"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

domingo, 16 de setembro de 2012

MISSÕES ELETRÔNICAS

Escritor Pr. Teófilo Karkle
 
Este artigo tem um propósito de elogiar os meios eletrônicos de comunicação, que serve muito para Postar textos, fotos e vídeos, de maneira rápida, massiva e eficiente. Todo Missionário deveria ter acesso aos meios eletrônicos e acompanhar a modernidade para fazer mais fluida sua comunicação com familiares, igreja e com todo o povo de Deus que esta imbuída no mesmo sistema.
 
Missões Eletrônicas tem o propósito de despertar o povo de Deus a fazer Missões desde suas casas ou desde seus escritórios. Para isso as pessoas tem que Acreditar nos Missionários e nos trabalhos que eles fazem, principalmente quando o Propósito é uma Campanha ou Pedido de Ajuda. Partindo da base que o Missionário é um servo do Senhor, ele pode e deve formular seus pedidos dentro da mais sincera verdade e necessidade.
 
Cada pessoa que Ama as Missões, que seu coração arde por elas, devem fazer Missões Eletrônicas inicialmente fazendo um Comentário no Blog do Missionário, abaixo nos Artigos que ele escreve. A unção que você respeita é a unção que você pode chegar a ter.
 
Segundo, todos os novatos em Missões, os que estão descobrindo que seu chamado é Missionário deve ter calma, primeiro deve carregar o Piano para que o Missionário Veterano toque, se você já quer partir tocando piano vai começar errado amigo. Tira o chapéu primeiro, tenha um Missionário nos seus contatos que você o admire, sem se apaixonar por ele, pois existem casos que a admiração é algo atrativo, apaixonado e quem sabe esta pessoa já é casada e bem casada.
 
Missões devem partir com um modelo existente, que tenha livros de Velhos Missionários, para ler e saber suas experiências de vida. Nossa, aprender isso você evitará muitas dores de cabeça que teve o Missionário do qual você esta lendo suas experiências. Ainda que sejam do tipo de Missões feito a Cavalo, deves extrair de lá prudência, sabedoria, ideias. Hoje os Missionários não estão mais a cavalo, mas sim a kbytes. Hoje os Missionários já não estão na época como nos filmes escrevendo uma carta a sua amada a luz da lamparina e com pluma, para depois encaminhar pelo navio a 30 dias de viagem. E velocidade e a distancia está hoje a um clique do público.
 
Todos os Missionários são dignos de um comentário online de apoio, e todos os Missionários são merecedores de um carinho feito em Transferência Bancaria para a conta dele, também de maneira eletronicamente. Sem precisar viajar para visitar o Missionário, sem precisar ir numa livraria comprar um Envelope e mandar pelo correio tradicional. Mas nunca faça promessas eletrônicas a um Missionário por correio, e depois se esquecer de cumprir, pois ele acredita nas suas palavras e não é bom brincar com sentimento das pessoas.
 
Falando de Promessas, as melhores são aquelas que dizem assim: Passe ai seu numero de conta que amanhã estou fazendo a transferência. Mas uma grande maioria promete desde uma situação de melhoria para ele primeiramente. Dizem: Tenho uma causa na Justiça, ore por mim, pois se sair eu quero te abençoar. Imagina se o Processo é daqueles de Herança, que os filhos levam 25 anos brigando na justiça, daria tempo de o Missionário fazer sua Missão e voltar.
 
Tire com carinho uma oferta do seu orçamento mensal envie tão logo que o dinheiro estiver na sua mão, pois se colocar uma data de 15 dias mais, o Missionário já terá resolvido sua dificuldade ou então estaria já sepultado no caso de uma enfermidade.
 
Queremos através de esta Matéria corrigir esse espirito que todos querem ser Cacique e ninguém que mais ser índio. Todo mundo que fazer Missões, principalmente querem iniciar Missões e fazer aquele show todo de evento, de nomear secretário, de mobiliar um escritório, de construir metas, de arrecadar dinheiro.
 
Tem lugares que o “pastor” até no dinheiro particular dos irmãos e empresários querem mandar. Insinua, dá a entender, mostra que tem um canal oficial, que tem que passar pela secretaria, pois se sentem prejudicados que esta baixando as ofertas do culto de missões locais.
 
A ti pastor que não faz oferta quando um Missionário passa pela sua igreja, eu sei por que, por que ele o pastor, se sente dono do dinheiro dos irmãos. Se o dinheiro fosse tirado do caixa da igreja, mas não, é o povo que dá. Nesta situação a visão pastoral começa com a letra “M” mas não é de Missões, senão de Mesquinharia. Em faze a uma situação constrangedora dessa, Deus fecha as portas para as ofertas locais, e quem vai sofrer com isso é a sua igreja pastor.
 
O povo que ama a Obra Missionária fará de tudo para abençoar a Obra Missionária Eletronicamente e ponto final. Pois a ordem de abençoar é geral, é para o povo, como disse Jesus em Mateus 14.16 “Dai-lhes vós de comer”. Ele sabia o que ia fazer de multiplicar aqueles cinco pães, mas ele emitiu esta Ordem Missionária, “Dai-lhes vós de comer”. Imagino que você estimado leitor tem feito isso e muito mais que isso. Estais cumprindo com outra ordem no mesmo tema: Mateus 25.35 “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me”. De carinho entregado e dos danos recebidos por falsos irmãos deixamos para outra ocasião, mas você esta agora comprometida com Deus. Precisas ouvir de novo o que disse Jesus ao Doutor da Lei depois de escutar a história do Samaritano, que resgatou o ferido no caminho e cuidou dele: (Lucas 10.37) “Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira”.
 
Missões Eletrônicas é um meio fácil, rápido de Fazer Misericórdia como fez o Bom Samaritano que ademais disse que ia te recompensar tudo o que demais gastares. “E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu te pagarei quando voltar”. (Lucas 10.35) Tem pessoas que não tem nada para receber quando Jesus o Bom Samaritano voltar, pois não gastou demais do seu dinheiro. Nunca comprou uma camisa ao Missionário, nunca pagou um hotel a um Missionário, nunca cuidou de um Missionário como pediu Jesus.
 
Os meios eletrônicos não foram feitas para mandar aquelas mensagens extraordinárias: Que tenham um final de semana feliz! Não! Escreva mais que isso, pergunte ao Missionário, como esta sua dispensa, vazia ou cheia, como esta seu bujão de gás, deitado no chão como que fosse liquido que sai dele ou em pé cheinho? Quero destacar aqui o Pr. Jeremias da oitava igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, não o conheço pessoalmente, mas respeito a sua unção e, por conseguinte quero se parecer com ele, onde ele diz em um dos seus vídeos no Youtube, que havia dado dentaduras a mais de 300 obreiros do Nordeste. Também disse, haver participado de uma Campanha para a construção de um Templo da Assembleia de Deus, sendo ele da 8ª Presbiteriana. Isso sim que é semear no reino.
 
Missões Eletrônicas te permite semear no Reino, não nas Denominações. Permite-te despovoar o inferno e não superlotar as Denominações. Uma Igreja de qualquer denominação limitada por regras, que você não pode fazer Missões Livres, não deveria ser chamada de denominação (de denominar), mas de Dominação (de domínio) de mandar, de manipular.
 
Não estamos instigando a divisões, mas estamos conscientizando da não centralização, do não monopólio, do não imperialismo, da não religião, mas Livre Missão. E nem tão livres somos, se amamos ao Senhor, “seu Amor nos Constrange” (2 Coríntios 5.14) E esse constrangimento é a maior prova de que você esta convertido deveras, como no caso de Lídia, no primeiro culto que participou, na primeira pregação que ouviu, na primeira chance de ajudar, Deus abriu seu coração e ela abriu a porta da sua casa para a Hospedagem Missionária. (Atos 16.15) “Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa, e ficai ali. E nos constrangeu a isso”.
 
Faça mais Missões eletrônicas, se já ajudasse alguma vez algum Missionário, faz de novo, faz outra vez. Não te canse de fazer o bem. “E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem”. (2 Tessalonicenses 3.13) Outra coisa, não podemos fazer como Herodes lavar as mãos para as Missões e deixar isso para outra pessoa, pois veja o que diz Tiago 4.17 “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado”.
 
Conta-se uma piada de uma pessoa que não sabia ler e mandaram ela levar um Bilhete que dizia; (Leia em silencio) “Mande o burro pra frente” e lá segui o analfabeto batendo de porta em porta. Isso tem acontecido eletronicamente que pastores têm passado o e-mail ou a história pra frente, passando a peteca para outro resolver enquanto isso ele dormiria sossegadamente na sua omissão. Ainda ficarei sabendo que o Espirito Santo a quem fizer isso não deixará a pessoa dormir, vai soar na consciência terrivelmente frases bíblicas como essas: “Passe a Macedônia e ajude-nos”. “Dai-lhes vós de comer”. “Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra”.
 
Uma Promessa Eletrônica não cumprida ou um dever adiado pode chegar a ser um pecado se a pessoa que se sentir iludida comentar isso para Deus em oração. A prova esta naquela vez que Abraão mentiu dizendo que Sara era sua irmã e o Rei levou Sara para dentro do seu palácio com intenções carnais. Na mesma noite ele foi repreendido por Deus em sonho, que tivesse cuidado que Abraão era profeta e poderia orar a Deus, reclamando sua mulher e isso seria atribuído pecado ao rei e consequência desastrosa. (Genesis 20.7) “Agora, pois, restitui a mulher ao seu marido, porque profeta é, e rogará por ti, para que vivas; porém se não lha restituíres, sabe que certamente morrerás, tu e tudo o que é teu”.
 
Finalizando, precisamos advertir a todos os que andam fazendo Ofertas Missionárias, mas depois de feitas, não as entregam ou se entregam fazem apenas uma porcentagem pequena ao Missionário como no caso de Ananias e Safira. (Atos 5) Essa atitude é um pecado grave diante de Deus, quem age desta maneira ou quem é cumplice desta omissão, ou mutilação, que viu alguém fazendo e se calou diante do absurdo. (Deuteronômio 24.15) “No seu dia lhe pagarás a sua diária, e o sol não se porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua vida depende disso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado”.
 
Oramos a Deus para criar em ti o habito de comentar, de curtir no Facebook os temas Missionários. Que tenhas o habito também de escrever correios eletrônicos e sobre todas estas coisas que tenhas um coração generoso para ajudar a través de tuas Doações Eletrônicas aqueles que estão realmente fazendo Missões.
 
Comece hoje a Fazer Missões Eletrônicas, nossa conta bancaria para enviar tua Contribuição de Amor é: Banco do Brasil http://www.bb.com.br/Agencia nº 3078-3 Conta Corrente nº 18.491-8 em nome de Teófilo Venicio Karkle. Para postar seus Comentários começa aqui pelo nosso Blog de Missões, seja nosso seguidor: http://pronami.blogspot.com/solicite amizade na Rede Social do Facebook https://www.facebook.com/#!/Pastorkarkletambém pode nos seguir no Twitter https://twitter.com/teofilokarkle

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

WILLIAM CAREY - O PAI DAS MISSÕES MODERNAS

WILLIAM CAREY

Filho de Edmundo e Elizabeth Carey, William Carey nasceu em uma humilde cabana em Agosto de 1761, na pequena vila de Paulerspury, em Northamptonshire, na Inglaterra. Em Piddington, aos 14 anos, William aprendeu a arte de sapateiro.

Apesar de nascer em um lar anglicano, sua primeira identificação com a fé genuína, foi através de seu companheiro de trabalho, John Warr, filho de um desertor da Igreja Estatal.

Em 1779, aos 18 anos, nasceu de novo, quando ainda estava identificado com a igreja oficial da Inglaterra, e uniu-se a uma pequena igreja batista. Logo começou a se preparar para pregar. Saturou-se de conhecimentos tornando-se poliglota, dominando o latim, grego, hebraico, italiano, francês e holandês, além de diversas ciências. Assim, aos poucos, entendeu que o mundo era bem maior do que as Ilhas Britânicas e sentiu, como todo o crente verdadeiro deve sentir, a perdição de uma humanidade sem um Salvador. Em Junho de 1781, casou-se com a jovem Dorothy Placket, da qual teve cinco filhos. No ano de 1775, foi atingido pelo avivamento trazido pelas mensagens de John Wesley e George Whitefield. Apesar de ter sido batizado quando criança, William Carey sentiu a necessidade de confessar sua fé publicamente. Sendo assim, foi batizado nas águas no dia 5 de Outubro de 1783, pelo pastor John Ryland. Em 1787, foi consagrado e começou a pregar sobre a necessidade missionária no mundo, e não só na Inglaterra. Como os membros de sua congregação eram pobres, Carey teve por necessidade continuar trabalhando para ganhar o seu sustento.

William Carey viveu num momento muito importante do movimento missionário protestante, que começou com seu ministério de quarenta anos na Índia, e incluía outros nomes famosos, como Henry Martyn, Adoniram Judson, Robert Morrison, David Livingston e Hudson Taylor. Todos conheciam Carey pessoalmente ou foram influenciados por ele.

Em seu leito de morte, William Carey solicitou a Alexandre Duff (1806-1878), missionário escocês na Índia: “Quando eu me for, não diga nada acerca do Dr. Carey. Fale acerca do Salvador de Dr. Carey”. Duff atendeu apenas à segunda parte do pedido, assim como muitos após ele.

Sua Infância e Juventude O menino Guilherme Carey, era apaixonado pelo estu­do da natureza. Enchia seu quarto de coleções de insetos, flores, pássaros, ovos, ninhos, etc. Certo dia, ao tentar al­cançar um ninho de passarinhos, caiu de uma árvore alta. Ao experimentar a segunda vez, caiu novamente. Insistiu a terceira vez: caiu e quebrou uma perna. Algumas semanas depois, antes de a perna sarar, Guilherme entrou em casa com o ninho na mão. - "Subiste à árvore novamente?!" -exclamou sua mãe. - "Não pude evitar, tinha de possuir o ninho, mamãe" - respondeu o menino.

O avô e o pai do pequeno Guilherme eram sucessiva­mente professor e sacristão (Igreja Anglicana) da Paró­quia. Assim o filho aprendeu o pouco que o pai podia ensi­nar-lhe. Mas não satisfeito com isso, Guilherme continuou seus estudos sem mestre.

Aos doze anos adquiriu um exemplar do Vocabulário Latino, por Dyche,. o qual decorou.

Aos quatorze anos ini­ciou a carreira como aprendiz de sapateiro. Na loja encon­trou alguns livros, dos quais se aproveitou para estudar. Assim iniciou o estudo do grego. Foi nesse tempo que che­gou a reconhecer que era um pecador perdido, e começou a examinar cuidadosamente as Escrituras.

Não muito depois da sua conversão, com 18 anos de idade, pregou o seu primeiro sermão. Ao reconhecer que o batismo por imersão é bíblico e apostólico, deixou a deno­minação a que pertencia. Tomava emprestados livros para estudar e, apesar de viver em pobreza, adquiria alguns li­vros usados. Um de seus métodos para aumentar o conhe­cimento de outras línguas, consistia em ler diariamente a Bíblia em latim, em grego e em hebraico.

No ano de 1775, Carey foi grandemente impactado pelo avivamento liderado pelos também britânicos John Wesley (1703-1791) e George Whitefield (1714-1770). Apesar de ter sido batizado quando criança, William Carey sentiu a necessidade de confessar sua fé publicamente. Sendo assim, foi batizado nas águas do rio Nene, em Northampton, no dia 5 de outubro de 1783, pelo pastor John Ryland Jr. (1753-1825), que se tornou um grande amigo e apoiador da obra missionária que Carey veio a realizar.

Casamento

Em junho de 1781, casou-se com a jovem Dorothy Plackett (1756-1807), com a qual teve sete filhos (Ann, Felix, William Jr., Peter, Lucy, Jabez, e Jonathan), e com quem permaneceu casado por vinte e seis anos. Charlotte Von Rumohr (1761-1821), a quem Carey conheceu em Serampore, Índia, foi sua segunda esposa, e com quem conviveu por treze anos numa união muito feliz. Sua vida muito espiritual e intelectual foi de grande encorajamento e ajuda para Carey em seu trabalho. Grace Hughes (1777-1835) foi sua terceira esposa; era uma viúva de quarenta e cinco anos quando se casaram, e, como uma devotada companheira, cuidou de Carey durante os seus últimos onze anos. Grace teve uma filha de seu primeiro casamento.

Seu ministério e sua Chamada

Em 1787, William Carey foi consagrado e começou a pregar sobre a necessidade missionária no mundo, e não só na Inglaterra. Como os membros de sua congregação eram pobres, provendo-lhe o módico ordenado de 15 libras anuais, Carey teve por necessidade continuar trabalhando para ganhar o seu sustento. Costumava dizer: “Meu negócio é estender o Reino de Cristo. Fabrico e remendo sapatos unicamente para ajudar a cobrir minhas despesas”. O Sr. Robert Hall (1728-1791), pastor em Arnesby, Leicestershire, foi um dos mentores de Carey no ministério. A Associação Batista de Northamptonshire fora fundada em 1765.

Na sua pequena oficina Carey pendurou um mapa-múndi feito pelas suas próprias mãos. Neste mapa, ele incluiu todas as informações disponíveis: população, flora, fauna, características do povo, etc. Enquanto trabalhava, olhava para ele, orava, sonhava e agia! Foi assim que sentiu mais e mais a chamada de Deus em sua vida. Quando quis introduzir o assunto de missões na associação local de pastores, Carey teria sido repreendido pelo reverenciado presidente John Collett Ryland (1723-1792), pastor batista em Northampton, o qual teria rebatido seu desejo de enviar missionários para terras remotas. Mas Carey continuou a sua propaganda pró-missões estrangeiras, e tomando Isaías 54.2 como texto, pregava sobre o tema: "Esperai grandes coisas de Deus; praticai proezas para Deus."

O resultado foi que um grupo de doze pastores batistas, reunidos na casa de Sra. Beeby Wallis, formaram a Baptist Missionary Society (Sociedade Missionária Batista), no dia 2 de outubro de 1792. Originalmente, o nome da organização era Particular Baptist Society for the Propagation of the Gospel Amongst the Heathen (Sociedade Batista Particular para a Propagação do Evangelho entre os Pagãos). Carey se ofereceu para ser o primeiro missionário. Através do testemunho do Dr. John Thomas (1757-1800), um missionário e médico que trabalhou por vários anos em Bengali, na Índia, William Carey recebeu confirmação de sua chamada no dia 10 de janeiro de 1793. Andrew Fuller (1754-1815), pastor batista em Kettering, tornou-se o principal teólogo do movimento missionário, aliando a profunda teologia da escola calvinista de Jonathan Edwards (1703-1758) com um fervoroso zelo missionário e uma ação pastoral prática e piedosa. Homens como os pastores batistas Samuel Pearce (1766-1799) e John Sutcliff (1752-1814), e John Newton (1725-1807), o conhecido clérigo anglicano e escritor de hinos, foram grandes encorajadores da obra missionária que ele se propôs a realizar.

Apesar de Carey ter certeza de sua chamada, sua esposa recusou-se a deixar a Inglaterra. Isto muito doeu em seu coração. Foi decidido, no entanto, que seu filho mais velho, Felix, o acompanharia à India. Além deste fator, outro problema que parecia insolúvel era a proibição de qualquer missionário na Índia. Sob tais circunstâncias era inútil pedir licença para entrar, mas mesmo assim, conseguiram embarcar sem o documento no dia 4 de abril de 1793. Ao esperar na Ilha de Wight por outro navio que os levaria à Índia, o comandante recusou levá-los sem a permissão necessária. Com lágrimas nos olhos e o coração apertado, William Carey viu o navio partir e ele ficar. Sua jornada missionária para Índia parecia terminar ali. Porém, Deus, que tem todas as coisas sob controle, tinha outro propósito.

Ao regressar à Londres, a Sociedade Missionária conseguiu reunir recursos e comprar as passagens em um navio dinamarquês. Uma vez mais, Carey rogou à sua esposa que o acompanhasse. Ela ainda persistia na recusa, e ao despedir-se pela segunda vez disse: "Se eu possuísse o mundo inteiro, daria alegremente tudo pelo privilégio de levar-te e os nossos filhos comigo; mas o sentido do meu dever sobrepuja todas as outras considerações. Não posso voltar atrás sem incorrer em culpa para minha alma." Ao se preparar para partir, um dos amigos que iria viajar com Carey, Dr. Thomas, voltou e conversou com Dorothy, esposa de William Carey, e, como que por um milagre, ela decidiu acompanhá-lo. Foi uma imensa alegria para ele, quando viu sua esposa e filhos com as malas prontas a lhe acompanhar! Agora ele compreendia a razão de não haver viajado no primeiro navio. O comandante do navio comoveu-se a ponto de permitir que a família viajasse sem pagar as passagens. Finalmente, no dia 13 de junho de 1793, a bordo do navio Kron Princesa Maria, William Carey, com trinta e três anos, deixou a Inglaterra e nunca mais voltou, partindo para a Índia com sua família, onde, em condições dificílimas e de oposição, trabalhou durante quarenta e um anos. Durante sua viagem, aprendeu suficiente o Bengali, e ao desembarcar, já comunicava com o povo.

Alguns biógrafos dizem que William Carey “não foi dotado de inteligência superior e nem de qualquer dom que deslumbrasse os homens”. Entretanto, todos identificam “seu caráter perseverante, com espírito indômito e inconquistável, que completava tudo quanto iniciava”. O fato, porém, é que apesar de não haver recebido educação formal em sua mocidade, Carey chegou a ser um dos homens mais eruditos do mundo, no que diz respeito à lingua sânscrito e a outros idiomas orientais. Distinguiu-se notavelmente no campo da lingüística, e suas gramáticas e dicionários são usados ainda hoje.

Durante seu primeiro ano na Índia, todos seus familiares adoeceram, um após outro. Seu filho Peter, de cinco anos, foi vitimado pela febre e morreu. Para manter-se, Carey trabalhava como gerente de uma fábrica de corante anil. Decorridos sete anos, o primeiro convertido foi batizado, Krishna Pal (m. 1822), um carpinteiro. Outros missionários se juntaram a Carey. Em 1799, William Ward (1769-1823) e Joshua Marshman (1768-1837) vieram somar esforços. Juntos eles fundaram 26 igrejas, 126 escolas com 10.000 alunos, traduziram as Escrituras em 44 línguas, produziram gramáticas e dicionários, organizaram a primeira missão médica na Índia, seminários, escola para meninas, e o jornal na língua Bengali. Além disso, William Carey foi responsável pela erradicação do costume "suttee", o qual queimava a viúva juntamente com o corpo do defunto numa fogueira. Foi também responsável pela cessação do sacrifício de crianças, que eram atiradas às águas do rio Ganges. Entre os efeitos de seu trabalho estão vários experimentos agrícolas; a fundação da Sociedade de Agricultura e Horticultura na Índia em 1820; a primeira imprensa, fábrica de papel e motor à vapor na Índia; e a tradução da Bíblia em Sânscrito, Bengali, Marati, Telegu e nos idiomas dos Sikhs.

Calcula-se que William Carey traduziu a Bíblia para a terça parte dos habitantes do mundo. Alguns missionários, em 1855, ao apresentarem o Evangelho no Afeganistão, acharam que a única versão que esse povo entendia era o Pushtoo, feita em Sarampore por Carey. Durante mais de trinta anos, William Carey foi professor de línguas orientais no Colégio de Fort Williams. Fundou, também, o Serampore College para ensinar os obreiros. Sob a sua direção, o colégio prosperou, preenchendo um grande vácuo na evangelização do país. Os seus esforços, inspiraram a fundação de outras missões, dentre elas: a Associação Missionária de Londres, em 1795; a Associação Missionária da Holanda, em 1797; a Associação Missionária Americana, em 1810; e a União Missionária Batista Americana, em 1814.

Sua Morte

Com o avançar da idade, seus amigos insistiam em que diminuísse os seus esforços, mas a sua aversão à inatividade era tal, que continuava trabalhando mesmo quando a força física não dava para a necessária energia mental. Por fim, viu-se obrigado a ficar de cama, onde continuava a corrigir as provas das traduções.

Carey morreu aos setenta e três anos, na manhã de 9 de junho de 1834, respeitado por todo o mundo, e considerado por muitos como “o pai de um grande movimento missionário”. Seu corpo foi sepultado no "campo missionário".

Ao chegar à Índia, os ingleses negaram-lhe permissão para desembarcar. William Wilberforce (1759-1833), o denodado líder do Parlamento (que empenhou-se pelo fim do tráfico negreiro), defendeu o direito de Carey e outros missionários de levarem adiante a pregação do Evangelho na índia.

Ao morrer Carey, porém, o governo britânico mandou içar as bandeiras a meia haste em honra de um herói que fizera mais para a Índia do que todos os generais britânicos.

O corpo de Guilherme Carey descansa, mas a sua obra continua a servir de bênção a uma grande parte do mundo.

sábado, 8 de setembro de 2012

PROJETO MISSIONÁRIO JUVEP-PLANTANDO IGREJAS NO SERTÃO

Querido(a) Irmão(ã), Graça e Paz!

Excepcionalmente estamos sem uma igreja parceira definida para os dois Projetos Missionários que faremos em janeiro próximo. Peço suas orações, pois não podemos perder a oportunidade de abrirmos mais duas igrejas no sertão. Se sua igreja pode ser nossa parceria, entre em contato comigo. Se não, veja se algum Pastor/Igreja do seu rol de amizades pode ser desafiado(a) para tanto.

Abraços, Sérgio Ribeiro

Seja Nosso Parceiro, Vamos Abrir Juntos Uma Nova Igreja no Sertão Nordestino

Desde 1983 a Missão Juvep planta igrejas nos municípios menos evangelizados do sertão nordestino em parceria com igrejas de várias denominações evangélicas.

Nossa parte é pesquisar o município e montar a estratégica e mobilização para a realização de um grande impacto por 20 dias, o que sempre acontece nos meses de janeiro e julho.

A igreja parceira deve prover o casal de obreiros, aluguéis (da casa para moradia do casal e do salão onde reunirá a igreja). Se necessário, a Juvep dará assistência pastoral e estratégica aos obreiros.

Pela graça de Deus o Evangelho tem prosperado nos sertões nordestinos e o número de crentes tem crescido significativamente. Porém, a necessidade ainda é muito grande. Por isso continuamos a mobilizar esforços para que mais igrejas sejam plantadas em todo sertão, prioritariamente nos municípios com menos de 5% de crentes.

Estaremos realizando de 04 a 27 de janeiro o 58º Projeto Missionário, quando pretendemos mobilizar pelo menos 150 voluntários para alcançarmos dois municípios e plantarmos uma igreja em cada um deles.

Então, temos o grande desafio de plantarmos duas igrejas em dois municípios entre os mais carentes do sertão. Falta-nos as igrejas parceiras que adotem tais municípios e assumam estes campos missionários que serão alcançados em janeiro próximo. Por isso, convidamos o querido pastor a orar por este assunto e vir abrir com nossa ajuda uma nova igreja numa cidade carente do sertão nordestino.

Aguardo o seu contato, respondendo a este e-mail, ou telefonando para mim: 83.8892-2232 (Oi), 83.8766-3949 (Tim), 83.3226-3948 (Res), 83.3248-2095 (Juvep).

Sérgio Ribeiro Presidente

Missão Juvep Celular TIM (Portabilidade) 83. 8766-3949 Residencial 83.3226-3948 Skype sergio_juvep