"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A IGREJA FRENTE AOS DESAFIOS MISSIONÁRIOS



Rev. Marco Antonio de Oliveira
O chamado Deus para a vida de Abraão, nosso grande patriarca, incluía acima de tudo, uma incumbência de ser abençoador. Deus o escolheu por ser , nesta terra, um grande sinal da presença divina, alguém rico em boas obras, e interessado no bem-estar daqueles que sofriam, alguém que fosse um grande farol em meio às trevas, com capacidade de iluminar a existência de muitos. Deus pretendia, através da vida de Abraão, manifestar seu amor, e maravilhosa presença confortadora. Por isso, Ele disse para Abraão: ‘Sê tu uma bênção’ (Gn12. 2b).

Diante desse sugestivo episódio narrado no texto bíblico, fico pensando nas inúmeras oportunidades perdidas por dezenas de igrejas locais, que ainda não conseguiram perceber que anunciar o evangelho de Cristo é, acima de tudo, ser luz e sal da terra, priorizando sempre o ser humano.

Lamentavelmente, enquanto ficamos discutindo questões menores, que não são essenciais à fé, disputando espaço nas estruturas eclesiásticas, votos nos assembléias locais, honra pessoal e prestígio, postos de destaques na vida local da igreja, ou maneiras de se beneficiar com a participação na comunidade, dezenas de pessoas, de famílias passam necessidade perto de nós. Quantos líderes estão mais interessados em seus títulos eclesiásticos, em seu enriquecimento pessoal, do que com o pastoreio verdadeiro, que se traduz em visitar os órfãos, as viúvas, em estar ao lado do rebanho nas vigílias da noite para protegê-los dos lobos? Pastorear está intimamente ligado à simplicidade, e em nada à arrogância, ganância, prestígio e enriquecimento pessoal. Nessa onda de pregação de prosperidade, de riqueza desenfreada, parece que parte da igreja brasileira está se esquecendo de que se não se fizer uma ampla reforma, que implica em mudanças radicais nas estruturas econômicas e sociais do país, poucos serão beneficiados, e a pobreza continuará assolando a maior parte das famílias brasileiras, inclusive algumas famílias de dizimistas fiéis, ainda que alguns ‘marcianos evangélicos’ neguem isso. É, os marcianos estão entre nós!

Usar o discurso de prosperidade sem se fazer algo de concreto para mudar a situação de pobreza de nossos missionários, de irmãos e membros de nossas igrejas locais, é se comportar com hipocrisia e fingimento. É negar o evangelho de Cristo e suas opções ministeriais.

A impressão que tenho, é que algumas denominações evangélicas estão mais interessadas em edificar seu reino próprio (grandes propriedades, programas de televisão caríssimos, lindos carros, mega construções ultramodernas), do que o Reino de Deus. Parece que os programas de algumas igrejas mais se assemelham com os canais de vendas (Shop time, Shop tour, Megatv, Polishop), que estão mais interessados na venda de certos ‘produtos da fé’ (livros, viagens santas, cruzeiros de avivamento, etc), na venda de ‘novas indulgências’ baratinhas que todos podem comprar por um pequeno ‘sacrifício’ (leia-se: preço especial), na promoção de seus líderes, e no sustento caro de suas grandes propriedades, tudo financiado pela ofertas, que deveriam ser usadas para promoção humana, expansão missionária e outras ênfases do Evangelho,enfim, com o anúncio do nome maravilhoso de Jesus. Será que foi este o comportamento que Deus sonhou que sua Igreja tivesse?

E o sustento dos missionários, das igrejas em áreas pobres, ou financiamentos das instituições sociais e seus programas de atendimentos aos necessitados? A resposta de alguns mais se parece com a de alguns grandes capitalistas: isso é muito caro - nos trará pouco retorno - não é rentável - não temos verbas disponíveis.

Nesta semana, enquanto escrevia para esta coluna, meu telefone tocou. Era a esposa de um missionário. Em suas palavras, notei uma preocupação, algo de errado parecia estar acontecendo. De repente, o choro substituiu sua voz, e ainda que acanhada, começou a compartilhar suas necessidades. Em sua casa, já não havia o que comer, pois as promessas quanto ao sustento missionário não haviam sido cumpridas. Porém, seus filhos precisavam ser alimentados, vestidos e a igreja pastoreada, e quem os ajudariam era sua pergunta silenciosa por trás das lágrimas. Seu esposo, ainda que tentasse ser forte, corajoso e encorajador de outros, já não estava mais aguentando a situação. Nas densas noites intermináveis, o choro desse missionário, sua oração e apelos rasgavam a frieza da escuridão na esperança de que alguém entendesse que, antes de tudo, é chamado para ser um abençoador. A oração desta esposa aflita é para que a igreja não feche os ouvidos e o coração e passe a ajudá-los.

Diante dos apelos e choros que ouvimos, temos duas alternativas: fingir que nada escutamos ou nos mobilizar, juntar amigos, irmãos e fazer algo para atender os que pedem socorro e justiça. Qual atitude você vai tomar?

Estou certo de que o pouco que temos, ou que podemos fazer pode torná-lo um grande instrumento abençoador de Deus na vida de outras pessoas.
O que você vai fazer?

Deus ainda está nos dizendo: Sê tu uma benção!
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O reverendo Marco Antonio de Oliveira é pastor -titular da Catedral Metodista do Rio de Janeiro, conferencista, terapeuta de família, psicanalista clínico, especialista e doutorando em Teologia. Contatos:
www.catedralmetodista.org.br ou pelo telefone: (21) 7857-4936 . pastormarcooliveira@catedralmetodista.org.br

O QUE É A IGREJA? MISSIOLOGICAMENTE FALANDO



A Igreja é o LUZEIRO DE DEUS.

Quando Jesus disse: “Vós sois a luz do mundo”, falava aos seus discípulos; portanto, à Igreja.

No apocalipse, último livro da revelação Divina, declarou o mesmo fato por outras palavras: “Os sete candeeiros(ou candelabros) são as sete igrejas” (Apoc.1:20). Então, nós os crentes, somos a luz do mundo, as igrejas são candeeiros; portanto as igrejas são luzeiros de Deus. No mundo para iluminar o mundo. Os luzeiros são de várias qualidades e aspectos, portanto, as luzes diferem de intensidade.

Um lampião – é um luzeiro.

Um farol de carro – é um luzeiro.

Um farol de uma ilha no meio do oceano – é um luzeiro.

Um holofote – é um luzeiro.

Uma lâmpada de um quarto – é um luzeiro.

O texto bíblico que nos dá o assunto diz que o candeeiro é de ouro, o material mais fino que se conhecia. Algo valioso! Assim, a igreja não só vale pelo que faz mas também pelo que é.

A Igreja é feita do melhor matérial que existe - o homem - a coroa da criação. O Salmos 8 define muito bem quem somos nós.

A função do luzeiro é ser um facho de luz conduzindo pessoas ao porto de salvação. Não existe função mais expressiva para a igreja.

A função do luzeiro também é de esclarecer. Não fosse a atividade da igreja certamente que o mundo viveria hoje em densas trevas espirituais.

Outra função do luzeiro é guiar. A igreja tem essa função, existe para guiar os homens ao porto do destino. Pela pregação da Palavra ela se constitui uma sentinela avançada do Reino de Deus aqui na terra.

Uma outra função do luzeiro é a de afastar o perigo. Quando as pessoas vivem na igreja em contato com os seus irmãos, conseguem vencer as tentações mais facilmente e levam uma vida mais santificada. Quando se afastam, logo se tornam prêsas fáceis do maligno.

As rádios costeiras, da marinha, emitem sinais e mensagens diuturnamente aos navegantes próximos de arrecifes. É que houve luzes de faróis que se apagaram, e um farol apagado pode ser sinal de naufrágio para os navios que caminham naquela direção. E quantas igrejas existem por aí que não passam de luzeiros apagados? Que é que fazem? Que serviço prestam ao Reino?

2.2. QUAL É A TRIPLICE MISSÃO DA IGREJA

Fazer discípulos(Pregar). Batizar e Ensinar. Mateus 28:19-20.

Uma das questões mais cruciais da missiologia, segundo Alderi Souza de Matos(Professor de História da Igreja - Universidade Mackenzie-SP), é a “definição do próprio conceito de missão”. O que se deve entender por MISSÕES CRISTÃS? Quais São a natureza e os objetivos da missão da Igreja?

Falar em evangelismo hoje é como se estivéssemos diante de um grande caleidoscópio de conceitos e pressupostos compromissos teológicos. Em Marcos 16:15-20, têm-se invertido esta missão, pois ela começa nos versos 17 e 18, ao invés de começar no 15 e 16. Na verdade este é um assunto controvertido e merece a nossa atenção se é que queremos, não ganhar o mundo para Jesus, mas proclamar a sua mensagem a este mundo e abreviar a sua volta.

Em 1966, realizou-se em Berlim o Primeiro Congresso Mundial de Evangelização sob os auspícios da Revista Christianity Today e daí surgiram vária outras Consultas sobre evangelização, Congressos e outros Encontros que se proporam discutir a Evangelização do Mundo, até o final do milênio. Participei de três deles(1983-1986 e 2000-Todos em Amsterdam, na Holanda) e fiz um Treinamento avançado em um Organismo de Liderança e Evangelização Avançada em Singapura, em 1985. As preocupações desses Encontros era o declínio da evangelização das igrejas cristãs, o avanço de outras religiões não cristãs e a Urgência da Volta de Jesus.

No Congresso Mundial de Evangelização, realizado pela Associação Evangelística Billy Graham em 1974, em Lausane-Suiça, foi a partida para que milh ões de cristãos analisassem seus planos de Missões ao redor do mundo.

Em 1960 começava-se a falar sobre os movimentos de crescimento de igrejas, a partir da ótica do vissionário McGavram, esses métodos só influenciaram movimentos à partir de dentro da própria igreja. Igrejas surgiram com poderes extraordinários mas era apenas um movimento de troca de membros e este tem sido um impecilho ao crescimento VIRGINAL da igreja. Não se fazem mais filhos como antigamente. Nos USA e na Ásia, vários movimentos surgiram e contaminaram a América Latina. “Pacotes” sobre métodos de crescimento de igreja foram exportados partindo dos modelos Americanos e Asiáticos e a igreja perdeu a sua “visão” Neo-Testamentária.

Samuel Escobar – um teólogo e missiológo peruano, identifica essa reflexão missiológica que está vindo, não só das Américas, mas também da África e da Ásia, como uma missiologia crítica da periferia, Ele observa que tal “MISSIOLOGIA” é caracterizada por uma forte ênfase hermenêutica que insiste na importância de ler o mundo e ler a Palavra, mesmo que essa leitura signifique um exame incômodo e sério da herança evangélica. Ele argumenta que seria grandemente desejável para a globalização das missões e da teologia evangélica se as diferentes correntes missiológicas do evangelicalismo (européias, crescimento da igreja, terceiro mundo) pudessem convergir em um crescimento mais articulado e cooperativo para enfrentar a evangelização do mundo do terceiro milênio.

Quero inserir aqui um texto do Pr. Ronaldo Lidório, presbiteriano, missionário por 9 anos em Gana-África, entre as tribos Konkomba e Chakali na plantação de igrejas e tradução do Novo Testamento para a língua Limomkpeln. Doutor em Antopologia Cultural, autor de livros entre os quais “Missões, a obra continua”, está hoje na Amazônia, trabalhando entre os indígenas. Vejam:

“Há um provérbio Gonja, tribo no oeste africano, que diz “Os cachorros de ontem não conseguem caçar os coelhos de hoje” mostrando que novos problemas demandam novas abordagens e concluindo simplesmente que os coelhos de hoje são mais espertos que os de ontem. A primeira Missão da igreja não é proclamar o evangelho, não é se expandir e nem mesmo conquistar a mídia ou impactar a sociedade. A primeira Missão da igreja é morrer. Perder os valores da carne e ser revestida dos valores de Deus. “Quem não perder a sua vida por amor de mim...”

Quando perguntaram a George Muller sobre o segredo do seu ministério, a sua resposta imediata foi: “O segredo de George Muller é que George Muller morreu já há alguns anos atrás”.

É preciso reafirmar em nossos dias o motivo de nossa existência: a glória de Jesus, senhor da Igreja! É tempo de reconhecer que Deus é maior do que nós.

Cirenius, teólogo bizantino, afirmou que “a igreja sofrera a tentação de desenvolver a sua personalidade e perder a sua finalidade. À imagem do primeiro homem, a igreja também peca quando esquece o porquê está aqui e imagina ser o suficiente apenas o existir...”

Percebo que vivenciamos a tendência da errática cristã a qual tenta incluir-se nas bênçãos do evangelho e se auto excluir de sua prática: a antibíblica vontade de ver a terra arada sem por as mãos no arado.”

2.3. DE ONDE A IGREJA RECEBE PODER PARA CUMPRIR SUA MISSÃO

Atos 1:8 “...Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo,...”

Missões é algo que começa no poder do Espírito Santo. Nenhum movimento espiritual no mundo teve êxito se não recebesse o aval do Espírito Santo.

Um dos textos mais fantásticos da Bíblia, falando sobre o derramar do Espírito, não está no Novo Testamento e sim no Velho Testamento. Está lá em Joel capítulo 2:28-32 e capítulo 3: 12-16, vale a pena lermos agora essa pérola. Podemos igualar o texto e inseri-lo somente no evento Messiânico, mas é muita mais que isso, a profecia alcança os nossos dias e dá ênfase à ação poderosa do Espírito Santo.

Vivemos dias em que algumas igrejas dizem que tem o poder do Espírito Santo. mas não tem visão missionária, o que é impossível, porque se de fato tivessem poder, automaticamente teriam visão missionária. Jesus conhece as nossas fraquezas, a incapacidade para cumprirmos a sua ordem. Por isso, todas as vezes que Êle nos ordenou que fôssemos por todo o mundo, pregando o Evangelho a toda a criatura, deu-nos também a certeza de nos capacitar com o poder do Espírito Santo.

É impossível fazer a obra de missões sem o poder do Espírito Santo. É impossível haver poder do Espírito Santo sem visão mundial.

A obra do Espírito Santo é tão necessária quanto a obra de Cristo.Talvez isto surpreenda você. Mas Jesus diz: “É necessário que eu vá, pois se eu não for, o Consolador não virá para vós outros.” (João 16:7). Jesus sempre ensinou ao seu povo a ansiar pela vinda do poder do Espírito Santo, isso é notório em todo o Velho Testamento e nas mensagens de Jesus.

O Espírito na Orígem da Igreja
Em certo sentido a Igreja já existia embrionáriamente no Velho Testamento. Estêvão fala na “igreja do deserto” (Atos 7:38). A igreja consiste no povo de Deus, nascido de novo no Espírito, e salvo pela fé no Messias prometido. Assim algo especial aconteceu no dia do Pentecostes. Naquele dia começou a era do Espírito, e nasceu a igreja do Novo Testamento, da nova aliança. Existem milhares de pessoas que freqüentam nossos cultos, participam da vida da igreja, mas nunca foram batizados pelo Espírito Santo, isto é: Não nasceram de novo, e por esta razão não existe um compromisso com a Missão principal de Jesus.

O Espírito Santo Equipa a Igreja
A igreja toda é comparada a um corpo e os indivíduos são membros ou partes diferentes deste corpo. “A um é dada pelo Espírito a Palavra de sabedoria; a outro, a palavra de conhecimento pelo mesmo Espírito” etc, (I Cor.12:8-9 / I Cor. 12:11) O Espírito assegura que a igreja está plenamente equipada para a sua tarefa.

Os dons extraordinários passaram, pois o Senhor não os vê mais necessários para a sua Igreja, mas tudo que se requer para o bem da igreja é um EVANGELISMO de sucesso eficaz. E o Espírito equiparará a igreja para esta MISSÃO.





O Espírito Santo Ensina a Igreja
As Escrituras são o produto do Espírito por meio do qual Ele ensina à Igreja. “Homens santos de Deus falaram ao serem movidos pelo Espírito Santo”(2ª. Pe.1:21). O Espírito não apenas dá a Bíblia, mas também abre mentes e corações às suas verdades. “O Espírito da verdade vos guiará à toda a verdade..., há de Receber o que é meu e vo-lo há de anunciar.”(João 16:13-15). O corpo de Cristo como um todo não precisa de gente de fora para ensiná-lo. Tudo o que ele precisa saber está na Bíblia, na Palavra, e o Espírito ajuda a igreja a entendê-la. Podemos entender que o Espírito também guia o desenvolvimento da obra: Em Atos 16:6-7, temos um texto maravilhoso de como isso acontece.

O Espírito Santo Governa a Igreja
Cristo é o cabeça e Rei da Igreja. Mas Cristo, porém, está nos céus. É através do Seu Espírito que Ele governa a Igreja no mundo. Quando a Igreja deixa-se governar pelo Espírito e não por idéias humanas somente, Ele, o Espírito, age de forma sobrenatural e audível. Vejam o texto de Atos 13:2, quando os profetas e mestres de Antioquia oraram e jejuaram ao Senhor. O Espírito Santo disse: “Separai-me agora Barnabé e Saulo para a obra que eu os tenho chamado...”. Foi da vontade do Espírito que o Evangelho fosse pregado na Europa. O Espírito governava e guiava a Igreja naqueles dias. Tem sido assim em nossa época?

O Espírito Santo Unifica a Igreja
O movimento ecumênico tenta unir a igreja, mas o melhor que ele consegue é um movimento organizacional, nada mais, é como “passar um verniz” sobre as várias diferenças. O Espírito, no entanto, verdadeiramente, une todos os cristãos em uma só igreja. Nesta igreja não existem hipócritas. A entrada é através de Cristo, a porta. O Espírito trabalha do lado de fora desta união trazendo as pessoas para dentro de uma forma irressistível. É o que nos diz Paulo em I Cor. 12:13. “Pois em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.” Chegará o dia em que deveremos entender, literalmente, o que nos diz a Palavra em Efésios 4:3-4 “...esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Há somente um corpo e um Espírito.”

O Espírito Santo Reaviva a Igreja
Foi de Jonathan Edwards a seguinte afirmativa: “É claramente observável que desde a queda do homem até os nossos dias, a obra da redenção em seu efeito tem sido levada adiante principalmente por meios de comunicações extraordinárias do Espírito de Deus. Mesmo que haja uma influência mais constante do Espírito de Deus sempre em alguma medida, aguardando as Sua ordenanças, ainda assim, o meio através do qual as maiores coisas têm sido feitas no sentido de concretizar esta obra, sempre foi por meio de efusões extraordinárias em períodos especiais de misericórdia”. (História da Redenção, Período I, parte 1) Ele está falando aqui de reavivamentos.

Num reavivamento, uma igreja seca e sem vida é despertada. O Espírito Santo traz novo arrependimento, isto é, volta ao primeiro amor(Apoc.2:4). Aliás, o segundo arrependimento de que fala a Bíblia, foi o próprio Cristo que exortou a sua igreja a fazê-lo, pois isso está inserido em todas as cartas escritas às sete Igrejas da Ásia, símbolos de sua Igreja militante na terra desde Jerusalém até os tempos finais. O Espírito Santo está entristecido com a Igreja e por esta razão ele se retira dela, pois a igreja hoje está cheia de ídolos, materialismo, mundanismo e falta de oração verdadeira e da busca do poder do alto. Ele permanece fora até que o povo de Deus se arrependa. Por esta razão Jesus está batendo à porta da Igreja. (Apoc.3:20) “Eis que estou à porta e bato...”

O Espírito Santo Age na Evangelização
Antes de subir aos céus Jesus Cristo deixou a grande comissão com a sua Igreja, está em Mateus 28:19-20. Eu tenho dúvidas se hoje perguntasse aos jovens dessa geração se eles conhecem este texto da Bíblia, de que eles me respondessem afirmativamente. É a tragédia desse século!

Mas sabemos que o Espírito Santo sempre agirá no meio da igreja porque foi o dono da Igreja que prometeu “... eis que estarei convosco...”. Foi Jesus também que disse “Êle, o Espírito, vos convencerá da Justiça, do pecado e do juizo” . Jesus continuará salvando e isso Ele faz por meio do Espírito Santo, que é vital para o programa de evangelização da Igreja no mundo.



2.4. PERIGOS À EVITAR

1. O Secularismo

“Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do criador...” (Romanos 1:25).

Este perigo tem sempre rondado a igreja desde os primeiros dias e por esta razão Paulo enfatiza isso aos Romanos, uma sociedade avançada e altamente politizada. O Secularismo, como filosofia abrangente de vida, expressa um entusiasmo sem reservas pelo processo da secularização em todas as esferas da vida, inclusive a religiosa. Vivemos dias em que muitas igrejas estão vivendo diferente das idéias de um defensor dessa filosofia – Dietrich Bonhoeffer, pastor luterano. A secularização é uma ameaça provocante, que deve ser levada à sério.

2. O Pobre Entendimento do Evangelho

Muitas igrejas evangélicas dão pouca ênfase sobre o real significado do Evangelho. Esse triste fato, gera, por conseguinte, igrejas repletas de pessoas com pouco ou nenhum interesse na evangelização – que seria a proclamação do Evangelho que eles pouco conhecem. Para muitos o evangelho é apenas uma forma mais rápida de escapar do inferno, ou de resolver um problema conjugal, ou de buscar cura para uma enfermidade, ou de encontrar sucesso na vida financeira, etc...

Para combater este problema é necessário que voltemos a exaltar a obra redentora de Jesus Cristo e sua suficiência para nossas vidas. Precisamos ficar conscientes do real problema do pecado e da necessidade do arrependimento. As mais belas palavras que podemos ouvir de alguém deverão ser parecidas com aquelas do cego de nascença registradas por João: “Eu sei que era cego e agora vejo!”

3. Pouca Glorificação Para com o Nome de Deus

Conhecí um pastor, grande evangelista, que dizia sempre em todas as realizações e cruzadas que realizava, ao final do apelo, quando multidões aceitavam a Jesus como Salvador: “A Deus toda a Glória, toda a Honra e todo o Louvor!”

A Evangelização enfrenta muitos perigos que devem ser evitados, porque existem prioridades equivocadas. As pessoas não querem glorificar o nome de Deus e as suas prioridades se tornam outras em suas vidas. As pessoas estão sem tempo, sem dinheiro, sem paciência, sem alegria suficiente e sem coragem para glorificar o Nome de Deus através da evangelização. Se falamos em evangelizar surge logo a idéia de fazermos um GRANDE PROGRAMA musical, um GRANDE ORADOR deve ser convidado e um GRANDE ESTÁDIO deve ser locado. O que deveria estar em jogo nesta hora é a Glória de Deus e em Ele nos usar, individualmente, para evangelizarmos as pessoas ao nosso redor.

4. Falta de Amor Pelas Pessoas

João 3:16. Aqui está o maior exemplo de amor que Deus demonstrou. O amor ao próximo é um distintivo da fé cristã, de acordo com Paulo em Romanos 5:8. Jesus é a maior prova e o melhor exemplo do verdadeiro amor. João, em suas cartas, repete isso quase que sistemáticamente. Não temos amado o suficiente e isso tem causado uma barreira quase que instransponível a realizarmos A TAREFA AINDA INACABADA – A Evangelização do Mundo!


Pr. Flavio Lima

sábado, 24 de abril de 2010

E A PAIXÃO MISSIONÁRIA ONDE FOI PARAR?

Alex Branco
Publicado pelo Forum
Em 10/03/2010
Veja o link abaixo:
http://www.cuidadointegral.info/

Meu chamado missionário deu-se na adolescência. Em nossa igreja sempre havia missionários que por lá passavam e contavam-nos suas experiências adquiridas nas mais diversas partes do mundo. Foi ali, no convívio da igreja, que ouvi falar do mundo islâmico, budista, hindu e comunista. No seio da igreja sonhei com os campos missionários e com a possibilidade de glorificar a Deus com minha vida. Nesta ocasião era praticamente impossível ler Mateus 28:19-20 sem as lágrimas virem aos olhos.

O tempo passou, o adolescente cresceu e o sonho tornou-se realidade. Tive o imenso privilégio de servir ao Senhor no mundo hindu por vários anos e nos últimos sete anos num contexto pós-cristão da Europa. Minha paixão pela missão continua a mesma, apenas mais amadurecida, já com alguns fios de cabelos brancos, e ainda hoje é impossível ouvir alguém falar de missões entre outros povos sem que as lágrimas me venham aos olhos.

Nestes quase quinze anos fora do Brasil e envolvido com a obra missionária, foram raras as oportunidades de voltar à “pátria amada”. No entanto, a cada retorno foi possível notar um esfriamento cada vez maior da paixão missionária. Lembro-me da ocasião em que as pessoas nos procuravam desejosas de saber sobre os povos do mundo e das necessidades missionárias. Já na minha última viagem ao Brasil a pergunta mais comum era: “Europa, interessante, lá é bom mesmo para se ganhar dinheiro?” Aliás, acredito que as necessidades missionárias da Europa sejam as mais desconhecidas da igreja brasileira. Quantos brasileiros sabem das milhares de cidades da Europa sem uma única igreja cristã? Só no pequeno Portugal são quase cinqüenta cidades sem igrejas.

O sentimento que tenho é que a igreja brasileira assumiu a sua responsabilidade, mas perdeu a paixão. Da última vez que lá estive raras eram as pessoas interessadas em falar sobre missões. Faz-se missões, mas não mais refletimos sobre o assunto. O resultado é um distanciamento daquilo que hoje acontece no mundo missionário, suas novas tendências, os novos alvos e, acima de tudo, nada se fala dos mais de doze mil povos não alcançados e muitos ficam espantados ao ouvir que ainda hoje missionários e cristãos são mortos ou lançados em prisões por causa do Evangelho, para estes, estas coisas de perseguição não passam de alguns relatos do Novo Testamento.

Hoje o missionário é um problema que a igreja brasileira tenta administrar dentro das suas prioridades locais. O assunto administra-se da maneira mais conveniente possível, conveniente para a igreja local, não para o missionário. Nós, brasileiros, gostamos da glória da missão, não do custo da missão. Gostamos de dizer que o “Brasil é o Celeiro do Mundo”, mas nos esquecemos de dizer que os missionários brasileiros estão entre os que menos recursos recebem de suas igrejas, e que raríssimos são os casos dos que possuem algum plano de aposentadoria.

Lembro-me da ocasião em que nos reunimos na Noruega. Éramos um grupo de cinqüenta brasileiros envolvidos com missões, sentíamo-nos o grupo mais especial do mundo, até que ouvimos o reitor da faculdade missionária da Noruega que, com detalhes e aquela humildade típica dos noruegueses, falou-nos como fazer missões de verdade, e contou-nos sobre a missão desenvolvida por missionários noruegueses em Madagascar ao longo dos anos, onde estão sepultados ao menos mil e quinhentos missionários noruegueses, mortos pelos mais variados motivos. A igreja brasileira ainda está muito longe da realidade do custo da missão.

Outra coisa importante a aprender com os nórdicos sobre como fazer missões está no tratamento que recebe o missionário norueguês. Em sua maioria possuem os mesmos direitos sociais e financeiros dos pastores locais. Isto significa que, após uma determinada idade, os missionários poderão contar com uma pensão vitalícia que garantirá o sustento na velhice e a garantia de provisão para a família. No caso brasileiro, a menos que o missionário faça contribuições por conta própria para a previdência social ou privada, chegará à velhice em uma situação constrangedora. Mas como a igreja brasileira ainda é muito nova no seu envolvimento missionário, pouco se pensa sobre este assunto. Não posso deixar de elogiar algumas juntas missionária e igrejas que agem diferente nesta questão e investem no futuro de seus obreiros.

Como podemos ver, a questão da missão é muito mais séria que enviar cinqüenta reais ou mil reais por mês para um missionário no campo. É uma questão de consciência missionária, de real envolvimento com todos os aspectos da vida do missionário, afinal, “digno é o trabalhador do seu salário” (Lc 10:7). Lembro-me da irmã Hanna, uma missionária aposentada, membro da nossa igreja na Noruega que, depois de mais de quarenta anos de serviço missionário na África, gozava de sua velhice a tocar piano em casa e nos lares de idosos que ela visitava semanalmente, como uma forma de manter-se ativa. Um dia numa conversa com ela fiquei surpreendido ao ouvir desta irmã que todos os seus mantenedores que a apoiaram quando ela saiu para missões na África, os que ainda viviam, continuavam a lhe enviar ofertas mensais, mantendo um lindo relacionamento entre mantenedor e missionário por mais de cinqüenta anos. Será que no Brasil algum dia ouviremos histórias assim de nossos missionários? No meu caso, um anos após ter saído para Índia, dos que se comprometeram comigo, 60% acabaram por desistir.

É tempo de repensar nosso envolvimento missionário, restaurar a paixão perdida, buscar aprender com outros povos como fazer missões de forma efetiva e duradora. O orgulho missionário brasileiro de nada serve, só nos atrapalha. Não somos o celeiro do mundo missionário, países menores e mais pobres que o Brasil, como a Argentina, por exemplo, enviam e sustentam mais missionários que nós. A Coréia do Sul possui mais de doze mil missionários em mais de cento e cinqüenta países do mundo, e o número tende a crescer. O cuidado da igreja coreana com seus missionários é muito superior ao cuidado recebido pelos missionários brasileiros. É preciso humildade, paixão, seriedade, e desejo de fazer missões de forma correta.

Sei que meu clamor pouco impressionará alguns, irritará a outros, mas é apenas um clamor escrito no sofá de casa, com minhas filhas aos pés, cada uma nascida em um país diferente, são também filhas da missão, mas que espero que possa despertar a paixão e o pensamento de outros. Quanto a mim, continuarei na missão, venha o que vier, continuarei a sonhar e trabalhar pela conversão do mundo, continuarei a chorar quando ouvir Mateus 28:19-20 e ao ler histórias missionária como a de Adoniram Judson que li mais uma vez hoje pela manhã.

Até que todos tenham ouvido

quinta-feira, 22 de abril de 2010

A TRADUÇÃO DA BÍBLIA PARA LÍNGUAS INDIGENAS E O CRESCIMENTO DO NUMERO DE INDIOS NAS CIDADES



Dados do relatório Etnias Indígenas Brasileiras 2010, do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (DAI/AMTB), revelam a existência de 181 línguas indígenas no Brasil. Em 54 delas há programas de análise linguística e letramento em andamento, sob iniciativa evangélica. Em 31, há também programas de tradução bíblica em andamento. Segundo o estudo, atualmente, em três línguas há a Bíblia completa (que serve a sete etnias); em 32 há o Novo Testamento completo (que serve a 36 etnias) e em 23 há porções bíblicas. A pesquisa, coordenada pelo antropólogo e pastor Ronaldo Lidório, faz outro tipo de constatação do universo indígena, agora demográfica. Diz que é muito grande o crescimento da população geral dos povos indígenas no Brasil, assim como é notório o aumento do número de “autodeclarados” índios nas cidades.

O estudo da AMTB calcula uma população de 616 mil indígenas em 2010 (eram 294 mil indivíduos em 1991), 48% do total hoje habitando em regiões urbanizadas ou em urbanização. A partir das leituras de movimentos demográficos, porém, dizem os especialistas, em 5 anos haverá igualdade entre aqueles que habitam as aldeias e os que habitam as pequenas e grandes cidades. Hoje, cerca de 60% da população indígena brasileira habita a Amazônia Legal, composta pelos estados do Amazonas, Acre, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e parte do Maranhão.

A explicação para o aumento do número de indivíduos que se autodeclaram indígenas, principalmente nas áreas urbanas ou em urbanização do Nordeste e Sudeste, são: reavivamento cultural, movimentação política ou busca pelos incentivos governamentais.

Outros dados relevantes apresentados no relatório são:

- Sobre a linguística, menciona-se também que cerca de 132 etnias indígenas falam o Português, e, destas, 66 falam somente o Português e 66 são bilíngues ou trilíngues com o Português.

- Há uma marcante presença de etnias minoritárias no quadro geral. 35 etnias são formadas por até 100 pessoas; 85 entre 101 e 500 pessoas; 31 entre 501 e 1.000 pessoas; 56 entre 1.001 e 5.000 pessoas; 10 entre 5.001 e 10.000 pessoas; 7 entre 10.001 e 20.000; e 4 formadas por população acima de 20.000 pessoas. 76 etnias não possuem situação populacional determinada e 36 partilham sua população com países limítrofes.

- Segundo a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) há 611 Terras Indígenas (TIs) reconhecidas ou em fase de reconhecimento que correspondem a 13% das terras do país, sendo 21% da Amazônia legal.

http://www.agenciasoma.org.br/sys/popmaterias.asp?codMateria=R6Uje0lOI33p&secao=show

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Missões – Tome Essa Atitude!

Entre os versos 21 e 24 de 1 Samuel 30, o Rei Davi esclarece que, tanto os que desceram à peleja como os que ficaram guardando a bagagem, “receberão partes iguais”. Afinal, todos contribuíram para que a vitória contra o inimigo ocorresse.

Com base na Escritura Sagrada, entendo que o “contribuinte” de missões também é um missionário, e tanto o que tem o ministério de ficar quanto o que tem o ministério de ir receberão sua parte no galardão.

É aquela velha história: um vai, outro financia e o outro ora. De qualquer forma, todos são comissionados.

A pergunta é: qual a minha parte nessa história toda?

Um dia, ouvi, aliás com muita propriedade, uma pessoa dizer que na igreja você se enquadra em uma das duas úni-cas categorias de pessoas que existem: ou você é um missionário ou, então, um “campo missionário”. E eu, feliz da vida só pude dizer: “Amém!”

Ainda sobre esse assunto, há uma frase famosa e muito difundida no nosso meio, cuja autoria é atribuída a William Carey, que diz: “Existem dois tipos de missionários, aquele que desce o poço e o que segura a corda”.
Sabedores, então, de que todos os homens e todas as mulheres que um dia foram lavados e remidos pelo sangue do Cordeiro são missionários, fica mais fácil darmos continuidade a esse assunto. Contudo, em detrimento da conclusão que acabamos de ler, os crentes, de uma forma geral, se enquadram em certas categorias quando falamos sobre aquele que contribui.

Vejamos essas categorias.


1. O amigo – é aquele que contribui com o missionário porque é amigo pessoal dele. Já o conhecia antes de ir ao campo, já se relacionavam, sabe de sua seriedade e compromisso. Acima de tudo o considera um grande amigo.


2. O frustrado – é o que contribui porque ele mesmo gostaria de ser um missionário. Contudo, as coisas não saíram como ele queria e, contribuindo, ele sente que tal missionário está sendo missionário no lugar dele.


3. O visionário – esse contribuinte quer ver o propósito de Deus sendo cumprido no mundo e sente-se responsável por isso. Seu pressuposto está em textos como o de Mateus 28.19.


4. O constrangido – é o que sente desconforto em dizer “não” quando é desafiado a envolver-se num ministério.


5. O apaixonado – é motivado pelo amor que sente por Jesus. Além disso, acha que dando ao missionário está dando também a Deus.

6. O solidário – esse contribuinte é sensível à grande necessidade mundial do conhecimento de Cristo. Ademais, ele se sensibiliza com a miséria, menores abandonados, epidemias, guerras, etc. Ele também poderia ser chamado de o “empático”.

7. O paizão – geralmente é uma pessoa idosa que resolve “adotar” o missionário e trazê-lo guardado no coração como um filho. Pode ser também, a mãezona.

8. O abençoado – contribui porque recebe bênçãos as quais atribui ao fato de ter ofertado.

9. O transvisionário – ele já é um missionário atuante e, por admirar o ministério de alguém, quer abençoá-lo financeiramente.
10. O esclarecido – contribui por saber que o trabalho que determinado missionário realiza é, em última instância, um trabalho de Deus.

11. O corporativo – esse nem sequer conhece o missionário, mas conhece a missão ou organização a que ele pertence e a admira muito, por isso contribui.

12. O interesseiro – contribui para poder deduzir do imposto de renda.


13. O parente – contribui por ser parente do missionário. Ele pode nem ser crente, mas deseja participar daquele “trabalho”.


14. O vaidoso – quer ver seu nome publicado no jornal da denominação ou na lista dos contribuintes de determinado ministério.


15. O anônimo – em contrapartida, há aquele que deposita a oferta para alguém sem jamais se identificar, crendo que o importante mesmo é Deus saber sobre seu ato e suas intenções.


16. O articulador – é aquele que, além de contribuir, movimenta a igreja, faz campanhas e incentiva outros a contribuírem.


17. O indeciso – é o que, em cada mês, envia a oferta para um missionário diferente.


18. O Papai Noel – aquele que só contribui em dezembro.


19. O oportunista – só manda a oferta quando está bem financeiramente, sem dívidas, ou com algum dinheiro sobrando.

20. O ovelha – só contribui para os projetos ou missionários autorizados pelo pastor da igreja.


Observando essa lista, vemos que alguns contribuintes são louváveis e outros nem tanto. Um desafio para nós seria passar paulatinamente a visão correta para nossas igrejas e nossos contribuintes, não nos esquecendo de regar todo esse processo com muita oração.

O importante mesmo é oferecer à igreja um lenitivo que venha curar as seqüelas herdadas através dos anos – ou dos séculos – e que esclareça, de fato, quais devem ser as reais motivações daquele que contribui para missões, lembrando que os dois alicerces principais são: doar segundo a orientação do Espírito Santo e doar sem segundas intenções.

No mais, se o seu ministério for o de “ir” dou graças por isso, mas se o seu ministério for o de “ficar” não se permita deixar de ir, pois de alguma forma você vai estar lá.


A Deus toda a glória!

(Autoria: Mônica Mesquita é missionária da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais.
http://www.betania.com.br/texto143.htm

segunda-feira, 19 de abril de 2010

QUEBRANDO O SILÊNCIO


Tem assuntos que ninguém gosta de falar. Quando uma mulher indígena do grupo arawá sai para dar à luz, por exemplo, ninguém vai junto. Esse é um momento só dela. Ela sai sozinha, mesmo que seja muito jovem e aquele seja seu primeiro bebê. Ela procura uma árvore ou arbusto onde possa se apoiar, se agacha, e ali enfrenta suas dores. É ali, na hora do parto, que essa jovem mãe tem a grande responsabilidade de decidir o futuro da criança. Ela só poderá ficar com o bebê se ele for perfeito.

Se por alguma razão ela volta para a casa sem o bebê nos braços, o silêncio é geral. Ninguém pergunta o que houve. Nem o pai da criança, nem os avós, nem a amiga mais próxima. A jovem se afunda em sua rede, muitas vezes sem coragem ou forças nem para chorar. O assunto morre ali mesmo. Ninguém pergunta por que ela voltou sem o bebê. A mãe terá que carregar sozinha, em silêncio, pelo resto da vida, a lembrança dessa maldição, dessa má sorte, dessa infelicidade.

Às vezes ouve-se ao longe o choro abafado da criança, abandonada para morrer na mata. O choro só cessa quando a criança desfalece, ou quando é devorada por algum animal. Ou quando algum parente, irritado com a insistência daquele choro, resolve silenciá-lo com uma flecha ou um porrete.

Depois disso o silêncio é absoluto.

O infanticídio é um tabu. Da mesma maneira que o assunto é evitado nas sociedades indígenas, é evitado também na nossa sociedade. Ninguém fala, ninguém enfrenta, ninguém toma posição.

A posição mais cômoda continua sendo a da omissão - omissão muitas vezes maquiada de respeito às diferenças culturais.

Estamos vivendo um momento de mudança de atitudes. Algumas mulheres indígenas resolveram abrir a boca sobre esse assunto, tão polêmico e ao mesmo tempo tão doloroso para elas. A partir da iniciativa dessas mulheres, o tabu começou a ser quebrado e a mídia nacional vem veiculando diversas matérias sobre o assunto (Revistas Consulex – outubro 2005, Problemas Brasileiros, do SESC/SP de maio-junho 2007; Cláudia, julho de 2007; Veja, agosto 2007, dentre outras).

Nossa sociedade precisa parar de falar por um momento e ouvir essas vozes.

Os números são alarmantes.

Quebrando o Silêncio aborda o infanticídio a partir do depoimento dos próprios indígenas. Reúne relatos de parentes de vítimas, de agressores e de sobreviventes.

São ouvidos, ainda, antropólogos, advogados, religiosos, indigenistas e educadores.

Esperamos que este material ofereça dados suficientes para que se possa pelo menos tomar uma decisão importante. A decisão de levar essa discussão adiante - ouvir, discutir, refletir, com imparcialidade, e criar condições para que as comunidades indígenas possam resolver os conflitos que causam o infanticídio. Que, pelo menos por um momento, possamos silenciar ideologias e paixões e ouvir com empatia a voz de mulheres que se cansaram de enfrentar sozinhas essa dor. Que possamos tomar a decisão responsável de quebrar o silêncio sobre o infanticídio.

O CAMINHO DA ESPIRITUALIDADE A MANEIRA DO INDIO

Estava aqui pensando com meus botões, quando me dei conta que se aproximava o dia 19 de Abril, Dia do Índio no Brasil. Não sou Índio, “acho” que não devo ter nenhum antepassado índio, digo acho, pois no Brasil, é quase impossível quem não tenha alguma coisa de negro, português, judeu e índio no sangue. Segundo Darcy Ribeiro, essa fundição cultural das raças fez do brasileiro uma nova raça, jamais vista até então no mundo.
Mas voltando ao assunto dos índios, confesso que sempre que ouço falar das nações indígenas do Brasil, principalmente dos seus desafios, não consigo segurar as lágrimas. Alguma coisa se move no meu interior, e sinto-me envolvido por uma grande compaixão pelas nações indígenas. Infelizmente, como homens missionários, somos na maioria das vezes limitados ao serviço de um povo, mas as vezes bate uma vontade de entrar pelas matas e ir servir em alguma tribo indígena do nosso Brasil.
A igreja precisa falar mais sobre os índios do Brasil, precisamos conhecer as causas indígenas, conhecer as suas realidades sociais e espirituais, precisamos ouvir as missões que trabalham entre os índios, pois eles podem nos ajudar a ver como Deus pode usar a igreja em favor das nações indígenas. Confesso que sou quase um analfabeto sobre a questão, sei mais sobre povos do outro lado do mundo do que sobre os índios do Brasil. Deve ser por isso que choro ao ouvir falar sobre os índios, pois acompanhado ao sentimento de compaixão, surge também o da incapacidade de saber o que fazer, além de orar.
Na busca por elementos que pudessem ser úteis para um momento de intercessão e conscientização em nossa pequena igreja, deparei-me com alguns materiais desenvolvidos pelo CONPLEI (Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas), acabei por me impressionar com o programa destes irmãos para estabelecer em cada povo uma igreja genuinamente indígena. Que coisa linda! Fiquei impressionado também com a firme convicção bíblica transmitida pelos líderes indígenas e sua espiritualidade é encantadora. Entre o material que tive acesso, assisti um vídeo onde o pastor indígena Jader de Oliveira, do Mato Grosso do Sul, fala sobre a problemática das divisões denominacionais e exortou os índios a manterem a unidade, veja as palavras do pastor: “Como podemos comemorar o Natal, nascimento do único Senhor, a quem todos nós adoramos, com cada um saindo para igrejas diferentes, separados uns dos outros na aldeia? Os incrédulos vão nos acusar, e com razão, de causar divisão na aldeia. É assim a maneira do índio? Não, não é! É costume indígena? Não, nunca foi, nunca foi!” Acho que devemos sugerir o nome do Pastor Jader para falar nestes congressos, conferências e consultas que acontecem por este mundo afora sobre “a maneira do índio”. Quem sabe não nos envergonhamos, nos arrependamos, e adotamos a maneira do índio nos domingos em nossas comunidades, hoje tão divididas.
Dia 19 de Abril é um dia especial, é o Dia do Índio, alguns podem dizer que o dia do índio é todo dia, concordo, mas é bom parar um dia especial para orar, refletir e amar o índio do Brasil. Sei que no final continuarei me sentindo incapaz diante da grande necessidade destes povos, mas pelo menos incomodarei alguns mais para refletir sobre a causa indígena.

Rev. Luis Alexandre Ribeiro Branco



domingo, 18 de abril de 2010

ÍNDIOS E URGÊNCIA MISSIONÁRIA



Vivemos em um país com 257 tribos indígenas perfazendo uma população aproximada de 364.000 pessoas. Segundo o pesquisador Paulo Bottrel(1) apenas 4 etnias (Katuena, Mawayana, Wai-Wai e Xereu) possuem a Bíblia completa, 34 dispõem do Novo Testamento e outras 59 contam com porções bíblicas. Entretanto mais de 120 tribos necessitam urgentemente da tradução das Escrituras. Apesar das 25 Agências Missionárias que bravamente atuam entre os índios em nosso país ainda contamos com um vasto campo que necessita do evangelho e 103 grupos permanecem sem presença missionária.

É certo que o desafio vai muito além das estatísticas e das palavras, pois é prefigurada por faces, vidas, histórias e culturas milenares as quais tem sofrido ao longo dos séculos a devassa dos conquistadores, a forte imposição sócioeconômica, etnofagias e perdas culturais.

Em meio a todo este quadro há necessidade gritante de homens e mulheres que se disponham a encarar a transmissão do evangelho valorizando o homem e sua cultura dentro de uma esfera de compreensão lingüística e aplicabilidade social, o que envolve o ultrapassar de várias barreiras. Uma delas é o estudo, registro, preservação, uso e valorização das línguas maternas.

O Apelo das Minorias

No contexto sul-americano nosso país possui a maior densidade lingüística e diversidade genética e, paradoxalmente, uma das menores concentrações demográficas por língua falada. As 185 línguas indígenas são distribuídas em 41 famílias, dois troncos e uma variedade desconhecida de línguas isoladas(2). Em meio a esta grande diversidade apenas 3 etnias (Tikuna, Kaingang e Kaiwá) possuem mais de 20.000 pessoas e a média de falantes por língua é de 196 pessoas. 53 povos têm menos de 100 indivíduos e há aqueles com menos de 10 representantes como os Akunsu, com 7 pessoas, os Arua com 6 e os Juma também com 7 indivíduos. Quando pensamos em grupos indígenas nos confrontamos com a realidade de povos minoritários.

Nos anos 80 pesquisadores do Museu Goeldi encontraram os dois últimos falantes do Puruborá. Em 1995 foi identificado um grupo arredio como sendo falante do até então desconhecido Canoê(3) e Pierre Grenand reconhece a existência de 52 grupos ainda sem contato com o mundo exterior cujas línguas não foram estudadas, praticamente todas minoritárias.

O Brasil evangélico não indígena, por sua vez, experimenta desde os anos 80 um rápido crescimento tanto em número de templos como de convertidos, motivo de louvor a Deus. Isto por outro lado têm nos levado a desenvolver uma missiologia mais pragmática, que cultua os resultados, do que Escriturística, que valoriza a Palavra. Assim tanto a expectativa missionária por parte do corpo evangélico nacional quanto à prática no plantio de igrejas valoriza o quantitativo. E isto não será encontrado no universo indígena, pois a conversão de toda uma tribo pode representar, em alguns casos, apenas uma dúzia de pessoas. Precisamos ser relembrados da proposta de Jesus: tornar-se conhecido dentre todos os povos, tribos línguas e nações da terra(4) e isto jamais acontecerá enquanto não alcançarmos os grupos minoritários. Precisamos de uma Igreja apaixonada por Jesus e disposta a gastar bastante tempo e recursos no preparo de seus obreiros a fim de fazer o Evangelho de Cristo conhecido entre todos os povos, também os minoritários.

O Apelo da Subsistência Lingüística

Michael Kraus(5) afirma que 27% das línguas sul-americanas não são mais aprendidas pelas crianças. Isto significa que um número cada vez maior de crianças indígenas perde seu poder de comunicação a cada dia. Isto possui raízes diferenciadas que vai desde a imposição socioeconômica nas tribos mais próximas dos vilarejos e povoados até a falta de uma proposta educacional na língua materna, fazendo-os migrar para o português.

Rodrigues(6) estima que, na época da conquista, eram faladas 1273 línguas, ou seja, perdemos 85% de nossa diversidade lingüística em 500 anos. Luciana Storto delata uma crise sociolingüística no estado de Rondônia onde 65% das línguas estão seriamente em perigo por não serem mais usadas pelas crianças e por terem um número pequeno de falantes.

Precisamos perceber que a perda lingüística está associada às perdas culturais irreparáveis como a transmissão do conhecimento, formas artísticas, tradições orais, perspectivas ontológicas e cosmológicas. Perde-se também a ponte de comunicação para um pleno entendimento do evangelho. No processo de transição, quando a língua materna é perdida, normalmente há o que podemos chamar de ‘geração perdida’, um vácuo cultural que normalmente atinge uma geração inteira. Ou seja, no processo de perda lingüística e migração para o português, os grupos indígenas normalmente passam por um processo de adaptação quando não possuem mais fluência na antiga língua materna e também não aprenderam o suficiente do português para uma comunicação mais profunda, processo que em média dura 30 anos. Este é um momento de perigo onde a identidade indígena é auto-questionada, seus valores perdidos e sobretudo seu poder de comunicação. A presença missionária catalogando, analisando e registrando a língua indígena a valoriza perante seu próprio povo e abre caminho para sua preservação. O Evangelho assim não apenas responde os questionamentos da alma mas contribui para a sobrevivência cultural.

O Apelo da Tradução Bíblica

‘Se Deus nos ama, por que Ele não fala a nossa língua?’ Estas palavras impactaram a mente de William Cameron Townsend quando trabalhava com o povo Cakchiquel da Guatemala desde 1919. Após ser despertado para a necessidade de comunicar o evangelho na língua materna de cada povo ele se dispôs a fundar a SIL (Sociedade Internacional de Lingüística) que atua perseverantemente na tradução das Escrituras. Mas esta não é apenas uma preocupação moderna. Martinho Lutero, reformador protestante, percebeu rapidamente a incapacidade da Igreja conhecer a Deus sem conhecer a Palavra e assim lançou em 1534 a primeira edição da Bíblia por ele traduzida.

A força missionária tem sido ao longo das décadas um divisor de águas na subsistência das línguas indígenas brasileiras sob o esforço da SIL (7) e Missão Novas Tribos do Brasil dentre outras Agências missionárias e atualmente novas organizações como ALEM8 tem liderado o interesse pela tradução bíblica. Boa parte devido aos nossos preciosos irmãos norte-americanos que valorosamente trabalharam e trabalham na análise e grafia lingüística e tradução da Palavra para vários idiomas, como o caso do missionário Robert Hawkins que dedicou 54 anos de sua vida traduzindo a Bíblia completa para a língua Wai-Wai.

O presente apelo é por obreiros brasileiros, com desejo de se esmerarem no estudo lingüístico e se prepararem da melhor forma possível para transmitir o evangelho a mais de 120 línguas no Brasil Indígena.

Conclusão

Cerca de 3 anos atrás, quando estávamos integralmente envolvidos com a evangelização dos Konkombas em Gana na África, participei de uma conferência em Chicago onde se reuniam missiólogos e missionários de boa parte do mundo. Muitos temas eram estudados mas sobretudo havia oportunidade para desafios missionários nas preleções da noite. Em minha sessão, falando sobre povos ainda não alcançados, tentei confrontar o auditório com um silogismo bíblico de responsabilidade na comunicação do evangelho dizendo: ‘...em Gana a Igreja fortemente expressiva no sul do país ainda não se despertou para as quase 100 tribos não alcançadas ao norte, dentre elas os Konkombas-Bimonkpeln com os quais trabalhamos. Infelizmente ainda é necessário o envio de missionários estrangeiros para o alcance das tribos ao norte porque a Igreja dorme’.

Na preleção a seguir um norte americano falaria sobre o desenvolvimento de igrejas autóctones. Ele iniciou seu sermão mais ou menos da seguinte forma: “Fui missionário por mais de 20 anos na Amazônia brasileira entre indígenas ainda não alcançados pois apesar da existência de milhões de evangélicos naquele país não havia missionários suficientes. Isto por que a Igreja dorme.”

Senti-me muito constrangido mas reconheci, infelizmente, que suas palavras não estavam tão longe da verdade. É possível mudar.

Notas:
1 Responsável pelo banco de dados da AMTB
2 Segundo Aryon Rodrigues, ‘Línguas Indígenas – 500 anos de descobertas e perdas'
3 Segundo relato de Pierre e Fraçoise Grenand
4 Apocalipse 5:9
5 Michael Krauss - The world’s languages in crisis’
6 Idem Nota 2
7 Sociedade Internacional de Lingüística
8 Associação Lingüística Evangélica Brasileira

Ronaldo Lidório - Extraído da Revista AMEM, nº 13, 3º Trim/2003. pp.12-14.
(gravura: Debret)

(http://www.wecbrasil.com.br/)

sábado, 17 de abril de 2010

PARÁBOLA MISSIONÁRIA



Na sala de espera de um diretor de agência missionária, encontravam-se três sujeitos. O primeiro, meio fedido, tinha mãos calejadas e aspecto ignorante. O segundo tinha aparência de ser de classe social superior, face obstinada e fina. O terceiro estava com uma Bíblia gigante debaixo do braço, orando baixinho enquanto aguardava.

O diretor manda entrar o primeiro:

- Então, o irmão quer ser missionário. É membro de qual comunidade?

- Olha, num sô membro di ninhum lugar não sinhô.

- Não? O irmão não congrega?

- Oia moço. Maômeno. O ocorrido foi o seguinte: eu tava lá pescando, quando Jesus me chamô e eu fui. Fiquei andando com ele uns ano. Nóis às veiz parava numa sinagoga, mais era difícir de nóis ficá muito tempo numa, sabe como é, né? Bom, depois teve aquela confusão toda, e num é que Jesus apareceu pra mim de novo? E ele me enviô e mandô fazê discípulo de tudo quanto é gente. Pur isso eu tô aqui.

- Hmmm... mas sem igreja local, fica difícil, irmão. O irmão precisa da Igreja local. É assim que fazemos missões. E curso teológico, o irmão tem?

- Curso o quê?

- Bíblico... seminário...

- Olha, sei disso não... o que sei é o que meus pais me ensinô, depois o que Jesus me ensinô. Mas tenho estudado bastante por mim mesmo e acredito que o Espírito Santo tem me ajudado a entendê umas coisa muito bonita. O sinhô acredita que...

- Sem curso teológico... - o diretor falou vagarosamente enquanto escrevia numa folha de papel.

- Algum curso superior?

- Olha moço, num sei se dá prá percebê, mas eu sô pescadô. Não tenho curso superiô, não sinhô.

- Pescador... olha irmão, hoje em dia, é impossível ser missionário sem curso superior. Os países querem profissionais da área de saúde, educação...

- Ih... ó moço, o sinhô tá complicano. Num vim aqui prá ser professor, longe di mim. Nem tenho educação direito. Eu só tô aqui porque Jesus mandô eu ensiná pros outro o que ele ensinô prá mim.

- Imagino que o irmão tem uma vida muito piedosa então, sem mácula...

- Olha moço, prá lhe falá a verdade... teve uma vez que Jesus me deu uma bronca, dizendo "sai de perto de mim, Satanais!" Teve uma otra vez também que eu cortei a orelha dum homi... e, prá sê bem sincero pro sinhô, eu já neguei Jesus três veiz...

- Irmão Simão, infelizmente tenho que comunica-lo que o irmão não tem a mínima condição de ser missionário. Olhe, o senhor procure uma igreja local, um diploma de curso superior, formação teológica e também é aconselhável que o irmão faça aconselhamento prá conter essa impulsividade. Depois disso podemos conversar.
Simão ficou meio sem entender e saiu. O diretor mandou chamar o segundo candidato:

- Bom dia. Não me diga o irmão que também não é membro de nenhuma congregação...

- Eu? Por quê? Sou membro, sim. Aliás, o pessoal orou, impôs as mãos sobre mim e me enviou, por isto estou aqui.

- Ah, me desculpe. É que me aparece cada um... e curso bíblico, o irmão possui?

- Possuo sim. Estudei as Escrituras e Filosofia muito tempo com um dos grandes mestres de nosso tempo. Sou de uma tradicional família hebraica, e fui muito zeloso em guardar e Lei quando era judeu. Até fui perseguidor, mas hoje estou salvo.

- Que maravilha, que testemunho! Tenho certeza que muitos judeus se converterão pela sua mão. Você é judeu messiânico? Pretende ir para Israel? E quipá, você não usa?

- Olha irmão, prá falar a verdade, tenho um chamado específico para os não-judeus.

- Como assim não-judeus? O irmão vem de família hebraica, conhece a Torah de cabo a rabo, é parte da comunidade. O irmão vai desperdiçar esses dons que Deus lhe deu?

- Vou. E digo mais, prá mim, tudo isso é esterco de vaca!

- Hmpf... bem que estou vendo aqui no seu exame psicotécnico que o irmão tem grande tendência à desobediência a autoridades. Além disso vejo aqui que o irmão tem também tendências a correr muito risco e procurar o perigo. Veja bem, nós não queremos investir em alguém teimoso que chegará no campo e correrá o risco de morrer.

- Então não invista em mim, disse o segundo candidato deixando a sala.

O candidato restante vê o seu antecessor passando furioso pela sala, e logo em seguida a cabeça do diretor olhando para fora da porta.

- O irmão permite que eu entre?

- Claro, respondeu o diretor, com o humor já afetado.

- Olha, o irmão me perdoe, mas não estou tendo um dia bom. O que esses jovens querem? Não se faz mais missões como antigamente... enfim, o irmão é membro de alguma comunidade?

- Sim, claro que sim. Desde criança congrego no mesmo lugar. Fui criado lá e instruído também. Sou dizimista fiel, dando até o dízimo da hortelã e do cominho. O senhor ouvirá os melhores relatórios sobre mim da minha liderança. Sempre fui obediente a eles.

- Que bênção!

- Aliás, na minha cidade sou conhecido pela minha espiritualidade e devoção. O pessoal até brinca. Sabe como é, estou sempre nas praças orando, fazendo caridade, em jejuns... a gente até tenta esconder essas coisas, mas Deus nos honra. Além disso fiz diversos cursos teológicos, sou mestre em divindade e doutor da Lei. Minha família ocupa os melhores lugares nos banquetes e igrejas, tendo contatos políticos que me permitem viajar para onde eu quiser também.

- Uau...

- Sim, e eles também estão dispostos a me sustentar. Recursos prá nós, não é problema, o que importa é levar ao mundo as Escrituras. Se for preciso, eu atravesso o mar e viajo toda a terra para fazer um discípulo!

- Olha, temos que fazer mais algumas análises, mas já posso adiantar pro irmão que você está praticamente aprovado. Glórias a Deus, o irmão salvou meu dia! Ainda bem que ainda temos gente séria fazendo missões nesse país!

(Missão Portas Abertas)

A IGREJA AMPUTADA E A UNIÃO DAS IGREJAS

O TEXTO ABAIXO É DE AUTORIA DO PASTOR JOED VENTURINI E PODE SER CONFERIDO NO BLOG DO AUTOR. Veja o link abaixo:
PORQUE O EVANGELHO NÃO CONQUISTA O MUNDO?
A amputação é sempre um drama. Fomos feitos para ter todos os membros em ordem, funcionando unidos ao corpo. A falta de um deles, por menor que seja é logo sentida e provoca desequilíbrio. Basta falar com quem perdeu um simples dedo, mesmo o considerado mais insignificante para descobrirmos o quanto ele faz falta.

A Igreja Cristã tem se tornado, ao longo da história, uma igreja amputada na medida em que tem perdido membros preciosos e é hoje uma verdadeira colcha de retalhos. Lembro das colchas de retalhos em casa de minha avó. Eram até bonitas, mas não tinham padrão, não tinham unidade e depois de um tempo cansavam a vista. A Igreja cristã moderna é uma grande colcha de milhares de retalhos e isso ajuda a entender porque não conquistamos o mundo.

Temos hoje muitas vantagens ao nosso lado para ganhar o mundo para Cristo. Para começar nunca fomos tantos no planeta. mesmo as estimativas mais baixas colocam os cristãos evangélicos em várias centenas de milhões no mundo. Nunca tivemos tantos recursos para missões como hoje. Basta olhar a opulência de muitos templos e ministérios para vermos que não nos falta o dinheiro para o envio e sustento de missionários.

Temos gente disponível para o serviço. Missionários de todos os tipos se apresentam para a obra diariamente e voluntários enchem nossos templos prontos a fazer o trabalho de evangelização e alcance necessário. Temos o conhecimento necessário sobre missões e sobre os povos para mapear o mundo e alcançar os que ainda precisam ouvir. A informática ao serviço da igreja nos dá esses recursos.

Temos a graça maravilhosa de Deus que supre as necessidades e complementa as vidas e obra dos missionários e suas lideranças. A graça e a ação do Espírito são fundamentais e são visíveis e presentes hoje na igreja. Não há falta de unção. Então porque não conquistamos o mundo? Porque há outros grupos como o islamismo radical que cresce mais que nós apesar de sua mensagem de violência? Porque marcamos passo se podíamos avançar depressa e fazer a diferença no mundo?

Ouso apresentar três razões e uma sugestão para esse quadro atual. Talvez me chamem de utópico ou sonhador, mas é preferível sonhar que simplesmente me acomodar. Pensemos então nas causas da nossa falha em conquistar o mundo (ou mesmo só o Brasil por ex.)

1) Orgulho
Temos um ridículo orgulho que nos impede de progredir. Ridículo porque no fundo todo orgulho é ridículo, é vaidade, é tolice e falta de bom senso. Orgulhoso é aquele que não tem espelho, que não olha no espelho, que não percebe ou não quer perceber a realidade sobre si mesmo. Nós temos nos enchido de orgulho e isso nos paralisa.

Temos orgulho denominacional. Isso é geral e ninguém pode apontar o dedo. Cada denominação se orgulha de algo e com isso despreza as outras se achando melhor, mais espirituais. Muitos grupos chegam a ponto de achar que os outros nem sequer são salvos e brincam chamando os demais de primos e não de irmãos. Essa "brincadeira" é maligna porque revela um orgulho maligno que cega e separa. É a igreja amputada. Se tivéssemos sido fiéis ao Senhor ao longo da história não teríamos denominações hoje e causaríamos bem menos confusão ao povo. Ao invés disso, competimos uns com os outros e impedimos o Espírito de fazer a obra. Chegamos a nos alegrar quando um líder de outro grupo cai ou seu ministério despenca. Ainda teremos que dar contas por isso...

Temos orgulho local. Temos igrejas cheias de vaidades próprias ligadas a certos ministérios ou ao simples fato de terem mais tempo de existência que outras. É bonito ver uma igreja com cem anos. Mas é preciso ter cuidado para que uma igreja centenária não se torne uma igreja secular... Esse tipo de orgulho fala por exemplo de igrejas que se envaidecem porque tem boa musica, ou um certo pregador, ou instalações privilegiadas e há até os que se orgulham de sua pobreza. "Somos melhores porque somos pobres e humildes". Atenção: Pobreza física nem sempre anda junto com humildade.

Temos orgulho pessoal. Orgulho individual de lideres que julgam que a igreja é sua. Falam de seus ministérios como se eles os tivessem edificado e não o Senhor. Gostam de contar que no inicio não havia nada e agora são 4 mil... Devemos valorizar os servos a quem Deus deu crescimento, mas isso nem sempre implica em fidelidade. O ministério de Jonas conquistou toda a Nínive enquanto Jeremias perdeu Jerusalém. Alguém ousaria dizer que Jonas era mais fiel a Deus? Orgulho individual de lideres da igreja é um contra-senso total porque como Paulo dizia, se somos alguma coisa é unicamente pela graça de Deus.
Esses orgulhos têm amputado a igreja e a deixado incapaz de avançar.

O orgulho separa, cega, desorienta e por fim mata. Muitos ministérios começaram bem para depois murcharem ao vento quente e mórbido da vaidade. Somos culpados diante de DEus de orgulho e a palavra é clara: Deus resiste aos vaidosos!

2) Ignorância
Temos pecado por ignorar o restante da igreja. Que triste ver que muitas das dificuldades de relacionamento na igreja são motivadas por puro preconceito. Pensamos que... julgamos que... achamos que.... Ora, você gostaria de ser julgado sem ter oportunidade de se defender? O que diria de um julgamento em que não houve chance de resposta? Injusto? É exatamente esse tipo de julgamento que temos feito aos outros por pura ignorância.

Temos ignorado a igreja maior e nisso perdemos a benção da comunhão, do crescimento, da maturidade. Não sabemos o que Deus tem feito porque nos recusamos a ver. Julgamos as experiências e ensinos alheios como heréticos porque não nos damos ao trabalho de verificar. É a igreja amputada pela ignorância que se recusa a crescer.

Se abríssemos os olhos descobriríamos que em outros campos, em outras igrejas, em outros ministérios, há respostas às nossas perguntas, orientação para nossas duvidas, exemplos para nossas vidas, deixas para nossos trabalhos e benção para nossas famílias.

Descobriríamos surpreendidos que é mais o que nos une que aquilo que porventura nos separa. Veríamos a obra do Senhor de uma maneira mais vasta entendendo que Deus não se deixa limitar pelas nossas barreiras humanas. Não é porque nos fechamos em denominações e grupos que o Senhor vai deixar de agir. Ele atua onde quer e sua vontade é perfeita e pura. Se ELE age em certa igreja quem somos nós para colocarmos etiquetas nela?

A ignorância divide e paralisa também. Ela nos deixa de olhos fechados e eterniza a escuridão em que o mundo vive porque aqueles que deveriam ser a luz preferem se esconder por baixo do alqueire.

3)Mágoas
Temos pecado por guardar e alimentar mágoas que mantém a igreja dividida. No ponto anterior é possível que alguns leitores se tenham lembrado de experiências difíceis que tiveram com outros grupos diferentes do seu. De momentos de discriminação e critica e mesmo de desprezo. São experiências assim que dividem a igreja e vão criando as barreiras. O problema é que por causa delas nos fechamos aos outros e as bênçãos.

Temos pecado porque nos justificamos com as mágoas do passado. Usamos essas ocasiões para mantermos a distância e confirmarmos a amputação da igreja. As mágoas do passado nos impedem de crescer em vez de servirem de lição. Deveríamos ter avançado mas paramos no tempo e ficamos repetindo o disco até rachar.

Davi foi um homem especial. Segundo o coração de Deus. Uma das coisas incríveis de sua vida foi que apesar de todas as lutas, tristezas e más experiências ele não se fechou. Apesar de tudo que passou ele se abria a novas pessoas e a novas coisas com Deus. Lutou e sofreu mas manteve o coração aberto e por isso foi tão abençoado. Depois de todas as dificuldades ele se firmava em seu Deus e seguia de peito aberto. Apanhou muito? Sim mas foi também o maior rei que Israel conheceu.

Manter as mágoas e alimentá-las é tolice. É como ter uma víbora por animal de estimação. Não dá certo. Vivemos com medo, sempre de sobreaviso, na retaguarda. Um dia a víbora ainda vai nos picar e então vai doer e muito. Temos pregado sobre o perdão e a luta com as mágoas mas temos mantido o coração fechado.

Nosso orgulho, ignorância e nossas mágoas têm amputado a igreja. Tem permitido que sejamos essa colcha de retalhos que não tem força para ganhar o mundo. Num país como o Brasil em que os evangélicos são tantos só isso explica porque temos ruas com 8 igrejas no Rio de Janeiro e em outras regiões há municípios inteiros sem o evangelho. Só a vaidade de abrir mais um templo "nosso", a ignorância quanto ao trabalho que já esta sendo realizado por outros e as mágoas para com este e aquele grupo explicam fenômenos como esse.

Já que fomos tão sonhadores até aqui, que continuemos assim até o fim. Ousaria fazer sugestões simples e ao mesmo tempo revolucionárias para que o evangelho conquiste o mundo:

1- Deixemos de lado nossos orgulhos tolos e reconheçamos que há outros grupos, ministérios e lideres tão bons e melhores que nós. Há igrejas, homens e mulheres de Deus fazendo trabalhos fantásticos sob a direção do Espírito Santo e que podem nos ensinar muito. Vamos nos abrir à direção do Espírito e com discernimento do alto aprender com aqueles que tem vivido para DEus e visto a glória do Senhor brilhar.

2- Vamos sentar e conversar sobre nossos sonhos e visões e deixar que as chamas que Deus acendeu num coração contagiem outros. Não precisamos imitar ninguém. Apenas ver, reconhecer, aprender, valorizar e crescer. Não seria bonito ver lideres de uma denominação freqüentando congressos de outra? Não seria bonito ver lideres compartilhando púlpitos e levando crescimento aos rebanhos uns dos outros?

3- Vamos no sentar e conversar sobre o desafio que o mundo representa. Imaginemos o Brasil, por exemplo. Líderes denominacionais compartilhando o seu trabalho, não em orgulho, mas em alegria do espírito. Um mapeamento da realidade do país à frente. Verificariam onde há verdadeira necessidade de obreiros e igrejas. Estabeleceriam prioridades quanto a locais a serem alcançados e então verificariam qual grupo ou denominação estaria mais vocacionado para aquela região. Que grupo já tem trabalho forte por perto? Que grupo tem vocação para aquele tipo de população? Quem teria recursos e pessoal disponível para chegar lá mais rápido e melhor? As decisões seriam baseadas nisso e não na cor ou bandeira denominacional.

Utopia? Por quê? Não somos capazes de conversar? A proposta é sem sentido ou ridícula? Creio que não! Só os já mencionados: orgulho, ignorância e mágoa, podem nos impedir de fazer isso acontecer. Se isso fosse feito, não veríamos igrejas se degladiando na mesma rua. Não teríamos que combinar horário de culto com a outra igreja que fica na mesma esquina para o som de uma não atrapalhar a outra.

Se fizéssemos isso correríamos o risco de ganhar o Brasil para Jesus!

Nenhuma denominação ou grupo isolado vai ganhar o mundo! A Igreja amputada é isso mesmo, amputada, limitada, incapaz. Só na união do Senhor podemos fazê-lo!
Este não é um apelo tolo ao ecumenismo. Quem lê, interprete,e e veja que falamos da Igreja de Jesus, daqueles que creem na Palavra, na salvação pela fé e na ação do Espírito Santo. Unidos poderíamos... separados continuaremos a capengar.

Utopia?


Deixe-me sonhar!

quinta-feira, 1 de abril de 2010

IDÉIAS PARA MOBILIZAR SUA IGREJA

MOMENTOS MISSIONÁRIOS
Este momento deverá ser o ponto forte do trabalho missionário nas igrejas. Este é o tempo separado para orar pelos missionários, pela salvação de vidas etc., informação, testemunho e conscientização da igreja.

TESTEMUNHOS MISSIONÁRIOS
Os missionários contam suas experiências de como, no dia-a-dia, estão proclamando o Evangelho. Nosso povo gosta e precisa ter conhecimento destas experiências missionárias. Isto pode acontecer ao vivo através do missionário, via telefone, skype ou mesmo por carta/e-mail ou vídeo. Entre em contato com os missionários via e-mail e peça informações.

TRINTA DE ORAÇÃO
Este roteiro foi elaborado para servir de estímulo e guia em nossa intercessão a favor da obra missionária no mundo. Sugerimos que cada família da igreja receba uma cópia (fotocópia), para que possa interceder diariamente por missões. Incentive-as a usarem nos cultos domésticos, nas células e nos momentos a sós com Deus. A oração é a arma mais importante para a vitória da evangelização.

MISSIONÁRIO VIA INTERNET OU TELEFONE
Caso não seja possível receber um missionário pessoalmente, sugerimos que algum missionário seja contatado com antecedência, e combine um horário para dar um testemunho ao vivo para a igreja, através do telefone, skype ou MSN. Num dia e horário previamente combinados, a igreja liga para o missionário e fala com ele ao vivo, diretamente do campo. (Não se esqueça de verificar sempre o fuso horário do local onde se encontra o missionário).

ENVELOPES DE CONTRIBUIÇÃO
Distribua para cada irmão e incentive-o a fixar um alvo de oferta de fé. Este valor é anotado no envelope, que fica com cada irmão até o dia do levantamento da oferta. Esse recurso tem sido uma excelente maneira de lembrar a cada irmão o seu compromisso diante de Deus.

MURAL MISSIONÁRIO – MISSÕES MUNDIAIS
Preparação de um Mural Missionário, utilizando as informações, fotos, cartas, dados, pedidos de oração etc.

MARCADORES DE BÍBLIA – MOTIVOS DE ORAÇÃO
Poderão ser utilizadas durante todas as reuniões de oração de sua igreja cultos de oração, reuniões de células, momento missionário, vigílias de oração; enfim, em todas as oportunidades e intercedam pelos missionários, pelos campos e pelo desafio constante de proclamar Jesus a cada pessoa. Os crentes devem ser incentivados a orar durante 30 dias por alguma família missionária.





ATIVIDADES MISSIONÁRIAS PARA ADULTOS

FEIRA MISSIONÁRIA
Sempre funciona, é a alma do negócio. Escolher uma equipe que trabalhará no projeto durante todo o ano. Num local aprazível montar barraquinhas de doces, salgados, pipocas, etc., não se esquecendo de uma programação especial para crianças.

ADOÇÃO DE MISSIONÁRIOS
Adote um missionário ou uma família de missionários durante um determinado período, ajudando-os em suas necessidades pessoais e espirituais.

ADOÇÃO DE UM FUTURO CAMPO MISSIONÁRIO
Escolher um povo que ainda não tenha sido evangelizado. Fazer um levantamento geral do mesmo e estabelecer alvos específicos de oração.

MURAL MISSIONÁRIO
Organizar e manter sempre atualizado um mural de informações missionárias. Notícias, fotos, endereços tudo que possa despertar e alimentar missões no coração do povo.

PÉ-DE-MEIA
Afixar num vaso com areia um galho seco de árvore, pintado de branco. Durante um período as irmãs deverão trazer pares de meia (adulto e infantil) para serem doadas a uma família missionários ou missionários solteiros.
À medida que forem sendo trazidas serão penduradas nos galhos e servirão de cofres para recolher as ofertas de amor aos missionários.

PALESTRAS ESPECIAIS
Sempre que possível convidar alguém para dar uma palavra especial sobre missões. Nunca perca a oportunidade de, tendo na cidade um missionário, convida-lo para contar um pouco de suas experiências.

CANTINA MISSIONÁRIA
Após o termino dos cultos de domingo à noite, manter uma cantina com doações feitas pelos irmãos. Fazendo uma escala todos participam e não pesa para ninguém. Temos percebido que esse pode ser um tempo muito rico de comunhão.

COFRINHOS MISSIONÁRIOS
Feitos com latas de refrigerante ou similar, caprichosamente forrados, os cofrinhos devem ser distribuídos entre os irmãos que guardarão neles suas ofertas.

ATIVIDADES MISSIONÁRIA PARA JOVENS E ADOLESCENTES

AVANÇOS MISSIONÁRIOS
Num domingo previamente anunciado os jovens sairão por todo um dia de envolvimento missionário. Cada jovem levará seu lanche e voltará para o culto da noite.

GINCANA MISSIONÁRIA
Os grupos deverão ser divididos de maneira equilibrada e os líderes escolhidos com critério. Cuidar para que o espírito competitivo supere o alvo.

JORNALZINHO MISSIONÁRIO
Orientar na elaboração de um jornalzinho, de cunho trimestral, por exemplo, com o objetivo único de divulgar missão.

CORREIO MISSIONÁRIO
Levar e incentivar os jovens e adolescentes a se corresponderem com os missionários.

NOITE MISSIONÁRIA
Vez por outra realizar uma programação especial sobre o tema fora do mês dedicado a missões.

FESTIVAIS DE “COMES E BEBES”
Estes festivais funcionam; Paga-se um ingresso e tem-se o direito de se comer e beber o quanto quiser.
Ex: Festival da Pipoca, Sorvete, Tortas, etc.

COMPETIÇÃO LITERÁRIA
Após a leitura de alguns livros de biografias missionárias promover um concurso de perguntas e respostas sobre o tema.

BIBLIOTECA MISSIONÁRIA
Formar uma biblioteca de livros missionários.

DESFILE MISSIONÁRIO
Os jovens deverão se vestir com trajes típicos dos países onde estão os missionários. A bandeira brasileira deverá estar presente nessas ocasiões.

SALA DAS NAÇÕES
Ornamentar a sala da mocidade com as bandeiras dos países onde os missionários da igreja estão.

INTERCESSÃO MISSIONÁRIA
Orar pelos membros da igreja, pelos missionários, pelos povos não-alcançados, pelo mundo. Orar nos cultos, nos lares, em grupos de oração etc.


ATIVIDADES MISSIONÁRIAS PARA CRIANÇAS

- Orienta-las a ganhar seu próprio dinheiro ao desejarem ofertas. Por exemplo, lavar o quintal, molhar as plantas etc.

- Escolher um missionário para ser o “Missionário do Mês” na classe da EBD e nas células.

- Despertar interesse de oração por um campo missionário específico, informar sobre tudo que for possível.

- Fazer apresentações especiais sobre o tema missionário escolhido. É muito importante que as datas comemorativas sejam rigorosamente observadas.

- Incluir no currículo para a EBD um número considerável de histórias e biografias alusivas e atividades afins. Exemplos: Amy Carmichael, William Carey, Hudson Taylor, Samuelito etc.