PREPARAÇÃO ACADEMICA X PRÁTICA

 


A PREPARAÇÃO ACADÊMICA E A PRÁTICA

  

A consciência de um chamado missionário específico não invalida ou descarta a necessidade de estudo, treinamento e aprendizado formal.

Missionários precisam ter intimidade com a Palavra de Deus e suas doutrinas inegociáveis, atestadas pela igreja universal nestes dois mil anos de história do cristianismo (1 Tm 1.10; 2 Tm 3.10; 4.3).

Ele precisa saber manusear sabiamente a Escritura Sagrada, e poder responder a qualquer instante a razão de sua fé (1 Tm 4.13. 1 Pe 3.15).

Ainda se faz indispensável um conhecimento abrangente das principais religiões e tendências teológicas do nosso tempo, tanto a nível nacional quanto mundial.

De certa forma, este conhecimento pressupõe conhecer e identificar as estratégias de Satanás, principalmente no momento histórico em que ele (a), como missionário vai exercer seu ministério. Paulo utilizava bem este conhecimento no trabalho missionário (2 Co 2.5-11; Gl 4.1-11; Ef 6.10-20; At 17.16-31; 23. 1-10).

Um bom preparo teológico e missiológico possibilitarão uma base sólida para o exercício da missão, contudo não significa necessariamente ter um curso de Bacharel em teologia, mas ao menos, uns dois anos de estudos intensivos de qualidade. Como complementação ou em paralelo, uma preparação em linguística e o aprendizado da língua inglesa se tornará indispensável à missão transcultural.

A leitura de livros devocionais e teológicos que atualizem seu conhecimento do pensamento teológico em voga, uma continua alimentação espiritual advinda de mensagens, pregações, conferências e simpósios, tanto sobre missões como sobre a vida com Deus, proporcionarão um discipulado com crescimento fortificado, se tornando também parte essencial à sua formação (1 Tm 4.1-16).

Em termos práticos, além do sólido desempenho ministerial no corpo local, pequenas iniciativas em projetos missionários de curto período, conectados com a futura missão serão de extrema valia.

É possível que, nessa busca de conhecimento, alguns se surpreendam com o NÃO CHAMADO, ou seja, percebam através da prática desempenhada nesses projetos que seus potenciais não estão de acordo com o ministério pretendido ou almejado ou até, não possuem condições de deixar tudo para o serviço missionário.

Nesse caso, a síndrome de Marcos poderá ser evitada (At 13.13-15), no entanto, tal descoberta não obrigatoriamente invalidará um futuro envolvimento com aquele chamado (At 15. 36-41; 2Tm 4.11).

Dentro do âmbito da preparação prática, experiências transculturais básicas serão muito úteis, principalmente se forem experimentadas em equipe. O empírico traz maturidade emocional e espiritual (At 13. 1-3).

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