"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A ESTAGNAÇÃO DA PROGRESSÃO MISSIOLÓGICA

O quadro atual da Igreja Evangélica Brasileira é surpreendente. Somos considerados uma Igreja com condições reais para desenvolver um papel significativo em missões globais. Nas últimas décadas temos sido muito abençoados pelo Senhor. Este fato também pode ser observado por meio de estatísticas nacionais como do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica ( IBGE) Censo 2010, onde se destaca o número de evangélicos brasileiros, 40 milhões, que representam 22% da população nacional.
Essa representação evangélica está presente em várias esferas da sociedde brasileira. O Senhor nos tem equipado com dons e talentos que estão sendo direcionados para diversas áreas profissionais e isso tem resultado numa realidade social ainda não vivida no Brasil. Acima de tudo Deus tem aberto os céus e derramado ricamente suas bençãos espirituais sobre as famílias que o buscam em nossa nação. Cremos que você, como evangélico e brasileiro, pode testemunhar isso.
P ponto de alerta que não devemos deixar de considerar é a desproporcionalidade de nossa representatividade em missões globais. Conforme as mais recentes estatísticas da SEPAL( Servindo aos Pastores e Líderes), apenas cerca de 4.000 missionários brasileiros estão ativos em um contexto transcultural. Isso significa que somente 0,01% da Igreja Brasileira está presente na frente missionária em outras nações. Mesmo que tenha ocorrido certo crescimento do envio de missionários transculturais, esse número é ainda assustadoramente desproporcional ao crescimento do número de evangélicos no Braisl nas últimas décadas.
Quadro Nacional
O rompimento dessa progressão ao final da virada do século encontra-se em destaque devido a vários fatores que precisam ser analisados com muita atenção. Qual deve ser nossa atitude diante dessa alarmante estagnação da caminhanda missionária transcultural no Brasil? O que pode ter gerado esse contraste? O que isso pode causar no futuro? O que fazer para quebrar a indiferença?
O final da década de 90 marcou o início de uma fase de retorno de misisonários brasileiros do campo, seja pelo despreparo que ocasionou o aborto missionário, ou pela descontinuação no envio e apoio da igreja local. Essa triste realidade inquieta muitos líderes nacionais e os têm levado a buscar do Senhor a maneira bíblica de como mudar essa situação, pois uma fenda entre a realidade eclesiástica e missiológica no contexto evangélico brasileiro tem se  desenvolvido desde então.
Negligência no avanço transcultural
Esse fenômeno da estagnação do avanço missionário pode ser indentificado na vida de muitas igrejas ao longo da história cristã. O livro de Atos registra que a Igreja em Jerusalém necessitou de uma perseguição para que os cristãos rompessem para outras localidades ( At 8:4). Não muito tempo depois desse evento ocorreu a diáspora, onde toda Jerusalém é dispersa.
É importante notar que a negligência para com esse avanço é um dos fatos que cooperou para a ruína espiritual e total destruição da igreja em muitas localidades ao longo do tempo. Onde estaria a Igreja no Norte da África que foi plantada entre as etnias Berberes, de Alexandria (Egito) até Marrocos, se tivesse atravessado o deserto do Saara e avançado para a " África Negra"? Onde estaria a Igreja de Éfeso (Turquia) se não tivesse interrompido a oavnaço missionário que realizou tão bem na Ásia Menor ( At 19:10) e tivesse ido além das fronteiras romanas?
A Igreja Brasileira precisa estar alerta, pois se fizermos as mesmas escolhas, certamente sofreremos as mesmas consequências. De forma alguma podemos considerar que estamos imunes. Precisamos avançar cumprindo nosso papel na Grande Comissão ( At 28:18-20), rompendo nossas fronteiras nacionais, superando barreiras linguísticas e culturais. Essa é uma questão de sobrevivência.
Espaço para uma reflexão missionária
A forma bíblica e madura para tratarmos esse desafio deve ser processada com muita oração e diálogo entre os segmentos da Igreja Brasileira que possuem papéis significativos: vocacionados, igrejas locais, agências missionárias transculturais. Uma possição defensiva ou acusadora por qualquer de um desses segmentos certamente não contribuirá para uma solução bíblica.
Um espaço cheio de amor, respeito e presença do Senhor abrirá portas não somente para o diálogo, mas para cura e restauração. muitos são os pastores e líderes que já se envolveram em missões se decepcionaram e hoje simplesmente tiraram de suas agendas ministeriais tal prioridade. Diversas agências missionárias simplesmente se afadigaram de tentar desafiar o povo evangélico a cumprir seu papel missionário. Muitos jovens evangélicos responderam ao chamado missionário, mas interromperam o processo de treinamento por diferentes motivos e agora não dispo~em de "tempo" para um envolvimento direto em missões transculturais.
Em contra partida, vários missionários que foram envoados retornaram feridos e decepcionados, não entendendo muito bem o que deu errado. De alguma forma cada um de nós que representamos esses segmentos temos falhado em algum aspecto e pertence a nós uma porção de responsabilidade na reparação dessa falha e prevenção desse risco.
Portanto, que tenhamos a mesma atitude do rei Ezequias( Is 37:1), ao conscientizar-se do perigo ele teve uma reação de quebrantamento, arrependimento, confissão, mudança de atitude e buscou ao Senhor.
É fundamental que cada segmento da Igreja Brasileira venha cooperar no processo de conscientização dos desafios globais. Os vocacionados junto com suas igrejas locais devem maximizar o seu papel com o desenvolvimento da capacidade linguistica, transcultural e ministerial para cumprir o Ide do Senhor e realizar o que Ele deseja entre os povos não alcançados.
Cada um de nós, evangélicos brasileiros, deve refletir sobre como podemos contribuir para que esse ajuste de engrenagens dos segmentos da Igreja realmente aconteça,. Caminhando juntos podemos verdadeiramente nos tornar um Brasil missionário.

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