PREPARO MISSIONÁRIO - PARTE 1

 


O PREPARO SOCIAL DO MISSIONÁRIO PARA A

 REALIDADE DO CAMPO

Missionária Antonia Leonora van der Mier

 

PARTE   1

 

A INFLUÊNCIA DESTRUTIVA DOS PRECONCEITOS SOCIAIS E RACIAIS

O ministério missionário algumas vezes produz tensões por causa do confronto com outras culturas e amém pelos contatos sociais com os diversos segmentos das relações do missionário. Surgem novas pressões sobre a vida familiar, muitas vezes residindo em equipe, com pessoas de várias culturas e de hábitos variados. São forçados a viverem juntos em muita privacidade, a dividirem as tarefas, onde se torna tão necessária aquela humildade típica de João Batista – de permitir que o outro cresça e que eu diminua.

Apesar da renúncia necessária na carreira missionária, não nos tornamos automaticamente humildes.  Surgem novos tipos de relacionamentos com líderes nacionais, civis e religiosos, com vizinhos e com pessoas que nos vêem como possível fonte de recursos desejados. Há os desafios resultantes de nossa formação pessoal e social, onde aprendemos a aceitar e respeitar alguns tipos de pessoas e etnias e rejeitar ou desprezar outros.

É POSSÍVEL SURGIR UM PRECONCEITO RACIAL OU SOCIAL NO  CAMPO MISSIOÁRIOʔ

Infelizmente é, e como prejudica a obra de Deus em nossa vida e na vida dos outros a quem desejamos servir. Por tudo isso, precisamos nos preparar da melhor maneira possível para reduzir os impactos dos choques nos relacionamentos e para evitar que esses choques causem barreiras para o evangelho.

Jesus nos envia assim como o Pai O enviou (João 20.21). Ele é o Verbo de Deus, o Salvador, o Supremo Pastor, não primeiramente pelo que fez, mas pelo que é. Nossa tendência é de enfocar nossa atenção no fazer.

A influência de Jesus dependia dos seus relacionamentos pessoais com  gente de todos os níveis soiais, idades e raças em todo o tipo de contexto e situação de vida. Isso mostra o quanto é importante aquilo que somos como missionários transculturais e isso vem a tona através dos relacionamentos e na maneira como reagimos às crises, tensões e conflitos.

Não devemos esperar que, quando estivermos evolvidos e comprometidos com a obra missionária,os relacionamentos serão sempre agradáveis, com compreensão e apoio mútuo constantes.

A maioria dos missionários tem personalidade fortes, tomam iniciativas e  facilmente surgem confrontos e conflitos, isso não deve nos desanimar; já era assim com os discípulos. Tiago e João achavam que podiam ter os melhores lugares no Reino de Deus Jesus aproveita o momento de tensão entre o grupopara dar um ensinamento importante sobre o significado da liderança no Reino. Podemos também aprender através dos conflitos, quando os discutimos positivamente.

As vezes os conflitos surgem porque algumas pessoas nos fazem sentir ameaçados, ou por nossos preconceitos.  Classificamos o colega não damos abertura para a pessoa verdadeira. Não podemos pressionaras pessoas a serem iguais a nós, mas devemos reconhecer e respeitar nossas diferenças.

Lideres mais velhos (missionários ou nacionais) podem sentir ameaçados pelos mais jovens e mostrar-se defensivos e  dogmáticos. Os mais jovens precisam de paciência e sabedoria para não exigir mudanças rápidas, respeitando o conhecimento e experiência dos mais v3elhos, em  perder sua visão e criatividade, esperando a maneira certa de introduzir as mudanças.

FAMÍLIA

Surgem problemas em várias áreas da vida familiar. Surgem com a esposa, se ela não tiver seu próprio campo de atuação, ou não sabe adaptar à\ cultura. Em outros contextos se encara o marido como o obreiro e não a esposa (como  acontece também com os líderes cristãos locais).  Como envolver a esposa no ministério? Como pode encontrar o seu espaço pessoal? Como reagir, por exemplo, em países islâmicos onde espera-se que a esposa não apareça em público e restringe na vida social de acordo com os padrões locais.

Casais missionários enfrentam não só as tensões de todos os outros casais, mais as tensões causadas por todas as inseguranças, temores, crises de identidade que podem surgir na adaptação a uma cultura diferente.  Ao mesmo tempo existe expectativa de seu casamento ter um modelo de ensino bíblico para o contexto de vida missionária.

Realmente, estrangeiros estão sendo constantemente observados pelos nacionais. Quando surge um problema entre o casal, precisam de aconselhamento pastoral.

Um dos problemas é que às vezes o marido teve uma condição de chamado e praticamente forçou a esposa a acompanhá-lo. É muito importante os dois estarem convencidos de suas vocações e estarem dispostos de coração para esse trabalho antes de irem ao campo.

EM RELAÇÃO AOS FILHOS HÁ A QUESTÃO DA EDUCAÇÃO

Quais são as possibilidades e limitações, vantagens e desvantagens de integrar os filhos no sistema nacional de educação? Quais são as dificuldades e vantagens de uma educação por correspondência (em que a mãe faz o papel de professora, e faltam cônegas para a criança). Uma educação tipo internato afastando os filhos dos pais é opção? Como seria uma combinação dessas opções? Como enfrentar o problemas das más influências (que na é exclusivo do campo missionário)? 

Até que ponto os filhos podem ser submetidos às provações?Será que faz mal para os filhos viverem uma vida mais simples?Quais são as vantagens e desvantagens de crescer numa cultura diferente?

Ainda mais existe a separação com a família no seu país de origem. Como manter o  contato e a comunhão, apesar da distância? Como podemos dar e receber o apoio que nós e que eles precisam? Como a missão/igreja enviadora pode e deve ajudar? Há necessidade de separar tempo para a família nas visitas à pátria!

( Continua na próxima postagemn)

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