"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

terça-feira, 28 de abril de 2009

A REALIDADE MISSIONÁRIA INDÍGENA


Introdução
1. O apóstolo Paulo era de Tarso, uma cidade universitária da época. O convívio dele flutuava entre duas culturas: a judaica e a gentílica grego-romana. Ele não apenas conhecia bem as duas culturas, como fazia parte delas.
2. Embora Paulo seja um padrão para o trabalho transcultural, só houve dois lugares visitados por ele que eram considerados primitivos.
3. Um desses lugares foi a ilha de Creta. Ele mesmo não começou aquele trabalho. Provavelmente, foram João Marcos e Barnabé na famosa separação das equipes missionárias. Paulo nem mesmo trabalhou em Creta, mas enviou Tito. E teve uma passagem muito rápida por ali. Até que ele quis ficar uns 4 meses, mas a tripulação do navio que ia para Roma não quis e quase naufragaram (At 27.7-23). Mesmo assim, os cretenses tinham costumes de piratas, mas foram colonizados pelos gregos há 1500 anos antes de Cristo.
4. Outro campo missionário transcultural para Paulo foi a ilha de Malta. De fato, este foi o único lugar que Paulo visitou que podemos afirmar que se tratava de cultura diferente da cultura judaico-grego-romana que Paulo tão bem conhecia.
5. Não foi uma visita programada, nem uma viagem missionária. Mas foi o resultado do naufrágio daquele navio cheio de prisioneiros.
6. Por um lado podemos dizer que Paulo chegou acidentalmente (naufrágio), mas por outro lado devemos crer que foi a providência divina que o lançou ali.
7. A chegada de Paulo na ilha de Malta serve de inspiração e modelo para o trabalho missionário indígena.
8. A começar pelo acesso, chegar até à ilha de Malta era um desastre (At 27.41-28.1). Os trajetos para alguns trabalhos missionários indígenas são sofríveis (Exemplo: Foz do Içana).
9. O trabalho transcultural antes de tudo é um contato com uma outra realidade. Para o missionário recém-chegado pode não parecer real, mas é que a realidade é um tanto diferente da realidade que ele está acostumado.

Proposição: O candidato ao trabalho missionário deve se preparar para o contato com outra cultura. A estadia de Paulo na ilha de Malta dá um vislumbre do contato do missionário com o campo de trabalho futuro.

I. O contato com bárbaros - v.2

1. Há uma forte campanha para evitar termos como estes, mas sempre existiram culturas de costumes primitivos, menos desenvolvidas em relação ao desenvolvimento normal do mundo. São os chamados “povos isolados”.
2. Os gregos apelidaram esses grupos de bárbaros, pois como não falavam grego, a língua oficial, tudo o que falavam aos ouvidos dos gregos soava como “bar bar”, como uma criança articulando as primeiras sílabas.
3. O termo se generalizou até chegar aos nossos tempos. A discriminação não está propriamente no termo, mas em considerar-se mais humano do que esses povos.
4. Alguns povos isoladas são bravos. O saudoso missionário Abraão Koop, da Missão Novas Tribos dizia que os Paacas Novos receberam os primeiros missionários com flechas. Assim foi com a tribo Sawi na Papua Nova Guiné, cuja história é relatada no livro “Senhores da Terra”.
5. Os primeiros missionários da New Tribes Missions foram mortos pelos índios Ayoré da Bolívia. As cinco viúvas continuaram o trabalho e viram os assassinos de seus maridos se converterem.
6. Antes da Missão Novas Tribos, três ingleses vieram para o Pará fazer contato com os Kaiopó. Os três foram mortos. Foi escrita a história, não traduzida para o português, desses três jovens. O livro se chama “Os três Freddys”, pois tinham o mesmo nome e a mesma convicção. Isto foi em 1927.
7. Nem todos os bárbaros, ou povos isolados, são hostis. Os missionários das Novas Tribos se preparam para um contato difícil com os Zo’é (na época os Poturu). Para a surpresa de todos o contato foi pacífico. Mais hostis foram os antropólogos que expulsaram os missionários da tribo.
8. O contato com os bárbaros da ilha de Malta foi tão pacífico que eles nem queriam os pertences das pessoas, mas pelo contrário, cuidaram deles e de suas necessidades físicas (v.2).
9. O missionário terá, portanto, contato com pessoas de verdade, amigos de verdade, mas de costumes e maneiras de civilização, às vezes, totalmente diferentes para ele.

II. O contato com animais peçonhentos – v.3

1. É impossível negar a realidade de que o missionário encontrará cobras no campo. O Brasil é um país tropical e tem as mais belas e perigosas variedades de cobras. Em Minas Gerais ver cobras é comum; em Mato Grosso matar cobras é comum; no Amazonas ver e matar cobras é inevitável.
2. Daniel Royer, professor no Instituto Missionário Shekinah, em 1988: “Se o medo dominar a pessoa, ele deixará de comer milho por medo de cobras”.
3. Todos os missionários já foram protegidos de picadas de cobra sem mesmo o saberem. Não existem só as cobras que vemos; aquelas que passam antes de nós ou aquelas que chegam depois de nós, também são reais. Os anjos protegem os missionários, também, das cobras. Criancinhas são protegidas por eles muitas vezes. Se algum missionário ou filho for picado não significa que os anjos dormiram, mas que Deus por alguma razão quis que aquilo acontecesse.
4. Índios são picados por cobras. Os missionários já foram picados por cobras. Ambos são humanos e as cobras não fazem distinção.
5. O missionário Bill Moore entregou ao Senhor sua filhinha de cinco anos. Uma surucucu foi o instrumento de Deus para levar a criança. Élden, filho do missionário Coy, foi picado por cobra.
6. Os animais peçonhentos, insetos perigosos e outros animais são uma realidade do trabalho missionário. O missionário terá contato com esses bichos.

III. O contato com as crendices do povo – v.4-6
1.O missionário poderá ser visto, às vezes, como um intruso e coisas erradas que, porventura, acontecerem na tribo podem ser atribuídas à ira dos espíritos sobre o povo por causa do missionário (v.4).
2.A tribo Maku guarda o costume milenar de proibir que mulheres vejam o rosto do homem que usa máscara em uma de suas festividades. A penalidade para tal ato é abrir uma grande cova, entrar toda a aldeia dentro e colocar fogo para que todos morram. Os missionários não estão isentos de serem a “maldição” e tampouco estariam livres da penalidade.
3. Outros exemplos — Índios que se abaixam na canoa ao chegar perto de uma montanha com um filete de água.

Explicação: É a urina de um demônio que escorre pela montanha.

Índios que saem para o meio da selva uma vez por ano e depositam alimento em cima de uma pedra.

Explicação: Alimentando os espíritos que poderiam fazer mal à aldeia.

Na China os velhos são venerados e depois de mortos adorados e invocados {ver NIDA, pg.41}
Já os esquimós exterminam os velhos, colocando-os numa jangada e mandando para as águas gélidas para morrerem {ver NIDA, pg.41}

Muitas culturas não toleram o segundo gêmeo e matam apaziguando os maus espíritos.

4. Os povos estão cheios de crendices. Os nativos da ilha de Malta receberam bem Paulo, mas ao ser picado pela cobra viram-no como um assassino sendo perseguido por forças sobrenaturais.
5. Todo missionário aprende a desenvolver um estudo de cultura chamado “Os Universais”. Cada aspecto da cultura deve ser observado e anotado pelo missionário. Mas ao começar a anotar as crendices o missionário logo vê que a tarefa é imensa. As crendices deles vão de um extremo para o outro.

No caso dos maltenses Paulo ou era um homicida ou um deus (v.5-6).

6. O missionário deve ficar atento, pois este é o contato mais sério e difícil dos povos explicarem.

É o contato com suas crendices.
IV. O contato com chefes de aldeia – v.7

1. O missionário deve se apressar em fazer um bom contato com chefe da aldeia. Isto não significa que será o líder da igreja, mas para ter liberdade de trabalho o missionário precisa ter a aprovação do chefe.
2. Paulo foi bem recebido e ganhou três dias de hospedagem com o chefe da aldeia (v.7).
3. O candidato à obra missionário precisa aprender a respeitar as autoridades desde já, pois seria o fim de seu ministério se não aceitasse a autoridade de um chefe de aldeia e ultrapassasse as suas instruções. É um contato que precisa de treinado desde já. Aprender a obedecer sem questionar.

V. O contato com doentes – v.8-9

1. O candidato ao trabalho missionário indígena faz coisas que dificilmente faria em nossa sociedade. Nem mesmo seria prudente e legal, ou seja, tratar dos doentes.
2. O curso de enfermagem será muito útil, mas nem todos podem ser enfermeiros. A equipe ideal é aquela que tem pessoas com várias habilidades.
3. Mas de qualquer forma, os doentes são uma realidade para o missionário. O amor pelos perdidos deve se estender para o cuidado com a sua saúde. As coisas mais básicas para nós são incomuns para muitos índios. Por exemplo: fazer um índio tomar comprimidos por 15 dias. Ou o missionário aplica injeções ou cuida do índio como cuidaria de um filho: acorda para dar remédio e faz uma escala para levar o tratamento até o final.
4. Agora multiplique isto por 100, 150, 200 ou mais pessoas. E quando a aldeia é acometida por uma epidemia? E quando há casos em que é necessário pagar um vôo de emergência? Lembre-se que a Missão não custeia remédios e nem viagens. E não poucas vezes o missionário presenciará a morte de crianças e adultos. Outras vezes será acusado pela morte deles por tirar do curandeiro para tratar com remédios.
5. O candidato deve desenvolver a prática da oração pelos enfermos e deixar de pensar só em si. Paulo teve contato com um doente na ilha de Malta (v.8-9). Lembre-se que Paulo era doente e estava indo para a prisão e saído de um naufrágio, mas no momento não estava se lamentando, porém, pensando nos outros.
6. Um contato certo que o missionário terá de enfrentar, é o contato com doentes e alguns deles com doenças contagiosas.

VI. O contato com a honra – v.10

1. Talvez o contato mais perigoso que o missionário terá de enfrentar não é com índios bravos, com cobras, com as crendices, com o chefe ou com doenças contagiosas, mas o contato com a honra.
2. A humildade precede a honra, mas é possível uma outra ordem. Quando missionários não são humildes o suficiente para receber honras, pode ser a ruína deles.
3. Achar que pessoas não viveriam sem o nosso trabalho é a pior arrogância do missionário, pois com tal atitude ele está menosprezando os seus companheiros de ministério e a Deus que Lhe dá capacidade para trabalhar.
4. Paulo foi honrado pelos maltenses e até recebeu oferta deles. Mas Paulo chegou naquela ilha por causa de um naufrágio, foi usado por causa da misericórdia de Deus e saiu dali com as honras que deveriam ser devolvidas a Deus assim que entrasse de volta para a embarcação.
5. Cuidado com o contato com a honra. Quando o missionário fica mais conhecido, ele deve manter a mesma atitude humildade daquela com a qual começou a sua carreira.

Conclusão:

1. A vida do missionário é uma vida de contato. Os contatos são reais, porém, uma realidade diferente da sua própria.
2. O contato com povos primitivos (bárbaros). O contato com animais perigosos (cobras). O contato com as crendices do povo. O contato com chefes de aldeia. O contato com doentes (e doenças contagiosas). O contato com a honra.
3. O preparo missionário ajudará a amenizar o choque desses contatos e a dependência de Deus fará possível esses contatos.

{NIDA} Costumes e Culturas – Uma introdução à Antropologia Missionária – baseado na obra de E.A. Nida – 1954 – 2a edição em português 1988 – Edições Vida Nova

segunda-feira, 27 de abril de 2009

DEZ MANEIRAS DE FUGIR DO CHAMADO MISSIONÁRIO

(Adaptado da lista original do livro "How are you doing?" De Stewart Dinnen)

1- Ignore o chamado de Jesus feito em João 4:35 para que olhemos os campos com atenção. Reconhecer as necessidades pode ser depressivo e muito desconfortável. E pode levar a uma preocupação missionária genuína. ("Vocês dizem: Mais quatro meses e teremos colheita. Porém, olhem bem para os campos... o que já foi plantado já está bom para ser colhido." - João 4:35)

2- Dirija toda sua energia para para um alvo socialmente aceitável. Pode ser um ótimo salário, melhores qualificações, uma promoção no trabalho, um carro do ano, uma casa maior ou sustento para o futuro.


3- Case o mais rápido possível, de preferência com alguém que pense que "A Grande Comissão" é o que um patrão dá a seu empregado depois de uma grande venda. Depois do casamento, não se esqueça de "sossegar" por completo, estabelecer uma carreira e constituir família.


4- Fique longe de missionários. Seus testemunhos podem ser perturbadores. As situações que eles descrevem podem entrar em conflito com o estilo de vida materialmente confortável de sua casa.


5- Se você começar a pensar nos não alcançados, imediatamente pense naqueles países onde a abertura para a pregação do evangelho é inexistente. Pense apenas na Coréia do Norte, Arábia Saudita, China e outros países fechados. Esqueça as vastas áreas do globo, à espera de missionários. Nunca, nunca mesmo queira ouvir sobre 'abordagem criativa" usadas nesses países.


6- Lembre-se sempre de suas falhas do passado. É irracional esperar que você vá melhorar algum dia. Não estude as vidas de Abraão, Moisés, Davi, Jonas, Pedro ou Marcos (que deram suas bolas-fora em um certo momento de suas vidas, mas não se afastaram).


7- Sempre pense que missionários são pessoas superdotadas e super-espirituais e que devem ser elevadas em pedestais. Mantendo essa imagem, você se sentirá confortável com seu próprio senso de inadequação. Sabendo que Deus não usa nunca pessoas normais como missionários, você não se sentirá culpado ao ter recusado tantas vezes o chamado de Deus.


8- Concorde com as pessoas que dizem que você não é indispensável onde está. Dê ouvido a todos os que dizem que a igreja local não sobreviverá sem você.


9- Preocupe-se incessantemente com dinheiro.


10- Se mesmo seguindo esses conselhos, você ainda sentir vontade de atender ao chamado, vá para o campo sem nenhum treino ou preparo. Em breve você estará de volta e ninguém poderá culpá-lo de não ter tentado!

sábado, 25 de abril de 2009

TENHO UM CHAMADO! E AGORA?

Esta é, sem dúvida, uma indagação na vida de muitos servos de Deus, os quais de alguma maneira tiveram uma experiência pessoal com Deus. Noé foi um desses homens (Gn. 6:13-14). Ele recebeu um chamado específico ao ouvir a voz de Deus. "Faze para ti uma arca..." da mesma forma Moisés teve uma incumbência recebida do próprio Deus de livrar o povo de Israel das mãos de Faraó (Ex.3:6-10). E muitos outros santos do novo testamento viveram a experiência de serem escolhido pelo Senhor (Jô 15:16). Mas a pergunta é: o que fazer diante da evidência do chamado?
Aprendemos com a história de Moisés algumas lições importantes, profundamente aplicáveis à nossa vida:
A primeira delas é a sensibilidade que ele tinha. Apesar de viver no palácio de Faraó, Moisés tinha consciência de uma missão que realizaria: livrar o seu povo (Ex. 2:11). A bíblia diz que ele atentou para a carga de seus irmãos, para o peso da escravidão que estava em seus ombros, sensibilizando-se com a sua dor.
O chamado de Deus gera em nós essa mesma sensibilidade de Moisés. Quantos dizem ter chamado e nunca entregaram um folheto, fizeram uma visita, nunca contribuíram para a obra missionária e são indiferentes à necessidade do mundo pecador?
A segunda lição deixada por Moisés é a respeito do tempo. Tempo "Há tempo para todo propósito..." (Ec 3.1), até para dizer: "Eis-me aqui, envia-me a mim". Moisés saiu a seus irmãos com uma boa intenção, mas a ordem de Deus ainda não havia sido dada àquele respeito e suas ações fora do tempo fizeram com ele fugisse para não morrer (Ex 2.15).
Muitos à semelhança de Moisés se perderam no meio do caminho por não terem sabido esperar o momento certo, deixando, assim, um rastro de tristeza e humilhação para a família, Igreja e o Ministério. Muitos ficam pensando que o tempo está passando e a Igreja não os reconhecem, que o Pastor não os vê. No entanto, é necessário que essas pessoas entendam que isso é sinal de falta de maturidade, pois um fruto maduro é visto de longe.
Já a terceira lição é sobre o preparo. Moisés tinha acabado preparo de receber ou doutorado em toda a ciência e arte egípcias (At 7.22). Tudo estava dando certo, mas faltava aprender sobre algo que somente a escola de Deus pode ensinar: a fé. Depender do Senhor era tudo o que ele precisava. E, por fim, a última lição a ser aprendida é a renúncia.
Não há chamado sem renuncia. O próprio Senhor Jesus ensinou essa lição: "Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo".(Lc 14.33).Moisés teve que renunciar a vida palaciana. A Bíblia diz que ele escolheu ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado (Hb 11.24-27). Ele andava como que vendo o invisível, sabendo que os valores temporais não se comparam com os eternos, à semelhança de Esaú, que por um prato de lentilha rejeitou a bênção da primogenitura. Muitos foram os homens de Deus que nos deram exemplos de renúncia: Saul deixou os jumentos de seu pai, Eliseu queimou as juntas de bois (sua ferramenta de trabalho), os discípulos abandonaram as redes. E você, está disposto a ouvir e atender o chamado de Deus em sua vida?

quinta-feira, 23 de abril de 2009

ALGUMAS SUGESTÕES PARA O PREPARO PRÉ-CAMPO


(Este texto é de autoria da Missionária Antonia Leonora van der Meer - CEM, Viçosa. MG. e publicado no O Cuidado Integral de Missionários. "Um forum para reflexão e encorajamento")

Ter um chamado missionário é um grande privilégio, e na vida de muitas pessoas começa como uma grande paixão. Querem ir e querem ir já, porque há tantos que se perdem. Estudar muito seria uma perda de tempo.
Eu estou totalmente convencida do contrário. A tarefa é urgente sim, mas isso não significa que devemos ser imediatistas, nem que Deus tenha pressa. Deus se preocupa muito em preparar seu servo da melhor maneira para que se torne instrumento de bênção na hora própria.
A Necessidade de Confirmar a convicção da Vocação.
Não existe chamado a Cristo para a salvação, nem chamado para o discipulado, para o serviço, para a renúncia por amor a Cristo, em resposta grata ao Senhor que sendo rico, santo, glorioso, por amor de nós se fez pobre, vulnerável, pecado. Nesse sentido, o missionário não é diferente de qualquer outro cristão. O Espírito Santo foi dado à igreja, e a todo cristão verdadeiro para nos fazer testemunhas de Jesus Cristo (At 1:8). O que há então de especial no chamado missionário? Como posso saber se eu fui chamado, se a outra pessoa foi chamada?
Até certo ponto se trata de uma experiência subjetiva, no sentido de ser intensamente pessoal, e íntima. Por outro lado precisa de confirmação objetiva, deve haver outros que reconheçam e apoiem esse chamado.
Como a Bíblia nos ajuda para saber se tenho chamado, e para onde ou o quê Deus está me chamando?
Em primeiro lugar mostra que não há 2 chamados iguais, cada pessoa foi chamada de uma maneira especial, mas todos os chamados de Deus eram reconhecíveis e até certo ponto reconhecidos pelos fiéis e obedientes:
Abraão foi chamado a abandonar sua família e terra e a peregrinar em terra desconhecida.
Moisés foi chamado quando não mais o desejava, e quando se sentia menos capacitado e apesar de ter sido rejeitado pelo povo quando tentou ajudar.
Davi, quando não pensava em nada além de sua tarefa de cuidar das ovelhas do pai;
Samuel, quando era menino pequeno, consagrado pela mãe;
Jeremias, como jovem sensível e tímido;
Isaías, como pessoa marcada pela visão da glória de Deus;
Neemias, porque foi sensibilizado com o sofrimento do seu povo, foi chamado a deixar o luxo e conforto da corte e a se identificar com um povo que vivia em circunstâncias simples, difíceis, e muita insegurança;
Amós foi tirado de sua labuta no campo para levar a palavra de Deus ao reino do Norte que vivia em plena rebelião contra o Senhor, adorando falsos deuses e cometendo todo o tipo de injustiças sociais;
Jonas, que não tinha o menor interesse na salvação dos assírios, foi enviado e usado por Deus para salvar a cidade que quer ver destruída;
Pedro, quando reconheceu ser um pecador indigno, e Deus foi quebrando sua inconstância e seus preconceitos e tornando-o um instrumento para a salvação de muitos;
Mateus, trabalhando na desprezada coletoria;
Paulo, em plena tarefa de perseguir a igreja… Paulo o judeu extremamente zeloso e defensor das suas tradições tornou-se o instrumento de Deus para escancarar a porta da salvação para os gentios.
O que havia em comum é que uma vez chamados, esses homens de Deus não podiam se calar, e continuar seus caminho como se nada tivesse havido.
Nem todo o chamado é para missões transculturais, mas toda igreja deve comprometer-se com essa tarefa que Jesus lhe transmitiu. Isso faz parte da própria natureza e propósito básico da Igreja. E toda pessoa chamada deve ter o apoio e a confirmação da sua igreja, de líderes cristãos amadurecidos. Caso sua igreja local não tenha ainda visão missionária, você pode ser um instrumento para despertá-la e haverá outros “pais na fé” que reconhecerão o seu chamado. (Veja o caso de Barnabé, enviado pela igreja de Jerusalém; e Paulo e Barnabé, enviados pela igreja de Antioquia).
Uma pessoa chamada por Deus não vive em paz enquanto não obedece a esse chamado, e sentirá alegria e satisfação na obediência, recebendo o amor e a compaixão de Deus pelo povo a quem deve servir. Estará disposta a abrir mão de vários projetos/ambições pessoais para colocar a obediência ao chamado em primeiro lugar. Isso não significa que imediatamente seus problemas, suas fraquezas e ambições serão eliminadas. Como todos os demais cristãos ele também é muito influenciado pela sua cultura e contexto, e precisará de muita graça e muita paciência de Deus, além de um bom treinamento apropriado, para aprender a desenvolver as atitudes mais próprias (veja o caso da preparação de Pedro para sua visita a Cornélio).
O chamado para servir a Deus através da nossa profissão é tão válido e espiritual quanto o de deslocar-se a outras terras. Enquanto há cidades com excesso de profissionais no Brasil, há outros lugares com grande carência. Porque não nos oferecemos a ir aos interiores carentes de nossa terra? Ou para servir aos menores carentes ou outros grupos marginalizados nas grandes cidades?
Algumas correntes de pensamento dizem que o importante é saber para qual ministério você foi chamado, você precisa verificar seus dons, seu treinamento, etc. e então definir onde poderá melhor servir. Tem muito de verdade nisso. Nem toda a pessoa tem as qualificações e dons apropriadas para todo o tipo de ministério, Deus deu capacidades diferenciadas para os membros do corpo. E normalmente um chamado missionário não é para começar a fazer aquilo que nunca fiz, mas para fazer aquilo que já estou fazendo em outro contexto específico. Por outro lado, há um perigo de ser muito rígido nessa concepção, de chegar ao campo e de não estar disposto, disponível para fazer aquilo que é necessário, que se espera de nós, porque somos especialistas em nossa própria área. Uma das qualificações importantes para o campo é a flexibilidade. Ouvi uma vez um missionário dizer que precisavam de mais “generais” no campo, i.e. pessoas dispostas a servir em “generalidades”.Outros enfatizam muito a questão do local do chamado. O missionário em treinamento deve saber para onde foi chamado, se não o souber negam que haja chamado. Alguns mentalizam um lugar porque não agüentam a pressão de ser alguém que não sabe; outros sofrem agonias tentando saber, decidir. Eu creio que em muitos casos Deus dirige o vocacionado para um determinado lugar, mas essa direção vem na hora que Ele achar conveniente. O importante é estar disponível, e andar de acordo com a luz que já recebemos. E buscar informações sobre campos, agências, possibilidades e necessidades, num processo de oração e confiança. Na hora certa o missionário poderá tomar sua decisão com toda a confiança.Porque essa convicção é tão importante? Porque sem ela é muito fácil desanimar ou desistir no meio do caminho, mas quando temos uma forte e profunda convicção de chamado teremos mais disposição a resistir, com a ajuda e a graça de Deus.
Qualidades básicas do missionário:
Aquilo que somos é mais importante do que aquilo que falamos ou fazemos. Deus procura um relacionamento mútuo de amor com seus filhos redimidos. E é nossa maneira de ser, de relacionar-nos com as pessoas que tornará nossa mensagem aceitável ou não às pessoas. Por isso a qualificação essencial é que sejamos marcados pela presença de Jesus em nossas vidas, que as pessoas reconheçam em nós o seu amor, sua graça, sua verdade.
Para que isso aconteça precisamos andar com Ele, estar como Ele, como foi o caso dos primeiros discípulos. Permitir que sua vida cresça em nós, que comecemos a ver o mundo e as pessoas com os olhos compassivos e justos dele. A Bíblia tem pouco a dizer sobre métodos missionários e muita ênfase na intimidade com Deus. Que Deus nos dê esse coração de procurar desenvolver a intimidade com Ele, muito mais do que a eficiência ou a quantidade de nossas obras feitas para ele (Mc 3:13-15; Jo 4:23; Ex 33 e 34:1-9). Moisés não aceitou a oferta da terra, e de um anjo poderoso como guia protetor - recusou-se a dar mais um só passo se Deus não estivesse pessoalmente com eles. E quanto mais intimidade alcançou, mais cresceu o seu desejo de uma intimidade mais profunda. Se não desejamos aprofundar a intimidade com Deus é porque ainda sabemos muito sobre Deus, mas conhecemos pouco a Ele.
O Treinamento Missionário
Quando Deus me convenceu de que eu tinha um chamado para o ministério transcultural, através de todo um processo, eu pedi: “Senhor, dê-me a oportunidade de receber uma boa formação”. Naquela época (l979) ainda havia poucas opções no Brasil, e comecei a fazer pesquisas, e fiquei convencida que o All Nations Christian College seria o lugar indicado. Quase todos os alunos (de todos os continentes) são profissionais, e todos os professores tem 5 anos ou mais de experiência em ministério transcultural. Realmente foi uma experiência muito rica, que me deu não apenas uma boa base bíblico-teológica, mas um excelente preparo para servir e trabalhar num contexto transcultural. Como isso me valeu no campo, em Angola e Moçambique! Não vou dizer que não cometi erros ou enganos, mas eu tinha uma boa base até para superá-los através do diálogo, e para procurar sempre entender e valorizar uma cultura diferente da minha.
Na Angola eu convivi com meus amigos missionários brasileiros, a maioria dos quais tinha uma boa formação bíblico-teológica, mas faltava qualquer preparo transcultural. Sofriam muito, desnecessariamente, porque não tinham sido preparados para esse confronto e integração a uma cultura diferente. Alguns cometeram erros graves por essa falta de preparo. Fiquei convencida do quanto é indispensável um treinamento apropriado, e fiz o meu mestrado com esse objetivo, de me tornar um instrumento nas mãos de Deus para contribuir com o preparo de outros missionários brasileiros. E é o que estou fazendo em Viçosa, no CEM, nos últimos 4 anos, depois de 10 anos de experiência abençoada no campo.
Percebo que muitos vocacionados tem pressa demais, e sempre procuro mostrar a importância de um bom preparo, que dá muito mais fruto a médio e longo prazo. Esse preparo inclui uma boa base bíblico-teológica, matérias missiológicas (vida missionária, contextualização, antropologia cultural, teologia bíblica de missão, fenomenologia da religião e outras); e uma boa base de experiência prática – ministério na igreja local, ministério com comunidades carentes, ministério transcultural (em tribos, grupos étnicos minoritários, ou outros países latinos): além de um preparo na vida devocional e na batalha espiritual, um bom conhecimento pelo menos do inglês, e muitas vezes de outra(s) língua(s).
O preparo não é algo diferente da própria vida missionária, o preparo já é vida missionária. Se os queridos vocacionados e suas igrejas compreenderem isso, vai ser uma grande ajuda.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

HISTÓRIA DO TIMOR LESTE





De acordo com alguns antropólogos, um pequeno grupo de caçadores e agricultores já habitava a ilha de Timor por volta de 12 mil anos a.C. Há documentos que comprovam a existência de um comércio esporádico entre o Timor e a China a partir do século VII, ainda que esse comércio se baseasse principalmente na venda de escravos, cera de abelha e sândalo, madeira nobre utilizada na fabricação de móveis de luxo e na perfumaria, que cobria praticamente toda a ilha. Por volta do século XIV, os habitantes de Timor pagavam tributo ao reino de Java. O nome Timor provem do nome dado pelos Malaios à Ilha onde está situado o país, Timur, que significa Leste.
O primeiro contato europeu com a
ilha foi feito pelos portugueses quando estes lá chegaram em 1512 em busca do sândalo. Durante quatro séculos, os portugueses apenas utilizaram o território timorense para fins comerciais, explorando os recursos naturais da ilha. Díli, a capital do Timor Português, apenas nos anos 60 do século XX começou a dispor de luz elétrica, e na década seguinte, água, esgoto, escolas e hospitais. O resto do país, principalmente em zonas rurais, continuava atrasado.
Após a
Revolução dos Cravos, o governo português decidiu abandonar a ilha em agosto de 1975, passando o poder à FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor-Leste) que proclamou a república em 28 de Novembro do mesmo ano. Porém, a independência durou pouco tempo. O general Suharto, governante da Indonésia, mandou tropas do exército invadirem a ilha. Em 7 de Dezembro, os militares indonésios desembarcavam em Díli, ocupando brevemente toda a parte oriental de Timor, apesar do repúdio da Assembléia-Geral da ONU.
A
ocupação militar da Indonésia em Timor-Leste fez com que o território se tornasse a 27.ª província indonésia, chamada "Timor Timur". Uma política de genocídio resultou num longo massacre de timorenses. Centenas de aldeias foram destruídas pelos bombardeios do exército da Indonésia, sendo que foram utilizadas toneladas de napalm contra a resistência timorense (chamada de Falintil). O uso do produto queimou boa parte das florestas do país, limitando o refúgio dos guerrilheiros na densa vegetação local.
Entretanto, a visita do
Papa João Paulo II a Timor-Leste, em outubro de 1989, foi marcada por manifestações pró-independência que foram duramente reprimidas. No dia 12 de Novembro de 1991, o exército indonésio disparou sobre manifestantes que homenageavam um estudante morto pela repressão no cemitério de Santa Cruz, em Díli. Cerca de 200 pessoas foram mortas no local. Outros manifestantes foram mortos nos dias seguintes, "caçados" pelo exército da Indonésia.Manifestação contra a ocupação indonésia de Timor-Leste, na Austrália
A causa de Timor-Leste pela independência ganhou maior repercussão e reconhecimento mundial com a atribuição do
Prêmio Nobel da Paz ao bispo Carlos Ximenes Belo e José Ramos Horta em outubro de 1996. Em julho de 1997, o presidente sul-africano Nelson Mandela visitou o líder da FRETILIN, Xanana Gusmão, que estava na prisão. A visita fez com que aumentasse a pressão para que a independência fosse feita através de uma solução negociada. A crise na economia da Ásia no mesmo ano afetou duramente a Indonésia. O regime militar de Suharto começou a sofrer diversas pressões com manifestações cada vez mais violentas nas ruas. Tais atos levam à demissão do general em maio de 1998.
Em
1999, os governos de Portugal e da Indonésia começaram, então, a negociar a realização de um referendo sobre a independência do território, sob a supervisão de uma missão da Organização das Nações Unidas. No mesmo período, o governo indonésio iniciou programas de desenvolvimento social, como a construção e recuperação de escolas, hospitais e estradas, para promover uma boa imagem junto aos timorenses.
Desde o início dos anos 90, uma lei indonésia aprovava milícias que “defendessem” os interesses da nação, no Timor-Leste, o exército indonésio treinou e equipou diversas milícias, que serviram de ameaça contra o povo durante o referendo. Apesar das ameaças, mais de 98% da população timorense foi às urnas no dia
30 de agosto de 1999 para votar na consulta popular, e o resultado apontou que 78,5% dos timorenses queriam a independência.
As milícias, protegidas pelo exército indonésio, desencadearam uma onda de violência antes da proclamação dos resultados. Homens armados mataram nas ruas todas as pessoas suspeitas de terem votado pela independência. Milhares de pessoas foram separadas das famílias e colocadas à força em caminhões, cujo destino ainda hoje é desconhecido (muitas levadas a Kupang, no outro lada da ilha de Timor, pertencente a Indonésia). A população começou a fugir para as montanhas e buscar refúgio em prédios de organizações internacionais e nas igrejas. Os estrangeiros foram evacuados, deixando Timor entregue à violência dos militares e das milícias indonésios.
A ONU decide criar uma força internacional para intervir na região. Em
22 de setembro de 1999, soldados australianos sob bandeira da ONU entraram em Díli e encontraram um país totalmente incendiado e devastado. Grande parte da infra-estrutura de Timor-Leste havia sido destruída e o país estava quase totalmente devastado. Xanana Gusmão, líder da resistência timorense, foi libertado logo em seguida.
Em abril de
2001, os timorenses foram novamente às urnas para a escolha do novo líder do país. As eleições consagraram Xanana Gusmão como o novo presidente timorense e, em 20 de Maio de 2002, Timor-Leste tornou-se totalmente independente.
Em 2005, a cantora
colombiana Shakira gravou uma música-protesto intitulada de "Timor". A música, escrita e composta pela cantora, fala de como a comunicação social ocidental deu importância ao caso da independência de Timor-Leste há alguns anos, e como agora essa mesma comunicação social, televisões e rádios já não se interessavam por este país.
Em 2006, após uma greve que levou a uma demissão em massa nas forças armadas leste-timorenses, um clima de tensão civil emergiu em violência no país. Em
26 de Junho o então primeiro-ministro Mari Bin Amude Alkatiri deixou o cargo, assumindo interinamente a coordenaria ministerial José Ramos Horta, que, em 8 de Julho, foi indicado para o cargo pelo presidente Xanana Gusmão, pondo termo ao clima vigente.
A situação permanece razoavelmente estável devido à intervenção militar vinda da
Malásia, Austrália, Nova Zelândia e à pressão política e militar de Portugal que tenta apoiar Timor-Leste no seu desenvolvimento.
José Ramos Horta era apontado pela imprensa portuguesa como um dos sucessores de
Kofi Annan no cargo de secretário-geral da ONU. Ramos Horta não confirmou o seu interesse no cargo, mas também não excluiu a hipótese.
Na segunda volta das eleições de 9 de Maio de 2007, Ramos-Horta foi eleito Presidente da República, em disputa com
Francisco Guterres Lu Olo, sucedendo a Xanana Gusmão no cargo.
A
6 de Agosto de 2007, José Ramos-Horta indica Xanana Gusmão, ex-presidente da república, como 4º primeiro-ministro da história do país sucedendo a Estanislau da Silva. Xanana Gusmão, líder do renovado CNRT, apesar de 2º classificado nas eleições legislativas de Junho com 24,10% dos votos (atrás dos adversários da FRETILIN de Francisco Lu-Olo), alcançou uma série de acordos pós-eleitorais com as restantes forças políticas da oposição que conferem ao seu governo um estatuto de estabilidade.
Em
11 de Fevereiro de 2008 Ramos-Horta sofreu um atentado perto da sua casa em Díli. Neste atendado, os guardas de sua casa mataram o ex-oficial do Exército de Timor-Leste, Alfredo Reinado (rebelado desde maio de 2006), acusado perante a Corte Suprema do país de homicídio, após a onda de violência causada por sua expulsão do exército junto com 598 outros militares por desobediência.
O mesmo grupo também é acusado de efetuar disparos contra a residência do primeiro-ministro do país, Xanana Gusmão, mas nada foi esclarecido ainda em relação a este segundo ataque, que não deixou vítimas.




DIVISÃO ADMINISTRATIVA TIMORENSE



Timor-Leste está subdividido em 13 distritos administrativos:

Mapa dos distritos de Timor-Leste
Lautém
Baucau
Viqueque
Manatuto
Díli
Aileu
Manufahi
Liquiçá
Ermera
Ainaro
Bobonaro
Cova-Lima
Oecussi-Ambeno


Os actuais
distritos de Timor-Leste mantêm, com poucas diferenças, os limites dos 13 concelhos existentes durante os últimos anos do Timor Português.

Cada um destes 13 distritos possui uma cidade capital e é formado por subdistritos, variando o seu número entre três e sete, numa média de cinco subdistritos por distrito, num total de 67. Os subdistritos possuem, cada um, uma localidade sede e subdivisões administrativas, os sucos, que variam entre dois e 18 por subdistrito, totalizando 498 sucos.

Geografia de Timor-Leste

Timor-Leste possui um território de 18 mil km², ocupando a parte oriental da ilha de Timor. O país é muito montanhoso e tem um clima tropical. A montanha mais alta do Timor é o Tatamailau, com 2.963 metros de altitude. Com chuvas dos regimes das monções, enfrenta avalanches de terra e freqüentes cheias. O país possui 800 mil habitantes.


A ilha de Ataúro, ao norte de Díli, e o ilhéu de Jaco, a leste do país, também fazem parte do território timorense.

CULTURA TIMORENSE


A cultura de Timor-Leste reflete inúmeras influências, incluindo de Portugal, da tradição Católica Romana, e da Malásia, sobre as culturas indígenas austronésicas melanésias e de Timor. Lendas dizem que um gigantesco crocodilo foi transformado na ilha de Timor, ou Ilha do Crocodilo, como é frequentemente chamado. A cultura timorense é fortemente influenciada pelas lendas austronésicas, embora a influência católica também seja forte.
O
analfabetismo ainda é generalizado, mas há uma forte tradição de poesia. No que diz respeito à arquitetura, alguns edifícios de estilo português podem ser encontrados, junto com os tradicionais totens em casas da região oriental. Estas são conhecidas como uma lulik (casas sagradas em tétum), e lee teinu (casas com pernas) na região de Fataluku. O artesanato também é generalizado, como é a tecelagem de tradicionais lenços ditos tais.

A OBRA MISSIONÁRIA MUNDIAL



Povos não Alcançados


Você já ouviu falar no povo MAKONDES de Moçambique na África; nos MUTUS da Venezuela e nos AJURUS do Brasi na América do Sul?

Todas as Ovelhas serão Congregadas no Aprisco

Infelizmente a maioria dos cristãos não tem o menor interesse na Obra Missionária Mundial.Grande parte da Liderança Cristã não tem o menor compromisso, por conseguinte não pode ensinar nem conscientizar a Igreja Local que a responsabilidade de todos os povos, todas as tribos, todas as línguas e todas as nações é de todos nós, e de cada um de nós.

Jesus Cristo disse:

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. (Mt 28:19,20)

Certa feita eu conversava com um Pastor de uma grande (numerosa) Congregação Evangélica sobre a Índia e ele me falou que a Índia não era problema dele, mas daqueles que viviam na Índia, e que a sua responsabilidade e o seu encargo era com a sua família e com a sua congregação e ponto final.


Você por certo não pensa dessa forma, se você pensar como aquele Pastor então o problema dos MAKONDES de Moçambique na África, dos MUTUS na Venezuela na América do Sul, dos AJURUS no Brasil, dos ROMA na Europa e dos quase 12.000 grupos étnicos não alcançados não é seu, e eles continuarão escravos do diabo e condenados à condenação eterna.Todavia se você tiver a mente de Cristo e possuir o Espírito de Deus o problema de cada Povo Não Alcançado é seu, ou antes, cada criatura no mundo é responsabilidade e encargo seu, meu, de cada um dos legítimos e verdadeiros filhos de Deus. Há poder no Sangue de Jesus Cristo.


OS MAKONDES:


País: Moçambique – África

Língua oficial do País: Português

Religião predominante do País: Não existe

População do País: 20.000.000

Evangélicos no País: 2.300.000 (11,5%)

Número de Igrejas no País: cerca de 9.100

Missionários no País: 380

Liberdade de pregação: Sim

Povo: Makonde

Língua: Makonde

Religião: Animistas

População: 460.000

Quantos já ouviram o Evangelho: 68%

Quantos cristãos existem: 50%

Escrituras: 1 Bíblia em Português.

Não há Bíblia na língua Makonde

Áudio: Possui a Bíblia em Áudio (Fita K7) na língua Makonde


De acordo com a lenda Makondes quem fundou a tribo foi uma mulher. Conta a tradição que certo homem pegou uma tora de madeira e nela entalhou a primeira mulher, que foi vivificada durante a noite.Ainda hoje, as mulheres Makondes ocupam uma alta posição social.Quando um homem deseja se casar, ele passa a viver no lar de sua esposa durante até duas semanas, devendo também oferecer uma arma à família dela como pagamento.Até pouco tempo atrás, os Makondes constituíam uma das tribos mais isoladas e desconhecidas da África Oriental.Tinham a reputação de serem agressivos e hostis a estranhos. Hoje, porém, as tradições dos Makondes estão mudando profundamente, e os estrangeiros já são aceitos em seu meio, desde que estejam dispostos a viverem como eles.


Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia:A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. (Is 6:8)Disse-lhes Jesus, outra vez: Paz seja convosco, assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós (Jo 20:21)Ide por todo o mundo (Mc 16:15)


OS AJURUS DO BRASIL


País: Brasil

População: 180.000.000

Evangélicos no País: 38.000.000

Número de Igrejas no País: mais de 60.000

Missionários no País:

Liberdade para pregar o Evangelho: plena

Religião predominante: Catolicismo (o espiritismo é muito ativo)

Língua: Ajuru e Português

Religião: AnimismoPopulação

Quantos já ouviram o Evangelho? 40 pessoas

Escrituras: 1 Bíblia em Português


Os Ajurus foram contatados pelos seringueiros há mais de um século. Com eles iniciou-se o processo de integração, e hoje vivem em contato permanente com a sociedade nacional.Estão localizados em 3 aldeias na área Indígena do Rio Guaporé, município de Guajará-mirim (RO). Vivem do plantio de roças, da caça e da pesca, da extração da seringa e da comercialização de produtos indígenas.Perderam a cultura, restando a arte de pescar e caçar, que é feita de modo geral, ainda nos moldes da antiga tradição nativa.Na mesma reserva dos AJURUS vivem os TUPARIS, os KANDES, os MAKURAPES e outros numa população de cerca de 500 índios.Fazem casamentos entre si, negociam víveres, e usam o Português como fala, e às vezes a língua casteliana para comunicação.Recebem assistência de educação e saúde da FUNAI, do Estado e Municípios.A região é castigada por malária, o que exige cuidados constantes.Não há missão cristã evangélica na área.O ingresso na Reserva Indígena do Rio Guaporé é difícil, mas há possibilidade de entrada através de convênios a nível regional.Alcançar os AJURUS significa alcançar também os demais grupos indígenas da Reserva, que clamam todos eles por salvação.


Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. (Is 6:8)Disse-lhes Jesus, outra vez: Paz seja convosco, assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós (Jo 20:21)Ide por todo o mundo (Mc 16:15)


OS MUTUS DA VENEZUELA


País: Venezuela

População do País: 25.000.000

Evangélicos no País: cerca de 8%

Número de Igrejas no País: cerca de 6.

no País: cerca de 700

Liberdade para pregar o Evangelho: Sim

Religião predominante no País: Catolicismo

Língua: Mutuso e Espanhol

Religião: Animistas

População: Cerca de 700 indígenas

Quantos já ouviram o Evangelho: 41%

Quantos cristãos existem: 30%

Escrituras: 1 Bíblia em Espanhol, não tem na língua Mutuso

Todos os MUTUS falam Espanhol e seu idioma nativo – MUTUSO. São agricultores civilizados prósperos e estão abertos ao Evangelho.


Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem irá por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim. (Is 6:8)Disse-lhes Jesus, outra vez: Paz seja convosco, assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós (Jo 20:21)I Ide por todo o mundo (Mc 16:15)


Você deseja conhecer outros Povos Não Alcançados? Clik nos links ao lado direito do Blog


Seja um instrumento Vivo do Espírito Santo na preparação da Igreja de Jesus Cristo para o Arrebatamento.

Sede firmes e constantes, sempre abundantes na Obra do Senhor, porque o vosso trabalho não é vão no Senhor e ele traz consigo a recompensa. (Ap 22:12) (1Co 15:58)

GLOSSÁRIO MISSIOLÓGICO

Com o intúito de estabelecer critérios (e evitar confusões lingüísticas) se seguem os principais termos e conceitos utilizados no plano Adote Um Povo. Tê-los em mente nos ajudará a compreender melhor a magnitude da tarefa e o processo natural que implica em adotar um povo. Que eles--os que jamais ouviram de nosso glorioso Senhor Jesus Cristo e seu amor redentor--possam conhecê-Lo e fazer parte de sua família espiritual.

COMO VER NOSSO MUNDO E NOSSA TAREFA

Mundo A
No esquema dos três mundos que alguns missiólogos usam refere-se ao mundo não-evangelizado ou seja toda a população que jamais ouviu falar de Jesus Cristo.

Mundo B
No esquema acima citado dos três mundos faz referência ao mundo evangelizado mas não cristão.
Mundo C

No mesmo esquema significa o mundo "cristão" ou seja todos aqueles que se consideram cristãos (incluíndo obviamente todos os nominais).

Janela 10/40
É a região entre o Atlântico e o Pacífico e entre os paralelos 10 e 40 de latitude norte onde vive a maior população mundial com menos oportunidade de ouvir o evangelho.

Evangelismo E0 E1 E2 E3
Escala usada para medir a distância cultural que o missionário deve atravessar desde sua própria cultura para evangelizar e estabele-cer igrejas. E0 se refere à tarefa de ganhar para Cristo os filhos de crentes;

E1 - quando se evangeliza cristãos nominais;
E2 - se evangeliza gente de uma cultura parecida mas não idêntica à do missionário; e
E3 - quando o missionário deve evangelizar gente de uma cultura diferente da sua.

OS SEGMENTOS HUMANOS

Segmentação
É o processo de dividir a população do mundo em pequenos segmentos úteis para desenvolver estratégias missionárias de tal maneira que sejam mais facilmente selecionados para evangelizar. Alguns dos segmentos mais úteis são países povos etnolingüísticos grupos humanos e cidades.
País.

As entidades geo-políticas (225 das quais são membros da ONU) que são identificadas por suas fronteiras estabelecidas e governos mundialmente reconhecidos.

Povo (Grupo Humano)
Um grupo de indivíduos sociológicamente falando significativamente grande que têm uma afinidade comum porque compartilham do mesmo idioma etnicidade religião residência profissão classe social casta situação etc. ou uma combinação de alguns destes fatores.

Metrópole
Cidade com uma população acima de cem mil habitante.

Mega-cidade
Metrópole ou cidade com uma população acima de um milhão de habitantes.

TIPOS DE POVOS

Povo Etnolingüístico
É um grupo étnico ou racial distinto de outros que fala o mesmo idioma ou língua materna. Pode se encontrar vivendo dentro de um só país ou distribuído por vários.

Mega Povo
Um povo etnolingüístico com população acima de um milhão.

Mini-Povo
Tipo de "povo etnoligüístico" só que menor. Muitas vezes um povo etnolingüístico grande ("mega-povo") contém vários mini-povos. Do ponto de vista evangelístico trata-se do maior grupo dentro do qual o evangelho pode se espalhar através de um movimento de implantação de igrejas sem encontrar barreiras de entendimento ou aceitação. Também conhecido como "povo unimax".

Povo Socio-econômico
Um grupo humano cujos membros se sentem "vinculados" por algum tipo de afinidade ligada à classe econômica profissão bairro hobby orientação política ou religiosa.

ALCANÇANDO UM POVO

Povo não alcançado
Um grupo humano (povo) dentro do qual não existe uma comunidade de crentes que dispõe de pessoas ou recursos suficientes para evangelizar o restante do próprio povo e portanto precisam de um esforço missionário de fora principalmente transcultural.

Povo fronteiriço
Este termo enfatiza a necessidade de que alguém atravesse certas barreiras culturais ou lingüísticas que separam o povo dos demais onde já existe uma igreja que pode alcançá-lo. Sinônimo de "povo não-alcançado".

Povo oculto
Esta denominação salienta que o grupo falando em termos práticos está fora de vista e consideração (atenção) da igreja de Jesus Cristo mesmo que se encontre dentro de seu alcance geográfico. Sinônimo de "povo não-alcançado".

Povo não-penetrado
Esta expressão destaca a idéia da necessidade de um esforço missionário transcultural inicial para depois continuar com o trabalho evangelístico normal do povo. Sinônimo de "povo não-alcançado".

Movimento de Povo
Trata-se de quando um determinado povo responde ao evangelho de forma tão positiva que produz uma conversão maciça.

Movimento missionário
Quando uma igreja implantada num campo missionário se tranforma numa força que envia missionários transculturais para levar o evangelho a outros povos não-alcançados.

TIPOS DE PAÍSES E MISSIONÁRIOS

País de accesso restrito limitado ou criativo
País cujo governo limita por razões políticas ou religiosas a entrada de missionários estrangeiros que desejam se radicar nele. Freqüentemente tal acesso se limita devido a cotas reduzidas para vistos missionários ou prazos de permanência cada vez mais curtos.

País fechado
País cujo governo fechou as portas para a entrada de missionários do estrangeiro negando-lhes vistos de permanência.

Missionário bi-vocacional fazedor de tendas
Missionário com uma profissão dupla servindo como profissional em um país de acesso restrito ou fechado e realizando ao mesmo tempo um ministério evangélistico de tempo parcial.

Missionário não-residente
Missionário que está servindo em algum país de acesso restrito ou fechado e que por isso se vê impossibilitado de residir ali. Desenvolve seu trabalho a partir de um país próximo visitando freqüentemente o país-alvo e realizando seu ministério de forma itinerante.

ETAPAS PARA SE ALCANÇAR UM POVO
Normalmente para levar o evangelho a um povo não alcançado e implantar uma igreja autóctone dentro dele leva um período relativamente longo provavelmente vários anos. Para nossa mentalidade latina acostumada com o improviso e querendo ver resultados quase imediatos convém compreender bem que tratando-se de missões pioneiras e povos não-alcançados não poderemos esperar frutos tão rápidos como os que temos aqui.

Segue-se um esboço das etapas que naturalmente seguem o processo de adotar um povo esclarecendo assim as fases pelas quais teremos que passar para atingir um povo não-alcançado.
Nota: Dentro de cada etapa existem vários passos que precisam ser dados. Compare com o texto

"Qual é o Processo Para Se Adotar Um Povo"

Etapa 1: Reportamento
Alguém informa que um determinado povo existe e ainda não foi alcançado.

Etapa 2: Verificação
Comprova-se através de fontes confiáveis que de fato se trata de um povo que precisa ser alcançado.

Etapa 3: Avaliação
Realiza-se uma pesquisa levantando dados precisos que possam ajudar a entender melhor o povo e até mesmo estabelecer uma estratégia para alcançá-lo.

Etapa 4: Seleção
Uma denominação igreja ou agência missionária resolve iniciar um esforço missionário para alcançá-lo com o evangelho.

Etapa 5: Adoção
Uma igreja ou um grupo de igrejas (associação junta) ou agência missionária assume o compromisso de enviar missionários para alcançar com o evangelho o povo selecionado.

Etapa 6: Iniciação
Os missionários chegam ao povo adotado e iniciam seu trabalho missionário transcultural pregando o evangelho e implantando igrejas autóctones.

Etapa 7: Alcançado
O povo já conta com uma igreja autóctone com crentes e recursos suficientes para alcançar o restante do próprio povo sem necessidade (ou com pouca necessidade) de ajuda externa.

VÁRIOS

Agência missionária
Qualquer organização pequena ou grande seja uma junta de missões de uma denominação uma agência interdenominacional um conselho (comitê comissão) missionário de várias igrejas de diversas denominações etc. que atua como facilitador ou enviador de missionários.

Movimento AD2000
É um movimento evangélico com uma rede de ligações internacionais que vincula os diversos esforços missionários que têm como meta a implantação de uma igreja autóctone dentro de cada povo não-alcançado até o ano 2000.

terça-feira, 21 de abril de 2009

CONTRIBUIR COM MISSÕES


Por quê Contribuir?


Se você entrou nesta página, certamente é porque tem interesse na evangelização do Brasil e do mundo e quer saber por que deveria contribuir para missões.


Há muitas (e sérias) razões para se envolver com a obra missionária:


É mandamento de Jesus Cristo (Mateus 28:19)


Você é comprometido com Jesus (ou não é?)


Na parábola dos talentos aprendemos que aqueles que aplicaram seus talentos dobraram-nos; mas aquele que o escondeu, perdeu-o.


Porque a responsabilidade é nossa. Se contribuirmos, o missionário pode ir, pode pregar, vidas podem ser salvas; e Deus promete nos galardoar por isso!


Porque conhecemos a Palavra de Deus. Se queremos demonstrar o nosso amor a Jesus, façamo-lo de modo prático: ORANDO, CONTRIBUINDO, ENVIANDO.


Diga “sim”, pode contar comigo, Senhor!


Que estas palavras possam arder em seu coração.


Se você soubesse que Jesus iria voltar daqui a uma semana, o que você faria? Em que projetos você se envolveria? Em que você investiria o seu dinheiro? Com o que você gastaria o seu tempo?


A única resposta para esta pergunta é que precisamos mais do que nunca estar comprometidos com aquilo que é prioridade para Deus: MISSÕES.


“Entre no céu como alguém que tem uma herança para receber, possibilitada pelas contribuições feitas, enquanto viveu aqui na terra. Ou você será um pobretão por não ter enviado nada para lá, enquanto viveu?” (Oswald Smith).


Como Contribuir?


Sua contribuição é um ato de adoração a Deus (Fp 4.18) e é tendo essa consciência que você deve contribuir. É uma atitude que deve ser feita com alegria e sinceridade. A oferta missionária é como aroma suave e como sacrifício aceitável e aprazível a Deus. Na mesma medida que assistimos as necessidades dos missionários no campo, tributamos culto de adoração a Deus com nossas ofertas. Dessa forma, oque é mais sublime, o que é mais tremendo, o que é mais imensurável é que sua contribuição para missões não se resume a apenas uma movimentação financeira. Quando você dá a sua oferta missionária, desencadeia reflexos no céu e na terra; ela toca o coração de Deus e abre portas na terra. Algo espiritual acontece, de acordo com o princípio divino e eterno do plantio e colheita!


No momento de sua oferta você está dizendo a Deus que quer ter o privilégio de ser parceiro dEle no grande projeto de levar o evangelho a todos os povos. E Deus aceita a sua parceria com gratidão e lhe garante uma promessa maravilhosa: "E certamente estou convosco todos os dias, até a consumação do século" (Matues 28:20). A partir do objetivo e do compromisso que você assumiu no seu coração perante Deus e dentro de sua fidelidade, sua contribuição se transforma numa semeadura e o dinheiro numa semente.


Semeadura e Colheita


No mundo a economia funciona na base da oferta e procura. Quando há escassez de um produto ou muita procura pelo mesmo o valor do produto se eleva. Quando há muita fartura de um produto o valor cai. O que parece é que muitas pessoas não compreendem que as finanças de Deus funcionam da maneira oposta às do mundo.


Quando o profeta Elias pediu à viúva de Sarepta um pouco de água para beber e um pedaço de pão, a situação daquela pobre senhora era de total calamidade. A fome e a falta de recursos já haviam esgotadas todas as esperanças e atingido um estágio tão grave que para aquela mulher e seu filho só lhes restavam uma coisa: a morte! (1Re 17:12). Mesmo nessa situação absolutamente precária, ela não se recusou em ceder o que restava de seu único e escasso alimento para Elias. Em recompensa Deus deu àquela mulher uma bênção tremenda! Diz a Bíblia que "Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme a palavra do Senhor, falada por intermédio de Elias." (1Re 17:16). As promessas de Deus são perfeitas, nunca falham! O que a viúva de Sarepta fez foi ofertar do pouco que tinha. Quando ela fez isso, agiu sintonizada com o plano de Deus para com ela própria e para com o profeta Elias. Isso ilustra muito bem nosso relacionamento com a obra missionária, sendo Elias a figura de um missionário no Antigo Testamento. O problema é que a maioria dos crentes raciocinam da seguinte forma: "Bem, quando eu estiver estabilizado financeiramente, as contas em dia e dinheiro sobrando, então talvez comece a ajudar a sustentar a obra missionária...". O que seria interessante, se não fosse tão trágico, é que os que pensam assim geralmente gastam uma quantia grande de dinheiro com doces, guloseimas e refrigerantes, mas não investem nenhum centavo em missões.


Muitos crentes hoje querem colher sem terem plantado nada! Ou ainda vivem de tentar fazer barganha com Deus - só dão se antes receber de Deus algo melhor em troca. Deus não aceita esse tipo de oferta! Na ecomomia divina não é assim que a coisa funciona. A sua Palavra diz: "Aqueles que retêm mais do que é justo empobrecerão, mas aqueles que dão liberalmente receberão ainda mais!" (Provérbios 11:24).


A viúva de Sarepta praticou essa semeadura. Colheu com abundância.


O Apóstolo Paulo escrevendo para um grupo de crentes da igreja em Corinto as quais ele pessoalmente tinha guiado para o Senhor, pergunta o seguinte: "Se temos semeado entre vocês a semente espiritual, será demais colhermos os benefícios materiais?" (1Coríntios 9:11)


Isso se refere à lei da semeadura e colheita. Quando você planta uma semente, a terra dá a colheita. A terra só pode produzir frutos após ter sido semeada. Sem semeadura não há colheita. O "dar" sempre vem antes do "receber". Dai, e dar-se-vos-á - disse Jesus. O texto revela que existe uma reciprocidade. Mas observe que Jesus não ficou só nessas palavras. Ele ainda complementa que a proporção do "receber" é da seguinte forma: "Boa medida, recalcada, sacudida e transbordante, generosamente vos darão" (Lucas 6:38). Que Deus seja louvado pelos séculos dos séculos!


Você acha que poderia se tornar mais pobre ou ficar com menos se desse algo para Deus? Você acha que conseguiria dar mais para Deus do que receber dEle? Leia 2 Crônicas 25:9. Deus já nos deu seu único filho para morrer pelos nossos pecados, já nos deu perdão, já nos concedeu a vida eterna e mesmo assim Ele quer nos dar muito mais! David Livingstone, o rico missionário britânico pioneiro nas selvas da África e que morreu ali pelo Senhor, disse: "Eu nunca fiz um sacrifício para Deus, porque Ele sempre me retribuiu muito mais do que Eu Lhe dei!" Livingstone nunca conseguiu dar mais do que Deus! E apesar dele ter acabado dando a sua vida, sem dúvida por fim colheu dividendos eternos por todas as almas imortais que guiou para o Senhor — milhares de pessoas salvas para a eternidade!


Como missionário de retaguarda você pode: INTERCEDER E CONTRIBUIR.


A oração é a primeira coisa e a mais importante. Através da oração, o missionário tem respaldo espiritual. A oração é uma arma poderosa contra as adversidades da vida, tanto para nós mesmos, como também, para defender os obreiros que estão na linha de frente. A oração deve ser constante e fervorosa. O missionário é fortalecido no campo através das orações dos irmãos. Pense nisso. Por que não decide hoje a assumir a responsabilidade de interceder diariamente por um missionário?


Além da oração, o missionário precisa de sustento material - ou seja, missionário também come, veste-se, seus filhos frequentam a escola, etc. Esse sustento deve ser dado através de contribuições financeiras. Por isso, ou fazemos missões mundiais ou, diante de Deus, estaremos sendo desobedientes, negligentes e omissos. Poderemos construir suntuosos templos. Poderemos fundar majestosos conjuntos musicais. E se podemos e temos condições de fazer isso, louvado seja Deus. Mas naquele grande dia, Deus não fará um concurso do templo mais bonito ou do conjunto mais esplendoroso. Ele sim requererá de nossas mãos o nosso empenho no sentido de tornar o mundo evangelizado. Obviamente que sozinhos não poderemos evangelizar o planeta inteiro. Mas podemos e devemos fazer a nossa parte nessa tarefa. E se cada um fizer a sua parte, o mundo evangelizado será um alvo realizável ainda nessa geração.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

JANELA 10/40


O que é a Janela 10/40


JANELA 10/40 é uma faixa da terra que se estende do Oeste da África, passa pelo Oriente Médio e vai até a Ásia. A partir da linha do equador, subindo forma um retângulo entre os graus 10 e 40. A esse retângulo denomina-se JANELA 10/40.


Calcula-se que até hoje menos da metade da população mundial com as suas etnias e línguas tenham sido confrontadas com o evangelho. A outra parte, com sua maioria absoluta na Janela 10/40, representa uma grande multidão de cerca de 3,2 bilhões de pessoas que ainda são objetos dos empreendimentos missionários do povo de Deus.


Os países com as maiores populações não cristãs são:

CHINA, ÍNDIA, INDONÉSIA, JAPÃO, BANGLADESH, PAQUISTÃO, NIGÉRIA, TURQUIA e IRÃ, todos na Janela 10/40.


Devido a estes fatos, torna-se primordial para nós, cristãos, neste novo milênio, focalizar nossos recursos, sejam espirituais, financeiros ou sociais, sobre o necessitado povo que vive na Janela 10/40.


Se desejamos mudar este quadro, devemos considerar alguns fatos de muita importância:
- O significado Bíblico e histórico
- O domínio do islamismo, do hinduismo e do budismo
- A pobreza acentuada
- A diversidade de línguas e culturas
- A concentração de seitas diabólicas

Países que formam a Janela 10/40


ORIENTE MÉDIO – 21 PAÍSES
Arábia Saudita, Argélia, Catar, Egito, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Iraque, Israel, Palestina, Jordânia, Kuweit, Líbano, Líbia, Marrocos, Mauritânia, Omã, Síria, Sudão, Tunísia e Turquia.


ÁFRICA – 12 PAÍSES
Benin, Burkina, Cabo Verde, Chade, Djibuti, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Mali, Níger e Senegal.


ÁSIA – 21 PAÍSES
Afeganistão, Bangladesh, Barein, Butão, Camboja, China, Coréia do Sul, Coréia do Norte, Filipinas, Índia, Japão, Laos, Malásia, Maldivas, Mongólia, Nepal, Paquistão, Sri Lanka, Tailândia, Taiwan (Formosa) e Vietnã.


EURÁSIA – 3 PAÍSES
Cazaquistão, Turcomênia e Tadjiquistão.


EUROPA – 4 PAÍSES
Albânia, Chipre, Gibraltar e Grécia.


Nem todos os crentes sabem que no mundo ainda há povos completamente ignorantes da existência de Jesus Cristo e seu plano redentor. Poucos se importam em saber que hoje no oriente há cristãos presos e sendo torturados por causa de sua fé. Quantos têm um programa intensivo de oração pelos povos não alcançados pelo evangelho? Saber que há povos cometendo suicídios e guerras, por falta de esperança ou fanatismo, não é um assunto que interessa a todos os cristãos.


Os cristãos no mundo estão direcionando apenas 1,2% do seu fundo missionário e de seus missionários estrangeiros para bilhões de pessoas que vivem no mundo evangelizado.


No mundo ainda há dezenas de país com suas portas total ou parcialmente fechadas à entrada de missionários.


Há 28 países muçulmanos (sem incluir seis da antiga união soviética), 7 nações budistas, 3 Marxistas e 2 países hindus, formando o maior aglomerado de povos não alcançados.

Porque evangelizar os povos da Janela 10/40
- Porque ali vive o maior número de povos não alcançados pelo evangelho. Cobre 1/3 total do planeta e representa 2/3 da população do mundo. São cerca de 3,2 bilhões de - pessoas em 61 países.


- Porque ali está a maioria dos seguidores das 3 maiores religiões do mundo: Islamismo, Budismo e Hinduismo.


- Porque de cada 10 pobres na terra, 8 estão nessa região.
- Porque dos 50 países menos evangelizados do mundo 37 estão nessa área.
- Porque as maiores Capitais do mundo estão nessa região.


De acordo com os missiólogos, há diversidades no número de povos não alcançados pelo evangelho hoje. Para Ralph Winter, há 17 mil povos não alcançados e 12 mil línguas. David Barrete declara que são 11 mil o número total de povos não alcançados. Bob Waymire também arrola 11 mil povos diferentes no mundo. Patrick Johnstone avalia em 12.017 o total de povos não alcançados em todo o mundo. Subtraindo desse número os povos entre os quais há cristãos, missionários de fora e autóctones, restam apenas 1.200 povos a serem alcançados. Em sua perspectiva, 99% da população do mundo serão cobertos, inteiramente, com a mensagem do evangelho se ela for transmitida, no máximo, entre 400 e 500 línguas diferentes.


Então concluímos que missões, ainda não é um assunto sério para muitas igrejas. Enquanto templos são enfeitados e grande parte do tempo é utilizada para inúmeros programas, missões é ocasional, ainda não é assunto íntimo.

O Mundo dos povos não alcançados


Segundo alguns estudiosos, temos aqui algumas estatísticas:
- Cada hora 10700 crianças nascem e morrem sem escutar as Boas Novas em países da Janela 10/40;
- Cada hora de esforço missionário resulta em 9.800 pessoas escutando o evangelho pela primeira vez;
- O resultado é a redução no mundo não evangelizado de 500 pessoas a cada hora, ou pouco mais que 4 milhões de pessoas por ano.
- 9 em cada 10 países mais pobres do mundo estão na África e 8 destes são parte do mundo menos evangelizado.

PANORAMA MUNDIAL


O Mundo
População
A população mundial é de 6,1 bilhões em 2001 e deve atingir a marca dos 7,2 bilhões em 2015, segundo projeções da Organização das Nações Unidas (ONU).
Religião
Aproximadamente 60% da população não tem acesso ao evangelho.
A Bíblia
Há aproximadamente 6.500 línguas no mundo. 62% não têm nada traduzido, 19% têm trechos, 10% têm o Novo Testamento, 5% estão quase extintas e 4% têm a Bíblia inteira.
AlfabetizaçãoA taxa de analfabetismo (medida entre pessoas com 15 anos de idade ou mais) encontra-se em declínio em todos os países. Em 1995, 23% da população mundial com mais de 15 anos não sabia ler nem escrever. Essa taxa deve descer a 21% nos primeiros anos do século XXI.

sábado, 18 de abril de 2009

QUAL É O PROCESSO PARA SE ADOTAR UM POVO ?


1. O processo de adoção de um povo por uma igreja local começa coma a obra de Deus na vida de um ou de vários membros desta igreja. Começa-se então a ver o mundo de uma perspectiva mais específica não somente como diferentes países mais como grupos humanos que vivem nestes países. Este interesse aumenta quando se entende que existem hoje cerca de onze mil grupos humanos que necessitam do Evangelho significando que estes não têm a oportunidade de conhecer a Cristo devido a sua religião sua localização geográfica sua cultura ou qualquer outra razão. E esta visão é reforçada quando se reconhece a responsabilidade da Igreja em pregar a Cristo a todas as nações (etnias) - Mt 28.19 e onde o Evangelho ainda não foi anunciado - Rm 15.20 21.

2. O segundo passo é a divulgação da visão para o restante da igreja; aos anciãos aos professores de Escola Dominical aos jovens às mulheres às crianças aos pais de família e a cada irmão dentro da igreja. Isto é de suma importância porque ao contrário a visão ficará restrita a uns poucos e não haverá uma verdadeira motivação para se lançar a um novo e "louco" plano. A divulgação da visão procura fazer com que o projeto seja da igreja como um todo e que a igreja entenda que o plano pode dar um novo sentido de compromisso e de unidade ao cumprir com a vontade de Deus e com sua tarefa missionária.

A divulgação pode ser feita de muitas maneiras criativas: dramatizações participação das crianças com cânticos e trajes típicos através do boletim da igreja por meio de um culto especial de missões pelo rádio e pela televisão por meio de seminários e grupos de trabalho etc.

3. O seguinte passo será a investigação. Esta consiste em três aspectos:

Identificar um ou mais povos que são considerados não alcançados. A lista de 200 povos aqui apresentada é fruto desta investigação.
A igreja deverá definir seus interesses em termos de tipo de povo ou área geográfica que deseja alcançar (muçulmano hindu grupo tribal budista europeu africano etc). Isto ajudará a orientar seus esforços rumo a uma meta definida focalizando a intercessão por um grupo definido conhecendo mais sobre este tipo de povo e preparando as estratégias que servem para alcançar a este povo incluindo o tipo de missionário que é necessário enviar.
Comunicar as decisões que se tomam para o Centro de Investigação e de Informação do Projeto de Adoção de Povos no Brasil - a SEPAL (endereço no fim deste manual). Isto ajudará no apoio e na orientação da tarefa a ser cumprida. Este procedimento é especialmente importante porque manterá aberta a comunicação para se obter mais informação sobre o povo e acerca daquilo que outros estão fazendo inspirando e animando a continuidade do projeto. A comunicação também é importante para evitar duplicação de esforços por parte das igrejas e das organizações missionárias aproveitando o que outros já prepararam e decidiram.

4. Ao conhecer os grupos que poderiam ser adotas o seguinte passo será orar buscando a direção de Deus sobre que povo adotar. O ato em si de adoção de um povo é uma decisão muito séria comparável a um casal que resolve adotar uma criança (conhecê-la amá-la alimentá-la educá-la procurar o seu bem-estar total é um trabalho de muitos anos e não de curto prazo etc). Portanto o Senhor das nações deve guiar a igreja a conhecer sua vontade neste propósito. Além disto a oração será a chave durante todo o processo para que se consiga o mais rápido possível alcançar este povo. 5. O seguinte passo será a adoção do povo. É um compromisso feito diante do Senhor diante da igreja e diante do povo escolhido de se fazer o necessário para que o Evangelho chegue ao povo e que uma igreja forte auto-sustentável e auto-reprodutiva (evangelística e missionária) seja fundada alí.

6. Uma vez que a igreja tenha adotado o povo não alcançado ela deve ser educada em tudo aquilo que implica o plano de alcançar os não alcançados. Uma igreja que não é ensinada nesta área perderá o enfoque na razão pelo qual está se envolvendo neste projeto. - Deve-se ensinar a igreja a orar fielmente pelas pessoas que compõem este povo pela salvação delas e pelas necessidades físicas ou materiais que conhecemos; - A igreja deve ser educada a ofertar sacrificialmente especialmente em favor daqueles que necessitam com urgência a satisfação de suas necessidades espirituais e físicas; - A igreja deve ser ensinada a destinar seus recursos e a orientar seus esforços em direção a necessidades e projetos que desafiem e satisfaçam mais como o de levar o Evangelho a quem ainda não teve a oportunidade de ouvi-lo.

7. Como um resultado do passo anterior espera-se que no meio da igreja local Deus levante uma pessoa a ser enviada para alcançar o grupo. A igreja deve estar atenta no recrutamento e no treinamento daqueles que demonstram maturidade (espiritual emocional e social) e um compromisso profundo em favor daqueles que não conhecem ao Senhor. O papel do Conselho Missionário e dos líderes da igreja será de extrema importância neste passo sendo que precisam animar orientar e aconselhar os que demonstram estas qualidades. Esta pessoa escolhida pelo Senhor e pela liderança de sua igreja e que tem um chamado para alcançar os não alcançados precisa passar por um processo de treinamento missionário. Existem várias opções de treinamento missionário no Brasil de acordo com o enfoque e o tipo de ministério que se deseja ter.

8. O oitavo passo é a coordenação. É um passo muito importante para se poder alcançar com maior eficácia o grupo adotado. A coordenação implica que a igreja estará em contato com outras igrejas com sua junta ou secretaria de missões ou com outras agências missionárias com o fim de poder fazer um trabalho de cooperação. Nosso interesse não é o de estabelecer uma igreja de nossa denominação neste povo mas de comunicar o Evangelho para que seja plantada uma igreja que conheça a Jesus Cristo o exalte aprenda dEle proclame as Boas Novas para o restante de seu povo e a outros povos em outras partes do mundo. Por isso a cooperação pode e deve ocorrer já que a tarefa é muito séria grande de alto custo e urgente. A igreja deve aprender a trabalhar com outras agências e denominações compartilhando seus conhecimentos e aprendendo de outros. Tudo ajuda para que os esforços missionários sejam apoiados em oração e em espírito por outras igrejas e denominações.

9. O último passo neste processo será o de alcançar o povo. Isto significa enviar missionários que levem o Evangelho e estabeleçam uma igreja autóctone neste povo. O processo de adoção culminará quando vermos isto realizado. O missiológo norte americano Larry Pate tem afirmado que um grupo só deve ser considerado alcançado quando 20% da população total confesse ser crente em Cristo Jesus. A implicação disto para a igreja é que ela deve estar disposta a trabalhar e investir vidas dinheiro oração e esforços a médio e a longo prazo para poder se envolver neste projeto de adoção. A igreja precisa ter uma clara compreensão de seu propósito e de seu compromisso com o Senhor não poupando recursos nem tempo até ver realizada sua visão. (Patrício Paredes é Coordenador do Projeto AUP para Comibam Internacional)

Texto: Prof. Patrício Paredes V. Coordenador Adote Um Povo Comibam