COMO OUVIRÃO SE NÃO HÁ QUEM PREGUE?

 



COMO OUVIRÃO?

 

UM POVO QUE TEM AS MÃOS COO VOZ E SÍMBOLO DE LUTA

A fé vem pelo ouvir (Romanos 10.17). Essa é uma verdade tão clara e simples que pode parecer óbvia para muitos. Mas como é o “OUVIR”? A linguagem te tão inerente que, podemos viver despercebidos de toda a complexidade envolvida nos processos de comunicação interpessoal. Porém, para quase 10 milhões de brasileiros declarados deficientes auditivos no Censo 2010, ouvir não é tão natural e simples.

Essa deficiência ocorre em diferentes momentos, circunstâncias e níveis. Por exemplo: alguns idosos perdem parte da audição e, até recorrer à prótese, precisam lidar com a falta de paciência própria e dos outros. Há pessoas que ficam surdas de apenas um dos ouvidos e ficam literalmente às voltas para escutar do lado que funciona.

A surdez pode ter causas genéticas ou ambientais, como meningite, rubéola ou lesões. Muitos têm uma perda auditiva leve e ainda há aqueles que perderam a audição após o período de aquisição de linguagem. Nesses asos, quando são bem assistidos por médicos otorrinos e fonoaudiólogos é possível que eles  nem sejam facilmente percebidos pela sociedade como deficientes auditivos. Seguindo o exemplo de Jesus, precisamos nos colocar ao lado deles e fazer o exercício de nos colocar, também, no lugar deles a fim de entender suas necessidades especiais tão diversas.

Precisamos ser sensíveis, se quisermos incluir essas pessoas em nossos relacionamentos, programas e cultos.

É importante ressaltar que, dento da população de deficientes auditivos, mais de 2 milhões foram declarados aos recenseadores do IBGE como pessoas que têm grande  dificuldade para ouvir ou que não conseguem  ouvir de jeito nenhum. Estima-se que esse seja o número aproximado da população que forma a comunidade surda usuária da Língua brasileira de sinais (Libras).


Desde 2002 quando o Presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou a Lei Nº 10.436 que reconhece a Libras, os surdos têm conquistado mais e mais espaço. Eles estão celebrando as vitórias e buscando avançar cada vez mais em busca de novas conquistas e de reconhecimento, principalmente na área da educação.




Há quem diga que o Evangelho chega para os surdos com 100 anos de atraso em relação aos ouvintes . O primeiro ministério com surdos de que se tem notícia no Brasil começou em Campinas (SP), no final da década de 70. Na década de 90 ainda existiam algumas capitais, e talvez estados inteiros, sem nenhuma igreja evangélica tendo seus cultos traduzidos para a língua de sinais.

Esses ministérios têm se multiplicado, mas ainda é certo que menos de 1% da comunidade surda brasileira freqüenta alguma igreja evangélica. Atenção e apoio são importantes para que não ofereçamos apenas tradução nos cultos, mas uma real inclusão, respeiando as diversas identidades dos surdos.

Eles também são crianças, jovens, sollteiros, casais e idosos e cada espaço da igreja deve incluir os que devem com os olhos  e falam com as mãos.

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Missionário Davidson l Henrique Estanislao.

Missionário na JOCUM em BH, Minas Gerais. Dirige a Casa Semear, que atende crianças e adolescentes e surdas carentes e em situação de risco.

 

 


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