"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

sábado, 22 de agosto de 2009

CARÁTER CRISTÃO



(Texto extraído do Livro "A Igreja Apaixonada por Missões" do Pr. Antonio Carlos Nasser. da Editora Abba Press).

Isto é mais sério do que podemos pensar. Há alguns obreiros que estão agindo sem honestidade, sem obediência e senso de equilíbrio nos campos. Podemos ver isto acontecer em relação a Agência. Por exemplo: suponhamos que uma Missão resolva enviar um obreiro para o “pais das maravilhas”. Acontece que, em nossa história, já existem obreiros ali e este novato recebe instruções para ser submisso ao líder no campo. Sai com esta ordem e, com o rosto de anjo, embarca para seu novo ministério. Mas, “algo acontece” no avião e ele, ao chegar lá, esquece-se totalmente de todas as orientações e passa a enfrentar o líder do campo, fazendo criticas, alterando planos, desrespeitando e agindo por conta própria. Isto é, nada mais, nada menos, do que falta de caráter cristão. Os princípios de respeito à autoridade, onde estão? E o que prometeu?

Você pensa que estou inventando? Isto tem ocorrido muitas vezes! Lembro-me de que perguntei a um grupo de missionários de vários países, sobre problemas que enfrentam com novatos, e uma das questões levantadas foi essa: eles chegam criticando os obreiros mais antigos e acham que fará tudo muito melhor. São, via de regra, imediatistas e passam a confrontar as autoridades e os planos estabelecidos.

Nesta questão de caráter, lembro-me também de falar sobre o desrespeito aos costumes do povo com quem se vai trabalhar. Ora, é obvio que precisamos tratar as pessoas com maior amor e entendimento. Se num pais, por exemplo, é vergonhoso uma mulher falar em público, por que a missionária irá sair pregando sem considerar o fato? E se noutro lugar o vestido deve ser mais longo, por que não atender? Aí, você me dirá: - “Mas isto é falta de treinamento transcultural!” De quem? Do povo local ou do missionário, está obscuro, ambíguo! Também, mas a Bíblia me diz que devo respeitar os mais velhos. Também diz que devo evitar ser pedra de tropeço. O que é isto, senão a falta de formação em caratê cristão e amor? Também é falta de humildade para aprender, para perguntar. Podemos lembrar que o amor é o que motivava os Morávios. Eles mantinham:

Um amor e uma paixão profundos e constantes por Cristo.
Na própria vida de Zinzendorf vê-se este amor constante. Através dos mais de 2000 hinos que escreveu transmitiu a tônica de sua vida: “Uma paixão: Ele, apenas Ele”.
William Wilberforce, o grande reformador social evangélico, inglês, escreveu o seguinte sobre os Morávios: “eles constituem um corpo que talvez tenha ultrapassado toda a humanidade em provas sólidas e inequívocas de amor a Cristo e em um zelo ardente e ativo no Seu serviço. É um zelo temperado de prudência, suavizado pela mansidão e sustentado por uma coragem que nenhum perigo pode intimidar e por uma certeza tranqüila que nenhuma dificuldade pode exaurir”.

Este amor demonstrado, vivido, sentido pelos Morávios levou-os a muitas partes do mundo, para pregarem a Palavra de Deus. Amor vivenciado! Parece que não é isto que vemos em muitas de nossas Comunidades locais. Aparentemente (sem querer estabelecer um julgamento) muitos de nós temos preferido as polpudas estatísticas e preterido a missão amorosa e sacrificial que Cristo nos deixou. Precisamos urgentemente de um retorno à real motivação cristã.

Nós dizemos que amamos a Cristo! Há realidade neste sentimento. Temo, no entanto que ficamos presos aos sentimentos e esvaziamos nossas atitudes.

Quantas comunidades locais têm sido literalmente, divididas pelo desamor e desrespeito! Quanto tem praticado a critica destrutiva, a avaliação invejosa, a maledicência enganosa! É um quadro muito triste! Por isso é que creio ser necessário um avivamento que purifique nossas Igrejas, a partir de cada lar, de cada individuo. Precisamos ver uma nova onda de amor rompendo as trevas que nos têm separado!

Uma igreja Uma, Santa, Sem ruga. Creio que esta é a vontade de Deus para nós! Que a oração constante proferida por nós seja: “Dobra-nos, Senhor!”

O amor vivenciado é o único método viável, para alcançarmos este mundo, a partir da Igreja Local.

Mentiras, enganos, dissimulações e até roubos têm acontecido no mundo missionário. O que dizer do que tiram fotos mentirosas de lugares onde não trabalham e enviam para a Igreja com finalidade de “arrancar” sustento? Não tem ocorrido este triste fato?

(Texto extraído do Livro "A Igreja Apaixonada por Missões" do Pr. Antonio Carlos Nasser. da Editora Abba Press).

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