"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

domingo, 24 de março de 2013

Filhos da terceira cultura - Third Culture Kids (TCK



Hoje conversamos sobre os desafios que uma família em transição enfrenta em criar filhos entre culturas. Qualquer mudança é uma fase cheia de caos e conflitos. Porém mudando de ambiente aonde o conhecido foi deixado para trás e o novo ainda é totalmente estranho é um grande desafio. Crianças tem emoções que vão aos extremos durante essa fase, desde o medo à excitação mas é esperado assim que ele chega ao novo endereço ele logo tem que mostrar que é forte e capaz de se ambientar quase que imediato num ambiente que é para todos os efeitos para ele estranho. Entrando em uma escola nova, ambiente novo ainda com sentimentos de isolamento, tentando definir novas fronteiras, descobrindo onde é sua casa, a procura de novos amigos, como também tentando compreender a nova cultura ao seu redor, tudo isso provoca excesso de ansiedade.



Esse assunto pode ser novidade para muita gente e ao mesmo tempo ser um assunto cotidiano em muitas famílias, pelo fato de que hoje empresas de capacidade multinacional carregam famílias pelo mundo afora criando uma cultura de expatriados, ou como nós, missionários que somos levados para onde o nosso Senhor Jesus quer, levando as boas novas do evangelho, e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra. Atos 1:8b. Muitas vezes os pais são militares, diplomatas, engenheiros, executivos, missionários, pastores ou até mesmo refugiados. Todos vivendo uma vida fora de seu país natalino. Os filhos passam alguns anos aqui nessa cultura e alguns anos ali em outra, porém sempre fora da pátria natalina dos pais. Para algumas famílias esse estilo de vida é uma aventura e para outras um pesadelo, apesar das aparências de uma vida cheia de muitas viagens.



O termo “Filhos da Terceira Cultura” (Third Culture Kids) ou TCK foi criado para se referir às crianças que acompanham seus pais para fora de seu pais natal. Com o passar do tempo esses jovens indivíduos podem sofrer uma falta de identificação de uma só cultura, ou a falta de raízes, colecionando elementos de outras culturas e a integrando à sua própria, criando assim uma terceira cultura, uma que só pertence a ele. Os TCKs podem ter dificuldades em identificar qual cultura, entre as tantas que a conhecem que define melhor sua identidade



Os filhos de uma terceira cultura (TCk) tendem a ter mais em comum entre si que com crianças de sua cultura natal, independentemente de sua nacionalidade. Esses nômades globais muitas vezes são multilingues e altamente abertos para aceitar outras culturas.



Segue abaixo um vídeo com vários testemunhos de TCKs:



Claro que toda experiência de vida enriquece e abre a mente para que podemos entender o mundo tão diferente e ao mesmo tempo tão igual ao nosso, e o bom é que hoje comunidades pelo mundo afora estão se tornando mais culturalmente mistas. Com a ajuda da Internet, há meios de alcançar e em ajudar esses indivíduos que são expostos a tantas experiências cross-culturais, dando-lhes opções valiosas, conselhos e treinamento e as vezes até programas especializado de repatriamento. Eu diria que antigamente o sofrimento pela distancia da família pela falta da tecnologia era muito maior.



Os pontos abaixo são úteis na identificação de algumas características de um TCK:

• Viajar é um modo de vida.

• Uma vida de alta mobilidade – TCK conhece melhor um aeroporto do que a maioria das pessoas.

• Eles dominam mais de um idioma e tem a habilidade em pensar e sentir em vários.

• Capacidade de estabelecer relacionamentos rapidamente – as vezes até cortando níveis iniciais que leva em uma formação de um relacionamento considerado normal.

• Preferência em socializar com outros TCK quando ele entram na maturidade – muitas vezes ele também se tornam expatriados.

• Conversa bem com adultos.

• São socialmente maduros e independentes.

• Adolescentes são mais maduros que a média mas tendem a demorar mais para sair da adolescência.

• Entendem diferenças culturais e são menos preconceituosos.

• Capacidade em adaptar-se rapidamente à países e pessoas estranhas.

• Mais acolhedor a recém-chegados em uma comunidade.

• Alto sucesso acadêmico.

• Vivem mais no momento

• Eles servem como grande pontes culturais – eles têm múltiplos quadros de referência.

• Eles são excelentes observadores de outras pessoas muito atentos e bem sensíveis.

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