INTRODUÇÃO AO ESTUDO MISSIONÁRIO
PARA QUE FAZER MISSÕES?
Falar em Missões sem querer saber
para que faremos, é o mesmo que andarmos
no escuro. Paulo, o grande missionário, foi sempre consciente de que há um
objetivo a ser alcançado em Missões.
Das três indagações feitas por
Paulo, a segunda interroga: "Como crerão naquele de quem não
ouviram?" Sabe qual é a resposta?
Missões. Sim, Missões existem para levar Cristo a todas as pessoas,
fazendo-as crer que Ele é eterno e suficiente Salvador.
As estatísticas mostram hoje que evangelizar o
mundo e principalmente os povos não alcançados é um desafio. Não podemos mais
visualizar um mundo rodeado de barreiras sociais e políticas, porque Deus está
derrubando todos os bloqueios de Satanás.
O Evangelho precisa chegar às
grandes cidades do mundo como: Tóquio, Bombaim, Calcutá, Cairo e outras que
aparentemente estão fechadas para o evangelho, mas a população geme sobre o
impacto do paganismo buscando outra forma de vida após a morte para aliviar o
sofrimento da existência presente.
Não podemos ser indiferentes ao
fato de apenas uma minoria de todos os missionários enviados ao mundo
trabalharem entre os hindus, budistas e muçulmanos.
Calcula-se que, hoje,
aproximadamente 1/3 da população do globo terrestre ouviu falar do evangelho, e
o restante, que é a grande maioria, estão envolvidos nas trevas espirituais.
A África é o continente que mais
cresce na aceitação do Evangelho, porém as suas práticas pagãs continuam
arraigadas no povo. O sincretismo é um grande problema em muitas áreas. Um real
arrependimento de pecado e das obras das trevas está faltando e muitos cristãos
africanos continuam com medo das feitiçarias e dos espíritos.
Existem Missões porque há um mundo
carente e necessitado do Amor de Deus. Não há outra forma de livramento para o
mundo, somente através da pregação do Evangelho. As boas Novas de Deus para o
homem caído em delitos e pecados estão nas verdades fundamentais do Evangelho.
As verdades fundamentais do
Evangelho precisam ser anunciadas, sob pena de chegarmos na presença do nosso
Senhor com as mãos sujas de sangue da nossa geração. Somos responsáveis pelos
que vivem em nossa cidade. Ou nós lhes falamos de Cristo agora ou um dia será
muito tarde para os perdidos e para nós, os salvos.
ONDE FAZER MISSÕES?
Se fizermos uma retrospectiva da obra
missionária realizada nas últimas décadas, observaremos que a igreja
contemporânea preocupou-se em plantar o evangelho no mundo
ocidental esquecendo-se definitivamente do mundo oriental. Por esta razão, os povos esquecidos se multiplicaram
formando hoje mais da metade da população do mundo mergulhada nas trevas
espirituais.
Fazer missões no final desta
década representa um desafio transcultural a ser vencido pela igreja
responsabilizada por Cristo para este trabalho.
Já sabemos que o objetivo de
Missões é levar todos à salvação; porém, podemos ir mais além do seu
objetivo. Em todos os lugares da terra o
Evangelho deve ser pregado. Isto está
provado em Mateus 28.19: "Portanto
ide, ensinai todas as nações". Jesus disse ide a todas as nações ou o
mesmo que "ide ao Brasil,
Japão, Coréia, Indonésia, África e todos os demais países". Salvação é uma dádiva oferecida independente
de cor, raça, idioma e posição social (Leia Marcos 16.15; Tito 2.11).
O Evangelho é para todos em todos
os lugares. Analisando Atos dos Apóstolos 1.8, teremos uma visão missionária
global dos quatro pontos estratégicos para se fazer Missões.
Através desses lugares, podemos
estabelecer quatro pontos estratégicos para se fazer Missões:
a) Jerusalém: É o trabalho missionário em nossos
lares,
vizinhança,
escola, faculdade, trabalho, etc. Este campo é muito vasto.
b) Judéia: É o trabalho realizado nas vilas e
bairros próximos;
este
campos parece sem nenhuma importância, porém não há dúvidas de que é um
excelente local para uma boa pescaria.
Existem grandes bairros e vilas onde há milhares de pessoas precisando
ouvir a mensagem do Evangelho.
c) Samaria: É o trabalho realizado em cidades
mais distantes, no
interior
do país, o que se pode chamar de "missões nacionais", existem em
nosso país centenas de cidades cuja população tem uma minoria de pessoas
alcançadas pelo Evangelho.
d) Confins da Terra: É o trabalho missionário realizado
em todo
mundo,
isto é, "missões estrangeiras" ou como sempre chamamos “missões
transculturais”.
Nunca o mundo esteve tão aberto
para o trabalho missionário como agora.
Não sabemos até quando durará tal abertura. Está na hora de obedecermos
ao IDE de Jesus.
O mesmo livro de Atos que
estabelece os lugares onde deve ser proclamado o Evangelho, também nos dá um
programa geral da expansão da proclamação através do trabalho missionário.
Havia um crescimento quantitativo:
1. Almas "acrescidas" (Leia
Atos 2.41-42,47).
2. O número de discípulos
"continuava a se multiplicar"(Leia Atos 6.1,7; 9.31).
Crescimento quantitativo era
evidente por causa do crescimento espiritual, comunhão, compartilhamento,
adoração e testemunhos dos crentes (Leia Atos 2.41,47). Os apóstolos e alguns
outros ouviram a ordem do Senhor como relata em Mateus 28. 18-20 (Leia esta
passagem em sua Bíblia ).
Certamente eles não puderam esquecer aquelas palavras e o registro da extensão
do crescimento da Igreja segue o perfil geográfico de Atos 1.8 (veja no mapa da
Palestina, no tempo do Novo Testamento, que está nas páginas de mapas bíblicos
da sua Bíblia, a localização de Jerusalém, Judéia e Samaria). É preciso
reconhecer ainda que não há mais qualquer referência em Atos à ordem do Senhor
após o capítulo 1, versículo 8.
Além dos pontos estratégicos para
se fazer Missões, Atos 1.8 diz que o trabalho missionário deve ser feito
"ao mesmo tempo" em cada um dos quatros lugares. O trabalho dos
discípulos não deveria primeiro ser iniciado e completado em um lugar para
depois partirem para outro. Essa "simultaneidade" está expressa nas
palavras "tanto em", como em "até os...".
A Igreja de hoje tem avançado
consideravelmente na conquista dos povos, mas temos que observar que existem
2/3 da população do mundo que ainda não ouviu o evangelho.
Essa g rande massa tem as barreiras
transculturais da religião milenar e os costumes quase que intransponíveis ao
nosso mundo moderno. Os povos não alcançados, na sua maioria, ainda são os que
vivem na miséria social, cultural e econômica.
Só o evangelho pode mudar este
quadro.
A missão da Igreja é pregar a toda
criatura e não se dedicar apenas às áreas mais fáceis de serem alcançadas. Estamos fazendo missões nos lugares viáveis e
com isso muitos já ouviram o evangelho muitas vezes, enquanto outros nunca
ouviram falar de Jesus. Devemos fazer
missões nos preocupando com o "IDE" de Jesus abrangendo todo o mundo
e não os lugares mais perto de nós.
Existem ainda, no terceiro
milênio, deuses desconhecidos que são adorados, ocupando o lugar do verdadeiro
Senhor por desconhecimento do evangelho. O apóstolo Paulo se deparou com esta
realidade quando encontrou entre os atenienses essa adoração ao desconhecido
(Leia Atos 17.23).
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