PREPARO MISSIONÁRIO - PARTE 2
O PREPARO SOCIAL DO MISSIONÁRIO PARA A REALIDADE DO CAMPO
Missionária Antonia Leonora van der Mier
PARTE 2
COLEGAS MISSIONÁRIOS BRASILEIROS
É muito importante manter a comunhão para tornar-se uma verdadeira família.
Mas existe o perigo das panelinhas, criando a mentalidade de eles x nós, quando
perde-se a sensibilidade e acessibilidade. É possível nos influenciarmos
negativamente, estimulando preconceitos e demasiadas saudades da pátria.
Como podemos desenvolver um relacionamento positivo de apoio, estimulo e correção mútua,
evitando as ciladas de relacionamento doentio?? /temos que estar atentos aos
perigos dos relacionamentos e atitudes com os nacionais.
No campo estamos distantes de nossos amigos e familiares, distante dos
papéis que nos davam significado importância, procurando adaptar-se com os
colegas nacionais, fazendo as seguintes indagações:
1. Por que eles parecem se integrar tão bem com a
cultura, enquanto nós temos dificuldades?
2. Eles são valorizados, e as pesoas não reconhecem nosso valor!
3. Por que eles se dão tão bem com alguns líderes com
quem nós sempre temos problemas e desentendimentos?
4. Por que eles não se integram da maneira como nós achamos
própria e bíblica, mantém certa distância do povo (por segurança?), e vivem em
um estilo de vida que nós achamos impróprio?
Desenvolvemos atitudes negativas em vez de procurar ajudá-las a se
integrarem melhor e reconhecer o valor do que eles estão fazendo.
Se mostrarmos amor e paciência, e formos honestos, num clima de
respeito mútuo e de disposição de ouvir à outra pessoa, podemos aprender muito
uns dos outros.
Há outro perigo de formar um gueto missionário e estrangeiro. Isso
acontece quando um grupo fechado de pessoas desenvolve um estilo de vida
distante e isolada da sociedade onde vivem.
Perdem o contato e o interesse na sociedade onde vivem (deixam de ter
os jornais e de ouvir as notícias locais).
Começa a surgir um excesso de preocupação com problemas internos como
relacionamentos e problemas pessoais. Os padrões de emoções comportamentos e as
atitudes são praticamente impostas sobre pessoas novas. Surgem também emoções
doentias, desconfianças e fofocas.
Precisamos evitar essa tendência, mantendo um equilíbrio saudável entre o contato com a sociedade e com a comunidade missionárias e a obra missionária. Devemos procurar ler jornais e livros locais para se integrar mais na cultura, participar de alguns eventos nacionais e desenvolver contatos e amizades com pessoas nacionais.
COLEGAS MISSIONÁROS DE OUTRAS NACIONALIDADES
Às vezes surgem preconceitos de superioridade por parte dos
missionários de 1º mundo (que têm
os recursos financeiros e
linguagem apropriada dos projetos). Do outro lado pode surgir dificuldades por
causa do complexo de inferioridade (u até inveja) dos missionários do 3 º mundo. Às vezes gastamos
demasiada energia na adaptação transcultural a outros missionários, em prejuízo
da adaptação à cultura nacional.
Cenas como as seguintes são comuns: Uma missionária filipina de
uma equipe multinacional no Japão
queixou-se que suas colegas – da holandesa porque era “contra idéias novas e
insistia naquilo que ela osta”, da alemã que é “uma pessoa muito negativa que sempre
se queixa e fica perguntando por que, e a australiana acha difícil aceitar
líderes filipinos”. Um missionário paquistanês nas Filipinas ficou chocado
pelos namoros dos filipinos cristãos e triste com a atitude do diretor americano,
sempre tão ocupado que não tinha tempo
para ele.Um mssionário de TONGA nas Filipinas ficou ofendido pela maneira
brusca como o líder indiano lhe repreendia dizendo: “isso é muito mal . Você
não deveria agir assim. Faça-o de novo”.
Confusões da língua (quando o inglês não é a língua materna de todos
os missionários, palavras ou expressões podem ser mal-entendidas). Poden ser entendidas
cmo desprezo, ridicularizarização, a não ser quando as pessoas têm muita liberdade
no relacionamento e podem esclarecer o verdadeiro sentido. (É bom ter um senso
de humor, mas esse pode ser facilmente mal-entendido em outra cultura).
Podemos reduzir o stress cultural quando reconhecemos e aceitamos a
nova cultura e melhoramos a comunicação. Os missionários podem falar sobre suas
próprias culturas num contexto de amor e aceitação mútua, e ai se sentirão
menos solitários e melhor compreendidos.
(Continua na próxima postagem...)

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