AFINAL, O QUE É A GRANDE COMISSÃO?
A
GRANDE COMISSÃO
INTEGRIDADE
A autenticidade e genuinidade das passagens da Grande Comissão, especialmente como encontradas em Mateus e Marcos, têm sido criticadas por representantes do nacionalismo e da crítica erudita, os primeiros em uma base teológica e os últimos documentária. Estudiosos evangélicos, contudo, têm defendido rigorosamente tanto a genuinidade quanto a autenticidade das passagens e têm mantido sua posição em base de evidências internas e externas.
Tenho confiança que temos aqui as
palavras como foram proferidas pelo Senhor e registradas pelos autores do
evangelho. Também estou ciente do fato de que o final de (Marcos 16 9-20), é
muito discutido e que vários excelentes manuscritos antigos não registram os
versículos. Porém, está muito claro que Marcos não termina com o versículo 8 e
que o atual final está bem documentado com base em escritos dos séculos II e
III. Dessa forma, dando continuidade a discussão.
INTERPRETAÇÃO
A interpretação das passagens da Grande Comissão tem diferido muito através dos séculos e tem provocado muita discussão. A discussão tem sido levantada em torno ao destinatário das palavras.
- Elas foram proferidas por apóstolos
de Jesus Cristo?
-
- Elas constituíam uma parte do
desígnio singular do ministério apostólico?
- Elas eram voltadas para os apóstolos
como representantes da igreja de Jesus Cristo e dessa forma existem como uma
parte do encargo da igreja no final dos tempos?
- Novamente, qual é a relação entre
batizar e ensinar?
- Este último está ligado e subordinado
ao primeiro, já que um "e" está
faltando?
- Ou ensinar está associado a batizar e
não é meramente subseqüente a
este último?
- Como batizar e ensinar estão
relacionados à formação de apóstolos? -
- Qual é o verdadeiro significado de batizar "em" nome?
- Por que a palavra "nome" é
usada no singular, se é seguida pela
enumeração das três Pessoas da Divindade?
-
Essas são algumas das questões eclesiásticas e teológicas que têm sido levantadas e debatidas em relação às passagens e ao significado da Grande Comissão.
Essas são algumas das questões eclesiásticas e teológicas que têm sido levantadas e debatidas em relação às passagens e ao significado da Grande Comissão.
O estudo evangélico tem procurado responder a algumas dessas questões, acreditando que a comissão é dirigida à igreja e deve ser obedecida até o final dos tempos e que esta deve ser interpretada à luz de total revelação. Poucos comentaristas lidam exaustivamente com as passagens da Grande Comissão.
Recentemente, dois estudos explicativos
de valor foram realizados. O primeiro pelo Dr. Karl Barth, em The Theology of
the Christian Mission (A teologia da missão cristã), enquanto que o segundo é
da autoria do Dr. R. D. Culver e foi publicado no Bulletin of the Evangelical
Theological Society (Boletim da Sociedade Teológica Evangélica), e mais tarde
pela Bibliotheca Sacra. Ambos, porém, falharam em perceber a dimensão total da
Grande Comissão e limitam seus estudos ao evangelho de Mateus. Assim, no
máximo, eles são apenas uma apresentação parcial da Grande Comissão. É
lamentável que a Grande Comissão tenha sido mais debatida do que obedecida na
história da igreja.
RELAÇÃO
COM O CRISTIANISMO
A Grande Comissão não é uma ordem
isolada imposta arbitrariamente ao cristianismo. Ela é um acréscimo lógico e um
fluxo natural da personalidade de Deus como é revelado nas Escrituras, do
propósito e ímpeto missionário de Deus como esclarecido no Antigo Testamento e
encarnado historicamente no chamado de Israel, da vida, teologia e obra
redentora de Cristo como revelados nos evangelhos, da natureza e obra do
Espírito Santo como previstas por nosso Senhor e manifestadas em e após
Pentecostes, e da natureza e do desígnio da igreja de Cristo como apresentados
nos Atos dos Apóstolos e nas epístolas. Ela forma uma unidade orgânica e uma
parte integral interna dessa revelação e apenas adquire seu verdadeiro
significado e poder se for compreendida através dessa grande relação.
A Grande Comissão não torna o cristianismo uma religião missionária. Este último é devido à sua fonte, natureza e desígnio absoluto. Os apóstolos tornaram-se missionários não devido a uma comissão, mas devido ao cristianismo ser o que é e devido à presença do Espírito Santo que é um Espírito que comunica-se e testemunha. O próprio Cristo fala da missão do Espírito Santo como uma missão de testemunho (João 15.26; 16.8-15).
Dessa forma, se as palavras particulares
da Grande Comissão nunca tivessem sido registradas ou preservadas, o ímpeto e a
responsabilidade missionária da igreja não seriam nem um pouco afetados. Ela
prospera onde quer que o cristianismo seja realmente conhecido, plenamente
acreditado, genuinamente vivido e implicitamente obedecido.
IMPORTÂNCIA
Dito isso, ainda devemos enfatizar que é de imensa importância que a Grande Comissão tenha sido proferida por nosso Senhor e relatada pelo Espírito Santo nos evangelhos. Ao mesmo tempo que não cria novas obrigações para o cristianismo, ela põe categoricamente em evidência o ímpeto e responsabilidade missionários do cristianismo além das dúvidas e discussões.
Novamente, sua singularidade como uma
ordem do Senhor ressuscitado torna-a única entre suas palavras e torna-a mais
do que uma comissão entre muitas ordens aos discípulos. Sua exposição por cada
um dos autores do evangelho testemunha sua tradição viva na igreja antiga. O
livro de Atos demonstra sua dinâmica no movimento original do cristianismo.
NATUREZA
COMPLEXA
A Grande Comissão é uma comissão
complexa. Seu registro em todos os quatro evangelhos e nos Atos é único entre
as palavras de Cristo. Ele aponta para seu significado na mente de cada
escritor, sua riqueza e plenitude de essência, e a unidade de propósito e
desígnio de cada um dos evangelhos. Eles todos culminam na Grande Comissão e
seguem uma direção em comum. O cristianismo é centrífugo em natureza e impulso.
Tornou-se necessário enfatizar a natureza complexa da Grande Comissão. O fato de que cada um dos quatro evangelistas a aborda de uma forma ou outra necessita ser observado. Nenhum deles a aborda em sua plenitude, mas eles completam muito bem um ao outro.
Ao mesmo tempo que cada um dos evangelistas apresenta-a a
partir de seu próprio ponto de vista e com sua ênfase singular, juntos eles
formam um todo, como a lista seguinte nos mostra:
Mateus - a autoridade, o objetivo inclusivo e a extensão de tempo da ação.
Marcos - a urgência, o método e dimensão geográfica da ação.
Lucas - a mensagem centrada em Cristo e a universalidade da ação.
João - o preparo espiritual e a natureza espiritual da ação.
Apenas ao ver o texto completo como apresentado nos quatro evangelhos, realmente percebemos a Grande Comissão absoluta.
Lucas - a mensagem centrada em Cristo e a universalidade da ação.
João - o preparo espiritual e a natureza espiritual da ação.
Apenas ao ver o texto completo como apresentado nos quatro evangelhos, realmente percebemos a Grande Comissão absoluta.

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