"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CHAMADOS PARA ANUNCIAR O EVANGELHO

“Certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia”. (Atos 16:14)
A evangelização é uma ordem expressa e é uma tarefa inacabada. Por isso mesmo, cometida a cada geração. A pregação do Evangelho do Reino é uma das formas, e a principal, para se apressar a volta gloriosa do Senhor Jesus, para o arrebatamento da igreja e implantação definitiva do Reino de Deus, o novo céu e a nova terra, nas quais habitarão a paz, a justiça e o amor. O texto bíblico de hoje é o da história da Igreja de Cristo na era Apostólica, envolve personagens conhecidos como Paulo, Silas e Lídia, a primeira mulher convertida na Europa, onde aprendemos, com clareza, algumas lições, das quais destacamos:

I. O Espírito Santo direciona as obras de evangelização e plantação de Igrejas:

Você que é ou deve ser leitor atento das Sagradas Letras, seguramente já percebeu que o Espírito de Jesus não permitiu a Paulo pregar na Ásia, nem tão pouco na Bitínia, pois o plano de Deus era outro. Paulo sendo um homem de Deus, também foi obediente à visão celestial e, assim Deus abençoou o seu ministério: pois no ministério, tanto a visão quanto o chamado vêem de Deus.

II. A visão e o Chamado vêm de Deus:

Referimo-nos à visão de Trôade, que veio a Paulo, de noite, da parte do Senhor. O que ele viu e ouviu você também pode ouvir: “Passa a Macedônia e ajuda-nos!”. Assim que teve a visão, Paulo concluiu que Deus o chamava para pregar o Evangelho e obedecendo, partiu para aquele destino. Cremos firmemente, que o ministério só pode ser bem-sucedido quando guiado pelo Espírito Santo. É Deus quem opera e o homem coopera. Outro ponto fundamental é ter uma consciência vertical do chamado de Deus; chamando este confirmado pela igreja, pela comunidade dos eleitos. Claro está que Visão e Chamado vêm de Deus e são confirmados pela comunidade dos salvos.

III. Nós pregamos, mas quem convence e converte é o Espírito Santo:

Esta é uma verdade consoladora, a nossa parte é lançar a preciosa semente: pregar, de forma clara e culturalmente relevante, que seja por todos entendida a fim de que possam responder ao SIM de Deus. Semear e regar são obras do homem; germinar, crescer, florir e frutificar é obra de Deus. Quando fazemos bem o que Deus quer da nossa parte o Espírito Santo nunca falhará no que dEle depende. Nós pregamos, mas quem converte é o Espírito. E tudo o que Deus faz dura eternamente.

IV. A Igreja em sua Casa:

Lídia, ao ter o seu coração por Deus aberto, foi convertida: submeteu-se ao juízo da igreja, “se julgais que sou fiel ao Senhor, entrai em minha casa e aí ficai. E nos constrangeu a isso” (Atos 16:15). Abrir o coração para Jesus e a casa para a igreja trazem bênçãos maravilhosas. Cada crente nascido de novo, é um evangelista. “Quem não evangeliza, termina evangelizado por alguma heresia por aí; quem não é um missionário, transforma-se em campo missionário”.

Quando alguém se torna parte do “povo de Deus”, há muito mais coisas em jogo do que simplesmente atender a um apelo, ir à frente, queimar velhos objetos de idolatria ou começar a participar do culto público. O nosso entendimento de conversão, nesse sentido, é a transformação dos que eram “não-povo” em povo ministrador de Deus, o corpo de Cristo que age, participa e serve (I Pedro 2:10). É uma conversão de egoísmo do egocentrismo, da servidão ao domínio das trevas para o amor ágape, para o discipulado e para o serviço a Jesus Cristo. Essa conversão parte da decisão por meio de um processo de discipulado. O discípulo buscando ministrar em nome de Cristo como seguidor de Jesus. Aliás, poder-se-ia defender que a conversão plena, no sentido bíblico, é um processo tríplice que implica:

1. A conversão a Deus em Jesus Cristo;
2. A conversão a Igreja, o corpo de Cristo;
3. A conversão ao ministério no mundo pelo qual Cristo morreu.

O Senhor ordena que a sua comunidade especial de discípulos vá como testemunha, a Jerusalém, a Judéia, a Samaria e aos confins da terra (Atos 1:8).

Que o Senhor soberano nos abençoe no cumprir tão relevante tarefa.

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