"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

quinta-feira, 10 de maio de 2012

CARTA ABERTA A IGREJA BRASILEIRA SOBRE PARCERIA MISSIONÁRIA


Queridos amigos amantes da obra missionária aos povos não alcançados da terra
Graça, Paz e Misericórdia

Esta foi a saudação especial em momento que discipulava seu companheiro Timóteo.

Estamos vivendo um período crítico na igreja brasileira onde o número de conversões é astronômico, economia crescente que leva a prosperidade individual e queda da visão missionária transcultural. Isto tem levado a vários problemas que tem afetado o movimento missionário brasileiro.

Vemos que é hora de amadurecermos e trazermos algumas realidades tristes, mas que podem servir para uma reflexão que leve o movimento missionário a um crescimento e maturidade. Há dificuldades grandes a serem superadas e precisamos de sabedoria, graça e discernimento do Senhor neste momento crucial.

Queremos trazer um esclarecimento importante sobre uma situação difícil de parceria efetuada e não concretizada no final. Desafio recebido no Congresso Brasileiro de Missões Em Outubro de 2008, no Congresso Brasileiro de Missões, em Águas de Lindóia – SP, ao visitarmos o Stand da Pioneiras fomos desafiados por Larry LeGrande, missionário norte americano e membro da Pioneers, ou Pioneiras no mundo latino, a enfrentar o desafio da Indonésia, maior país muçulmano, que conta com 17.000 mil ilhas e com centenas de línguas sem nada do livro sagrado.

Na ocasião eu lhe disse que uma missão brasileira já estava fazendo tal tarefa com muita dedicação, e sua resposta foi que o desafio da região do Aro de Fogo não era tarefa para uma só organização.

Conhecedor de que o desafio de mobilizar obreiros latinos, recrutá-los, treiná-los, enviá-los e apoiá-los não era uma tarefa fácil, então respondi que, para ver algo acontecendo, isto deveria ser feito em parceria e com “Matching Fund” - Fundo compartilhado – isto é, para cada real levantado o parceiro trabalha para levantar um valor similar e assim poderia enviar uma equipe.

Se isso ocorresse, então algo poderia ser feito, isso, no entanto, demandaria um plano estratégico que envolveria mobilização, treinamento compartilhado, apoio no campo e um cuidado missionário no campo.

Após entendermos que o desafio era de Deus começamos a trabalhar num documento, que chegou a 12 páginas em inglês, onde apresentávamos um estudo da situação de missões a partir do Brasil, a realidade da igreja brasileira, a experiência e os diversos ministérios da Horizontes, crescimento da economia brasileira, a importância do trabalho em parceria, que cria a sinergia necessária para alavancar a obra missionária aos não alcançados, cronograma e o custo total do Projeto em detalhes, e responsabilidade de cada organização no levantamento dos recursos.

Depois de dois meses de trabalho e a troca de vários e-mails, chegamos a um projeto para recrutar 120 jovens latinos e treiná-los em sete anos, proporcionando-lhes sete formações (bíblica, missiológica, intercultural, línguas espanhola, inglesa e asiática, e uma graduação ou pós-graduação universitária).

Larry estudou o documento detalhadamente e trabalhou arduamente para ver a possibilidade de alocar a equipe de 120 obreiros no Sudoeste Asiático.

Após a troca de muitos e-mails, quando constatou que o projeto era viável, Larry enviou um e-mail a todos os líderes de organizações com quem ele teve contato no CBM, em 2008, em Águas de Lindóia, com uma foto dos líderes da Indonésia dizendo “YES” ao projeto.

Com o sim dele sobre a parceria entre a Pioneers e a Horizontes, iniciamos o processo de mobilização da igreja latina para o grande desafio. Elaboramos um plano para enviar cartas aos amigos da Horizontes, fazer folders, cofrinhos, etc.

Conhecedor da realidade brasileira com respeito a missões transculturais, iniciamos o projeto que previa receber os candidatos com um terço do sustento. Para complementar o sustento, 40% deveria vir de mobilização internacional, sobre a liderança do Larry, e o restante de trabalhos de mobilização no Brasil.

Lançamento do projeto no Brasil e América Latina Iniciamos compartilhando o desafio com alguns dos nossos obreiros mais experientes para selecionar uma equipe estratégica, que pudesse ser a “cabeça de ponte” no sudoeste asiático, para receber os candidatos que, após recrutados e treinados, fossem enviados, pois o desafio era muito grande.

Demos ao projeto o nome Uniásia e para divulgá-lo, criamos um site onde colocamos a parceria. Abrimos uma conta especial - vide abaixo - imprimimos folders, enviamos cartas, confeccionamos 10.000 cofrinhos, etc,.

O custo inicial para lançar a visão era em torno de R$ 20.000,00. Nós não possuíamos tais recursos, mas alguns obreiros emprestaram o que tinham em economia e o Larry contribuiu com U$ 2.000,00 dólares para esta fase inicial. Equipe estratégica e treinamento

No início de 2009 foi formada uma equipe estratégica de nove pessoas, sob a liderança de um jovem experiente, para ser treinada, a fim de ser pioneira no Sudoeste asiático. Eles iniciaram o processo de compartilhar a visão com familiares e líderes e após foram para a mobilização. O Larry enviou, por três meses, a Monte Verde, uma obreira norte americana da Pioneers, que trabalha na região de Banda Aceh na Indonésia, para treinar a equipe estratégica na língua bahasa e na cultura da região.

Envolvimento do líder da Pioneiras na América Latina O Amauri Vassão Filgueiras e esposa, ele líder da Pioneiras no Brasil, nos convidou para um almoço em Santo André, e Cleonice e eu estivemos ali, onde ouvimos ele dizer que não faria uma parceria conosco, mas, como havia acontecido do campo missionário para o Brasil, ele envidaria todos os esforços para ver o melhor acontecendo e prometeu ajudar no recrutamento e em tudo que precisássemos.

Em sua casa prometeu ir até em algumas igrejas do Sudoeste para mobilizar e que a cada duas semanas estaria em Monte Verde, quando a equipe do Uniásia estivesse ali.

Todo o envolvimento incluiria que cada candidato, para ser enviado ao campo teria que ser aprovado por ele e o Marcio Garcia, líder da Pioneiras América Latina. Vinda do Larry para avaliação e aprovação da equipe estratégica.

No mês de Maio 2009, Larry veio ao Brasil para avaliação e aprovação da equipe estratégica, e para compartilhar sobre os desafios, oportunidades. Nessa viagem ele levou cofrinhos do Projeto para as igrejas dos EUA e disse que abriria uma conta específica para levantar recursos para o projeto. Envio da equipe estratégica e recebimento da primeira equipe

Em dezembro de 2009 a equipe estratégica de oito adultos e uma criança partiu rumo à Indonésia e, em Marco de 2010, recebemos em Monte Verde os alunos que iriam formar a primeira equipe do Uniásia. Esperávamos, nessa oportunidade, que recursos internacionais estivessem sendo mobilizados, e foi, a partir daí, que vimos o Larry fugindo do apoio, pois cremos que a crise nos EUA o levou a esse tipo de atitude e, então, apelamos ao Marcio que nos disse que não deveríamos conversar mais com o Lary, pois a parceria agora seria feita com ele, e nos prometeu colocar o nosso líder na Ásia na equipe da Pioneers.

Também nos prometeu que estaria nos apoiando, e várias reuniões foram feitas, em Monte Verde, com a diretoria da Missão para ver como aconteceria o processo e o apoio.

Enquanto isso, outras equipes foram sendo recebidas para completar o número acordado de 120 jovens. Envio da Equipe a Filipinas e Malásia No final de 2011 enviamos outra equipe de líderes às Filipinas para adotar as providências necessárias ao recebimento dos jovens que serão enviados àquele pais da Ásia para o aprendizado da língua inglesa, facilitando, assim, o processo de adaptação deles no continente asiático. Treinamento, mobilização, parceria e relacionamento mudado Todas as promessas de ajudar de treinamento não se concretizaram, e, também, de levantamento do sustento, e, finalmente, recebemos apenas um telefonema do Marcio dizendo que estaria enviando uma oferta de R$ 15.000,00, o que fizeram, e com isso estaria terminada a parceria.

Esqueceram eles que, nesse período, já tínhamos enfrentado um desafio com 70 jovens a serem enviados para a Ásia, mobilizado a igreja e divulgado a parceria no Brasil, América Latina e no mundo.

Enfrentamos todas as implicações desse processo sozinhos, mas entendemos que o Senhor é capaz de transformar maldição em benção e isto nos tem levado a criar uma resiliência incomum e entendendo que o desafio deste continente demanda pessoas de calibre incomum e nossa oração é que o Senhor nos capacite para enfrentar os grandes desafios que temos adiante, pois entendemos que foi Ele que nos deu a visão, mesmo não entendendo os meios, e dissemos ao Marcio que nos sentíamos enganados duas vezes e ele disse também que havia sido enganado pelo Larry. Rompimento da parceria, comunicado a líder norte americano e internacional.

Diante dos fatos, comunicamos à liderança norte americana, na pessoa de Steven Richardson, filho do Don, escritor que nos vendeu os direitos do livro Segredos do Alcorão, em detalhes sobre os e-mails trocados e apresentamos o projeto aprovado. Ele lamentou profundamente tal atitude e disse que isto demandaria uma reunião entre nós e a diretoria internacional. Ficamos constrangidos com o e-mail enviado, com cópia para o Eric Peters, diretor internacional, e, para nossa surpresa, o diretor internacional posteriormente lavou as mãos como Pilatos.

Desafio e outro apoio no meio do caminho Considerando o grande desafio que existe na área de tradução da Bíblia e tendo em vista que parte da equipe tem interesse em se especializar nessa área, no meio do caminho, compartilhamos com a nossa parceira, Wycliffe International, a qual concordou em participar com 50% do sustento daqueles que quisessem fazer o curso de Linguistica.

Hoje temos 27 alunos, apoiados pela Wycliffe, fazendo o Curso de Linguística em Brasília. Um Fato Inexplicável É incompreensível para a mente humana explicar o ocorrido com líderes ilibados, maduros e com reconhecimento internacional.

Algumas vezes isso mexe com a nossa cabeça, e se não fosse os e-mails que temos, e os lemos algumas vezes para verificar se não estamos agindo incoerentemente, não acreditaríamos. 1 – É inimaginável a atitude do Amaury, que ao se mudar de Bragança Paulista para a região de Sorocaba, não nos forneceu nem o fone nem o endereço, mesmo que o buscamos de todas as formas, e nem respondeu nossos e-mails. Somente seis meses depois foi que soubemos da mudança, numa reunião dele e do Marcio com a nossa diretoria, em Monte Verde.

O que nos surpreende é que foi ele mesmo que nos chamou para a primeira reunião, e nessa ocasião nos disse que a parceria não era da vontade dele e que ele mesmo nunca a faria, mas como fora feita por um líder do exterior, então, isso implicaria que ele faria de tudo para cooperar, que apoiaria a parceria, nada o demoveria e que seria um parceiro fiel.

2 – O Marcio somente reagia aos nossos e-mails e não tinha uma atitude proativa, quando o projeto demandava um apoio mais consistente. Ele reconheceu o erro, mas na última conversa, quando informou sobre não fechar a parceria sobre sua liderança, foi ele mesmo que disse que não deveriamos conversar com o Larry e nem o receber novamente no Brasil.

Por várias vezes, em resposta a minha palavra que disse que me sentia enganado, ele também afirmou que sentia o mesmo, pois o Larry fez a parceria sem antes os consultar. É triste ver toda essa confusão entre eles!

3 – O Larry retornou outras vezes e numa delas disse que viria nos visitar e eu orientado anteriormente pelo Marcio disse que o receberia se viesse acompanhado por um dos líderes latinos, mas na última vez num evento em Santo André ele me procurou e tentou justificar toda a situação.

Mostrei a gravidade, seriedade e responsabilidade de tudo e finalmente ele reconheceu o erro, mas não procurou se redimir para solucionar o problema.

4 – Não era plano nosso da Horizontes ter um projeto super deficitário, pois cada candidato é subsidiado e nesse projeto em especial os candidatos foram recebidos com um terço do sustento. É essa estratégia de projetos que tem possibilitado à Horizontes treinar um terço da força brasileira que se encontra na Janela 10-40. Desde 2006, depois de fecharmos uma parceria de 16 anos com uma agência missionária internacional, estamos fazendo um enxugamento em toda nossa organização .

O término dessa parceria se deu na época em que a última turma do projeto Radical, já se encontrava na fase dois. Dois terços dos obreiros ficaram com a nossa ex-parceira. Conosco ficaram os que tinham menos apoio e sustento.

Nessa ocasião tínhamos onze carros utilizados nos serviços da missão e na tarefa de mobilização, pois chegamos a visitar 3.000 igrejas anualmente. Desses onze carros ficamos com apenas dois e, mesmo assim, tivemos que vender também a casa de apoio missionário que mantínhamos em Santo André - SP.

Dada essa situação, não era nossa intenção desenvolver nenhum projeto na época, mas o Senhor tem suas maneiras de agir, e como vimos a possibilidade de contar com parte do apoio, e considerando que a região representa o maior desafio do mundo, após um período de oração e tratativas, entendemos que era essa a vontade de Deus.

Portanto dentro da soberania de Deus neste projeto, reconhecemos que precisamos mais do que nunca do apoio dos nossos amigos em oração neste momento muito difícil, pois temos uma equipe pronta para ir a região mais inóspita e difícil da terra e para os desafios mais pioneiros.

É por isso que abrimos o nosso coração e o objetivo deste é esclarecer que o Senhor tem a sua maneira de agir e também que sem oração este projeto seria uma frustração, mas em obediência ao Senhor e com o apoio dos crentes poderemos levar a cabo a tarefa.

Oração e o desafio continua Estamos compartilhando isso, pois estes que foram chamados para o continente menos alcançado da terra estão esperando conseguir os recursos para complementar o sustento e para a operação bota fora. Ajude-nos em oração nesse processo desafiador.

No amor do Mestre,
Cleonice e David Botelho
Missão Horizotes – Bradesco – Agência 1020 conta 3111-9

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