"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

CAMBOJA E LAOS - UM DESAFIO MISSIONÁRIO



CAMBOJA

Localizado no Sudeste da Ásia, o Camboja está na Janela 10/40 (faixa que compreende os países menos evangelizados do mundo), e faz fronteira com a Tailândia, o Vietnã e o Laos. Dos 14,7 milhões de habitantes, cerca de 10% vivem na capital Phnom Penh. A religião da maioria da população é o budismo, com 85,6% de seguidores. Apenas 1,3% são, oficialmente, cristãos e estão agrupados nas mais variadas denominações. Os batistas estão presentes no país desde 1953. A União Batista do Camboja, fundada em 1995, tem cerca de 7.800 membros cadastrados em aproximadamente 280 igrejas ou congregações (cerca de 30 pessoas por igreja), segundo dados da Aliança Batista Mundial.


Contexto social é uma oportunidade


O Camboja é uma das nações mais pobres da Ásia. O enfraquecimento econômico, e consequentemente social, deu-se após uma revolução que colocou militares extremistas no poder em 1975. Nos quatro anos seguintes foram perseguidas as classes mais altas da sociedade, onde estavam os principais opositores do regime, e as religiões – inclusive o budismo – foram banidas. Estima-se que cerca de 1,7 milhão de pessoas morreram, vítimas de algum tipo de perseguição. Somente no final da década de 1980 o regime foi derrubado.


Com o enfraquecimento populacional, veio também o cultural e o econômico. Atualmente, o Camboja é o país que mais recebe assistência, por habitante, das Nações Unidas e é mantido pela agricultura de base (cultura de frutas, cereais e verduras) e pela indústria da pornografia. A nação possui o “título” de maior índice de abandono infantil da Ásia e, por isso, várias prostitutas são crianças abaixo da faixa dos 10 anos.


Entretanto, a queda do regime militar possibilitou a reabertura das portas do Camboja para o cristianismo. Em 1990, os vários grupos cristãos receberam autorização para regressarem ao país. Hoje, a liberdade religiosa no Camboja está aumentando e o país apresenta-se como uma grande oportunidade missionária. Vários grupos cristãos têm visto as situações moral e espiritual da sociedade local não como uma barreira, mas também como uma ponte para atuarem em programas de assistência médica, social e espiritual, entre outros. Há, ainda, a necessidade de treinar os pastores e líderes cristãos, pois a perseguição imposta aos setores mais intelectualizados da sociedade estagnou a produção educacional da nação.


O Camboja espera por vocacionados nas áreas social (programas educativos e médicos), esportiva (especialmente o futebol) e teológica (criação de seminários e treinamentos).






LAOS

A República Popular Democrática do Laos também fica no Sudeste da Ásia e faz fronteira com China, Mianmar, Vietnã, Tailândia e Camboja. Sua principal cidade é a capital Vientiane. O terreno do país é bastante acidentado, predominando cadeias de montanhas e densas florestas, o que dificulta a instalação de grandes fazendas agrícolas, e não há saída para o mar. A maior fonte de renda dos seus cerca de 6 milhões de habitantes é a produção, ilegal, de ópio e heroína. Há uma característica no Laos que chama a atenção: convivem no mesmo território, um pouco menor em área que o Estado do Piauí, 138 grupos étnicos. Tamanha diferença faz com que os conflitos étnicos aconteçam com maior frequência, dificultando a governabilidade do comunismo que está no poder há cerca de 30 anos.



Um país onde falta a “Luz”

Entre os laosianos, a crença principal é o budismo (53%), seguido de crenças populares (49%), pessoas sem religião (3,5%) e ateísmo (3%). Os cristãos, segundo dados não-oficiais, não chegam a 1%. Não há relatos de igrejas batistas no Laos, segundo a Aliança Batista Mundial. A presença irrisória do cristianismo no país pode ser explicado, em boa parte, pela Guerra do Vietnã. O regime comunista que se instalou no país passou a suprimir todas as manifestações religiosas e o cristianismo foi sufocado até desaparecer – como no caso dos batistas. De acordo com o relatório da Aliança Batista Mundial, não há registro oficial de uma igreja ou algum membro sequer no país. Outro fator que freou o crescimento do cristianismo são as barreiras etnolinguísticas entre os 138 grupos existentes. Por isso, hoje o Laos é considerado um dos países mais fechados ao Evangelho.


Porém, agências missionárias relatam que a boa semente da Palavra de Deus permaneceu em algumas tribos em pequenos vilarejos do interior. Há relatos (não-oficiais) de conversões ao cristianismo evangélico nesses lugares. Esses povos, como os hmong, lao, tai, vietnamitas, chineses e pequenas tribos ao norte, têm recebido missionários, muitos, inclusive, se convertendo e liderando ministérios. As estratégias mais utilizadas pela força missionária no Laos são o filme “Jesus” (já traduzido para o laosiano), atividades esportivas, trabalhos médicos e educacionais e, para os já convertidos, discipulado bíblico – faltam bíblias para os crentes – e capacitação de lideranças.

Há um clamor que vem daquelas nações. Os desafios precisam de uma resposta dos crentes brasileiros. Então, qual é a sua?

Fontes: Almanaque Abril 2009, Aliança Batista Mundial e Livro Intercessão Mundial – edição século 21

http://www.jmm.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=3029&Itemid=203

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