A IGREJA QUE ENVIA DEVE SEGURAR A CORDA
CAMPO MISSIONÁRIO - LUGAR DE BATALHA ESPIRITUAL
Gn.12,10: “E havia fome naquela terra e desceu Abrão ao Egito para peregrinar ali, porquanto a fome era grande na terra.”
Ninguém pense que estando no campo missionário, estaremos livres dos desafios e problemas. Eles sempree aparecerão mas precisamos estar poreparados para enfretá-los e resolvê-los.
Abraão enfrentou situações difíceis com a família após sua saída de U. Agora coloque-se no lugar dele e imagine você, tendo uma família para cuidar, esposa e parentes, sem contar os animais e serventes que acompanharam.
Quando Deus chamou Abraão, talvez ele não imaginava os desafios que encontraria pela frente. Quando Deus nos chama e respondemos sim a Ele, devemos nos preparar para os desafios que virão, pois enfrentaremos o inimigo na frente de batalha e ele satanás com certeza irá atacar e preparar situações complicadas para nos desanimar e nos fazer olhar para trás.
Enfrentar os desafios no campo missionário, significa além de termos que dar um passo de fé, estarmos preparados para tal.
O primeiro e maior desafio a ser enfrentado quando chegamos ao campo missionário é o descaso ou despreparo da Igreja enviadora em relação ao envio do sustento financeiro prometido. Muitas vezes a Igreja falha nesse compromisso e os missionários ficam em situação constrangedora diante dos compromissos assumidos com estrangeiros no país de destino.
Agora imagina uma família com filhos pequenos, aluguel e contas outras para pagar, é lamentável que algumas igrejas brasileiras ainda estão tão imaturas no que tange a fazer missões transculturais, pois muitas enviam e não sustentam fiel e dignamente seus enviados. Outras espiritualizam o chamado missionário com o jargão de que se somos missionários e fazemos missões dizem que “temos que viver por fé”.
Certa vez, numa conversa sigilosa com o líder de uma Igreja que havia enviado uma família para o campo missionário. Questionei o fato dos missionários estarem em situação delicada diante dos seus compromissos, porque o sustento não estava chegando no devido tempo.
É claro que o líder não gostou da minha interfência, mesmo sendo eu o Secretário de Missões da Igreja.
E a resposta que recebi foi: “isto é normal, acontece até mesmo aqui no Brasil. Na minha casa quando tenho necessidades e o meu salário atrasa, eu recorro à ajuda da minha família ou dos amigos, etc.”.
Eu respondi a esse líder que no exterior o povo não quer saber desses detalhes, eles não querem acordo com estrangeiro nesse sentido, eles pensam que o estrangeiro que chega a seu país é porque têm recursos financeiros e muitos buscam ajuda até alimentícia na porta dos missionários. Quando isso acontece, como em países asiáticos ou africanos temos de estar preparados como a solução que o povo espera de nós.
É verdade que nossa confiança está em Deus e que devemos viver pela fé, mas ao “ao impor as mãos sobre os enviados ao campo missionário, a Igreja assumiu a obrigação diante de Deus e da Igreja de sustentar seus enviados, tanto financeiramente como moral e espiritualmente. (Atos 13.3)”. Uma vez feito o compromisso a Igreja deve cumprir e honrar seu compromisso, pois missionário precisa do pão na mesa, precisa se vestir, usar transporte, se tiver filhos a educação dos filhos é mais uma preocupação, além de férias regulamentares também.
Muitas igrejas “tiram o corpo fora” e deixam o missionário a espera de um milagre. Isto não é outra coisa senão tentar a Deus.
Mas apesar de algumas igrejas estarem falhando nesse quesito, podemos louvar ao Senhor, pois “ELE NUNCA FALHA”.Sou testemunha de que em durante todos os anos que tenho estado envolvido com a Obra Missionária, nunca vi faltar nada aos meus filhos no campo missionário.
Entretanto em um Encontro de Missionários realizado num país da América Latina tomei conhecimento através de testemunho de alguns missionários que estava há anos sem poder tirar férias e alguns passando até fome, devido a falta de idoneidade dos seus enviadores. Isso, que me perdoem a sinceridade, é lamentável!
Muitas igrejas se omitem e não cumprem sua missão de não só enviar, mas sustentar, apoiar e pastorear seus missionários. Outras lançam o missionário no campo e se esquecem dele.
Lembro-me de que um dia recebi uma notícia da minha filha que acabava de chegar ao campo missionário, e encontrou o país totalmente destruído pela guerra que acabara de acontecer. Não havia sistema financeiro funcionando normalmente, não havia infraestrutura nem comércio funcionando com normalidade. A necessidade neste caso aumenta, mesmo que não seja irresponsabilidade da Igreja enviadora.
Ela me relatou que após orarem ao Senhor pedindo solução para resolver este problema, um vizinho chegou a sua casa trazendo de presente um cacho de bananas. Eles agradeceram a Deus e com muita alegria ela disse que eram as bananas mais saborosas que comeram em sua vida, a fé deles foi edificada como a minha também.
Eu relatei isto ao meu pastor que tinha enviado esses missionários, e me parece que ele não entendeu e depois mandou me chamar ao seu gabinete, onde irritado contra mim disse que eu estava difundindo boatos de que a igreja estava deixando os missionários passarem fome no campo missionário.
Talvez você ao ler este testemunho, você possa maravilhar-se e honestamente alegrar e regozijar pela fidelidade de Deus com aqueles a quem Ele chama. Mas também achamos que isto não seria necessário acontecer, se as igreja que enviam seus missionários fossem fiéis ao seus compromissos com os missionários.
Muitas vezes jogamos a responsabilidade para Deus, enquanto somos nós quem temos que fazer o trabalho, é por isto que o mundo ainda não foi todo evangelizado e o paganismo toma conta do planeta e outras religiões e seitas invadem vários países.
Abrão enfrenta a fome mas Deus o sustenta. A diferença aqui, foi que nenhuma igreja ou corpo eclesiástico fez compromisso com Abrão e Ele viu de perto a provisão de Deus em todos os sentidos e como o Senhor o conduziu.
A igreja tem que entender que quando envia um casal para o campo, esta família talvez terá problemas, pois algo que no país de origem parece ser um problema pequeno, fora do nosso país pode ser um gigante.
No Brasil usa-se muito o “jeitinho” para resolver as coisas, mas fora do Brasil não há o “jeitinho”, ou você é ou não é, ou tem ou não tem, já vimos vários missionários com problemas financeiros vivendo no campo transcultural e isto é uma VERGONHA para a igreja brasileira! É tempo de colocarmos os pés no chão e sermos coerentes ao enviarmos alguém para o campo, não se brinca com famíia, com crianças e com a obra de Deus.

Comentários
Postar um comentário
Deixe seu comentário, ele é muito importante para melhorarmos o nosso trabalho.
Obrigado pela visita, compartilhe e
Volte Sempre.