"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

domingo, 28 de março de 2010

ENTENDENDO O CHAMADO MISSIONÁRIO



RECEBI O CHAMADO. O QUE FAÇO AGORA?

Provavelmente seja esta a pergunta mais inquietante que os jovens fazem aos seus líderes, tão logo são desafiados a levarem o evangelho aos povos que ainda não foram alcançados.

Mas provavelmente seja esta a pergunta que a igreja e muitos líderes tenham mais dificuldade em responder.

Geralmente quando alguém que sente o chamado para a Obra Missionária procura a liderança da igreja, quase sempre ouve a resposta: “Não estou preparado para responder ou ajudar nesta área”.

Agora pare um pouco e pense comigo. Dizemos que missões é a tarefa mais importante da igreja além de outras atividades a que ela está envolvida.

E quando uma pessoa torna-se alvo do chamado de Deus, e vamos imaginar que este chamado seja verdadeiro, deixamos ou transferimos nossa responsabilidade para outros, mesmo sabendo que missão é a atividades mais importantes da igreja.

Na verdade o que mais desejamos ouvir da boca dos nossos membros é esta frase: “Recebi um chamado, o que faço agora?”

Mas na realidade quando isto acontece, o sentimento que invade o nosso coração, não é um sentimento de alegria, mas de grande preocupação.

A obra missionária é um trabalho que exige muita preocupação aos líderes. Por isto, muitos fogem de assumir compromisso com esta área. É um trabalho que do ponto de vista humano, não traz retorno para a igreja, embora muitos achem que da STATUS.

Mas posso afirmar que é o investimento mais seguro que a igreja pode fazer. É um investimento, que envia seus dividendos para o reino dos céus. Ou seja, o resultado é almas para o reino de Deus.


O CHAMADO MISSIONÁRIO DE JESUS
(Texto: Isaias 49.1-2)

Antes de tecer quaisquer comentários a respeito de respostas que poderiam ser dada a alguém que procura a liderança da igreja e afirma ter recebido um chamado missionário, seria muito importante olharmos um pouco para Aquele que um dia também passou por esta mesma experiência. Estamos falando de Jesus o Messias de Deus, enviado ao mundo para cumprir Sua missão de salvar a humanidade.

Além de Jesus ter sido enviado por Deus para cumprir a missão de salvar a humanidade Ele passou por todos os problemas que nós temos que passar.


1º) Jesus veio a este mundo como resultado de um
comissionamento divino.

Ou seja, a Jesus, o enviado de Deus foi chamado pelo próprio Pai. Não há nenhuma possibilidade de Jesus tomar a decisão de vir ao mundo por si mesmo. Ele foi comissionado pelo próprio Pai.

Fica claro, portanto que a escolha daquele que vai servir ao Senhor no campo missionário é de total responsabilidade de Deus.

Neste caso, não conta habilidade, talento ou mesmo reconhecimento por parte dos homens deste mundo. Toda decisão é unilateral da parte do pai.

Veja em Isaias 49.1, que nem Jesus assume responsabilidade no seu chamado. Ele mesmo reconhece que foi chamado pelo Pai, e pronto.

Diante das dificuldades que surgem no ministério missionário é comum encontrarmos obreiros vivendo uma verdadeira crise de identidade, sem saber se foram ou não chamados por Deus.

Por causa do medo de assumir o seu ministério profético, Jeremias também viveu esta crise. Mas o conflito de Jeremias foi resolvido quando ele ouviu do próprio Deus que havia sido comissionado pelo próprio Senhor

“Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te constituí profeta às nações (Jr: 1.2)”

Portanto ninguém tem o direito de se auto proclamar nem igrejas de se anunciarem recrutadores, antes que haja provas irrefutáveis do chamado de Deus na vida do missionário.


2º) Jesus recebeu a promessa de que seria capacitado
pelo próprio Deus.

O texto que lemos também nos oferece outra lição que certamente vem ao encontro de tantos que se sentem vocacionados para missões.

Aquele que chama é quem vai capacitar e cuidar de você.

Infelizmente o medo e a insegurança tem sido fator determinante para que muitos se recuem e deixem de obedecer.

Jovens e adultos casados ou não, recém formados profissionalmente, sofrem inúmeras pressões interna e externa para que negligenciem ao chamado de Deus.

Dúvidas vêm a sua mente, medo de que algo vai acontecer, e desta maneira sentem-se enormente fragilizados e tendem a s acovardar.

Gostaria de convidá-los a observar alguns aspectos de Isaias 49, que trata desta área e que têm afastado tantos do trabalho missionário.


3º) Deus prometeu que abençoaria a boca de Jesus.

As Escrituras afirmam que quando Jesus andou neste mundo a sua voz era ouvida. Não encontramos nenhum relato de como era a sua voz. Se ele falava alto ou baixo, Se falava rápido ou lentamente. Falava-se grave ou agudo.

Mas quando ele abria sua boca as palavras saiam como espada aguda capaz de penetrar os corações mais endurecidos.

O Evangelista Mateus diz que, quando ele falava a multidão ficava maravilhada porque ele falava como quem tem autoridade.

Até a natureza ouvia a sua voz. Diante do paralítico ele ordenou que se levantasse e o paralítico andou. Diante do endemoniado ele ordenou aos espíritos imundos que saísses e eles saíram.

É comum depararmos com cristãos que receberam o chamado missionário, mas que se confessam totalmente incapazes para falar. (Ex: Jeremias).

É importante nesta hora, o vocacionado sabe que a igreja esta pronta ar incentivá-lo a prossegui, porque, sem sombra de dúvida é o ES que colocará as palavras em sua boca.

E serão palavras de autoridade, como uma espada aguda, serão bocas abençoadas e usadas par a glória do Senhor.


4º) A proteção do Senhor Deus sobre a vida de Jesus
também o livraria de todo mal.

Cumprir a tarefa missionária é estar disposto a correr todos os riscos possíveis e imagináveis. É estar preparado para dar a própria vida, enfrentando situações limite a cada momento. Por outro lado, quem melhor conhece o cuidado e o livramento do Senhor, provavelmente, seja o missionário, pois está distante daqueles que lhe são caros, sem o apoio espiritual direto de sua igreja local, fragilizado emocionalmente por estar em uma outra cultura e, muitas vezes, aberto para receber também ataque satânico, situações que não se podem negar especialmente no campo missionário.

Com Jesus não foi diferente, pois, como verdadeiro Deus e, também, como verdadeiro homem, Ele estaria sujeito a todas as dimensões do sofrimento humano. Nasceria como uma criança qualquer, teria feições humanas, passaria pela experiência da dor, da tristeza, sentiria fome e sede, contudo havia a promessa do Pai, registrada na profecia messiânica de Isaías.


“O Senhor na sombra da sua mão me escondeu...Isaias 49.2”

Quantos temores nascem no coração daquele que recebe o chamado missionário. Ao longo de minha vida tive oportunidade de conhecer jovens que se diziam vocacionados e posso recordar de vários deles que pararam no meio do caminho por absoluto receio de que não teriam forças para enfrentar o que viria pela frente.

É nossa responsabilidade incentivar o vocacionado a prosseguir nos passos que deve dar em direção ao alvo de chegar ao campo.

Mas de maneira alguma devemos romantizar a missão para o qual está sendo chamado. É necessária uma conscientização clara, tanto da parte da igreja como do vocacionado, dos obstáculos que surgirão no meio do caminho. Contudo, posso afirmar que a missão a ser cumprida tem e terá sempre o cuidado e a proteção do Senhor.


5º) O chamado de Jesus se concretizou no tempo devido, e
foi exercido com poder e glória.

Além de ter na sua boca uma espada aguda, e estar protegido de todo o mal, ainda as Escrituras afirmam que Ele cumpriria sua missão com poder e glória no tempo determinado.

Uma das questões que mais preocupa o chamado é esta: Quando devo ser enviado?

“Is: 49.2 – O Senhor fez-me como uma flecha polida, e me guardou na sua aljava...”.

À semelhança de um guerreiro que se apronta para a luta, Jesus teria suas armas devidamente prontas, mas Deus só o enviaria no tempo certo. (Veja Gálatas 4.4).

No entanto, não há tempo determinado para cada missionário deixar sua igreja e partir para o campo, pois são inúmeros os fatores a serem considerados.

Quando uma igreja decide cuidar corretamente de seus vocacionados, ela deve ter em mente que no tempo determinado por Deus esse obreiro estará também exercendo o seu trabalho missionário em toda a sua plenitude.

Muitas vezes os futuros missionários são tomados por uma pressa sem nenhum sentido. Sentem-se culpados por que acham que já deveriam ter sido enviados. Parece que não desejam ser flechas guardadas na aljava.

Vale sempre a pena reafirmar aos vocacionados que a atitude de obediência ao chamado diante do Senhor é o fator mais importante de tudo. O que virá depois será conseqüência da decisão de terem respondido afirmativamente.

O imediatismo tem sido uma marca na vida dos brasileiros. E infelizmente, muitas vezes somos obrigados a queimar etapas, achando que as coisas têm que ser resolvidas no menor espaço de tempo, e como não poderia deixar de acontecer, as conseqüências às vezes são trágicas.

No meio missionário há uma forte tendência de apressar seus candidatos à missões para que sejam logo enviados. O melhor seria que eles pudessem aguardar o tempo do envio enquanto se preparam adequadamente para o trabalho que vão exercer.

Quando alguém chega a nós afirmando ter recebido um chamado de Deus, precisamos buscar direção e sabedoria do alto para avaliar se isto verdadeiramente aconteceu.

A expressão “recebi um chamado” simplesmente não pode nos levar a uma conclusão apressada. É necessário separar tempo em oração e também em entrevista com o candidato, para poder tomar uma decisão correta.

Outra palavra que deve ser lembrada é que o Senhor suprirá todas as suas necessidades. A boca de Jesus foi abençoada, como serão as de tantos quantos forem chamados e enviados. A proteção será uma constante, mesmo em meio a todas as tensões possíveis e imagináveis e, tudo isto, feito no tempo certo, redundará em glória e honra ao nome do Senhor.

Aquele que se acha muito capacitado, provavelmente, não esteja qualificado para ir. Hoje em dia, notam-se duas tendências: alguns desistindo do chamado por absoluto temor do que venha a acontecer; por outro lado, outros, que demonstram exagerada confiança em si mesmos, esquecendo-se que todo suprimento vem do nosso Deus.





sexta-feira, 26 de março de 2010

A Igreja frente aos Desafios Missionários


O reverendo Marco Antonio de Oliveira é pastor -titular da Catedral Metodista do Rio de Janeiro, conferencista, terapeuta de família, psicanalista clínico, especialista e doutorando em Teologia. Contatos: http://www.catedralmetodista.org.br/

O chamado Deus para a vida de Abraão, nosso grande patriarca, incluía acima de tudo, uma incumbência de ser abençoador. Deus o escolheu por ser, nesta terra, um grande sinal da presença divina, alguém rico em boas obras, e interessado no bem-estar daqueles que sofriam alguém que fosse um grande farol em meio às trevas, com capacidade de iluminar a existência de muitos. Deus pretendia, através da vida de Abraão, manifestar seu amor, e maravilhosa presença confortadora. Por isso, Ele disse para Abraão: ‘Sê tu uma bênção’ (Gn:12. 2b). Diante desse sugestivo episódio narrado no texto bíblico, fico pensando nas inúmeras oportunidades perdidas por dezenas de igrejas locais, que ainda não conseguiram perceber que anunciar o evangelho de Cristo é, acima de tudo, serem luz e sal da terra, priorizando sempre o ser humano. Lamentavelmente, enquanto ficamos discutindo questões menores, que não são essenciais à fé, disputando espaço nas estruturas eclesiásticas, votos nos assembléias locais, honra pessoal e prestígio, postos de destaques na vida local da igreja, ou maneiras de se beneficiar com a participação na comunidade, dezenas de pessoas, de famílias passam necessidade perto de nós.
Quantos líderes estão mais interessados em seus títulos eclesiásticos, em seu enriquecimento pessoal, do que com o pastoreio verdadeiro, que se traduz em visitar os órfãos, as viúvas, em estar ao lado do rebanho nas vigílias da noite para protegê-los dos lobos? Pastorear está intimamente ligado à simplicidade, e em nada à arrogância, ganância, prestígio e enriquecimento pessoal.
Nessa onda de pregação de prosperidade, de riqueza desenfreada, parece que parte da igreja brasileira está se esquecendo de que se não se fizer uma ampla reforma, que implica em mudanças radicais nas estruturas econômicas e sociais do país, poucos serão beneficiados, e a pobreza continuará assolando a maior parte das famílias brasileiras, inclusive algumas famílias de dizimistas fiéis, ainda que alguns ‘marcianos evangélicos’ neguem isso. É os marcianos estão entre nós!Usar o discurso de prosperidade sem se fazer algo de concreto para mudar a situação de pobreza de nossos missionários, de irmãos e membros de nossas igrejas locais, é se comportar com hipocrisia e fingimento. É negar o evangelho de Cristo e suas opções ministeriais. A impressão que tenho, é que algumas denominações evangélicas estão mais interessadas em edificar seu reino próprio (grandes propriedades, programas de televisão caríssimos, lindos carros, mega construções ultramodernas), do que o Reino de Deus. Parece que os programas de algumas igrejas mais se assemelham com os canais de vendas (Shop time, Shop tour, Megatv, Polishop), que estão mais interessados na venda de certos ‘produtos da fé’ (livros, viagens santas, cruzeiros de avivamento, etc), na venda de ‘novas indulgências’ baratinhas que todos podem comprar por um pequeno ‘sacrifício’ (leia-se: preço especial), na promoção de seus líderes, e no sustento caro de suas grandes propriedades, tudo financiado pela ofertas, que deveriam ser usadas para promoção humana, expansão missionária e outras ênfases do Evangelho, enfim, com o anúncio do nome maravilhoso de Jesus. Será que foi este o comportamento que Deus sonhou que sua Igreja tivesse?
E o sustento dos missionários, das igrejas em áreas pobres, ou financiamentos das instituições sociais e seus programas de atendimentos aos necessitados? A resposta de alguns mais se parece com a de alguns grandes capitalistas: isso é muito caro - nos trará pouco retorno - não é rentável - não temos verbas disponíveis.
Nesta semana, enquanto escrevia para esta coluna, meu telefone tocou. Era a esposa de um missionário. Em suas palavras, notei uma preocupação, algo de errado parecia estar acontecendo. De repente, o choro substituiu sua voz, e ainda que acanhada, começou a compartilhar suas necessidades. Em sua casa, já não havia o que comer, pois as promessas quanto ao sustento missionário não haviam sido cumpridas. Porém, seus filhos precisavam ser alimentados, vestidos e a igreja pastoreada, e quem os ajudariam era sua pergunta silenciosa por trás das lágrimas. Seu esposo, ainda que tentasse ser forte, corajoso e encorajador de outros, já não estava mais agüentando a situação. Nas densas noites intermináveis, o choro desse missionário, sua oração e apelos rasgavam a frieza da escuridão na esperança de que alguém entendesse que, antes de tudo, é chamado para ser um abençoador. A oração desta esposa aflita é para que a igreja não feche os ouvidos e o coração e passe a ajudá-los.
Diante dos apelos e choros que ouvimos, temos duas alternativas: fingir que nada escutamos ou nos mobilizar, juntar amigos, irmãos e fazer algo para atender os que pedem socorro e justiça. Qual atitude você vai tomar?
Estou certo de que o pouco que temos, ou que podemos fazer pode torná-lo um grande instrumento abençoador de Deus na vida de outras pessoas.
O que você vai fazer?
Deus ainda está nos dizendo: Sê tu uma benção!

domingo, 14 de março de 2010

O PASTOR E O PASSO SEGUINTE

Referindo-se as obras da igreja em Filadélfia, uma das setes igrejas da Ásia Menor, no Novo Testamento, o Senhor disse: “eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar” (Ap: 3.8).

A porta aberta continua sendo um fato verdadeiro para a Igreja no tempo atual. Porta pode ser figura de oportunidade, chance, trabalho ou projetos. Ninguém constrói uma casa sem ter pelo menos luma porta para entrar e sair. Imagine uma casa sem portas, não passaria de uma grande caixa com apenas quatro paredes. Visto que a palavra porta na referência bíblica citada acima se relaciona com obras, trabalho, atividade, pode-se concluir que uma igreja sem porta aberta é uma igreja sem trabalho, sem atividade. Mas a hipótese de uma igreja assim não é possível porque o trabalho do Senhor está sendo realizado independente da quantidade de crentes envolvidos.

A porta aberta diante de cada igreja significa a marcha da realização da sua tarefa principal – a evangelização. É por isso que o Irmão André, fundador da Missão Portas Abertas, pregava que não há portas fechadas enquanto toda a igreja do ocidente encarava os países comunistas e muçulmanos como barreiras intransponíveis para se levar o evangelho. Nada e nem ninguém podem impedir a marcha da igreja.

No entanto, essa marcha em cada igreja local pode ter o seu próprio ritmo, dependendo do nível de envolvimento de seus membros e do seu pastor. No que diz respeito à obra missionária, há igrejas em vários lugares que apresentam um alto nível de envolvimento missionário por parte de seus membros, mas os seus pastores estão aquém. Conferências, seminários e cultos missionários resultam em crentes motivados, interessados e chamados, mas dependentes do passo seguinte do seu pastor. O famoso conferencista Andrew Murray escreveu um livro intitulado “A chave do problema missionário”. Nesse livro, Murray prova que o pastor é a chave para resolver de uma vez por todas a tarefa inacabada da evangelização mundial.

Não se trata de condenar ou culpar os pastores por ainda existir “terras e conquistar”, mas ressaltar que a visão de Deus para a igreja local começa pelo líder e que cabe ao pastor conduzir o povo de Deus na marcha da evangelização. Pode uma igreja ter até mesmo um departamento de Missões, mas não será o suficiente se o seu pastor não tiver visão missionária.

A tarefa vai ser mais uma entre tantas outras que a sua igreja executa. Em todo o país, várias igrejas estão a beira de ser, de fato, missionárias, mas aguardam o seu pastor se integrar. Essas igrejas têm crentes para orar, contribuir e ir ao campo missionário. Não podem e nem devem fazer essas coisas por conta própria. Mas a realidade atual contraria o ideal missionário.

O papel do pastor é fundamental para que uma igreja local ultrapasse a fase pré-missionária. O que cabe ao pastor, ele não pode transferir para o Secretário de Missões ou para o irmão mais interessado em assuntos missionários. É ele quem deve ensinar pregar e tomar as decisões missionárias. Deve buscar assessoria nessa área, mas o empreendimento missionário precisa ter origem nele. Do contrário, tornar-se algo de propriedade de alguns poucos, fora da dimensão pastoral e, consequentemente, sem relação com a dimensão espiritual de toda a igreja.

Não como incluir uma igreja no rol de igrejas missionárias se o seu pastor não estiver à frente do empreendimento missionário. Não se está pedindo que ele exerça o trabalho de um missionário, embora também esteja sujeito a ser chamado pelo Senhor para isso, mas que restaure a responsabilidade missionária de todos os crentes que estão sob a sua liderança.

Talvez isso implique no retorno às tarefas bíblicas para a Igreja e a eliminação de atividades que não têm relação direta com a tarefa missionária. Só falta os pastores darem o passo seguinte para que aconteça a virada missionária dentro das igrejas locais.

Que isso não demore acontecer ou será tarde demais para alguns.