"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

IMPOSIÇÃO DE MÃOS E MISSÕES

O capítulo 13 de Atos dos Apóstolos, especificamente o verso 3, pode ser considerado como um dos relatos mais importantes e emocionantes sobre missões: "Então, jejuando e orando, e impondo as mãos sobre eles (Paulo e Barnabé), os despediram". Tenho pra mim que aqui está em evidência o compromisso da Igreja para com missões. Isto é muito sério, pois creio que não foi por acaso que os irmãos receberam essa bênção. Não se tratava de uma cerimônia de consagração, mas de um ato de aprovação de Deus para que esses irmãos fossem enviados.


Este trecho da Palavra é de suma importância para entendermos a responsabilidade que a igreja evangélica do século XXI tem no cumprimento de sua tarefa missionária - a pregação do evangelho até os confins do mundo, Mateus 24: 14 e Marcos 16: 15.


A autenticação da imposição de mãos


É importante lembrar que o uso da imposição de mãos no NT fundamentava-se nos escritos do AT. Um exemplo claro desse fato é o relato em que Moisés, segundo as ordenanças do Senhor, impôs as mãos sobre Josué - seu futuro sucessor, Nm 27: 20-23.


Essa singela cerimônia tinha um valor muito grande e era também praticada pela igreja primitiva, não apenas para cumprir uma tradição eclesiástica, mas servia para autenticar a obra do Espírito Santo na igreja. Há, sem dúvida alguma, uma riqueza espiritual incalculável nesse ritualismo cristão que precisa ser reconhecido pela igreja atual.


Desde os tempos primitivos esse método era usado na consagração de pessoas para o ministério. Segundo as práticas judaicas, a igreja realizava nas sinagogas, às segundas e quintas-feiras, cultos e reuniões de oração, onde o jejum era comum, Atos 13: 1-3.


Parece que foi num desses trabalhos de intensa consagração ao Senhor que aprouve ao Espírito Santo separar Saulo e Barnabé para uma missão específica. Conseqüentemente, para selar a vontade do Espírito Santo, os irmãos impuseram as mãos sobre os apóstolos e os enviaram ao campo missionário.


A autoridade da imposição de mãos


Essa prática implica, antes de qualquer coisa, transferência de autoridade, isto é, no momento em que a igreja impôs as mãos sobre Saulo e Barnabé, estava delegando a esses servos de Deus autoridade para fazer missões. A direção da igreja tinha plena consciência desse fato, pois sabia que os apóstolos teriam a bênção do Pai Celestial, porque haveria de repousar sobre eles a autoridade divina concedida pela igreja.


De fato, essa prática conferiu-lhes a aprovação e as bênçãos da igreja de Jesus. Com isso, eles seriam os representantes da igreja de Antioquia por onde passassem. A seriedade da autoridade espiritual conferida a esses homens, através dessa cerimônia é referendada, anos depois, pelo próprio Paulo, ao exortar a igreja, dizendo: "A ninguém imponhas precipitadamente as mãos ", 1Tm 5: 22. É por isso que o Presbitério, antes de impor as mãos sobre alguém, precisa primeiramente da autorização o Espírito Santo, Atos 13: 3 e 1Tm 4: 14.


O efeito da autoridade da imposição de mãos também pode ser visto na oração pelos enfermos, quando Jesus disse: "Pegarão em serpentes [...]. Se impuserem as mãos sobre os enfermos, eles ficarão curados", Mc 16: 18. Nesse caso, é claro, trata-se de um ato de fé, pois de nada adiantaria praticar esta palavra simplesmente para cumprir um costume cristão. Tudo depende da ação poderosa do Senhor em nossas vidas.


A paternidade da imposição de mãos


Se a imposição de mãos representa autoridade para aqueles que são frutos dessa atitude, por outro lado é bom deixar bem claro que à Igreja que impõe as mãos cabe uma grande parcela de responsabilidade. Sim, ela abençoa e envia, mas no momento em que suas mãos são impostas, está assumindo, diante de Deus e dos homens, o compromisso paterno para com os futuros enviados. Sua tarefa não se limita simplesmente no abençoar e no enviar, mas a imposição de mãos cria uma espécie de cordão umbilical, de compromissos entre a igreja e o missionário.


Por isso, não basta enviar o missionário. O que temos visto hoje em dia é missionário sendo enviados para os campos com muito entusiasmo, mas, às vezes, sem aquele planejamento seguro e, nos tempos seguintes, começam a enfrentar sérias dificuldades, porque muitas igrejas ou mantenedores não têm correspondido com a paternidade missionária.


Parece ser bonito enviar missionários e de fato é. Mas, ao mesmo tempo, é preciso pensar nas conseqüências advindas da imposição de mãos. A responsabilidade missionária precisa ser uma realidade na vida de quem envia e de quem está sendo enviado.


O apoio moral, espiritual e material, ou seja, o compromisso de interceder pelos missionários, o sustento financeiro, a comunicação com os missionários por meio de cartas, etc., são fatores que não podem ser esquecidos pela Igreja do Senhor. Vamos fazer missões, mas vamos fazer com o coração e a alma inteiramente apaixonados.


Concluindo


Gostaria que o leitor refletisse sobre o acabara de ler e que colocasse em prática tudo aquilo que for de sua competência, como servo ou serva de Deus. Se a Igreja prometeu auxiliar algum missionário, examine o que tem realmente feito. Medite nas palavras do missionário Paulo: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho e da graça de Deus", Atos 20. 24.

QUEM IRÁ?

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terça-feira, 29 de setembro de 2009

APRENDIZAGEM DE LÍNGUA

(Este texto foi produzido pelo Missionário Ronaldo Lidório e está publicado no site: http://www.antropos.com.br/)


Escrevo este texto tendo em mente aqueles que têm pela frente a tarefa de aprender com fluência uma língua local e fariam bom uso de algumas orientações gerais bem como de uma proposta de prática de aprendizado.

Aprender uma língua é um processo complexo que envolve contato e trânsito cultural, centenas de horas de trabalho duro, estudo intencional e um claro alvo em mente. Ou seja, ninguém chega lá se não estiver motivado. Tire tempo para ver o valor e relevância da língua a ser aprendida em sua vida e ministério antes de dar o primeiro passo. Certifique-se que está disposto a investir parte dos seus próximos anos nesta jornada.

A relevância do aprendizado e uso da língua falada pelo povo alvo é acentuada, seja para uma boa interação com o mesmo ou para o desenvolvimento de um projeto ou ministério. Nenhuma pessoa poderá de fato comunicar uma mensagem relevante, profunda e complexa como o Evangelho senão na língua daquele que ouve. Qualquer outra tentativa, mesmo que pontualmente viável, virá com um certo grau de frustração.

Algumas considerações preliminares.

1. O método é importante mas não determinante

Alguns que aprendem bem uma segunda ou terceira língua, bem como aqueles que se frustram na tentativa, costumam atribuir o resultado ao método. Observo, porém, que o método (a técnica mais amiúde) é menos importante do que julgamos. Isto porquê todos nós nascemos com a capacidade de aprendizado de língua, a qual foi aplicada para nos dar fluência em nossa língua materna. Assim vemos pessoas que jamais estudaram ou aplicaram um método específico aprendendo bem uma segunda ou terceira língua, apenas com orientações gerais. Não me refiro aqui à análise de uma língua (ato mais técnico) mas sim ao aprendizado de uma língua (ato mais intuitivo). O método é bem importante, porém não determinante neste processo.

Lembre-se que o aprendizado de uma nova língua não é uma atividade puramente lingüística mas também cultural[1]. Assim, devemos ter em mente que o maior valor no processo de aprendizado está com o povo (que detém o conhecimento da língua) e não na metodologia de estudo da mesma.


2. Invista no método escolhido

O método tem a capacidade de lhe direcionar e não permitir que você perca o foco. O método escolhido (seja um método aprendido ou desenvolvido por você) deve ser claro, simples, objetivo e aplicável. Pense nestas quatro características.

Você deve ser capaz de explicá-lo de maneira objetiva e clara. Se tiver duvidas, simplifique o processo. Se você parte da coleta de termos, composição de idéias e prática, por exemplo, invista nisto durante um bom tempo. Se você utiliza a análise interativa como método, não deixe para trás na primeira dificuldade. Cada pessoa tem um perfil. Adapte o método a você e não o contrário.


3. É mais fácil não aprender a língua

Após alguns meses de ânimo no estudo da nova língua é possível que você seja tentado a perder o foco. Se isto acontecer tudo ao seu redor lhe parecerá mais urgente do que o aprendizado da língua. Pelo fato do aprendizado ser algo contínuo de médio ou longo prazo, será mais fácil desistir. É certo que há alguns apaixonados pelo aprendizado de línguas, mas a realidade é que para a maioria será necessária uma boa dose de disciplina. Após chegar ao nível 1, o mais fácil será jamais sair deste nível. Você já conhece as saudações, os termos chaves, já interage um pouco e não está mais perdido no meio de uma conversa. Mais de 80% dos que se propõe a aprender uma língua não chegam ao nível 3 (de 0 a 5) que é de fluência. Tenha um claro alvo em mente. Talvez seu alvo seja aprender uma língua no nível 1 apenas. Mas, caso seja no nível 3, ou outro acima, mantenha este alvo claro, de forma constante, em sua mente e coração. De toda forma, seja qual for seu alvo, não desista!

Alguns métodos

O aprendizado de língua é um processo que se dá a partir do desejo de se comunicar com o outro que coexiste em um ambiente lingüístico e cultural distinto. Para tal é necessário haver iniciativa, motivação, técnica e perseverança.

Há diversos métodos de aprendizagem de línguas como de Larson[2], Stone, Allison, Marshall[3], Thompson e outros.

Durante anos, na África, a WEC utilizou L.A.M.P[4] com o silogismo baseado em GLUE.

et what you need (obtenha o que precisa)
Learn what you get (aprenda o que você obteve)
Use what you learn (use o que você aprendeu)
Evaluate what you use (avalie o que você usou)


Boa parte dos missionários da WEC e SIM aprenderam as línguas africanas utilizando este silogismo e há vasto material explicativo sobre o assunto passo a passo[5].

GET. (Obtenha)

A idéia é de você observar o que você precisa, ao seu redor, para sobreviver e interagir. As pessoas de sua localidade, por exemplo utilizam o rio para pesca, banho e transporte. A vida gira em torno da aldeia. A floresta é fonte de subsistência. Portanto aí estão alguns dos elementos que procura. Você precisa saber articular rio, igarapé, água, peixe, isca, anzol, canoa, remo, casa, aldeia, mata, caça, comida, fruta... .

Escreva em seu caderno, ao andar pela aldeia ou cidade, o que você (através da observação) percebe que precisa aprender. Use a comunidade (mais que o informante lingüístico) para obter o que você precisa. Neste caso a obtenção será um ato mais informal, diário, relacional.

LEARN. (Aprenda)

Estude e aprenda o que você obteve seja com o informante lingüístico ou com a comunidade. Separe os verbos, os substantivos, liste um vocabulário crescente, entenda o sistema lingüístico daquilo que você obteve. Ouça tudo o que gravou várias e várias vezes, em diferentes horários. Neste caso 20 minutos, três vezes ao dia, lhe renderá bem mais do que uma hora corrida. Seu cérebro absorverá mais, e com menos cansaço, as informações.

USE. (Use)

Para tal é necessário sair e estar com o povo. Use de forma intencional e também não intencional, informal. Use com crianças, conhecidos e também desconhecidos. Teste o quanto eles compreendem suas expressões. Peça para que lhe corrijam. Transite em meio à comunidade e, estando lá, evite utilizar sua própria língua.

Procure selecionar e estar nos ambientes que precisa para aprender. Se naquele dia os termos são mandioca, farinha, beiju, forno e comida, transite pela casa de farinha ou cozinha das famílias mais próximas e use seu vocabulário. Neste momento o importante não é o quanto você analisa (sabe explicar) mas sim o quanto você comunica.

EVALUATE. (Avalie)

Avalie o caminho de seus estudos. Tanto a sua eficácia quanto sua facilidade. Use métodos simples e claros para você. Se necessário simplifique o processo. Avalie os termos aprendidos, a compreensão gramatical e também a prática. Estas áreas precisam estar em equilíbrio.


Os níveis

Seguiremos, para nos guiar, os níveis divididos de 0 a 5. Fiz uma adaptação de algumas escalas para nos dar uma orientação clara da distinção entre eles e facilitar a avaliação ou autoavaliação.

Pontuei cada nível de tal forma que já há neles uma orientação sobre áreas que podem ser desenvolvidas, a cada etapa.

Nível 1

- Possui no mínimo 300 palavras básicas em seu vocabulário inicial.
- Articula bem, foneticamente, este vocabulário inicial, de forma que é compreendido pelo nativo.
- Identifica este vocabulário inicial quando utilizado em meio a uma conversação a qual ele ouve.
- Identifica, assim, o 'assunto' das conversas ao seu redor na maioria das vezes.
- Interage, mesmo que de forma pontual, com frases curtas, em algumas conversas ao seu redor, dentro do vocabulário proposto.
- Consegue utilizar o vocabulário inicial na composição de frases curtas, de saudação e de perguntas e respostas objetivas.
- Consegue associar algumas frases curtas, formando frases maiores.
- Consegue ser compreendido e subsistir (de forma simples) em uma comunidade apenas com a língua estudada.
- Consegue manifestar seus desejos básicos como fome, sede, sono, descanso e outros.
- Conhece os numerais básicos.
- Conhece as cores básicas.
- Consegue articular bem sobre forma e localização de objetos e pessoas.
- Consegue falar sobre o clima e a família.
- Consegue distinguir e identificar os principais membros da família.

Nível 2

- Possui no mínimo 600 palavras básicas em seu vocabulário.
- Articula bem, foneticamente, este vocabulário de forma que é compreendido pelo nativo.
- Identifica este vocabulário quando utilizado em meio a uma conversação.
- Identifica o 'assunto' e detalhes (desenvolvimento) das conversas ao seu redor.
- Interage com frases completas nas conversas ao seu redor.
- Desenvolve frases não memorizadas, associando palavras e frases curtas, de forma inovadora (não planejada) em uma conversa.
- Não necessita de sua língua materna para conseguir descobrir novos termos e significados na língua estudada, a não ser em casos complexos.
- Consegue manifestar seus desejos mais complexos como aprendizado, amizade, relacionamento, privacidade e outros.
- Consegue conversar (conversação com uma outra pessoa) sobre assuntos específicos, pré-escolhidos, de forma tranqüila e com boa compreensão mútua.
- Consegue articular bem sobre elementos concretos dentro e fora da comunidade.
- Consegue distinguir todos os membros da família, suas funções e relações.

Nível 3

- Possui no mínimo 1.000 entradas básicas em seu vocabulário.
- Desenvolve uma conversação fluente em qualquer área da vida diária, com uma pessoa ou entre um grupo.
- Interage sempre com frases completas e explicadas. Faz perguntas e provê respostas em plena interação com o grupo que conversa.
- Explica, gramaticalmente, o fundamento da língua como tempos verbais, preposições e uso dos adjetivos.
- Produz frases sem cansaço ou dificuldades, montando pensamentos de forma livre, não pre-memorizada.
- Interage plenamente na língua estudada não necessitando de sua língua materna para pesquisa ou compreensão. Significados culturais ou lingüísticos são explicados na própria língua alvo.
- Consegue manifestar seus desejos mais complexos. Consegue também explicá-los e aplicar esta explicação em um contexto próprio, para quem lhe ouve.
- Consegue discursar em um certo assunto durante 30 minutos, sem dificuldades.
- Participa integralmente de uma reunião para discussão de idéias.
- Consegue conversar (conversação com uma pessoa ou um grupo) sobre assuntos não específicos, não pré-escolhidos, de forma tranqüila e com boa compreensão mútua.
- Consegue articular bem sobre elementos concretos bem como sobre elementos subjetivos dentro e fora da comunidade.
- Consegue desenvolver um discurso familiar aceitável para um membro da família.


Nível 4

- Pensa na língua alvo.
- Possui mais de 2.000 entradas básicas em seu vocabulário.
- Desenvolve uma conversação fluente em qualquer área da vida diária bem como em assuntos específicos da história do povo.
- Consegue explicar mitos e lendas do povo, de tempos recuados, levantando perguntas e expondo pensamentos.
- Faz piadas na língua de forma natural.
- Explica seus pensamentos e idéias sem dificuldades. Pondera sobre eles com o grupo.
- Consegue manifestar, explicar e conversar sobre assuntos complexos como medo, esperança, compreensão, tolerância, violência.
- Consegue discursar em um certo assunto durante um tempo ilimitado, sem dificuldades.
- Participa integralmente de uma reunião para discussão de idéias. Questiona e explica idéias.
- Articula facilmente sobre elementos concretos e subjetivos da sociedade, sua religiosidade, seus tabus e seus valores.
- Desenvolve um discurso familiar pleno, como um membro da família.

Nível 5

- Pensa e fala tanto em sua língua materna como na língua alvo, de forma fácil e natural, sem reservas.
- Possui um vocabulário compreensivo, não descobrindo mais do que 10 novas palavras ao ano em meio a conversações.
- Desenvolve uma conversação fluente em qualquer área da vida, em assuntos da história do povo e em assuntos relacionados aos valores culturais do povo.
- Consegue explicar os mitos, lendas, valores e nuances culturais do povo.
- Interage e se comunica bem em qualquer nível de discurso.
- Faz piadas na língua de forma natural e também as ouve e compreende de forma natural.
- Explica seus pensamentos e idéias sem dificuldades. Compreende pensamentos e idéias do outro, ou do grupo, sem dificuldades.
-Consegue discursar por tempo ilimitado, sem cansaço, sem perda de fluência ao final do dia.
- Articula plenamente sobre elementos concretos e subjetivos da sociedade, religiosidade, valor pessoal, tabus e outros.
- Desenvolver um discurso familiar pleno. É um membro da família e ensina a outros os valores da sua família.

Sugestão básica para iniciantes

Qualquer um, com ou sem um curso de aprendizado de línguas, pode seguir um método básico e iniciar o aprendizado de uma língua alvo. Os princípios gerais são muito parecidos de método para método. Proveremos abaixo uma orientação básica para aqueles que desejam iniciar.

Entendemos que é necessário primeiramente organizar a sua agenda, seu horário diário. Proporemos aqui 15 horas semanais (60 mensais), que é uma abordagem para aqueles que possuem uma outra atividade principal a ser também desenvolvida paralelamente ao estudo da língua, seja no lar ou fora dele. Sugerimos o dobro (30 horas semanais) para quem possui condições de focar ou priorizar o aprendizado da nova língua, sem grandes atividades paralelas.

Formato.

Tomaremos como sugestão geral 15 horas semanais pois esta talvez seja a realidade da maioria que se organiza entre outras tarefas para aprender uma nova língua.

Assim o formato seriam 3 horas diárias, de segunda a sexta, perfazendo as 15 horas semanais. Diariamente seriam distribuídas da seguinte forma: uma hora com o informante, uma hora de estudo individual com os dados colhidos, uma hora de prática. Ao longo de 1 ano (com 10 meses de estudo) você terá estudado (e praticado) 600 horas.

Escolha o melhor horário para sua hora com o informante, especialmente pensando no informante em si. Inicialmente o casal pode compartilhar este momento, porém é possível que o desenvolvimento de um seja mais rápido que do outro e assim o tempo seja, em um segundo momento, melhor aproveitado separadamente. Ser houver dificuldade de manter o informante atento ou assíduo combinem este momento (casais ou amigos) para aproveitarem melhor cada oportunidade.

Escolha o melhor horário para seu estudo individual. Preferencialmente um momento tranqüilo em um ambiente no qual você possa ouvir o que gravou, ler em voz alta o que escreveu e praticar sem problemas.

Escolha o melhor horário para o povo, para praticar. Dê preferência ao momento em que estão mais tranqüilos mas também os acompanhe em suas atividades diárias. Se você puder ajudá-los em algumas de suas tarefas diárias poderá também utilizar este momento para sua prática do dia.


Com o informante

Preparem-se com gravador (alguns preferem o digital com entrada de USB, para o notebook), caderno de anotações e um ambiente tranqüilo, se possível.

Preparem as lições com antecedência. Se puder, prepare-as com o informante ou pelo menos mencione os assuntos para que ele tenha tempo de pensar em como melhor explicá-los.

Seja flexível. Se o informante não aparecer, ou estiver muito indisposto naquele dia, utilize o material que você dispõe para o estudo e prática. Se a pontualidade e disposição do informante forem problemas em seu contexto pense em contratar 2 ou mais informantes.

Deixe que o informante sugira o dia e hora de estudo. É importante que ele se sinta a vontade e motivado. Planeje (e deixe claro em acordo verbal, ao menos) o pagamento que ele receberá. Anote em um caderninho as horas estudadas com ele e o pagamento a receber ou recebido, sempre anotando perante ele para que tenha oportunidade de tirar alguma dúvida ou fazer sugestões sobre o pagamento.

Confira os dados do informante com o povo local a fim de avaliar o quão são acurados.

Grave toda a lição. Depois você poderá retirar o que lhe for mais útil e separar em um arquivo específico.

Escreva os dados obtidos. Seja em um notebook ou um caderno de estudos, trabalhe fazendo um rascunho que depois poderá ser melhorado. Não gaste tempo demais, com o informante, organizando seu material.

Tenha momentos de revisão de todo o material pelo menos a cada 15 dias, com o informante. Seria uma revisão geral a cada duas semanas com o objetivo de recapitular com o informante os dados colhidos e como estão sendo utilizados.

Ao preparar uma sessão (não mais do que 1 hora e meia por dia, a não ser em caso de um informante muito qualificado ou disponível) pense em um tema colhido da vida diária, especialmente se você estiver no nível 1 ou 2. Por exemplo, o beiju. A sessão, assim, deve circular entre os elementos (roça, mandioca, colheita, ralo, farinha, tipiti, massa, forno, beiju etc), e as atividades (roçar, plantar, colher, escolher, descascar, ralar, torrar, fazer, comer etc). Nos níveis 3 em diante acrescente também os valores (dignidade, saciedade, segurança alimentar etc). Desta forma você poderá focar bem no que deseja aprender naquela sessão.

Numa sessão você pode ter perguntas objetivas (leve um vocabulário a aprender), uma atividade a ser feita com ele para colher informações não planejadas (desenhos, figuras, representações etc) e prática pontual (normalmente fonética) além de construção gramatical (discussão para compreensão da estrutura da língua). Sessões bem preparadas são um grande impulso para o aprendizado.

No estudo individual

Organize seu material de forma contínua (tenha um método de arquivamento) e clara, para que possa ser rapidamente encontrado. Planeje primeiro a forma que você irá se organizar e siga seu método.

Você pode separar arquivos utilitários. Por exemplo, um para termos (vocabulário), outro para frases (desenvolvimento), outro para verbos e assim por diante. Poderia ser algo como:
a) Entradas gerais – termos coletados
b) Frases simples e complexas
c) Verbos e aplicações em frases simples e complexas
d) Gramática geral
e) Sessões com o informante

Se não tiver um computador você pode separar cadernos para cada área. De toda forma siga uma organização compreensível e simples para você.

Inicie o estudo individual organizando rapidamente seu material e repassando a lição do dia aprendida na sessão. Ouça os termos principais gravados, repasse e memorize o significado, junte o que foi aprendido das sessões anteriores.

Retire um momento (normalmente não menos do que 20 minutos por dia) para estudo e compreensão gramatical.

É importante saber que, em relação a uma língua, a quantidade de material colhido não é determinante para a fluência mas sim o domínio que você tem do material estudado. Assim não se preocupe em cobrir muitas áreas, termos, expressões. Preocupe-se em dominar aquelas que você estuda.

Separe os termos ou frases nos quais você tem dificuldade fonética. Divida-os em partes menores e faça exercícios de prática fonética.

Separe os termos ou frases nos quais você tem dificuldade de compreensão gramatical. Estude-os posteriormente e separadamente.


Na prática diária

Gaste a primeira meia hora praticando aquilo que você estudou e aprendeu.

Gaste a outra meia hora inovando, testando novas formas, ouvindo e percebendo as nuances da língua.

Apesar de você separar apenas 1 hora diária para tal prática deverá aproveitar as oportunidades para se expor ao contexto em que a língua é falada de maneira informal. Exposição contínua a uma língua é um ato dos mais benéficos para o seu aprendizado. Se puder aumente para 2 ou 3 horas este tempo de exposição e prática e o ganho será maior.

Tenha amigos preferenciais. São aqueles que gostam de lhe ouvir, lhe corrigir ou simplesmente interagir com você. Transite entre eles durante sua prática diária.

Tenha cuidado de não se aproximar demasiadamente, nesta altura, de pessoas que não utilizam o dialeto que você estuda, em caso de distinção dialetal.

Volte de sua prática tendo em mente (e escrevendo) aquilo no qual você progrediu, se comunicou bem, e aquilo que precisa de investimento, seja na fonética ou na gramática.

Avaliação

Você deve ter um método de avaliação ou pedir que alguém o avalie. É importante saber onde está, quais são os pontos fortes e fracos, antes de ir em frente durante um tempo prolongado.

Retire um tempo, a cada três ou quatro meses, para avaliar também sua motivação e disciplina no estudo da língua. Não caminhe sozinho. Partilhe suas limitações e dificuldades com alguém a fim de que possa melhor superá-las.

Relembre, com freqüência, seus alvos e o quanto a língua lhe ajudará. Você precisará de persistência, disciplina e organização durante todo o processo. Ao longo do caminho a recompensa virá. Você sempre se lembrará daquele dia no qual conseguiu se expressar bem, foi compreendido, houve interação e você então se sentiu mais perto do povo.

Escrito por Ronaldo A Lidório

[1] Leia o texto de Hesselgrave – Comunicação verbal e não verbal http://www.antropos.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=82&Itemid=26
[2] Larson 1984: Guidelines for barefoot language learning (in Bibliography (Language Learning)
[3]Marshall 1989: The whole world guide to language learning (in Bibliography (Language Learning)
[4] Brewster and Brewster 1976: Language acquisition made practical (LAMP): Field methods for language learners





segunda-feira, 28 de setembro de 2009

DESAFIOS MUNDIAIS

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SOU EU ÚTIL NA OBRA MISSIONÁRIA?


Uma das coisas que nos dá prazer é sermos úteis. Isto nos faz sentir que não somos um zero à esquerda. Deus não nos fez para sermos inúteis, ao contrário, Deus nos salvou e chamou para si como o seu povo para adorá-lo, e também para sermos luz às nações. Aqueles que são chamados do mundo são enviados de volta a ele como testemunhas. Proclamar o evangelho é uma tarefa de todos.

A evangelização dos povos é uma tarefa imperativa, intransferível e inadiável. A grande questão é:


O que eu posso fazer por missões?

Minha vida é útil na tão grande obra de levar as Boas Novas do Evangelho ao mundo?

Como posso participar dessa gloriosa e urgente tarefa?

Onde eu me enquadro no projeto de Deus para alcançar aqueles, por quem Cristo morreu?

Como ser útil no trabalho missionário?


Primeiro, posso orar intercedendo por missões.


A oração toca o mundo inteiro. Ela não tem fronteiras geográficas, barreiras lingüísticas nem preconceitos culturais. Pela oração podemos nos envolver com os povos da terra; pela oração podemos inflamar nosso coração pela obra de Deus; pela oração podemos sustentar espiritualmente os missionários que estão na linha de frente. Não existe obra missionária vitoriosa sem oração. Não existem obreiros fortes e poderosamente usados por Deus sem intercessão. A oração é um dos mais importantes trabalhos que a igreja pode fazer por missões, pois quando a igreja ora, o próprio Deus age com poder na realização da sua obra. Pela oração vem o poder do Espírito Santo à igreja. Pela oração as portas para a evangelização são abertas. Pela oração os missionários são encorajados. As coisas mais importantes que Deus realiza na terra, ele o faz mediante as orações do seu povo.


Segundo, posso ofertar, contribuir para missões.


A devoção do nosso coração é medida pela liberalidade do nosso bolso. Não há coração aberto onde o bolso está fechado. A Bíblia diz que onde está o nosso tesouro, aí estará também o nosso coração. Não há amor por missões onde a contribuição missionária inexiste. O nosso amor por Deus e pela sua obra é proporcional à disposição que temos para investir na evangelização dos povos. O melhor investimento que podemos fazer é contribuir com missões, pois quem ganha almas é sábio. Quem contribui com missões faz uma semeadura com colheita garantida e de resultados eternos.


Não podemos separar nossa espiritualidade da contribuição. Quando entregamos o dízimo de Deus e ofertamos com alegria, estamos nos tornando cooperadores de Deus na implantação do seu reino. Quando sustentamos missionários em nossa Pátria e fora dela, estamos segurando a corda para que outros desçam para resgatar vidas, aonde jamais poderíamos chegar. A igreja é um corpo. Um membro não pode fazer todas as atividades. Logo, cada membro deve cooperar com os outros membros para que todo o corpo seja suprido. Deus dá à sua igreja diversos e diferentes dons. Todos são missionários; uns devem ir, outros devem ficar, mas todos devem contribuir.


Terceiro, posso ir por todo o mundo e pregar o evangelho.


Na igreja primitiva Deus separou os melhores obreiros e os enviou a pregar. A igreja enviadora ficou na retaguarda e eles foram desbravando campos, ganhando vidas para Cristo e plantando igrejas. Em menos de cinqüenta anos, o Império Romano foi evangelizado. Hoje, os desafios são enormes. Há portas abertas em todo o mundo e também portas que estão sendo fechadas. Devemos rogar ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara. Nós e nossos filhos podemos ser levantados e enviados por Deus para pregar sua santa Palavra, aqui, ali e além fronteira. Fazer a obra de Deus não é um sacrifício, mas um privilégio.


Conclusão:


Sou útil na obra missionária? Claro que sim. Só não são úteis os que conscientemente se omitem de deixarem-se usar por Deus.


Carlos Stud disse acertadamente: "Se Jesus Cristo é Deus (e Ele é) e ele deu sua vida por mim, nenhum sacrifício é grande demais que eu faça por amor a ele".


Nenhuma missão na terra é mais nobre, mais importante, mais urgente e mais compensadora do que a obra missionária.


Querido irmão (ã), você é útil sim. Não importa sua idade, sua condição financeira, sua condição física.


Você pode orar, contribuir ou ir. Basta você querer. Você quer? Então, seja útil.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

O LUGAR DA ORAÇÃO NA OBRA MISSIONÁRIA

Como qualquer obra que possamos fazer no reino de Deus a oração tem um lugar especial. Sem oração é quase impossível fazer com sucesso algo de natureza espiritual.


Com a oração nós servimos a Deus e à sua obra. Através da oração, Deus serve-se de nós para a sua obra, porque Ele só opera em resposta à oração do homem.


A oração é uma das formas mais fáceis colocada por Deus ao nosso alcance para contribuir para a obra missionária. Você pode não ir, nem contribuir financeiramente, mas você pode orar a favor da obra missionária.


1. A oração é o umbigo da visão missionária (Atos 13: 1-4).


· A oração foi o ponto de partida da missão de Jesus na terra como homem. Jesus abriu o seu ministério com oração e jejum. A Bíblia diz: “E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.”( Mateus 4:2).


· A oração move a mão de Deus para o levantamento de obreiros para a obra missionária. “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque andavam desgarradas e errantes, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”( Mateus 9:36-38).


Na obra missionária, a oração tem lugar em três vertentes para as quais somos convidados a orar:


A oração na chamada.


“Enquanto eles ministravam perante o Senhor e jejuavam, disse o Espírito Santo: Separai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” (Atos 13:2).


• A oração sempre teve lugar na chamada missionária. É no momento de intimidade com Deus que Ele transmite a sua vontade e o seu plano para uma chamada missionária.


• Quanto mais intimidade temos com Deus, mais fácil poderemos ouvi-Lo chamar-nos para a obra missionária.


• Sem a nossa oração, muitas pessoas que andam na igreja teriam dificuldade em descobrir a sua chamada missionária.


2) A oração no envio.


“Então, depois que jejuaram, oraram e lhes impuseram as mãos, os despediram.” (Atos 13:3).

• Na sua palavra Jesus Cristo deu a responsabilidade à Igreja de orar para que fossem enviados obreiros para a sua seara. A omissão desta responsabilidade faz com que a seara seja cheia de obreiros que não são enviados por Deus.


• Um crente que levanta os seus olhos e vê a multidão que caminha para uma eternidade perdida, não pode ficar quieto e não pedir a Deus em oração que Ele envie obreiros para os campos maduros.


• É preciso pedir a Deus que nos encha da sua compaixão para que assim desperte em nós a oração pela obra missionária. Se não seremos semelhantes a muitos líderes mundiais que vêem, mas não têm nem amor, nem compaixão e não podem fazer nada a favor da humanidade.


3) A oração na conquista.


Deus trabalha com o homem para a transformação dos outros. “Nós não somos mais do que cooperadores com Deus...”(1Coríntios 3:9).


• Deus quer salvar os perdidos e conquistar nações para Cristo através da nossa oração e do nosso evangelismo.


• Nós pedimos a Deus (em oração) a execução do seu plano na vida dos perdidos, usando-nos a nós (pelo evangelismo). (Atos 4:29-30).


• A oração abre as portas da grande comissão.


• Muitos missionários responderam à chamada, foram enviados, mas agora precisam conquistar as almas para Cristo. Para tal necessitam diligentemente das nossas intensas orações.


1. A oração na visão missionária é como o cinto que segurava as vestes do sumo-sacerdote.
“Estejam cingidos os vossos lombos e acesas as vossas candeias.” (Lucas 12:35).


• Sem o cinto a segurar o seu longo vestido, o sumo-sacerdote teria muito incómodo para cumprir as suas tarefas.


• Sem a oração, toda a estratégia missionária é condenada ao fracasso. Esta é a razão pela qual todos os crentes devem fazer da oração pelas missões uma prioridade.


2. A oração pela obra missionária muda as circunstâncias e o “status-quo” da sociedade. (Atos 16:16-22, 19:23-41).


• Existem barreiras espirituais, tradicionais e culturais que impedem a entrada no campo missionário.


• Não podemos remover barreiras espirituais só com as estratégias e estruturas, é preciso oração.


• Algumas barreiras estão tão enraizadas, e têm por traz uma entidade espiritual que as fortalece. É preciso oração de guerra para derrubá-las.


3. A oração abre os olhos da paixão missionária, e a paixão faz as coisas acontecerem.


De noite apareceu a Paulo esta visão: estava ali em pé um homem da Macedônia, que lhe rogava: Passa à Macedônia e ajuda-nos. E quando ele teve esta visão, procurávamos logo partir para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciarmos o evangelho.” (Atos 16:9-10).


• A paixão pode nascer através de várias vias: pregação, visitação, informação, preocupação, compaixão, etc.


• Portanto é necessário abrir os olhos da paixão e ver o invisível através da oração missionária.

4. Há surpresas inesperadas que surgem no campo missionário que só podem ser superadas com o poder da oração.


Paulo sabia o significado disso e não hesitou em pedir: “ Rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas vossas orações por mim a Deus.” (Romanos 15:30).


• É importante haver companheiros de oração para aqueles que estão nos campos missionários. Vamos alistar-nos!


• A oração para os missionários e os companheiros de oração, é como uma sociedade (lutando junto) no ministério.


Portanto concluo que a oração tem um lugar preponderante na obra missionária. Aceitemos este desafio, pois a responsabilidade de orar para a obra missionária nos é incumbida pelo senhor Jesus. Ele disse: “...Rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara”. (Lucas 10:2).

Missionário Desconhecido

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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

COMO UMA IGREJA PEQUENA PODE FAZER MISSÕES



(Este texto foi extraído do livro: “A IGREJA LOCAL E MISSÕES” - de autoria do Pr. Edison Queiroz)
Quando Prego e desafio pastores a levar suas igrejas à tarefa de missões mundiais, sempre sou questionado se é possível a uma igreja pequena fazer missões. A minha resposta sempre é afirmativa. Uma igreja pequena pode e deve fazer missões. A seguir, seis passos para uma igreja pequena fazer missões.

1 - Confie no grande Deus

Devemos entender que o plano de Deus para a igreja, não importa o seu tamanho, é a implantação do seu reino por meio de pregação do evangelho a todas as nações. O que faz a diferença é o tamanho de nosso Deus. Ele disse: “Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei cousas grandes e ocultas, que não sabes” (Jr 33.3). A Bíblia afirma que Deus “é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos, ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós” (Ef 3. 20-21).

Às vezes olhamos para nossa incapacidade e fraqueza, para o tamanho de nossas igrejas, para a situação financeira e ficamos desanimados, dizendo que é impossível. Mas isso está errado! Precisamos olhar para Deus e crer em seu poder, pois ele é grande e quer fazer coisas grandes. Do nada ele cria tudo! Aleluia! Precisamos orar como o rei Josafá: “Porque em nós não há força...porém os nossos olhos estão postos em ti” (2 Cr 20.12). Aqui está o segredo da vitória: tire os olhos das circunstâncias e coloque-os no grande Deus, e ele transformará nossas igrejas em verdadeiras bases missionárias.

2 - Inicie um movimento de oração

Por meio da oração, a igreja pode fazer um movimento missionário e atingir nações. Desafie os membros de sua igreja a orar em casa, no trabalho, nos momentos de folga, na igreja, etc. Pela oração, vidas serão tocadas por Deus; portas, abertas; missionários, abençoados; vidas, salvas. Mais adiante darei alguns passos práticos para o início de um grande movimento de oração em sua igreja, não importa o tamanho dela.

3 - Treine os crentes para a evangelização pessoal

Descobri uma coisa interessante em meu ministério: os crentes não evangelizam porque não sabem fazê-lo. Antigamente eu pensava que se tratava de falta de consagração, de falta de fé, de desânimo etc., mas logo descobri que o grande problema era a falta de um ensino prático.

Certo domingo preguei, sobre a importância de o crente ganhar vidas para Cristo. Durante minha pregação exortei a igreja, afirmando que todo crente deve ser um ganhador de almas e que o crente que não ganha almas está em pecado, etc. Após o culto um jovem venho falar comigo e disse: “Pastor, você fica o tempo todo nos dando chicotadas do púlpito, nos exortando a ganhar vidas para Cristo, mas nunca nos ensinou a fazê-lo.”

Confesso que tive de reconhecer meu erro e dar a mão à palmatória. Pedi perdão àquele jovem e disse que iria providenciar o treinamento. Naquela época convidei a equipe da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo para vir dar um treinamento de evangelização e discipulado para a igreja; telefonei-lhes e perguntei se tinha um treinamento para a igreja.

Eles me informaram que sim e que necessitavam de um período de 12 horas/aula. Agendei o mês de outubro e usei o tempo do culto e da escola dominical nos quatro domingos daquele mês para o treinamento. Foi maravilhoso o trabalho do Espírito Santo, que levou os crentes a entender que podem pregar o evangelho.

No terceiro domingo de treinamento, preparamos uma surpresa para os membros da igreja.

Cheguei mais cedo com a Equipe da Cruzada, colocamos uma mesa na calçada da igreja, fechamos o portão e esperamos os crente chegarem.

Cada um que chegava perguntava: “O que aconteceu, pastor? Não haverá treinamento hoje?” Logo explicávamos que iríamos fazer uma experiência e enviávamos pares a evangelizar na praça; pedimos que voltassem ás 11h para darem testemunhos.

Lembro-me do testemunho de um diácono que falou com lágrimas nos olhos: “Pastor, sou crente há mais de 30 anos e nunca alguém orou comigo entregando a vida a Cristo, mas nesta manhã eu tive a alegria de ver alguém orando comigo, convidando Cristo para entrar em sua vida. Aleluia!”.

Hoje o treinamento em evangelização faz parte da instrução dos novatos na Escola Dominical, e a meta é que todos os membros da igreja saibam explicar o plano de salvação, levar uma pessoa a orar recebendo Cristo como Senhor e Salvador e dar os primeiros passos no discipulado.

4 - Desafie pessoas para o campo missionário

Mediante pregação, ensino, recomendação de livros, etc., você pode desafiar pessoas a se entregarem para a obra de missões. Creio que em toda igreja há pessoas vocacionadas para o campo missionário. Então pregue, desafie e procure identificar essas pessoas, dando-lhes o apoio necessário no discipulado pessoal, no encaminhamento para o preparo adequado. Não somente desafie, mas também apóie os vocacionados. Muitos pastores estão pecando ao deixar de apoiar , ajudar e orientar aqueles que têm sido chamados por Deus para a obra missionária. Talvez por medo de perderem o lugar, por ciúmes ou por irresponsabilidade. Se há em sua igreja algum membro chamado por Deus para o ministério, dê-lhe todo apoio, pois você estará colaborando para a expansão do reino de Deus. Não tema ! O mesmo Deus que o colocou no ministério é poderoso para mantê-lo ou tirá-lo dele, de acordo com sua soberana vontade.

5 - Desafie os crentes a contribuir financeiramente

Uma igreja pequena pode fazer muito para missões mediante contribuição financeira dos seus membros. Deus não está olhando para o tamanho da sua oferta, mas sim para o tamanho do coração da pessoa que deu a oferta. Lembra-se da oferta da viúva pobre? Sua oferta foi maior que as das outras pessoas porque ela deu todo o coração (Lc 21. 1- 4).

Além disso Deus é poderoso para multiplicar qualquer oferta, como ele fez na multiplicação dos pães. Eu sou testemunha disso. Deus faz milagres nas finanças da Igreja quando esta coloca missões em primeiro lugar. Mas adiante quando falar sobre finanças, vou contar alguns desses milagres.

Conheço famílias que estão sustentando parentes no campo missionário. Muitas vezes, quando encontro algum missionário, pergunto-lhe: “Quem está sustentando?” De vez em quando, a resposta é: “Meus pais, meus irmão, etc.” Então pergunto: Quantos são? Às vezes, cinco ou seis pessoas estão se unindo e sustentado um missionário no campo. Qual o tamanho da sua igreja? Mesmo que seja de cinco ou seis pessoas, se elas forem desafiadas e assumirem a responsabilidade, poderão se unir e sustentar missionários no campo, assim como algumas famílias estão fazendo. Desafie o seu povo a contribuir financeiramente!

6 – Associe sua igreja a outra para enviar missionários

Uma igreja pequena pode fornecer pessoas e dinheiro para a obre de missões. Mas, às vezes, não tem condições de levantar todo o sustento financeiro necessário; portanto, poderá se unir a outra igreja e, juntas, enviar o missionário. Vou contar uma experiência marcante em minha vida. O pastor de uma igreja pequena veio à nossa convenção missionária e foi desafiado a fazer missões por meio de sua igreja. Voltou disposto a fazer de sua igreja uma igreja missionária. Desafiou o seu povo, e a resposta veio. Iniciou-se um movimento de oração e de contribuição financeira. Quando arrecadaram o dinheiro das ofertas mensais para missões, não sabiam como aplicá-lo e, então, pediram à nossa igreja a oportunidade de participar do sustento de uma de nossas missionárias na África. Consultei nossa igreja, e todos com alegria aceitaram formar uma sociedade com a outra igreja para, juntas, sustentarmos a missionária. Agora, aquele mesmo pastor está partindo para o campo, e as duas igrejas juntas vão participar do seu sustento.

Uma igreja pequena pode e deve fazer missões. Tudo depende de ser desafiada, de receber a visão e de aceitar a responsabilidade.

“A IGREJA LOCAL E MISSÕES” - Edison Queiroz (Extraído)

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PORQUE CONTRIBUIR PARA O TRABALHO MISSIONÁRIO?

Porque somos um povo comprometido com Jesus Cristo e sua ordem é: IDE... PREGAI... ENSINAI...(Mateus 28.19,20).

Porque na parábola dos talentos aprendemos que aqueles que aplicaram seus talentos dobraram-nos; mas aquele que o escondeu, perdeu-o.

Porque queremos fazer a vontade de Deus e sabemos que “Missões” está no coração de Deus: Ele deu Seu Filho.

Porque o Brasil e o mundo são campos brancos para a ceifa. Muita terra há para ser conquistada. Há aproximadamente 222 municípios no Brasil com menos de 2% de evangélicos; há pequenas congregações e igrejas, sem pastores; há seminários sem recursos, há obreiros sem sustento digno; há 114 povos indígenas totalmente não alcançados; há 8.000 povos no mundo que ainda não ouviram falar de Jesus; há 3.000 línguas que não possuem nem João 3.16 traduzido.

Porque somos desafiados a engajar nesse projeto divino: a proclamação do Evangelho a tempo e fora de tempo;

Porque há novos trabalhos a serem iniciados, igrejas a serem organizadas, almas para serem salvam, vidas a serem treinadas, obreiros para chegarem ao campo;

Porque a nossa vida, nossos bens e recursos não são realmente nossos. Eles são do nosso Pai Celestial e estão em nossas mãos para administrarmos e são indispensáveis para o avanço do Evangelho.

Porque a responsabilidade é nossa. Se contribuirmos, o missionário pode ir, pode pregar, vidas podem ser salvas;

Porque conhecemos a Palavra de Deus. Se quisermos demonstrar o nosso amor a Jesus, façamo-lo de modo prático: ORANDO, CONTRIBUINDO, ENVIANDO.

Diga “sim”, pode contar comigo, Senhor! Que estas palavras possam arder em seu coração.

“Entre no céu como alguém que tem uma herança para receber, possibilitada pelas contribuições feitas, enquanto viveu aqui na terra. Ou você será um pobretão por não ter enviado nada para lá, enquanto viveu?” (Oswald Smith).

Como missionário de retaguarda você pode: INTERCEDER E CONTRIBUIR.

A oração é a primeira coisa e a mais importante. Através da oração, o missionário tem respaldo espiritual. A oração é uma arma poderosa contra Satanás, tanto para nós mesmos, como também, para defender os obreiros que estão na linha de frente. Oração constante. Oração fervorosa.

O missionário é fortalecido no campo através das orações dos irmãos. Pense nisso.

Por que não decide hoje a assumir a responsabilidade de interceder diariamente por um missionário?

Além da oração, o missionário precisa de sustento material. Esse sustento deve ser dado através de contribuições financeiras.

Apresento-lhe um método eficiente para fazer isso. É a “Promessa de fé”. Você faz a Deus uma promessa de dar uma quantia para obra missionária, pedindo a Ele que lhe dê a quantia.

Você orará a cada mês por aquela quantia e esperará que Deus lha dê. A oferta da Promessa de Fé é um método bíblico de recolher ofertas e Deus abençoa. (Cor. 8.9) Ele não fica devendo nada a ninguém.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CAMBOJA E LAOS - UM DESAFIO MISSIONÁRIO



CAMBOJA

Localizado no Sudeste da Ásia, o Camboja está na Janela 10/40 (faixa que compreende os países menos evangelizados do mundo), e faz fronteira com a Tailândia, o Vietnã e o Laos. Dos 14,7 milhões de habitantes, cerca de 10% vivem na capital Phnom Penh. A religião da maioria da população é o budismo, com 85,6% de seguidores. Apenas 1,3% são, oficialmente, cristãos e estão agrupados nas mais variadas denominações. Os batistas estão presentes no país desde 1953. A União Batista do Camboja, fundada em 1995, tem cerca de 7.800 membros cadastrados em aproximadamente 280 igrejas ou congregações (cerca de 30 pessoas por igreja), segundo dados da Aliança Batista Mundial.


Contexto social é uma oportunidade


O Camboja é uma das nações mais pobres da Ásia. O enfraquecimento econômico, e consequentemente social, deu-se após uma revolução que colocou militares extremistas no poder em 1975. Nos quatro anos seguintes foram perseguidas as classes mais altas da sociedade, onde estavam os principais opositores do regime, e as religiões – inclusive o budismo – foram banidas. Estima-se que cerca de 1,7 milhão de pessoas morreram, vítimas de algum tipo de perseguição. Somente no final da década de 1980 o regime foi derrubado.


Com o enfraquecimento populacional, veio também o cultural e o econômico. Atualmente, o Camboja é o país que mais recebe assistência, por habitante, das Nações Unidas e é mantido pela agricultura de base (cultura de frutas, cereais e verduras) e pela indústria da pornografia. A nação possui o “título” de maior índice de abandono infantil da Ásia e, por isso, várias prostitutas são crianças abaixo da faixa dos 10 anos.


Entretanto, a queda do regime militar possibilitou a reabertura das portas do Camboja para o cristianismo. Em 1990, os vários grupos cristãos receberam autorização para regressarem ao país. Hoje, a liberdade religiosa no Camboja está aumentando e o país apresenta-se como uma grande oportunidade missionária. Vários grupos cristãos têm visto as situações moral e espiritual da sociedade local não como uma barreira, mas também como uma ponte para atuarem em programas de assistência médica, social e espiritual, entre outros. Há, ainda, a necessidade de treinar os pastores e líderes cristãos, pois a perseguição imposta aos setores mais intelectualizados da sociedade estagnou a produção educacional da nação.


O Camboja espera por vocacionados nas áreas social (programas educativos e médicos), esportiva (especialmente o futebol) e teológica (criação de seminários e treinamentos).






LAOS

A República Popular Democrática do Laos também fica no Sudeste da Ásia e faz fronteira com China, Mianmar, Vietnã, Tailândia e Camboja. Sua principal cidade é a capital Vientiane. O terreno do país é bastante acidentado, predominando cadeias de montanhas e densas florestas, o que dificulta a instalação de grandes fazendas agrícolas, e não há saída para o mar. A maior fonte de renda dos seus cerca de 6 milhões de habitantes é a produção, ilegal, de ópio e heroína. Há uma característica no Laos que chama a atenção: convivem no mesmo território, um pouco menor em área que o Estado do Piauí, 138 grupos étnicos. Tamanha diferença faz com que os conflitos étnicos aconteçam com maior frequência, dificultando a governabilidade do comunismo que está no poder há cerca de 30 anos.



Um país onde falta a “Luz”

Entre os laosianos, a crença principal é o budismo (53%), seguido de crenças populares (49%), pessoas sem religião (3,5%) e ateísmo (3%). Os cristãos, segundo dados não-oficiais, não chegam a 1%. Não há relatos de igrejas batistas no Laos, segundo a Aliança Batista Mundial. A presença irrisória do cristianismo no país pode ser explicado, em boa parte, pela Guerra do Vietnã. O regime comunista que se instalou no país passou a suprimir todas as manifestações religiosas e o cristianismo foi sufocado até desaparecer – como no caso dos batistas. De acordo com o relatório da Aliança Batista Mundial, não há registro oficial de uma igreja ou algum membro sequer no país. Outro fator que freou o crescimento do cristianismo são as barreiras etnolinguísticas entre os 138 grupos existentes. Por isso, hoje o Laos é considerado um dos países mais fechados ao Evangelho.


Porém, agências missionárias relatam que a boa semente da Palavra de Deus permaneceu em algumas tribos em pequenos vilarejos do interior. Há relatos (não-oficiais) de conversões ao cristianismo evangélico nesses lugares. Esses povos, como os hmong, lao, tai, vietnamitas, chineses e pequenas tribos ao norte, têm recebido missionários, muitos, inclusive, se convertendo e liderando ministérios. As estratégias mais utilizadas pela força missionária no Laos são o filme “Jesus” (já traduzido para o laosiano), atividades esportivas, trabalhos médicos e educacionais e, para os já convertidos, discipulado bíblico – faltam bíblias para os crentes – e capacitação de lideranças.

Há um clamor que vem daquelas nações. Os desafios precisam de uma resposta dos crentes brasileiros. Então, qual é a sua?

Fontes: Almanaque Abril 2009, Aliança Batista Mundial e Livro Intercessão Mundial – edição século 21

http://www.jmm.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3029&Itemid=203

CONHEÇA O RAMADÃ?

VOCÊ SABIA?

Ramadã


Durante este período é comum aos muçulmanos passarem várias horas orando e estudando o Alcorão. Além das cinco orações diárias, no Ramadã existem orações especiais, feitas à noite, que duram até mesmo noites inteiras. Por conta desse “mergulho” em Deus, são comuns os testemunhos de que alguns receberam uma revelação de Deus que os conduziram a buscarem a Jesus, o verdadeiro caminho. Portanto, ore em favor desse povo!






O significado do Ramadã


Para os muçulmanos, o Ramadã é um mês de bênção que inclui oração, jejum e caridade. O significado do Ramadã retrocede a muitos séculos, a cerca de 610 d.C. Era nesse período, durante o nono mês do calendário lunar, que os muçulmanos acreditavam que Deus, ou Alá, revelara os primeiros versos do Alcorão, o livro sagrado do Islamismo.

De acordo com o Islamismo, um comerciante chamado Maomé estava andando em um deserto perto de Meca. Isso aconteceu onde atualmente localiza-se a Arábia Saudita. Certa noite, uma voz vinda do céu o chamou. Foi a voz do anjo Gabriel que falou que Maomé tinha sido escolhido para receber a palavra de Alá. Nos dias posteriores, Maomé começou a falar os versos que seriam transcritos, compondo o Alcorão.

Em muitas mesquitas, durante o Ramadã, os versos do Alcorão são recitados todas as noites. Os oradores são conhecidos como tarawih. No final do Ramadã, a escritura completa foi recitada. Ramadã é o período no qual os muçulmanos podem se interligar aos ensinamentos do Alcorão.


O Jejum do Ramadã

O Ramadã é um feriado não fixo que se movimenta a cado ano e se localiza no nono mês do calendário muçulmano. Acredita-se que no mês do Ramadan o Alcorão sagrado foi enviado do céu como uma orientação aos homens e como um meio de sua salvação. É durante este mês que os muçulmanos jejuam. Este mês é chamado de Jejum do Ramadã e dura um mês inteiro. O Ramadã é um período quando os muçulmanos se concentram na sua fé e gastam menos tempo nas suas preocupações cotidianas. É um período de adoração e contemplação.

Durante o jejum do Ramadã várias restrições rígidas são feitas nas vidas diárias dos muçulmanos. Não é permitido comer ou beber durante as horas que se tem luz do dia. Fumar e manter relações sexuais também são proibidas durante o jejum. Ao término de cada dia o jejum é finalizado com uma oração e uma refeição chamada "iftar". Na noite que segue ao iftar é habitual que os muçulmanos saiam com a família para visitar amigos e familiares. O jejum é retomado na manhã seguinte.

De acordo com o Alcorão sagrado: A pessoa pode comer e beber a qualquer hora durante a noite "até que ela possa distinguir uma linha branca de uma linha preta pela luz do dia: e então ela deve manter o jejum até noite".

O bem feito pelo jejum pode ser destruído através de cinco situações: contar uma mentira, calunia, denunciar uma pessoa pelas costas, um falso juramento, ganância ou cobiça. Geralmente estas coisas são consideradas ofensivas, mas é muito mais ofensivo durante o jejum do Ramadã.

Durante o Ramadã, é comum aos muçulmanos irem à Mesquita e passar várias horas rezando e estudando o Alcorão. Além das cinco orações diárias, durante o Ramadã os muçulmanos recitam uma oração especial chamada a oração de Taraweeh (Oração Noturna). A duração desta oração é de 2 a 3 vezes maior que as orações diárias. Alguns muçulmanos passam a noite inteira em oração.


Na noite do 27º dia do mês, os muçulmanos celebram o Laylat-al-Qadr (a Noite do Poder). Acredita-se que nesta noite Maomé recebeu a revelação do Alcorão sagrado. E de acordo com o Alcorão, neste dia Deus determina o curso do mundo durante o ano seguinte.

Quando o jejum termina (no primeiro dia do mês de Shawwal), um feriado chamado Id-al-Fitr (o Banquete do Termino do Jejum) é celebrado durante três dias. Presentes são trocados. Amigos e familiares rezam em congregação e fazem banquetes. Em algumas cidades festividades são feitas para celebrar o fim do jejum do Ramadã.



quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A SAÚDE DO MISSIONÁRIO

(O texto "A Saúde do Missionário" é de autoria de Adelaide Janoni e foi publicado pelo Forum Cuidado Integral dos Missionários no dia 25 de julho de 2004).

Sabemos que pesam sobre o missionário, como Embaixador do Rei,
inúmeras responsabilidades, principalmente quando ele está atuando em país estrangeiro. Sua conduta pessoal, desempenho no seu ministério, o bom relacionamento que mantém com os nacionais e também com os seus colegas de trabalho são fatores preponderantes como testemunho cristão. Mas, diante de tantos afazeres, a tendência é espiritualizarmos tudo e negligenciarmos uma das prioridades essenciais para o bom desempenho que necessitamos para o exercício das nossas funções, que é a saúde física.
A negligência de nossa parte nesta área, não separando momentos de lazer, a falta de exercícios físicos e principalmente o mau hábito de não levar para o nosso organismo uma alimentação de qualidade faz com nos que deparemos com tantos missionários com problemas de saúde no campo.
Muitos deles têm que retornar para um tratamento prolongado no país de origem e têm seus ministérios interrompidos forçosamente, principalmente aqueles que atuam em vários países do continente africano.
Por se tratarem de locais onde a probabilidade infecção por diferentes vírus, principalmente a Malária, faz-se necessário uma atenção redobrada no cuidado para com o nosso corpo. Sendo ele o santuário de Deus, temos a responsabilidade de mantê-lo sempre saudável e desta forma também testemunhar e glorificar o Senhor através de nossas vidas.
Podemos afirmar sem medo que uma alimentação de qualidade, fornecendo todos os nutrientes necessários de maneira equilibrada, como os Construtores (proteínas), Reguladores (vitaminas), e Energéticos (carboidratos), principalmente as vitaminas que fortalecem o nosso Sistema Imunológico e defendem o nosso organismo das enfermidades, podemos desfrutar de boa saúde e glorificar ao Senhor através do nosso corpo.
Temos de praticar o domínio próprio que também é um fruto do Espírito, em utilizar na alimentação muitos legumes, verduras, frutas que contém recursos naturais preventivos.
Quando o assunto é mordomia, um aspecto esquecido é o cuidado com o corpo. Falamos muito da mordomia dos nossos bens, mas pouco da mordomia do corpo, que é o templo do Espírito Santo (l Cor. 6.19 ). Se o Espírito Santo vive dentro de nós, como de fato cremos, então devemos cuidar deste “Templo” com o mesmo respeito e reverência com que os israelitas cuidaram do templo que Deus lhes mandou construir.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

ABRINDO O CORAÇÃO

Amados irmãos,
Ser transparente ou abrir o coração implica muitas vezes em nos expormos para críticas, mesmo que na maioria das vezes elas não sejam construtivas. Porém, a convicção faz com que decidamos nos expor. É por isso que desejo abrir o coração de maneira pública...
Deus tem falado ao meu coração. Mas será que é só ao coração? Também poderíamos dizer mente entendimento ou até mesmo fígado, como é pensado em outras culturas.
Nós somente podemos chegar até onde a nossa fé alcança. Pensando nisso, me vem à mente o texto de II Rs 13.14-19, que fala do encontro de Eliseu e do rei Jeoás. Quando o profeta foi visitá-lo, recebeu uma palavra para que abrisse a "Janela do Oriente" - onde estava o maior desafio do povo de Israel. Parece que temos um paralelo dessa situação em nossos dias. Quando olhamos para a "Janela do Oriente" ou "Janela 10-40", que abrange grande parte do mundo muçulmano árabe. Eliseu disse-lhe também para pegar o arco e as famosas "flechas do livramento do Senhor", que seriam o livramento dos sírios. O rei tinha o local determinado e vitória total decretada pelo Senhor para consumir os seus inimigos. Ele recebeu a ordem de pegar as flechas e simbolicamente ferir a terra. Jeoás obedeceu, mas deu contra o solo somente três vezes. Isso causou indignação ao profeta, pois o rei poderia ter feito aquilo cinco ou seis vezes. Se o fizesse, então este número indicaria o final do inimigo do povo de Israel. Vemos que era necessário fazer somente o dobro do que ele havia feito, mas não fez. Entretanto, pensar em multiplicar nossos esforços por 100 é algo estonteante!
Cremos piamente que o maior problema deste novo milênio é o pecado de incredulidade. Foi este mesmo pecado que levou toda uma geração da nação de Israel a ser exterminada. Mesmo tendo um líder do calibre de Moisés, este não foi capaz de dissuadi-los. Os israelitas se deixaram influenciar negativamente pelos dez espias que deram um relatório negativo, mesmo que os outros dois tenham trazido uma palavra alentadora. O mais incrível é ver que a incredulidade limita até mesmo o poder de Deus. Afinal, o próprio Jesus não pôde fazer muitos milagres em Nazaré devido ao espírito de incredulidade que dominava aquela cidade. Que tristeza!
Precisamos estar abertos para coisas novas da parte do Senhor. Ele é criativo e faz coisas novas a cada dia. As lutas nos fazem mais sensíveis e, se soubermos superá-las, nos tornamos mais fortes mentalmente. Temos que nos preparar para grandes desafios, pois conduzir o povo de Israel pelo deserto não era tarefa fácil. Imagine entregar tal tarefa hoje em dia a um presidente do Ocidente. O que ele pensaria se lhe disséssemos que devia levar três milhões de pessoas pelo deserto e que tal tarefa duraria 40 anos? Imagino que ele iria dizer que seriam necessários mil hipermercados para suprir todo o povo, além de milhões de litros de água, roupas para todos, etc. Moisés só teve cinco escusas. Quantas teriam os mandatários ocidentais?
O Senhor nos entregou a tarefa de fazer discípulos dentre todos os povos. Desde que a recebemos já passaram mais de dois mil anos e há muita terra para conquistar.
Temos um grande desafio à nossa frente. Vamos pensar um pouco sobre os dados que dispomos no momento:
• Há 24.000 povos no mundo e ainda faltam 8.000 para serem alcançados.
• Há 6.809 línguas no mundo e 4.500 delas não têm nenhuma porção da Bíblia traduzida. 85.000 pessoas morrem a cada dia sem nunca terem ouvido nada sobre Cristo.
• O Brasil tem a 3ª maior igreja do mundo. Infelizmente, hoje são necessários 100.000 crentes para sustentar um missionário dentro da Janela 10-40. Por que isso ocorre? A média de investimentos por pessoa em missões transculturais é apenas R$ 1,30 por ano.
Isto é algo inadmissível e vergonhoso. Precisamos fazer alguma coisa para mudar este quadro.
Creio que estamos cometendo o mesmo pecado em que caíram os filhos de Israel nos tempos de Josué. Lemos na Bíblia que sete tribos foram negligentes em possuir a terra, mesmo depois de Deus tê-la entregado em suas mãos (cf. Js 18:2-3). Creio que podemos chamar este pecado de Grande Omissão (Tg. 4:17). A apatia, o conformismo e a indiferença moderna são os maiores desafios dos dias hodiernos. Vemos que tudo isso está presente em nossas igrejas, mas não podemos nos conformar com este mundo! Devemos renovar as nossas mentes, segundo nos alerta Paulo em Rm 12:1-2. Ainda não consigo entender, e muitos menos aceitar, o que Oswald Smith disse por experiência própria e com muita coragem: "O primeiro e maior obstáculo para missões são os pastores". Para mim, como pastor, é triste ouvir isso. Lembre-se que ele foi um grande homem de Deus, que pastoreava uma igreja que possuía mais de 800 missionários e escreveu muitos livros impactantes, como "Paixão pelas Almas", "Evangelizemos o Mundo" e "O Clamor do Mundo".
Sua declaração é muito chocante. Afinal de contas, são os pastores que deveriam procurar cumprir sua incumbência ao descobrir vocacionados, orientá-los, treiná-los, enviá-los aos campos não-alcançados e sustentá-los dignamente. Infelizmente, na maioria das vezes são eles os que mais se opõem a tudo isso.
Falar em mudanças é fácil, mas sabemos que na prática as coisas são bem diferentes. Falar em mudar o outro é uma coisa, mas quando o Senhor mostra que somos nós que precisamos mudar, então tudo muda de figura. Creio que precisamos nos preparar mentalmente para que as mudanças tenham início em nós.
O Senhor está falando que nossa comunidade deve se preparar para mudanças, a começar em nós, pois Ele fará o resto. Isto implica em uma melhor administração, maior unidade, melhor preparação para receber as pessoas, maior visão, maior dedicação, uma mente preparada para o sofrimento, sermos menos sensíveis emocionalmente às críticas, termos mais perseverança nas provas, lutas e dificuldades. É preciso que haja uma unidade mais forte entre nós. Precisamos ser mais abertos para ouvir a voz de Deus e mudarmos o curso da história. Isso ocorrerá se tivermos uma visão clara de ministério para nós e nossa organização, sem invejarmos o que é bom dos outros. É necessário estarmos prontos a sacrificar nossos anelos, sonhos e visões em bem da equipe e pela expansão do Reino na face da terra. Isso tudo sem gastarmos recursos, tempo, talentos em vão, aprendendo a sermos pacientes com todos e amarmos o próximo, vendo o que é melhor para ele. Como isso é difícil! Mas é exatamente isso que o Senhor está nos pedindo.
Você já imaginou se cada igreja brasileira que possui pelo menos 100 membros enviasse um missionário preparado, o sustentasse dignamente e o enviasse para os povos não-alcançados? Isso seria uma revolução! É algo que o mundo inteiro espera e este é o desejo do Senhor.
- "Vede entre as nações e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos, porque realizo em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando vos for contada" (Hb 1:5).
- "Clama a mim e responder-te-ei, e anunciarei coisas grandes e ocultas que não sabes" (Jr 33:3).
- "Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço. E as fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai" (Jo 14:12).
- "Mas como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviram, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam" (I Co 2:9).
- "Amplia o lugar da tua tenda, e as cortinas das tuas habitações se estendam, não o impeças; alonga as tuas cordas, e firmam bem as tuas estacas. Porque transbordarás a mão direita e à esquerda; a tua posteridade possuirá as nações, e fará que sejam habitadas as cidades assoladas" (Is 54:2-3).
- "Pois para Deus nada é impossível" (Lc 1:37).
- "Assaltam a cidade, correm pelos muros, sobem às casas, entram pelas janelas como o ladrão. Diante deles treme a terra, abalam-se os céus, enegrecem-se o sol e a lua, e retiram as estrelas o seu resplendor. O Senhor troveja diante do seu exército; muito grande é o seu arraial e poderosos são os que executam a sua palavra. O dia do Senhor é grande e muito terrível, quem o poderá suportar?" (Jl 2:9-11).
Quais são as áreas que devemos mudar?
Qual seria a sua contribuição?
Qual o complemento daquilo que o Senhor está falando para a nossa comunidade?
O que Ele está falando contigo e que pode ser parte deste material?
Quais seriam os passos para alcançarmos o que o Senhor quer de nós?
Precisamos de ajuda. Tanto em oração quanto em sustento e material humano. Esta palavra não é somente para uma pessoa, mas para uma comunidade.
Clamando por misericórdia, sabedoria e graça do Senhor para fazer a vontade do Mestre: