 4: convencer os pastores de que uma paixão pela glória mundial de Deus é boa para os crentes de nosso país. Se a luz de sua vela pode brilhar até milhares de quilômetros, ela está queimando com bastante intensidade no seu próprio lar.

Que tipo de cristãos queremos que nossas igrejas produzam? Considere: cristãos indiferentes, que gastam maior parte de seu tempo livre em entretenimento mundano, raramente oram, choram ou trabalham para alcançar os povos que perecem. Não os afague. Confronte-os. Exorte-os a ter uma vida. Assistir a filmes todas as noites os deixa espiritualmente sem poder e vazios. Eles precisam de uma causa muito nobre pela qual podem viver. E pela qual podem morrer. A Onda 4 faria de missões mundiais o ponto de ebulição para muitos crentes despertados.