MISSÕES - PORQUE NOS PREOCUPARMOS?

PORQUE DEVEMOS FAZER MISSÕES?
Porque bilhões precisam ouvir a
Palavra de Deus. Observe que, segundo as estatísticas, o número de pessoas no
mundo está aumentando numa proporção acima de 70.000.000 (setenta milhões) a
cada ano. Menos que 3.000.000 (três milhões) delas estão sendo alcançadas pelo
Evangelho.
Diariamente, morrem no mundo 119.000
(cento e dezenove mil) pessoas, 4.980 (quatro mil novecentos e oitenta) por
hora, e 83 (oitenta e três) por minuto. Destas, 97%, ou seja, 115.430 (cento e
quinze mil, quatrocentos e trinta) vão para o inferno.
Existem 16.810 (dezesseis mil, oitocentos e dez) povos étnicos e sociais perdidos,
que ainda não ouviram falar em Jesus. Somente na África Meridional e África
Central são 880 (oitocentos e oitenta) milhões de pessoas perdidas.
O mundo já ultrapassou os sete
bilhões de habitantes. Destes, mais de um terço, ou seja, mais de dois bilhões
de pessoas não ouviram falar de Jesus Cristo e estão fora de alcance do
Evangelho.
Existem no mundo em torno de 56.000
(cinquenta e seis mil) missionários. Para que estes alcancem os bilhões de
perdidos, é necessário que cada um evangelize 89.286 (oitenta e nove milhões,
duzentos e oitenta e seis mil) pessoas. Isto não é preocupante?
E você, cristão, qual é a sua posição
diante do “IDE” de Jesus Cristo?
SEM JESUS CRISTO AS PESSOAS ESTARÃO
PERDIDAS
As pessoas não evangelizadas nunca
ouvirão o Evangelho, a menos que você entre em ação para quebrar esta “...fome
de ... ouvir as palavras do Senhor”, (Am 8.11).
Mobilizando e treinando e enviando
ganhadores de almas para irem lá onde os pecadores estão é a única solução para
este dilema.
Milhares de cidades e aldeias da
China e da Índia, ainda não têm quem lhes fale sobre Jesus Cristo. Lá, as
pessoas vivem e morrem sem Jesus Cristo. Não porque elas O rejeitem, mas porque
durante os 2.000 anos passados, nenhum cristão foi até lá para compartilhar com
elas o Evangelho do amor de Jesus Cristo.
Um em cada 500 líderes de igreja
dedica sua vida a alcançar as pessoas. Necessitamos de um reencaminhamento aos
princípios adotados pelo Apóstolo Paulo: “E desta maneira me esforcei por
anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido nomeado, para não edificar
sobre fundamento alheio”, (Rm 15.20).
Paulo sempre ia “para anunciar o
evangelho nos lugares que estão além ...” (II Co 10.16), lá onde as pessoas
ainda não tinham ouvido sobre Jesus Cristo.
Pedro também compreendeu que “o
Senhor não retarda Sua promessa... não querendo que alguns se percam, senão que
todos venham a arrepender-se”, (II Pe 3.9).
NÃO É VONTADE DE DEUS QUE OS HOMENS SE
PERCAM
Eles se perdem porque não lhes temos
ofertado o Evangelho. São deduzidos três pontos importantes:
1)
A IGREJA DORME.
As pessoas estão perdidas porque a Igreja, em sua grande
maioria, está dormindo. O chamado é “acorda para a retidão...; “...o que dorme
na sega é filho que envergonha”, (Pv 10.5).
2) É PECADO.
É pecado as pessoas não saberem sobre Deus. Somos
advertidos, “...não pequeis; porque alguns ainda não têm o conhecimento de
Deus...”. Isto é um pecado de omissão. “Aquele pois que sabe fazer o bem e não
o faz, comete pecado”, (Tg 4.17).
3) É VERGONHOSO.
Este fato é causa para vergonha. “... o que dorme na sega
é filho que envergonha”, (Pv 10.5). O lamento aflito dos perdidos se eleva até
o Céu, “passou a sega, findou o verão, e nós não estamos salvos”, (Jr 8.20).
Essa condição terrível existe porque são muito poucos os obreiros. “Rogai pois
ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a Sua seara”, (Mt 9.38). Nós somos
ganhadores de almas porque os obreiros são muito poucos.
4) POR CAUSA DA GRANDE INCUMBÊNCIA.
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a
toda a criatura”, (Mc 16.15). Todo o cristão é incumbido e chamado. “Que nos
salvou, e chamou com uma santa vocação... segundo o seu próprio propósito e
graça...” (II Tm 1.9). Todo cristão tem responsabilidade. A “Grande
Incumbência” para executar e o “Chamado Santo” para testemunhar e servir, é a
autoridade de todo cristão, dada por Deus para ministrar. Todo cristão tem três
ministérios sacerdotais:
I.
Ministrar
ao Senhor em oração, louvor e adoração.
II. Ministrar uns aos outros com
relação e apoio financeiro e espiritual.
III.
Ministrar
ao mundo (incrédulos) através da cura de enfermidade físicas e emocionais,
expulsando demônios e lhes contando as boas novas, “...que Cristo morreu por
nossos pecados, segundo as Escrituras; E que foi sepultado, e que ressuscitou
ao terceiro dia, segundo as Escrituras”, (I Co. 15.3,4).
Quando nós, cristãos, aprendemos a realizar esses três ministérios, assumiremos
seus privilégios e responsabilidades dados por Deus e diremos: “...Eis-me aqui,
envia-me a mim”, (Is. 6.8).
Jesus Cristo amou tanto o mundo, que morreu por ele. Grande parte da Igreja,
indiferente, sofreu muito com conquista de Maomé, com as devastações do
poderoso mongol Ghenghis Khan, com a espada manchada de sangue de Napoleão, com
perseguição do comunismo e, atualmente, está sofrendo frente aos terríveis
ataques das filosofias da Nova Era. Porém, frente a todas as dificuldades
enfrentadas na história, a Igreja sempre avançou e agora não será diferente,
porque estamos lutando numa guerra em que nosso Supremo Comandante Jesus Cristo
já venceu por nós, lá no Calvário.
EXEMPLO A SER SEGUIDO
Os morávios oraram e agiram. Foram
necessárias reuniões de orações durante vinte e quatro horas diárias, por mais
de cem anos, para quebrar a ação mortal de indiferença da Igreja.
Aquele ministério foi iniciado cerca
de 250 anos atrás, através da influência de um pequeno conhecido e não muito
considerado príncipe bavário, chamado Conde Van Zinzendort.
A Igreja Morávia, que foi creditada a
ele como sendo o seu fundador, desenvolveu os primeiros - e, por muitos anos,
os únicos - missionários evangélicos dos tempos modernos.
Os morávios oravam com paixão pelas
almas perdidas dos homens. Eles não oravam somente, eles agiam para levar o
Evangelho até eles. Os morávios deram os melhores de seus jovens, para se
tornarem soldados no exército do Senhor.
Dois daqueles jovens ouviram que numa ilha do Mar do Caribe, 40.000 africanos
estavam presos, na mais abjeta escravidão.
Ninguém era admitido na ilha, a não
ser que fosse como um escravo. Os dois jovens morávios foram movidos pela
compaixão daqueles escravos. Eles imaginaram que aqueles escravos morreriam com
os seus pecados se eles não levassem o Evangelho até lá.
Então, os dois jovens morávios
venderam-se como escravos para poderem alcançar aqueles africanos. Na medida em
que eles navegavam do cais de Hamburgo, Alemanha, suas últimas palavras ecoaram
através das marés do oceano: “Estamos indo ganhar para o Cordeiro, a recompensa
do Seu sacrifício.” Estes jovens nunca mais foram vistos. Morreram como
escravos naquela ilha, pregando o Evangelho da salvação.
Quantas almas teriam eles ganho para
Jesus Cristo? Saberemos somente na eternidade. Eles deram suas vidas porque
acreditaram que pudessem ajudar a trazer o Rei de volta. Eles acreditavam que
Jesus não pudesse voltar até que “...este evangelho do reino será pregado em
todo o mundo, em testemunho a todas as gentes.”
Se vamos aceitar TODA A GRANDE INCUMBÊNCIA e praticá-la, podemos ganhar o mundo
para Cristo.
Se rejeitarmos o poder do Espírito Santo e falharmos em dar a Ele o Seu legítimo lugar de Senhorio em nossas vidas e ministério, teremos muito poucos frutos.
“E disse-lhes (Jesus): Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a
criatura. Quem crer e for batizado, será salvo; mas quem não crer será
condenado”, (Mc 16.15,16).
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EV. GILSON MAZUI DEFERRARI
Evangelista, escritor e Secretário de Missões
Passo Fundo, RS
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