"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

quarta-feira, 18 de maio de 2011

E O BRASIL, COM QUEM PODE CONTAR?


Pr. Luis Sérgio Ribeiro - JUVEP

A história é prodiga em mostrar que atitudes omissas e de paciente covardia alimentam cães e armam palcos de futuras tragédias.

Mussolini invadiu em 1936 a Etiópia e as principais nações européias não fizeram nada e Hitler, dois anos depois, invadiu a Áustria e novamente nenhuma nação reclamou.

O fascismo e o nazismo tomaram força com a omissão das democracias e a Segunda Grande Guerra devastou a Europa e o Japão, mais de 40 milhões de pessoas morreram e todo o mundo lamentou
com copiosas lágrimas e profundas dores a omissão do pacifismo covarde da França e da Inglaterra nos últimos anos da década de 1930.

No Brasil estamos vivendo, nos últimos anos, uma orquestração multissetorial para, de difetentes formas, homossexualizar toda a sociedade. Setores do poder politico, econômico, intelectual e midiático esforçam-se para mudar leis e impor leis heterofóbicas, teofóbicas e estabelecer uma nova ordem social em que a igualdade entre todos os cidadãos perante e lei seja substituida pela elevação do pequeno, e crescente (e presente em todas as instâncias e cortes do poder), segmento homossexual à (única) classe de cidadãos especiais. A sociedade brasileira está sob a ameaça ideológica de uma ditadura dessa minoria. Veja o que diz o Dr. William Douglas (Juiz Federal, Titular da 4ª Vara Federal de Niterói/RJ):

O PLC 122, em sua mais nova emenda, quer deixar ao movimento gay o direito de usar a mídia para defender seus postulados, mas nega igual direito aos religiosos. Ou seja, hoje, já se defende abertamente o desrespeito ao direito de opinião, de expressão e de liberdade religiosa. Isso é uma ditadura da minoria! Isso é, simplesmente, inverter a mão do preconceito, é querer criar guetos para os religiosos católicos, protestantes, judeus e muçulmanos (e quase todas as outras religiões que ocupam o planeta) que consideram a homossexualidade um pecado. Sendo ou não pecado, as pessoas têm o direito de seguir suas religiões e expressar suas opiniões a respeito de suas crenças. E se o STF entender que o direito de opinião e expressão não é bem assim? Isso já é preocupante, porque o precedente acaba de ser aberto. E se o STF quiser, assim como adentrou em atribuições do Congresso, adentrar naquilo que cada religião deve ou não professar?

Como cristãos não podemos marcar nossos dias com a omissão e covardia. A liderança da igreja do Senhor Jesus Cristo no Brasil deve tomar nas mãos as armas espirituais que são ?poderosas em Deus para desfazer sofismas e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus?, 2 Co 10:4,5. A igreja de Cristo deve orar (com discernimento e sabedoria) e jejuar por esta nação, pelos governantes e por todo aquele que, neste país, está investido de autoridade. Mas, deve também sair à luta, fora dos templos, como Mahatma Ghandi em sua luta pacífica que mobilizou milhões na revolução não violenta que culminou na independência da Índia. Sim, a igreja deve de todas as formas pressionar os legisladores e as autoridades de nossa nação para que a famigerada PL 122/2006, conhecida como lei contra a homofobia, seja jogada no seu devido lugar ? o lixo.
A igreja deve pregar a Palavra, suas verdades supraculturais e atemporais, proclamar a Salvação em Cristo, influenciar a sociedade com os valores cristãos, éticos e democráticos, de respeito, da igualdade universal perante a lei, de amor e perdão. E também denunciar as obras das trevas, desde os pecados ocultos e privados, até os pecados públicos, estruturais e culturais.

Vale ler trecho de um e-mail enviado recentemente pelo Bispo Anglicano Dom Robinson Cavalcanti à liderança da Aliança Cristã Evangélica do Brasil: ?Não se pode tratar de forma igual situações diversas. Não se trata de por maior peso nos pecados sexuais ou homossexuais, mas uma situação única (por enquanto) na história da humanidade: uma categoria de pecadores se organiza para se retirar da lista de pecadores e de proibir que os considerem assim (e os chamem ao arrependimento e à novidade de vida), com a possibilidade concreta de criminalizar o direito de expor, propor e contrapor (não somente dentro dos templos, mas no espaço público, os areópagos da vida) o que as Sagradas Escrituras ensinam e o consenso dos fiéis assim o entendeu por dois mil anos, iluminados pelo Espírito Santo. Aceitar o veto do século? Revisar os conceitos a partir do imposto pelo século? Discriminar os homossexuais não os tratando como pecadores e não lhes possibilitando o novo nascimento? Vejo carência de coragem, busca de aceitação e respeitabilidade social, temor de martírio e uma tentativa de 'humanizar' Deus ou seguir a um Cristo sem Escrituras. O Evangelicalismo - nesse tema também - vai se tornando setorialmente liberal, porque é conveniente?.

?Honremos a memória nos nossos antepassados na fé?, conclui Dom Robinson, que me faz lembrar de homens com os quais suas nações puderam contar nos momentos de crise moral e política de suas histórias: Os EUA, com Martin Luter King; a África do Sul, com Mandela; a Índia, com Ghandi. O Brasil, com quem vai contar?

Vamos por os crentes nas ruas, manifestar nossos descontentamentos aos membros do STF e do governo federal, entrar nos gabinetes dos parlamentares, lotar suas caixas eletrônicas com nossos e-mails escritos com respeito e sabedoria acerca das ameaças sob as quais estamos vivendo de perdermos a liberdade religiosa e de expressão e de sermos vítimas de preconceitos e da intolerância de parte da comunidade homossexual de nosso país. Omissão e covardia, jamais! Não fazem parte da índole e nem do caráter da Noiva do Cordeiro.

Peçamos a Deus a graça de manifestarmos o amor de Cristo aos homossexuais de nossa nação, e por amor a Cristo e a eles não nos olvidemos de confrontá-los com seus pecados e partilharmos com eles, e com todo cidadão brasileiro e do mundo, as boas novas do Evangelho de Cristo. E lutarmos, em oração e no exercício de manifestações convictas, efetivas e pacíficas, por uma nação justa, igualitária, sem preconceitos, democrática, que assegure aos seus cidadãos livre expressão e que respeite os princípios cristãos e todas as manifestações de fé e de não-fé.

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