"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

FAZER MISSÕES PODE SER PERIGOSO

Por John Piper

Devo considerar não fazer missões se isso implica perigo constante para minha vida?

Sim, considere. Mas, depois de haver considerado a questão, talvez você deva fazer missões.

Se a sua esposa diz: “Não”, talvez você não deva se envolver em missões.

Suponho que você está falando de perigo real tanto para si mesmo como para sua esposa, e não está falando de colocar sua esposa em risco porque têm uma posição segura e excelente. Se isso é o que você está querendo dizer, então você é egoísta e não deve fazer missões de modo algum.

Mas, se você quer dizer: “Devo seguir uma chamada que põe em risco a mim, minha esposa e meus filhos?”, eu diria: sim, porque, se todos seguirem o caminho oposto, a Grande Comissão nunca será terminada.

A menos que você esteja dizendo que a Grande Comissão deve ser terminada somente por solteiros. “Deixemos os solteiros sofrer. Somos pessoas casadas, não devemos sofrer. Casamos e, assim, escapamos do sofrimento.” Não acho que o Novo Testamento ensina isso.

Essa foi a razão por que Jesus disse: “Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher... não pode ser meu discípulo”. Jesus não usou a palavra “aborrece” no sentido de ódio para com os parentes. Ele a empregou no sentido de que você assume riscos ao ponto de sua avó dizer que você age como se a odiasse. Você sabe que não a odeia. Você a ama, assim como ama todas as pessoas que está tentando alcançar com o evangelho.

Não tenho critério final e preciso a respeito de quando fugir e de quando permanecer. Essa é a velha ênfase sobre a qual John Bunyan escreveu em seu livro Advice for Sufferers (Conselho para Aqueles que Sofrem).

Bunyan escolheu passar 12 anos na prisão quando poderia ter saído da prisão. Ele tinha uma esposa e quatro filhos, um dos quais era cego. Ele poderia ter ficado livre da prisão se apenas tivesse assinado a confissão: “Eu não pregarei mais”. Mas ele escolheu permanecer preso, e isso colocou sua família em grande risco, com pobreza.

Por isso, ele escreveu a obra Advice for Sufferers (Conselho para Aqueles que Sofrem), na qual ele oferece exemplos bíblicos de pessoas que fugiram, como Paulo quando escapou de Damasco, sendo descido num cesto pela muralha, em vez de ser corajoso. É como se disséssemos: “Ei, Paulo! Por que você está sentado em um cesto, sendo descido pela muralha e fugindo de dificuldades?” Há também exemplos de Paulo lançando-se, por assim dizer, aos leões em Éfeso ou em Filipos, indo para a prisão e mostrando-se disposto a receber açoites.

Quando você fica e quando você foge?

Bunyan diz: “Deus lhe mostrará”.

Portanto, não acho que seja automática a sua escolha de preservar a si mesmo, sua esposa, seus filhos do risco, do perigo e do sofrimento. Haverá momentos em que você sentirá: “Sim, é tempo, por causa do Reino e de tudo que está envolvido, de que eu mude para outro lugar e outro ministério”.

Não é uma resposta simples. Não tenho uma resposta simples a respeito de quando tomar essas decisões.



Traduzido por: Wellington Ferreira

Editora FielFonte: Editora Fiel

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