"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

sábado, 25 de abril de 2009

TENHO UM CHAMADO! E AGORA?

Esta é, sem dúvida, uma indagação na vida de muitos servos de Deus, os quais de alguma maneira tiveram uma experiência pessoal com Deus. Noé foi um desses homens (Gn. 6:13-14). Ele recebeu um chamado específico ao ouvir a voz de Deus. "Faze para ti uma arca..." da mesma forma Moisés teve uma incumbência recebida do próprio Deus de livrar o povo de Israel das mãos de Faraó (Ex.3:6-10). E muitos outros santos do novo testamento viveram a experiência de serem escolhido pelo Senhor (Jô 15:16). Mas a pergunta é: o que fazer diante da evidência do chamado?
Aprendemos com a história de Moisés algumas lições importantes, profundamente aplicáveis à nossa vida:
A primeira delas é a sensibilidade que ele tinha. Apesar de viver no palácio de Faraó, Moisés tinha consciência de uma missão que realizaria: livrar o seu povo (Ex. 2:11). A bíblia diz que ele atentou para a carga de seus irmãos, para o peso da escravidão que estava em seus ombros, sensibilizando-se com a sua dor.
O chamado de Deus gera em nós essa mesma sensibilidade de Moisés. Quantos dizem ter chamado e nunca entregaram um folheto, fizeram uma visita, nunca contribuíram para a obra missionária e são indiferentes à necessidade do mundo pecador?
A segunda lição deixada por Moisés é a respeito do tempo. Tempo "Há tempo para todo propósito..." (Ec 3.1), até para dizer: "Eis-me aqui, envia-me a mim". Moisés saiu a seus irmãos com uma boa intenção, mas a ordem de Deus ainda não havia sido dada àquele respeito e suas ações fora do tempo fizeram com ele fugisse para não morrer (Ex 2.15).
Muitos à semelhança de Moisés se perderam no meio do caminho por não terem sabido esperar o momento certo, deixando, assim, um rastro de tristeza e humilhação para a família, Igreja e o Ministério. Muitos ficam pensando que o tempo está passando e a Igreja não os reconhecem, que o Pastor não os vê. No entanto, é necessário que essas pessoas entendam que isso é sinal de falta de maturidade, pois um fruto maduro é visto de longe.
Já a terceira lição é sobre o preparo. Moisés tinha acabado preparo de receber ou doutorado em toda a ciência e arte egípcias (At 7.22). Tudo estava dando certo, mas faltava aprender sobre algo que somente a escola de Deus pode ensinar: a fé. Depender do Senhor era tudo o que ele precisava. E, por fim, a última lição a ser aprendida é a renúncia.
Não há chamado sem renuncia. O próprio Senhor Jesus ensinou essa lição: "Assim, pois, todo aquele dentre vós que não renuncia a tudo quanto possui, não pode ser meu discípulo".(Lc 14.33).Moisés teve que renunciar a vida palaciana. A Bíblia diz que ele escolheu ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado (Hb 11.24-27). Ele andava como que vendo o invisível, sabendo que os valores temporais não se comparam com os eternos, à semelhança de Esaú, que por um prato de lentilha rejeitou a bênção da primogenitura. Muitos foram os homens de Deus que nos deram exemplos de renúncia: Saul deixou os jumentos de seu pai, Eliseu queimou as juntas de bois (sua ferramenta de trabalho), os discípulos abandonaram as redes. E você, está disposto a ouvir e atender o chamado de Deus em sua vida?

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