"“Muitos crentes consagrados jamais atingiram os campos missionários com seus próprios pés mas poderão alcança-los com seus joelhos” (Adoniran Judson)”"

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

OS CAMPOS MISSIONÁRIOS ESTÃO ABERTOS...

 
O campo para missões está sempre aberto. Afinal o mundo precisa conhecer o Cristo que veio a terra para salvar a humanidade. Para quem está interessado em missões queremos passar alguns ensinamentos importantes: As missões nasceram primeiramente no coração de Deus, e Ele é o grande gerenciador dessa obra ousada e desafiadora.

Em sua Palavra encontramos a resposta sobre o plano de Deus para o mundo. Jesus disse: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28, 19). O Espírito Santo foi dado para fazer dos cristãos testemunhas eficientes no mundo todo. Sendo assim, qualquer um pode ser usado por Deus para levar as Boas Novas, fazendo missões urbanas, nacionais ou mundiais.

MISSÕES URBANAS O primeiro campo missionário deve ser o local onde a igreja está localizada. Antes de atravessar o mundo, a igreja precisa atravessar a rua, ou deve fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Mas não deve esquecer que na cidade há um farto campo para missões. Crianças, jovens, estudantes, adultos e idosos. Existem missões que trabalham com grupos específicos: drogados, prostitutas, homossexuais, universitários ou profissionais liberais, por exemplo. Mas toda a cidade deve comover a equipe de missões. Este comover, quer dizer que o missionário deve sentir compaixão pelas almas perdidas. É importante conhecer a cidade e seus problemas, tanto geograficamente com espiritualmente. Algumas cidades tem conotação religiosa, outras conotação esportiva e outras financeira. Quem nela habita conhece-a melhor, cabe a igreja aproveitar as oportunidades de grandes eventos, grandes aglomerações e realizar a tarefa de evangelização urbana.

MISSÕES NACIONAIS O crescimento do evangelho geralmente se dá de maneira desigual dentro de um determinado território. Motivos históricos, culturais e até espirituais estão por trás desse fato. A verdade é que basta olhar o nosso país como exemplo e encontramos regiões onde o evangelho predomina de maneira incontestável, com uma densidade demográfica de evangélicos espantosa. Em outros lugares, no entanto, há um número pequeno, e é aí que devemos investir com maior amor nas missões. A máxima de que o nativo é o melhor evangelista para os nativos é uma verdade. Ninguém entende melhor um povo do que alguém do próprio povo. Ninguém melhor para entender um marroquino do que outro marroquino. Ninguém mais apto para evangelizar africanos do que os africanos. Um mapa religioso com estatísticas confiáveis é um instrumento essencial para qualquer grupo missionário. Quais regiões são mais carentes? Quais cidades, estados, regiões possuem o menor numero de crentes? Como chegar a esses lugares? O que fazer? A quem enviar? De certo modo, nunca se deve alegar que outros já estão trabalhando. A demanda é grande, e se diversos grupos se concentrarem em uma mesma área e trabalharem juntos, sem proselitismo, sem placa de igreja, a tarefa se tornará mais fácil e será levada ao sucesso bem mais rápido.

MISSÕES MUNDIAIS O campo é o mundo, já disso o próprio Senhor. Foi difícil para a igreja evangélica quebrar seus limites geográficos e assumir a responsabilidade mundial. Hoje, mais do que nunca, ela tem procurado cumprir essa tarefa. Talvez não na velocidade necessária nem na intensidade demandada, mas a evangelização mundial tem sido levada a efeito por muitas igrejas, denominações e agencias missionárias. A chamada “janela 10/40”, que já tem sido reavaliada de muitas formas, denota claramente que a igreja está consciente do desafio de evangelização mundial. O mundo comunista sofreu um duro golpe e teve de abrir suas fronteiras. Alguns baluartes ainda se sustentam contra o evangelho e são motivos de constante intercessão e preocupação das igrejas. O mundo islâmico talvez seja o principal deles. Independentemente de qual seja os desafios, a própria globalização tem de certo modo facilitado a visualização e a aplicação de estratégias. Já não é possível conviver com a abundância da Palavra de Deus, enquanto a maior parte do mundo perece com carência dela. O fato de muitos povos não terem sequer uma tradução das Escrituras Sagradas, tem trazido sensação de incomodo nos corações missionários.

APOIO AOS MISSIONARIOS Colocar um missionário em determinado campo já é um desafio. Sustentá-lo ali é um desafio ainda maior. Pode ser traumático para um missionário ou sua família estar em um local distante de sua comunidade e familiares, sob pressões econômicas e espirituais para as quais não estavam preparados. Mesmo os chamados “fazedores de tendas”, isto é, profissionais que trabalham no país no qual foram enviados para se manterem e ao mesmo tempo pregar o evangelho, precisam de suporte continuo para desenvolver e concluir sua missão.

Esta sustentação envolve pelo menos três pontos principais, com os quais a agencia ou igreja precisa se preocupar:

Oração – alguém já disse que só missionários oram pelos missionários. Talvez seja um exagero, mas a verdade é que nem todos conseguem sentir o peso que é estar em terra estranha, com cultura diferente, longe de familiares e entes queridos. Dificilmente o apoio de intercessão acontecerá naturalmente, sem a interferência de alguém que tenha a visão e conheça a necessidade do missionário. Dentro dos cultos deve ser separado um tempo para batalhar em oração a favor dos missionários. Muitas batalhas foram perdidas não pelas condições culturais ou econômicas, mas principalmente pela falta de intercessão.

Comunicação – telefone, radio, e-mail e mesmo cartas, são formas de manter a ligação entre a comunidade e o enviado. Em nossa era de alta tecnologia é incoerente um missionário permanecer sem contato com sua base.

Sustento financeiro- Ao enviar um missionário para o campo, a igreja deve organizar-se para um sustento financeiro permanente. Em alguns casos pode ser algo básico, mas que lhe dê condições de realizar seu trabalho sem desgastes desnecessários.

QUALIDADES DO MISSIONARIO Embora seja difícil descrever quais devem ser as qualidades de um missionário, alguns pontos precisam ser destacados. Claro que a ausência de uma ou outra virtude pode ser compensada pelas demais.

Adaptabilidade – pessoas com dificuldades de se adaptar a climas, culturas, modos de vida diferentes não se sentirão bem caso tenham de ir a outros povos. Se essas dificuldades tiverem efeitos físicos, torna-se ainda mais complicado.

Coragem – coragem é necessária em qualquer lugar e para qualquer pessoa, não só para os que vão, mas também para os que ficam. A questão é que o missionário está indo ao encontro do inusitado, do diferente, do incomum. Não significa que todos os missionários terão de enfrentar índios antropófagos, homens-bomba e cobras cascavéis. Seu contexto porem é um ambiente desconhecido, e ele precisa estar psicologicamente preparado para isso.

Empreendedorismo - enquanto fora do campo muita coisa acontece naturalmente, dentro dele muitos caminhos terão de ser abertos a força. Pioneirismo foi à marca de muitos missionários. Tentar fazer as coisas acontecerem. Usar meios até então não empregados, exigem uma grande dose de criatividade e espírito empreendedor. Os missionários tiveram um papel ativo na historia do mundo.

Submissão – nem todos são chefes de missões. Embora saibamos que a insubmissão não é um privilegio de missionário em campo, a desobediência ao líder pode ser muito prejudicial, pois a vida de pessoas podem estar em jogo. O grupo se torna uma família de certo modo, e a ação de um terá sérios reflexos nos outros. Saber obedecer é uma virtude que não pode ser dispensada.

Liderança – saber liderar e ser liderado demonstra uma flexibilidade de caráter especial. Sabe-se que só sabe liderar quem já foi liderado. O missionário que aprendeu essa disciplina vai exercer o controle sobre situações difíceis. Tanto companheiros de missão como convertidos precisarão de uma voz de comendo firme para conduzi-los.

Visão – o missionário está abrindo caminhos. As oportunidades não podem ser perdidas sem que haja serias conseqüência para o trabalho. Ele precisa reconhecer o talento e a capacidade de cada pessoa e empregá-los no lugar certo. Necessita enxergar um problema que está se iniciando e cortar pela raiz.

Desprendimento – amar pessoas e lugares por amor ao Senhor e ao seu Reino é uma coisa, mas apegar-se de maneira a não conseguir deixá-los quando for necessário é outra totalmente diferente. O missionário não deve ser um insensível, mas deve ser alguém que tem amor suficiente a Deus e a seu Reino para colocá-lo acima de qualquer coisa.

Vida espiritual vigorosa – os missionários terminam por adquirir um grande vigor espiritual, pois as próprias circunstancias o exigem. Vida de oração e consagração e de disciplina cristã mais desenvolvida é algo sem a qual ele nada conseguirá. “Sem mim nada podereis fazer”, disse Jesus. E é no campo que esta verdade se torna mais evidente.

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