QUALIDADES BÁSICAS DO MISSIONÁRIO

CAPACITAÇÃO DO MISSIONÁRIO
SEGUNDA PARTE
Aquilo que
somos é mais importante do que aquilo que falamos ou fazemos. Deus procura um
relacionamento mútuo de amor com seus filhos redimidos. E é nossa maneira de
ser, de relacionar-mos com as pessoas que tornará nossa mensagem aceitável ou
não às pessoas. Por isso a qualificação essencial é que sejamos marcados pela
presença de Jesus em nossas vidas, que as pessoas reconheçam em nós o seu amor,
sua graça, sua verdade.
Para que isso
aconteça precisamos andar com Ele, estar como Ele, como foi o caso dos
primeiros discípulos. Permitir que sua vida cresça em nós, que comecemos a ver
o mundo e as pessoas com os olhos compassivos e justos dele. A Bíblia tem pouco
a dizer sobre métodos missionários e muita ênfase na intimidade com Deus. Que
Deus nos dê esse coração de procurar desenvolver a intimidade com Ele, muito
mais do que a eficiência ou a quantidade de nossas obras feitas para ele (Marcos
3:13 a 15; João 4:23; Êxodo 33 e 34:01
a 09).
Moisés não
aceitou a oferta da terra, e de um anjo poderoso como guia protetor –
recusou-se a dar mais um só passo se Deus não estivesse pessoalmente com eles.
E quanto mais intimidade alcançou, mais cresceu o seu desejo de uma intimidade
mais profunda. Se não desejamos aprofundar a intimidade com Deus é porque ainda
sabemos muito sobre Deus, mas conhecemos pouco a Ele.
O TREINAMENTO
MISSIONÁRIO
Quando Deus me
convenceu de que eu tinha um chamado para o ministério transcultural, através
de todo um processo, eu pedi: “Senhor, dê-me a oportunidade de receber uma
boa formação”. Naquela época (l979) ainda havia poucas opções no Brasil, e
comecei a fazer pesquisas, e fiquei convencida que o All Nations Christian
College seria o lugar indicado. Quase todos os alunos (de todos os continentes)
são profissionais, e todos os professores tem 5 anos ou mais de experiência em
ministério transcultural.
Realmente foi
uma experiência muito rica, que me deu não apenas uma boa base
bíblico-teológica, mas um excelente preparo para servir e trabalhar num
contexto transcultural. Como isso me valeu no campo, em Angola e Moçambique!
Não vou dizer que não cometi erros ou enganos, mas eu tinha uma boa base até
para superá-los através do diálogo, e para procurar sempre entender e valorizar
uma cultura diferente da minha.
Na Angola eu
convivi com meus amigos missionários brasileiros, a maioria dos quais tinha uma
boa formação bíblico-teológica, mas faltava qualquer preparo transcultural.
Sofriam muito, desnecessariamente, porque não tinham sido preparados para esse
confronto e integração a uma cultura diferente. Alguns cometeram erros graves
por essa falta de preparo.
Fiquei
convencida do quanto é indispensável um treinamento apropriado, e fiz o meu
mestrado com esse objetivo, de me tornar um instrumento nas mãos de Deus para
contribuir com o preparo de outros missionários brasileiros.
Percebo que
muitos vocacionados tem pressa demais, e sempre procuro mostrar a importância
de um bom preparo, que dá muito mais fruto a médio e longo prazo.
Esse preparo
inclui uma boa base bíblico-teológica, matérias missiológicas (vida
missionária, contextualização, antropologia cultural, teologia bíblica de
missão, fenomenologia da religião e outras); e uma boa base de experiência
prática – ministério na igreja local, ministério com comunidades carentes,
ministério transcultural (em tribos, grupos étnicos minoritários, ou outros
países latinos): além de um preparo na vida devocional e na batalha espiritual,
um bom conhecimento pelo menos do inglês, e muitas vezes de outra(s) língua(s).
O preparo não é algo diferente da própria vida missionária, o preparo já é vida missionária. Se os queridos vocacionados e suas igrejas compreenderem isso, vai ser uma grande ajuda.
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