"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

segunda-feira, 31 de maio de 2010

ESTRUTURANDO IGREJAS MISSIONÁRIAS

EXPOSIÇÃO DA PALAVRA

Para estruturarmos Igrejas como celeiro missionário é necessário entendermos antes de qualquer coisa que um despertamento missionário não acontece através de informações da necessidade mundial; exposições históricas de exemplos missionários; sessões de slides sobre o campo com apelos entusiastas.

O despertamento missionário ocorre em uma Igreja quando a Palavra do Senhor é exposta. É esta Palavra que, gerando fé, sensibiliza os corações transformando pedra em carne; a mesma Palavra que produz interesse e paixão pelas almas perdidas, que incomoda as vidas infrutíferas; que impulsiona a Igreja a ser prática em seu envolvimento com a Obra; que chama vocacionados, que desperta ministérios, que dá os valores de Deus e leva a Igreja até onde vai a visão do Senhor: até aos confins da terra.

ORAÇÃO

Algo que move a Igreja paralelamente à exposição bíblica é a oração. Jesus Cristo não era um idealista ou demagogo; era prático e realista e certa vez Ele disse aos seus discípulos: “A seara na verdade é grande, mas poucos são os trabalhadores. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara” (Mt 9:37,38).

Porque Ele diria isto: Com certeza porque era prático, funcional, realizável. Deus enviaria trabalhadores se nós rogássemos. E creio que eles rogaram e santos homens após eles também; e durante toda a história da Igreja creio que homens foram levantados e seguiram à seara talvez em resposta às orações de Pedro, Paulo, Barnabé e tantos outros após eles.

Orar dá certo! Gostaria de fazer algumas sugestões práticas nesta área:

- Levem informações específicas sobre o campo missionário ou sobre os missionários pelos quais irão interceder nas reuniões de oração;
- Sejam práticos na intercessão. Vou lembrar alguns pontos que devem ser explorados quando orarem.

Com respeito às nossas Igrejas
- Edificação espiritual das Igrejas fracas e débeis;
- Despertamento missionário envolvendo todos os membros;
- Consciência e visão missionária aos pastores e lideres;
- Por pessoas chamadas e vocacionados para serem enviadas aos campos carentes;
- Por fidelidade das Igrejas no sustento financeiro;
- Por uma visão de prioridades: almas são mais importantes que templos ou bancos.

Com respeito ao campo missionário

Antes de intercedermos é necessário:
- Termos informações precisas sobre a realidade do país, ou do povo pelo qual iremos orar;
- Situação e necessidades sociais, políticas e especialmente espirituais;
- Localização e contexto no qual vivem e aspectos culturais importantes;
- Esforço missionário ativo naquele país ou povo.

Com respeito aos missionários
Após personificar (conheça o máximo sobre aqueles pelos lquais você irá interceder), alguns pontos principais para a oração).

- Saúde física, intelectual, espiritual e emocional;
- Sustento financeiro necessário para suas necessidades;
- Discernimento sobre problemas culturais, costumes, cerimônias etc;
- Sabedoria para o trabalho lingüístico, cultural e especialmente para a comunicação do evangelho evitando confrontos desnecessários à cultura que o recebe;
- União da família;
- Acolhimento da Igreja e familiares durante férias;
- Conservação integra da vocação perante as provações;
- Frutos. Por bênçãos sobre o seu ministério seja em plantio de Igrejas, apoio missionário, saúde, educação etc.
- Pela formação espiritual, social e acadêmica de seus filhos.

CONSELHOS MISSIONÁRIOS
Conselho missionário é um grupo de pessoas, membros da Igreja Local os quais se agrupam com o fim especifico de promover o envolvimento prático e funcional da Igreja com Missões. Independentes da fórmula que usem crêem ser importante a participação do (s) pastores e alguns lideres reconhecidos pela Igreja em tal grupo.

A formação de conselhos missionários tem sido uma bênção em várias Igrejas e em geral adota as seguintes funções:

- Promover estudos, palestras e encontros com a finalidade de despertar a Igreja para Missões com profundidade bíblica;

- Colher informações sobre os campos missionários e sobre os próprios missionários, informando sempre a Igreja sobre tais trabalhos tendo em mãos cartas ou relatórios de diferentes campos;

- Direcionar a Igreja interceder por Missões enfatizando motivos personificados, específicos, citando lugares, nomes, números etc;

- Promover a vinda de missionários à Igreja fazendo com que a mesma conheça as diferentes realidades do campo missionário e a realidade de vários campos no mundo;

- Criar um “espaço missionário” nos cultos. Se Missões fazem parte da vida da Igreja deve também fazer parte da liturgia da Igreja;

- Promover encontros sobre “Conscientização missionária” com lideres da Igreja a fim de se debater sobre o que seria mais prático para a Igreja realizar na área de Missões;

- Ser um “crivo” que condensa e envia sugestões práticas de envolvimento missionário a nível de comunidade para a liderança executiva da Igreja tais como a adoção de grupos étnicos específicos e/ou missionários para intercessão, envolvimento financeiro ou apoio pessoal etc;

- Promover palestras e estudos sobre vocação missionária a toda a Igreja crendo que Deus responderá o “rogai ao Senhor da seara” a partir de sua Igreja local;

- Incentivar a formação de uma classe de Missões e grupos de estudo;

- Incentivar a leitura de livros que tratam de Missões por toda a Igreja;

- Investir na “formação missionária” do (s) pastor (es) e lideres locais possibilitando-lhes participar de eventos missionários, visita a campos transculturais etc.

- Garantir a fidelidade de intercessão, apoio pessoal e sustento financeiro àqueles sobre os quais a Igreja impõe as suas mãos e envia.


domingo, 30 de maio de 2010

ALARGANDO A VISÃO DA LIDERANÇA


A ordem proferida por Jesus Cristo durante o seu ministério terreno há quase dois mil anos ainda não foi entendida pela grande maioria dos líderes e consequentemente não cumprida pela igreja local.

A Grande Comissão é, sem sombra de dúvidas, a suprema tarefa da igreja. As palavras de Jesus Cristo relatadas no Evangelho e nos Atos dos Apóstolos, apontam para alvo e objetivo que a Igreja deve alcançar. Templos, escolas, orfanatos, asilos para idosos, creches e hospitais, devem ser encarados no contexto da igreja local como acessórios, entretanto a evangelização dos povos deve ocupar a primazia dos recursos financeiros e de pessoal. A igreja pode fazer tudo na terra, mas se não fizer Missões e evangelismo, não fez nada. Missões é urgente e importante.

QUESTÃO DE PRIORIDADES
A igreja fundada por Jesus Cristo, é um organismo vivo, dinâmico e atuante neste mundo de miséria e pecado. Mas para que isto ocorra é necessário canalizar os recursos financeiros, colocando Missões em primeiro lugar na administração e atividades da igreja. Se não fizermos isto não estaremos contribuindo de forma efetiva para divulgação do reino de Deus aqui na terra.

A igreja dispõe de poder (Mc 16.15-18).

A igreja deve fazer discípulos em todas as etnias (Mc 28. 19,20).

A igreja tem que pregar em todas as nações (Lc 24.47).

A igreja precisa enviar obreiros (Jô 20.21).

A igreja tem o poder para testemunhar (At 1.8).

Todas as orientações acima relatadas foram proferidas pelo próprio Jesus após a sua ressurreição, dando-nos a entender que Missões é o assunto principal da Igreja na ótica do Mestre, o primeiro missionário!
A Grande Comissão para ser vivenciada pela igreja de Jesus, depende basicamente da obra renovadora e reveladora do Espírito Santo na vida de cada crente e principalmente da liderança, que Cristo colocou para pastorear o seu rebanho: “E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” Mt. 16.19.

Deus age de maneira convincente, quebrantando corações, inibindo assim o aparecimento de derrotistas (Nm 12.28-31).

IGREJAS ALTAMENTE ENVOLVIDAS
Uma igreja só se envolverá de maneira séria e responsável com a Grande Comissão, quando estiver sob forte poder e unção do Espírito Santo.

Na Igreja Primitiva a evangelização atingiu o máximo quando vivia um avivamento sem precedentes. Até então, em outras palavras o derramamento do Espírito Santo (At 2.1-4), modificou a estrutura espiritual de um grupo de homens assustados em verdadeiras brasas ardentes, e os levou a testemunharem do amor de Deus com o sacrifício de suas próprias vidas.

A liderança da igreja em Antioquia, vivendo o avivamento espiritual, era bastante sensível a voz do Espírito Santo (At 13), e enviou o que possuía de melhor em seu ministério para Missões Transculturais. Isto porque existiam duas práticas hoje quase extintas: o jejum e a oração. Além disso, esta igreja vivia o que ensinava; o amor, o quebrantamento espiritual e um profundo senso de responsabilidade pela Grande Comissão, amando as almas que ainda não tinham conhecimento do evangelho da salvação. Isto levou essa igreja a se tornar o centro de Missões mundiais na igreja primitiva.

HORA DE ACABAR COM O DISCURSO
A igreja só se envolverá com a Grande Comissão, se o seu pastor estiver comprometido e sensibilizado com a situação de mais de 2 bilhões de seres humanos escravos de satanás que nunca tiveram a oportunidade de ouvir do poder do sangue de Jesus Cristo. Nenhum projeto da igreja irá avante se o líder não se interessar por ele. Mas de 11.800 povos nas quase 237 nações do mundo esperam uma ação de fato da liderança da igreja. Temos que sair do discurso para a prática. Conferências Missionárias, simpósios, exposições e fatos missionários são inócuos se a liderança da igreja não tiver a visão do campo branco (Jô 4.35). Esta indiferença pode custar uma censura por parte do dono da obra (Mt 25.25). A responsabilidade da igreja está em enviar e por não estar cumprindo este papel que é bíblico , outras entidades estão fazendo: “E como pregarão, se não forem enviados: Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas”, Rm 10.15. Assim diz a Palavra do Senhor. Devemos cumprir o que manda o nosso Deus, pois já é hora de retomarmos a responsabilidade das mãos dessas pessoas.

O apóstolo Paulo é um exemplo de líder comprometido com a Grande Comissão. Ele se sentia devedor (Rm 1.14) da graça que tinha recebido e este fato o impedia de levar o evangelho da salvação a outros povos não alcançados, ao mesmo tempo que discipulava outros companheiros a se envolverem com a Grande Comissão (Fp 2.19,20). Ele tinha consciência da obrigação que lhe era imposta pelo Espírito Santo a testemunhar de Cristo (1 Co 9.16) “... Ai de mim se não pregar o evangelho” Cl 1.7. Ele não tinha a sua vida por preciosa desde que estivesse a serviço da Grande Comissão (At 20.24).

A igreja de Cristo no Brasil tem uma grande divida que precisa ser resgatada com urgência, sob pena de ser encontrada em desacordo com o Ide de Jesus (Mc 16.15). Como diz Timóteo Carriker: “A igreja que não for missionária não pode ser igreja, pois nega a razão de sua existência”. 1Pe 2.9,10. Assim sendo a igreja que não for missionária, logo se torna um campo missionário.

O PASTOR TEM QUE ENXERGAR A REALIDADE DA OBRA MISSIONÁRIA
A Assembléia de Deus no Brasil tem aproximadamente 13 milhões de membros. A vista deste número a quantidade de missionários transculturais é insignificante: menos de 0,0023%. É preciso uma mudança profunda em nossa visão, em nossas prioridades e em nossos corações.

Pela grandiosidade da obra do Senhor em alcançar os povos de outras etnias e pela seriedade que deve ser encarada a obra missionária, o missionário não deve ser enviado ao campo sob pena de graves conseqüências:

- Sem a chamada confirmada pelo Espírito Santo;

- Sem o preparo espiritual, transcultural e teológico;

- Com autoridade espiritual e moral comprometidas;

- Com relacionamento familiar deteriorado;

- Com a finalidade de se livrar de um obreiro problemático;

- Emocionalmente instável e inativo na igreja.

O missionário no estrangeiro é o representante da igreja que o enviou e também de seu próprio país. A Bíblia Sagrada é clara neste assunto; “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente”, Jr 49.10.

Missões não podem ser utilizadas como trampolim para galgar objetivos pessoais. O padrão de envolvimento na realização da obra missionária é estabelecida nas Sagradas Escrituras (1Pe 4.11).

Uma igreja não deve fazer Missões:

a) Para prestigio pessoal de seu pastor;
b) Simplesmente por Marketing;
c) Por ser um assunto do momento;
d) Para fortalecer a igreja politicamente;
e) Para angariar recursos financeiros para outros fins;
f) Com a finalidade de projetar-se no cenário religioso; e
g) Em país onde reconhecidamente esteja apta a disseminação do evangelho pelos seus próprios meios.

Não devemos esquecer das recomendações do apóstolo Paulo sobre o assunto (1 Co 3.10-15).

À luz das Sagradas Escrituras não há evasivas para que a Grande Comissão não tenha prioridade na Igreja de Jesus Cristo.

Devemos lembrar da recomendação do Senhor: “Trabalhai enquanto é dia”.

sábado, 29 de maio de 2010

A IGREJA PERSEGUIDA NO IRÃ


2ª posição na Classificação de países por perseguição


Capital
Teerã


Governo
República teocrática, chefiada pelo presidente Mahmud Ahamadinejad desde agosto de 2005; e pelo supremo líder (chefe de Estado) aiatolá Ali Hoseini Khamenei desde 1989

População
71,6 milhões (68,1% urbana)

Área
1.648.000 km2

Localização
Sudoeste da Ásia

Idiomas
Persa, curdo, turco, línguas e dialetos regionais

Religião
Islamismo 98%, cristianismo 0,4%

Perseguição
Opressão

Restrições
O islamismo é a religião oficial. O governo restringe a liberdade dos demais grupos religiosos

Irã é o nome atual da antiga Pérsia, que foi cenário de muitas histórias bíblicas. Entre elas encontram-se a história de Daniel na cova dos leões, a luta de Ester e Mardoqueu para salvar o povo judeu, e o serviço de Neemias ao rei.

O país está estrategicamente localizado no Oriente Médio. Seu território é formado por platôs desérticos cercados de montanhas.

População

Os persas, principal etnia do Irã, compõem apenas metade da população de 65 milhões. O restante da população se divide entre os grupos: árabe, azeri, baluche, curdo, gilaki, lur, mazandarani e turcomano. São faladas 77 línguas no país.

A religião oficial do país é o islamismo, e os xiitas são a maioria. Existem pequenas minorias de zoroastras, bahaístas, judeus e cristãos.

História

A história do Irã iniciou-se em tempos bastante remotos. No século VI a.C., Ciro, o Grande, unificou os exércitos dos medos e dos persas para formar o Império Persa, um dos maiores impérios que o mundo conheceu. O rei Dario continuou a expansão do império e alcançou a cordilheira do Hindu Kush, na atual fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.

Mais tarde, Alexandre, o Grande, sobrepujou o Império Persa e o anexou a seu próprio império. O Império Alexandrino foi sucedido pelo Império Sassânida, que restaurou a cultura persa e governou até 640, quando foi derrotado pelos árabes.

Durante as dissidências e divisões ocorridas nos anos posteriores a Maomé, o Irã tornou-se intimamente associado ao islamismo xiita.

Em 1200, uma esmagadora invasão dos exércitos mongóis devastou o país. O Irã mal havia se recuperado deste golpe quando os exércitos de Tamerlão (o último grande conquistador da Ásia Central) avançaram sobre o território persa e conquistaram cidades como Shiraz e Esfahan, ainda que mais lentamente do que a primeira invasão mongol.

A dinastia Safávida chegou ao poder em 1501, após a desintegração do Império de Tamerlão, e governou até 1722, quando foi derrubada por uma efêmera invasão afegã. Em 1796, a dinastia Kajar chegou ao poder e governou até o início do século XX.
Na história mais recente, o xá Reza Pahlevi assumiu o poder em 1962 e iniciou uma série de reformas visando a modernização do país. Suas mudanças levaram as alas conservadoras a tomar o poder. O aiatolá Khomeini assumiu o governo em 1979, derrubando a monarquia e obrigando o xá ao exílio. Foi estabelecido um sistema teocrático de governo. Esse sistema dava o poder religioso à.

Economia autoridade, que passava a ser conhecida como "líder supremo'". Após a morte de Khomeini, em 1989, o novo governo procurou manter-se teocrático, ao mesmo tempo em que procurava uma postura mais moderada

A economia iraniana é baseada no petróleo. Além desse combustível e de seus derivados, o país é conhecido pela tapeçaria, que também é exportada.

O Irã se desenvolveu de forma significativa, mas grande parte do progresso foi perdida nas décadas seguintes à revolução de 1979, e o crescimento da economia tem sido moderado.

Em anos recentes, o Irã adotou uma postura mais moderada e menos oposicionista ao Ocidente. No entanto, apesar dessa abertura, o país continua fechado e mantém uma força policial secreta para exterminar qualquer oposição sem qualquer preocupação com os direitos humanos.

O país sofre com o alto índice de desemprego e com a inflação, que chegou a 26% em junho de 2008. Com o desemprego, a bem-educada juventude iraniana emigra em busca de emprego em outros países.

A Igreja
A Igreja está presente no país desde épocas remotas, como do Antigo Testamento. Mas, com a chegada do islamismo no Irã, ela começou a sofrer opressão.

Depois da Revolução Islâmica, em 1979, a situação da Igreja mudou drasticamente, resultando na queda do número de cristãos nas igrejas oficiais, principalmente por causa da emigração para outros países.

As igrejas oficiais (registradas no governo) têm, juntas, cerca de 150 mil membros. A maior parte desses é de origem armênia ortodoxa, mas há também alguns milhares de protestantes e católicos romanos. Quase todos vieram de famílias cristãs.

Não se sabe exatamente o total de ex-muçulmanos.

No geral, a Igreja tem crescido, e de forma estruturada, organizando os cristãos em congregações ou células.

A perseguição

Embora os direitos de cristãos, judeus e zoroastras sejam assegurados pela Constituição, na prática, todos são vítimas de retaliação e perseguição. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos.

O governo do Irã está consciente do desdobramento da Igreja nas últimas décadas. Ele tem procurado impedir e tornar impossível o crescimento dos cristãos.

É permitido que igrejas ligadas à minorias étnicas ensinem a Bíblia ao seu próprio povo e em sua língua. No entanto, essas igrejas são proibidas de pregar em persa, a língua oficial do país.

Muitas igrejas recebem visitantes durante seus cultos, alguns deles, entretanto, são da polícia secreta e monitoram as reuniões.

Cristãos ativos sofrem pressão. São interrogados, detidos e, às vezes, presos e agredidos. Casos mais críticos envolvem até a execução.

Os muçulmanos que se convertem ao cristianismo são rotineiramente interrogados e espancados. Além disso, acredita-se que muitos homicídios não esclarecidos são praticados por radicais que frequentemente ameaçam os cristãos de morte.

Além da violência exercida pelas autoridades, os ex-muçulmanos são também oprimidos pela sociedade. Eles têm dificuldade em encontrar e manter um emprego, pois são demitidos quando se descobre que são convertidos. Aqueles que começam um negócio próprio têm problemas em fazer a clientela. Para esses cristãos, é difícil ganhar dinheiro.

Em 2008, aconteceu um grande número de ataques a igrejas domésticas e muitos cristãos foram presos, fazendo desse um dos anos mais difíceis para a Igreja desde a Revolução Islâmica em 1979.

Em agosto do mesmo ano, um casal cristão com cerca de 60 anos de idade morreu depois de serem atacados pela polícia secreta. Policiais invadiram o culto que era realizado na casa do casal, na cidade de Isfahan, e agrediu os dois.

A polícia prendeu Abbas Amiri, herói de guerra e ex-muçulmano, no dia 17 de julho, com outras 15 pessoas presentes no culto. O anfitrião morreu em um hospital no dia 30 de julho em decorrência dos ferimentos. A esposa dele, Sakineh Rahnama, morreu no domingo, 3 de agosto, também por não resistir aos ferimentos.

Em 2003, outro militar convertido foi preso, mas, dessa vez, foi condenado à morte. Hamid Pourmand era um ex-militar que se tornou pastor da Assembleia de Deus. Mesmo passados 25 anos de sua conversão, ele enfrentou um julgamento que poderia levá-lo à execução por deixar a fé muçulmana.

Sentenciado a três anos de cadeia, o ex-coronel foi dispensado de forma desonrosa do exército e privado de seus benefícios e pensão militar. Sua esposa e filhos, que ficaram sem sustento, tiveram de sair da casa em que viviam.

Entretanto, em uma audiência no dia 28 de maio de 2005, o tribunal islâmico considerou Hamid inocente. As autoridades prisionais de Teerã, de forma bastante discreta, mandaram o cristão Hamid Pourmand para casa informando que ele não precisaria cumprir os 14 meses restantes de sua sentença de 3 anos.

Depois da libertação, em 20 de julho de 2005, o pastor Hamid foi avisado de que frequentar cultos poderia fazer com que sua ordem de libertação fosse revogada e ele seria mandado de volta para cumprir o restante da pena.

Motivos de oração
1. É importante que novos convertidos cresçam no conhecimento do Senhor e da Bíblia. Ore para que haja oportunidades de treinar essas pessoas, e que os métodos e materiais necessários estejam disponíveis e sejam acessíveis.

2. O crescimento traz novos membros para a Igreja, mas também gera mais perseguição. Louve a Deus pelos milhares de cristãos iranianos. Ore para que a Igreja iraniana seja capaz de encontrar meios discretos e criativos para testemunhar.

3. Os líderes da Igreja têm sido duramente perseguidos. Ore pedindo proteção para os cristãos iranianos, em especial para os líderes, vítimas de severa perseguição no passado. Muitos deles foram mortos e outros vivem acuados pelo medo.

4. Muitos mártires cristãos eram chefes de família. Ore por suas viúvas, que têm de cuidar dos filhos com poucos recursos.

5. A população tem ouvido o evangelho pela TV. Receptores de TV via satélite são muito difundidos. Ore para que as transmissões, que varrem o território iraniano, resultem em muitos frutos.

6. Interceda pelas eleições presidenciais que serão realizadas em junho de 2009 no Irã. Ore para que o novo líder seja mais tolerante ao cristianismo e reveja a lei que exige a execução de quem abandona o islamismo.


Fontes

- 2008 Report on International Religious Freedom

- Ethnologue.com

- Portas Abertas Internacional

- Países@

- The World Factbook


Atualizado em 18/03/2009


A Igreja Perseguida no Irã

2ª posição na Classificação de países por perseguição


Capital
Teerã

Governo
República teocrática, chefiada pelo presidente Mahmud Ahamadinejad desde agosto de 2005; e pelo supremo líder (chefe de Estado) aiatolá Ali Hoseini Khamenei desde 1989

População
71,6 milhões (68,1% urbana)

Área
1.648.000 km2

Localização
Sudoeste da Ásia

Idiomas
Persa, curdo, turco, línguas e dialetos regionais

Religião
Islamismo 98%, cristianismo 0,4%

Perseguição
Opressão

Restrições
O islamismo é a religião oficial. O governo restringe a liberdade dos demais grupos religiosos



Irã é o nome atual da antiga Pérsia, que foi cenário de muitas histórias bíblicas. Entre elas encontram-se a história de Daniel na cova dos leões, a luta de Ester e Mardoqueu para salvar o povo judeu, e o serviço de Neemias ao rei.

O país está estrategicamente localizado no Oriente Médio. Seu território é formado por platôs desérticos cercados de montanhas.

População

Os persas, principal etnia do Irã, compõem apenas metade da população de 65 milhões. O restante da população se divide entre os grupos: árabe, azeri, baluche, curdo, gilaki, lur, mazandarani e turcomano. São faladas 77 línguas no país.

A religião oficial do país é o islamismo, e os xiitas são a maioria. Existem pequenas minorias de zoroastras, bahaístas, judeus e cristãos.

História

A história do Irã iniciou-se em tempos bastante remotos. No século VI a.C., Ciro, o Grande, unificou os exércitos dos medos e dos persas para formar o Império Persa, um dos maiores impérios que o mundo conheceu. O rei Dario continuou a expansão do império e alcançou a cordilheira do Hindu Kush, na atual fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão.

Mais tarde, Alexandre, o Grande, sobrepujou o Império Persa e o anexou a seu próprio império. O Império Alexandrino foi sucedido pelo Império Sassânida, que restaurou a cultura persa e governou até 640, quando foi derrotado pelos árabes.

Durante as dissidências e divisões ocorridas nos anos posteriores a Maomé, o Irã tornou-se intimamente associado ao islamismo xiita.

Em 1200, uma esmagadora invasão dos exércitos mongóis devastou o país. O Irã mal havia se recuperado deste golpe quando os exércitos de Tamerlão (o último grande conquistador da Ásia Central) avançaram sobre o território persa e conquistaram cidades como Shiraz e Esfahan, ainda que mais lentamente do que a primeira invasão mongol.

A dinastia Safávida chegou ao poder em 1501, após a desintegração do Império de Tamerlão, e governou até 1722, quando foi derrubada por uma efêmera invasão afegã. Em 1796, a dinastia Kajar chegou ao poder e governou até o início do século XX.
Na história mais recente, o xá Reza Pahlevi assumiu o poder em 1962 e iniciou uma série de reformas visando a modernização do país. Suas mudanças levaram as alas conservadoras a tomar o poder. O aiatolá Khomeini assumiu o governo em 1979, derrubando a monarquia e obrigando o xá ao exílio. Foi estabelecido um sistema teocrático de governo. Esse sistema dava o poder religioso à.

Economia autoridade, que passava a ser conhecida como "líder supremo'". Após a morte de Khomeini, em 1989, o novo governo procurou manter-se teocrático, ao mesmo tempo em que procurava uma postura mais moderada

A economia iraniana é baseada no petróleo. Além desse combustível e de seus derivados, o país é conhecido pela tapeçaria, que também é exportada.

O Irã se desenvolveu de forma significativa, mas grande parte do progresso foi perdida nas décadas seguintes à revolução de 1979, e o crescimento da economia tem sido moderado.

Em anos recentes, o Irã adotou uma postura mais moderada e menos oposicionista ao Ocidente. No entanto, apesar dessa abertura, o país continua fechado e mantém uma força policial secreta para exterminar qualquer oposição sem qualquer preocupação com os direitos humanos.

O país sofre com o alto índice de desemprego e com a inflação, que chegou a 26% em junho de 2008. Com o desemprego, a bem-educada juventude iraniana emigra em busca de emprego em outros países.


A Igreja
A Igreja está presente no país desde épocas remotas, como do Antigo Testamento. Mas, com a chegada do islamismo no Irã, ela começou a sofrer opressão.

Depois da Revolução Islâmica, em 1979, a situação da Igreja mudou drasticamente, resultando na queda do número de cristãos nas igrejas oficiais, principalmente por causa da emigração para outros países.

As igrejas oficiais (registradas no governo) têm, juntas, cerca de 150 mil membros. A maior parte desses é de origem armênia ortodoxa, mas há também alguns milhares de protestantes e católicos romanos. Quase todos vieram de famílias cristãs.

Não se sabe exatamente o total de ex-muçulmanos.

No geral, a Igreja tem crescido, e de forma estruturada, organizando os cristãos em congregações ou células.


A perseguição

Embora os direitos de cristãos, judeus e zoroastras sejam assegurados pela Constituição, na prática, todos são vítimas de retaliação e perseguição. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos.

O governo do Irã está consciente do desdobramento da Igreja nas últimas décadas. Ele tem procurado impedir e tornar impossível o crescimento dos cristãos.

É permitido que igrejas ligadas à minorias étnicas ensinem a Bíblia ao seu próprio povo e em sua língua. No entanto, essas igrejas são proibidas de pregar em persa, a língua oficial do país.

Muitas igrejas recebem visitantes durante seus cultos, alguns deles, entretanto, são da polícia secreta e monitoram as reuniões.

Cristãos ativos sofrem pressão. São interrogados, detidos e, às vezes, presos e agredidos. Casos mais críticos envolvem até a execução.

Os muçulmanos que se convertem ao cristianismo são rotineiramente interrogados e espancados. Além disso, acredita-se que muitos homicídios não esclarecidos são praticados por radicais que frequentemente ameaçam os cristãos de morte.

Além da violência exercida pelas autoridades, os ex-muçulmanos são também oprimidos pela sociedade. Eles têm dificuldade em encontrar e manter um emprego, pois são demitidos quando se descobre que são convertidos. Aqueles que começam um negócio próprio têm problemas em fazer a clientela. Para esses cristãos, é difícil ganhar dinheiro.

Em 2008, aconteceu um grande número de ataques a igrejas domésticas e muitos cristãos foram presos, fazendo desse um dos anos mais difíceis para a Igreja desde a Revolução Islâmica em 1979.

Em agosto do mesmo ano, um casal cristão com cerca de 60 anos de idade morreu depois de serem atacados pela polícia secreta. Policiais invadiram o culto que era realizado na casa do casal, na cidade de Isfahan, e agrediu os dois.

A polícia prendeu Abbas Amiri, herói de guerra e ex-muçulmano, no dia 17 de julho, com outras 15 pessoas presentes no culto. O anfitrião morreu em um hospital no dia 30 de julho em decorrência dos ferimentos. A esposa dele, Sakineh Rahnama, morreu no domingo, 3 de agosto, também por não resistir aos ferimentos.

Em 2003, outro militar convertido foi preso, mas, dessa vez, foi condenado à morte. Hamid Pourmand era um ex-militar que se tornou pastor da Assembleia de Deus. Mesmo passados 25 anos de sua conversão, ele enfrentou um julgamento que poderia levá-lo à execução por deixar a fé muçulmana.

Sentenciado a três anos de cadeia, o ex-coronel foi dispensado de forma desonrosa do exército e privado de seus benefícios e pensão militar. Sua esposa e filhos, que ficaram sem sustento, tiveram de sair da casa em que viviam.

Entretanto, em uma audiência no dia 28 de maio de 2005, o tribunal islâmico considerou Hamid inocente. As autoridades prisionais de Teerã, de forma bastante discreta, mandaram o cristão Hamid Pourmand para casa informando que ele não precisaria cumprir os 14 meses restantes de sua sentença de 3 anos.

Depois da libertação, em 20 de julho de 2005, o pastor Hamid foi avisado de que frequentar cultos poderia fazer com que sua ordem de libertação fosse revogada e ele seria mandado de volta para cumprir o restante da pena.


Motivos de oração
1. É importante que novos convertidos cresçam no conhecimento do Senhor e da Bíblia. Ore para que haja oportunidades de treinar essas pessoas, e que os métodos e materiais necessários estejam disponíveis e sejam acessíveis.

2. O crescimento traz novos membros para a Igreja, mas também gera mais perseguição. Louve a Deus pelos milhares de cristãos iranianos. Ore para que a Igreja iraniana seja capaz de encontrar meios discretos e criativos para testemunhar.

3. Os líderes da Igreja têm sido duramente perseguidos. Ore pedindo proteção para os cristãos iranianos, em especial para os líderes, vítimas de severa perseguição no passado. Muitos deles foram mortos e outros vivem acuados pelo medo.

4. Muitos mártires cristãos eram chefes de família. Ore por suas viúvas, que têm de cuidar dos filhos com poucos recursos.

5. A população tem ouvido o evangelho pela TV. Receptores de TV via satélite são muito difundidos. Ore para que as transmissões, que varrem o território iraniano, resultem em muitos frutos.

6. Interceda pelas eleições presidenciais que serão realizadas em junho de 2009 no Irã. Ore para que o novo líder seja mais tolerante ao cristianismo e reveja a lei que exige a execução de quem abandona o islamismo.


Fontes

- 2008 Report on International Religious Freedom

- Ethnologue.com

- Portas Abertas Internacional

- Países@

- The World Factbook


Atualizado em 18/03/2009

sexta-feira, 28 de maio de 2010

IGREJA PERSEGUIDA NA COREIA DO NORTE




A Igreja Perseguida na Coreia do Norte
1ª posição na Classificação de países por perseguição


Capital
Pyongyang

Governo
Estado comunista, chefiado por Kim Jong-Il desde julho de 1994

População
23,5 milhões (61,6% urbana)

Área
120.538 km2

Localização
Leste da Ásia

Idioma
Coreano

Religião
Números não estimados. O Estado é ateu

Perseguição
Severa

Restrições
A conversão é passível de prisão e a evangelização é proibida. Líderes cristãos são frequentemente detidos sob falsas acusações



Localizada na metade setentrional da Península da Coreia, no leste asiático, a Coreia do Norte é caracterizada por altas montanhas separadas por vales estreitos e profundos. Densas florestas cobrem cerca de dois terços do país.

População

A população norte-coreana é de pouco mais de 23 milhões de pessoas. Etnicamente, ela é constituída quase que totalmente por coreanos (99%). Há um pequeno número de chineses e japoneses.

Segundo estimativas do governo, 70% da população não professa nenhuma religião. O restante segue crenças asiáticas como xamanismo, confucionismo ou budismo. Há grupos cristãos de protestantes, católicos e ortodoxos.

Quase 100% da população é alfabetizada e tem acesso à educação.

A população sofre com a fome - 36% dela é subnutrida. Há abertura para organizações humanitárias atuarem a fim de aliviar a fome da população, mas os esforços não são suficientes. Isso acontece parcialmente por causa da corrupta liderança das forças militares. Eles interceptam muitas cargas de alimento e desviam-na aos seus soldados. O próprio
presidente Kim Jong-Il disse, certa vez, que só precisa que 30% da população sobreviva.

História

A história recente da Coreia do Norte tem sido bastante sofrida. A Coreia foi dividida em dois países logo após a II Guerra Mundial, como consequência da Guerra Fria. Antes disso, porém, o país foi ocupado pelo Japão por 35 anos, entre 1910 e 1945.

Em junho de 1950, tropas norte-coreanas invadiram a Coreia do Sul em uma tentativa de unificar o regime comunista. O conflito armado durou três anos e culminou com a vitória sul-coreana, tendo causado sofrimentos significativos à região.
A zona desmilitarizada entre os dois países continua sendo uma das áreas mais fortificadas e impenetráveis do mundo.

A guerra quase irrompeu novamente no fim da década de 90, mas foi evitada graças a esforços diplomáticos. Não obstante, ainda há grande tensão entre as duas Coreias.


Governo e economia

Atualmente, a Coreia do Norte é um Estado comunista controlado ditatorialmente por um homem - o presidente Kim Jong-Il.

Em setembro de 2008, Kim Jong-Il não compareceu a um importante desfile militar. Surgiram boatos de que ele estaria enfermo, e especulou-se sobre quem seria seu sucessor. No entanto, o presidente reapareceu em público, reafirmando seu poderio.

O dirigente comunista norte-coreano Kim Jong-Il foi eleito por unanimidade para o Parlamento na eleição de 8 de março de 2009. Ele teve 100% dos votos1.

O país tem sido profundamente marcado por um "culto à personalidade" que elevou o falecido ditador King Il-Sung, pai de Kim Jong-Il, à posição de deus.

O governo utiliza severos controles para incutir essa ideologia sobre cada cidadão, que inclui o culto a Kim Il-Sung e a seu filho Kim Jong-Il, o atual presidente. Todas as religiões contrárias a esta ideologia são proibidas.

A nação permanece fechada para o mundo exterior, porém as dificuldades econômicas e a fome crescente geraram alguma abertura, especialmente para ministérios de cunho social.

Mais da metade da força de trabalho (64%) atua na indústria e serviços.

Apesar de alguma modernização, a fome ainda é um problema social. Problemas sistemáticos, como a ausência de solo cultivável, a existência de fazendas coletivas e a falta de tratores e combustível, têm levado a Coreia do Norte a uma sequência de períodos de escassez de alimento iniciada em 1996.


A Igreja

Menos de 2% da população é cristã, apesar de o cristianismo ter uma longa história na região. Antes da guerra, o país era palco de um avivamento. A capital, Pyongyang, abrigava quase meio milhão de cristãos, constituindo na época 13% da população. Após a guerra, muitos cristãos fugiram em direção ao sul ou foram assassinados.

Atualmente, há quatro igrejas na cidade - duas protestantes, uma católica e outra ortodoxa -, mas são basicamente "igrejas de fachada", servindo à propaganda política.

Quase todos os cristãos na Coreia do Norte pertencem a igrejas não-registradas e clandestinas. O culto deles se constitui de um encontro "casual" de dois ou três deles em algum lugar público. Lá eles oram discretamente e trocam algumas palavras de encorajamento.


A perseguição

A perseguição aos cristãos foi intensa durante o período de dominação japonesa, especialmente devido à pressão exercida pelos

dominadores para a adoção do xintoísmo como religião nacional. Desde a instalação do regime comunista, a perseguição tem assumido várias formas. Em um primeiro momento, os cristãos que lutavam por liberdade política foram reprimidos. Depois, o governo tentou obter o apoio cristão ao regime, mas como não teve êxito em sua tentativa, acabou por iniciar um esforço sistemático para exterminar o cristianismo do país. Edifícios onde funcionavam igrejas foram confiscados e líderes cristãos receberam voz de prisão. Ao serem derrotados na Guerra da Coreia, soldados norte-coreanos em retirada frequentemente massacravam cristãos com a finalidade de impedir sua libertação.

Ser cristão é perigoso na Coreia do Norte; por isso o país ocupa, pelo sexto ano consecutivo, a primeira posição na Classificação de países por perseguição. O Estado não hesita em torturar e matar qualquer um que possua uma Bíblia, esteja envolvido no ministério cristão, organize reuniões ilegais, ou até que tenha contato com outros cristãos (na China, por exemplo). Os cristãos que sobrevivem às torturas são enviados para os campos de concentração. Lá, as pessoas recebem diariamente alguns gramas de comida de má qualidade para sustentar o corpo que trabalha por 18 horas. A menos que aconteça um milagre, ninguém sai desses gigantes campos com vida.

Em setembro de 2007, a revista Newsweek destacou o drama dos cristãos norte-coreanos. Um desertor, Son Jong-Nam, converteu-se quando fugiu para a China, onde conheceu um grupo de missionários cristãos. Após certo tempo, ele voltou ao seu país como missionário. Lá, foi detido e acusado de ser espião. Atualmente, ele está no corredor da morte em Pyongyang.

Son cresceu em boas circunstâncias por ser filho de um alto oficial. De acordo com a Newsweek, a esposa dele, grávida, perdeu o bebê depois de ter sido espancada durante um interrogatório na Coreia do Norte, por ter criticado o controle de alimentos de Kim Jong-Il.

Desde o final do século 19, cerca de cem mil norte-coreanos mantêm a fé cristã clandestinamente, segundo cálculos da Newsweek. Até mesmo Kim Il-Sung, o primeiro ditador da Coreia do Norte, falecido recentemente, veio de uma família cristã devota.

De acordo com missionários, os cristãos norte-coreanos mantêm suas Bíblias enterradas nos quintais, embrulhadas em plásticos. Alguns pastores na China oram por doentes e pregam através de interurbanos feitos por telefone celular, segundo a reportagem. Tudo isso num intervalo de tempo que vai de cinco a dez minutos. Os "cultos telefônicos" têm de ser rápidos, e muitas vezes são interrompidos bruscamente, porque a Coreia do Norte usa rastreadores para localizar os telefones.


Motivos de oração

1. Louve a Deus pelo crescimento da Igreja e pela capacidade dos cristãos norte-coreanos de divulgar o evangelho mesmo sob rígidas restrições. Ore para que novas oportunidades de evangelismo sejam descobertas.

2. A situação atual é terrível, mas Deus está usando esse sofrimento para o bem. Portas estão se abrindo para o evangelho à medida que o governo torna-se cada vez mais favorável a aceitar os ministérios cristãos de ação social e humanitária. Ore para que esta pequena abertura na esfera governamental possa expandir-se rapidamente.


3. O povo sofre com a obrigação de cultuar os líderes do país. Ore para que o vazio dessa falsa religião torne-se evidente e para que os norte-coreanos busquem o Deus verdadeiro.

4. Organizações missionárias voltadas para a Coreia prosseguem em sua preparação. Louve a Deus pelo grande volume de recursos que está sendo disponibilizado para ajudar a Coreia do Norte. Ore para que as organizações missionárias encontrem formas de realizar seu trabalho nos dias de hoje. Ore também para que estas organizações estejam preparadas para agir conjuntamente quando as portas do país se abrirem para o exterior.

5. Os cristãos coreanos sofrem com a falta de Bíblias. A maioria dos cristãos não possui sua própria Bíblia e muitos não têm sequer acesso a uma. Ore para que ministérios cristãos consigam suprir o país com Bíblias. A maioria das Bíblias tem que ser contrabandeada e equipes de entrega continuam sendo necessárias.


Fontes

- 2008 Report on International Religious Freedom

- Países@

- Portas Abertas Internacional

- The World Factbook

1 UOL Últimas notícias


Atualizado em 10/03/2009

QUANDO VOCÊ ORA ALGO ACONTECE.


Líderes cristãos de igrejas não registradas são soltos

Saiba mais sobre a Igreja Perseguida na China
CHINA (13º) - No dia 5 de maio, 16 importantes líderes de igrejas não registradas de diferentes províncias foram presos enquanto se reuniam para orar e estudar a Bíblia. Eles foram presos no Centro de detenção na cidade de Luoyang. A associação ChinaAid pediu para que a comunidade internacional agisse em favor dos pastores, para que eles fossem soltos, inclusive o pastor Li Fuxing de Shandong e o pastor Zhang “Peter” Bide.

Devido à pressão internacional, no dia 21 de maio, todos os líderes foram soltos!

A ChinaAid agradece a todos os que oram pelos cristãos chineses e líderes de igrejas não registradas. Nos alegramos com a libertação deles e encorajamos os cristãos a continuarem orando para que haja vitória na batalha pelos direitos humanos na China.

Tradução: Missão Portas Abertas

Fonte: China Aid Association

A IGREJA PERSEGUIDA NA CHINA



13ª posição na Classificação de países por perseguição

Capital
Pequim

Governo
Estado comunista, chefiado pelo presidente Hu Jintao desde março de 2003

População
1,34 bilhões (43% urbana)

Área
9.596.961 km2

Localização
Leste da Ásia

Idiomas
Mandarim, dialetos chineses

Religião
Sem religião e ateus 50,3%, crenças populares 32,6%, budismo 8,4%, cristianismo 11,1%, islamismo 1,5%

Perseguição
Limitações severas

Restrições
O registro das igrejas é obrigatório e a evangelização é proibida fora das comunidades registradas. A evangelização de jovens com menos de 18 anos de idade não é permitida e pastores podem ser presos e sentenciados a campos de trabalhos forçados



A China é o terceiro maior país do mundo e possui a maior população do planeta. Além disso, as maiores altitudes do globo encontram-se em seu território. A maior parte da população chinesa vive na região leste, concentrada principalmente em 42 grandes cidades, todas com mais de um milhão de habitantes.

População

A cada ano, nascem aproximadamente 16 milhões de pessoas na China.

Os chineses se comunicam em mais de 600 dialetos e se dividem em quase 200 grupos étnicos, dos quais 55 são oficialmente reconhecidos.

Mais de 90% da população é alfabetizada. Embora a China seja uma das economias que mais crescem no mundo, 130 milhões de chineses estão abaixo da linha de pobreza, e a renda per capita anual é inferior a US$ 500.

A população chinesa atual tem sido formada por uma geração mais jovem que não conheceu a Revolução Cultural, e também por uma população rural cada vez mais descontente.

As vítimas de exploração e abuso do poder têm se tornado mais conscientes dos seus direitos, tanto humanos como legais. Além dessas coisas, o aumento de desastres naturais e ocupacionais também preocupa o governo.

Mais da metade dos chineses dizem não ter religião. Da outra metade, 36,6% professam crenças locais e o budismo. Os cristãos são estimados em 11% aproximadamente.

História

A história da China remonta a 22 séculos antes de Cristo e o povo chinês orgulha-se de pertencer a uma das mais antigas civilizações do mundo.

O nome "China" surgiu na dinastia Qin (221-206 a.C.), quando Qin Shi Huang era imperador, e significa "Reino do Meio", pois os antigos chineses se consideravam o centro do mundo.

Uma sucessão de dinastias governou o país até 1911, quando o médico Sun Yat-sen derruba a dinastia que detinha o poder e é proclamado presidente.

Na década de 1920, Chiang Kai-shek, do Partido Nacionalista, chega ao poder. No entanto, o Partido Comunista, fundado em 1921, entra em luta contra o partido de Chiang pelo controle do país. Por um breve período, as duas facções promovem uma aliança para combater a invasão japonesa, mas retomam o conflito após a rendição do Japão na II Guerra Mundial.

Mao Tsé-tung e os comunistas alcançam a vitória em 1949, enquanto o Partido Nacionalista, de Chiang, batia em retirada para Taiwan. Ambos os partidos, porém, ainda reclamam a soberania sobre toda a China.

Governo

Embora oficialmente a China tenha um governo comunista, na prática, ela é governada por homens e não por sistemas ou leis. Aqueles no poder anseiam por estabilidade acima de tudo e esmagam impiedosamente qualquer um que julguem ser uma ameaça.

O Partido Comunista mudou de forma significativa desde os dias de Mao. Durante o mandato de Deng Xiaoping, sucessor de Mao, as portas da China se abriram novamente para o resto do mundo e, desde então, o comércio exterior com países ocidentais tem sido encorajado.

Hoje, a ideologia comunista permanece firme, porém, economicamente, o capitalismo é a ordem do dia. Depois de quase cinco anos na direção, Hu Jintao é cada vez mais considerado socialista, e não o liberal que reformaria a política, a economia e a sociedade, como o mundo esperava. No entanto, ele continua mostrando que se interessa pelas mesmas coisas que o povo. Fez isso ao declarar guerra contra a corrupção e a disparidade econômica entre os ricos nas cidades e os pobres na zona rural.

Uma forma do socialismo progressivo está sendo implementada, mas os chineses não o chamam democracia; em vez disso é chamado de "socialismo com características chinesas".

Efeito das Olimpíadas

O presidente Hu Jintao prometeu ao mundo que a liberdade dada à mídia durante os Jogos Olímpicos continuaria. Isso é verdade para a mídia internacional, não para a local.

Como os meios de comunicação estatais são vistos como ferramenta para propagar o nacionalismo, uma autocensura verifica se eles deixaram de promover uma "sociedade pacífica e harmoniosa", conforme requer a política estatal.

O acesso doméstico à internet para os 253 milhões de usuários chineses continua controlado - como durante os Jogos Olímpicos - tendo em vista a "segurança da pátria" e a "purificação do espaço virtual".

A Igreja


Nestorianos, cristãos da Igreja do Oriente, vieram da Pérsia para a China, pela Rota da Seda. Eles foram os primeiros a apresentar o cristianismo à Dinastia Tang, em 635.

A década de 1950 viu o advento do Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA), a fim de controlar a Igreja. Os missionários estrangeiros continuaram a sofrer perseguição até saírem completamente da China em 1952. Muitos líderes cristãos chineses foram enviados a prisão ou campos de trabalho, destinados a executar tarefas humilhantes e degradantes.

A Igreja chinesa é uma das que crescem mais rapidamente no mundo. Hoje, aproximadamente 80 milhões de protestantes e católicos formam a Igreja deste país de 1,3 bilhões de habitantes. Enquanto não há dados quanto ao crescimento das igrejas não-registradas, o número de congregações de igrejas protestantes registradas aumenta entre 500 a 600 mil a cada ano. O número de reuniões dos fieis ultrapassa a marca dos 15 milhões, e eles se reúnem em mais de 50 mil igrejas e outros lugares de culto.

A vida da Igreja é marcada por um paradoxo: embora seja rica, vibrante, permeada de renovação e cresça em ritmo acelerado, ao mesmo tempo é perseguida e extremamente carente de recursos e treinamento.

Estima-se que 50 milhões de cristãos chineses ainda esperam por sua primeira Bíblia e, sem a posse de sua própria cópia das Escrituras, muitos são presas fáceis de heresias e falsos ensinamentos. Não falta entusiasmo aos evangelistas, mas a maioria é mal treinada e pouco equipada. Além disso, há conflitos entre os líderes cristãos. Acredita-se que atualmente a pior tentação enfrentada pela Igreja chinesa seja o materialismo, particularmente dentro do contexto da explosão econômica do país.

A perseguição

Teoricamente, os cristãos chineses têm direito à liberdade religiosa, mas o espaço para evangelização é limitado. Os cristãos não podem se reunir em templos não-registrados e tampouco evangelizar publicamente.

Os cristãos não são os únicos a ser perseguidos. Em alguns casos, muçulmanos e budistas têm recebido o mesmo tratamento rigoroso dado aos cristãos e é comum que muitas seitas ou grupos religiosos de menor expressão sejam extintos.

O objetivo principal do governo é manter a estabilidade e o poder. Esta é a principal motivação que está por trás do controle populacional, da reforma econômica e da política religiosa chinesa, que consiste em domínio e opressão.

O Movimento Patriótico das Três Autonomias (MPTA), também conhecido como Igreja dos Três Poderes, é a Igreja oficial, controlada pelo Partido Comunista. As igrejas não-registradas recebem ataques esporádicos do governo. A perseguição depende principalmente do grau de perigo que o governo enxerga em cada grupo religioso.

A perseguição ao cristianismo abrange desde multas e confisco de Bíblias até destruição de templos. Evangelistas são detidos, interrogados, aprisionados e torturados. Além da perseguição governamental, as tentativas de evangelizar muçulmanos no extremo noroeste do território chinês têm enfrentado resistência e alguns ataques.

As leis religiosas que entraram em vigor em 1º de março de 2005 aumentaram a pressão sobre grupos não-registrados, exigindo que se legalizassem ou se preparassem para sofrer as consequências. Além disso, em vez de facilitar o registro, novas emendas dificultaram o processo.

As Olimpíadas 2008 afetaram, de certo modo, o modo de o governo lidar com a Igreja. As medidas de segurança introduzidas nessa época foram tão bem-sucedidas que o governo pode decidir-se por continuar a utilizá-las por tempo indeterminado.

Nesse período, a repressão a reuniões de igreja não-oficiais e aos seus líderes aumentou em muitas províncias, bem como o número de relatos de estrangeiros sendo detidos ou deportados.

O ano de 2008 foi marcado por detenções em massa de membros de igreja e processos contra pastores.

Shi Weihan, comerciante cristão preso em maio, ainda aguarda seu julgamento. Enquanto isso, Weihan está preso.

Dois cristãos da etnia uigur foram presos e estão sendo julgados sob falsa acusação de trair o país.

O pastor Zhang Mingxuan foi preso diversas vezes por forças do Comitê de Segurança Pública em ocasiões antes e depois dos Jogos Olímpicos, a fim de impedi-lo de ter contato com a imprensa estrangeira. Sua família também foi oprimida: seu filho foi brutalmente agredido e, enquanto o pastor estava ausente de casa, sua esposa foi despejada.

Na província de Zhejiang, mais de 400 universitários cristãos foram detidos e interrogados em uma única operação policial. Nas províncias de Shandong e Henan, cem cristãos foram presos, sem acusações.

Outro caso ainda em andamento é o do pastor Zhang Rongliang, da Igreja não-oficial. O veredicto foi dado no dia 29 de junho de 2005. Rongliang é um líder chave do "China para Cristo".

Ele foi detido pela polícia de Henan, sem acusações, no dia 1º de dezembro de 2004. Apenas um mês depois ele foi acusado de "obter passaporte através de fraude" e de "travessia ilegal de fronteira". As autoridades chinesas sempre negam passaportes a líderes famosos de igrejas não-registradas.

Rongliang já foi detido cinco vezes e passou um total de 12 anos na prisão por suas atividades religiosas. Ele também foi o co-autor de uma "Confissão de Fé" da Igreja não-oficial, escrita em 1999, para pedir clemência a uma ampla opressão do governo a movimentos de "seitas". Depois de sua prisão, as autoridades confiscaram DVDs cristãos e outros materiais em sua casa que estariam ligados a cristãos estrangeiros. Ter contato com religiosos estrangeiros pode ser uma atividade ilegal na China.

O Pastor Rongliang sofre de cinco doenças crônicas, incluindo pressão alta e diabetes, confirmadas em um diagnóstico oficial em 2005. Após ter sido transferido diversas vezes de várias prisões, por causa de suas enfermidades, ele está na prisão em Kaifeng.

Em 2006, ele sofreu um derrame e o supervisor da prisão, que gostava muito dele, o enviou imediatamente para o hospital para que fosse submetido a tratamento. Ele melhorou, mas ainda sente dormência nos dedos de uma das mãos e em um pé. Sua esposa pode visitá-lo duas vezes por mês. Ele tem pregado o evangelho na prisão e batizado novos convertidos, além de ministrar a Santa Ceia dentro da prisão.
Criminosos perigosos estão entre seus companheiros. Um deles, que fora um assassino, foi completamente transformado depois de receber as boas-novas. O homem escreveu à mãe para dizer: "Mãe, quando eu morrer no pelotão de fuzilamento, irei à sua frente e a esperarei no céu. Você precisa aceitar a Jesus como seu Salvador, da mesma maneira que eu aceitei; então poderemos nos encontrar de novo".

Motivos de oração

1. Louve a Deus pelo assombroso crescimento da Igreja. Ore para que a perseguição seja atenuada, para que materiais de treinamento sejam desenvolvidos e para que as Bíblias tornem-se cada vez mais acessíveis, impedindo assim o avanço de heresias.

2. Os líderes cristãos chineses sofrem muito pelo evangelho. Ore pelos milhares de evangelistas e pastores chineses que enfrentam noites de insônia, separação de suas famílias, reuniões secretas e risco de prisão a fim de pastorear seus rebanhos. Muitos têm treinamento insuficiente e poucos recursos, mas ainda assim viajam constantemente para compartilhar o que sabem.

3. O crescimento econômico chinês é visto como um grande desafio para a Igreja. Os cristãos chineses julgam que a perseguição é uma bênção. A principal preocupação dos pastores é o efeito que o materialismo decorrente da crescente economia chinesa pode provocar nos cristãos.

4. Muitos pastores têm sido enviados a campos de trabalho. A comida é ruim e o trabalho é muito pesado, porém muitos são capazes de pregar e formar igrejas dentro dos campos. Alguns o fazem de forma tão eficiente que são até confinados na solitária para evitar que preguem o evangelho.

5. A Igreja sofre com a grande falta de unidade. Muitos líderes das igrejas registradas e das não-registradas têm medo e desconfiança entre si. Alguns acusam o Movimento Patriótico das Três Autonomias de traição, enquanto seus líderes acreditam que as igrejas não-registradas estão em pecado por agir contra o governo. Ore para que estas divisões entre os líderes sejam eliminadas e haja reconciliação entre eles.

6. A China sofre com a falta de recursos para a evangelização. Louve a Deus pelas muitas ferramentas de evangelismo que são levadas ao país todos os anos. Materiais impressos e vídeos resultam em inúmeros novos convertidos por cópia distribuída. Ore para que a quantidade de materiais levados ao país aumente.

Fontes

- Portas Abertas Internacional

- The World Factbook

quarta-feira, 26 de maio de 2010

PLANO MISSIONÁRIO PARA A IGREJA



(Dra. Barbara Helen Burns - Missionária norte-americana, trabalha desde 1999 com treinamento de missionários na Missão JUVEP, em João Pessoa, PB.

"É a Junta que tem que ter 'plano missionário', não a igreja!" Assim pensam a maioria, se desligando de qualquer responsabilidade, e perdendo uma oportunidade de obediência e benção. Mas nem todos os membros das igrejas delegam missões às Juntas de Missões Mundiais, Nacionais, ou Estaduais, dando apenas uma oferta por ano. Tive o privilégio de ser criada numa igreja onde missões era central em todos os seus propósitos. Os membros nunca sentiam mais felizes do que quando enviando um dos seus membros para um campo distante, ou contribuindo para que o nome do Senhor Jesus fosse proclamado perto ou ao redor do mundo.

O primeiro modelo de uma igreja assim se acha em Atos 13.1-4. O Espírito Santo enviou, por intermedio da igreja local, os dois homens mais preparados e queridos no seu meio. Jesus mesmo disse que a razão da existência dos Seus discípulos (os membros e líderes das igrejas) era pregar o Evangelho à toda criatura--de Jerusalem até aos confins da terra! Jesus tinha preparado Seus discípulos por três anos com esta finalidade, e no fim deu a órdem prioritária para eles, e para todos que vinham depois deles. Missões é a responsabilidade de todos os discípulos de Jesus Cristo, e a razão central da existência das igrejas.

As juntas de missões foram estabelecidas para ajudar as igrejas cumprir a vontade de Deus em fazer missões. Mas há coisas que as juntas não podem fazer, que são a responsabilidade das igrejas. A seguinte lista fornece uns exemplos daquilo que cabe as igrejas no plano missionário de Deus.

1. A responsabilidade do preparo. O contato longo, o ensino da Palavra, a vida em comunidade, e o crescimento mútuo de Cristãos que se amam e ajudam uns aos outros viver dignamente do Senhor é a melhor escola missionária. O missionário vai levar junto com ele para os campos o modelo que fez parte da sua formação cristã, repetindo e imitando aquilo que experimentou e viveu (muito mais do que ele aprendeu numa escola formal). Como é importante este modelo ser de uma igreja que serve fielmente o Senhor no seu próprio trabalho evangelístico e discipulado na vida cristã!

A prática do ministério, como Deus deu para Saulo e Barnabé antes da sua primeira viagem missionário, só pode se obter numa igreja. Deverá existir oportunidades de exercer um ministério dentro da comunidade de Deus. Os colegas e líderes de uma igreja conhece os dons, os problemas, e as áreas de necessidade dos seus membros, dando base para aconselhamento, direcionamento, e crescimento quanto vocação ministerial.

2. A responsabilidade da escolha. Assim são as igrejas que podem reconhecer aqueles que são verdadeiramente aprovados nas suas práticas e sua vida cristã. Conhecem profundamente o candidato, e devem com toda honestidade recomendar ou não as pessoas para missões. Faz parte desta responsabilidade o conhecimento das qualificações necessárias para um obreiro em missões. É preciso enviar as pessoas certas, que darão fruto em situações às vezes difíceis de comunicar e viver.

3. A responsabilidade do envio. Em Atos 13 o Espírito Santo não falou apenas com Saulo e Barnabé; falou com a igreja. Foram membros da igreja que colocaram suas mãos sobre os dois, assim declarando sua solidariedade e identificação com eles. Eram embaixadores daquela igreja, conforme a direção do Espírito Santo. As igrejas hoje devem estar alertas para saber a vontade de Deus sobre seus membros. Que privilégio Deus dá a igreja em usá-la para enviar seus melhores membros a serem pioneiros em campos sem a Palavra e o conhecimento de Deus.

4. A responsabilidade do apoio. Depois de longos anos de serviço frutífero, Paulo ainda reconhece a absoluta necessidade de apoio em oração. Em Efésios 6:18-20 ele diz para a igreja:

Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palvra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar.

Paulo sabia que sem a oração, nem ele teria sucesso em missões!

A responsabilidade não termina com oração; apoio financeiro também é um importante ingrediente para missões. Paulo menciona este fato várias vezes, especialmente em Filipenses 4:10-20, onde ele agradece a oferta sacrificial dos irmãos pobres da Macedonia. A oferta foi uma benção para ele, porque supriu necessidades e demonstrou o amor e a solidariedade da igreja com ele. Acima de tudo foi uma benção para a própria igreja, porque a oferta foi como uma dádiva a Deus, colocada na conta celestial da igreja.

Assim temos o desafio e as responsabilidades missionárias das igrejas. Mas como fazer? Quais alguns passos práticos?

1. Mensagens e ensino missionário. É difícil estudar a Bíblia sem estudar missões. Se enfatizamos missões à medida que a Bíblia o faz, a igreja estará crescendo no seu conhecimento de como e porque fazer missões.

2. Testemunhos dos missionários. Devemos convidar missionários a pregarem e ensinarem nas igrejas, encorajando os membros a convidá-los a se hospedarem nas suas casas. Devemos ser membros de igrejas que se alegram com a presença e o trabalho dos missionários.

3. Oração semanal em favor de missões e os missionários. Cada culto deve incluir um momento da igreja levar as necessidades dos missionários a Deus em oração. Podem ser lidas cartas, artigos em jornais, informações missionárias, que ajudarão os membros se involverem pessoalmente na vida dos missionários e nas necessidades ao redor do mundo.

4. Convenções missionárias. Missões podem ser enfatizadas de uma forma especial uma ou duas vezes por ano. Pessoas de todos os departamentos da igreja podem participar e tomar responsabilidade de dirigir e compartilhar.

5. Conselhos missionários. Se a igreja fôr grande, um grupo pode se formar para informar e ajudar a igreja no conhecimento e prática de missões. O conselho não deve se tornar mais uma "junta," mas sim, levar a igreja toda tomar decisões e se envolver no preparo, na escolha, e no apoio de missionários.

6. Ser modelo de missões. Uma igreja ativa na evangelização e discipulado não apenas oferece oportunidades de prática de ministério, como se torna o modelo ideal que o missionário vai repetir em outros lugares. Cada igreja deve procurar expandir ao seu redor, formando pontos de pregação e congregações. Assim a igreja providencia oportunidades de treinamento e envolvimento pessoal no ministério da igreja enquanto está cumprindo fielmente o propósito pelo qual foi criada.
Dra. Barbara H. Burns

terça-feira, 25 de maio de 2010

FINANCIANDO MISSÕES



Inglaterra, século XVIII. Um sapateiro e pregador leigo chamado William Carey sente-se chamado para o trabalho transcultural na Índia. Após muito trabalhar, Carey conseguiu comprar as passagens e embarcar para o sul da Índia numa viagem de 5 meses de navio, juntamente com sua esposa Doroty e cinco filhos, o menor com apenas 3 meses de vida. Permaneceu trabalhando naquele país durante 41 anos, traduziu a Bíblia inteira para o bengalês, sânscrito e marathi e o Novo Testamento para várias outras línguas; fundou escolas cristãs, foi usado na conversão de grande número de hindus e na formação de várias Igrejas, além de discipular muitos pregadores nativos.

Sem dúvida ele impactou a Índia com a mensagem do evangelho. Porém, nestes 41 anos de trabalho o que poucos sabem é que ele e sua família tiveram tempos críticos: doenças, mortes, fome e falta de um teto onde dormir; e isto pela falta de sustento financeiro por parte das inúmeras Igrejas inglesas. Entretanto foram as ofertas de duas idosas viúvas e sua capacidade de “fazer tendas” por onde passava que garantiu sua sobrevivência e ministério.

Hoje ele é chamado de “o pai das Missões modernas”, porém durante a sua vida, foram apenas poucas pessoas que reconheceram em seu entusiasmo a vontade de Deus em alcançar aquele país.


PRINCÍPIOS BÍBLICOS

Certa vez, durante uma palestra sobre Missões numa pequena Igreja um presbítero se levantou com bastante sinceridade e disse:

“Isto tudo é impressionante, porém nossa Igreja é pequena demais para participar. Nós não temos muito dinheiro”.

1) A questão central não é quanto se tem para dar (se somos ricos ou pobres), mas a disposição de dar. No Antigo Testamento o dízimo estava em evidência e não creio que 10% do muito eram diferentes de 10% do pouco para Deus. O próprio Jesus olhando para a oferta da viúva pobre ressaltou esta diferença (Mc. 12:41-44).

A Obra missionária não está baseada na abundância mas na disposição de darmos mediante o que temos.

2) O pré-requisito para um envolvimento financeiro é um envolvimento pessoal com a obra financiada. Falando dos crentes da Macedônia, Paulo registra:

“Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários... e não somente fizeram como nós esperávamos, mas deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor...” (2Co 8:3,5).

O compromisso com o Senhor e a visão da obra a ser realizada deve dar-se antes de qualquer envolvimento financeiro. Enviarmos dinheiro para Missões sem estarmos envolvidos com tal obra não é o ideal de Deus.

3) Quanto se deve dar talvez esteja elucidado em dois textos:


- Em Atos 11.29 a Igreja de Antioquia deu “conforme o que possuíam” (ou “conforme as suas posses”) ou seja: de acordo com o que tinham eles ofertavam. Sem dúvida este princípio deve nortear também nossas contribuições.

- Em 2 Co 8.3 Paulo registra que os crentes macedônios deram “na medida de suas posses e mesmo acima delas” (ou “mais além das suas forças” – tradução livre). Isto indica que, pela intensa necessidade da situação eles se dispuseram a dar até mais do que suas posses possibilitariam. Um passo de fé.

4) Padrões gerais de sustento no Novo Testamento.


É necessário entendermos também que missionários de tempo integral necessitam de sustento. Sem dúvida os missionários informais que fundaram a Igreja em Antioquia possuíam sustento próprio; porém tomaremos o molde de Paulo.

- Ele e Barnabé foram enviados pela Igreja de Antioquia (At 13.1-4) e esta deve te-los sustentado.

- Paulo narra que recebeu também ajuda da Igreja de Filipos (Fp 1:5; 4:15-18) e também de outras Igrejas na Macedônia (2 Co 8: 1-3).

- Ele incentivou a Igreja de Corinto a fazer o mesmo (2 Co 8.6) e também pensava que a Igreja de Roma pudesse ajuda-lo em seu trabalho na Espanha (Rm 15: 22-24).

5) A quem sustentar


Creio que as Igrejas locais devem sustentar obreiros que tenham primeiramente “ministrados” à Igreja, ou seja, compartilhado com a Igreja sobre suas convicções ministeriais, sua vocação e chamado como também de suas expectativas do campo. Vemos evidência disto na vida do apóstolo, pois ao retornar de sua primeira e segunda viagem missionária ele passou algum tempo com a Igreja que o enviara, narrando o que Deus estava fazendo através dele (At 14. 27 28; 18: 22,23).

Vemos também em Atos 13: 1-3 que Paulo l”ministrava” à Igreja antes de ser enviado pela mesma ao campo gentílico. Também quando pensou em ser ajudado pela Igreja romana em seu ministério na Espanha escreveu expressando que tencionava antes ministrar à Igreja (Rm 1:11-13).


6) Vocação acima do sustento

Devemos porém ter em mente que aqueles que são realmente vocacionado para a obra do Senhor se envolverão com tal obra sendo sustentados pelos irmãos ou tecendo seu próprio sustento quando este faltar. Paulo ganhou seu sustento também fazendo tendas (At 18: 2-4; 2 Ts 3: 7,8) o que também leva-nos a crer na importância do missionário ter algum preparo em cursos técnicos ou universitários.

PADRÕES GERAIS DE SUSTENTO MISSIONÁRIO EM OUTROS PAÍSES

Há alguns exemplos contemporâneos que gostaria de narrar afim de que víssemos o que tem sido feito em nossos dias para propiciar o sustento missionário.

1) No noroeste africano as pequenas Igrejas tribais plantam campos de arroz coletivamente. Quando 5 ou 6 campos são plantados eles separam o melhor deles para “Missões”. O arroz produzido aquele campo é vendido e enviado a crentes que habitam em outras tribos com o intuito de levar até ali o evangelho.
2) No sul da Índia há o costume de famílias de missionários serem “adotadas” por um grupo de famílias de uma determinada região que os sustentam de acordo com o seu padrão médio de vida.
3) Na China vários crentes separam uma árvore em seu pomar, um dia de trabalho por semana ou uma galinha em seu galinheiro onde o lucro é destinado ao trabalho missionário.
4) Na Indonésia algumas aldeias criaram o “dia da oferta” e todos naquele dia trazem parte da colheita afim de enviarem e sustentarem seus missionários.
5) Em Portugal uma pequena Igreja no Porto desenvolve um projeto escolar no templo ajudando a comunidade local e destinando o lucro para o sustento de projetos missionários nacionais e transculturais.
6) Algumas Igrejas coreanas defendem que, havendo fidelidade nos dízimos, a Igreja local ver-se-á sempre em condições de sustentar condignamente a obra missionária proposta.

SUGESTÕES PRÁTICAS ÀS IGREJAS ENVOLVIDAS COM O SUSTENTO MISSIONÁRIO

1) Reservar espaço no boletim da Igreja para a cotação do dólar ou da moeda na qual é feita remessa do sustento missionário a fim de conscientizar a comunidade sobre o montante a ser enviado;
2) Conscientizar a Igreja que a contribuição financeira é parte do seu envolvimento com a obra transcultural; a intercessão, correspondência, interesse e apoio também fazem parte deste envolvimento.
3) Separar alguns minutos nos cultos para o “espaço missionário” onde serão lidas cartas e relatórios dos missionários com os quais a Igreja se envolve e também manter a Igreja informada sobre estes e outros campos:

- Localização e população;
- Grupos étnicos e línguas;
- Religião e numero de cristãos;
- Barreiras para o evangelismo e meios de alcançá-los;
- Presença de missionários ou agências missionárias;

4) Fazer um Mural para “Missões Transculturais” e além de cartas e circulares de missionários com os quais a Igreja está envolvida mantenha regularmente ali um resumo informativo sobre campos necessitados e também um resumo das principais notícias internacionais da semana (jornais/telejornais) afim de que a Igreja entenda que modificações políticas, guerras, fomes, secas, aberturas políticas etc., alteram profundamente o trabalho missionário em tais regiões.

5) Lançar desafios específicos à Igreja com respeito ao envolvimento financeiro com tal obra. Lembrar que uma Igreja não precisa necessariamente sustentar sozinha um missionário, mas pode contribuir com parte do seu sustento. É melhor votar algo que possa arcar com fidelidade.

6) O sustento de missionários não é a única forma de a Igreja envolver-se com missões transculturais. Há também outras como:

- Envio de Bíblias na língua nativa para povos sem acesso à Palavra;
- Envio de revistas e livros evangélicos às Igrejas em países com dificuldades na área de literatura;
- Envolvimento com projetos específicos no campo transcultural como construção de seminários, clínicas, escolas etc. além de sustento de projetos com tempo limitado como projetos de férias e outros.

(O texto é produção do Rev. Ronaldo A. Lidório e está publicado no Livro ENTRE TODOS OS POVOS. Programa de Formação Missionária para você e sua Igreja Local. Editora Fronteira).




domingo, 23 de maio de 2010

O QUE É MISSÕES?


Missões nasceu no coração de Deus. E para ele realizar o que tinha em sua mente foi preciso usar a vida do seu Filho e enviá-lo ao mundo como o primeiro missionário.

Quando uns gregos quiseram ver Jesus Cristo, ele lhes respondeu: "É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto" (João 12.23,24). O grão de trigo simboliza Jesus Cristo e a nossa vida.

No Egito, certa vez, abriu-se o sarcófago de uma múmia de 2.000 anos e achou-se dentro dele um grão de trigo intacto. Todos se admiraram pela sua durabilidade. Mas alguém se lamentou dizendo: "Se este grão de trigo tivesse sido plantado há dois mil anos, teria se multiplicado bilhões de vezes, dado toneladas de trigo e saciado milhões de estômagos vazios." Sim, o grão de trigo não tinha morrido, mas ficou ele só. Sua vida, seu potencial, não puderam ser usados para abençoar a muitos. Nossa vida é uma semente no espaço e no tempo cuja colheita será feita na eternidade.

Alguns não querem morrer. Muitas vezes, ser missionário é morrer para as grandes cidades, para a família, para o conforto, para a nossa querida igreja, para tudo. É morrer para nós mesmos para nossas vontades, desejos e planos.

Nos EUA, o Departamento de Agricultura deu à tribo dos índios Sioux sementes de trigo selecionadas, para eles plantarem. O chefe da tribo olhou para os sacos de sementes e comparou-as com a dureza do terreno que precisava ser arado e cultivado, e os índios não tiveram dúvidas: comeram o trigo. O resultado não se fez esperar. Quando chegou o inverno, eles não tinham mais o que comer e muitos pereceram de fome. Muitas vezes fazemos o mesmo. Sacrificamos o amanhã pelas glórias e prazeres de hoje. Usamos as nossas vidas de qualquer maneira, não queremos preparar a terra, fazer o sacrifício para colher amanhã.

Podemos afirmar que só há um meio de salvar o mundo: é através de Jesus Cristo; só há um caminho: a minha vida. A equação pode ser armada da seguinte maneira: Assim como Deus, para enviar a sua mensagem do céu à terra usou seu Filho, assim também, para enviar a sua mensagem da cruz ao pecador, usa o cristão, usa você, usa a mim.

A nossa vida (o grão de trigo) pode ser usada nas mãos de Deus ou nas mãos do Diabo. O fato é que ela se multiplica: na mão de Deus, para o bem - e na mão do Diabo, para o mal.

Algumas Considerações que Ajudam a Usar a Nossa Vida para Missões:

1. Deus tem um plano para cada um de nós. Exemplos: José - missionário no Egito. Moisés - libertador do seu povo. Jonas - o missionário desobediente. Às Vezes, ainda não somos aquela pessoa qualificada e consagrada que Deus quer usar. Mas na hora em que nos entregamos incondicionalmente a Jesus Cristo, Deus nos transforma, de Abrão em Abraão, de Jacó em Israel, de Simão em Pedro e de Saulo em Paulo. Deus não podia usar bem Abrão, Jacó, Simão ou Saulo. Mas a maravilha é que Deus tem o poder de transformar-nos, perdoar-nos e usar-nos para a sua glória, embora muitas vezes sejamos como o instável apóstolo, um Simão no outro Pedro.

2. Cada cristão é um missionário. (II Co 5.18)

3. Existem algumas dimensões da vontade de Deus tão claramente reveladas que não precisamos orar para conhecê-las. Uma ilustração poderia ser II Coríntios 6.14.

Se você encontrar alguém orando para saber se deve ou não se casar com um não cristão, chame-lhe a atenção, dizendo-lhe que não dobre seus joelhos em vão - ele está gastando ar, tempo e energia. Deus já tem a sua vontade revelada a esse respeito.

4. Existem dimensões da vontade de Deus a respeito da quais a Escritura não é específica. Não existe um verso que diga: "Você, João da Silva, deve atuar como missionário na Costa do Marfim." Ou: Você, Maria das Graças, deve casar-se com José Oliveira." Estas coisas não estão escritas na Bíblia. Como podemos entender onde e como devemos servir, em que tipo de serviço, etc?

Precisamos saber que a vontade de Deus não é nenhum balbucio disforme para o futuro, ou algum pacote que Deus deixa cair do céu num barbante, esperando que após o procurarmos, às apalpadelas, o encontremos, e quando é encontrado, temos em mãos a vontade de Deus. A vontade de Deus é mais do que um pergaminho que se desenrola dia a dia. Ele tem uma vontade e um propósito para você e eu, hoje, e pode ser que num desses dias tomemos uma decisão que nos irá envolver nos próximos dez anos. Mas a vontade de Deus é contemporânea. É AGORA.

Eis a nossa preocupação: "Como sintonizar-nos com uma chamada missionária?" Cada um de nós deve ser missionário, mas nem todos nós temos que ser missionários no estrangeiro.

Duas Maneiras pelas quais podemos Descobrir a Chamada de Deus para Missões.

1. Subjetivamente

1) Precisamos usar os ouvidos de Samuel (I Sm 3.1-14). Precisamos querer ouvir a voz de Deus. Oremos assim: "Senhor, eu não sei qual é a tua vontade, mas sei que qualquer que seja, será o melhor para mim." Precisamos aceitar que o Deus que nos amou ao ponto de morrer por nós não nos desprezará. "A escolha não é entre o que queremos fazer e ser felizes, e fazer o que Deus quer de nós e nos sentirmos miseráveis. Pelo contrário, Deus quer livrar-nos de nossa falta de visão e, em seu amor, ajustar nossas vidas dentro do seu padrão de uma maneira que venha a ser a melhor para nós e para os seus propósitos."

2) Devemos obedecer ao que sabemos ser a vontade de Deus. Deus não nos irá mostrar mais verdades sobre a sua vontade se não obedecermos à que ele já nos tem revelado. Você sabe ser a vontade de Deus que você fale de Jesus Cristo a seus amigos, vizinhos e colegas de trabalho, mas você não o está fazendo? Você sabe ser a vontade de Deus que você viva honestamente perante todos os homens, que não exista nenhuma mentira, fraude, má vontade no emprego? Que você controle sua língua e não fale mal das pessoas? Que você seja uma demonstração do caráter de Jesus Cristo? Sabemos ser a sua vontade que contribuamos regularmente para o sustento do seu trabalho, como oferta de amor para ele? É quando obedecemos nestas áreas e começamos realmente a reconhecer a vontade de Deus, que ele começa a mostrar-nos mais em outras áreas.

3) Deus nos orienta sobre a sua vontade de quatro modos:

a) Através da sua Palavra e dos princípios nela contidos.

b) Através da oração. Quando colocamos nosso problema diante do Senhor, ele nos convence da correção ou do erro de um determinado curso de ação. Devemos fazer distinção entre emoção e convicção. Esta procede do Espírito Santo e aquela da carne.

c) Através do conselho de outros cristãos. Se você for o único a receber a orientação e nenhum de seus amigos e colegas cristãos estiverem recebendo a mensagem, será melhor que você faça uma verificação no seu radar. É igual ao rapaz que vai até uma garota e diz: "Deus me tem orientado para que me case com você." Se ele estiver realmente orientando, a garota receberá também a mensagem. Se ela não a estiver recebendo, existe algo errado com o radar ou em algum trecho da linha do receptor de alguém. Quer me parecer que o padrão em Atos é: "Pareceu bom a nós e ao Espírito Santo." E esse é um padrão que deveria ser seguido. É notável, quando adotamos os princípios da Palavra de Deus, quando procuramos honestamente a sua face, quando avaliamos as circunstâncias do ponto-de-vista divino e buscamos o conselho de outros cristãos, como tudo isso tende a nos dar uma clara indicação da vontade de Deus para nossas vidas.

d) Através de circunstâncias. Elas podem não ser necessariamente um orientação. Elas são apenas fatores. Podem ser guias positivos ou negativos.

2. Objetivamente

1) Examinado os campos missionários pelo mundo afora, vemos que existem bilhões de almas perdidas, com apenas 200 secretarias missionárias trabalhando, em cerca de 300 campos, com aproximadamente 50.000 missionários no Ocidente e 6.000 do Oriente. Perguntemos: "Será que Deus acha que 56.000 missionários poderão ganhar bilhões de almas?"

2) Examinemos vários tipos de necessidades missionárias: vidas, dinheiro, equipamentos, construções, médicos, engenheiros, professores, pastores, evangelistas, tradutores, e outras.

3) Examinar a estrutura, mecânica, nomes, direção e propósitos de nossas secretarias missionárias.

4) Ler histórias e biografias de missionários.

Examinar revistas missionárias.

A questão crucial é: "Estou no lugar onde Deus me quer, geográfica, profissionalmente, etc?" "Não é que a chamada missionária seja algo especial. É que cada um de nós tem o privilégio e a responsabilidade de certificar-se da chamada divina em nossas vidas. Não existe maior alegria do que encontrar a vontade de Deus e cumpri-la; estar na vontade de Deus e conhecê-la!"

O QUE É MISSÕES?


Missões nasceu no coração de Deus. E para ele realizar o que tinha em sua mente foi preciso usar a vida do seu Filho e enviá-lo ao mundo como o primeiro missionário.

Quando uns gregos quiseram ver Jesus Cristo, ele lhes respondeu: "É chegada a hora de ser glorificado o Filho do homem. Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto" (João 12.23,24). O grão de trigo simboliza Jesus Cristo e a nossa vida.

No Egito, certa vez, abriu-se o sarcófago de uma múmia de 2.000 anos e achou-se dentro dele um grão de trigo intacto. Todos se admiraram pela sua durabilidade. Mas alguém se lamentou dizendo: "Se este grão de trigo tivesse sido plantado há dois mil anos, teria se multiplicado bilhões de vezes, dado toneladas de trigo e saciado milhões de estômagos vazios." Sim, o grão de trigo não tinha morrido, mas ficou ele só. Sua vida, seu potencial, não puderam ser usados para abençoar a muitos. Nossa vida é uma semente no espaço e no tempo cuja colheita será feita na eternidade.

Alguns não querem morrer. Muitas vezes, ser missionário é morrer para as grandes cidades, para a família, para o conforto, para a nossa querida igreja, para tudo. É morrer para nós mesmos para nossas vontades, desejos e planos.

Nos EUA, o Departamento de Agricultura deu à tribo dos índios Sioux sementes de trigo selecionadas, para eles plantarem. O chefe da tribo olhou para os sacos de sementes e comparou-as com a dureza do terreno que precisava ser arado e cultivado, e os índios não tiveram dúvidas: comeram o trigo. O resultado não se fez esperar. Quando chegou o inverno, eles não tinham mais o que comer e muitos pereceram de fome. Muitas vezes fazemos o mesmo. Sacrificamos o amanhã pelas glórias e prazeres de hoje. Usamos as nossas vidas de qualquer maneira, não queremos preparar a terra, fazer o sacrifício para colher amanhã.

Podemos afirmar que só há um meio de salvar o mundo: é através de Jesus Cristo; só há um caminho: a minha vida. A equação pode ser armada da seguinte maneira: Assim como Deus, para enviar a sua mensagem do céu à terra usou seu Filho, assim também, para enviar a sua mensagem da cruz ao pecador, usa o cristão, usa você, usa a mim.

A nossa vida (o grão de trigo) pode ser usada nas mãos de Deus ou nas mãos do Diabo. O fato é que ela se multiplica: na mão de Deus, para o bem - e na mão do Diabo, para o mal.

Algumas Considerações que Ajudam a Usar a Nossa Vida para Missões:

1. Deus tem um plano para cada um de nós. Exemplos: José - missionário no Egito. Moisés - libertador do seu povo. Jonas - o missionário desobediente. Às Vezes, ainda não somos aquela pessoa qualificada e consagrada que Deus quer usar. Mas na hora em que nos entregamos incondicionalmente a Jesus Cristo, Deus nos transforma, de Abrão em Abraão, de Jacó em Israel, de Simão em Pedro e de Saulo em Paulo. Deus não podia usar bem Abrão, Jacó, Simão ou Saulo. Mas a maravilha é que Deus tem o poder de transformar-nos, perdoar-nos e usar-nos para a sua glória, embora muitas vezes sejamos como o instável apóstolo, um Simão no outro Pedro.

2. Cada cristão é um missionário. (II Co 5.18)

3. Existem algumas dimensões da vontade de Deus tão claramente reveladas que não precisamos orar para conhecê-las. Uma ilustração poderia ser II Coríntios 6.14.

Se você encontrar alguém orando para saber se deve ou não se casar com um não cristão, chame-lhe a atenção, dizendo-lhe que não dobre seus joelhos em vão - ele está gastando ar, tempo e energia. Deus já tem a sua vontade revelada a esse respeito.

4. Existem dimensões da vontade de Deus a respeito da quais a Escritura não é específica. Não existe um verso que diga: "Você, João da Silva, deve atuar como missionário na Costa do Marfim." Ou: Você, Maria das Graças, deve casar-se com José Oliveira." Estas coisas não estão escritas na Bíblia. Como podemos entender onde e como devemos servir, em que tipo de serviço, etc?

Precisamos saber que a vontade de Deus não é nenhum balbucio disforme para o futuro, ou algum pacote que Deus deixa cair do céu num barbante, esperando que após o procurarmos, às apalpadelas, o encontremos, e quando é encontrado, temos em mãos a vontade de Deus. A vontade de Deus é mais do que um pergaminho que se desenrola dia a dia. Ele tem uma vontade e um propósito para você e eu, hoje, e pode ser que num desses dias tomemos uma decisão que nos irá envolver nos próximos dez anos. Mas a vontade de Deus é contemporânea. É AGORA.

Eis a nossa preocupação: "Como sintonizar-nos com uma chamada missionária?" Cada um de nós deve ser missionário, mas nem todos nós temos que ser missionários no estrangeiro.

Duas Maneiras pelas quais podemos Descobrir a Chamada de Deus para Missões.

1. Subjetivamente

1) Precisamos usar os ouvidos de Samuel (I Sm 3.1-14). Precisamos querer ouvir a voz de Deus. Oremos assim: "Senhor, eu não sei qual é a tua vontade, mas sei que qualquer que seja, será o melhor para mim." Precisamos aceitar que o Deus que nos amou ao ponto de morrer por nós não nos desprezará. "A escolha não é entre o que queremos fazer e ser felizes, e fazer o que Deus quer de nós e nos sentirmos miseráveis. Pelo contrário, Deus quer livrar-nos de nossa falta de visão e, em seu amor, ajustar nossas vidas dentro do seu padrão de uma maneira que venha a ser a melhor para nós e para os seus propósitos."

2) Devemos obedecer ao que sabemos ser a vontade de Deus. Deus não nos irá mostrar mais verdades sobre a sua vontade se não obedecermos à que ele já nos tem revelado. Você sabe ser a vontade de Deus que você fale de Jesus Cristo a seus amigos, vizinhos e colegas de trabalho, mas você não o está fazendo? Você sabe ser a vontade de Deus que você viva honestamente perante todos os homens, que não exista nenhuma mentira, fraude, má vontade no emprego? Que você controle sua língua e não fale mal das pessoas? Que você seja uma demonstração do caráter de Jesus Cristo? Sabemos ser a sua vontade que contribuamos regularmente para o sustento do seu trabalho, como oferta de amor para ele? É quando obedecemos nestas áreas e começamos realmente a reconhecer a vontade de Deus, que ele começa a mostrar-nos mais em outras áreas.

3) Deus nos orienta sobre a sua vontade de quatro modos:

a) Através da sua Palavra e dos princípios nela contidos.

b) Através da oração. Quando colocamos nosso problema diante do Senhor, ele nos convence da correção ou do erro de um determinado curso de ação. Devemos fazer distinção entre emoção e convicção. Esta procede do Espírito Santo e aquela da carne.

c) Através do conselho de outros cristãos. Se você for o único a receber a orientação e nenhum de seus amigos e colegas cristãos estiverem recebendo a mensagem, será melhor que você faça uma verificação no seu radar. É igual ao rapaz que vai até uma garota e diz: "Deus me tem orientado para que me case com você." Se ele estiver realmente orientando, a garota receberá também a mensagem. Se ela não a estiver recebendo, existe algo errado com o radar ou em algum trecho da linha do receptor de alguém. Quer me parecer que o padrão em Atos é: "Pareceu bom a nós e ao Espírito Santo." E esse é um padrão que deveria ser seguido. É notável, quando adotamos os princípios da Palavra de Deus, quando procuramos honestamente a sua face, quando avaliamos as circunstâncias do ponto-de-vista divino e buscamos o conselho de outros cristãos, como tudo isso tende a nos dar uma clara indicação da vontade de Deus para nossas vidas.

d) Através de circunstâncias. Elas podem não ser necessariamente um orientação. Elas são apenas fatores. Podem ser guias positivos ou negativos.

2. Objetivamente

1) Examinado os campos missionários pelo mundo afora, vemos que existem bilhões de almas perdidas, com apenas 200 secretarias missionárias trabalhando, em cerca de 300 campos, com aproximadamente 50.000 missionários no Ocidente e 6.000 do Oriente. Perguntemos: "Será que Deus acha que 56.000 missionários poderão ganhar bilhões de almas?"

2) Examinemos vários tipos de necessidades missionárias: vidas, dinheiro, equipamentos, construções, médicos, engenheiros, professores, pastores, evangelistas, tradutores, e outras.

3) Examinar a estrutura, mecânica, nomes, direção e propósitos de nossas secretarias missionárias.

4) Ler histórias e biografias de missionários.

Examinar revistas missionárias.

A questão crucial é: "Estou no lugar onde Deus me quer, geográfica, profissionalmente, etc?" "Não é que a chamada missionária seja algo especial. É que cada um de nós tem o privilégio e a responsabilidade de certificar-se da chamada divina em nossas vidas. Não existe maior alegria do que encontrar a vontade de Deus e cumpri-la; estar na vontade de Deus e conhecê-la!"